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Macri torpedeia chance de sua indústria construir OPVs para a Armada Argentina

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OPV L’Adroit, em 27 de novembro de 2011

Por Roberto Lopes
Especial para o Poder Naval

Em seu mais recente gesto em desfavor das Forças Armadas, o governo Mauricio Macri acaba de comunicar ao Congresso Argentino que desistiu de encomendar à indústria naval argentina a construção de navios-patrulha oceânicos.

O plano constava da proposta da companhia francesa Naval Group (antiga DCNS) de oferecer quatro patrulheiros oceânicos Tipo L’Adroit, de 87 m de comprimento e 1.450 toneladas de deslocamento, aos argentinos: o primeiro fabricado na França e os demais em algum estaleiro da área de Buenos Aires.

A notícia do comunicado da Casa Rosada (sede do Executivo Argentino) pegou de surpresa os chefes navais locais, mas fez inteiro sentido com o silêncio constrangedor de Macri diante da oferta do governo da Coreia do Sul, apresentada um ano atrás, de financiar a construção de um navio de assalto anfíbio classe Makassar no Astillero Río Santiago, sediado na periferia da capital argentina.

Entre o fim deste ano e o início de 2019 Macri presidirá a entrega à Marinha de duas lanchas de Instrução para Cadetes (LICA), de 250 toneladas, mas esses barcos não representam iniciativa sua. Eles foram contratados no último ano da Era Cristina Fernández de Kirchner…

Os franceses pediram cerca de 300 milhões de dólares pelos quatro patrulheiros classe L’Adroit fabricados em conjunto pelas indústrias navais da França e da Argentina. Na argumentação encaminhada aos parlamentares pelo Jefe de Gabinete de Ministros de la Nación Argentina, Marcos Peña – um cientista político de 41 anos –, esse custo é esmiuçado e considerado alto demais.

Peña historia o tormentoso caminho da indústria e dos militares para obter navios-patrulha de alto mar, e dá a visão atual da Casa Rosada sobre o assunto:

El proyecto se inició en el año 1994, explorando todas las alternativas de provisión local plausibles, sin éxito. Las tecnologías involucradas, la alta cantidad de elementos constitutivos que – por razones de escala – es impracticable producir localmente, hacen que la eventual ventaja de incluir trabajo argentino sea balanceada negativamente por los costos logísticos, por la complejidad de articular el traslado y nacionalización de gran cantidad de materiales, herramental específico y, finalmente, el desarrollo de capacidades cuya empleo continuado es poco probable. Tanto en el corto, como en el mediano plazo, la compra en el exterior es más favorable para el estado nacional.

(“O projeto começou em 1994, explorando todas as alternativas plausíveis de provisão local, sem sucesso. As tecnologias envolvidas, o elevado número de elementos constituintes que – por razões de escala – é impraticável para produzir localmente, tornam a eventual vantagem de incluir o trabalho argentino negativamente equilibrada pelos custos logísticos, pela complexidade de articular a transferência e a nacionalização de grandes quantidade de materiais, ferramentas específicas e, finalmente, desenvolvimento de capacidades cujo emprego continuado é improvável. Tanto no curto quanto no médio prazo, a compra no exterior [dos navios] é mais favorável para o estado nacional”.)

OPV L’Adroit visto por bombordo

Alternativa – Mês passado, a empresa Naval Group, diante da inação de Macri, já havia aberto para a Armada Argentina uma outra opção: (1) repassar aos sul-americanos o navio L’Adroit (construído entre maio de 2010 e junho de 2011), como forma de responder de imediato à carência dos argentinos por plataformas de vigilância em seu mar territorial, e (2) construir os outros três navios em território francês, admitindo sua quitação em um prazo generoso, de oito anos.

De acordo com informações extraoficiais que circulam na Câmara dos Deputados argentina, essa alternativa poderia gerar uma economia de aproximadamente 50 milhões de dólares (talvez um pouco mais) na compra dos navios L’Adroit.

Representantes da indústria naval espanhola Navantia em Buenos Aires já estão em pé de guerra.

