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Armada Argentina quer renovar Força de Submarinos

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Os submarinos argentinos ARA Salta, ARA Santa Cruz e ARA San Juan, em foto de arquivo

Por Roberto Lopes
Especial para o Poder Naval

Uma reportagem do jornal econômico argentino Ámbito Financiero, publicada no segundo domingo de fevereiro (11.02), revelou: há pouco mais de dois anos, a Armada Argentina vem examinando, de forma objetiva, um modelo de submarino estrangeiro “de 6ª geração”, capaz de renovar sua flotilha de submarinos sediada na Base Naval de Mar del Plata.

A classe que, por ora, reúne as preferências do Consejo Asesor del Arma Submarina é a IKL-209/1400, alemã.

Parecer desse órgão define o modelo como apto a transportar 14 torpedos, ser manejado por um grupo pequeno de tripulantes (entre 30 e 36 militares), e constituir un éxito de exportación.

Os estrategistas argentinos consideram que sua Marinha deveria ter uma Força de, ao menos, cinco submarinos de ataque, de propulsão diesel-elétrica (nesse momento o Peru possui seis desses navios, o Brasil cinco, Chile e Colômbia, quatro cada um).

Os mesmos especialistas justificam a estruturação de uma flotilha de submersíveis moderna – dotada, inclusive, de um navio-mãe de submarinos – como elemento indispensável à atual Directiva Estratégica Militar (DEMIL) da Nação Argentina, que, no teatro de operações, visa:

  • Desgastar a las fuerzas navales y/o tráfico marino del oponente;
  • Ataques a fuerzas navales;
  • Operaciones de minado;
  • Obtención de información;
  • Operaciones de ataque con misiles tácticos a objetivos terrestres, entre otras acciones.

Documentos secretos – As informações foram colhidas pela juíza federal Marta Yañez, responsável pela investigação das causas do naufrágio, a 15 de novembro último, do navio ARA San Juan.

A magistrada valeu-se da leitura de dois documentos da Marinha, classificados como secretos, datados de abril de 2016 e de junho de 2017. Eles permitem concluir: ano passado, à época do desaparecimento do San Juan, a Armada platina – a começar do comandante da Força de Submarinos, capitão de navio Claudio Javier Villamide (atualmente em disponibilidade temporária) – tinha perfeita consciência do estado de obsolescencia dos seus navios.

Em um dos documentos compulsados pela magistrada – intitulado Estudio de Comando Mayor del COMANDO DE LA FUERZA DE SUBMARINOS. Submarinos de 6ta. Generación – existe a seguinte afirmação: “A não renovação dos submarinos existentes implica na perda gradual de capacidades únicas de combate e dissuasivas da Armada Argentina” (La no renovación de los submarinos existentes implica la pérdida gradual de capacidades únicas de combate y disuasivas de la Armada Argentina).

Os oficiais incumbidos de estudarem a modernização da Arma Submarina se debruçaram sobre os predicados e desvantagens dos modelos Scorpene, francês, 214, alemão, 209, também alemão, e de um grupo de outros navios, fabricados na Suécia, Rússia e China.

Falando à reportagem do diário eletrônico Infobae – o primeiro a levantar a descoberta da juíza Yañez – o ministro da Defesa argentino, Oscar Aguad, foi cauteloso:

Dentro del ministerio de Defensa, o del Estado Mayor Conjunto, en los años 2016-2017 no hay ningún estudio de esa naturaleza , declarou Aguad. Puede que en la Armada alguien haya hecho eso. Lo desconozco. Ha habido un plan de equipamiento, para las Fuerzas Armadas, ese plan aún existe, pero sobre el plan que me consulta (por la adquisición de submarinos de sexta generación) no solamente no tengo conocimiento, sino que no se conversó de eso. No tengo otra información, completou.

55 COMMENTS

  1. DOUGLAS TARGINO, pelo que o ministro da defesa deles falou (o cara que esta incumbido de pedir a liberação de verbas ao presidente) nem sabia desses estudos, creio que seja isso mesmo que você comentou e olhe lá

  2. Olá Amigos, Do fundo do coração que que desejo uma saída para a Argentina apareça! que a economia volte a crescer, que o povo de lá esqueça as desventuras da Junta Militar e de a devida importância para a sua defesa, e assim começar a fazer investimentos na mesma. Querendo ou não é um dos mais prováveis aliados em caso de necessidade.

