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Vídeos do Míssil Antinavio Nacional de Superfície (MANSUP)

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A empresa Sistemas Integrados de Alto Teor Tecnológico (SIATT), criada pelos fundadores da Mectron, divulgou vídeos do desenvolvimento do Míssil Antinavio Nacional de Superfície (MANSUP), que está será fabricado para a Marinha do Brasil.

A SIATT está testando o modelo de simulação do MANSUP através da realização de milhares de voos virtuais antes da execução de ensaios em voo com míssil real.

O lançamento do primeiro protótipo real do MANSUP está programado para Outubro 2018.

O MANSUP é um aperfeiçoamento do míssil antinavio MM40 Exocet usado nos navios da MB. O míssil brasileiro poderá usar os mesmos contêineres de acondicionamento e lançamento do míssil francês.

O desenvolvimento do míssil antinavio nacional tornará a MB independente nesse tipo de arma e poderá eventualmente também exportá-lo.

MANSUP – Ensaio Funcional do Altímetro

O Altímetro do MANSUP é o sensor responsável por medir a altitude de voo do míssil em relação ao nível do mar. Neste ensaio funcional para comprovação de seus principais requisitos, ele foi montado isoladamente, suspenso sobre um tanque de provas especial montado pelos técnicos da SIATT no estacionamento do Parque Tecnológico de São José dos Campos. Submetido a uma dinâmica de movimentos para simulação de suas condições operacionais, com medições de altura baseadas em radar doppler, o Altímetro demonstrou adequado funcionamento.

MANSUP – Ensaio de Vedação

Ensaio de vedação do Conjunto Seeker e Compartimento de Vante do MANSUP – Míssil Antinavio Nacional, versão de Superfície, nas instalações da SIATT no Parque Tecnológico de São José dos Campos, em novembro de 2017.

MANSUP – HILS (Hardware In The Loop Simulation)

Vídeo de Simulação HILS (Hardware In-The-Loop Simulation) do MANSUP, Míssil Antinavio Nacional, versão de Superfície, nas instalações da SIATT. Esta técnica consiste em testar, em ambiente de laboratório, a integração completa entre software e hardware do míssil e o meio físico, este último, simulado por computador.

151 COMMENTS

  1. já existem planos de integração ao SUBTICS dos Submarinos SNBR e SBR, já existem planos de integração ao Caça Multiusos GRIPEN-NG, já existem planos de integração as Corvetas CV-1 Tamandaré ? Se sim tudo bem, se não então ainda há muito trabalho pela frente.

  2. Se me lembro bem, durante a Guerra das Malvinas, um BAe Vulvcan inglês pousou no Rio de Janeiro com um dois mísseis anti-radar sob as asas, em pilones. O que houve com eles? Foram devolvidos ou copiados e depois devolvidos? Foram reproduzidos?

    • João,
      O Shrike foi devolvido e não procede essa história de engenharia reversa. Tivemos Sidewinders, R550 Magic, R530, Bill, Milan, Erix, Lizard, Roland, Igla, etc. por dezenas de anos e nem por isso fizemos cópias deles e não seria do Shrike que ficou apenas alguns dias ou meses que o faríamos.

    • O míssil norte americano AGM-45 Shrike que armava o bombardeiro inglês Avro Vulcan B-2A XM597 internado no aeroporto do Galeão, durante a campanha do Atlântico Sul, foi devolvido sem ser copiado.
      Copiar armamento norte americano costuma render problemas, diferente daqueles que uns gênios do CTEX criaram p/ o EB, qndo tentaram copiar o sistema anti-aéreo Roland.

  3. Muito bom. A Siatt parece estar vindo com um novo fôlego para recuperar o legado da casa de mísseis brasileira. Sai a Odebrecht, fica o capital humano valiosíssimo.
    Att.

    • E o dinheiro, pois sem ele capital humano não serve pra nada.
      Vide os sul africanos ou os ucranianos.

      “…o legado da casa de mísseis brasileira.”

      Qndo a tal casa foi criada, os mísseis já eram assim um tanto datados.
      Coitados, dos mísseis, tenho certa pena deles pois parecem aquelas crianças que ninguém quer adotar.
      Vivem sendo empurrados de um lar provisório para o outro.
      Triste.

  4. Poucos países possuem tecnologia para produzir misseis como este MANSUP, MAR-1, MSS1.2, MAA-1A/B, AVMT-300. O grande problema do Brasil é a lentidão para tocar estes projetos devido a inconstância de verbas.

    O Piranha B por exemplo demorou tanto que a FAB tá investindo no AA-DARTER de quinta geração, serviu só para experiência, o missel foi desenvolvido aqui mas só foi comprado de fato por países asiáticos, o mesmo ocorreu com o MAR-1 (antirradar).

    O MANSUP antinavio tem potencial para termos uma versão lançada de helicópteros e caças.
    O AVMT-300 planeja-se evoluir para uma versão de 500km de alcance.
    O Torpedo Pesado Nacional ainda patinando, deverá no futuro complementar os submarinos escorpene.
    O ALAC foram adquiridos algumas centenas (lança-rojão).

    Vejo muito potencial não aproveitado nessa área de misseis por não receber as verbas necessárias, é lamentável o que poderíamos ser num curto espaço de 10 anos se tivéssemos seriedade e recursos, planejamento sem interrupções. Temos o radar SABER 60 e o SABER 200 em desenvolvimento.Temos também já o conceito pronto do ASTROS antiaéreo, que poderá ter alcance de 200km. Capacidade temos, só falta Money e vontade politica.

    • MF. o que falta mesmo são as forças comprarem aquilo que encomendam. Nenhuma industria consegue sobreviver só tirando do bolso, sem retornar nada.

        • As FFAA precisam definir o que é prioridade. Se manter pensões de gente que não contribuiu, ou se forças efetivamente equipadas.

      • Por isso que eu penso que este tipo de indústria deve ser estatal, e não privada. A meta não é produção em massa para baratear custos, mas sim o produto final, e também o desenvolvimento de meios de pesquisa, desenvolvimento e produção locais de alta tecnologia.

      • Ouve um comentário de um militar de alta patente que comanda o projeto ASTROS 2020 que disse que já há interesse da EB em aumentar a capacidade do AVTM para 500km. Eu li em outro site, quando este fez uma entrevista a esse militar.

        300km é pouco mas ta na cara que o AVTM foi projeto com os 300km em mente para exportação. Além disso só o Brasil irá usar, logo é lógico que se inicie com a versão de exportação.

        • Já li que gostariam que o Matador chegasse a até 900 km. Seria um sonho, mas acho que só conseguiriam isso em uma segunda geração do míssil.

          • Só se mudar o lançador, o tamanho do Matador está limitado pelo Astros, pelo que vi até agora ele tem comprimento até um pouco menor que o Exocet block 3, o que eu sei é que depois do seu teste, o exército pediu que o alcance fosse aumentado para 500km, o que levou a mudança de sua configuração aerodinâmica.