Tendo ofertado o seu OPV classe Avante aos chefes navais argentinos, eles criticam não apenas a hipótese de o governo Macri ficar com o L’Adroit – um patrulheiro que já incorpora o desgaste de vir operando desde 2012. Os espanhóis também observam que os franceses convenceram os argentinos a abdicar de um canhão de proa de boa efetividade nos seus patrulheiros – como a peça de calibre 76 mm –, em troca de uma artilharia muito mais leve e limitada – de 20 mm ou 37 mm –, que só serve mesmo para intimidar saqueadores de navios mercantes (piratas de litoral) e barcos desarmados, engajados em pesca predatória.

Concepção do L’Adroit visto pela popa
Visão em corte do OPV L’Adroit (clique na imagem para ampliar)

Nota do Editor: os grifos em negrito no texto são de responsabilidade do articulista.

45 COMMENTS

  1. Não chores por mim Armada Argentina,
    Aos seus navios a MB te dará abrigo,
    O que puder eu te dedico,
    Mas não espero minguar contigo …

  2. Olha eu entendo (diferente de concordar) com a decisão do governo Macri se avaliaram que a opção de compra do navio usado e a construção dos outros 3 na França é a possível na atual situação, agora se nada for feito e essa negligencia com a armada argentina prosseguir é melhor fechar a barraca de limonada por falta limões, açúcar e copos descartáveis.

  3. Porque sera que na Argentina, nem mesmo um governo do que se entende por direita, por aqui nao colabora com as forcas armadas locais?
    – sera medo de novas recaidas autoritarias.l?
    -A velha historia de que nao se precisa de forcas armadas relevantes?
    – Ou porque a America Latina ja foi vendida mesma, cabendo aos governos o mero papel de gerentes e FAs os papeis de leoes de chacara?

    • Caio, isso se chama economia, Macri precisa mostrar que estar economizando, para garantir investimentos externos. Cabe lembrar que diferentedo Temer, ele não tem conseguido ter apoio do congresso, tanto que ainda não conseguiu reduzir a inflação á um nivel aceitável. E tem gastado muito com obras publicas tbm. Para reequipar as FAs argentinas decentemente e junto com um plano industrial, so quando a Argentina voltar a crescer com inflação baixa.

    • Politico latino americano em geral só se importa com o que da voto e como tanto aqui como lá, gastar dinheiro com as forças armadas não da voto, e em alguns casos até gera criticas, eles preferem ficar indiferentes em relação a esse assunto. Você percebeu que a compra do gripen foi anunciada justamente no final do ano, quase na véspera de natal com congresso em recesso e a mídia já em clima de natal, pois é, te digo que isso não foi uma coincidência não

    • Olá Caio. Ser ideogicamente alinhado um lado ou outro não garante nem competência nem visão de estadista. Macri está mais preocupado em parecer coerente coma sua ideologia do que ser coerente com seu país.

      • Macri herdou um fardo pesado de 13 anos de kirchnerismo corrupto e populista, ainda tem muito o que consertar por lá. Mas o fato de ter obtido uma vitória expressiva nas últimas eleições legislativas é indicativo de que os argentinos já não não querem mais a quadrilha Kirchnerista.

    • Caio, eu concordo com o que disseram os amigos Augusto L 18 de Março de 2018 at 20:50, Jr 18 de Março de 2018 at 22:31 e Camargoer 19 de Março de 2018 at 7:40 , mas acho que eles se esqueceram do aspecto histórico: há muita “resistência” aos militares por conta do período em que estiveram no poder.

  4. Navios de Patrulha são complicados de se comprar usado. São os “peões” das marinhas, navegam quase que diariamente. Me corrijam se eu estiver errado.

    Sempre gostei do L’adroit, me parece um navio compacto e bem equilibrado.

    Quanto ao canhão, dificilmente esse navio vai encontrar algo além de pesqueiros ilegais, então pra que um 76mm?

  5. As macaé estão para a L’ androit, assim como um fiat uno 1998 está para um civic 2012, são de categorias diferentes, o melhor seria perguntar se as amazonas estão a altura desses navios!

  6. Macri só está dizendo que não vai produzi-lo na Argentina, pois ToT seria algum caro e não seria vantajoso pois não ver como manter a linha de produção, pois vários países tem/terão capacidade de construí-los, assim não há perspectiva de venda externa: Pois teriam países em posições mais vantajosas diplomaticamente e/ou industrialmente (vendas militares tem politica e infelizmente é muito difícil separa-las).

