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Turquia queria o HMS Ocean para treinar tripulantes do futuro LHD Anadolu

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HMS Ocean

Por Roberto Lopes
Especial para o Poder Naval

O analista de assuntos militares paquistanês (residente em Toronto, no Canadá), Bilal Khan, editor do portal de notícias Quwa (“Força”) – especializado em notícias do mundo árabe e do Médio Oriente –, publicou, nesta terça-feira (20.02), ao comentar a compra do porta-helicópteros de assalto anfíbio HMS Ocean pela Marinha do Brasil, que a Armada da Turquia realmente ambicionava o navio – conforme a imprensa inglesa noticiou, em outubro passado.

Segundo Khan, os almirantes turcos planejavam usar o Ocean para antecipar o adestramento em operações aeronavais do pessoal que será designado para operar o navio de assalto anfíbio TCG Anadolu (L-408), do tipo LHD – Landing Helicopter Dock, atualmente em construção pela empresa Sedef Shipbuilding – maior estaleiro privado da Turquia – no município de Tuzla, na província de Istambul.

A previsão é de o navio seja entregue à Marinha local no ano de 2021.

Ainda no último trimestre de 2017, o Centro de Comunicação Social da Marinha do Brasil (MB) divulgou um comunicado oficial informando que o Ministério da Defesa britânico desconhecia o interesse de qualquer outra marinha, que não a brasileira, no Ocean. Mas isso não era verdade.

Deslocando 21.578 toneladas a plena carga, o Ocean transporta 18 aeronaves de asas rotativas, e é capaz de operar até sete aeronaves, simultaneamente, em seu convés de voo.

Sua incorporação à Força Naval turca contribuiria com o debate, hoje existente na cúpula da corporação, sobre que tipo de navio o Anadolu deve ser: um navio-aeródromo de 24.660 toneladas – dotado de seis caças F-35B e 14 helicópteros –, ou um navio de assalto anfíbio e controle de área marítima, transportador de uma dezena de helicópteros pesados (para fuzileiros navais) Boeing CH-47F Chinook, de 22 toneladas.

De acordo com Khan, a eventual aquisição do Ocean permitiria aos turcos, além de obter um moderno navio de treinamento, definir mais facilmente o Anadolu como um navio-aeródromo leve.

Os chefes navais turcos conhecem bem o porta-helicópteros. Na metade final de 2017 o barco inglês foi empregado em manobras navais com unidades de sua Marinha.

Os almirantes turcos consideram que, após o recebimento do Anadolu, seus oficiais e subalternos precisarão desenvolver uma vivência de, ao menos, um ano e meio a dois anos, para se capacitarem completamente nos procedimentos de pouso e decolagem de aeronaves, na movimentação dos aparelhos nos hangares e oficinas abaixo do convés de voo, e na rotina de reparos.

Modelo do LHD Anadolu

Paquistão – Segundo Khan, a Marinha paquistanesa, que se sente amplamente inferiorizada diante da capacidade aeronaval da Índia (um porta-aviões que pertenceu à Rússia, um segundo navio-aeródromo em construção e um navio de assalto anfíbio comprado aos Estados Unidos), também examinou comprar o Ocean.

A aquisição serviria a missões expedicionárias no Oceano Índico em geral e no Golfo Pérsico em particular (onde estão seus aliados sauditas), mas os paquistaneses logo concluíram por sua falta de condições técnicas e financeiras, no momento, para desenvolver a Arma Aérea Naval.

A atual prioridade da Marinha paquistanesa é a modernização dos seus submarinos franceses Classe Agosta, o que está sendo feito com a assistência da indústria naval turca.

61 COMMENTS

  1. KKKKKK
    Bem feito para os turcos.
    Espero navegarmos com o nosso porta-helicópteros rebaixado nas próximas missões no Oriente Médio só para matarmos o Erdogan e inveja.

