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Vídeo: submarino nuclear francês ataca destróier americano em exercício

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No vídeo acima feito a partir do periscópio de ataque de um submarino nuclear francês, durante exercício internacional, um destróier americano da classe “Arleigh Burke” é atacado simuladamente enquanto é reabastecido por um navio-tanque.

É interessante observar que o ângulo escolhido pelo submarino para o ataque, é o ponto mais vulnerável dos sonares de casco dos navios de guerra, que têm uma cobertura maior nos 270º frontais.

Submarinos convencionais, por serem mais lentos que os navios de superfície, procuram atacar quando os navios passam por eles no seu setor de patrulha, engajando os navios pelo setor da proa ou pelos flancos.

Submarinos nucleares, por serem tão ou mais rápidos que os navios de superfície, podem escolher o melhor momento e ângulo para atacar – quando as condições de propagação do som na água são mais favoráveis ao submarino, por exemplo.

É bom lembrar, que o submarino nuclear de ataque britânico HMS Conqueror acompanhou o cruzador argentino ARA General Belgrano e seus escoltas por dois dias, até receber autorização para o ataque.

45 COMMENTS

  1. Como já afirmei antes, o sumarino é totalmente stealth. Temos que tê-los em boa quantidade, convencionais e nucleares. Todo recurso tecnológico existente no lado ocidental e oriental foi usado e até hoje não localizou-se o submarino argentino San Juan. Querem melhor prova que essa?

  2. Apesar de curto é bem legal esse vídeo! Aliás teve um comentário de alguém em um post anterior que questionava se um porta aviões tinha sido realmente “afundado” em exercício… Sei que não é o mesmo episódio, mas é bastante interessante!!
    .
    Sds

  3. Que coisa hein…tão perto!! Parece estar a menos de 4000 metros levando em conta o fator ótico do periscópio.
    São verdadeiros tubarões rondando sua presa.
    Mas ainda hoje, isto deve ter ficado mais difícil com os sonares avançados de reboque, assim como contra medidas e iscas.

  4. Sabemos que custou caro,mas é uma arma formidável e coloca a Marinha do Brasil em uma nova posição no cenário mundial !!!
    Com 6 desses, seremos tratados de outra forma nas nossas aspirações e projeção internacional.

  5. Imaginem pessoal dois torpedos pesados atingindo ambos os navios. A explosão do navio de Suprimentos seria enorme já que este também carrega combustível!!

    Se me perguntassem em que tipo de embarcação gostaria de servir em uma guerra, acho que escolheria os Subs

    Como diz a camisa: “Há dois tipos de navios, os Submarinos e os Alvos”

  6. Se não me engano o Timbira (S-31) , no Exercício LINKED SEAS 97, com a OTAN, passou despercebido pelas escoltas AS e emergiu ao lado do PA Principe das Astúrias!!! Ou simulou um ataque. Alguém aí poderia confirmar?

    Sei que até hoje, tem gente na OTAN com nosso sub engasgado na garganta!

  7. Olá, bem acho que um numero de 6 a 8 SBR e mias uns 4 a 6 SNBR estaria de bom tamanho para gente isso com os pé no chão né… o ideal era mais que isso mas considerando a sempre difícil situação financeira acho que 8 submarinos convencionais e mais 4 nucleares ia por um respeito no hemisfério sul sem igual! qualquer coisa acima disso seria maravilhoso! mas já estamos no caminho certo!

  8. Desculpe a sinceridade
    Mas chega até ser uma covardia !!!
    Mas é a realidade da nova era da guerra moderna.
    Aproximar , atacar e sair do local em silêncio sem ninguém ver ou ouvir nada.

  9. Marcelo Andrade, a proeza na Operação Linked Seas foi feita pelo submarino Tamoio. Foi por influência do feito que os portugueses que estavam a bordo, como observadores, acabaram comprando os submarinos alemães.

  10. E olha que a classe rubis é antiga, muito mais barulhenta que os modernos e silenciosos virgia,sea wolf e borei. Sempre achei que esses submarinos nucleares antes-Ohio fossem presas faceis para navios modernos.

  11. Não que tire o valor de um SSN, mesmo antigo, mas nesse caso específico o “Arleigh Burke” FI ou FII que são os primeiros 28 que não contam com helicópteros orgânicos a bordo, está mais vulnerável enquanto sendo reabastecido…ele, obviamente não está caçando nenhum SSN
    e também não se sabe quais as regras foram impostas nesse suposto exercício.
    .
    Eventualmente submarinos também são “afundados” em exercícios por forças de superfície
    combinadas com meios aéreos.

