O submarino de ataque ‘Alfa’ estava à frente de seu tempo e deve retornar ao serviço, desta vez mais automatizado

A União Soviética iniciou a Guerra Fria bem atrás dos Estados Unidos em tecnologia submarina.

Embora os soviéticos tenham capturado vários tipos de submarinos alemães mais avançados no final da Segunda Guerra, os Estados Unidos haviam acumulado uma grande experiência na prática submarina e antissubmarina da Guerra do Pacífico e da Batalha do Atlântico.

Combinado com outras vantagens tecnológicas, os Estados Unidos avançaram para uma liderança significativa em tecnologia submarina (especialmente submarinos nucleares) nas duas primeiras décadas da Guerra Fria.

Em particular, os primeiros submarinos nucleares soviéticos tiveram dificuldade em competir com o Ocidente em furtividade e confiabilidade. Após os primeiros projetos, os soviéticos decidiram empreender uma combinação de força bruta e de alta tecnologia extremamente arriscada.

A parte da força bruta significava construir um submarino que pudesse se mover mais rápido e mergulhar mais do que qualquer homólogo ocidental. A peça de alta tecnologia significava um projeto inovador do casco, um novo tipo de reator e a manipulação de novos materiais.

O resultado foi o Project 705 Lyra (designado como Alfa na OTAN), um submarino que o Ocidente considerava uma grande ameaça ao seu domínio submarino.

Perfil do Project 705
Visão em corte do Project 705

Começo
Com a classe Lyra, os soviéticos procuraram alcançar dois objetivos. Primeiro, eles queriam produzir uma arma capaz de mudar o caráter da guerra naval no Atlântico Norte e no Ártico, uma arma que poderia ameaçar as vantagens de superfície esmagadoras das marinhas da OTAN.

Ao contrário de suas contrapartes ocidentais, que preferiam as plataformas multifunção, os soviéticos preferiam submarinos dedicados a uma única missão – a “interceptação” de alta velocidade das forças de superfície da OTAN, especialmente grupos de batalha de porta-aviões.

Em segundo lugar, eles queriam impulsionar o desenvolvimento tecnológico, produzindo inovações que futuros submarinos incorporariam, mesmo que de forma fragmentada. Um terceiro objetivo incidental era forçar as marinhas da OTAN a gastar dinheiro e tempo adaptando-se à ameaça que os Lyras apresentariam.

Apesar disso, em muitos aspectos, a classe Alfa impulsionou a ciência dos materiais, a tecnologia de energia nuclear e a automação além dos seus próprios limites. Eles poderiam ultrapassar torpedos em velocidade e atingir grandes profundidades a quase 50 milhas por hora. Uma vez que eles encontrassem um submarino inimigo, sua alta manobrabilidade e velocidade significavam que a presa teria dificuldade em libertar-se de um Alfa.

Os sete submarinos originais, que foram construídos entre meados da década de 1970 e início da década de 1980 e servindo até a década de 1990, eram altamente automatizados para a época, levando uma tripulação de apenas 31 a 35 homens e nenhum tripulante subalterno. Em comparação, um submarino de ataque da classe de Los Angeles tem uma tripulação quase quatro vezes maior.

Seguindo um projeto anterior (o submarino de mísseis de cruzeiro classe “Papa” K-162), os Lyras possuíam um casco de titânio para produzir tolerâncias necessárias para alta velocidade e mergulho profundo extremo.

Para manter o tamanho da tripulação pequena, a classe Lyra empregou técnicas avançadas para automatizar sistemas chave, uma decisão que também aumentou a velocidade de reação de combate da tripulação, embora tenha tornado as tarefas de reparos e manutenção extremamente difíceis.

Para atingir a alta velocidade, o Alfas usou um projeto de reator com um refrigerante baseado em liga de chumbo e bismuto incrivelmente inovador. Isso permitiu uma tremenda quantidade de energia em um espaço compacto. No entanto, também criou grandes problemas de manutenção, poucos dos quais poderiam ser resolvidos pela pequena tripulação no mar.

