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Os dilemas da administração Leal Ferreira na Aviação Naval

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P-3AM da FAB

Por Roberto Lopes
Especial para o Poder Naval

Reconhecido por servidores civis e militares do Ministério da Defesa como o Comandante Militar que, a partir de 2015 (governo Dilma-Temer), melhores resultados obteve no sentido de promover o crescimento operacional da sua Força, o almirante de esquadra Eduardo Bacellar Leal Ferreira chegará ao fim do seu comando sem ter encontrado todos os caminhos – ou soluções – que gostaria.

Uma das questões que se afiguram de prognóstico mais incerto é a que diz respeito ao futuro da Aviação Naval de Asa Fixa na Marinha do Brasil (MB).

Um almirante reformado contou recentemente ao Poder Naval, que, ainda no ano passado, Leal Ferreira rejeitou, em definitivo, a possibilidade da Força Aeronaval da MB receber o 1º Esquadrão do 7º Grupo de Aviação – Esquadrão Orungan –, constituído por quadrimotores P-3A Orion modernizados – unidade transferida, mês passado, da Base Aérea de Salvador para a Base Aérea de Santa Cruz, no Rio de Janeiro (movimentação que desagradou bastante o pessoal da FAB, em função do clima de insegurança pública no estado).

Especialistas da Aviação Naval consideram a unidade mais um problema do que uma resposta às necessidades da patrulha e do esclarecimento marítimo. Motivo? Aeronaves com indícios de forte desgaste estrutural e corrosão, necessidade de (cara) manutenção específica, além de eventuais intervenções de grande porte, como troca das asas e da cauda – serviço este avaliado pelo mercado de empresas de recuperação de aeronaves em 30 milhões de dólares (por avião).

A Força Aérea Brasileira começou a pesquisar a compra das aeronaves P-3A em meados dos anos de 1990, e adquiriu 12 dessas células (para aproveitar um número bem menor delas em voo), ciente que o modelo fora fabricado, em fins dos anos de 1960, com uma liga de alumínio consideravelmente menos resistente à corrosão que a da versão P-3C.

Nada disso, entretanto, ofusca a importância da Aviação de Patrulha para a soberania brasileira.

Dentro da própria FAB muitos oficiais superiores defendem que a sua corporação retenha essa atividade, que é considerada uma das mais importantes e tradicionais a exemplo do que ocorre com a Real Força Aérea (RAF), que começará a receber aeronaves P-8A Poseidon em 2019.

Custo – Sete meses atrás, este jornalista consultou o Centro de Comunicação Social da Marinha sobre qual seria o futuro do treinamento dos pilotos de caça da Força Aeronaval, em face do descomissionamento do porta-aviões São Paulo. A resposta (recebida por e-mail) foi:

“Fruto dos estudos que definirão o total de aeronaves, assim como as competências essenciais a serem mantidas pela aviação naval de asa fixa, até a obtenção do próximo navio-aeródromo, será possível estimar a demanda anual adequada para a formação de pilotos de avião da MB.

Considerando que uma daquelas competências essenciais é o pouso e decolagem a partir de porta-aviões, continuará a ser necessário o envio de pilotos para realizar a fase avançada de sua formação em marinhas que disponham desse tipo de navio.

A escolha preferencial continuará a ser a Marinha dos EUA, de modo a manter a padronização de procedimentos em relação aos pilotos que já passaram por aquele treinamento”.

O problema é que o custo atual de se qualificar um aviador naval nos Estados Unidos gira em torno de 2 milhões de dólares.

E, não raro, um desses oficiais brasileiros se destaca, por sua habilidade, entre os alunos americanos.

Capitão-Tenente Raggio

Entre os dias 6 e 14 de dezembro passado, próximo à costa de Key West, Flórida, o capitão-tenente Ricson Raggio Mello, Oficial-Aluno do Curso de Aperfeiçoamento de Aviação para Oficiais (CAAVO) T-1/2013 da MB, obteve a maior média entre os alunos que buscavam a qualificação para pouso a bordo, conquistando assim o prêmio “TOP HOOK”. A missão foi realizada no navio-aeródromo de propulsão nuclear USS George H. W. Bush (CVN-77).

