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O futuro da guerra naval é a guerra submarina’, diz o chefe da Marinha Filipina

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Submarino classe Scorpene “Tunku Abdul Rahman”, da Malásia

Por Roberto Lopes
Especial para o Poder Naval

Em depoimento na manhã desta quinta-feira (22.02) no Senado das Filipinas, o Comandante da Marinha local, contra-almirante Robert A. Empedrad, questionado pelo senador Emmanuel Manny Pacquiao, declarou: “Senhor, temos muitas preocupações na Marinha. Mas para mim, o futuro da guerra naval é a guerra submarina. E acredito que se quisermos obter o respeito de outros países estrangeiros ou marinhas, devemos adquirir submarinos”.

Empedrad fez essa afirmação no momento em que sua Força está empenhada na obtenção de duas fragatas leves Tipo HDF-3000, de 2.600 toneladas, encomendadas, em agosto de 2016 ao estaleiro Hyundai Heavy Industries, da Coreia do Sul.

A esquadra filipina não possui submersíveis. Seus escoltas são antiquados, e a decisão de empregar os seus 7.500 fuzileiros navais no controle de territórios insulares (assediados por guerrilheiros) a fez investir em uma numerosa flotilha de navios de desembarque – 15 unidades de diferentes tamanhos –, que inclui um navio moderno, classe Makassar.

De acordo com a agência de notícias estatal Philippine News Agency, Empedrad lembrou aos parlamentares que o sucesso dos submarinos se deve à sua natureza furtiva, que os torna navios difíceis de serem detectados.

Sabi nga nila, mahirap kalabanin iyong kalaban na hindi nakikita (“Como dizem, é difícil conter um inimigo invisível”), resumiu o almirante para o senador Pacquiao. E acrescentou: “Estou certo de que outras marinhas poderosas poderiam respeitar a Marinha Filipina se nós tivéssemos o submarino, excelência”.

A Marinha Filipina desativou finalmente, em novembro de 2017,
o BRP Rajah Humabon PS-11, um destróier de escolta da Segunda Guerra Mundial, da mesma classe “Cannon” do Navio-Museu Bauru da Marinha do Brasil

Horizonte – O governo de Manila está prestes a importar uma classe de submarinos de ataque, de propulsão diesel-elétrica, durante a fase “2º Horizonte” do Programa de Modernização das Forças Armadas. Não se sabe ainda se dotados, ou não, de AIP (Propulsão Independente do Ar).

O processo de obtenção desses navios deve ter início neste ano de 2018 e estar concluído em 2022.

As indústrias navais consideradas favoritas para a obtenção dessa encomenda são as da Alemanha, da Coreia do Sul e (como alternativa mais distante) da China.

54 COMMENTS

  1. Acho que ele está certíssimo! Se o Brasil focasse somente a defesa do território, uma frota de submarinos seria a melhor alternativa. Projeto, construção e manutenção de uma frota destas traria um total controle de nossa costa, fazendo o domínio dos mares para o inimigo invasor, algo quase impossível.

  2. Então o BRASIL está certo em produzir os SUBs, principalmente o nuclear. Com os avanços tecnológicos Às estratégia militares vão tomando rumos surpreendentes. Parabéns marinha brasileira, o futuro está em suas mãos,e nossas também, é claro.

  3. Os ossos de Karl Doenitz devem estar se retorcendo de vontade de dar opinião. Sómente em Abril de 1943 ele perdeu 38 U boats com suas tripulações. Uma unica arma convencional não consegue ganhar uma guerra. O submarino é uma arma letal, especialmente os nucleares dotados de missseis de longo alcance, mas autras armas, especialmente misseis intercontinentais, tambem são decisivos, ainda que fora do alcance de paises como as Filipinas.

  4. E a ênfase na guerra submarina se impõe ao Brasil como sua única arma estratégica pela amplidão da sua costa, pela compreensão do bom senso, pela limitação dos seus recursos, pela eleição das possibilidades, pela dimensão da sua indústria, pela contração da sua defesa e pela oscilação da sua política …

  5. O submarino é a unica nave realmente stealth. O planos da MB em ter uma quantidade respeitável de submarinos convencionais e nucleares esta absolutamente perfeito. Teria capacidade de inibir ação de qualquer frota em nossas águas.
    Já NAe, destroyers, cruzadores e até fragatas de grande porte são alvos muito fáceis de serem atingidos pela nova geração de mísseis, já disponível pelos USA, Russia, China, França, Uk e India. Além dos próprios submarinos, como tem sido demonstrado pelos suecos e franceses.