Na verdade, mesmo no porto, a Marinha Soviética teve dificuldades para manter os Alfas continuamente em serviço.

Submarino classe Alfa fotografado na superfície

Atuação
Os Lyras tinham uma performance que nenhuma classe de submarino alcançava (além do “Papa” SSGN) antes ou depois. Submersos, podiam viajar a 41 nós (e podiam alcançar essa velocidade com um surpreendente grau de aceleração). Eles podiam mergulhar a pelo menos 2.200 pés (671 metros), muito mais profundo do que qualquer submarino da OTAN da época, ou hoje.

A velocidade e a profundidade de mergulho do Alfa permitiam que ele evitasse a maioria dos torpedos contemporâneos da OTAN. Também por causa de seu tamanho pequeno, os Alfas carregavam um arsenal de armas menor do que a maioria dos outros submarinos soviéticos – uma mistura de 18 a 21 torpedos e mísseis de cruzeiro.

No entanto, este arsenal poderia causar estragos em um grupo-tarefa da OTAN sem os meios para responder efetivamente.

Os Alfas não eram particularmente silenciosos, especialmente quando se aproximavam em alta velocidade. No entanto, sua capacidade de mergulhar profundamente deu-lhes algumas habilidades secretas, dependendo das condições oceânicas. Mais importante ainda, eles podeiam ultrapassar e dominar a maioria das armas existentes da OTAN, tornando-os muito difíceis de rastrear e acertar.

Reação
Tal como aconteceu com o interceptador MiG-25 e outras “super-armas” soviéticas, a OTAN tomou muito a sério a ameaça do submarino classe Alfa.

A Marinha dos EUA e a Royal Navy embarcaram em programas para desenvolver sensores que poderiam detectar os Alfas e armas que poderiam destruí-los.

Este esforço resultou em algumas armas, incluindo o torpedo Mark 48 ADCAP, que pode se deslocar a 60 nós, por curtos períodos. A Royal Navy desenvolveu um torpedo semelhante, denominado Spearfish. Os Estados Unidos também buscaram desenvolver um sistema de míssil supersônico lançado de submarino chamado “Sea Lance”, projetado para entregar um torpedo a distâncias de até 100 milhas.

Os Estados Unidos cancelaram o programa Sea Lance no final da Guerra Fria, aproximadamente ao mesmo tempo em que a classe Lyra deixou o serviço.

Submarino classe Alfa na base

Problemas
A URSS pagou um preço muito alto pela alta performance dos Alfa.

Apelidados de “peixe dourado”, os Alfas consumiram até mesmo o enorme orçamento soviético de construção de submarinos. Além disso, geralmente eles não eram muito confiáveis ​​em serviço, exigindo uma manutenção cara e complexa. As bases soviéticas muitas vezes não possuíam o treinamento e o equipamento necessários para manter os Lyras em condições de trabalho.

Em contraste com a maioria dos outros projetos submarinos da Guerra Fria, a URSS construiu apenas sete Lyras, um dos quais era mais um protótipo do que uma arma utilizável. Este primeiro submarino foi desativado em 1974, depois de demonstrar a prova de conceito.

No final da Guerra Fria, a Federação Russa lutou para manter o enorme sistema de defesa da União Soviética. Navios ultra-caros como os Lyras simplesmente não sobreviveram aos cortes; eles não podiam realizar missões críticas suficientes para justificar sua manutenção.

Conseqüentemente, a Federação Russa retirou os Alfas rapidamente após o fim da Guerra Fria. Em meados da década de 1990, todos os submarinos estavam aposentados e enviados para o desmantelamento.

Submarino classe Alfa fora d’água, para reparos
Outro ângulo de um classe Alfa em reparos

Legado
No entanto, os soviéticos aprenderam muito com a experiência dos Lyra, mesmo que a combinação de uma série de tecnologias inovadoras muitas vezes resulte em um navio não confiável.

