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Exercício de 40 navios no disputado Mar do Sul da China ‘não representa ameaça’, dizem chineses

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Caça J-15 pousa no porta-aviões chinês Liaoning durante exercício

‘Somente aqueles que estão acostumados a ameaçar os outros verão os outros como uma ameaça’, disse um porta-voz do Ministério da Defesa chinês depois da grande demonstração militar de força em águas disputadas

Por Catherine Wong

As forças armadas chinesas tinham como objetivo melhorar suas “capacidades de combate” sem sair de uma política de desenvolvimento pacífico com seus recentes exercícios navais de larga escala no contestado Mar da China Meridional, disse um porta-voz do Ministério da Defesa da China.

O porta-voz do ministério, Ren Guoqiang, questionado para comentar sobre o desdobramento militar de um porta-aviões e dezenas de navios de guerra na região, disse a repórteres na quinta-feira que os exercícios “rotineiros” estão alinhados com a política militar “defensiva” da China e as atividades não representavam ameaça a outros países.

“Somente aqueles que estão acostumados a ameaçar os outros verão os outros como uma ameaça”, disse Ren durante uma entrevista coletiva.

Seus comentários foram feitos depois que imagens de satélites feitas na segunda-feira mostraram que pelo menos 40 navios e submarinos haviam flanqueado o porta-aviões chinês Liaoning na polêmica região da ilha de Hainan.

Em foto de satélite, o porta-aviões Liaoning no centro, acompanhado por diversos navios de guerra no Mar do Sul da China

A flotilha era liderada pelo que pareciam ser submarinos, com aeronaves acima, de acordo com as imagens veiculadas pela Reuters.

Os exercícios de combate real da Marinha do Exército de Libertação Popular faziam parte de um programa de treinamento “anual” e “rotineiro” sem um conjunto específico de metas, disse Ren.

“Seu objetivo é testar as capacidades de treinamento da PLA Navy e melhorar suas capacidades de treinamento”, disse o porta-voz. “Também visa melhorar as capacidades de combate de guerra de todo o exército.”

Esperava-se que a demonstração colocasse Washington em alerta.

Ren disse que as forças armadas chinesas se opõem a uma recente patrulha de “liberdade de navegação” feita por um navio de guerra norte-americano a 12 milhas náuticas de Mischief Reef, uma ilha artificial chinesa no Mar do Sul da China.

Ren disse que a China aumentará sua presença militar no Mar do Sul da China, de acordo com o nível de ameaça militar representado pelas patrulhas dos EUA na área.

Os militares dos EUA criticaram a China por falta de transparência sobre suas atividades militares e extensos projetos de recuperação de terras visando a expansão das ilhas e recifes que controla no Mar do Sul da China.

No início de março, o porta-aviões USS Carl Vinson chegou ao Vietnã pela primeira vez desde o fim da guerra do Vietnã, há mais de 40 anos, no que foi visto como uma demonstração da oposição dos EUA às iniciativas da China na região.

Os EUA disseram que os movimentos da China criaram desconforto regional. Na semana passada, o grupo de ataque do porta-aviões Liaoning entrou no Estreito de Taiwan, depois que o presidente Xi Jinping advertiu fortemente contra o separatismo de Taiwan.

Pequim reivindica a ilha auto-governada como seu território sagrado e a considera uma província rebelde. Xi fez da reunificação de Taiwan e do continente uma prioridade para alcançar seu objetivo de rejuvenescimento nacional.

Quando Ren foi questionado sobre a passagem de Liaoning pelo canal, ele respondeu: “Você pode esperar mais de tais atividades de treinamento no futuro”.

No ano passado, Pequim intensificou os exercícios militares em torno da ilha, que é uma das questões mais sensíveis do continente.

As reivindicações da China na hidrovia rica em recursos foram contestadas pelo Vietnã, Filipinas, Malásia e Brunei. Taipei também tem reivindicações.

O Vietnã suspendeu recentemente um projeto de perfuração de petróleo em sua costa sudeste, licenciado para a empresa espanhola de energia Repsol, devido à pressão da China.