  12. A USN não treina seus submarinos contra nenhuma força naval de superfície do mundo. Nunca vi uma perifoto de um submarino americano enquadrando um navio estrangeiro.

  13. Isso mesmo Alexandre, valeu! Foi o Tamoio.

    Yuri 22 de Fevereiro de 2018 at 16:12
    Marcelo e Galante

    Tem algum artigo sobre esse caso?

    Yuri, aqui do NGB: http://www.naval.com.br/ngb/T/T007/T007.htm

    1997

    Em maio, realizou viagem ao exterior, integrando um GT com a F União – F 45 e a Cv Júlio de Noronha – V 32, participando a convite de Portugal da Operação LINKED SEAS 97 da OTAN, realizada entre os dias 15 e 19 de maio ao largo da Península Ibérica, entre a costa portuguesa e o Estreito de Gibraltar. Nessa operação, o Tamoio conseguiu “afundar” o Porta-Aviões espanhol SMS Príncipe de Asturias – R 11, furando o bloqueio da escolta composto por mais de dez fragatas e contratorpedeiros. Entre outros navios participou desse exercício a Cv francesa Amyot D’Inville – F 782. Essa comissão durou 68 dias e foram navegadas mais de 12.000 milhas náuticas, com o GT retornando a Base Naval do Rio de Janeiro em 16 de junho”

  14. Sempre foi minha preferência a arma submarina, principalmente para a MB, que dispõe de parcos recursos. Não que eu não ache espetacular um porta-aviões com suas alas aéreas no convés, mas o submarino é sem dúvida uma fabulosa arma.
    Se fosse para sonhar (e por que não sonhar, ainda não paga imposto), meu sonho de consumo para a MB seria o submarino classe SSGN (uns 4 deles), isso sim força de dissuasão (haja vista que somos impedidos de ter ogivas nucleares) carregados com algumas dezenas de misseis de cruzeiro mais espaço para desembarque de 80 grumec’s equipados… Eita acordei do sonho!!

  15. “Fernandes 22 de Fevereiro de 2018 at 14:15
    Todo recurso tecnológico existente no lado ocidental e oriental foi usado e até hoje não localizou-se o submarino argentino San Juan. Querem melhor prova que essa?”
    .
    Me desculpe… mas o exemplo foi bem infeliz…
    O casco do falecido San Juan está a centenas de metros abaixo de onde se realiza a guerra submarina…
    É como se um caça perdesse o controle e acidentalmente adentrasse ao espaço sideral (se fosse fisicamente possível)… Ai ele seria uma arma foda ? Pq ninguém achou ele no espaço ? rsrs

  16. Desconheço a que velocidade se vai no reabastecimento, mas é nítido pelos vídeos que já vi que qualquer navio estaria extremamente vulnerável. Visualizo aí, por tanto, uma situação na qual um SSK poderia atuar ( muito embora me pergunte qual seria a chance de se produzir uma oportunidade assim em um conflito real… ).

    No mais, isso mostra a importância de se ter um submarino nuclear. Somente ele pode literalmente perseguir uma força tarefa em qualquer regime de velocidade e em qualquer lugar. É a arma de negação do mar definitiva em nossa época.

  17. _RR_ 22 de Fevereiro de 2018 at 17:19
    Desconheço a que velocidade se vai no reabastecimento, mas é nítido pelos vídeos que já vi que qualquer navio estaria extremamente vulnerável. Visualizo aí, por tanto, uma situação na qual um SSK poderia atuar ( muito embora me pergunte qual seria a chance de se produzir uma oportunidade assim em um conflito real… ).

    No mais, isso mostra a importância de se ter um submarino nuclear. Somente ele pode literalmente perseguir uma força tarefa em qualquer regime de velocidade e em qualquer lugar. É a arma de negação do mar definitiva em nossa época.”

    Isso só demonstrar ainda mais o valor da arma submarina com propulsão nuclear, ela pode literalmente escolher o momento mais vulnerável de seus alvos para efetuar o ataque, com toda paciência do mundo, para não colocar sua própria tripulação em risco. Essa é uma das armas de um submarino nuclear, a Paciência.

  18. Foi verdade Marcelo foi afundado o príncipe de astúria,é teve um treinamento no Brasil que o são Paulo foi afundado mesmo com seu grupo caçando o sub não sei se foi o tamoios ou o timbiras,inclusive na reportagem um almirante que estava no são Paulo falou pro repórter que acabaram de ser afundados.O sub é uma arma fantástica é sei que treinam os comandantes até para missões impossíveis mesmo sabendo que eles não podem cumprir a missão.