Os submarinos da classe Barracuda (“Sierra” na OTAN) do início da década de 1980 adotaram algumas das características dos Alfas, incluindo o casco de titânio, ao mesmo tempo que diminuíam o desempenho para níveis que permitiam um perfil de manutenção mais gerenciável.

Os Barracudas operavam muito mais silenciosamente do que os Lyras, e podiam realizar um conjunto mais variado de missões. Os submarinos de ataque de classe de Shchuka (NATO: “Akula”) adotaram muitas das técnicas de automação iniciadas pelos Lyras, permitindo-lhes operar com tripulações relativamente pequenas por seu tamanho.

Submarino classe Akula

Ressurgimento
A Marinha Russa informou em 2016 que estudava a possibilidade de construir submarinos nucleares similares à classe Lyra (Project 705) com tripulações reduzidas empregando sistemas robotizados.

Uma fonte da Marinha Russa disse: “temos vinte anos de experiência na operação dos submarinos Project 705 classe Lyra nas décadas de 1970 até 90. Foi um projeto muito promissor, mas sua desvantagem foi a concentração de muitas novas soluções técnicas ao mesmo tempo”.

De acordo com o especialista, os submarinos soviéticos Project 705, cuja tripulação foi reduzida para 32 pessoas (quando o normal seria 70), não se mostraram bem sucedidos devido à manutenção complicada, o que levou a longas pausas entre as missões. Ao mesmo tempo, apesar da ausência de acidentes com vítimas, a confiabilidade do equipamento desses submarinos era insuficiente, e pequenas quebras regulares reduziram a prontidão de combate.

“Não é absolutamente necessário construir um submarino completamente revolucionário, como foi feito no Project 705, onde foram combinados o reator inovador com refrigerante de metal líquido, equipamentos altamente automatizados e várias outras inovações, incluindo o casco de ligas de titânio e volume muito compacto”, disse a fonte. Parece mais racional criar um submarino usando robótica com base em soluções técnicas elaboradas com automação crescente. A tripulação desse submarino pode ser reduzida para 55-50 e mais tarde, para 40-30 militares”.

No final de 2017, foi divulgado que o novo submarino classe Alfa renascido, denominado classe “Husky”, deverá entrar em serviço na década de 2020, e segundo a Marinha Russa será o primeiro submarino do mundo com armas hipersônicas.

Concepção do submarino classe Husky

FONTES: National Interest/Lenta.ru/Anatoly Vlasov

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Felipe

É o perfil do Albacore!

Carlos Crispim

Magnífico exemplo da engenhosidade russa, que povo espetacular, que desenvolve tudo sozinho e naõ existe nada que não possam fazer sozinhos.

Wagner

Ah eee, vamos ver até onde eles vão !

Ronaldo de souza gonçalves

A Indústria russa surpreende sempre,mesmo as custas do sofrimento do povo,querem equiparação com EUA,parece que a guerra fria não acabou apenas deu uma trégua,mas que surge uma outra potência a china com um poder de construção fantástico com dinheiro,que a meu ver a superará em pouco tempo,e depois superará o EUA,que apessar ter ter um orçamento 700bi,está falhando em entregar as suas forças um numero de aviões,e navio.O EUA insiste em porta aviões para que tantosjá que existe hoje dezenas de misseis que podem ataca-los sem que as escoltas possam defende-los.Cada arma que o EUA faz custa bilhões centenas de… Read more »

Augusto L

Um Sea Wolf é muito melhor, no mar assim como no ar a furtividade é sempre superior a desempenho cinético.

Carlos Eduardo Maciel

Parece que eles saíram da crise antes de nós e imediatamente reiniciam a reformulação de suas forças militares.
Entendo que teríamos saído antes, mas com a incerteza política que estamos enfrentando levará mais 3 anos para estabilizar.
Precisamos passar esse 2018 de eleições ainda.
Depois disso é torcer para que os 15 submarinos convencionais e 6 nucleares saíam do papel.