        • Brasil é signatário de acordo de armas na ONU que limita o alcance de mísseis balísticos a 300km. Se há alguma intenção do exército expansão do AVTM para 500 km vai envolver uma série de trabalho para chancelaria. O que pode estar havendo e o desenvolvimento exclusivo para exportação.

        • O Brasil é signatário de um tratado que nos impede de possuir mísseis com mais de 300 Km de alcance. Uma canetada dessas de políticos q tratam defesa sem perguntar a quem entende….
          Por isso, o alcance fica nos 300.
          Porém, o q é muito importante, é q o “pulo do gato” é o 300 Km. Chegar nisso é difícil. Após isso é fácil. Ou seja, em caso de conflito, o desenvolvimento de um míssel de maior alcance é fácil.
          Sds

          • Agnelo,
            O tratado não proíbe o país de ter mísseis com mais de 300km e nem mesmo de exportá-lo. Ele apenas torna mais rígida a exportação desses mísseis para países “mais sérios”.
            A Alemanha é signatária do mesmo tratado e recentemente exportou o míssil Taurus (500 km de alcance) para Coreia do Sul.
            Se quiser, confira o teor desse tratado.
            Abraço!

  5. BRASIL! ACIMA DE TUDO, ABAIXO DE DEUS!
    Vamos pra frente por que pra trás não dá mais. Mesmo com tantas dificuldades, eu vejo um futuro neste país.

  6. “A empresa Sistemas Integrados de Alto Teor Tecnológico (SIATT), criada pelos fundadores da Mectron, divulgou…”

    Aqueles mesmos caras que na Mectron, nunca entregaram nada que prestasse???? Ou funcionasse.
    Decididamente não aprendemos nada de jeito e maneira com nossos erros.

    • Há alguns mísseis que são básicos e podem ser classificados da seguinte maneira:
      Lançados de:
      1-Avião: ar-ar de curto alcance, ar-ar de médio/grande alcance, bomba guiada modular, míssil antinavio de alcance médio
      2-Helicóptero: torpedo leve, míssil antitanque pesado
      3-navio: míssil de defesa de ponto, míssil de defesa de área, míssil antinavio, torpedo leve
      4-submarino: torpedo pesado
      5-terra: míssil sup-ar portátil, míssil sup-ar de média/grande altitude, míssil antitanque médio.

      Partindo dessas armas guiadas básicas pode-se formar várias subclasses diversas, combinando as cabeças de busca, ogivas, etc. E mesmo entre essa classe básica um míssil pode ocupar mais de uma posição, por exemplo, um míssil ar-ar de curto alcance pode ser base para o míssil de defesa de ponto naval.

  7. Eu nao gosto desse missil, há rumores que ele so tem 45km de alcance, ou seja, um lixo, que nenhuma nação estrangeira ira comprar. Com o gasto do desenvolvimento se comprava o dobro de exocet block iii com 180km d alcance, muito melhor.

    • mesmo que fosse 45 km estaria ótimo, pois depois que der certo o primeiro eles podem ir aprimorando cada vez mais o alcance. Imagino que o mais importante agora deva ser dominar a tecnologia.

    • Uma versão com micro turbina já está nos planos, daí podemos esperar um alcance próximo do Exocet block 3, mas vai levar pelo menos uma mais um 5~10 anos até lá. O MAN SUP na verdade usa soluções interessantes que o tornam mais barato de de adquirir e princialmente de manter.

    • “…Com o gasto do desenvolvimento se comprava o dobro de exocet block iii com 180km d alcance, muito melhor…”
      .
      É isso que eu falo, não desenvolve nada aqui e vamos continuar comprando e pagando muito caro, sempre nas mãos dos fabricantes internacionais. De longe saiu muito barato esse projeto, pelo produto final e pelo aprendizado que trará muitos benefícios. Só não gosto disso nas mãos da iniciativa privada.

  8. Mesmo alcance dos MM-40 Exocet atuais da MB, 70Km, mas será mais moderno. Não adianta ter um missel de 150km por exemplo se não temos navios com sensores para utilizar algo com este alcance.

    • Não, navio na atualidade tem esses sensores, vc localiza com avioes, helicopteros e ate radares. E a Mb ou fab tem avioes e helicopteros pra isso, ou seja, desculpa esfarrapada

    • Mf,
      É isso mesmo. O alcance de um míssil antinavio depende da capacidade ISTAR (inteligência, reconhecimento, designação de alvos) penetrante. Se não tem como detectar, identificar, acompanhar alvos e passar essa informação para o lançador não adianta nada ter um míssil com 500 km de alcance.
      Mas realmente 70 km é pouco até no nosso TO. Um helicóptero orgânico pode prover o ISTAR a uns 150 km e seria bem vindo um míssil antinavio sup-sup de alcance maior.
      Já em relação a um míssil ar-sup tá de bom tamanho. Ou melhor, tá de bom alcance.

    • Um helicóptero Linx a 150 km de um navio e a 2000 metros de altura pode detectar um navio do porte de uma fragata a uns 150 km de distância, e ainda permanece em linha de visada com o navio base. Isso aí dá um “alcance” de 300 km.
      Esse é o alcance “máximo” prático de mísseis antinavios em navios que contam basicamente com seu helicóptero orgânico para achar e designar alvos além do horizonte.
      Uma força tarefa baseada em porta-aviões pode utilizar aviões AEW que voam a 8.000 metros e podem detectar navios a mais de 300 km de distância e se manterem afastados igualmente 300 km do navio base. Isso garante uma distancia de 600 km que no caso seria para prover alvos para a aviação embarcada.
      Se o inimigo também tiver um porta-aviões e um AEW, a aproximação do AEW ficaria comprometida e já não seria possível detectar um navio a 600 km.
      Claro, a coisa toda é muito mais complexa que meu resumo aí de cima. rsrss

      • O problema Bosco é que para isso tem que se manter o helicóptero no ar, em uma missão de dias essa detecção antecipada se torna muito difícil se não for apoiada por pelo menos por um porta-helicópteros, em tese uma fragata utilizaria seu helicóptero principalmente para guerra anti-submarino com a suspeita da presença do mesmo, o mesmo vale para um ataque ArSup, no resto do tempo a tarefa da detecção cai sobre os sensores do navio mesmo. Trazendo isso pra nossa realidade atual, sem o São Paulo e sem as Ocean ainda, tal tipo de uso é bem limitado.

        • Eu desconheço os pormenores de operações ASuW dado que não sou da área, mas o que sei é que um helicópteros iria tentar achar os alvos de superfície procurando no eixo de ameaça mais provável e utilizaria seus sensores para isso, tanto os passivos (RWR e FLIR) quanto os ativos (radar).
          O helicópteros ficaria eventualmente subindo para varrer com o radar e descendo para se ocultar de prováveis ameaças.
          Claro, ele tem uma autonomia reduzida e não poderia se afastar da “nave-mãe” mais de uns 150 km, o que também é a distância em que se mantém em linha direta com ele.
          Mas claro, não há com manter isso tempo integral e sem dúvidas um porta-aviões amplia o controle de área marítima de modo exponencial.