  6. No momento parece muito mais importante para as Filipinas o enfrentamento dos guerrilheiros, estes submarinos poderiam ficar para depois, parece vontade dos Almirantes em se equiparar aos vizinhos que estão comprando submarinos.
    As Filipinas tinham chegado ao fundo do poço em termos militares, agora resolveram correr atrás do prejuizo.
    A sua Força Aérea foi reduzida ao mínimo, chegando a desativar seu único caça, o Siai-Marchetti S-211, que tiveram que restivar para formar pilotos para os KAI FA-50, seus Bronco de ataque estavam quase parados, devem ser trocados por ST.

  7. Quando o Brasil tiver os 6 sub nucleares e os 15 convencionais, poderemos dizer que temos a “chave” do Atlântico. Só passará quem nós deixarmos. Mas assim como porta fechada impede a entrada, também impede a saída.
    Indiscutivelmente será uma força de muito respeito. Mas possibilitará apenas jogar na defesa. Sem gol não se ganha jogo. Esta força terá de ser complementada com outros meios de superfície e aéreos, além dos sempre necessários fuzileiros. Mas se hoje tivesse de escolher por onde começar, os subs seriam os primeiros a serem escalados.

  8. Fazendo uma analogia com a Força Terrestre: o que mais produz baixas é sem dúvida a artilharia, porém seria impensável sua utilização sozinha. Somente uma combinação de armas é que irá produzir um efeito desejado.
    O mesmo vale para os subs. Tem que haver uma coordenação entre eles e os meios de superfície e aéreo.

  9. Luiz Floriano Alves 22 de Fevereiro de 2018 at 13:20

    Meu caro, sua premissa está equivocada!

    Em abril de 1943 as perdas de navios aliados somavam 3450!!! Na enorme maioria, essas perdas decorreram de ataques de u-boats.

    As derrotas dos u-boats, portanto, foram inexpressivas até então e só passaram a ocorrer em maiores números a partir de abril daquele ano em razão de avanços tecnológicos dos aliados, com a transferência de tecnologia inglesa para os estadunidenses, em troca da disponibilização das linhas de produção destes.

  10. Praticamente quase todos os U-Boats que a Alemanha usou na WWII, não eram submarinos… Eram submersíveis. Esses navios operavam com grandes limitações.
    .
    O único submarino de fato que os alemães usaram, já no final da Guerra, foi o Tipo XXI.

  11. É o que venho dizendo, com modéstia: submarinos, força de minagem e varredura, fragatas e NaPaOcs, todos estes atualizados tecnologicamente, fazem uma Marinha de Guerra.

    O resto (Navio Aeródromo, Navio de assalto Anfíbio, etc), somente se o dinheiro estiver saindo pelo ladrão, ou se a cabeça estiver nas nuvens.

  12. ““Concordo em gênero, número, grau, latitude, longitude e profundidade …”
    Não existe concordancia de grau !”

    Mas existe uma figura de linguagem chamada alusão!

  13. Tudo na vida tem suas vantagens e desvantagens:
    Nuclear: desenvolve altas velocidades e não precisa vir a profundidade de snorkel pra troca de ar interna tantas vezes.
    Sua desvantagem é que gera ruído
    (Fácil detectção sonar).
    Diesel-elétrico: Precisa vir a profundidade de snorkel (troca de ar interno do Sub) mais vezes que um nuclear.
    São mais lentos, mas na sua lentidão são bem mais silenciosos.
    Os norte americanos apelidaram nossos IKL
    De buraco negro no fundo do mar (traduzido para o português) pra ser ter ideia de como são difíceis de se detectar.
    Aí entra outras coisas como custo manutenção e etc.
    Prefiro não falar mais pq já fui censurado em outro post (apagaram o meu comentário), talvez por ter polemizado no assunto.
    Traduzindo: fica tudo a gosto do cliente como ele deseja e como pode pagar também.