  19. “Imaginem pessoal dois torpedos pesados atingindo ambos os navios.”

    Cara, a pancada deve ser monumental
    O choque deve deixar o navio sem condições de reparo

    • Verdade, Luiz Monteiro. O Timbira eu vi hoje no Dique Alte Jardim, saindo do Arsenal onde estive quase toda a semana.

      Aliás, pra mim não faltou submarino pra ver nesses dias. No Arsenal, passei em frente à proa do Tamoio na oficina, do Tikuna no dique Sta Cruz e do Timbira no Alte Jardim. E na terça-feira foi o Riachuelo em Itaguaí. Tô me sentindo no fundo do mar de tanto ver os cascos de perto esses dias.

  20. Boa Noite.
    .
    Bosco, acredito que os EUA não divulguem perifotos de seus SSN pelo simples fato de não quererem “telegrafar” seu “modus operandi” e suas potencialidades, ensejando possíveis inimigos de desenvolverem contramedidas.

  21. Nunao,

    Inicialmente, sei que já te falei isso, mas como não foi por escrito aqui no site, cabe o registro público aqui, parabéns pela cobertura. Excelente!

    A ForSub vai bem. Em 2028 teremos 8 submarinos. Já os escoltas, se não houver compras de oportunidade, teremos 10 navios escolta: 4 classe ‘Tamandaré’, 3 classe ‘Niterói’, a ‘Barroso e 2 classe ‘Inhauma’.

    Conforme te falei, mas tornando público aqui, as fragatas Tipo 23 e os LPD da classe ‘Albion não estão disponíveis para venda. O que foi dito pelos almirantes da RN e os representantes do MoD que tive a oportunidade de conversar ao longo destes dias na Inglaterra, foi que os navios permanecerão na RN com baixas programadas para a próxima década.

    O que poderá ocorrer, é o descomissionamento, pela RFA, de 1 ou os 2 NApLog da classe ‘Wave’ a partir de 2019.

    Grande abraço

    • Luiz Monteiro, obrigado. O Galante ajudou bastante.

      Classe Wave disponível em 2019? Ótima informação, idade parecida com a do Ocean, casco duplo, um deles poderia ser de grande valia, caso seja oferecido e adquirido.

  22. Felizmente nossos projetos de subs estão andando… Tomara que consigam garantir orçamento para finalizar nos prazos previstos.
    Por mim poderiam trocar essa idéia de um novo NAe, cancelar isso e aumentar a quantidade de subs fabricados aqui.
    Não precisamos projetar poder lá fora com NAes, os subs já darão conta de patrulhar nossas áreas tranquilamente.

  23. Olá Jeff. Eu fiz uma análise do orçamento do MinDef e podemos usar com certa aproximação que 10% do orçamento (hoje em torno de US$ 20 bilhões) seja usado para reaparelhamento e investimento. Hoje, o ProSub consome cerca de 1% do orçamento do MinDef, mas esse valor tende a ser reduzido á médio prazo. Por outro lado, existem outros três programas bilionários que irão consumir mais recursos nos próximos dez anos (KC 390, F39 e corvetas Tamandaré). Mas mesmo estes programas pesarão no orçamento militar apenas nos próximos 15 ou 20 anos. Portanto, a pergunta seria quais serão os próximos programas que virão depois desdes? Talvez seja um segundo lote de F39, as escoltas de 6000 ton, um segundo lote de Scorpenes ou de submarinos nucleares ou até mesmo um NAe. Tenho certeza que o orçamento do MinDef não permite nenhum outro programa bilionário nos próximos 10 anos, mas haverá espaço para um o dois grandes programas para daqui 15 ou 20 anos. Mas tem que começar o planejamento agora.

  24. “Classe Wave disponível em 2019? Ótima informação, idade parecida com a do Ocean, casco duplo, um deles poderia ser de grande valia, caso seja oferecido e adquirido.”
    .
    Isso aí é um gigante de mais de 30.000t
    Precisamos e podemos pagar por tudo isso?