  3. Olá Matheus. Algum tempo atrás, eu perguntei ao Nunão sobre a possibilidade da MB vender um ou dois de nossos IKL da classe Tupi para a Armada Argentina. Com a entrada em serviço dos novos Scorpenes, talvez seja razoável para a MB oferecer estes submarinos para a Argentina e focarmos na operação dos Scorpenes e focar no SN10.

  4. Eles chegaram a perguntar se poderíamos retomar a construção do sub inacabado… mas estamos sem perna em função das nossas próprias demandas… abraço a todos…

  5. Não seria mais negócio eles finalizarem o santa-fe?? Com isto, voltariam a ter experdisse (perdida) na construção de subs e quem sabe dai irem para o IKL OU os TR são totalmente obsoletos?

  6. Papel aguenta tudo, desde planos, projetos, intenções, projeções, estimativas, prognósticos e muito palavreado barroco.
    Tendo em vista as atuais condições da economia argentina, sugiro a compra de submarinos de cortiça ou de isopor.

  7. Caro XO. Imagino que os argentinos tenham os projetos e parte dos equipamentos adquiridos, mas mesmo assim isso demandaria algum financiamento e até uma revisão do projeto. Imagino que até os alemães teriam alguma dificuldade para finalizar aquele submarino. De qualquer modo, isso só poderia ser iniciado depois de 2025 para ser entregue em dois ou três anos. Talvez eles não possam esperar tanto. Talvez seja aquelas horas em que a gente fecha um negócio e depois corre atrás.. riso… disponibilizaríamos dos dos nossos Tupi´s conforme fôssemos incorporando nossos Scorpenese novos e começaríamos o trabalho no IKL deles assim que nosso último Scorpene fosse concluído. Manteríamos a estrutura da UFEM/Itaguaís operando por mas tempo, teríamos um fôlego com a baixa de dois Tupis e quem sabe, torceria eu, um segundo lote de 2 Scorpenes novos.. riso. Uma excelente venda de oportunidade para contrabalancear as compras de oportunidade do G40, classe Amazonas, Ocean e dos três rebocadores.

  8. Não devamos aposentar os nossos tupi não lembre-se que o peru tem6 sub e se mantevermos os tupi em 2023 teremos uma frota de 9 submarinos a maior frota da américa latina e com uma tripulação muito experiente e com 2 bases.

  9. Sou absolutamente contra eventuais vendas dos SBR para a Argentina. O Brasil sofreu muito para desenvolver o Prosub, e nós temos pouco ganho além de financeiro ao vendê-los para a Argentina (isso é, se eles pagarem). Não consigo compreender a ansiedade que alguns colegas possuem em o nosso país fornecer os melhores equipamentos de defesa que nossa nação possui ou possuirá (ex: SBR, Guarani, Gripen E/F, etc) para este país vizinho, que só é considerado “aliado” por fazer fronteira conosco.

  10. Olá Camargoer!
    .
    O prédio onde foram construidos os nossos Tupis ainda existe. Não sei se ha tanta dificuldade de se pegar encomendas de manutenção/modernização/pmg de submarinos semelhantes de outras nações. Até mesmo porque o cronograma do PROSUB foi dilatado por falta de grana. Existe capacidade ociosa, já que o ritmo de trabalho é menor do que foi originalmente planejado.
    .
    Poderiamos talvez oferecer a venda de 1 ou 2 Tupis, modernizados para entrega em 2 a 3 anos, acelerar novamente o PROSUB e encomendar 2 unidades adicionais, para repor os 2 Tupis vendidos na metade da proxima decada.
    .
    Acho incrivel termos a capacidade instalada, o know-how para serviços de manutenção e modernização de diversos tipos de armamentos e não conseguirmos vender estes serviços para outras nações. Israel faz muito isto: retirar de serviço equipamentos, moderniza-los e vende-los a terceiros

  11. Daglian o interesse é financeiro. Se o Brasil não exportar Gripen, Guarani e SBR o prejuízo financeiro será grande. Com vendas você ajuda a custear projetos atuais e a justificar projetos futuros.
    O Gripen é quase impossível ser vendido à Argentina por causa do Reino Unido. O SBR também é difícil, por causa do valor. O Guarani sim deveria ser oferecido com mais ênfase, até porque o motor é argentino.
    Também ofereceria os A-4, A-1 e os subs Tupis, já que logo não terão serventia para nossas Forças Armadas. Assim como muitos países mundo afora vendem seus meios desativados, o Brasil deveria começar a fazer isso também em vez de apenas doar.
    Enfim, concordo com o Camargoer que deveríamos oferecer os subs para eles.