Com a conclusão de seu treinamento nos Estados Unidos, o piloto retornou ao Brasil, para receber sua asa de Aviador Naval. Seu destino? Compor os quadros do futuro EsqdVEC-1, voando as aeronaves que realizarão a missão de COD/AAR. A unidade foi planejada para operar a bordo do São Paulo, mas agora usará a pista de São Pedro da Aldeia…

Bombardeio de precisão – Um mês antes de o CT Raggio fazer bonito ao largo de Key West, a Naval Air Station Kingsville (NASK), no Texas, assistiu a cerimônia de conclusão do curso Advanced Training T-45C Strike (T-45C TS – Total System), realizado na US Navy com aeronaves T-45 Goshawk.

O curso exige cerca de 100 horas de voo em simulador e outras 170 horas de voo, aproximadamente, até a graduação do aluno.

Na Marinha do Brasil ele é especialmente importante, pois contribui de forma decisiva para o adestramento dos futuros pilotos de caça do 1º Esquadrão de Aviões de Interceptação e Ataque – VF-1.

Entre os agraciados com o certificado de “Excelência” no Advanced Training T-45C Strike estava o CT Rafael de Aquino Hernandes, oficial fuzileiro que se destacou por sua precisão na fase de lançamento de bombas do Estágio Intermediário e Avançado de Asa Fixa (EIAAF).

T-45C pousando em navio-aeródromo

O piloto FN também chamou a atenção por ter obtido resultado acima da média na qualificação do pouso a bordo em porta-aviões.

Apesar de todas as circunstâncias desfavoráveis – desativação do porta-aviões São Paulo, dúvidas acerca da modernização das aeronaves A-4KU, desaparecimento no mar de um desses jatos em 2016 –, a Aviação Naval se mantém como uma opção atraente para o pessoal da Marinha.

Especialmente por causa do esforço da Força Aeronaval em manter sua frota de combate antissubmarino e de ataque a alvos de superfície atualizada com os helicópteros SH-16 Seahawk, por meio da modernização das aeronaves de reconhecimento e ataque Super Lynx, e do recebimento de helicópteros H225M de tecnologia francesa aptos a disparar mísseis Exocet contra alvos de superfície.

Jatos AF-1 (A-4KU) Falcão da Aviação Naval

Plateia – A 9 de dezembro passado, o Centro de Instrução e Adestramento Aeronaval Almirante José Maria do Amaral Oliveira (CIAAN) promoveu a cerimônia de conclusão do Curso de Aperfeiçoamento de Aviação para Oficiais (CAAVO), Turma 2015, na Habilitação Básica em Asa Rotativa.

Um grupo de 22 oficiais receberam seus Distintivos de Aviador Naval e certificados de conclusão de curso.

Pouco mais de um mês depois o Comando da Força Aeronaval realizou, em seu auditório da Base Aérea Naval de São Pedro da Aldeia (RJ), a Aula Inaugural dos Cursos de Especialização em Controle de Tráfego Aéreo (C-Espc-CV), Motores de Aviação (C-Espc-MV), Manobras e Equipagem de Aviação (C-Espc-RV), Estrutura e Metalurgia de Aviação (C-Espc-SV) e Aviônica (C-Espc-VN), do ano de 2018.

Na plateia do evento – presidido pelo Comandante da Força Aeronaval, contra-almirante Denilson Medeiros Nôga, estavam nada menos que 139 alunos dos diferentes cursos: 130 marinheiros e 9 fuzileiros navais.

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Leonardo M.
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Leonardo M.

A solução para a MB é simples
Comprem 2 navios porta helicóptero que consiga colocar 10 F35B em cada

Ou se não der apenas compre um e + 10 unidades do F35B
Simples, mais em conta do que comprar um porta aviões + 30 aeronaves para isso é menos custoso para manter.
Será que é tão difícil comprar um navio igual dos Marines + 10 F35B?