Ilhas Spartly disputadas no Mar do Sul da China. (Clicar na imagem para ampliar)

FONTE: South China Morning Post

46 COMMENTS

  1. Por dentro se borra de medo, mas por fora ele tem que demostrar que não ta nem ai! Qualquer marinha do mundo hoje teme a marinha chinesa! Lógico que em conflito, teria que criar coragem a mais por ser dever deles. Mas imagina ai ver aquele dragão poderoso vindo em sua direção? Principalmente aliado ao continente próximo? Só sendo LOUCO um dia terem coragem de atacar um país como a China primeiro!

    • Quem disse que “Somente aqueles que estão acostumados a ameaçar os outros verão os outros como uma ameaça”, foi um porta-voz do Ministério da Defesa chinês. porque ele estaria se borrando de medo do próprio exército?

  2. É a velha guerra da informação e demonstração de força, que está em crescimento, aos poucos vai demonstrando que está criando músculos, entretanto é preciso muito mais. Agora, um aspecto positivo para China é a questão da logística, pois está querendo dominar um território marítimo que está localizado no seu “quintal” enquanto que o seu maior oponente teria um gasto enorme com logística.

    • Anderson pior que os gastos são as linhas de fornecimentos que podem ser facilmente cortadas, devido a proximidade com o continente.

  3. Ninguém conhece o potencial da Marinha Chinesa. Não basta ter navios se não tem doutrina naval. Essa questão de quantidade não é mais imprescindível no combate. Por outro lado, as Marinhas ocidentais, bem como a Japonesa e Sul Coreana estão fazendo serviços de espionagem e contraespionagem para saber a fraqueza da frota. Outra questão que causa apenas um desconforte ao Ocidente é a frota de submarinos e até que ponto eles podem ser furtivos aos olhos dos sonares e sensores. E, por fim, não devemos esquecer que há em jogo uma guerra psicológica com esse exercício.

  4. Pergunta:

    Pq que nessa formação de navios ali não existem navios escoltando as laterais do PA?

    É comum isso, só ter na frente e atrás? E as laterais livres?

    • Em outra foto aparecem navios nas laterais também…mas…mais importante é que muitas vezes trata-se de exercícios fotográficos ou “Photex”, pois realisticamente os navios de escolta são colocados a muitas milhas do NAe em áreas pré determinadas para eles.
      .
      Muitas vezes se vê também fotos de NAes da US Navy com os navios de escolta colocados todos atrás do NAe ou alguns na frente e outros atrás e pode significar além do “Photex” um treinamento mais específico para percorrer uma determinada área mais
      estreita ou preparando-se para reabastecimento já que NAes podem reabastecer de forma limitada seus próprios escoltas se for necessário.

  5. A China não está investindo em grandes navios de apoio logístico para sua marinha e buscando permissão de atracar seus navios em bases de outros países à toa, portanto, é bem possível que em breve estarão enviando seus navios para longe do continente mais regularmente e assim estarão sujeitos aos mesmos problemas de logística de outras marinhas.
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    Os EUA possuem uma sólida aliança com o Japão onde mais de 20 unidades da US Navy estão baseadas e estão tratando de reforçar uma aliança com a Índia que não apenas vê a China com suspeita como também está estrategicamente localizada no Oceano Índico, então, é
    cedo para dizer que tudo será maravilhoso para à China no futuro.
    .
    Atacar a China pode resultar em retaliação nuclear e o mesmo é válido para ela dependendo
    de quem ela ataque, então, é provável que as grandes potências continuarão patrocinando
    guerras, utilizando-se de terceiros , sem envolvimento direto entre elas

  6. Retomando uma dúvida que levantei em outro post, a foto de satélite não seria uma demonstração de que as potências têm capacidade para localizar e acompanhar esquadras inimigas via satélite?? Ou será que no caso a esquadra foi localizada por meios normais e somente então se procurou nas imagens de satélite já sabendo as coordenadas??

    • Sim, elas têm a capacidade de localizar, mas nem sempre, depende das condições meteorológicas e da passagem do satélite pela rota da frota inimiga. De qualquer forma é como encontrar uma agulha em um palheiro e uma vez localizada, a frota inimiga rapidamente desaparece, por causa da curvatura da Terra.