Bosco

Ter tripulação reduzida não faz de um submarino um Alfa.

Guizmo

Um Alfa foi perdido em combate contra o USS Dallas, Los Angeles Class em 1984, atingido pelo próprio torpedo……….no livro do Tom Clancy ?

Bosco

Augusto L,
A combinação submarino Alfa com o torpedo Shkval com ogiva nuclear seria mortal. Mas os tempos são outros e realmente não vejo lugar para um submarino como o Alfa.
Principalmente agora que os russos atingiram o nível de furtividade dos mais recentes submarinos ocidentais, não vejo porque voltar com o antigo conceito. E parece que não é essa a intenção mesmo.

Ivan BC

Que submarino bonito…que pena que foram “desmantelados”. Desculpa a pergunta idiota: Não compensava “guardar” os submarinos? Não quero dizer em galpões ou algo similar, mas sim deixa-los cobertos em algum lugar para um dia talvez por em operação, pois como a matéria demonstra, décadas depois ainda são submarinos incríveis. ……………. No final de 2017, foi divulgado que o novo submarino classe Alfa renascido, denominado classe “Husky”, deverá entrar em serviço na década de 2020, e segundo a Marinha Russa será o primeiro submarino do mundo com armas hipersônicas. ………….. Não acredito muito nesses prazos, nos últimos anos se a Rússia… Read more »

Karl Bonfim

“Guizmo 28 de Fevereiro de 2018 at 19:37
Um Alfa foi perdido em combate contra o USS Dallas, Los Angeles Class em 1984, atingido pelo próprio torpedo……….no livro do Tom Clancy ?”
Isso me lembra aquela cena antológica do cinema hollywoodiano do filme caçada ao outubro vermelho!

Roberto F Santos

Carlos Crispim, acho q sinceramente vc tá enganado, os Russos são os Chineses do passado, tudo eles copiavam do ocidente, mais especificamente dos EUA.
É verdade que melhoraram muito, mas não são esse povo espetacular que vc diz.

Fellipe Barbieri

Eu sempre gostei deste submarino quanto a suas capacidades, mas devido as últimas suputinikadas eu fico meio receoso com a verdadeira intenção e as reais capacidades . E os Akula será que não daria para dar uma modernizada no projeto ?,

Aurélio

A Rússia foi abençoada pelo criador, em tamanho territorial, e em recursos minerais. Todo minério importante , para tecnologia de ponta eles tem. Tem um povo altamente instruído, não precisam importar cérebros,para desenvolverem o que eles acharem necessário, optaram por um sistema econômico diferente do ocidente, mas que os atende plenamente. Constroem e desenvolvem armas apenas para manterem a capacidade de dissuasão.

Luiz Floriano Alves

O que impressiona nos russos é que transferiram tecnologia de Sub Nuc para a India. E até alugaram uma dessas naves para a Marinha Indiana ganhar experiencia. Outras nações não fariam isso. Até pode ser que não se tratava de equipamento no estado da arte, mas, nesse particular, até a tecnologia do “Nautilus” interessa, para quem está engatinhando na matéria. Tudo indica que a India desembolsou uma quantia considerável. Tudo leva a crer que os avanços Russos na tecnologia de instrumentação digital está possibilitando a ressureição dos belos barcos da classe Alfa.

Bosco

Eu estou curioso acerca do Zircon. Queria ver uma foto pra ter ideia de como resolveram o problema da instalação de um radar no bico afilado apropriado pra voo hipersônico.
Sei que os russos pensam diferente mas para um míssil que já vai entrar em operação esse ano já era pra ter foto dele.
Tem arma que eles escondem e outras (Su-57) a gente acompanha o desenvolvimento passo a passo.
Vai entender!

Guizmo

Karl, sim, o filme é inspirado no filme, homônimo.