        • Vocês estão tocando num ponto muito importante.
          Sobre a varredura em volta do navio.
          Ora se o radar do navio tem alcance limitado, não tem muita serventia.
          Detectar um navio inimigo a 50 km é próximo demais.
          Depender de helicóptero também é um problema porque não pode ficar 24h no ar e só detecta em uma direção, não se trata de cobrir um raio de 150 km, mas uma “frente”.
          Acho que para patrulha o ideal é avião baseado em terra porque cobre grandes áreas em curto espaço de tempo.
          E em tese conseguiria fugir mais rápido. Os P3 ou P8 por exemplo.

          • A capacidade de aquisição de alvos móveis é fundamental. Alvos fixos podem ser atacados por mísseis com 13.000 km (vide os ICBMs) de alcance e podem ter sua posição extraída mesmo em território inimigo por diversos meios, aliás, até pelo Google Maps.
            A coisa complica é em relação aos alvos móveis. Diferente do imaginário popular não há sempre um satélite de reconhecimento vendo tudo a toda hora. Muito pelo contrário. Os satélites de reconhecimento radar e “fotográfico” são poucos , imensos, caríssimos e precisam orbitar baixo (abaixo de 400 km) para poderem melhorar a resolução.
            A coisa toda melhorou com o advento dos drones. Na verdade dos drones vieram revolucionar o reconhecimento em tempo real e a habilidade de adquirir alvos móveis no campo de batalha e mesmo bem dentro do território inimigo.
            Outra maneira de fazê-lo é utilizando aviões dotados de radar SAR/MTI de grande alcance, como o E-8 JSTAR americano ou o R-99 brasileiro (cadê o Rinaldo pra me corrigir já que sempre engano a denominação dessa aeronave), que podem observar grande faixa do território inimigo permanecendo dentro do território amigo.
            Caças também são capazes de utilizar seus radares no modo SAR e seus sistemas optrônicos e atacarem diretamente os alvos móveis.
            Também é possível descobrir os alvos móveis com a utilização de equipes em terra.
            No mar não é diferente. Para achar um navio ou uma frota não é assim tão fácil como pode parecer à primeira vista, apesar dos navios serem gigantescos se comparados aos alvos em terra. São gigantescos mas podem se mover erraticamente em 360 graus e manter velocidade de mais de 50 km/h por tempo indefinido, e se ocultarem se misturando ao tráfego comercial. Também são muito mais aptos a implementarem contramedidas com potencial de inviabilizar sua localização. E nem precisa lembrar que muitos são defendidos por mísseis com mais de 150 km de alcance o que impõe uma dificuldade aos bisbilhoteiros.
            Se a frota for defendida por um porta-aviões devidamente equipado com aeronaves competentes para a defesa aérea da frota, fica muito mais difícil a aproximação de aeronaves capazes de localizar a frota e passar sua exata posição para os navios distantes.
            E aí novamente, não há satélites capazes de fazer isso. Tem que ser feito por aeronaves (tripuladas ou não).
            O que é muito utilizado por todos são os satélites de reconhecimento ELINT, que orbitam a uns 2000 km de altitude, são mais simples e baratos, existem em maior quantidade, permanecem mais tempo sobre a área “suspeita” e monitoram toda o tráfego de radiofrequência de uma dada área. Utilizando o modo de triangulação (vários satélites ELINT orbitando “juntos”) ele pode fornecer a localização aproximada de uma frota inimiga.
            Claro, se eu sei disso a frota inimiga também sabe rsrsss e fará tudo para despistar os satélites ELINT do inimigo, e para isso reduz a quantidade de energia RF emitida, utiliza frequências comerciais, etc.

          • De qualquer forma, mesmo tendo a posição aproximada da frota, só os dados dos satélites ELINT não são capazes (em geral) de prover solução de tiro para mísseis e é preciso a confirmação e a designação de alvos via aeronave de reconhecimento, avião de patrulha, bombardeiro, caça, helicóptero naval, etc.
            Os americanos estão abordando o problema de atacar uma frota protegida por porta-aviões de maneira diferente dos russos e chineses e para isso apostam em mísseis subsônicos, pequenos, capazes de ficar vadiando numa dada área e procurando seus alvos com uma combinação de sensores e confirmando-os por conta própria utilizando um alto nível de inteligência artificial. São mísseis robôs.
            Em tese, bastaria “soltá-los” em uma área onde os satélites ELINT apontaram haver navios inimigas que eles fariam o resto do serviço sozinhos.

          • Como sempre, excelentes comentários Bosco. Uma pergunta meio louca: Você tem conhecimento de algum drone do tipo ekranoplano? Seria uma solução interessante para fazer uma varredura de longa duração se mantendo stealth, utilizando simplesmente a curvatura da terra, perderia-se talvez alcance de detecção, mas em compensação o efeito asa-solo em conjunto o voo skimming daria as características vantajosas que citei antes.

          • Não Mateus,
            Não tenho conhecimento não. Acho que aeronaves mais tradicionais são mais indicadas tendo em vista ampliarem o horizonte radar e elas poderem se esconder rapidamente abaixo do horizonte.
            Tenho pra mim que os ekranoplanos terão futuro maior além da aviação desportiva, no transporte de carga pesada de forma rápida, por sobre os mares.
            Um abraço.

          • rsrss
            Ekranoplanodronetorpedo é legal. rsrs
            Não dá ideia não que o Putin manda fazer. E com propulsão nuclear.
            Os russos e suas russices. rsrsss
            Não duvido que exista! A tecnologia klingon deles os levam a desenvolver umas coisas esquisitas. Fazem primeiro e depois vão ver pra que serve. rsrss

          • Ekranoplano é na verdade a reinvenção da roda, que ficou meio quadrada. rsrss
            É um avião de asa curta que só pode voar sob efeito solo. Fizessem as asas de tamanho certo e ele poderia voar mais. Tendo asas mais curtas ele consegue voar sob efeito solo e tem menos arrasto, mas no mais é só uma aeronave mequetrefe.
            Para transportadores de cargas muito pesadas (mais de 300, 500, 1000 t) o conceito dos ekranoplanos parece ser interessante porque consegue fazer uma aeronave mais compacta com asas mais curtas e menor potência ( o que redunda em menor custo), o que pode ser interessante, com a desvantagem da aeronave só poder operar sobre o mar e em tempo bom.
            Um avião convencional consegue voar sob efeito solo (com grande arrasto devido à geometria da asa otimizada para maiores altitudes) e ainda consegue voar alto.
            Os ekranoplanos soviéticos eram lindos de se ver e imponham respeito, mas não disseram a que veio até agora.

  9. O MANSUP será para a classe leve Tamandaré. No futuro com o PROSUPER deveremos ter misseis de longo alcance, já que serão fragatas pesadas de 6.000 toneladas.

  10. Acredito que esse missil vá para frente, mesmo porque não está somente nas mãos da SIATT, mas tem desenvolvimento prévio e supervisão do CTMSP

  11. “Diferente daqueles que uns gênios do CTEX criaram p/ o EB, qndo tentaram copiar o sistema anti-aéreo Roland.”. O que aconteceu Maurico R.
    Conseguiram alguma coisa?