  2. Interessante o projeto turco.
    Creio ser baseado nos navios da classe WASP, ou estou enganado?
    Será anfibio e além de helicopteros conta com um esquadrao de caças a bordo.
    Pela maquete um F35…

  3. Perderam o bonde. Perfeita a ação da MB, que garantiu para si o melhor. Que os turcos e paquistaneses tentem a sorte em outras oportunidades.

    Destaque para o seguinte trecho:
    “Ainda no último trimestre de 2017, o Centro de Comunicação Social da Marinha do Brasil (MB) divulgou um comunicado oficial informando que o Ministério da Defesa britânico desconhecia o interesse de qualquer outra marinha, que não a brasileira, no Ocean. Mas isso não era verdade.”

    Se a MB de fato “mentiu” ou pelo menos fingiu desconhecer a informação de outra marinha ter interesse no Ocean, redobro meus elogios. A Marinha puxou sardinha para si, com o perdão da expressão, e obteve seu objetivo. Parabéns, pois uma Marinha não é feita de navios somente, ela precisa de inteligência para gerir seus projetos.

  4. O navio está em construção e eles não sabem o que ele vai ser (um navio-aeródromo de 24.660 toneladas – dotado de seis caças F-35B e 14 helicópteros –, ou um navio de assalto anfíbio e controle de área marítima, transportador de uma dezena de helicópteros pesados)?????? Esquisito…

  5. Daglian, provavelmente a MB não mentiu, vai ver os Britânicos não tinham passado essa informação do interesse turco pelo Ocean para o pessoal da MB, até porque os turcos foram claros, eles tinham interesse no Ocean CASO a MB desistisse do negócio, ou seja, ele queriam, mas não entrariam em um leilão pelo navio

  6. O interesse dos Turcos foi notícia na mídia…
    .
    “Creio ser baseado nos navios da classe WASP, ou estou enganado?”
    .
    É um derivado do Juan Carlos I, da Navantia…
    .
    Esse é o NPM que muitos aqui sonham para a MB.

  7. Não lembro de ter visto este comunicado da MB mas são tantas coisas que passam batido.
    Sinceramente não acho que a MB iria mentir, a RN deve ter informado que o Brasil era o comprador preferencial e que não tinha outro comprador. Temos que lembrar que a venda do Ocean na Inglaterra não foi bem deglutida nos foruns de la, existia uma forte resistencia para a venda para Erdogan (que é considerado um ditador), de repente esta resistencia fosse também do governo britanico e nem deram espaço para a venda para a Turquia.

  8. Olá, olha acho eu que nem se o Erdogan oferecesse o dobro e mais a esposa não conseguiria comprar… a Turquia está com a moral meia baixa na Otan devido aos episódios que todos nos conhecemos, e foi muito melhor pra Royal Nave vender pra nós, enfim é nosso e agora que venha com toda a dentição!!!

  9. Bardini 21 de Fevereiro de 2018 at 21:08
    É um derivado do Juan Carlos I, da Navantia…
    .
    Esse é o NPM que muitos aqui sonham para a MB.
    —————————————
    Eu !!! \o/
    Dois !!! \o/

  10. MadMax, os turcos sabem que não tem mais como enfrentar os britânicos. O império otomano caiu MUITO fácil e rápido, para um país que estava muito longe(tendo vantagem de defesa). Mas a poderosa Royal Navy acabou com qualquer chance de defesa. Visto que invasão naval é possível levar muito mais soldados e armas. Por terra teria que primeiro derrotar a Áustria-Hungria e Prússia. Então a marinha da rainha derrubou o império otomano.

  11. Teria à aquisição para o Brasil, algum dedo americano?, já que a Turquia a cada dia vem se afastando da OTAN e se aproximando muito da russia, até mesmo comprando material bélico russo e recente conflitos das forças da Turquia contra forças Curdas apoiada pelo EUA, já que em um futuro conflito, colocaria as tropas da OTAN em risco e até mesmo de UK em Chipre, onde tem bases militares britânicas, território contestado pela Turquia.
    De fato existe ligações ou apenas deduções minhas.