Ah sim, tem uma tal esquadra de Guanabara com 180 almirantes e pouco mais de 60 navios para manter em concerto.

Leandro Costa
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Leandro Costa

Será que é difícil comprar um navio igual àos da USN no qual operam aeronaves e transladam pessoal do USMC?

Sim, é difícil sim. Principalmente sem dinheiro ou vontade política/popular.

Ádson
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Ádson

Solução futura (mas não barata): um porta aviões compacto para 20 aeronaves, porém catobar com catapultas eletromagnéticas. As catapultas tem que ser eletromagnéticas para se economizar espaço, pois não teriam todo o equipamento de geração de vapor e seus dutos altamente pressurizados e altamente problemáticos, e com isto a propulsão tem também que ser elétrica, ficando a definir se diesel-elétrica ou nuclear-elétrica. Um porta-aviões com tais características operaria aviões mais “baratos” e de mais fácil manutenção que os F-35, talvez Sea Gripen. Outra vantagem seria que também por suas menores dimensões também teria uma operação não tão cara e ainda… Read more »

Ádson
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Ádson

Das vinte aeronaves embarcadas dois seriam AWACS, talvez os E-2, não sei se os americanos nos venderiam. Caso vendam, compraria-se três para ter dois embarcados. Aí volto a falar, 18 caças navais, dois AWACS seriam suas aeronaves embarcadas e SAR, ASW, COD, etc seria fornecido pelo PH que estaria sempre junto.

Ádson
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Ádson

Os dois deveriam ser navios irmãos, mesma propulsão, mesma autonomia, mesma velocidade, mesmos elevadores, porém o PH não teria catapultas.

camargoer
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Caros Colegas. Sabemos que uma catapulta a vapor é cara, pesada e de manutenção complexa, o que torna um NAe Stobar bem mais barato. Por outro lado, provavelmente nos próximos anos, o F35B será o único caça disponível e confiável para operar em regime STOVL, mas é muito caro para adquirir e operar. Fico pensando em qual solução seria melhor para a MB, uma combinação de um NAe Stobar com propulsão convencional com um esquadrão de F35B, ou um NAe Catobar (eventualmente nuclear para gerar vapor para a propulsão e catapulta, ou para gerar energia elétrica para a catapulta eletromagnética,… Read more »

Mauricio R.
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F-35B,
NAe Stobar convencional,
NAe Catobar nuclear,
Gripens navais…
Meu deus a febre amarela já chegou ao blog!!!!

Ádson
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Ádson

“camargoer 15 de Fevereiro de 2018 at 0:15”
As duas opções são caras mas, acho eu, a combinação catobar eletromagnética + Gripen seria mais barata com o tempo. Além disto, usado-se a eletromagnética ganharia-se muito mais muito espaço a bordo, se for nuclear ai nem se fala. Não teria a geração de vapor, não teria óleo para propulsão. Mais uma coisa é que a variação de geração não é tão grande, o equipamento eletromagnético usa suuuper capacitores, o navio gerara sempre um pouco acima do seu consumo de energia e a grande descarga é fornecida pelos capacitores no lançamento.

Ádson
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Ádson

Ah, muito provavelmente a SAAB desenvolverá o SEA Gripen em cooperação com a Índia.

Daglian
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Daglian

Leonardo M. 14 de Fevereiro de 2018 at 23:05
Sim Leonardo, é difícil. Custa muito dinheiro. Não somente a aquisição dos F35 é cara, mas a manutenção também.