  14. Caro Burgos
    Um submarino nuclear não precisa vir à superfície para “troca de ar”. Ele pode permanecer submerso enquanto houver comida à bordo ou a saúde mental da tripulação aguentar. Na teoria pode ficar lá embaixo por tempo ilimitado. Só vai depender do fator humano.
    Abraço

  15. O Contra-Almirante Robert A. Empedrad, declarou:
    “Senhor, temos muitas preocupações na Marinha. Mas para mim, o futuro da guerra naval é a guerra submarina. E acredito que se quisermos obter o respeito de outros países estrangeiros ou marinhas, devemos adquirir submarinos”.
    .
    Ele parcialmente errado…
    O futuro já chegou, faz tempo.
    .
    A guerra submarina – e antissubmarina – é uma realidade mortal desde o século passado, sem perspectivas de mudança, apenas agravamento.
    .
    Roberto Lopes e os editores do Poder Naval foram muito felizes ao incluir o mapa do entorno das Filipinas na matéria.
    Parabéns!
    .
    Observando o recorte das Filipinas percebe-se que é um emaranhado de ilhas, cheio de estreitos e golfos (lembra do Golfo de Leyte e Estreito de Surigao), que exigem uma grande quantidade de barcos rápidos para patrulha e proteção assimétrica, mas permite também ações com lanchas missileiras (FPB) no mar territorial.
    .
    Entretanto, excetuando sua costa leste, em todas as direções encontramos uma geografia clássica para operações anti-acesso e negação de acesso (A2/AD), com mares fechados (Mar do Sul da China, Mar de Celebes, Mar de Sulu, Mar de Java), vários estreitos (Makassar por exemplo), além das ilhas (como Taiwan ao norte), notadamente as ilhas contestadas Spratly e Paracel, disputadas vários países… inclusive e principalmente a China.
    .
    A arma anti-acesso para operar em um anel de defesa mais externo de um país com poucos recursos como as Filipinas são os submarinos. Sendo que, para eles, basta o diesel-elétrico como os alemães Type 209.
    .
    Outro detalhe da geografia, ou da geofísica, sei lá…
    O Mar do Sul da China, aquele mar fechado na costa oeste das Filipinas, é curiosamente profundo, justamente próximo deles e onde ficam as Ilhas Spratly. Muitas áreas com mais de 1.000 metros de profundidade, ótimo para esconder submarinos, inclusive os SSGN e SSBN chineses.
    Outro mapa:
    https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/c/cf/South_China_Sea.jpg
    Quanto mais azul (de claro para escuro) mais fundo é o mar.
    .
    Forte abraço,
    Ivan, um antigo infante metido em assuntos de marinheiros.

  16. Xará,
    .
    Até pouco tempo eles tinham a US Navy com eles.
    Na verdade ainda tem, mas estão se distanciando.
    .
    Além das condições sócio-econômicas limitadas do país, este enorme suporte ianque aparentemente os levou a acomodação.
    .
    Outros países da região – Austrália, Japão, Singapura, Vietnã – optaram por não se acomodar.
    .
    Abç.,
    Ivan.

  17. O interessante é que os modelos oferecidos pela Coreia do Sul também são U-boots. Recentemente eles revenderam para Indonésia o U-209. Não sei se já estão habilitados a revender o U-214.
    Parceria interessante. Onde o critério técnico pesa mais, está lá instalado um derivado das crias de Dönitz.
    Submarinos impressionantes, de uma escola que sempre, absolutamente sempre foi de excelência…

  18. O mais surpreendente de tudo: até o ano passado ainda operavam um classe ‘Cannon’ !!!

    Realmente impressionante… Dos tempos em que navios eram feitos pra durar…

  19. A guerra submarina tem uma enorme vulnerabilidade. Ao contrario dos antigos Battleships, ou os atuais super destroyers, que possuem força bruta para sobreviver, submarinos dependem exclusivamente de stealth.

    Submarinos existem a mais de um século e é apenas questão de tempo até que a tecnologia avance e termine com a stealth abaixo d’agua. Quando isso acontecer, acabou; embora eu seja um grande admirador das forças submarinas, hoje eu não colocaria todas as minhas fichas na construção de submarinos do jeito que os conhecemos, afinal, nunca se sabe quando a defesa alcança o ataque.