  12. Esse míssil, com o alcance e velocidade que tem já nasce obsoleto, pois a maioria dos engenhos atuais possui maior alcance, de no mínimo cerca de 100 km e outros possuem, além de um longo alcance, velocidade supersônica ou mesmo hipersônica. Será muito bom como experiência para nossa indústria, pode ter alguma letalidade nas versões ar-mar ou lançada de submarino. Ele corre risco se só for utilizado pelas Tamandaré, pois em sua configuração, a tradicional usada em nossa MB serão inicialmente 4 mísseis por navio (2×2), totalizando apenas 16 mísseis. Se houver um segundo lote desses navios serão apenas 32 encomendados no total só na versão mar-mar. Será que teremos outros navios equipados com ele ou em outras versões, necessários para manter e justificar uma cadeia produtiva.

    • Ricardo,
      Não tem míssil antinavio hipersônica em operação não.
      Esse míssil ainda tem utilidade no campo de batalha se utilizado corretamente, saturando o alvo com mais de um míssil atacando simultaneamente. Quanto mais, melhor.
      E também não há eficiência absoluta dos sistemas de sensores e de defesa, principalmente contra um pequeno míssil capaz de se manter a 2 metros de altura da água. Melhor ele que nada.
      Eu só acho que ele deveria ser ar-sup pelo seu alcance reduzido. Aí, um MANSUP ER com motor aspirado poderia ter alcance de 200 km e GPS para ataque terrestre. rsrsss

  13. Que bom que o projeto continua, apesar da derrocada da Mectron. Aos que reclamam do alcance, nada impede que um turbojato seja adotado no futuro, por enquanto está muito bom! Muitos comentários denegrindo o esforço, sempre dos mesmos… cansativo.

  14. Esqueci também de mencionar uma possível versão terra-mar ou litoral-mar, que poderia ter como base, como foi mencionada na reportagem, o ASTROS 2020, que, se adquirida em certa quantidade daria mais um bom número de mísseis a se produzir. O risco a ser aceito e enfrentado seriam as defesas anti-míssil, que evoluiram muito, desde o afundamento do Shiefield na Guerra das Malvinas/Falklands.

    • Ricardo Santos,

      Mísseis anti-navio disparados de terra, são excepcionais em mares fechados ou em estreitos, onde normalmente não se tem pra onde correr e o espaço para se manobrar é limitado. Nas vastidões do Atlântico, perde um pouco a razão de ser…

      Até se poderia argumentar que poderiam ser úteis defendendo algum ponto específico do litoral contra potenciais incursões. Mas ocorre que qualquer adversário que chegar ao ponto de faze-lo, já terá aniquilado as defesas navais e aéreas, além de fraturar capacidade ELINT, de modo que qualquer manobra desse tipo provavelmente só poderá ser combatida ao alcance visual. E aí, vale mais ter mísseis de mão aos montes, morteiros e outras armas altamente móveis para tentar combater a onda inimiga…

      A única forma de defender plenamente um litoral tão extenso, é impedir o adversário ainda no mar. Por tanto, uma variante ar-sup é de todo, se não a mais, desejável… Creio que uma variante lançada de submarino também teria sua utilidade…

      Saudações.

  15. Qualquer que fosse o alcance e a velocidade não estaria bom. Será que quem critica é o melhor do mundo naquilo que faz? Duvido, já que a maioria mal sabe escrever

  16. Sim, Bosco! Não há, ainda, em operação, mas já em desenvolvimento ou em teste e que não tardarão a entrar, como os Zircon/Brahmos NG (Russia/Índia), ou mesmo o Khinzhal e o mais antigo Kh-15S, claramente nenhum desses em nosso TO, mas que, creio, esse conceito não demorará a se multiplicar e se popularizar no futuro. Haja vista estes primeiros modelos citados, que logo veremos sua homologação.

    • Ricardo Santos, ainda sim não procede a sua critica, pois essas nações que tem Programas de capacitação e desenvolvimento de armas anti navio de classes superiores tiveram que inicialmente engatinhar e após, aprender a andar com armas de classe subalternas, ou seja, se partirmos direto para algo que não dominávamos nem em seus princípios básicos, como alcançar o que nações com mais expertise estão buscando?

      O MANSUP é o inicio de uma família de armas anti navio. O Comando Naval já deixou bastante claro que a próxima etapa será o possível MANSUB, versão lançada por submarinos. Assim podemos esperar uma versão talvez MANAER, lançada por aeronaves.

      Temos que fazer as etapas sem atropelos ou corremos o risco de não fazer coisa alguma.

  17. Não acredito que a marinha equipe alguma coverta apenas com esse míssil. Ela deve fazer um misto entre este outro mais potente para que tenha capacidade de atacar caso um alvo fora do raio dos 70km seja detectado. Embora entre em operação o MANSUP será mais importante como um ponta pé inicial para o desenvolvimento de armas com um maior alcance. Porém é preciso manter um investimento contínuo e crescente neste setor. Não podemos permitir que os erros que atrapalham a MECTRON durante sua existência se repitam.

    • Mas outras embarcações e aeronaves podem identificar algum alvo mais distante e informar às Tamandarés. Neste caso é bom ter um Missil com alcance maior a bordo.

  18. Em relação ao MAR-1 , 100 unidades foram vendidas para o Paquistão, e o projeto foi concluído tem tempos, junto foram vendidas algumas dezenas do Piranha B.

    O Piranha A foram vendidos 44 para a FAB e 25 para Colombia, já faz muito tempo isso, sendo que parte dos nossos piranha já foram utilizados em treinamentos reais pelo fim da validade.

    O MSS1.2 apenas um lote piloto para o EB de 16 lançadores foi comprado.

    O ALAC cerca de 300 lançadores de rojão para o EB foram comprados.

    O MTC-300 tá em fase final de desenvolvimento assim como o FOGPM (foguete guiado), os lançadores Astros 2020 já estão em operação no EB e nos FZN, e já existe um conceito de versão antiaérea.

    MANSUP em alguns anos estará pronto, perspectiva de 8-12 misseis para cada Tamandaré.

    O torpedo pesado nacional está patinando, de qualquer forma compraremos torpedos F-21 para os escorpene.

    Os radares SABER 60 já são amplamente utilizados no EB e na FAB pela artilharia antiaérea. O SABER 200 segue em desenvolvimento.

    • MF, tem certeza que a Mectron vendeu (entregou) 100 mísseis para o Paquistão?
      Se eu não me engano, a Engenheira Gata disse que a Mectron não conseguiu cumprir a encomenda do Paquistão e acabou multada e o contrato rompido. Essa hipótese me parece crível, pois em 2016 a campanha de testes do míssil foi interrompida por falta de dinheiro.
      .
      Sobre o AV-TM 300, fase final de desenvolvimento significa quanto tempo para finalizar. Vejo notícias otimistas sobre ele desde 2001 e até agora nada de ficar pronto.

    • É “feita” com bombas.
      Assim como as missões antinavio.
      Numa guerra de verdade contra um inimigo razoavelmente equipado, a FAB não conseguiria cumprir essas missões.