      Depois de 30 minutos, uma força-tarefa inimiga some em um círculo de 700 milhas quadradas. Depois de 90 minutos, o círculo se amplia para 6.000 milhas quadradas.

      Então não basta ter satélite, é preciso ter aeronaves para confirmar a posição dos navios inimigos e rastreá-los, para que possam ser eventualmente engajados.

      • Obrigado, Galante. Essa projeção da área a ser rastreada é realmente imensa.
        Imagino que haja um software que identifique, na imagem do satélite, os objetos sobre o mar, quando não encobertos por nuvens. Assim, o computador rastrearia milhares de milhas quadradas em segundos, separando para o analista humano os quadrantes suspeitos e excluindo as rotas não confirmadas.
        Assim, um alvo de interesse poderia ser permanentemente rastreado, depois de localizado pela primeira vez (talvez até a partir do porto). Uns vinte analistas, revezando-se, poderiam rastrear um porta-aviões, por exemplo.
        Isso porque, até onde sei, não há camuflagem dos navios, eles se destacam perfeitamente no fundo azul.
        Lógico que para ataque seria necessário a confirmação, mas o trabalho de rastreamento ficaria bem mais fácil.

        • Então Nilson, o problema é que quando o satélite passar novamente pela área onde ele detectou os navios inimigos pela primeira vez, eles não estarão mais lá. Por isso é preciso acionar outros meios de detecção além do satélite para acompanhar os navios.

          • Sim, é um problema, o satélite te daria uma precisão de 0 a 300 km durante o dia; à noite a esquadra fugiria até uns 600 km para ser reencontrada no alvorecer. Uma melhoria no rastreamento seria com uma razoável rede de geoestacionários, de que talvez as grandes potências disponham, pelo menos em áreas sensíveis.
            Fico imaginando no Pentágono uma equipe com a missão de responder 24 horas por dia, com base em rastreamento por satélite: em que raios de raio está o Liaoning?? Outra para o Kuznetsov. E assim por diante…

          • lembrando que os satélites ficam menos de 10 minutos sobre o alvo, por conta de sua velocidade orbital, monitoram pelo movimento das câmeras lá de cima, pois eles não podem manobrar muito o satélite, visto que o “combustível” (pouco) que eles levam são para manter a orbita e não fazer o satélite cair antes do final da vida útil do mesmo.

        • Srs
          Jovem Nilson
          Os satélites de reconhecimento são de órbita baixa, não são geoestacionários e, portanto, não ficam monitorando uma única região da superfície da Terra. Pelo contrário, a cada órbita eles passam por uma região diferente da superfície do planeta conforme sua órbita é excêntrica em relação ao eixo de rotação do planeta. Por isto é que são precisos muitos satélites para uma cobertura razoável sobre determinada área, cada passando em momento diferente sobre ela.
          Sds

          • Obrigado mais uma vez pela paciência, Control e
            Galante. Acaba que nesse assunto fico sempre com a pulga atrás da orelha, pois os detentores dos satélites espiões passam muito pouca informação a respeito deles.

  7. Conforme a caça será a munição. Se caçamos faisões se utilizam cartuchos de chumbinhos. Para elefantes serão usados rifles H&H de grosso calibre. Não se ataca um alvo como a China com frotas de supeficie, será perder um tempo muito necessário. A arma será já no primeio tiro, um ataque macisso de misseis partindo de diversos vetores. Numa guerra entre grandes potencias não cabe desgastes nem escaramuças.

  8. Chinês é assim mesmo. Ele ri pra você e se finge de bobo enquanto vai comendo discretamente pelas beiradas. Quando tu for ver, eles já estão na sua porta prontos pra te derrubar. O mundo tem que tomar muito cuidado com esse pessoal da terra de Sun Tzu. Devido aos recentes progressos da marinha chinesa, dá pra se perceber claramente que o Mar do Sul da China já está totalmente no papo. E dificilmente os EUA irão peitá-los pois sabem que as consequências serão custosas. Bobo é quem acha que chinês é bobo.