    Talvez os franceses estejam certo que o futuro dos submarinos seja transforma-los em caças submarinos, com outras capacidades e perfomances além da stealth.

  20. Eu acho que avançando a conclusão dos sub,a chegada do oceam,das patrulhas,e quem sabe das type -23,eu acho que eles vão esquecer os porta-aviões.E que a Marinha operou por tanto tempo que difícil desfazer da ideia.Um porta-aviões e um sugador de recursos importante para uma marinha com recursos limitados.

  21. Parece que entenderam que sou contra o uso dos submarinos nas esquadras. Nada mais incorreto. O que procuro ressaltar são certos avanços tecnológicos que essa embarcação alcançou. Em outro comentário exemplifiquei os subs da classe HMS Gottland da Suécia. São os barcos mais perfeitos do genero. Possuem meios de anularem suas assinaturas térmica, magnéticas e radiofrequenciais. São extremmente silenciosos, mesmo com as maquinas do siastema AIP em operação. Com o ciclo Stirling não se consegue embarcar maquinas potentes, porém são sufiicentes para atingir boa velocidade de combate em submersão. O desempenho desses subs em manobras, até agora não tinha sido visto. Eles passaram desapercebidos pelos Subs Sea Wolf e Virginia da US Navy e colocaram fora de combate (por regulamento da manobra) o NAer Ronald Reagan, apesar de todos seus navios de escolta e submarinos de caça na periferia do comboio. Para nações que possuem recurso limitados e não ambicionam ter submarinos de ataque de grande raio de ação, os submeriveis com propulsão AIP são ideais. Paises como. Russia, Alemanha e China, estão investindo pesadamente no aperfeiçoamento desses submarinos. A Russia está adotando o sistema de reservatórios criogenicos carregando oxigenio liquido, argonio liquido (moderador), combustivel líquido e motores de cilindros de baixa rotação. Os alemães (IKL) optam por células de combutivel, com elementos sintetizando agua a partir do oxigenio e do hidrogenio e, asim, gerando energia elétrica. O custo estimado de um classe HMS Gottland é de 750 mmus. uma fração de um sub nuclear, além de não possuir os riscos de radiação.

  22. Só os nossos almirantes que não enxergam isso, ainda discutindo a construção de porta aviões para a MB. O negócio é focar em submarinos (uns 10 convencionais e uns 4 nucleares) e NaPOc aos montes mas bem armados (não esses que temos com canhãozinho de 30mm) e umas 4 fragatas mais pesadas, fora os navios de suporte. Esquece esse negócio de porta aviões! Isso é para projeção de poder e o Brasil não precisa disso. O Brasil nunca teve ambições de projeção de poder em regiões do globo como os americanos, por exemplo. De que adianta ter um porta aviões ? Pra defender nosso litoral ? Basta ver o que aconteceu na Guerra das Malvinas quando o Conqueror afundou o General Belgrano. Os argentinos recolheram o 25 de Mayo para o porto e ele não saiu mais de lá! Quem deu as cartas? O submarino! Os ingleses negaram o uso do mar aos argentinos e estrangularam as ilhas !
    Pra proteger um porta aviões você tem que alocar mais umas 2 fragatas ou destroieres….é muito recurso alocado para um navio só!
    Bem, essa é a minha opinião.

  23. “Só os nossos almirantes que não enxergam isso, ainda discutindo a construção de porta aviões para a MB.”
    .
    Acho que quem não enxerga nada é você… A prioridade número 1 da Marinha é o PROSUB.
    .
    “Esquece esse negócio de porta aviões! Isso é para projeção de poder e o Brasil não precisa disso”
    .
    Um Porta Aviões Projeta poder, uma Fragata projeta poder, um Submarino projeta poder… Todo meio naval, feito para a Guerra, projeta poder, seja de forma defensiva ou ofensiva.

  24. Caças pelo ar, submarinos pelo mar, e artilharia de misseis e foguetes por terra, são estes os três principais meios de dissuasão militar na guerra moderna.

  25. O EUA estão criando uma classe de submarinos nucleares para missões não nucleares, ou seja o disparo de mísseis de cruzeiro, além de, é claro, capacidade para lançar torpedos. Isso dá a essa arma a capacidade de atacar também alvos terrestres, mesmo estando submerso.