      • Não sei se o Brasil tem acordo de compra com alguém, mas existem as FEsp, o q conta muito.
        Nossos vizinhos também tem grande deficiência em AAe, dependendo de poucos radares. Estes podem ser combatidos por GE, GCiber e Op Esp.
        Mas… taticamente, que venham logo os MAR
        Sds

        • Verdade, a FAB poderia usar o Para-sar ou as FEs do EB ou da MB poderiam se encarregar da missão, dependendo do contexto (local, força do inimigo, etc).

      • Nas missões SEAD da FAB seriam utilizados os pods de interferência eletrônica SkyShield. Nas missões DEAD além do ataque eletrônico seriam utilizadas bombas burras de alto e baixo arrasto, bombas dispersoras de granadas, foguetes, canhões e bombas Lizard, guiadas por laser.

  19. Senhores, não esqueçam que a Argentina começou a Guerra das Malvinas em 1982 com apenas 6 mísseis AM-39 e fez um tremendo estrago na Royal Navy. Imagine se a Argentina fabricasse os próprios mísseis?

    É fundamental que um país como o Brasil, com essa costa imensa e tantas riquezas no mar, fabrique seus próprios mísseis, não importa o alcance. Com as futuras versões, o alcance e a capacidades serão ampliadas.

  20. “Bosco 19 de Março de 2018 at 0:29
    Um helicóptero Linx a 150 km de um navio e a 2000 metros de altura pode detectar um navio do porte de uma fragata a uns 150 km de distância, e ainda permanece em linha de visada com o navio base. Isso aí dá um “alcance” de 300 km.

    Mateus Lobo 19 de Março de 2018 at 1:48
    O problema Bosco é que para isso tem que se manter o helicóptero no ar, em uma missão de dias essa detecção antecipada se torna muito difícil se não for apoiada por pelo menos por um porta-helicópteros”
    .
    Tomo a liberdade de realçar a discussão acima, que muito bem ilustra a importância do comissionamento do Ocean no tocante ao aumento da capacidade anti-navio da nossa esquadra contra eventuais invasores não dotados de porta-aviões (ou seja, a maiorias das ameaças possíveis).
    Desde a 2GM, o sucesso em confronto naval não é necessariamente de quem tem mais recursos, mas preferencialmente de quem primeiro enxerga o adversário. E os helicópteros do Ocean permitirão que nossa esquadra fique de “olhos abertos” com muito mais intensidade.

  21. Eu não sei exatamente, mas este míssil poderia ser lançado de uma lancha? Eu quero dizer, uma lancha rápida com cerca de 12 metros de comprimento, para uma tripulação de no máximo três marinheiros, com combustível para ir e voltar até o limite do mar territorial Brasileiros, em cerca de um dia, carregado com dois torpedos e com um MANSUP, investindo contra o eventual inimigo com a técnica de “cardume” de lanchas, várias lanchas, pelo menos doze lanchas armadas em cada capital litorânea, para dissuadir qualquer navio invasor ou para afunda-lo quando necessário? Alguém tem um palpite? Qual a vantagem de navios grandes para a defesa costeira? Eu quero dizer, se você pretende ir a longas distâncias, Atlântico Norte, Mediterrâneo, Pacífico, você vai precisar de grandes navios e grandes tripulações com grande carga de víveres. Mas para a defesa costeira, do mar territorial brasileiro, lanchas rápidas armadas e com autonomia de mais de 200 milhas náuticas, não resolve o problema? Eu sei que é importante um submarino nuclear, mas, a relação custo benefício, não seriam melhor lanchas? Outra pergunta, para finalizar: alguém pode me dizer com o que os submarinos brasileiros que estão sendo construídos serão armados? Qual torpedo ou míssil equipará os submarinos?

    • Victor Moraes,

      O problema desse conceito de lancha “missileira” é justamente o tamanho do nosso litoral… Há muito espaço para um potencial adversário manobrar, e o tempo de permanência desse meio na zona é muito pequena para ter impacto decisivo…

      Qualquer adversário que nos ataque pelo mar, certamente o fará lançando primeiramente um ataque extremamente longe da costa, para muito além das duzentas milhas… Logo, a melhor forma de parar um potencial atacante, deve sê-lo fazer a grande distância do litoral. E o meio a ser utilizado, deve ser capaz de permanecer bastante tempo atuando no teatro de operações para ter um real efeito dissuasório. Por isso a preferência pelo submarino nuclear.

      Enfim, para um País como o Brasil, ter meios de grande alcance e endurance é questão de necessidade maior.

  22. 1) Entendo que o MTCR que proibe exportação de mísseis com alcance superior a 300 km só se aplica para mísseis com carga bélica superior a 500 kg. O tomahawk, por exemplo, leva 495 kg e pode ser exportado.

    2) Concordo que o alcance ‘estimado’ do Man Sup é pouco para os dias de hoje. Mas é melhor do que nada. Espero que este seja apenas a PRIMEIRA VERSÃO, e que versões melhores e com maior alcance surjam em breve.

  23. Bom dia amigos, estava lendo os comentários e acho que fiquei surpreso, pois, acho que vocês são muito críticos com todas notícias por aqui, porque na minha humilde opinião estes testes deveriam ser comemorados pelo grande feito tendo em vista todas as dificuldades que nos enfrentamos para desenvolver algo de ponta.

    Como querem desenvolver um míssil com maior alcance se ainda nem mesmo não temos um de um curto alcance pronto ?? A notícia fala sobre o desenvolvimento de um altímetro que foi provavelmente projetado do zero, mas vocês falam de tudo menos do próprio feito pra mim isto é confuso de mais.

  24. É de extrema importância para o Brasil fabricar seus próprios mísseis anti-navios. E melhor ainda, deveriam ser de 300 km a 600 km de distância. Como também uma defesa aérea de raio de 100 km!

    Mas isso ai atualmente é sonho, e daqui a 20 anos talvez uma realidade.

  25. Concluir o MANSUP não deve serconsiderado a conclusão de um programa. A próxima fase de desenvolvimento é uma versão mais Inteligente, dotado de meios de evasão e manobras que o tornem dificil de interceptar. O Sueco RBS é um bom exemolo a ser seguido. Já nem falo no Moskit Russo, que é supersônico.

  26. Melhor abandonar esse programa e comprar mísseis de prateleira, não tem nada a ver fabricar esses mísseis, o ideal é comprar tudo pronto de fora.

        • Pois é, mas o Brasil compra pouco porque é caro? E é caro comprar fora porque não desenvolvemos e fabricamos aqui? É caro fabricar aqui? Mas e o desenvolvimento tecnológico desses projetos e fabricação, não é um custo muito válido a se pagar, pois se trata de soberania e indústria crítica?