  7. O problema é econômico, Macri precisa corta, gasto, para reduzir a inflação, como ele tem gastado muito em obras publicas para conseguir apoio da população o corte cai no elo mais fraco.

    • Olá. O orçamento militar argentino e similar ao chileno, cerca de US$ 6 bilhões pó ano. O problema é outro. Gastos militares não alavancam aceconomia local, a não ser que ocorra produção doméstica. Importação impacta na balança comercial porque consomem divisas. Eu não sei que a equipe economia do Pres. Macro tem como prioridade mas parece que a ideia principal é evitar desembolsos.

      • Camagoer, a Argentina esta com uma inflação muito alta e as importacoes aumentando tbm, Isso quer dizer que a economia esta operando forcada acima do limiar de produção, ou seja politica expansiva, so prejudicaria mais e como o Macri, ao contrario da Cristina, não manipulou os precos dos combustiveis e energia, eles aumentaram, impactando os eleitoires, o que ele fez ? Comecou um programa de obras publicas, mas pra diminuir a inflação, nesse contesto aumentar o gasto publico, so vai aumentar a inflação, ou seja, ele tem que cortar, fundo nas outras areas. O Macri, apesar de ter lançado esse programa de obras publicas, cortou os gastos em todo o resto, para no minimo tentar amenizar a inflação. Apesar, dele esta mais baixa que na época da Cristina, ela esta longe do ideial.
        Agora sobre o desenvolvimentismo que tu citas, produzir locamente, ele so funciona numa economia operando abaixo do limiar de produção, o mal é que muita gente, não entende de economia e acha que sair botando dinheiro na economia vai resolver alguma coisa, nuca resolveu e nunca irá. O negocio é progresso cientifico, aumento da produtividade e investimento, nessa ordem, do mais importante para o menos.

  8. Concordo com o Macri e acho, ainda, que ele deveria conversar com o almirantado/executivo brasileiro.

    Desenvolver localmente pra que? Não há escala. E, mesmo que houvesse mercado, como competir com os preços e condições de financiamento americanos, europeus e, principalmente, asiáticos?

    É o que se fala aqui. Mal conseguimos construir patrulheiro de 500 toneladas e tem gente que acha crucial construir fragata aqui.

    Não tem um empresário que se preste que foca em um produto sem consumidor ou sem condições de competir minimamente com a concorrência. Por que acham que o Estado brasileiro deve assumir esse papel?

    Quer gerar emprego? Há frentes mais efetivas. Dá para conciliar investimento em defesa com desenvolvimento nacional/geração de emprego? Ótimo. Mas não dá para deixar o cumprimento da missão sempre em segundo plano em prol da função social das contratações na área da defesa. Isso é ridículo. Paga-se muito mais caro para construir um produto que talvez não seja adquirido satisfatoriamente nem por nosso mercado interno.

    Para mim, tratando-se do Brasil, deve-se construir aqui apenas o que preencher um dos dois requisitos a seguir:

    1. Há mercado externo com condições de concorrência e/ou grande mercado interno: Astros, Guarani, VBMT, ST, KC390, Macaé etc. Quem sabe Manpad.
    2. É estratégico no sentido de ou é imprescindível possuir fabricação/manutenção nacional ou é algo que outros países possam restringir a aquisição pelas FA’s: Munições utilizadas nas três forças, foguetes e mísseis (de baixo/médio alcance), armamento de uso individual, Gripen, submarinos (pelas restrições de mercado no caso do nuclear) etc.

    O que não se enquadra nos casos acima, acho uma besteira essa baboseira de produção nacional ou o tal “TOT”. No máximo um bom pacote de offset e, o quanto possível, nacionalização da manutenção. Aqui se enquadram boa parte do que se comprou ou se especula para as forças com a tal produção nacional, como o caracal (kombi voadora, como bem fala o Juarez), Helicoptero de ataque do EB, Pantsir, napaoc, tamandaré, fragata do prosuper etc.

    Certo está o EB que não acredita em conto de fadas e usa e abusa do FMS americano. Gostaria que aproveitasse muito mais.