Ádson
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Ádson

Já que sonhar ainda não é tributado vamos lá: Um NAe catobar nuclear com catapultas eletromagnéticas, um PH (navio irmão do NAe), 3 Grumman E-2, 18 Sea Gripen mono-place, 6 Sea Gripen bi-place, 6 fremm italianas, 2 subnuc, 1 logistico 20.000ton, 1 navio tanque com capacidade antártica. Isso além de no mínimo 12 corvetas/fragatas leves e 12 sub eletro diesel para atuarem sempre em nossa costa. Tá pronta a esquadra, rsrs, podemos começar a equipar os distritos agora, rsrs, serão 12 NPaOc, 30 NPa e 1 NPaFlu para o 5º Distrito, 3 para o 4º, 5 para o 6º e… Read more »

Gabriel Oliveira
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Gabriel Oliveira

Sei não mas acho o F-35B mas um porta aviões médio mais em conta,dado que o Grippen Naval sequer existe ainda sobre os indianos,na minha visão um esquadrão pequeno de 12 F-35 B e um porta aviões STOVL não creio que seja tão caro.

Flávio Henrique
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Flávio Henrique

Sobre um NAe nuclear poderia ser feito como o USS Enterprise (CVN-65) e usar reatores iguais ou derivados do usado no SNBR, gerando escalar do mesmo ou de componentes em comum (caso seja uma variação/evolução).

EduardoSP
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EduardoSP

A questão é: vale a pena gastar o que não se tem ($) para, teoricamente, manter uma tênue capacidade (operar aeronaves de asa fixa embarcadas) que não será desenvolvida pelo menos nos próximos 10 a 15 anos? Não é melhor gastar essa grana em coisas mais importantes e voltar a treinar pilotos quando tivermos aeronaves?

De que adianta formar um piloto que vai trabalhar no escritório por falta de aviões e porta-aviões? Qual a utilidade desse treinamento? Qual o retorno desse gasto?

Ádson
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Ádson

“Gabriel Oliveira 15 de Fevereiro de 2018 at 1:11”
Gabriel, a hora do F-35B é extremamente cara. Além do que ele perde e muito em raio de ação e capacidade de carga em relação ao F-35C. A operação catobar não prejudica a aeronave em relação a suas características de peso e alcance. Quanto ao Sea Gripem ainda não existir, nosso NAe também não existe, então há tempo. O namoro da SAAB e da Índia já está quase virando noivado, quem sabe fazemos um triangulo, rsrs.

Ádson
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Ádson

Aos foristas: Há algum sistema AWACS moderno que possa ser instalado no C-1 Trader?

Rafael Oliveira
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Rafael Oliveira

Um dos gastos mais inúteis que podem ser feitos é treinar pousos e decolagens de pilotos com a USNAVY. Não há no horizonte próximo qualquer possibilidade de a MB adquirir uma novo NAe e, caso venha a fazê-lo no horizonte distante, esse pessoal treinado já terá esquecido o que aprendeu ou estará vestindo o pijama. . Quanto aos P-3, US$ 30 milhões é muito dinheiro. A MB fez bem em dizer “embala que o filho é teu”. Será que se a FAB tivesse modernizado os P-3 com a Lockheed e já tivesse trocado as asas naquele momento da aquisição não… Read more »

Tomcat3.7
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Tomcat3.7

Pra mim o bom nesta história é que com o alto custo de se manter os P-3 em operação devido à modernização a ser feita, abre se a janela pra que se desenvolva uma aeronave nacional a partir do E-190 E2.

PRib
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PRib

Infelizmente, em um horizonte próximo não há a mínima disponibilidade financeira para a MB pensar em um porta-aviões, considerando projetá-lo e construí-lo (até porque, neste caso, praticamente não existe “compra de oportunidade” disponível). As prioridades no presente momento são outras. De forma bastante pragmática, caso a MB realmente pense em retomar a ideia, o que se pode vislumbrar no longo prazo (uns 15 anos ?) seria o desenho de um PA convencional compacto, por volta de umas 35.000 t, operando poucos aviões F18 usados (afinal, o Sea Gripen hoje ainda é apenas uma ideia). É o que cabe no orçamento.… Read more »

Willhorv
Visitante
Willhorv

Creio que a lógica seria, demarcar uma pista de pouso e suprir a mesma com equipamentos que simulem pousos e decolagens de um porta aviões e manter o adestramento com auxílio de simuladores e operações conjuntas.
Com isso se mantém o esquadrão VF1….
Com relação as patrulhas marítimas, os casa 295 também seriam a opção mais lógica do que desenvolver uma plataforma ou adquirir outro vetor diferente?
Penso que sim, aproveitando a logística dos Amazonas….