  12. Aliás, acho que o Brasil deve se candidatar ao fornecimento de subs ao Chile que, em breve, comprará dois novos subs.
    É difícil vender? É. Mas se não tentar, nunca irá conseguir.
    E pode encomendar algum produto do Chile para compensar como navios do Asmar ou armas da Famae.
    Lembro também que produtos de exportação não pagam impostos, como ICMS e IPI.
    O importante é não “fechar” a linha de produção do Scorpene quando finalizar os 5 subs contratados.

  13. Zorann 20 de Fevereiro de 2018 at 16:02
    ::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::
    De fato, o certo seria isto mesmo, tal como os paises mais avançados no ramo fazem.
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    projeto o “novo”
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    Repasso o “velho”
    .
    Implemento o “novo”

  14. Rafael Oliveira 20 de Fevereiro de 2018 at 16:03
    Entendo sua opinião, mas respeitosamente discordo. Não acredito que o projeto do Gripen tenha sido escolhido com objetivo mercadológico principalmente, ou seja, não acredito que o projeto dar lucro é essencial. A função principal do FX-2 não era retornar dividendos financeiros para a União, mas recompor a aviação de caça da FAB. Secundariamente (sem desmerecer esse aspecto), o objetivo é desenvolver e absorver tecnologia. Eu não me importaria nem um pouco de saber que o projeto resultou em prejuízo financeiro para o governo se a FAB, em contrapartida, estivesse com a superioridade aérea bem assegurada na América Latina.

    Analogamente, e tomando cuidado para não fugir ao tópico, a nossa força de submarinos é a prioridade para a MB, e, como tal, todo e qualquer submarino disponível deve ser de utilidade máxima para a marinha. Se a MB quiser mesmo vender alguns submarinos classe Tupi para a Argentina, que o faça somente após ter absoluta e completa certeza que a força de submarinos tem seus meios garantidos. Eu não desejo de forma alguma que a Argentina possua uma marinha capaz, especialmente no que tange a sempre estratégica força submarina, simplesmente porque se eventualmente o Brasil entrasse em guerra com alguma potência, tenho convicção plena que os argentinos não nos auxiliariam.

    Por fim, os EUA somente vendem seus equipamentos militares ou quando não são mais de utilidade para eles, ou quando possuem algo mais novo a caminho. Apesar de toda marinha passar por dificuldades, a US NAVY possui uma quantidade e qualidade de meios disponíveis ímpar, e pode se dar ao luxo de vender meios mais antigos de vez em quando. A MB não. De qualquer forma, se os argentinos quiserem recuperar sua força de submarinos, então de fato só os IKL-209 poderão atendê-los técnica e financeiramente.

    Sds

  15. Olá Zorann. Imagino que a parte de sensores, eletrônica, etc, do IKL dos argentinos que ainda precisa ser concluído esteja bem defasada.Talvez precise ser toda reprojetada. A parte mecânica teria que ser revisada mas deve ser o mais simples com o projeto nas mãos. Mas eu concordo com você que faz todo o sentido fornecermos até 2 dos nossos velhos Tupi´s para a Argentina ao tempo que formos recebendo nossos novos Scorpenes. Por outro lado, gostei mesmo da ideia de concluirmos o submarino deles que está lá estocado, seria uma especie de Tikuna-NG.. riso.

  16. Até que fim alguém fala sobre a renovação da esquadra de submarinos argentina. O Brasil tem sim que ficar de olho nas ambições dos hermanos pois não estranharei se eles optarem pelos nossos scorpenes. Agora duvido muito que a Argentina encomende mais de três embarcações. Eles estão numa pindaíba dos infernos e seus políticos insistem em tratar as forças armadas com desprezo.

  17. Adler. O fato é os argentinos irão renovar a frota de submarinos deles (em breve ou mais no futuro) e que eles são responsáveis por uma enorme área ao sul do nosso mar. Como os interesses deles naquela região é muito parecido com os nossos, é de nosso interesse tê-los como aliados. Além disso, se não for com nosso apoio, eles renovarão a frota com apoio dos alemães, chineses, russos… melhor que seja conosco exatamente porque temos os mesmos interesses em manter o Atlantico sul sob nossa influência (nós cuidados do nosso, eles cuidam do deles, cooperando para maximizar essa missão). Não acho que temos que tê-los sob nossa esfera de influência mas é bastante simples pensar que é melhor ter os argentinos como nossos aliados do que como adversários.