  9. Kkkkkk….e este j-15 arrastando a biruta!
    Parece né! Sqn.
    A foto foi tirada no momento exato.
    Brincadeiras a parte….
    A grande questão é, um paiol de pólvora se estabeleceu na região, e muitos vizinhos e estrangeiros estão com os fósforos na mão…como isto pode dar certo!?
    Como isto pode se arrumar em paz para a humanidade?
    Não vejo solução com as atuais políticas expansionistas, nacionalistas e comerciais adotadas atualmente.
    Já dizia Yoda….frágil a humanidade está, e sem esperança estará quando de fato tudo começar! Perdidos estaremos se algo maior não nos interditar…

  10. Ridícula essa China imperialista, querem todo mar que banha as costas dos outros países, mal comparando é como se o Brasil declarasse que o oceano em frente ao Uruguai e Argentina, até as Falklands, seriam o “Mar do Brasil”, e ainda acham que têm razão e os outros é que vivem ameaçando o mundo, sinceramente os chinos ainda vão acabar com o planeta.

  11. Venho alertando e repetindo… A China esta demostrando seus músculos e o mundo esta impassível olhando… Quando se despertar para agir, não terá mais como!
    Tem um ditado popular nos meios acadêmicos de história que diz que o mundo vê sua história se repetir com atores diferente de tempos em tempos!

    • Agora é tarde

      Deveriam ter feito isso quando o Douglas MacArthur quis jogar os nukes nos chineses na Guerra da Coreia e foi afastado do cargo pelo Truman

  12. “Somente aqueles que estão acostumados a ameaçar os outros verão os outros como uma ameaça”,
    Isso me parece mais um daqueles velhos provérbios de sabedoria chinesa!
    Me engana que eu gosto!
    Esse dragão está indo com muita cede ao pode. Ou não?

  13. Apenas uma dica. Provavelmente no original estava escrito ‘reclaimed land’ ou algo bem parecido. Acho que seria uma tradução melhor se fosse como ‘projetos de aterramento,’ que é o que a China vem fazendo nessas ilhas.

    • Se ferra nada, a relação USA/China é igual aquele casamento em que os dois não se gostam mais, mas ninguém quer sair para não pagar mais para o outro. A China precisa dos dólares americanos e os EUA precisam da mão de obra barata chinesa e que os chineses continuem a comprar ativos nos EUA. Guerra convencional entre os dois países, se não descambar para uma guerra nuclear, onde metade do planeta seria destruído, está fora de questão, seria uma guerra de desgaste entre as duas maiores economias do globo, ambas com dinheiro e vidas para torrar, mas ambas sairiam muito prejudicadas, principalmente os chineses.

  14. “O segredo para se andar sobre as águas é saber onde estão as pedras”.
    Provérbio Chinês
    Essas ilhas artificiais chinesas são verdadeiros ninhos de Dragão, que passou muito tempo adormecido, e agora despertou com apetite Insaciável!

  15. “Carlos Crispim 31 de Março de 2018 at 12:38 Ridícula essa China imperialista,”
    “Luiz Trindade 31 de Março de 2018 at 13:46 Venho alertando e repetindo… A China esta demostrando seus músculos e o mundo esta impassível olhando… Quando se despertar para agir, não terá mais como!”

    “O burro nunca aprende, o inteligente aprende com sua própria experiência e o sábio aprende com a experiência dos outros”.
    Mais um velho provérbio chinês

  16. Agora eu quero ver o EUA fazer um ataque preventivo contra a China. As ilhas artificiais estão aí, o motivo já tem. O problema é que a China não é a Korea do Norte e nem ela foi atacada.

  17. As “ilhas artificiais” não ameaçam a sobrevivência dos EUA…tendem a limitar o direito à livre navegação, incomodam outros países e aliados dos EUA que também tem pretensões à área, etc, mas, não ameaçam diretamente os EUA então não há a menor necessidade nem mesmo se cogita um “ataque preventivo” e também não acredito que os chineses irão afundar um dos destroyers
    que constantemente navegam próximo de tais ilhas…o último foi o USS Mustin poucos dias atrás.

