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Paquistão: Míssil de cruzeiro ‘Babur’ lançado de submarino

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RAWALPINDI — O Paquistão conduziu mais um teste de lancamento bem-sucedido de um míssil de cruzeiro Babur, com um alcance de 450 km. A arma foi disparada de uma plataforma dinâmica submarina, que atingiu com sucesso seu alvo com precisão, atendendo a todos os parâmetros de voo.

O SLCM (Submarine-Launched Cruise Missile) Babur é capaz de levar vários tipos de cargas úteis e incorpora tecnologias de ponta, incluindo propulsão controlada subaquática, orientação avançada e recursos de navegação. O SLCM Babur dá ao Paquistão uma capacidade de segunda ataque crível, aumentando o regime de dissuasão existente.

O desenvolvimento dessa capacidade também reflete a resposta do Paquistão às estratégias nucleares provocadoras e à postura perseguida na vizinhança por meio da indução de submarinos nucleares e mísseis nucleares embarcados, levando à nuclearização da região do Oceano Índico. O Paquistão vê esse desenvolvimento histórico como um passo no sentido de reforçar a política de Deterrência Mínima Crível por meio da produção autóctone e autoconfiança.

O teste foi testemunhado pela Divisão de Planos Estratégicos da DG (SPD), Presidente do NESCOM, Comando da Força Estratégica Naval (NSFC), altos funcionários, cientistas e engenheiros de Organizações Científicas Estratégicas.

O Presidente do JCSC e os Chefes das Forças Armadas parabenizaram os cientistas, engenheiros e pessoal do NSFC pela conquista bem-sucedida desse marco altamente significativo.

O Presidente e o Primeiro Ministro do Paquistão também transmitiram suas facilitações aos cientistas, engenheiros e pessoal do NSFC envolvidos no esforço.

FONTE: Relações Públicas Inter-Serviços do Paquistão

32 COMMENTS

  1. Pelo visto o Paquistão se adiantou ao que a USN ainda está implantando nos seus subs da Classe Virginia : Capacidade de ataque nuclear.

    Para uma marinha que só opera SSK´s , como a paquistanesa, é uma imensa adição no seu poder de combate.

  2. Vamos desenvolver o MANSUP (120Km de alcance) e o MATADOR NAVAL(600Km de alcance) para serem disparados pelo SBR e SNBR, sem esquecer o TPN (Torpedo Pesado Nacional).

  3. Se o país tem armamento nuclear e tem mísseis com capacidade de carga que condiz com uma ogiva nuclear será dito pela mídia que o míssil tem opção de ser nuclear.
    Isso não quer dizer que exista mesmo essa versão, mas tão somente que é possível de existir.
    Se formos levar essas informações ao pé da letra os russos têm Iskanders com ogivas nucleares, mísseis Moskit, o Granit, o Kh-15, Kh-22, Kh-32, Keshtal, Kalibr, etc.
    Se formos nos deixar levar por isso há na Rússia umas 500 mil ogivas nucleares.

    • Bosco,

      Se o país tem a opção ele pode decidir exerce-la .

      Então não vejo nada demais em considerar que eles já tenham esta opção na manga, até porque com aqueles vizinhos não da para improvisar.

      Abs.

  4. A Asia e o Oriente Médio é um deposito escuro lotado de gasolina e pólvora, com um monte de fumantes compulsivos presos, uma hora ou outra um risca o fosforo para acender o cigarro, pois a necessidade de manter o vício as vezes faz com que as pessoas percam a noção do perigo.

  5. Gustavo 2 de Abril de 2018 at 18:13
    “Eles compraram nosso MAR-1 e desenvolveram essa beleza aí… Poderíamos propor uma parceria…”

    Putz, foi o que me veio na cabeça automaticamente.

    Eles compraram 100 unidades não foi isso? Seriam integrados no JF-17.

  6. A melhor coisa que aconteceu para o Paquistão e Índia foi terem feito bombas nucleares.
    Desde então não existiu e nem existirá nenhuma guerra entre os dois países.
    E ainda dizem que bombas nucleares não são seguras hehehehe

  7. Só complementando o que o Bosco escreveu…como cita o texto, o míssil foi lançado de uma
    “plataforma submarina” e não de um submarino, então, ainda há um longo caminho a ser percorrido até que tais mísseis sejam devidamente integrados à submarinos, ainda mais uma versão “nuclear”.

  8. Só pra comparação, a ogiva W80 que equipava o Tomahawk nuclear (SLCM) e equipa o AGM-86B (ALCM) pesa cerca de 130 kg.
    O Gryphon (GLCM) utilizava a ogiva W84 com 175 kg.

  9. Não é exigido que os paquistaneses tenham o nível de miniaturização alcançado pelos americanos mas como o Babur é um míssil de tamanho limitado (semelhante ao Tomahawk) obriga que tenha uma ogiva leve e compacta, principalmente se quiser ganhar algum alcance.

  10. Quando o pesquisador do IME, Girão Barroso, publicou sua tese de doutoramento “A fisica dos explosivos nucleares” onde demonstra o funcionamento das ogivas atomicas W87 dos arsenais norte-americanos, o Brasil passava momentos dificeis com relaçao a integridade territorial do país. A resposta foi o livro. Agora imaginemos o poder dissuasorio de um missil de cruzeiro MTC-300 sobre a possibilidade de uma ameaça naval em nosso mar territorial. Uma pequena arma atomica iria dizimar QUALQUER esquadra invasora que se aventurasse em tentar um novo colonialusmo em nosso territorio. Uma versao estendida do nosso missil de cruzeiro nos garantiria a segurança nacional em caso de ameaças.