  12. A Turquia foi uma das parceiras no JSF ,mas eu duvido que eles vão comprar algum F-35 ou melhor ,seo o Trump irá vender ,então esse novo navio ,na minha opinião vai ter de operar outro caça embarcado .

  13. Garantem que o hangar acomoda 10-12 F-35B. Hehehe. Numa brochura da Navantia colocaram 18 Harriers I. Todos sabem que a armada espanhola opera o Harrier II, de maiores dimensões. Bem, o F-35B é ainda maior que o Harrier II…
    Curioso é que inicialmente a Turquia não queria o Anadolu com ski ramp/jump, mas mudou de idéia. Ora, o F35B decola em 135-150 metros de rolagem e com um convôo apenas uns 30-40 metros mais curto que o do USS America talvez a ski ramp fosse realmente dispensável.
    Lembremos que as variantes australianas do BPE JCI não tem arranjo interno apto a suportar operações de asa fixa.
    Ademais, acho que este Anadolu não vai sair com capacidade de asa fixa: duvido que consigam o F-35B (o A, talvez). E, se Deus quiser, a Alemanha só vai ver F-35 de binóculo…

  14. Falaram o verbo correto “queriam”,
    Infelizmente o Nphm Pernambuco é nosso.
    Em Agosto/Setembro deve tá chegando no Brasil (Recife é claro) primeiro Porto a ser visitado, já pra receber as honraria do Estado. Kkkkkkkk

  15. Corrijo-me o equívoco pagando-me com um piparote: foram 20 Harriers II. Mas o F-35B continua tendo algo como um metro a mais tanto na envergadura quanto no comprimento em relação ao Harrier II. Coisa da idade…

  16. dentre os países citados, o Brasil é mais importante e estratégico para os ingleses.
    A turquia seria estratégica se já não tivesse 2 players maiores que a Inglaterra (Eua e Rússia) querendo influenciar o país e já não tivesse correndo o risco dos embargos por conta do risco a democracia ocorrendo por lá.
    O Paquistão não iria conseguir comprar porque a Índia e a Inglaterra mantem relações próximas e isso dificultaria a venda.
    o Ocean era para ser nosso mesmo…

  17. Essa belonave nunca seria dos turcos. O motivo mais importante é que eles estão dificultando a criação de um Estado Curdo que facilitaria sobremaneira a instalação de um gasoduto que abasteceria a Europa. Esse é o verdadeiro motivo da intervenção dos EUA na Síria. Garantir segurança energética para a Europa, dependente do gás da instável e não confiável Rússia…

  18. Sugerir que a MB “mentiu” é, a meu ver, um despropósito.

    Primeiro, o comunicado da MB foi baseado nas informações repassadas pelos britânicos. Fosse a informação inglesa uma e a da MB outra, certamente haveria um desmentido, pois os britânicos são muito precisos no que tange às informações sobre si mesmos.

    Segundo, uma coisa é o almirantado manifestar interesse nisso ou naquilo, ou, como faz a nossa MB e tantas outras (o caso do estudo para um NAe nas décadas de 30 e 40 é exemplo), divulgar estudos, conceitos e pretensões. Outra é um governo formalizar um interesse concreto perante outro. Alias, como bem lembrou o Bardini, o interesse turco esteve na mídia.

    Não há surpresa alguma, nem novidade, na pretensão turca.

    No que tange ao F35B, divido com os colegas a mesma impressão: a Turquia não deve conseguir operar este vetor tão cedo… Eles andam flertando com o “inimigo” e, pior do que uma troca de olhares, andam se portando como se “inimigo” fossem. O Tio Sam é direto, pragmático e duro diante de circunstâncias assim……

  19. Saber eu acho que a MB sabia. E mentiu sim. Mas não nesse sentido pejorativo é maniqueísta. É aquela famosa mentira por educação.

    Simplesmente não tinha propósito nenhuma a MB dizer “olha aqui, ganhamos esse negócio de tais e tais países…”

    Postura oficial funciona assim: A MB estava negociando com a RN, se a RN estava negociando com outros países, isso é problema dela.