  18. Tem aquele ditado que diz: …”um homem estava caminhando a beira de um rio congelado no inverno rigoroso do norte, quando viu uma pequena serpente dura de frio quase morrendo. Condoído e cheio de compaixão, e pegou com cuidado e colocou em seu bolso para esquentar a coitadinha. Após alguns minutos de caminhada, ele lembrou da probrezinha e enfiou a mão no bolso novamente para conferir como ela estava, se já havia se esquentado. Mas ao enfiar a mão no bolso, notou que ela não apenas já havia “acordado” como também tomou uma picada fatal”…
    Moral da história: Todos já sabem…. Argentinos simplesmente não são confiáveis. Deixem eles cuidarem de si próprios. Não vamos prejudicá-los, mas também não vamos bancar o bom samaritano…

  19. Voce sendo o vendedor ou não, não altera o fato do vizinho comprar o produto.
    .
    Se ele for comprar, terá o produto a disponibilidade de qualquer jeito.
    .
    Cabe voce se aproveitar disto participando ou não.

  20. Acho que não há nada de errado em vender um sub para os hermanos. Afinal, se não comprarem aqui, comprarão em outro lugar. Pelo menos conheceremos bem o produto que eles estarão utilizando. E no contrato pode incluir os ciclos de manutenção, entre outros.

  21. Cavalheiros
    O Brasil, historicamente, representa magro, vergonhoso, desanimador, risível 1% do comércio mundial. Além de anões diplomáticos, também somos anões comerciais.
    Se quisermos aumentar nossa participação neste trilhonário bolo, precisamos vender o que tivermos, para quem quiser comprar, desde que respeitados contratos, embargos da ONU e outros quetais.
    Um avião ou um submarino vale o mesmo que vários navios de soja ou ferro. Sem falar no lucro que retorna em forma de empregos, salários, impostos e aprimoramento tecnológico.
    Amigos, amigos (ou inimigos, inimigos – brincadeira), negócios a parte.

  22. Vender pra outroa países significa dinheiro em peças e manutenção.

    Precisamos parar de pensar em apenas ter, mas tbm em lucrar.

    Muito dos lucros das maiores empresas de defesa do mundo vem da manutenção. Mts até vendem a preço de custo ou tendo prejuizo pra lucrar depois em peças de reposição e manutenção.

    Isso n soh trás dinheiro ao país como mantém empregos aqui.

    A margem de lucro dos fornecedores da Boeing eh maior q da própria Boeing.

    Ta na hora de acabarmos com esse pensamento do século 20.

  23. camargoer 20 de Fevereiro de 2018 at 17:48
    Adler. O fato é os argentinos irão renovar a frota de submarinos deles (em breve ou mais no futuro) e que eles são responsáveis por uma enorme área ao sul do nosso mar. Como os interesses deles naquela região é muito parecido com os nossos, é de nosso interesse tê-los como aliados. Além disso, se não for com nosso apoio, eles renovarão a frota com apoio dos alemães, chineses, russos… melhor que seja conosco exatamente porque temos os mesmos interesses em manter o Atlantico sul sob nossa influência (nós cuidados do nosso, eles cuidam do deles, cooperando para maximizar essa missão). Não acho que temos que tê-los sob nossa esfera de influência mas é bastante simples pensar que é melhor ter os argentinos como nossos aliados do que como adversários.

    Assino embaixo amigo camargoer.

  24. Sendo nossos vizinhos e importante parceiro comercial, o destino deles influenciará o nosso… Então seria muito bom estreitar relações ainda mais.. Ter um vizinho estável e prospero em nossas fronteiras e muito bom pra região… Lembrando que na guerras das Malvinas eles receberam apoio brasileiro… Um dia talvez precisemos da ajuda deles….