    • Dependendo do invasor ele pode usar a Força Aérea e mísseis de cruzeiro lançados por submarinos antes da esquadra propriamente dita chegar. Então nada como um bom
      “ICBM” ou “SLBM”.

        • Entao Mk48, houve o pronunciamente de um politico de alto escalao de uma potencia estrangeira dizendo que o povo brasileiro nao teria prioridade a existencia…que apenas os paises civilizados e poderosos teriam direito a existir caso o mundo viesse a sofrer algum desastre…foi nesse contexto que surgiu, miraculosamente, a tese do prof do IME, dizendo que o Brasil nao deixaria de existir para que outros povos continuassem suas vidas,, pelo menos nao sem reagir com armas atomicas que poderiamos construir. Sim, foi nesse seculo mesmk…o recado das nossass FFAA foi alto e claro.

      • Se for esperto basta pagar nossos estimados deputados e senadores que nem precisa de força invasora nenhuma eles entregam tudo de mão beijada, assim como já o fazem para as montadoras, os usineiros e como já fizeram para as construtoras…

  11. Esse MTC-300 como apresentado é pura perda de tempo e dinheiro.
    No seu lugar um clone do Brahmos seria mais negócio, mesmo alcance, muito mais rápido, menor tempo de reação.
    Claro, complementado por um outro clone, desta vez o do DF-21, o que tornaria o Atlântico Sul e não somente nosso mar territorial, hostil.
    E pro EB, algo similar ao ATACMS, empregado a partir do Astros 2020.

    • Mauricio,
      O que deu em você, hem? rsrss
      Onde que o Brahmos ou o DF-21 se encaixa em nosso TO e nos cenários possíveis?
      O Brahmos sequer “cabe” em nossos navios, aviões e submarinos. O DF-21 é um míssil balístico que deve ter uma versão antinavio que para funcionar é preciso todo um sistema complexo de ISR e uma mais complexa ainda “kill chain”.
      O potencial de evolução do MTC-300 é grande. Por exemplo, pode ser desenvolvido no futuro versão lançada do ar e de submarinos. Pode ter versão contra alvos móveis (antinavio e alvos táticos em terra). Pode ter seu alcance ampliando, sendo compatível com um alcance de pelo menos 1000 km. Pode ser incorporado tecnologia stealth. Pode ter versão supersônica, etc.
      Já quanto a desenvolvermos um míssil como o ATACMS compatível com o ASTROS, aí eu concordo. Um míssil “tático”, na faixa de umas 2 t, semibalístico, supersônico, com motor foguete sólido, com uma carga de uns 300 kg , com opção de ogiva unitária ou dispersora de submunições e alcance máximo de pelo menos uns 300 km seria muito bem vindo. E ainda poderia ter uma versão antinavio.

      • Claro, se fosse desenvolvida uma versão supersônica do MTC-300 no fim ele deixaria de ser um MTC-300 e guardaria muito pouco do original. Mas muito poderia ser aproveitado: booster, célula, sistema de orientação, sistema inercial, bateria, ogiva, etc.
        O que não poderia ser aproveitado são o motor (muito provavelmente seria substituído por um ramjet ou por um turbofan de alta pressão), as superfícies aerodinâmicas, o nariz e as tomadas de ar, que deveriam ser compatíveis com a velocidade supersônica em baixa altitude.

      • Bosco,
        Se você leu corretamente, não somente aqui mas no Aéreo e no Naval também, eu escrevo “clone de Brahmos” mas não “cópia” e o ponto de partida citado diversas vezes seria a tecnologia do 14X.
        Não pretendo assim replicar o artefato, mas sim a capacidade que esse artefato contém.
        Assim pra que ser supersônico, se é possível ser hipersônico???? É como eu escrevi:
        “…mesmo alcance, muito mais rápido, menor tempo de reação.”
        O clone do DF-21 seria somente o lado estratégico, o contraponto da arma tática.
        É uma estratégia de negação de acesso, bastante enxuta sem excessiva segmentação.
        Qnto ao “kill chain”(satélite, drone, C4I, C2, software, muito software…), será a prova dos 9 da BID, ou faz ou estará mais do que provado que não passa de um grande ajuntamento de empresas inúteis e ineptas.

  12. Impressionante como o papel aceita nossas projeções e desejos. Colocamos isso e aquilo e, voilá, feito o missil dos sonhos das nossas forças armadas. Dai partir para a execução, em ambiente industrial e com os componentes necessários é outra coisa. Será necessário criarmos toda a tecnologia de apoio e a infraestrutura técnico industrial. E acima de tudo, vontade politica dos dirigentes ao alocarem as verbas necessárias. Esse dia chegará. Quem viver verá.

  13. Que desenvolvamos os nossos misseis,mas ter uns dez brahmos em nossos arsenais seria uma coisa interessante principalmente os de alcance maiores, é claro daria um certo respeito só pelo motivo de tê-lo falo 10 mas poderia ser até mais.Lembre-se que nas guerras da Malvinas o sucesso parcial da argentina veio do exocert e dos a-4,lembre-se que os torpedos dos sub argentinos falharam.Ter um missel de cruzeiro de 600 ou 1000 km é importante pro Brasil que pelo tratado idiota que foi obrigado a assinar não pode passar de 300 km.AS nossas plataformas marítimas estão nesta distancia.com misseis de 600 e 1000 km poderiam ser lançados de qualquer local do rio de janeiro .

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