Galante, estes silos verticais são para mísseis táticos, correto? Se sim, porque a escola russa não os dispara dos tubos de torpedo, como nas marinhas ocidentais?

Abs

Guizmo

* inspirado no livro….

Bosco

Guismo,
Não sou o Galante mas até que ele lhe responda eu tomo a liberdade de adiantar que os mísseis táticos (antinavios) russos são gigantes e pesam entre 3 a 7 toneladas e não são compatíveis com os TTs.
É até interessante que os mísseis táticos de cruzeiro russos (3 a 7 t) são maiores que os mísseis de cruzeiro estratégicos (3M14K Kalibr, por exemplo, que pesa menos de 2,5 t).
A velocidade supersônica impõe algumas características inafastáveis. Vamos ver que peso terá o Zircon, com mais de o dobro da velocidade dos supersônicos.
Perdão pelo atrevimento.

Arariboia

Felipe,
Os Akulas ja estão em processo de modernização.

Guizmo

Bosco, obrigado pelas colocações. Atrevimento nenhum, uma honra para mim! De fato, as dimensões são outras….

Sobre a propulsão, pump jet, novamente me remete ao filme/livro do Clancy, com o motor “esteira-lagarta”, de propulsão hidrodinâmica…..escrito nos anos 80!

Bosco

Guismo,
Fui dar uma olhada nas especificações do torpedo russo Type 65 lançado dos tubos de 650 mm e ele pesa mais de 4 t. Salvo engano todas as classes de submarinos russos o leva mas até onde eu sei os tubos são pré-carregados com o Torpedo que pode chegar a 100 km de distância.
Já os tubos convencionais de 533 mm podem ser carregados com torpedos, mísseis Kalibr e mísseis antissubmarinos.
Aí têm os lançadores específicos dos grandes mísseis táticos anti porta-aviões.

Zeabelardo

Alta velocidade gera ruído. Ruído traz dois problemas. Por um lado acaba com a maior arma do submarino que é a furtividade. Por outro deixa o submarino literalmente cego. Da mesma forma tb sou incrédulo em relação a super torpedos de alta velocidade e longa distância. Findo o guiamento por fio, duvido muito que a 50 nós o sonar do torpedo possa achar alguma coisa. Ou as leis da física são diferentes no oriente, ou possuem sensores e capacidade de processamento um século a frente (que já teriam sido empregadas em algo mais útil).

Zeabelardo

Bosco 28 de Fevereiro de 2018 at 21:30
“Tem arma que eles escondem e outras (Su-57) a gente acompanha o desenvolvimento passo a passo.”
Algumas armas são para exportação, outras não. Algumas o silêncio (com vazamentos ocasionais) pode indicar uma ameaça real ou apenas um blefe. Cão que ladra não morde.

Bardini

Alta velocidade é uma arma incrível para um submarino…

Augusto L

Ano passado a Russia revelou um torpedo que seria semelhante ao mk48modcap, se não me engano o nome é Futlyar.

Guizmo

Incrível Bosco; realmente uma nave de respeito

Bosco

Zeabelardo,
Realmente. Esse submarino Alfa devia utilizar uma tática de entrar dentro do alcance em alta velocidade, reduzir a velocidade, buscar os alvos com o sonar, lançar um Shkval nuclear, e cair fora a toda. Meio louco, devo salientar. rsrsss
Em relação à capacidade de sonar dos torpedos já li que eles conseguem utilizar seu sonar mesmo em alta velocidade. Creio que isso foi mencionado aqui por um profissional da MB em relação ao Mk-48.

Bruno wecelau

Entrevista de Putin diante da Câmara ,falando do tal drone Submarino que foi tema aqui no poder naval ,ele fala de um novo míssil de cruzeiro também ,esta entrevista esta acontecendo agora…
Este míssil seria o tal Zircon ?
Zircon ,Orninks ou Tsirkon sao as mesmas coisas…?