  25. Olá Daglian,
    Sim, o objetivo do Gripen não é dar lucro, mas se o Brasil efetuar umas vendas isso será ótimo. Emprego, lucro para as empresas e tributos indiretos, quiçá royalties.
    Acredito que todo país adota essa visão, ressalvados alguns produtos (F-22, sub nuc). Quero um produto para mim e, se possível, que eu consiga exportá-lo para recuperar parte ou todo o investimento. Se recuperar o investimento e ainda lucrar, maravilha. Imagina os EUA desenvolvendo o F-16.
    Acho que sempre devemos pensar na viabilidade comercial e buscar vender os produtos que fabricamos. Mais ou menos o que a Embraer faz. Ir atrás do cliente.
    .
    Sobre os subs alemães e demais vendas de usados, penso em vendê-los quando não mais forem do interesse da MB/FAB/EB. Entre deixá-los parados ou destruí-los, prefiro vendê-lo e, de preferência, não como sucata, mas como algo que possa resultar em serviços futuros.
    .
    No mais, como o Camargoer já disse, se a gente não vender, haverá quem venda. Melhor a gente lucrar com o rearmamento dos nossos vizinhos do que verem outros países lucrarem e, no final das contas, eles estarem armadas – talvez até melhor armados do que nós.
    .
    Por fim, quanto à Argentina lutar contra nós, é possível. Assim como lutar ao lado também. E não temos muito o que fazer a respeito. Mas se eles usarem nossos equipamentos, estaremos melhor informados para guerra.

  26. Olá Colegas. Lembrei de uma história contada pelo Roberto Campos quando ele era embaixador em Londres durante a Guerra das Malvinas. Escutei ele contando essa história em uma entrevista há muitos anos. O Brasil cedeu alguns bandeirulhas (P95) para a Argentina durante a guerra, quando o Primeiro Ministro inglês o chamou para explicações e pedindo neutralidade do Brasil durante o conflito. A resposta do “Bob Fields” foi simples e direta. O Brasil era neutro na guerra sim, tanto que ele estava oferecendo os mesmos aviões para a RAF pelo mesmo preço pago pelos argentinos.

  27. A armada argentina, pelo jeito, vai virar uma guarda costeira. Simplesmente não tem dinheiro para se reequiparem. Força aérea e exército, idem. A situação não é melhor.

    Incrível a trajetória de decadência dos argentinos! A Argentina até os anos 50, era disparada a maior economia da América Latina, com altíssimos indicadores sociais, níveis de pobreza mínimos, classe média forte e próspera e detinha as melhores forças armadas de toda a região. De lá para cá, eles só decaíram. Hoje, simplesmente estão colhendo o que plantaram durante décadas. Essa situação de falência da Argentina é o resultado, não apenas de um único governo, mas de uma sucessão de mais de meio século de governos incompetentes, fracassados e irresponsáveis, que adotaram uma série de políticas populistas e intervencionistas de todos os tipos, que colapsaram o país. Eu diria que os argentinos vão levar pelo menos uns 25 ou 30 anos para reerguerem o país por completo, isso se a população não colocar de volta no poder, outro ou outros governos populistas no futuro.

  28. Eu no lugar dos argentinos, corria e me abraçava com os chineses, eles tem condições de financiar o rearmamento, dinheiro não falta e vontade de aumentar a influencia também não. Além de evitar qualquer tipo de embargo inglês

  29. Os “Hermanos” meteram os pés pelas mãos com os alemães por diversas vezes (reforma de fragatas, subs, etc). Então, acho difícil os germânicos embarcarem em outra aventura com os portenhos, a não ser que a situação argentina melhore (e muito). Franceses então nem pensar, não vão se indispor com o UK.
    Restam então os russos e os chinas, que com toda sua ânsia geopolítica, são os melhores candidatos (quase únicos).
    O resto é papo.

  30. Não é questão de “preocupação” com a Argentina, e sim com os EMPREGOS e ESCALA DE PRODUÇÃO no Brasil que devemos sim tentar fechar um acordo com os argentinos.

    Temos que pensar um pouco mais grande, e começar a “pescar” esses mercados emergentes como da Argentina, Chile, Colômbia, México etc. e vender nossos equipamentos para eles.

    Se o Scorpene BR for muito para os argentinos, de repente quem sabe vender os nossos tupis usados, ou construir (não sei se ainda é possível) a última versão S-Tikuna para eles, e usar esse dinheiro pra construir mais ou pagar os Scorpenes que estamos fazendo.

    é assim que os países desenvolvidos fazem pq o Brasil não pode ? Se a Argentina tiver interesse e dinheiro para pagar não vejo problema algum, temos sim a obrigação de ao menos tentar, oq pudermos oferecer e ganhar uns “trocados” em cima dos hermanos sou a favor, por isso que eu torço para a economia deles alavancar.