    • Se desenvolve os meios de defesa para garantir a soberania e evitar a dependência tecnológica de outros países, não para vender produtos, como se o Estado fosse um mascate, no mercado internacional.

      Se fosse o caso de não desenvolver porque não se tem escala e, num primeiro momento, a tecnologia fosse de ‘competir’ por compras no mercado internacional, o Brasil, por exemplo, não teria Embraer, Avibrás, nada. Estaríamos, ainda, a comprar tudo no mercado internacional.

      É imprescindível desenvolver todas as áreas da indústria bélica, com pesadas inversões em pesquisa tecnológica. E os impactos sobre a economia são sempre positivos: as inovações tecnológicas do complexo industrial militar sempre são passíveis de serem aplicadas na indústria em geral. Enfim, não se refere apenas garantir uma parte da soberania, mas também de desenvolver o país.

  9. Macri é um fantoche dos americanos. Quem fala é um argentino, que conhece muito bem a história da família Macri na Argentina. É um lixo que não vale nada esse cara.

  10. Não vejo nada demais na notícia…governo novo, visão nova!
    Tem que esperar para ver o que o Macri deseja fazer nesse setor e os motivos para não adquirir os navios L’Adroit. Sem dúvidas as vezes comprar navios prontos é a melhor opção, basta ver a compra do TCD – Siroco (França) hoje NDM Bahia e o Ocean (Reino Unido). Quando que um Brasil administrado por Dilma e Temer um dia iriam construir navios desse porte? JAMAIS! Não conseguem construir localmente corvetas, imaginem navios desse porte. O Brasil tem que agradecer a França e Reino Unido pela oferta dos navios citados.
    Os argentinos podem estar de olho em navios usados, corvetas e fragatas usadas, ou seja, imitar os passos do país vizinho (Brasil) que vem comprando muita coisa usada (artilharia, blindado, navios etc…).
    ……………………..
    “”Os franceses pediram cerca de 300 milhões de dólares pelos quatro patrulheiros classe L’Adroit.””
    300 milhões de dólares por 4 navios de 1.500 toneladas e praticamente sem armamento?
    O Brasil comprou o Ocean (20.000 mil toneladas, em bom estado e recém modernizado) por 120 milhões de dólares!
    Acho que se procurar bem, ir atrás, inclusive na Coréia do Sul, Rússia, China, Japão, USA e outros países, é possível encontrar coisas boas.
    Será que se chegar em algum desses países citados e oferecer 300 milhões de dólares alguém oferece umas 3 fragatas em bom estado com armamento de verdade?
    Eu no lugar do Macri jamais compraria navios novos, sem condições! A Argentina está com muito problema econômico…esse Macri, indiferente de corrente ideológica, herdou um país todo problemático, com uma crise que parece não ter fim, vai fazer 2 décadas que o país está estagnado? O mundo passou pelo maior crescimento econômico desde a 2 guerra mundial e a Argentina não conseguiu sequer organizar o orçamento interno e pagar as suas dividas?
    ……………………
    “””Macri presidirá a entrega à Marinha de duas lanchas de Instrução para Cadetes (LICA), de 250 toneladas”””. Incrível o que uma sucessão de governos ruins consegue fazer kkkkkk isso vale para o Brasil também…não podemos esquecer que muito material comprado foi PARCELADO em muitoossss anos, inclusive os caças Gripen em moeda sueca! Pelo menos compramos algo, sejamos otimistas.
    A China lançando cruzadores de 12-14 mil toneladas e o Brasil e Argentina tentando fazer corvetas.

  11. Nada mais a esperar de um presidente que está arrochando os cintos da economia argentina, tendo realizado uma recente e rigorosa reforma da previdência. Complicado explicar nesse momento o gasto de U$ 300 mi ou 2 bilhões de pesos! Infelizmente todos terão que se sacrificar neste momento de saneamento, inclusive a Armada.