Ulisses
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Ulisses

Não é mais Sea Gripen. Agora a SAAB chama de Gripen Marine.

TeoB
Visitante
TeoB

Olá amigos, na minha opinião o melhor custo beneficio seria uma NAE com rampa de laçamento e cabos de recuperação estilo o NAE Russo, Chines, Indiano… acredito que poderíamos operar nele algo como o Sea Gripen ou F18, não teria o custo das catapultas barateando assim a aquisição e a manutenção. outra coisa é que dá pra comprar direto sem essa de fazer aqui isso também deixaria mais barato a aquisição. e não é uma coisa totalmente fora não! bem planejado iniciando o processo em 2022 á 2025 para projeto e escolha e tals para 2030 ter o meio lançado… Read more »

Rafael Oliveira
Visitante
Rafael Oliveira

Pessoal, pista no solo não balança igual NAe, tampouco se desloca gerando velocidade relativa.
.
Mais barato parar de treinar tripulações para pouso e decolagem em NAe e, se e quando, for adquirido uma NAe, treinar novamente. Esse negócio de treinar para manter doutrina é desperdício de dinheiro, porque o pouco que se mantem pode ser adquirido no futuro de forma rápida e mais barata.

Nilson
Visitante
Nilson

Quanto ao VF-1, considerando que a maior probabilidade é de que não teremos porta-aviões antes de 15 ou 20 anos, não adianta gastar hoje com operação embarcada, de um jeito ou de outro o conhecimento vai se perder. Quando e se o porta-aviões estiver quase chegando mandam-se alguns pilotos fazer o treinamento, dois ou três anos devem bastar, e o treinamento já faria parte do pacote de gastos com o eventual novo (ou usado) porta-aviões. . Para mim (e diversos outros foristas, já li em outros tópicos) o VF-1 deveria mudar o foco para ação anti-navio com base em terra,… Read more »

Nilson
Visitante
Nilson

Quanto à patrulha, acho que as forças estão naquela situação difícil, em que qualquer mudança gera um desequilíbrio orçamentário, melhor ser cauteloso e manter o que está funcionando sem muita mudança. Por ora, parece correta a decisão de não passar da FAB para a Marinha (apesar de que o ideal seria ficar na Marinha). A mudança pode ser objeto de estudos conjuntos (inclusive novos meios ou reforma dos P-3), mas não implementar por esses anos, pelo menos até conseguir avançar mais no ProSub e clarear a situação dos combatentes de superfície. Não dá para atuar em muitas frentes ao mesmo… Read more »

JagderBand44
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JagderBand44

Apesar de ser leigo no assunto, F35B na MB/FAB não é muita viagem na maionese senhores?
Lembrem-se que nosso país está quebrado.

Parabellum
Visitante
Parabellum

Quando a realidade muda, nossos paradigmas e convicções também devem mudar. É mais que sabido que o trinômio aquisição/operação/manutenção de um navio aeródromo é elevadíssimo, e somente países com necessidade imperativa de projeção de poder e/ou defesa de suas colônias ultramarinas tem que possuir tal meio. Em minha opinião, não é o nosso caso. Porém, há formas de se adaptar à nova realidade: o uso de porta-helicópteros. Com a recente aquisição do HMS Ocean (…….?) há que se desenvolver uma nova doutrina para emprego deste meio como por exemplo: emprego de aeronaves AWACs, anti-subs, lançadoras de mísseis anti-navio, superioridade aérea… Read more »

Alexandre Galante
Visitante

JagderBand44, sim, é muita viagem na maionese. Deve ser resultado do consumo etílico no Carnaval.