  18. A china está e demonstrando força, mas mesmo ela tendo porta aviões e dezenas de fragatas,ela nunca teve uma guerra naval,digamos que precisa de muito treino sim.claro que alguns países também não tem experiência em combate digamos ali só o japão,Eua,tiveram combater navais.mas a doutrina do japão se perdeu.O que os Países da área podem fazer é se armar é se agrupar em alianças e tratados isto eles podem.

  19. Da pra atacar as forcas chinesas pelos flancos, partindo do Vietnam e das filipinas, antes das mesmas chegarem as ilhas Spraty. É claro esse é o cenario de hj, onde a Forca aereal naval é pequena e a frota, teria q ter ajuda da forca aerea chinesa, com o aumento de forca das forcas tarefas da Plaa navy e com a captura das ilhas Scarborough Shoal e Pratas/Dongsha fechando o perímetro a China teoricamente teria acesso livre à todos os paises banhados pelo mar do sul da china.

  20. Meio que um desabafo

    Mas chega ser impressionante e admirável um país que mal tinha armamento pra se defender na década de 30 de uma guerra, no caso Sino Japonesa, maioria dos chineses nunca tinham visto um veiculo ou avião, e os primeiros que viram foram os militares do Japão.

    Agora essa força descomunal.

    Mesma coisa da Coreia do Sul arrasada por uma guerra na década de 50, e hoje fabrica aviões, navios, veículos………..

    E nós parados no tempo em todos sentidos…..

    • Srs
      Jovem Rodrigo
      Apesar das confusões políticas, o Brasil mantinha uma taxa média de crescimento boa ao longo dos anos entre 50 e 80, tendo, inclusive, mantido taxas acima de 10% na época do dito milagre econômico, na década de 70.
      Mesmo na década de 80, com a crise de crédito internacional e hiper inflação manteve-se em crescimento, porém, fez opções erradas tentando estabelecer um poítica de bem estar social européia sem ter os meios para tal.
      Segundo alguns economistas, os brasileiros optaram por ser cigarras e não formigas.
      E as cigarras morrem quando as condições ficam difíceis na chegada do inverno.
      Sds

  21. Nilson,
    Essa foto foi tirada porque os navios se posicionaram numa posição favorável para que o satélite estivesse passando por sobre os navios num dado momento.
    Ou a foto foi combinada (tirada pelos próprios chineses) ou se sabia que os navios iriam passar nessa área nesse momento e o satélite foi acionado.
    Um satélite de reconhecimento fotográfico começa a tirar suas fotos de alta definição uma após outra numa sequência, linearmente, de acordo com a sua órbita. Se a frota sair da área na próxima passagem do satélite, estará fora de alcance das câmaras.
    Para alterar a órbita de um satélite para que ele passe numa nova órbita que coincida com a frota novamente, é uma tarefa complicada, que leva várias órbitas, gasta “combustível”, reduz a vida útil do satélite, etc.
    Por isso, satélites de reconhecimento fotográficos são mais adequados a fotografar “alvos” em terra.
    Os satélites mais utilizados para achar navios ou frotas são os ELINT, que são sensíveis às emissões de RF dos navios e os acham por triangulação.

    • Obrigado, Bosco, por mais esta explicação.
      ELINT (inteligência eletrônica) é realmente uma importante forma de uso de satélites, pois os navios estão o tempo todo emitindo sinais. Pelo que vi e pesquisei, ainda não há uma rede de satélites que permita, de uma forma ou de outra, garantir a detecção de frotas em todos os lugares do planeta. Mas serviço de inteligência é isso mesmo, juntar várias peças de quebra-cabeça, vindas de diversas fontes. Quanto mais e confiáveis fontes, maior a possibilidade de sucesso. Ou seja, quem tiver mais satélites fornecendo informações, tem mais chance de sucesso. E cabe à contra-inteligência identificar os satélites inimigos, suas órbitas e recursos, para tentar colocar seus meios fora da possibilidade de detecção. Por isso os satélites espiões devem ser tão sigilosos, para evitar contra-inteligência.

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