    • A minha primeira reação era a mesma do Mk 48 mas pensando bem, não é besteira não.
      Quanto está sengo gasto para isto? Qual a quantidade de misseis que serão adquiridos? Historicamente a quantidade adquirida é baixa, então tem sentido em termos a expertise para construir?
      Se tivéssemos demanda seria interessante, mas comprar a conta gotas um equipamento que vai estar obsoleto em poucos anos, não me parece com tanto sentido assim. Temos que lembrar que o míssil não estará no estado da arte e sim algo melhor que os usados pelos Argentinos da guerra das Malvinas.
      É interessante dominarmos a tecnologia caso o pais precise, interessante também, mas ao contrário de equipamentos de baixa tecnologia (como um canhão) onde é necessário muito aço, um míssil é antes de mais nada alta tecnologia, conseguiríamos montar dezenas em um período de semanas?
      De repente comprar de prateleira seja uma alternativa bem mais sensata e realista.

  27. Melhor cancelar tudo, demitir todo o pessoal e fechar a SIATT.. não podemos embarcar nessa loucura completamente inútil, só gastos desnecessários quando podemos comprar mísseis prontos de países amigos.

    • Ai já não sei, cancelar tudo, não sei qual o ponto ideal para um pais como o Brasil, com certeza já foi investido muito dinheiro.
      Quanto a comprar, cai naquela, qual a quantidade?

    • Realmente é um dilema que deve ser posto na balança sem nacionalismo utópico ou síndrome de vira-lata. Projetos nacionais não tem como função principal dar lucro ao país e sim assegurar a capacidade dissuasória, mas aí você poderia perguntar, poderíamos facilmente adquirir um exocet block 3, sim é verdade, mas o quadro é mais amplo, juntamente com man sup estão sendo desenvolvidos sensores e tecnologias sensíveis que podem fazer parte de uma infinidade de outros projetos, como altímetro, seeker, entre outros. Dito isto, um projeto de míssil de cruzeiro de longo alcance e de alta precisão, como um MdCN ou Tomahawk poderíamos facilmente ser embargados de aquirir e os sistemas e componentes desenvolvidos para o man sup são essenciais se quisermos ter um mísseis desses no futuro, outro ponto a considerar que o custo de manutenção dos man sup é consideravelmente menor do que a do exocet por exemplo, informe-se sobre detalhes do projeto e verás, outro ponto é que uma futura versão com micro-turbina teria um espaço no mercado caso tenha um valor competitivo. Alguns projetos como o alac, mss 1.2, talvez não valham a pena, pois sua importância estratégica é baixa e poderíamos adquirir semelhantes com facilidade.

    • Verdade Nakata, também lá nos anos 50 o japão poderia ter comprado tudo de fora, afinal, eram uma ilhota toda ferrada pela guerra e sem meios ou matéria prima de produção.
      .
      Mas, felizmente pra eles, o japão resolveu que precisava reinventar e reconstruir suas indústrias e modernizar o país de cabo a rabo. De outra forma, estariam comprando tudo de prateleira até hoje, e estariam exportando peixe pra sobreviver através da indústria da pesca artesanal.

  28. Olá, bem vejo alguns falando em comprar de fora, até tem suas vantagens, mas bem como o mestre Galante falou, se a Argentina Produzisse os seus mísseis tinha feito bem mais estrago, e eu digo mais a história poderia ser outra… é indispensável para nós produzirmos tais meios, até já muito estamos atrasados.

  29. Creio que os que estão defendendo que o desenvolvimento do míssil seja interrompido, preocupado com as vendas e etc…….. Vocês se esquecem de considerar o lado estratégico e de segurança nacional possuir a capacidade de produzir o míssil, sem falar no arrasto tecnológico produzido e pela independência tecnológica.

    Não existe “País amigo”.

    Na hora do aperto, se você não tiver como se garantir, já era.

    Que o diga os Argentinos.

    Então penso que o fator econômico não se aplica aqui.

    Tem que investir e produzir sim, mesmo que venda pouco.

    • Muito destes aprendizado certamente vai servir para outros projetos civis ou até mesmo na capacitação de mão de obra qualificada para qualquer outro projeto privado de empresas Brasileiras.

      Mesmo que haja um deficit comercial acredito que o valor do aprendizado se paga com o tempo com desenvolvimento tectológico absorvido por estas empresas envolvidas, que certamente podem vir a participar ou desenvolver outros produtos através de suas inovações.

  30. Todo adulto um dia foi bebê. Ninguém nasce adulto.
    Até podemos contratar um estranho, mas será que ele terá a mesma lealdade de um membro da família, que cresceu naquela casa?

  31. Tínhamos que definir alguns poucos itens essenciais e/ou viáveis para desenvolver tecnologia nacional, investir neles até conseguir o resultado, e o restante comprar de prateleira. Um problema é que toda ideia que aparece para construir no país vira projeto, recebe verba insuficiente, atrasa demais ou dá em nada. Só no caso da Marinha: reator nuclear, submarinos convencionais e nuclear, patrulha 500 ton, OPV 1800 ton, Tamandaré, ManSup, atualização do A4 na Embraer, helicóptero da Helibrás, sistemas de controle e combate, torpedo pesado, SisGAAz e certamente mais alguns que não sei ou não lembro. E ainda há os possíveis projetos que ficam rondando: fragatas, porta-aviões, navio logístico, integração do exocet ao A4, etc etc. A meu ver tinha que priorizar 3 ou 4 projetos de cada vez e levá-los a sério, o resto comprar pronto ou de segunda mão, evitar ficar nesse jogo de faz de conta…

    • Dos projetos que você cita, reator nuclear e submarino nuclear são o mesmo projeto (o primeiro é pré-requisito para o segundo). Submarinos convencionais são um complemento óbvio e indispensável aos submarinos nucleares e são praticamente indispensáveis para dar escala ao projeto.
      Já tudo que se refere ao A4 já morreu, só não foi enterrado oficialmente.
      E finalmente o MANSUP se enquadra na categoria estratégica de munição.

  32. Nilson,

    Humberto,

    jorge nakata,

    Há certos problemas em se comprar “de prateleira”…

    Primeiro, é que somente se pode ter acesso as versões de exportação dessas munições. Não seria incomum se fossem versões degradadas, com processadores menos capazes e/ou sensores menos sensíveis.

    A seguir, se um potencial adversário tiver acesso as características do míssil/munição ( alcance do seeker, frequência/banda do seeker se este for um radar/ativo, etc. ), pode desenvolver contra-medidas de modo a minimizar seus efeitos. E isso é muito mais fácil de obter se o fabricante der com a língua nos dentes… Isto é, ficou na mão de fornecedores externos, a informação já está automaticamente comprometida…

    Para a manutenção, também vai se depender do agente estrangeiro… Não se esqueçam que esse tipo de artefato é complexo de lidar, e literalmente não se faz nada sem auxilio do fabricante…

    E por fim, se se estiver sob embargo, pode-se fica sem a munição, quer seja pela falta de manutenção ou pelo uso das mesmas em combate ( já que não vai dar tempo de desenvolver, fabricar e entregar no curso do mesmo )…

    Junte tudo isso, e é fácil concluir que ao menos a munição é melhor fabricar em casa…

    O mais, é dominar a capacidade de integrar o que se precisa a plataforma escolhida, o que implica na concepção de software e hardware dedicado para a mesma. Tendo-se isso, o restante é menos difícil de contornar…

    • OK, se a munição é prioridade, então que seja priorizada, e se adquiram os meios (os navios) de prateleira. O que está difícil é querer priorizar tudo e não concluir nada…

      • Entendo sua preocupação.
        Mas não concordo por completo.
        Concordo que se pode comprar algumas coisas de prateleira.
        De certo modo, muito já se faz assim.
        Esses navios britânicos.
        Alguns blindados americanos e o leopard.
        Os classe River.
        Realmente, há uns dez anos, com a descoberta do pré sal, criou-se a ideia de um país rico e que podia muito.
        Já temos alguns grandes projetos com algumas exigências, sejam de transferência de tecnologia, seja de fabricação local, como o gripen, os scorpene, os guaranis…
        Há outros sem muito alarde como a tinta RAM, os radares Saber, a evolução do sistema astros, o mansup, o A darter.
        Alguns nem são tão caros assim. Nem precisamos abdicar deles.
        Se podemos ter A darter, por que não?
        Se podemos ter o astros 2020, por que não?
        Não dá para ter tudo.