    Os submarinos nucleares do Brasil serão apenas lançadores de torpedos?

  26. Boa noite.
    Alguma vez foi cogitado por qualquer marinha lançar AVANT´s de submarinos pra realizar ataques costeiros ou realizar missões de reconhecimento? Acredito que por ser um vetor mais silencioso e furtivo, o submarino poderia entregar esse meio com facilidade de uma distância segura no litoral do território contestado, em especial drones de tamanho bem reduzido e que não pudessem ser detectados pelo barulho, por exemplo. Acho que o Brasil poderia investir mais nessa combinação submersível/drone.

  27. Fernando Martins 23 de Fevereiro de 2018 at 1:57

    Caro Fernando, “isso é de mais para nós”. Não temos uma cultura tecnológica para tal. Duvido muito que realmente haja interesse. E mesmo se houvesse não haveria verba.

    Me diga, seria um drone para observação ou um tipo suicida/ataque? Estão surgindo drones cada vez mais automatizados, muitos lançados como se fossem misseis, os chamados mini-drones, que lembram até mísseis de cruzeiro por seu formato.

    Eu já tive umas ideias dessa, mas como leigo isso não passa de fantasia, mas é baseada em conceitos já usados no mundo real, então vale a pena a viagem.

    Já vi submarinos que levavam casulos do lado de fora do casco, nas costas, geralmente eram mini-sumarinos. Agora imagine um casulo que pudesse ser destravado e subisse até a superfície presa por cabos. Ao subir para a superfície abre-se as portas e um drone é catapultado, disparado ou decola verticalmente.

    Se pode levar um submarino e um casulo, porque não algo mais hithtech?
    http://www.public.navy.mil/subfor/underseawarfaremagazine/Issues/Archives/issue_15/submarine_rescue.html

    O problema é que um drone com maior capacidade de voo teria que ter uma aerodinâmica muito diferente daqueles drones em forma de míssil. Além disso ele teria que voltar até o casulo pousando verticalmente, como um F-35. Tecnologicamente não é impossível, mas é algo para um país com verba e uma necessidade real de uso.

  28. Uma Marinha não sobrevive apenas com submarinos. É preciso, claro, de um equilíbrio. No entanto, a projeção da MB não visa o ataque, mas a defesa. Precisamos de meios de defesa, tais quais navios de patrulhas fluviais, navios de patrulha marítima, corvetas e fragatas. Temos capacidade de construir submarinos e poderemos colocá-los na água. Mas tudo demanda dinheiro e tempo. E o Brasil tem prioridades, meus caros, que vão além da defesa: o povo! A saúde, educação, por exemplo, devem ser supridas e nem sempre o orçamento para a defesa será tão bom. Temos de coibir a corrupção, caixa 2… arrumar a casa para então pensar em coisas além.

  29. Bruno…
    .
    os futuros submarinos brasileiros, convencionais e nucleares serão capazes de lançar mísseis anti navio através de seus tubos de torpedos…coisa aliás que os submarinos da US Navy não
    fazem pois deixaram de embarcar o míssil “sub harpoon” há muitos anos atrás.
    .
    Os submarinos da US Navy contam com torpedos e mísseis de ataque terrestre como o
    “Tomahawk” como armamento básico até porque os EUA possuem em seu arsenal outras
    alternativas e assim preservam mais a furtividade de seus submarinos que não precisam expor-se ao lançar um míssil anti navio…mas…há planos de futuramente voltar a se adotar
    um míssil anti navio muito mais sofisticado que o “sub harpoon”…mas, são apenas planos.
    .
    No caso da marinha brasileira, não faria muito sentido, em se adotar um míssil de ataque terrestre, já que provavelmente não serão enviados para outros oceanos diante de nações
    potencialmente hostis, roubando assim espaço precioso para torpedos e mísseis anti navios
    e eventualmente reduzindo a quantidade dos mesmos por serem de cara aquisição e manutenção.
    .
    abs

  30. Nada como se ter uma marinha equilibrada…submarinos sozinhos não resolvem nada…na verdade são minoria…uma elite é verdade, mas, uma minoria nas marinhas do mundo.
    .
    Há anos a US Navy tem declarado que seus cerca de 50 SSNs e 4 SSGNs não estão cumprindo nem 80% das missões necessárias…imagine-se o resto das marinhas…mesmo não tendo tantas ou as mesmas missões, são afetadas pela pequena quantidade de meios, ainda mais
    meios disponíveis, já que submarinos exigem muita manutenção.
    .
    Ter submarino é sempre bom…só não dá para depender só dele ou muito dele…porque de
    uma hora para outra tem os tais “aviazinhum” como diz o MO que podem passar pelos submarinos e destruir justamente a base de onde os submarinos operam.