  20. Tendo um surto de devaneio caótico, será que a MB não tem intenção de transformar o ocean num pequeno nae, já que desistiu de reformar o são Paulo e o restante dos skyhawk, pondo como vetor aéreo o f35? Sei que são caros, sua manutenção idem e hora de vôo proibitiva! Mas uns 08 f35 poderiam nos dar uma projeção no Atlântico sul, junto com os novos submarinos e as types. Por favor não me apedrejem, é somente um sonho de um nacionalista patriótico.

  21. A primeira foto mostra o HMS Ocean em companhia do USS San Antonio…uma bela combinação
    já que o navio da US Navy conta com doca alagável e o navio britânico conta com maiores facilidades para helicópteros…em breve se poderá ver tal combinação com o “Pernambuco” navegando junto ao “Bahia”.

  22. Saldanha da Gama 22 de Fevereiro de 2018 at 11:32 , se o amigo me permite, esse “surto” já rolou aqui no PN por demais, e já deu o que tinha que dar. Nosso querido Pernambuco não se presta para isso…..

    Prefiro a alternativa do Bardini…… Ou as extrapolações do mestre Carvalho2008.

  23. Chico Novato 22 de Fevereiro de 2018 at 11:31 , há uma grande diferença entre mentir, omitir ou, diferentemente disso, diplomaticamente “esquecer” (a tal mentira por educação).

    No texto, afirma-se que a MB divulgou um comunicado (portanto, um ato oficial), afirmando que o Ministério da Defesa de outro país “desconhecia” o interesse de outra marinha no navio quando, na verdade, esse interesse existia. Não se trata de insinuações, reportagens ou suposições, mas de um ato oficial que, sugere-se, escondeu uma informação importante dada por um órgão estrangeiro.

    Não entendo que propósito haveria na omissão (ou mentira, ou desinformação, seja lá o que for) por parte da MB. O que ganharíamos ou não com a divulgação de que outras marinhas estavam interessadas no Ocean? Isso poderia influenciar alguma coisa na negociação?

    Como muito bem ressaltado por alguns amigos acima, a venda de um meio militar dessa magnitude implica em um considerável nível de compromisso, que, efetivamente, existe entre Brasil e Reino Unido e entre MB e Royal Navy. Logo, não é uma operação que tenha sido decidida em meses ou que possa ser influenciada por comunicados.

    No mais, e no mérito da reportagem, a iniciativa turca está repleta de lógica e é condizente com o papel que projetam para suas FFAAs. É mais do que provável, até pelo que se divulgou anteriormente, que a pretensão deles tenha sido nessa direção. Seria uma dupla imponente naquele TO, o Ocean e o futuro LHD Anadolu.

  24. Caro hélio Eduardo, me perdoe eu ter perdido o debate sobre transformar o Pernambuco em um mini nae! De qualquer forma é para nos encher de júbilo, seja um mini nae, seja um porta helis, porque junto a este teremos uma bela força submarina e nas atualizações das fragatas! Um belo trabalho dos atuais gestores da gloriosa Marinha Brasileira. Um abração à todos e parabéns para a trilogia e pelo que o país vem fazendo nas conquistas tecnológicas e defesa de nossas Riquezas. Um abração

  25. Helio Eduardo 22 de Fevereiro de 2018 at 12:39

    O objetivo da mentira é um sinal de respeito aos demais negociantes. Se a Inglaterra e a Turquia decidiram não levar a negociação a público, é um problema deles. Claro que a publicação de que há mais interessados influencia numa negociação, normalmente, a favor do vendedor.

    O compromisso da MB era o de conseguir o melhor negócio para o Brasil (claro sempre com a maior transparência possível nos assuntos que dizem respeito ao contribuinte), não ficar dando report comercial da negociação. Isso fica a cargo dos jornalistas e demais interessados.

    No mais concordo com tudo o que disseste.