_RR_

Ivan BC ( 28 de Fevereiro de 2018 at 20:01 ); Não havia como… Após o colapso da URSS, ficou muito mais difícil manter os submarinos nucleares…. Manter um submarino nuclear é para poucos. E requer principalmente dinheiro… O bicho VAI gastar… E para os russos, a situação quase redundou em uma catástrofe…! Nos anos 90, haviam dezenas de submarinos nucleares “encalhados” pelas antigas bases soviéticas, em estado tão deplorável que se viram irrecuperáveis. Tiveram que correr para desmantelar tudo, sob o risco de ocorrer um acidente de maiores proporções. Para se ter uma ideia da complexidade das operações, os… Read more »

Zeabelardo

Bosco 1 de Março de 2018 at 8:01
Pode ser um bom recurso para evasão, contudo ficaria bem incomodado em não saber o que está acontecendo a minha volta. Nada na vida é de graça. Quando uma arma privilegia demais uma característica, piora as demais.

Zeabelardo

Ivan BC ( 28 de Fevereiro de 2018 at 20:01 )
Reator nuclear não se desliga. Vc apenas acelera ou diminui a taxa de reação.

_RR_ 1 de Março de 2018 at 8:51
“Manter um submarino nuclear é para poucos. E requer principalmente dinheiro… O bicho VAI gastar…”
Me lembra uma certa marinha que economiza diesel e rancho.

Augusto L

Bosco, acho que ele já ia com os alvos designados antes, pq sua unica arma era a velocidade se ele demorasse muito quando para-se ou diminuísse a velocidade corria o risco de ser alvejado ate pq o mesmo não era nenhum mestre da furtividade, unica coisa que eles deviam fazer era diminuir para mirar mas eu acho que nem todas as situações precisariam diminuir a velocidade. Agora sem ter os alvos, tendo que caca-los, diminuia muito sua capacidade mesmo ele podendo se esquivar dos torpodes da época, ele tinha que ser esquivar né, sair da posição de combate.

Zeabelardo

Bosco 1 de Março de 2018 at 8:01 Acredito que o problema nos torpedos não seja a velocidade em si, mas a sua combinação com a longa distância. Próxima ao alvo (e a fonte emissora), facilita a vida do sonar. Pelo tempo curto entre disparo e hit, a área em que o alvo pode estar não é muito grande e um algoritmo pode aumentar bastante a taxa de acerto. Em longa distância, a área onde o alvo pode estar é maior. A velocidade reduz a capacidade de detecção. O sonar deve guiar o torpedo por um longo período e detectar/travar… Read more »

_RR_

Zeabelardo ( 1 de Março de 2018 at 9:22 );

Ivan BC ( 28 de Fevereiro de 2018 at 20:01 );

Vale a pena…

TeoB

Olá, Bem vou falar que para mim esse sub é um dos mais bonitos se não for o mais!

737-800 RJ

“Carlos Crispim 28 de Fevereiro de 2018 at 18:05
Magnífico exemplo da engenhosidade russa, que povo espetacular, que desenvolve tudo sozinho e naõ existe nada que não possam fazer sozinhos.”

Menos carros. Isso eles não conseguem, o que é curioso, pois teoricamente é mais simples do que se produzir submarinos nucleares ou aeronaves supersônicas. ?

Dalton

“Um Sea Wolf é muito melhor,…”
.
O problema Augusto é que apenas 3 foram construídos e um deles o USS Jimmy Carter que
é maior que os outros dois acumula outras funções como submarino para testes, operações
especiais e coleta de dados.
.
Números são importantes daí a necessidade de se ter submarinos mais baratos/menores o que poderá ser o caso dos novos submarinos russos e embora tripulações menores normalmente signifiquem um custo operacional mais baixo há necessidade de se precisar de mais pessoal em terra durante manutenções.