Gustavo
Visitante
Gustavo

Os P-3 vieram praticamente de graça, mas a modernização foi bem cara. Com certeza temos menos de 8 em condições de voo em menos de 10 anos de utilização com problemas estruturais, isso surpreende negativamente. Valeu a pena? Seria melhor abandonar de vez os p-3, conforme forem ficando indisponíveis? sair gastando no minimo 30 milhões por aeronave e ter o mesmo problema daqui 6 ou 8 anos não parece viável… Ou é melhor gastar bem mais e ir de P-8? Custo de aquisição enorme mas por ser uma plataforma baseada em um 737-800 o custo de operação deve ser bem… Read more »

Renato de Mello Machado
Visitante
Renato de Mello Machado

Eu tiro por mim. Desde criança leio sobre os planos da MB,já estou velho,cansado e quase indo para o saco e é o mesmo dilema,não acontece nada!Esses caras vão lá se sobressaem no curso voltam e ficam a espera do P.A.Não sai nada se cansam e vão voar algo diferente,se reformam,morre e não sai nada.Mas não vejo necessidade de porta avião nenhum e sim uma aviação naval baseada em terra.Muito caro de se manter e operar o P.A deveria de ser deixado de lado e com o dinheiro economizado comprar um ótimo avião com uma grande autonomia e em pequeno… Read more »

JDSSjunior
Visitante
JDSSjunior

Alguns colegas que participam do fórum a mais tempo e acompanham os orçamentos das FFAA devem desconfiar que um navio aeródromo só em longuíssimo prazo. Não existem meios usados para aquisição e a fabricação ou a encomenda de um pode chegar a bilhões de doláres ou euros. Para além disso, o Gripen Marine ainda é um proposta, ainda que o Gripen tenha excelentes capacidades de pouso curto, tornar um avião apto para operar no mar depende de uma série de aplicações e desenvolvimentos que demoram tempo e dinheiro e a India, ao que parece, necessita de 57 aparelhos, o que… Read more »

Rennany Gomes
Visitante
Rennany Gomes

Infelizmente Porta Aviões para a MB agora e a curto prazo não é factível, temos que agradecer a oportunidade do Ocean, esperar a crise atual passar e condições financeiras mais favoráveis, daí sim um projeto de um PA nosso projetado pras nossas necessidades, quem sabe em 2040.

Ozawa
Visitante
Ozawa

Boa matéria mas poderia tratar dos dilemas gerais da Força … Lamento pela aviação de patrulha não vir para a MB, mas se as razões são, de fato, as que a matéria expôs, o Almirante Leal está correto em recusar. Sem prejuízo dos enaltecimentos aos resultados dos aviadores da MB em seus cursos de formação de piloto de caça, o que demonstra suas excelências profissionais, a aviação de caça, e por decorrência um NAe, são inúteis, repito, inúteis, volto a repetir, inúteis, tática e estrategicamente na MB, e assim seus custos envolvidos se tornam inexplicáveis numa Marinha de poucos recursos… Read more »

tiago cruz
Visitante
tiago cruz

Tenho a seguinte visão , deveríamos ter pelo menos três esquadrões para ataque e ou interdição ao longo de nossa costa sendo um sediado no 4 distrito , outro no nordeste e o outro no Rio de janeiro , pois convenhamos porta aviões ta difícil , agora aviões com misseis anti navios ao longo da costa já e outra coisa inibi operações anfíbias ou qualquer operação hostil seria extremamente perigosa e de custo elevado .

Fernando "Nunão" De Martini
Editor
Active Member

Eu sinceramente não vejo nada de errado ou viagem na maionese o estudo ou planejamento para, no futuro, obter um par de navios de propósitos múltiplos / NPM (com convés corrido e doca alagável) de cerca de 27.000 toneladas, capazes de operar com cerca de uma dúzia de jatos F-35B quando em missão típica de NAe, como alguns comentaristas estão sugerindo. Eu mesmo sugiro isso há uns dez anos pelo menos, aqui mesmo neste espaço, como uma solução mais adequada, moderna e sustentável do que um novo navio-aeródromo de 50.000t com catapultas e cabos de parada, sendo a meu ver… Read more »

Roberto Santos
Visitante
Roberto Santos

Menos meu povo, menos, falta papel higiênico, ar condicionado nos cafofos, comida é R$ 13,00 ao dia por cabeça, o fiel, o rancheiro, o mestre d`armas e o intendente se viram nos trinta, se têm pão, não têm queijo, se têm presunto falta o pão.
F 35 B , Porta Aviões ? Vcs beberam muito no carnaval.