        Até mesmo essas Tamandaré. Não seria essencial ter transferência de tecnologia. Fabricação local poderia ser dispensada, mas é algo muito usado hoje em dia.
        Desde que não fique 100% mais caro.
        Acho que até uns 20% mais caro com fabricação local pode valer a pena.

          • E outras mesmo não sendo imprescindíveis, se não forem caras…
            Tipo esses radares Saber. Aparentemente nem custou tanto.
            Não significa que não vamos importar mais radares para o gripen ou Tamandarés.
            Mas podemos encher o território com eles, à vontade, e colocar em alguns navios de patrulha, caso desenvolvam uma versão naval.
            Esse A darter é uma maravilha.
            O conhecimento e te-lo em casa é bem vindo sem abdicar de comprar alguns mísseis estrangeiros, tipo Derby, Sidewinder.
            E claro o meteor que é de longo alcance e altíssima precisão.

  33. Em algumas áreas não temos nada.
    Tipo defesa antiaérea de médio e longo alcance.
    Sequer temos caça de 4a. geração.
    Ou boas e modernas fragatas.
    O ideal é pelo menos um equilíbrio.

  34. Esse pessoal já tem conhecimento do ramo, muito embora esse míssil seja novidade.
    Essa matéria corrobora minha tese de que “alta tecnologia” não envolve necessariamente muito dinheiro.
    Em primeiro lugar precisa-se de pessoas que tenham algum conhecimento e experiência e também capacidade de criar e inovar.
    Tem gente que tem muito conhecimento para continuar fazendo o mesmo de sempre.
    Esses testes têm muito a ver com o que sempre digo. Desenvolvimento não é fabricar e testar.
    De certo modo, está tudo no projeto.
    Se projetar mal vai ter muita cor de cabeça.
    Então, muito projeto e muitas simulações no computador.
    Resta saber se a simulação é de boa qualidade.
    Mudando um pouco o tom da conversa.
    Esses testes são meio estranhos.
    O altímetro é só colocar em cima de uma piscina…
    O teste de vedação é só colocar embaixo do chuveiro e depois abrir.
    Sei que esse pessoal tem conhecimento e acredito que o míssil será um sucesso.
    Mas a simplicidade dos testes de certo modo supera em muito meus “exageros” quanto à simplicidade no desenvolvimento de mísseis. Rs.
    Dá a impressão de algo bem artesanal.
    Mas o importante é que funcione.

  35. O Brasil tem basicamente 3 opções:
    1) compras de prateleira
    2) desenvolvimento próprio
    3) desenvolvimento próprio com parceiros estrangeiros

    A primeira opção é a mais barata, mas os benefícios são apenas do ponto de vista do poder militar.
    E nesta opção, nosso país fica totalmente dependente de países amigos/parceiros.

    A segunda opção é a melhor do ponto de vista de autonomia. Porém é a mais cara e com resultados a muito longo prazo.

    A terceira opção é a minha favorita. Uma dependência PEQUENA com alguns países parceiros, a divisão de custos, dependendo do nível tecnológico do país parceiro, se consegue uma redução significativa no tempo para se atingir o resultado e também o produto final tem grande chance de possuir um poder militar superior do que a opção de desenvolvimento 100% nacional.

    Dito isto, eu faria o seguinte:
    Parceria com a Suécia para o desenvolvimento conjunto do míssil RBS-15 MK4.
    Parceria com a África do Sul para o desenvolvimento conjunto do míssil Marlin (versão antiaérea e versão ar-ar).
    e vários outros projetos.

    A Índia fez algo semelhante, e em vez de desenvolver um ‘exocet block 2 indiano’, eles desenvolveram o Brahmos.
    Com BOAS Parcerias os resultados são alcançados de forma mais rápida e o produto final é superior.

    • Luís,
      Tem uma quarta, que é desenvolvimento próprio com ou sem parceiros mas de um míssil em estado da arte que atenda ao mercado internacional e que possa assim assegurar a linha de produção.
      A versão MANSUP não é preenche esses requisitos, mas as versões MANSUB e MANAER (??) preenchem.

      • Eu acho que não. Pode até preencher o requisito de despertar o interesse do mercado externo pelo custo/benefício. Mas isso o MAN SUP também pode fazer, dependendo do preço final do míssil.

        Mas estado-da-arte eu creio que não.

        O estado-da-arte em mísseis antinavio possuem mais alcance (mesmo nas versões lançadas do ar e por submarinos) e em alguns casos, maior velocidade.

        É claro que 70 km de alcance para uma versão lançado por aviões é mais útil do que uma versão lançado por navio, mas ainda é um alcance pequeno para ser considerado estado-da-arte.
        A FAB possui harpoon com 4x mais alcance. E mesmo o harpoon já é considerado coisa do passado hoje em dia, que dirá nos próximos anos.

        • A FAB possui “mesmo” Harpoon?
          Eu li um monte de reportagens que comprou, mas nenhuma que ele chegou. Tem a confirmação da entrega dos mísseis à FAB?

        • Realmente peguei pesado no “estado da arte” rsrsss. Não chegam a sê-lo, mas principalmente uma hipotética versão lançada por submarino teria uma apelo internacional imenso.

  36. Estrategicamente, embora os recursos não sejam diretamente concorrentes , mas sim como concorrente indiscreto não disputa orçamentária, produzir munição padrão, munições inteligentes, mísseis inclusive, deveriam ser prioridade sobre o investimento dos próprios vetores destes, uma vez que o de 2a mão, embora também sofram grande emprego da eletrônica avançada, carregam consigo uma fração mecânicas instâncias, na solução, a qual pode ser suprida por equipamentos mais velhos ou de 2a mão. Já o sistema de mísseis e munição inteligente não, ela carrega uma fração vital é muito maior do sucesso e efetividade do combate

  37. “Rafael Oliveira 20 de Março de 2018 at 15:46
    A FAB possui “mesmo” Harpoon?”
    Caro Rafael, há algumas semanas fiz essa pergunta em outro post, também não foi respondida, acho que é segredo de estado!!

