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MBDA conclui testes com CAMM no lançador ExlS de 3 células

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CAMM sendo disparado do lançador ExlS de 3 células

A MBDA e a Lockheed Martin concluíram em conjunto a qualificação do CAMM (Common Anti-Air Modular Missile) da MBDA, do Extensible Launching System (ExLS) de 3 células, lançado pela Lockheed Martin, após uma série de testes.

O ExLS é uma alternativa de baixo custo para a integração de novos mísseis e munições em combatentes navais de superfície, alavancando o comprovado design e sistema eletrônico Mk 41 Vertical Launching System (VLS) da Lockheed Martin.

O sistema ExlS de 3 células de lançamento vertical compacto é projetado especificamente para plataformas navais menores que não conseguem acomodar o Sistema de Lançamento Vertical (VLS) MK 41 de maior porte. O ExLS também foi projetado para caber dentro do lançador MK 41 (isto é, ExLS Host), oferecendo soluções de instalação flexíveis e adaptáveis ​​para navios maiores, a fim de alcançar uma alta massa de combate dentro de uma pequena área de cobertura.

O CAMM da MBDA é um míssil altamente compacto que permite que várias armas sejam instaladas em espaços limitados. É o mais moderno míssil de defesa aérea de sua classe no mercado e recentemente concluiu uma série de disparos de grande sucesso pela Royal Navy. Quando operado a partir do ExLS ou MK 41 VLSD, o CAMM vem em um arranjo “quad-pack” que permite armazenar e disparar 4 mísseis de uma única célula. Estes últimos testes do ExLS de 3 células foram concluídos com sucesso no Reino Unido no final de 2017.

“O sucesso desses testes é uma prova do trabalho árduo e da estreita cooperação entre a MBDA e a Lockheed Martin”, disse Joe DePietro, vice-presidente de Pequenos Combatentes e Sistemas de Navios da Lockheed Martin. “Um lançador dentro de um lançador, o ExLS usa munições em casulos CAMM com sua eletrônica de lançamento qualificada para reduzir os custos de integração em mais de 50%. É um design maduro que, quando combinado com o CAMM, oferece uma alternativa de baixo custo para a integração de novos mísseis e munições em combatentes de superfície atuais e futuros. ”

Paul Mead, Diretor de Desenvolvimento de Negócios da MBDA, disse: “Esses testes demonstraram ainda mais a maturidade, confiabilidade e segurança do sistema de lançamento vertical CAMM tanto do ExLS de 3 células quanto do ExLS Host/MK 41 e seguem os testes operacionais de grande sucesso do CAMM pela Royal Navy em 2017. O emparelhamento do CAMM com o lançador ExlS de 3 células é uma escolha natural, fornecendo uma solução de lançador flexível disponível agora para plataformas navais para aproveitar as capacidades de defesa aérea de alto desempenho e tamanho compacto do CAMM com ExLS. Outros sistemas de armas MBDA, compatíveis com o ExLS, estão planejados para o futuro”.

Ilustração do lançador ExlS “quad-pack” de 3 células do CAMM

DIVULGAÇÃO: MBDA

30 COMMENTS

  1. Espero que, em se confirmar sua utilização nas novas escoltas do BR, as versões Sea ceptor e Sea ceptor ER sejam utilizadas, pois seu alcance está mais para um míssil de defesa de ponto na versão standart. Com o ER atinge-se 50 km de raio de defesa. Já seria melhor para se defender de aeronaves lançando bombas planadoras de diãmetro reduzido.

  2. Ahh..pelo que entendi, um quadripack de Sea ceptor é usado neste lançador triplo, ou no mk41 também.
    Logo, a recíproca do Rim -162 Essm ser compatível em
    configurações de quadripack também neste lançador triplo é correta, não?
    Daí podemos projetar uma situação mínima de dois lançadores triplos portando 8 Sea ceptor Standart, 8 Sea ceptor ER e 8 Rim-162 Essm….
    Proteção em camadas de 25/50/100 km….bom né!! Kkkk

    • Willhorv,
      O ESSM é tido como tendo 50 km de alcance. É esperado do ESSM Block 2 ter um alcance maior, que alguns dizem poder chegar a 100 km, mas o mais certo é que não haja grande diferença de desempenho. Eu Chuto que vai pra uns 70 km.
      Quanto a um sistema com 50 km ser apto a defender um navio de bombas planadoras, até um sistema de ponto pode fazê-lo. Aliás, tendo em vista o reduzido RCS de uma arma dessas, é mais fácil elas serem interceptadas de uma distância menor.
      Em relação a impedir que a aeronave lançadora chegue na distância de lançamento, não o é. Uma SDB 2 tem alcance de mais de 70 km quando lançada de uma altitude de 10.000 metros.