  31. Luiz Floriano Alves 22 de Fevereiro de 2018 at 13:20 , perdoe-me mas sua comparação foi bem infeliz. A marinha alemã nadou de braçada até os EUA jogarem seu parque industrial, seus destróieres, aviões de longo curso e porta-aviões de escolta na jogada. Perderam na relação numérica, foram esmagados pela absoluta superioridade numérica dos aliados. E não esqueçamos do episódio da decodificação da Enigma, que entregou os códigos das forças submarinas aos aliados….

    Até onde sei – e se alguém puder complementar, agradeço – havia um duelo na Marinha pela arma de superfície e arma submarina. Naquele caso, dividir os esforços e os recursos limitados não deu certo. Me recordo que duas das principais apostas de superfície falharam logo no início: o “encouraçado de bolso” Graf Spee e o famoso (e, por mim, admirável) Bismark (ao lado do Missouri meu navio predileto no Worlds os Warships). E é preciso, ainda, lembrar que nos planos da Alemanha a guerra só começaria em 1945, quando novos navios de superfície e submarinos estariam em operação.

    Já li opiniões de que se a Alemanha tivesse focado na força submarina, teria tido mais chances, da mesma forma que se tivesse apostado no Me-262 e nas V-1 e V-2 desde o ínicio do conflito, teria tido chance de reverter sua sorte. Naturalmente, especulações distantes da realidade de 1940, mas ainda assim válidas para estudos.

  32. Felipe 22 de Fevereiro de 2018 at 18:02 , e onde você apostaria suas fichas?

    Seu raciocínio peca por não considerar que o avanço tecnológico também beneficiará os submarinos… O vento que sopra lá, sopra cá….

    Ademais, o “stealth” do submarino não decorre apenas de tecnologia, mas do meio em que ele opera. Se as forças de superfície avançarem em meios de detecção, os submarinos avançarão em meios de ocultamento. Imagino que passarão a mergulhar mais fundo, se deslocar mais rápido, utilizar contra medidas eletrônicas para proteção.

  33. João Adaime !!!
    Bom dia !!!
    A ida de um Sub Nuclear a superfície que eu quiz me referir, é praticamente nula, disso tudo que vc falou eu sei, só virá por algum motivo expecional, pois o mesmo tem autonomia para passar meses imerso e navegando. 👍
    Concordo !!!

  34. Helio…
    .
    se levarmos em conta tudo o que franceses e britânicos colocaram no mar atrás do “Spee” e
    os britânicos atrás do “Bismarck” e os cuidados que tiveram depois com o irmão dele o “Tirpitz”, não foi assim um fracasso completo.
    .
    Mesmo que quisessem os alemães não estariam em condições de ter muito mais submarinos
    do que eles tinham em 1939 quando começou a guerra…ao menos eles tinham que cumprir exigências de Tratado e não estavam dispostos a contrariar os britânicos enquanto que a construção de encouraçados foi permitida e apenas 2 encouraçados “pesados” foram concluídos, o Bismarck e o Tirpitz.
    .
    Muito se especula sobre dar mais atenção às armas “fantásticas” nazistas, mas, já era tarde demais quando efetivamente surgiram e os aliados também tinham as suas, apenas não
    eram tão desesperadamente necessárias…e no fim das contas…a bomba atômica, empalideceu qualquer coisa que os nazistas possuíssem.
    .
    abs

  35. Dalton 23 de Fevereiro de 2018 at 11:09 , concordo!

    Quanto ao Spee, recentemente assisti a um documentário uruguaio que afirma que o problema do navio era combustível e peças de reposição. A cadeia de suprimentos alemã era deficiente pela enorme distância e pela falta de matérias rimas.

    Quanto ao Bismark, concordo. Só gostaria de lembrar que nos planos navais da Alemanha o Bismark e seu irmão Tirptiz não seriam os maiores battleships, planejava-se uma classe bem maior (ou duas, se a memória não me trai…..).