  26. Os turcos não querem nada, não vão ter nada, o Ocean (atlântico sul) é do BRASIL! Vem pra casa! É tetra, é tetra…o Brasil tem que comprar mais um Ocean e por uma helicópteros de ataque Mangusta (Italy).
    Galante tem que fazer uma matéria dentro do Atlântico Sul logo que ele chegar o Rio de Janeiro kkkk

  27. Caro Ivan bc, fico extremamente lisonjeado, muito obrigado! Realmente sou descendente, meu avô tb foi almirante, felicíssimo vila nova machado. Meu tio capitão de fragata e mestre na escola naval! Abração

  28. “MadMax 21 de Fevereiro de 2018 at 22:29
    Interessante, 100 anos depois de Galípoli os turcos queriam se armar com um navio inglês. Curioso.”

    Mas você quer algo mais curioso que Japão, Austria, Alemanha e Itália são aliados dos EUA

    China e Russia são ‘inimigos”

    Isso tudo era o contrario a 77 anos atrás

  29. O Brasil já deixou passar a deixa de comprar o PORTA HELICÓPTEROS que a DCNS = NAVAL GROUP fez para a RUSSIA porque esta INVADIU A CRIMEIA, PARTE DA UCRÂNIA. Era para estarmos com um PORTA HELICÓPTEROS NO ESTADO DA ARTE, não um usado como o HMS OCEAN! O EGITO foi na frente e comprou-o!

    NOTA DOS EDITORES: FAVOR NÃO ESCREVER COM MAIÚSCULAS. LEIA AS REGRAS DO BLOG.

  30. Chico Novato 22 de Fevereiro de 2018 at 15:58 , caro amigo, que fique claro que dirigi minhas dúvidas ao texto, e não aos que comentaram e muito menos a você.

    No mais, o articulista é conhecido e respeitado mas, a meu ver, com toda venia, induziu à crença de que houve uma mentira e não uma manobra diplomática como você muito bem descreveu.

    Saldanha da Gama 22 de Fevereiro de 2018 at 15:25 , abração amigo!

  31. Pedro…
    .
    Os classe “Mistral” foram adquiridos pelo Egito até onde sei com ajuda financeira da
    Arábia Saudita e cada um custou mais que o dobro do “Ocean”.
    .
    Não acredito que a situação econômica do Brasil em 2015, quando foram adquiridos pelo Egito
    permitiria tal aventura, sem falar que o acordo era mais vantajoso para franceses, russos ,
    egípcios e sauditas e ambos os navios foram adquiridos de uma vez só.

  32. O Brasil é o preferível em adquirir navios ingleses,pois acho que um eventual aliado inglês contra maduro,em caso de invasão das guianas.Claro que essa aliança vem de muitos tempos principalmente se não houver objeção dos EUA.Os srs sabem que a Inglaterra ajudou na formação da MB,é patrocinou e auxiliou com meios na guerra do Paraguai.O Reino unido sabe que o Brasil é um aliado confiável.

  33. Os navios adquiridos pelo Egito, tem seus equipamentos muito diferentes dos navios franceses. Foram feitos especificamente para a marinha russa. Seria um pesadelo logístico para a MB que opera equipamentos de origem ocidental.
    Com relação ao “PERNAMBUCO” claro que muitas marinhas o cobiçaram. Em sua grande maioria, só podiam sonhar com a embarcação. Algumas ate tinha condições de adquirilo, mas não tinham capacidade de mantelo operativo. E um pequeno grupo, em que a MB esta inserido, realmente disputavam nos bastidores a compra do “PERNAMBUCO”. Resumindo: Seja bem vindo PERNAMBUCO, O LEÃO DOS MARES!