  12. Essas compras argentinas vêm se arrastando há anos, claramente os governos não querem gastar com defesa. Cada vez é um argumento para não comprar. Ao proporem a construção no país os militares deram um bom argumento para o governo dar mais uma “barrigada” na compra, todos sabem que a construção com Tot fica mais cara, é um assunto recorrente. Agora começa um novo processo seletivo, meses ou anos de mais trabalho, vamos continuar a assistir a novela e ver ao final qual será a nova “desculpa” do governo para não comprar. Ou quem sabe dessa vez terá um final feliz??
    PS: a entrega dos 5 Super Etendard (França para Argentina) estava atrasada por falta de pagamento, e era quase uma doação… Será que já regularizou??

    • Mas parece que não se pode comparar a compra de 4 Shaldag de 70/80 toneladas com a enrolação para comprar 4 OPVs de 1.450 tons. Aliás, fica mais é parecendo a concessão de uma migalha para “acalmar” a turma…

  13. No momento, a Argentina é um país entre lascado e mal-pago. Criar gastos extras num momento de inflação alta é dar um tiro no pé. Só agora a economia argentina está começando a dar alguns passos adiante, mas ainda está longe, muito longe mesmo, de ter capacidade de investimento decente.
    A Argentina é um país pobre e pobre tem que contar moedas, ponto.
    Sem falar na histórica vocação golpista dos seus militares, que ainda acalentam delírios expansionistas no cone-sul.
    Melhor mesmo continuar dando comida para esse pessoal no pires…

  14. Engraçado que quando se fala na produção de qualquer coisa aqui, aparece um monte de gente falando que é melhor comprar fora, que vamos gastar mais fazendo aqui e que não temos capacidade. A Argentina que tem ainda menos dinheiro que nós e ainda menos capacidade de construir qualquer coisa hoje em dia resolve comprar direto mais barato e agora é criticada.

    • De minha parte, a crítica não é comprar fora. É ficar enrolando e não comprar nada, veja o link que postei acima. Já é a quinta ou sexta “tentativa” de compra, já envolveu estaleiros chineses, alemães, espanhóis (2 estaleiros diferentes), franceses e os próprios argentinos. E há vários outros itens na mesma situação. Atualizei a novela dos OPV para facilitar a pesquisa na próxima notícia, não acredito que comprem nada, a má vontade do governo com os militares por lá me parece exagerada…

    • Olá Hermes. Eu sou um daqueles que defendem omaximo de nacionalização. Sei que não há como atingir 100 %, mas a producao militar deve ser prioritariamente nacional em países que possuem um complexa estrutura industrial, como o Brasil.

  15. Só vale apena construir no Brasil se forem muitas… Mais aqui no Brasil querem construir barcos com o dobro do preço para informar que aqui constrói e etc, mas no final constrói um punhado! O negócio é comprar fora mesmo e melhores!

  16. O negocio nem é a escala, que conta na viabilidade de produção interna mas sim o limiar da capacidade de produção e a modernidade do parque industrial.

  17. Mei-off
    a Argentina ainda tem como construir o TAM? (IFV brincando de ser tank?) Pq se sim da um bela troca pois o EB poderia comprar uns Mardes mais os TAM e podemos produzir mais Macaé ou até mesmo partir prós NP500BR. O que querendo ou não ajudar a manter a indústria dos dois países em ordem sem precisar de grandes investimentos imediato em parques industriais.

  18. Normal , os caras não trocam baterias de um submarino , que deu defeito algumas vezes até a tragédia final , quiçá vai ter “bala na agulha ” para fazer navios.

  19. Impressionante! Parece que nem a RN conseguiria produzir tantos danos a AA que seu próprio governo.
    Espero que isso não venha a acontecer pó aqui.

  20. “…Não tem um empresário que se preste que foca em um produto sem consumidor ou sem condições de competir minimamente com a concorrência. Por que acham que o Estado brasileiro deve assumir esse papel?…”
    .
    Eu acho que este tipo de indústria serve a nação, e não aos interesses econômicos como uma indústria qualquer.
    Para desenvolver uma nação (grande como a Argentina e Brasil), há necessidades de gastos para de adquirir, desenvolver e manter uma base tecnológica, mesmo que não haja escala. Simplesmente porque o barato de hoje sairá muito caro no futuro.
    O Brasil que o diga, não temos indústria capacitada para produção de muitos itens de alta tecnologia e a dependência dos tempos do império continua.

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