    Já dos submarinos pouco sei, mas havia planos para uma classe verdadeiramente oceânica, um monstro para a época.

    O que eu tenho vivo é que a Alemanha planejava bater a Royal Navy nos mares, coisa que não haviam conseguido na I Guerra, daí um esforço elevado nos grandes vasos de guerra. Eu também não saberia afirmar porque eles, ao contrário de ingleses, norte-americanos e japoneses, não adotaram os navios aeródromos, os quais desbancaram os encouraçados como “rei dos mares”.

  36. @Helio Eduardo

    Infelizmente não existe muito mais que evoluir em termos de stealth submarina. Os submarinos modernos já são extremamente silenciosos, com uma redução razoavel da assinatura magnetica além da possibilidade que permitiu o reator nuclear em eliminar por completo a grande vulnerabilidade de um submarino, submergir para recarregar baterias e trocar ar. Não existe muito mais o que evoluir.

    Enquanto isso, as tecnologias ASW estão ainda apenas engatinhando. As oportunidades sao imensas quando se inclui na conta drones submarinos de baixo custo, inteligência artificial, até mesmo sensores orbitais, entre muitas outras possibilidades. Seria inocente pensar que submarinos e porta-aviões continuaram a reinar no campo de batalha naval eternamente. A história é prova disso.

    Minhas fichas eu colocaria em uma força armada, não apenas marinha, equilibrada, em que cada força complementasse a outra. Uma força aérea moderna e capaz de atuar em meio naval em suporte a uma esquadra enxuta baseada em fragatas, corvetas e submarinos; além de contar, quando necessario, com a projeçao de força sobre terra que plataformas de assalto anfíbio e fuzileiros navais permite.

  37. Ainda continuo afirmando que 6 subs nucleares para o tamanho da costa brasileira é muito pouco!
    Mas só o fato de saber construir já é de grande importância e soberania.

  38. Eu só sei de uma coisa que e fato.. Em vários exercícios navais os submarinos conseguem atacar porta aviões ou navios principais apesar da escolta… Em caso de guerra, o chineses conseguiriam colocar uns 5 ou 6 submarinos atrás de cada porta aviões americanos… Esses planos já devem até estar traçados… E muito mais fácil achar um porta aviões que um submarino.. Na minha opinião, os porta aviões do futuro terão que possuir poderosa defesa anti aérea baseada em misseis e capacidade de fazer a guerra anti submarino, se garantindo por conta própria… De forma a demandar a mínima escolta possível… De forma a liberar a esquadra para manobrar livremente e atacar o inimigo de forma mais agressiva..

  39. Com a miniaturização das armas misseis e drones, prevejo que os SSKs ou subnukes ainda tem muito a evoluir.
    .
    De forma generica, a disponibilidade sempre foi um problema para um sub, restando-se assim a ele o emprego de armas estrategicas, quer sejam torpedos, Miseis balisticos ou ainda Misseis pesados especializados (Sub Harpon/Tomahawk/Exocet, etc).
    .
    mas agora vc vê drones, cartuchos de misseis aae (IDAS), morteiros com projeteis de precisão com ate 30 km de alcance, GLSDB com 90KM de alcance…
    .
    Unindo-se estes conceitos em um SSK ou Submersivel, vc consegue realmente de forma silenciosa e stealth aproximar-se da costa de qualquer um e martelar persistentemente sem gastar os tubos com um Zumwalt.

  40. carvalho2008 da mesma forma que os avanços nos mísseis e drones podem ajudar os submarinos eles poderiam muito bem prejudicá-los. Por exemplo, drones submarinos completamente autônomos já são uma realidade e o seu custo é proporcionalmente muito pequeno, permitindo que no futuro próximo uma força tarefa carregue uma frota de algumas dezenas destes que poderiam usar o sonar para vasculhar uma vasta área do oceano.

  41. Problema do Grande Almirante e real e ultimo Presidente(ministro, Chanceler etc) de fato da Alemanha(os outros foi imposição dos Âmis) Herr Dönitz foi não ter acreditado na quebra do Enigma infelizmente.

    Mas concordo na matéria a guerra naval do futuro será nas profundezas.

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