  34. Olá Dalton. Acho que você tem razão sobre a ajuda da Arábia Saudita ao Egito para adquirir vários equipamentos militares franceses. o que inclui duas Mistral e 24 Rafales. Acho que o que impediu a venda das Mistral para o Brasil foi uma questão financeira (a prioridade de MB são o ProSub e as Tamandaré.. não teria como abrir um terceiro programa bilionário) mas também o apoio da Arábia Saudita para o Egito compras as duas Mistral (nós iríamos comprar apenas uma). Por fim, adquirimos o G40 Bahia dos franceses. Por outro lado, discordo da avaliação do Ronaldo sobre a Inglaterra considerar o Brasil um “aliado” preferencial. Creio que a avaliação do Silvio é mais realista ao colocar que poucas marinhas teriam capacidade de operar o Ocean. Creio que as marinhas que teriam interesse em um porta helicópteros já estão com seus programas em andamento. No momento, a única marinha que apresentava uma lacuna de operação era o Brasil, isso porque somente recentemente a MB decidiu descomissionar o A12. Se a MB estivesse reformando o A12, não teria a necessidade de adquirir o Ocean. Foi realmente uma questão de oportunidade (como foram os 3 NPaOc da classe Amazon). Quase tudo combinava para o negócio.

  35. A aquisição do NPHM ESPÍRITO SANTO (Ocean) pela MB foi uma ótima oportunidade para a armada, além da provável aquisição das patrulhas, que bom termos um bom relacionamento com a Royal Navy.

  36. 6 F-35B Lightning II
    4 T-129 ATAK attack helicopters
    8 cargo helicopters
    2 S-70B Seahawk helicopters
    2 UAVs
    .
    É uma composição interessante essa que os Turcos querem pro seu futuro Navio…

  37. camargoer 23 de Fevereiro de 2018 at 12:52
    Olá Dalton. Encontrei uma noticia sobre a ajuda da Arábia Saudita ao Egito. Teria ainda 4 FREMM francesas (além dos 2 MIstral e 24 Rafales). O Egito pagou US$ 1.1 bilhão pelas dois MIstral (cerca de R$ 3,5 bilhões de reais, praticamente o preço das 4 Tamandarés).

    Totalmente fora de questão, a MB não tinha como competir com esse valor. são 9 Oceans e é capaz de trazer com o troco as 3 rivers..

  38. Olá Rennany. Eu lembrei da entrevista do Comandante da MB mencionando que a reforma do A12 seria da ordem de US$ 1,5 bilhão, mais do que o Egito pagou pelos dois Mistral. Encontrei um post aqui do blog que menciona o valor de US 1,06 bilhão de dólares por essa venda (o que confirma aquele valor da outra reportagem que citei anteriormente). O detalhe que deve ser considerado são das datas. O Egito comprou os MIstral em setembro de 2015. Nessa data a MB ainda pensava em reformar o A12 a um custo de US 800 milhões. A entrevista do Comandante de MB ao Roberto Lopes é de agosto de 2017. Portanto, a MB decidiu pelo cancelamento da reforma depois que o Egito comprou os Mistral. Talvez se a MB tivesse desistido do A12 antes, ela poderia ter comprado um dos Mistral por cerca de US$ 500 milhões (R$ 1,6 bilhao de reais) em 2015 (talvez o Egito teria comprado o outro). Lembrando que a MB comprou o Ocean por R$ 378 milhões.

    http://www.planobrazil.com/insiderentrevista-85-minutos-com-o-almirante-eduardo-leal-ferreira-comandante-da-mb-e-algumas-surpresas-sobre-os-rumos-que-ele-ainda-pretende-imprimir-a-forca/

    http://www.naval.com.br/blog/2015/09/24/egito-compra-da-franca-os-dois-navios-da-classe-mistral-destinados-a-russia/