Tomcat3.7
Visitante
Tomcat3.7

Olha ,mesmo que me apedrejem , o A-12 ainda está parado, não seria interessante conservá-lo e daqui uns dois anos (espero já estarmos melhor assessorados politicamente pois dindin tem), revitalizar/modernizar o São Paulo e deixá-lo atual como os chineses fizeram???
Teremos um bom navio para operar durante muito tempo e não perder a expertise adquirida .

Fernando "Nunão" De Martini
Editor
Active Member

Sobre o tema específico da matéria, o foco da Marinha agora deve ser, principalmente, seus esquadrões de asas rotativas. É preciso estudar muito bem o custo-benefício de se manter por uns dez a quinze anos o VF-1 com suas aeronaves atuais modernizadas / a modernizar. Se for pensado como solução não só para manter doutrina, mas para efetivamente ser uma unidade de ataque naval de asa fixa bem equipada com mísseis antinavio, aí eu vejo sentido dentro da situação atual e dos próximos dez anos ou mais. A respeito dos 30 milhões de dólares para recuperação de asas etc de… Read more »

Alessandro H.
Visitante
Alessandro H.

Nilson 15 de Fevereiro de 2018 at 8:40 . “(…) Para mim (e diversos outros foristas, já li em outros tópicos) o VF-1 deveria mudar o foco para ação anti-navio com base em terra, pensando num novo meio que possa utilizar mísseis (…)” Olhando o estrago causado pela aviação da ARA na guerra das Falkland a partir de bases terrestres, sou forçado a concordar com o colega Nilson, por que insistir na manutenção do ego desperdiçando energia num propósito, dito quase unânime neste fórum, de remotamente se operar um Nae num futuro longínquo, do que se concentrar na “realidade dos… Read more »

_RR_
Visitante
_RR_

Prezados… A “solução” para a MB é garantir a construção da classe ‘Riachuelo’ de submarinos e da futura classe de combatentes de superfície. Ponto… Oxalá se chegarmos a 2030 com as quatro ‘Tamandaré’, os quatro S-BR, três ‘Niterói’ revitalizadas, a ‘Barroso’ full e o SN-BR em construção… Nesse meio tempo, encerra-se a aviação de asa fixa da MB, dando baixa nos ‘Skyhawk’ e se livrando dos ‘Trader’, concetrando esforços na operação dos MH-16 e UH-15. Quanto a NAe, não haverá perspectíva disso pelo menos pelos próximos vinte anos, considerando a construção e entrada em serviço do ‘Álvaro Alberto’ até 2035.… Read more »

Robsonmkt
Visitante

Acredito que a prioridade MB pelos próximos 15 anos será o ProSub e a recomposição da esquadra. A partir daí ela poderá pensar de forma mais consistente em aviação naval embarcada. Não obstante, quais são as suas opções? No tocante ao porta-aviões, um de segunda mão é a única alternativa viável. Como a MB é tradicional, não deverá optar por navios com sky jump, restando o Charles de Gaulle – porém, a experiência negativa com o Foch pode desestimular a aquisição de um novo PA francês, embora a culpa seja mais da idade do que da procedência. Entre os caças… Read more »

_RR_
Visitante
_RR_

Não lembro quem disse que o SN-BR iria enterrar a Esquadra… Mas o fato é que quem quer que dito, chegou próximo da verdade… Vejam bem: a Esquadra certamente não encontrará seu fim, mas não tenho dúvidas de que deverá sacrificar meios e pessoal ( no mínimo, não poderá crescer sua massa humana ), se quiser manter um mínimo de operacionalidade. E isso, temo eu, irá começar pela aviação ( provável extinção da asa fixa, como disse acima ), passando pelo “arquivamento” dos planos de se operar com escoltas maiores ( acima de 5000 ton. )… Enfim, creio que não… Read more »