  25. Classe Wave … seria uma surpresa mt boa .. são navios de 2003 ne ? novos tb .. um ja seriam uma blz .. os 2 ja seriam perfeito …. sendo assim alguma possibilidade de baixa no NT ”Gastão Motta” caso de tudo certo ?? ( baixa dos meios ,interesse e verba pra compra diga-se )
    tinha ctz q o q daria baixa seria o ‘Fort Victoria” .. com seus 26 anos . quanto mais novo melhor pra MB

  26. https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/6/64/The_Portsmouth_based_Type_23_Frigate%2C_HMS_Iron_Duke_carrying_out_Replenishment_at_Sea_%28RAS%29_with_RFA_Wave_Ruler%2C_whilst_carrying_out_the_duties_of_the_Atlantic_Patrol_Task_%28North%29_ATP_%28N%29._MOD_45146495.jpg
    Dobradinha possível na MB .. realmente é um gigante …. mais por se tratar de um mero ”NT” e ser relativamente novo ( 18 anos ) .. duvido q criaria problemas pra MB .. um seria bom .. um segundo seria visando substituir o NT ”Gastão Mota” .. pelo menos eu considero interessante

    • Bardini,

      A classe Wave é 1/3 maior em deslocamento do que o NApLog projetado pelo CPN da MB, de 21.500t:

      https://www.marinha.mil.br/cpn/content/navio-de-apoio-logistico

      Tem cerca de 20m a mais de comprimento (um com pouco mais de 170m e outro com cerca de 190m) e pouco mais de 3m de diferença de boca (cerca de 25m x 28m). Diferenças menores em relação a velocidades máxima e de cruzeiro e alcance parecido na faixa de 10.000 milhas náuticas. Evidentemente o navio inglês, que desloca 1/3 a mais, deve carregar mais combustíveis etc do que o do projeto do CPN e ter, provavelmente, custo operacional maior.

      Mas, apesar de ter consideravelmente mais porte, na comparação não chega a ser um “gigante” em relação ao que já se pretende, quando se pensa numa eventual compra de oportunidade. Questão de verificar todos os prós e contras.

  27. Bardini e uma tendência .. navios desse tipo serem ”gigantes” …. mesmo novos projetos como o ”Tyde” inglês (maior ate q esse )ou mesmo ”Vulcano” Italiano(LSS) na qual vc ja debateu como opção pra MB n diferem em mt coisa se vc analisar bem com a classe em questão …… precisamos sim de pelo menos 1 novo NT .. e como n vamos ter nada ”novo” desse tipo e aproveita oportunidade q vão surgindo .. Wave e sim uma opção bastante interessante por suas qualidades e material relativamente novo ..(deja vu ).entenda q n adianta especular classe ou subclasse de projeto novo.. realidade e aproveitar o mercadão de usados

  28. Bardini, se for assim, o Vulcano Italiano estaria fora das possibilidades da MB e portanto seria carta fora do baralho, caso a mesma resolvesse comprar um navio desse tipo futuramente. A MB não vai ter $$$$$$$$ por um considerável tempo no futuro próximo, portanto esqueça comprar um navio novo tipo o Wave por um curto e médio prazo. Já deixamos o Rotterdan passar e os peruanos aproveitaram, não podemos perder outra chance como essa

  29. Viva la France…

    Se não fosse o maldito lema Satanista…já teria me alistado na Legião Estrangeira faz tempo….O pior que adoro a França….mesmo sendo Socialista-Maçônica e no futuro Islâmica muito triste…

    Mas que é bom ver Âmis na mira e bom mesmo kakakak….

  30. Sim, Bardini, mas a princípio não é um navio do porte do Gastão Motta que se pretende para substituir o desativado Marajó ou, se uma compra do tipo se arrastar por mais 10 anos, o próprio Gastão Motta.

    Como escrevi, questão de analisar prós e contras caso haja a possibilidade / oferta no ano que vem.

    Compra de oportunidade nunca é exatamente com o deslocamento e características especificadas para um navio a ser construído. Quase sempre vai ser maior, menor, mais capaz, menos capaz, de maior ou menor custo operacional etc. no passado, por exemplo, a MB havia longamente discutido, planejado, especificado ao longo da virada dos anos 70/80 e iniciado a construção em meados dos ano 80 de corvetas de 2000t para substituir uma dúzia de contratorpedeiros remanescentes adquiridos usados dos EUA entre o fim dos anos 50 e início dos 70. Só conseguiu construir 4 (depois mais 1) dos 12 navios necessários, e o saldo foi coberto por CTs de escolta e fragatas usadas da USN e RN, compradas de oportunidade, com deslocamento na faixa de 3000 / 4000t, bem maiores que o das corvetas que havia especificado para atender a essa necessidade de reequipamento.

    Compra de oportunidade é assim, ame-a ou deixe-a…

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