  39. Olá Rennany. Eu lembrei da entrevista do Comandante da MB mencionando que a reforma do A12 seria da ordem de US$ 1,5 bilhão, mais do que o Egito pagou pelos dois Mistral. Encontrei um post aqui do blog que menciona o valor de US 1,06 bilhão de dólares por essa venda (o que confirma aquele valor da outra reportagem que citei anteriormente). O detalhe que deve ser considerado são das datas. O Egito comprou os MIstral em setembro de 2015. Nessa data a MB ainda pensava em reformar o A12 a um custo de US 800 milhões. A entrevista do Comandante de MB ao Roberto Lopes é de agosto de 2017. Portanto, a MB decidiu pelo cancelamento da reforma depois que o Egito comprou os Mistral. Talvez se a MB tivesse desistido do A12 antes, ela poderia ter comprado um dos Mistral por cerca de US$ 500 milhões (R$ 1,6 bilhao de reais) em 2015 (talvez o Egito teria comprado o outro). Lembrando que a MB comprou o Ocean por R$ 378 milhões. Fica a pergunta. O que teria sido melhor para a MB, comprar um Mistral novo por 1,65 bilhão ou o Ocean meia-vida por 378 mihoes?

  40. Quanto aos que citaram a Campanha de Galípoli, nesta batalha sangrenta com mais de 200.000 mortos para cada lado, não eram as tropas da Rainha e sim do Rei George V (1910-1936) e os Otomanos ganharam esta batalha.
    Depois os Otomanos caíram devido as várias revoltas, guerras e muitos problemas internos, literalmente apodreceu de dentro para fora tornando impossível a manutenção de seu grande território.

  41. Olá Walfrido. Se não me engano, Chuchill foi resposabilzado pelo desastre em Galipolli, não? Aliás, tem um filme de 1981 bem legal sobre essa batalha, mesmo para aqueles como eu que não levam o Mel Gibson muito a sério.. riso.

  42. Sim Camargoer, Churchil que era o Lord Naval Britânico queria o ataque mas o CMT da Marinha era contra e alegava não ser viável a invasão por mar e que teria muitas baixas, depois de alegar vários problemas o CMT que era contra pediu afastamento por saúde alegando estresse e o novo determinou imediatamente o ataque que foi um fracasso, de cara perderam 3 navios em minas e no final das contas foram 200.000 mortos com a derrota dos ingleses e seus aliados nesta operação.
    Isto ocorre quando um político se impõe sobre um parecer técnico de quem conhece os prós e contras de uma operação militar destas.
    Churchil foi responsável por outra tragédia quando mandou bombardear os navios franceses apreendidos pelos italianos com a tripulação francesa ainda dentro, causando muitas mortes de franceses, a alegação dos ingleses foi a de que com isso evitou que os navios apreendidos fossem usados contra a Inglaterra.

  43. “MadMax 21 de Fevereiro de 2018 at 22:29
    Interessante, 100 anos depois de Galípoli os turcos queriam se armar com um navio inglês. Curioso.”
    O mais curioso é que consta na Wikipédia que um dos navios ingleses danificados na campanha de Galipoli era nomeado HMS Ocean.

  44. Bom os Turcos sempre foram considerados inimigos pela Rainha então duvido muito que eles vende-sem para a Turquia!!!!.

    Não entendi isso “E, se Deus quiser, a Alemanha só vai ver F-35 de binóculo…”.

    Pelo que sei os manos Chucrutes não querem essa coisa nãooooooo…rsrs…

  45. Prezados,

    O Boletim n° 64, da EGN, de 24 de novembro de 2017, pag 10, traz um interessante artigo sobre os navios-aeródromo.

    Segue abaixo a transcrição da matéria:

    “Porta Aviões: inovações tecnológicas e resiliência operacional

    No último dia 9 de novembro o South China Morning
    Post, um jornal baseado em Hong Kong, reportou que
    militares chineses chegaram a uma solução tecnológica que
    torna viável o uso de catapultas eletromagnéticas (EMALS,
    na sigla em inglês) em um porta-aviões de propulsão não
    nuclear. O único navio a atualmente operar com catapultas
    desse tipo é o USS “Gerald Ford”, comissionado pela US
    Navy em julho deste ano.
    Se a notícia relatada pelo South China Morning Post
    se confirmar e a Marinha chinesa (PLAN) efetivamente
    incorporar EMALS ao Type 002, seu terceiro porta-aviões,
    a Força deve experimentar um substantivo salto qualitativo
    em sua capacidade operacional. Ela poderá, por exemplo,
    passar a operar aeronaves de asa fixa em funções de alerta
    aéreo antecipado e carrier onboard delivery (COD). O
    uso de EMALS permitirá também a redução dos ciclos
    de lançamento dos seus caças J-15. Por fim, também se
    especulou que as mesmas soluções técnicas que permitirão
    a instalação de um sistema EMALS em um porta-aviões
    convencional devem viabilizar a operação de canhões
    elétricos (railguns) e armas de energia direcionada (DEW) a
    partir do Type 002.
    Mas o que os recentes avanços chineses nos permitem
    concluir sobre o futuro dos porta-aviões? Ao longo da última
    década, muitos teóricos e estrategistas vêm especulando
    sobre – ou francamente anunciando – o iminente fim do navio
    aeródromo enquanto núcleo das esquadras mais poderosas
    do mundo. Essas especulações devem-se em boa medida
    à própria marinha chinesa e seus avanços em capacidades
    anti-acesso e de negação de área (A2/AD) e aos crescentes
    custos dessas plataformas. Todavia, os investimentos que a
    PLAN vem fazendo em seu Type 002 e o fato de que a US
    Navy planeja construir dez porta-aviões da classe “Gerald
    Ford” demonstram a resiliência desse tipo de plataforma e a
    importância da aviação embarcada.
    Cabe, portanto, refletir sobre a situação do Brasil.
    A recente desativação do NAe “São Paulo” sem um
    cronograma definido para sua substituição deixou um “gap”
    de capacidade na Marinha do Brasil. Dado que a situação
    fiscal do país não permite grande otimismo, é preciso pensar
    em soluções para aproveitar a capacidade aeronaval já
    existente na Força, a qual – com o EC725, equipado com o
    MAS Exocet, e o Seahawk, equipado com o MAS Penguin
    – é provavelmente a primeira do continente sul-americano.
    A aquisição do HMS “Ocean”, junto ao Reino Unido, não
    substitui um NAe, mas pode ser uma interessante opção no
    curto prazo/médio prazo.”

  46. A Turquia é participante do programa F35 como já dito aqui. No âmbito do programa F35 a Turquia planeja adquirir até 116 caças tendo feito um pedido em 2014 para um primeiro lote e uma segundo pedido em 2016 para outro lote com as entregas se iniciando este ano.

    Lembro aqui que em 2014 o presidente turco, Abdullah Gul inaururou uma fábrica de motores na província de Izmir ocidental que irá produzir peças da turbina para o jato de combate F-35do grupo Kale da Turquia e a Pratt & Whitney.

    A Turkish Aerospace Industries, Inc. (TAI), a maior fornecedora internacional de componentes programa F-35 Lightning II entregou sua primeira peça fabricada em materiais compostos no final de 2008. As partes fabricadas pela TAI serão empregadas na montagem da fuselagem central do F-35 de pouso e decolagem convencional (CTOL).

    A pergunta que fica é: como vai ficar os acordos sobre o F35 com o desenrolar político turco após Edorgan assumir o poder em 2014 e os acontecimentos recentes no país.

  47. Eu tenho o nome certo para esse navio….o nome será N/A Américo Vespúcio que em 1503 reconheceu a nossa costa pela primeira vez a mando do Rei de Portugal. Como segunda sugestão talvez…N/A Cabral, e calma pessoal tô falando do Pedro !

  48. venha o Ocean,está bom demais para nós,que não temos grana para comprar o mistral é nem precisamos dele.Uma critica o mistral é muito alto ele deve ser muito refletivo no radar, e dois o Brasil não tem muita projeção de poder ,mas com o ocean é o Banhia pode colocar 1.200 fuzileiros ,é mais carros de combate é peças de artilharia numa praia, é com toda segurança,eu acho que os Ingleses são melhores construtores navais que os franceses.È uma pena que o Brasil não interessou pelas bath 1 ia fazer uma dupla boa com os amazonas,e poderíamos aposentar merecidamente a corveta cabloca,ou transferila para a flotilha de Matogrosso.

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