  31. Só falta dinheiro.

    Argentina está quebrada. 25% de inflação em 2017, maior do que o estimado pelo governo Macri.

    O peronismo quebrou a Argentina.

  32. Caro Nigo. Inflação alta não significa problemas de crescimento. O próprio Roberto Campos (junto com o Gouveia Bulhões, se não me engano) inventaram a “correção monetária” para normalizar a taxa de inflação e houve uma enorme expansão industrial e econômica do Brasil neste período. O Delfim Netto também falava que a geração de riqueza aconteceria com pequenos superávits sobre uma ampla balança comercial do que por meio de grandes superávits sobre uma balança pequena (ou seja, é melhor ganhar 1 sobre 100 do que ganhar 2 sobre 10). O BNDES (assim com o Exim dos EUA que também é público e outros em vários países como Alemanha, Japão, Coreia, China, etc. Sugiro o “Livro Verde” do BNDES) serve para financiar atividades de exportação (como as da Embraer) ou de investimentos de empresas brasileiras no exterior ou de estrangeiras no Brasil. O Heverton mencionou a garantia do trigo (o Brasil já comprou caças com algodão) mas o Mercosul possui outros mecanismos consolidados de garantia de comercio.

  33. Silva 20 de Fevereiro de 2018 at 22:23
    ————————————————
    A trajetória econômica da Argentina é descrita como “a opção pela pobreza”.
    Perón deve estar rindo muito de tudo o que causou, das profundezas do inferno onde seguramente ele está.
    Sobre os comentários acerca da venda, pelo Brasil, de equipamentos militares, eu sinceramente tenho dúvidas sobre nossa capacidade exportadora. Um submarino é muito mais do que um casco, e um avião é muito mais do que uma fuselagem.
    Nós não fabricamos periscópios, sonares, radares, motores a reação, nada disso. Como vamos exportar submarinos e caças supersônicos? Vender equipamentos militares é bem diferente de vender aviões comerciais, como faz a Embraer.

  34. Pangloss
    A Embraer também exporta aviões militares.
    Mas concordo que é mais difícil, mas não é impossível.
    O Gripen mesmo é um bom exemplo. A Saab importa muita coisa para o seu caça e depois o exporta.

  35. Sob a ótica de repassar os usados (Tupi) e substituir por novos, excelente. Afinal, como muitos falaram aí acima, assim a roda da indústria gira.

    A Argentina não terá como partir para novos meios, a situação deles é muitíssimo pior que a nossa, lá a crise é sistêmica, tendo produzido efeitos devastadores sobre quase tudo. Alguém aí lembra de um meio militar argentino moderno ou em boas condições?

    Até acho interessante que eles tenha “escolhido” inicialmente o IKL209, justo o que temos para vender….. Usado, duas unidades, quem sabe três, eles até conseguiriam. Vendemos, com o compromisso da modernização aqui, com ou sem colaboração alemã (pode ser politicamente interessante….) e encomendamos outros SBR.

  36. Olá Colegas. Apenas um exercício de imaginação. Se por acaso a MB optasse pela venda de um dos submarinos da classe Tupi, qual seria o preço? Eu chuto uns 50 ou 70 milhões de dólares, considerando que um novo custa entre 400 e 600 milhões para operar por 30 anos e os mais antigos devem operar por mais uns 10 anos ou 15 anos. O que acham?

  37. “Sob a ótica de repassar os usados (Tupi) e substituir por novos, excelente. Afinal, como muitos falaram aí acima, assim a roda da indústria gira.”
    .
    Muito lindo…
    .
    Mas o Governo não vai contratar um novo lote de Submarinos para a MB tão cedo.
    Até os substitutos dos 5 IKL chegarem, vai longe. Isso se os atuais SBR não virarem os substitutos dos 5 IKL.
    Vamos repassar estes excelente meios a ARA, sem nada no “preto e no branco”, garantindo mais Submairnos a MB? Qual a vantagem?
    .
    É para fazer agrados? Que eles comecem do jeito certo, honrando a compra dos KC390, neste momento crucial para comercialização do produto.