Guizmo

Putin fez uma declaração hoje anunciando um novo ICBM de alcance “ilimitado”, um drone nuclear subaquático e de um míssil hipersônico. Fez um discurso carregado de ódio ao Ocidente, notadamente os EUA.

#copadomundo2018!!

Lucas Dalmarco

Esse submarino russo me lembra o livro “Matem o Potenkim”, de Mark Joseph. Relata uma batalha naval na guerra fria entre um submarino americano e um russo com casco de titânio. Quem não leu ainda, recomendo ler.

Luiz Floriano Alves

Por desligar um reator se considera suspender as barras de combustivel para fora do nucleo. Assim, deixa de existir a massa crítica para produzir energia. Desde Chernobil que se colocam reservaatórios de Bário, acima do nucleo e feitos com dispositivos que fundem a determinada temperatura. Se acontecer uma emergencia e não se conseguir manobrar as barras, resta o recurso do Bário que ao entrar em contato com o nucleo inerrompe a produção de energia.

Maurício

Esse discurso de que eles “copiam tudo do Ocidente” é interessante. Se fosse simples assim, seria muito simples construir motores para aviões. Basta abrir um motor com turbina da Boeing e pronto, é só copiar e competir com eles. Lógico que não é assim.
Uma excelente matéria, muito completa.

EduardoSP

_RR_ 1 de Março de 2018 at 8:51 E para fazer essa “desmobilização nuclear” contaram com dinheiro americano, pois não tinham condições de financiar essa operação. Os EUA ajudaram a pagar por medo da desorganização decorrente do fim da União Soviética levar à perda de controle de materiais nucleares. Aurélio 28 de Fevereiro de 2018 at 21:14 “Optaram” é meio forte. Os russos não optam por nada. Aquilo lá foi uma monarquia absolutista, uma ditadura comunista e agora é um presidencialismo autocrático. Há séculos que eles vivem sob esses tipos de governo. Capaz de não saberem se organizar de outra… Read more »

Jodreski

Eduardo não sei se a maneira como a Rússia é governada é a melhor ou a pior, ou se ditaduras são ruins ou boas, acho que existam bons e maus exemplos em todos os cantos. Basta pegar o Brasil como exemplo, vivemos na tão sonhada democracia, aonde pagamos rios de impostos ao estado e que retorno temos? as ruas de nossas cidades são todas cheias de buracos ou remendos, nossos hospitais são péssimos e nos custam rios de dinheiro, segurança melhor nem comentar, educação então… até nas forças armadas temos exemplo de dinheiro mal gasto. Então concluo o seguinte: eu… Read more »

Luiz Trindade

Carlos Crispim 28 de Fevereiro de 2018 at 18:05
Magnífico exemplo da engenhosidade russa, que povo espetacular, que desenvolve tudo sozinho e não existe nada que não possam fazer sozinhos.
A Rússia é uma nação antiga como a China e vem demonstrando que aonde o Urso ruge não tem como a águia (EUA) e nem o leão (Reino Unido) que venha se meter!

Dr. Mundico

Por incrível que pareça, o fato descrito no livro de Tom Clancy e no filme Caça ao Outubro Vermelho foi baseado num fato real acontecido na 2a. guerra mundial.

Sucedeu com o submarino norte americano Tang, durante patrulha no estreito de Taiwan. O capitão lançou um torpedo que, por esses acasos da vida, apresentou defeito no leme e cumpriu trajetória circular retornando ao ponto de saída. Embora o capitão tenha manobrado, não houve tempo suficiente para evasão e o Tang foi atingido pelo próprio torpedo, levando ao fundo quase toda a tripulação.

Control

Srs
Só uma pequena observação:
No livro citado, o Alfa é destruído por uma colisão com o Outubro Vermelho que o atinge a meia nau com a proa. Não há o caso do torpedo retornar e atingir o submarino que o lançou.
Sds

Helio Henrique

Alguém poderia me dizer se o nosso SNBR vai ter a propulsão pump jet.