Glasquis7
Visitante

Tal vez seja viajem minha mas, acho que a MB deveria comprar um pacote de 12 Gripen E/F pra treinar pilotos formando uma Aviação Naval baseada em terra mas com vetores modernos, capazes de engajar alvos tanto em terra, superfície e ar, com capacidade de lançamento de misseis padronizados com a FAB tanto os vetores quanto ao armamento, pra reduzir os custos e aumentar a operacionalidade dos mesmos. Desta forma, os novos pilotos estariam adaptados a operar novas tecnologias e, se algum dia realmente existir esse tal de Gripen Marine, já estarão familiarizados com o vetor. Pensar em comprar F… Read more »

Glasquis7
Visitante

NUNÂO

“(não sei se o Maverick chegou a ser algum dia empregado pelo F-5 em função antinavio)”

Mas os F5M da FAB tem capacidade de ataque ao solo com misseis? Pergunto pois tinha entendido que não existiam na FAB (a exceção dos P3) aeronaves de assa fixa com capacidade de ataque ao solo com misseis.

Fernando "Nunão" De Martini
Editor
Active Member

Glasquis,

Nesse caso do emprego do míssil Maverick estou me referindo a F-5 em geral, não em F-5M da FAB especificamente. O F-5M da FAB não emprega mísseis de ataque ao solo.

Ulisses
Visitante
Ulisses

Corrigindo… Segundo o site da SAAB Gripen Maritime.

Rafael Oliveira
Visitante
Rafael Oliveira

Tomcat37, você não leu aquela entrevista do Leal Ferreira ao Roberto Lopes dizendo que para reformar o NAe SP os franceses cobrariam US$ 1,5 bi e não havia garantias de que funcionaria direito?

cwb
Visitante
cwb

As ilhas no nosso mar territorial não poderiam abrigar unidades de aviação de patrulha e de ataque?
Não seria melhor que um porta aviões,já que a missão das forças armadas é de defesa?

Fernando "Nunão" De Martini
Editor
Active Member

cwb,

Esse assunto já foi discutido à exaustão em outras matérias, inclusive algumas recentes que ainda estão na primeira página. Dê uma lida nos comentários da matéria anterior que tem foto do HMS Ocean.

cwb
Visitante
cwb

Exemplo disso é a base portuguesa nos Açores.

cwb
Visitante
cwb

Ok Nunão,mas sem metralhamento..rs
Vou olhar.

Fernando "Nunão" De Martini
Editor
Active Member

cwb, não metralhei ninguém, apesar do par de metralhadoras do meu avatar…

Só dei a dica.

Bardini
Visitante
Bardini

Minha saída pra esses dilemas: . Trader vai vir… Mas não faz mais sentido. Usa-se como der e como puder. AAR, lançamento de paraquedistas, logística… Lá na frente, substitui os Trader por Osprey. . A-4KU ainda é útil e não temo aeronaves de sobra pra ficar descartando estas. A situação da FAB não é boa, vai demorar quase que a vida útil dos A-4KU para a FAB se estabelecer com as novas aeronaves. Modernizam-se 06 unidades. Que usem pelos próximos ~10 anos. Lá na frente, contratem um primeiro lote de míseros 06 F-35B e mandem pilotos para treinar nos EUA.… Read more »

Fernando "Nunão" De Martini
Editor
Active Member

“Bardini em 15/02/2018 às 11:13” É por aí, Bardini, bem resumido e concordo com a maior parte dos pontos e possibilidades / prazos. Apenas tenho dúvidas da viabilidade (não como ideia ou projeto, mas financeira / vendas) de um P-190. A própria família E-99 / R-99 / P-99 teve menos sucesso de vendas do que o esperado (ainda que tenha trazido grandes vantagens operacionais e bom custo-benefício à FAB) então sou cético sobre a real viabilidade de um P-190, seja para a FAB ou MB, ainda que pensando numa família que tenha versões de comando e controle e de sensoriamento… Read more »