    • Eu acho que uma combinação de Sea Ceptor e Barak 8 seria bem interessante. Aliás, qual é o lançador seria usado na Tamandaré? Sylver A-43?

      • Em 2016 fizeram uma entrevista com o Coordenador do Programa de Reaparelhamento da Marinha, Contra-Almirante Alexandre Rabello de Faria, subordinado à Diretoria-Geral do Material da Marinha.

        Transcrevo a pergunta feita e a resposta:

        Está confirmada a instalação do míssil SeaCeptor de lançamento vertical para a defesa AAE do navio? Qual foi o lançador escolhido?

        Resposta: A decisão atual é pela instalação do sistema Sea Ceptor, que emprega o míssil CAMM. O lançador desse sistema é o ExLS, fornecido pela empresa Lockheed Martin.

        Em minha opinião pessoal, a MB deveria pedir o Sylver A-50, pois no futuro a MB poderia equipar suas Fragatas Leves com o Aster-30.

        • Não deve ser fácil achar mais de 5 metros para instalar esse bicho no navio, fora o peso que o Aster-30 agregaria se comparado ao Sea Ceptor.

  3. Esse Missil têm a verãoCAMM- ER, que é terra-ar , será a futura plataforma de misses anti-aéreos da EB , lançada pelo ASTROS-2020. OS CAMMs juntamente com o Gepard A-1, Iglas e RSB-70 formaram a espinha dorsal da nossa desefa anti-aérea e anti-missil.

    • A defesa anti-aérea dos meus sonhos para o EB seria, por camadas, Aster-30 block2, Aster-30 e CAMM, para defesa de pontos fixos e RBS-70 NG, Skyranger e igla para a infantaria.

  4. O ASTROS exerce um certo fetiche. rrsrs
    Tudo querem colocar num ASTROS. O ASTROS é um sistema composto pelo lançador montado num caminhão, pelos foguetes, por um veículo de recarga montado em caminhão e por uma estação de controle de tiro igualmente montado num caminhão.
    Se colocarem outro míssil, outro lançador, outra estação de controle, um radar de busca, etc. em cima de um caminhão que utilizam no ASTROS, a coisa toda não será um ASTROS, só será um sistema que utiliza o “caminhão” do ASTROS.

  5. Me referia ao Essm bk2 mesmo….terá diâmetro único e as estimativas são para 100km mesmo.
    Será um baita vetor se isto se confirmar.

    • Willhorv,
      Bem lembrado a respeito do ESSM/2 ter diâmetro ampliado único, mas tudo indica que se houver um incremento no alcance será por refinamento na unidade inercial no gerenciamento de voo e não por um acréscimo de propelente. O maior diâmetro é referente à sessão da ogiva e da cabeça de busca, o que em tese até aumenta o arrasto do míssil.

  6. Dois desses em cada Tamandaré dão 24 mísseis AA no total, nada mal para uma corveta ou fragata leve. E deve sair mais barato, menor e mais leve que um Mk41 ou Sylver A35. Também não precisaria de um radar diretor de tiro dedicado, diferentemente do ESSM.

      • Concordo plenamente.
        Acho 25 km muito pouco.
        Parece coisa da segunda guerra mundial. Onde os aviões sobrevoavam os navios.
        Fazer isso hoje em dia seria suicídio.
        Acredito que aviões ficarão entre 100 é 50 km lançando mísseis ou SDBs.
        Eita quanta terminologia técnica…
        Seria bom uma matéria específica…