  38. Prezado Nilson, eu venho fazendo essa pergunta há um bom tempo. Até hoje, sem respostas.
    Um monte de gente diz que a FAB tem o míssil, mas não há nenhuma notícia, muito menos publicação no DOU ou foto deles aqui no Brasil.

    • Mas no caso do Harpoon, em razão da divulgação feita pelos EUA, como o número de mísseis reais e de treinamento que podem ser comprados, o segredo é bem relativo.
      E a divulgação da efetiva compra pela FAB seria bem mais dissuasória do que esconder que comprou.
      Acho mais fácil a FAB ter ficado “sem dinheiro” e não ter comprado.

  39. _RR_ e Bezerra (FN), Bom dia! O que disse a respeito do MANSUP não foram só críticas! Também falei que, como experiência, para nossos técnicos brasileiros ele é inteiramente válido, pois realmente temos que partir de algum lugar para chegarmos ao que realmente queremos e precisamos! Quando citei uma possível versão litoral-mar, que nos daria mais um certo número de mísseis a ser adquirido, apenas citei a idéia que foi sugerida por aqui, nos comentários e concordo com essa idéia de que não seria muito efetivo! Sei que, claramente, ele será o integrante de uma possível família de engenhos de maior capacidade, assim espero, como esperam todos que torcem para que nossa indústria bélica amadureça! Abs!

  40. O problema dos mísseis Brasileiros é a falta de interesse de nossas autoridades referente aos equipamentos nacionais.
    Em países sérios como E.U.A, Russia etc, equipamentos em desenvolvimento local, recebe de imediato uma encomenda inicial que viabilize o projeto, versões para as FAA,s ( Marinha, Exército e Força Aérea, Fuzileiros navais).
    Além de todo o suporte governamental em publicidade de seus equipamentos ( Embaixadores etc).
    Aqui no Brasil, quando se começa a desenvolver algo estratégico (sem apoio quase algum do governo, diga-se de passagem), vem algum gringo espertalhão oferecendo aos caboclos ignorantes locais; soluções mágicas.
    Montagem local de seus equipamentos por empresa fabricante do mesmo ou ex empresa nacional adquirida pela fabricante, e com a falsa promessa de transferência de tecnologias.
    Só se vende o que já sabemos fazer ou estamos prestes a fabricar.
    O Gripe Sueco (Gripem), não se vê um armamento nacional no pacote de armas do mesmo, exceto o MAR-01 e A-Darter ( que nem sei por quem será fabricado com o desmantelamento proposital da Mectron).
    O Torpedo pesado nacional mesma coisa, foi abandonado com o desmantelamento da Mectron e instalação do país do centro de sonares da Thales ( Centro de sabotagem e espionagem).
    Nosso programa espacial mesma coisa,.
    E podem repara que só resolveram nos vender tecnologias após dominarmos as mesmas , pois já dominamos tecnologias de Radar, Sonar, Mísseis, Turbinas, Satcom, Giroscópios, Acelerômetros etc..
    E após isso, foram instalados no país com aval desses des-governos, centros estrangeiros em áreas que dominamos.
    Nossos armamentos e sistemas de armas, não são planejados para serem integrados, pois são filhos únicos.
    O exemplo de nosso amigo Ednardo Sobra é muito bom, deveriam adotar o Marlim (Mansup) no Astros 2020, como plataforma de defesa costeira ( mesma função proposta pela Avibrás), mas não visam isso.
    Assim como o Matador deveria ser desenvolvido com participação das 3 forças, já visando integração pelas mesmas.
    Nosso fuzil IA2 é exemplo claro disso, foi desenvolvido para o EB, visando o EB, agora o mesmo está tendo que engolir o mesmo sozinho, pois não conversou com as outras forças para desenvolver o produto.
    Vocês sabiam que a Avibrás abandonou o projeto do Vant Falcão, porque a FAB cancelou a encomenda inicial??
    Sendo assim meus caros, nuca sairá nada estratégico desse país, pois constantemente somos sabotados com participação de nossos governos e militares, por nações mais desenvolvidas e que não querem um novo e forte concorrente no mercado internacional de armas, e estão de olho em nossas riquezas minerais.
    Lamentável nossa realidade !

    • Volto a argumentar, está claro que cada força só tem força para dar andamento a uns 3 ou 4 projetos, e neles fazer encomendas suficientes para viabilizar. Não adianta ficar querendo desenvolver tudo, que vira nada. Algo deveria ser feito para coordenar essas iniciativas já existentes, evitar abrir novas frentes enquanto não conseguir chegar ao final do que já existe.

  41. A viabilidade econômico-financeira da Mectron não é de responsabilidade da União, trata-se de empresa privada que não é por que fabrica armamento, deva ter tratamento diferencial ou especial.
    A empresa recebeu toneladas de tecnologias das ffaa e não deu conta de entregar nada, assim não há por que mante-la.
    Isso aliás é de exclusiva responsabilidade de seus controladores.

  42. Alguém deveria avisar isso aos americanos caro, Mauricio R.Sabia que a Boeing ao iniciar suas operações recebeu forte aporte do governo americano?
    Assim como todas as grandes empresas de defesa daquele país, além de aportes, receberam encomendas substancias.
    Ou você pegaria seu filho ao nascer, colocaria uma faca em uma das mãos dele e um pão na outra e falaria com o mesmo, ” se vira meu filho, a responsabilidade de sobreviver agora é sua, já te dei a vida agora se vira”?
    Só no Brasil que menosprezamos empresas estratégicas para a economia e defesa nacional.
    Recentemente a Suécia adquiriu grandes ações da SAAB e Cokuns, aqui estamos privatizando as que temos.
    Vide exemplo da base de Alcântara, Eletrobrás etc…

  43. Engraçado que para empresas estrangeiras pode né ?
    Vocês sabiam que a Iveco recebeu aportes substâncias do GF para ampliar sua fábrica em 7 Lagoas/ MG?
    Além das encomendas de mais de 1200 veículos.
    As empresas de telecomunicações receberam perdão de mais de 54 bilhões do GF, diga-se de passagem grande parte dessas empresas tem seu capital acionário pertencente as multi estrangeiras.
    As petrolíferas no pré sal mesma coisa, também grande se não a maior parte delas são multi estrangeiras.
    Mas uma empresa de capital majoritário nacional, que fabrica itens de defesa extremamente estratégicos para o Brasil, além de contribuir com a balança comercial e geração de empregos altamente qualificados não pode e nem deve ter tais regalias?
    Empresa como Avibrás, Flight tecnologias, Mectron, Inbra blindados, Ópto eletrônica etc..
    Os próprios Brasileiros atuam contra seu país, com suas atitudes !
    Sabotagem interna.

  44. O exemplo vem da Russia:

    “TASS is reporting that Russia has decided to suspend the development of the contravesial RS-26 Rubezh intercontinental ballistic missile due to a lack of funds.”

    “According to the anonymous source mentioned in the article, resources are needed to develop the Avangard hypersonic glide vehicle and a decision was made to suspend work on Rubezh till 2027.”

    (http://alert5.com/2018/03/23/russia-suspends-development-of-rs-26-rubezh/)

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