  38. problema da argentina, é só um, é tudo, as três forças armadas , tudo sucateado,
    a melhor opção, é unidades de segunda mão da Alemanha, 2 unidades, e tentar terminar o seu submarino parado, que ainda vale a pena, pois sua força de superficíe também esta uma lástima

  39. Bardini 21 de Fevereiro de 2018 at 16:00
    “Até os substitutos dos 5 IKL chegarem, vai longe. Isso se os atuais SBR não virarem os substitutos dos 5 IKL.
    Vamos repassar estes excelente meios a ARA, sem nada no “preto e no branco”, garantindo mais Submairnos a MB? Qual a vantagem?
    .
    Concordo plenamente, Bardini. Se queremos chegar a uma frota de pelo menos 8 submarinos, não podemos desfazer de nenhum dos que temos. Vender um para comprar outro é muito arriscado. A experiência com o Poder Público mostra que quando há um pacote com um item positivo e outro negativo, no mais das vezes só acontece o item negativo, e o positivo se perde.

  40. É a resposta da Armada Argentina em remediar a confusão e os problemas internos da instituição. É como matar um coelho com uma única cajadada.

  41. Olá Bardini!
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    Se realmente novos submarinos não forem contratados, aquela estrutura enorme em Itaguai ficar ociosa, como consequencia perdermos a mão de obra especializada e o conhecimento adquirido, construir submarinos aqui foi um péssimo negócio. Pagamos um absurdo para termos uma capacidade que não será utilizada, e logo será perdida.
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    Se isto realmente acontecer novamente (não será a primeira vez, aconteceu lá atras na compra dos IKL), é um tapa na cara de todos que ainda defendem a construção no país, geração de emprego, etc. Oque se gastou no PROSUB (sem contar oque foi gasto através de outras liberações de verbas, PAC, investimentos no desenvolvimento da tecnologia nuclear) seria suficiente para comprar 13 novos submarinos de prateleira lá na época.
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    Se serão só 4 submarinos, o valor gasto á época seria suficiente para comprar 4 submarinos, 4 Tamandares, 4 escoltas de 6000t, e ainda modernizar o São Paulo. Isto frisando: sem contar os demais valores gastos no PROSUB, que chegam muito próximos dos valores do contrato com a Naval Group.
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    Há ainda a END (que não sei se ja foi mudada) que determinava o desenvolvimento de submarinos como a prioridade número 1 da MB. Prioridade esta que determinaria mudanças em toda a Marinha. Prioridade esta que se sobrepõe a todas as demais.
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    Aí temos agora as negociações para a construção de corvetas. E há quem defenda sua construção aqui, modernização do AMRJ, novamente acreditando na geração de empregos, na transferencia de tecnologia, na geração de conhecimento e que teremos continuidade. Vão deixar de fazer submarinos para fazer corvetas? Vão abandonar um projeto (ou coloca-lo na geladeira – com poucos recursos, cronograma dilatado) que nem está pronto (não temos o submarino nuclear e nem a força de submarinos convencionais robusta) para abraçar outro? Isto é um absurdo!
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    Lá quando o PROSUB estava sendo negociado, eu era um dos principais críticos ao projeto (já comentava por aqui). Já prevendo que não teriamos continuidade, como aconteceu com os IKL. Quando o PROSUB foi assinado, passei a torcer para que desse certo, que realmente alcançassemos a desejada capacidade de se construir submarinos aqui, torcendo para eu estar errado. Ao mesmo tempo, tenho me posicionado contra a construção de navios aqui (sou a favor de compras de prateleira), exatamente para darmos continuidade na construção de submarinos. Se não temos condições de tocar um projeto deste vulto, por que abraçarmos outro projeto que envolve a construção de corvetas? E também porque eu tenho uma opnião diferente da maioria, sobre oque seja fundamental para a MB (eu concordo com a END) e para a defsa do Brasil, principalmente em tempos de vacas magras que nunca acabam.
    .
    Diante de tudo isto, eu sou a favor que o PROSUB tenha continuidade, mesmo que isto represente o cancelamento das Tamandarés e o fim de escoltas na MB. O PROSUB tem de continuar a qualquer custo: temos de colher os frutos, temos que respeitar o dinheiro do contribuinte.
    .
    Ao mesmo tempo, vemos reportagens recentes aí sobre escoltas de maior porte, de um futuro Porta Aviões…. Poxa, vamos dar sequencia no que já temos.
    .
    Quanto a venda de submarinos usados para a Argentina: isto faz sentido sim. É dar utilidade ao conhecimento adquirido/capacidade instalada, é ganhar dinheiro, é viabilizar a construção de novos submarinos. Pelo que entendi dos comentários, ninguém citou a venda de Tupis à Argentina sem substituição.