        • Nonato,
          A defesa naval se faz por camadas. Há motivos para isso. Se os mísseis tivessem o tamanho de aviões Jumbo 747 e viessem sempre de grande altitude, a defesa poderia ser feita só por mísseis de grande porte e de grande alcance e altitude.
          Mas não é assim na prática. Na prática os mísseis são pequenos, com reduzido RCS, muitos só detectáveis a distâncias muito curtas.
          Um míssil como o NSM (norueguês) só é detectado a menos de 15 km do navio alvo. Pra que então serviria um míssil pesando 1,5 t com alcance de 200 km e com alcance mínima de 20 km?
          Mesmo mísseis que são lançados abaixo do horizonte radar e se aproximam no modo sea-skimming, não raro a menos de 3 m de altura, mesmo com RCS alto, só são detectáveis quando saem de trás da curvatura da Terra e só são detectados a menos de 25 km. Novamente, do que adianta só ter mísseis de defesa de área com 2 t de peso e alcance de 300 km?
          Basicamente a defesa de um navio se faz por conta dos mísseis de autodefesa, que são os de defesa de ponto e os sistemas CIWS. Mísseis de grande alance, de defesa de área, são úteis no caso de um ataque de mísseis semibalísticos ou para fechar o espaço ao redor da força tarefa para o livre trânsito da aviação inimiga, mas não são úteis na imensa maioria das ameaças.
          Esses sistemas de defesa de ponto geralmente atual em geral até 10 milhas e os sistemas CIWS atuam geralmente até 2 milhas.
          Se um navio só tivesse mísseis de defesa de área, um navio seria uma presa fácil, e faliria qualquer marinha já que o custo seria altíssimo. Se se pode interceptar um Exocet a 10 km com um míssil Sea Wolf custando menos de 50 mil dólares, pra que utilizar um SM-6 que custa 3 milhões de dólares?

  7. Almeida, faço minhas as suas palavras… me parece, a primeira vista, uma excelente opção para as Fragatas leves Classe Tamandaré… só não entendi o seu comentário sobre o radar… poderia esclarecer?

  8. A padronização é importnte para que as FFAA tenham custos melhores. Porém a evolução nesse campo é tão rápida que o verdadeiro, hoje pode ser o talvez amanhã. E o que é muito bom para acompanhar o exército ( Pantsir, p.explo.) não seja adequado para a MB embarcar. O Sea Sceptor é uma exelente opção no atual estágio da arte. Esse sistema, ExLS, mais economico e de menor numero de lançadores, pode não ser a melhor solução. Quem gasta menos, geralmente recebe menos.

  9. Em 2016 fizeram uma entrevista com o Coordenador do Programa de Reaparelhamento da Marinha, Contra-Almirante Alexandre Rabello de Faria, subordinado à Diretoria-Geral do Material da Marinha.

    Transcrevo a pergunta feita e a resposta:

    Está confirmada a instalação do míssil SeaCeptor de lançamento vertical para a defesa AAE do navio? Qual foi o lançador escolhido?

    Resposta: A decisão atual é pela instalação do sistema Sea Ceptor, que emprega o míssil CAMM. O lançador desse sistema é o ExLS, fornecido pela empresa Lockheed Martin.

    Em minha opinião pessoal, a MB deveria pedir o Sylver A-50, pois no futuro a MB poderia equipar suas Fragatas Leves com o Aster-30.

  10. Com dois desses silos, uma pequena corveta teria 24 misseis sup-ar. Uma única coberta, teria mais capacidade de defesa antiaérea do que duas Fragatas classe Niterói.

    • Isso….
      Com 8 Sea ceptor 25 km
      Com 8 Sea ceptor ER 50 km (que muda só o Buster)
      Com 8 Essm Bk2 100 km (estimados)
      Ahh 16 mansup ou versões do Atm

  11. Comentei que manter os Sea Wolf não seria mau negócio. Fui criticado, porque ele está para ser descartado. Agora o Bosco nos ensina que é melhor empregar um Sea Wolf de 50 mil dólares do que um misssil SM 6, de três milhoes, para abater um Exocet. Ainda bem que o peso do parecer do Bosco está do meu lado. Então, vamos tocar a fabricação de um “genérico” do SW, se é que ele caiu em dominio público.

  12. Mas se um missel de 3mi abater uma fragata de 350milhões,digamos que seria uma economia burra,se pensarmos assim poderia por canhões de 40 mm que a munição é barata.Cada caso é cada caso,a Marinha dos EUA perdeu centenas de aviões no Vietnam e parece que nada avetou as faa deles mas um pais com poucos recursos no qual não tem como repor as perdas,como fica.A preocupação com sistemas antiaéreos eficaz teve ser bem estudada,pois aõ meu ver e o maior problema que os navios enfrentam num eventual conflito.

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