  42. Só completando….
    .
    Eu pespero realmente que no começo da próxima década tenhamos um novo contrato para construção de um segundo lote de submarinos visando a substituição dos Tupi/Tikuna. E espero que um deles seja nomeado como Tapuia em homenagem ao segundo submarino da classe Tikuna que foi cancelado, mostrando uma mudança neste pensamento de não se dar continuidade em nada.

  43. Ser contra a venda de meios para nações amigas é garantia de falência no médio prazo. A venda de ativos usados, é uma das maiores fontes de recursos mundo afora, pois junto a venda do artigo em si, são atrelados contratos de PMG e modernização, venda de armamentos, peças e sobressalentes, e quem sabe contratos fechados de manutenção de médio prazo. Só com os lucros advindos de uma negociação dessas a Marinha poderia muito bem realizar a aquisição de mais 01 sub convencional, ganhando assim escala de produção e barateando seus custos próprios.

    E se pudermos vender meios novos para países “amigos”, garantimos assim cadeia de produção.

    Daglian,
    De nada adianta ter os melhores meios da região se os custos de operação e manutenção ficam nas alturas. A venda dos mesmos garante baixa nos preços de aquisição de peças e também manutenção das linhas de montagens abertas por mais tempo. Usando os dois exemplos que citou, onde vamos conseguir peças de reposição a custos aceitaveis depois que a linha de montagem do Grifen fechar? Ou o mesmo para os Sub? A única forma de garantir preços baixos por longo tempo, é exportar o máximo possível, de maneira que assim possamos manter os custos de manutenção de meios realmente viáveis para nossa realidade. E ainda de quebra, podemos obter lucros que garantam a compra de mais meios para nossas próprias forças.

  44. Já há décadas finados, meu avô e dois irmãos dele, eram militares brasileiros da ativa, durante toda a Segunda Guerra Mundial.
    Eu tinha um agora finado tio-avô, José Belém Rocha, um finado oficial da Marinha do Brasil, que lutou contra os submarinos da Alemanha e Itália, em toda a Segunda Guerra Mundial e lutou contra Intentona Comunista, em 1935. Desde de que eu era criança, ele me contava umas coisas.
    Primeiro, que na época e lugar onde ele havia nascido, a decisão de se tornar militar, que ele tomou foi altamente acertada, pelo bem que ele fez ao Brasil e ao mundo. A segunda é que ele se orgulhava de não ter nenhum descendente militar pois, segundo ele, já quase 30 anos atrás, a perspectiva real para o futuro de nossos militares, se resumiria, a bater continência a mafiosos.
    Este mesmo finado tio-avô, já quando eu era uma criança, me contava muitas coisas da Argentina maravilhosa, que ele viu ainda nos anos 1920 e, o desgosto de ver no que a Argentina havia se tornado de Perón(1946), para cá. Tanto era o desgosto dele com o destino da Argentina, que já no final dos anos 1970, ele decidiu nunca mais ir para aquele país. Que a Argentina maravilhosa que ele conhecera, vivesse só na lembrança. Na Argentina de 1976 a 1983, não foi o mesmo, que no Brasil do Regime Militar. Foi bem pior.
    E uma das coisas que desgraçam tanto a Argentina é isto: A escravidão ao passado.
    Não estou aqui para defender elementos do tipo de Emilio Massera ( 1925 – 2010) e coisas do gênero. Estou aqui para lembrar de que as forças armadas argentinas seguem a pão e água, na pior situação de equipamentos e financeira, em toda sua longa história, que já dura dois séculos.
    Temos que diferenciar, com mais de 35 anos de atraso, o Exército Argentino de generalecos tipo de Galtieri.
    Temos nós e mais ainda os argentinos, que vermos que um país só será respeitado, caso tenha forças armadas para mostrar.
    Em suma. Arruinar suas forças armadas é dar um tiro no pé, para qualquer país.
    O Brasil, inclusive.
    Tornar um país pobre, num país rico é raridade, mas a Coréia do Sul conseguiu tal feito, graças aos governos de dois generais desde 1961 a 1988. Peço a você, que veja a palestra que começa aos seis minutos e vários segundos do site https://www.youtube.com/watch?v=axuxt2Dwe0A

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