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Royal Navy começa a reforçar a geração de energia dos destróieres Type 45

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HMS Daring, destróier Type 45 britânico

Por Roberto Lopes
Especial para o Poder Naval

Um consórcio formado pelo grupo BAE Systems, pelo estaleiro Cammell Laird e pela companhia de tecnologia BMT Group Ltd. (antiga British Maritime Technology) começou a refazer o sistema de geração e distribuição de energia elétrica a bordo dos seis destróieres classe Daring – Type 45 – da Royal Navy (RN).

O serviço foi contratado a 21 de março último, mediante a assinatura de um documento que aconteceu a bordo do HMS Diamond (D 34), atracado na Base Naval de Portsmouth.

O trabalho, que não teve seu valor divulgado, já se encontra em andamento.

A ideia geral é fortalecer a resistência do sistema de geração de energia elétrica e do sistema de propulsão dos navios, por meio da substituição dos dois geradores Wärtsilä 12V200, a diesel, por outros de melhor desempenho, e também da instalação a bordo de um terceiro gerador.

Todo o sistema de alta voltagem da embarcação precisará ser alterado, com o objetivo de receber e acomodar o funcionamento da nova configuração.

Nos últimos dois anos e três meses os navios Tipo 45 vêm oferecendo diversos problemas de perda repentina de potência que afetam diretamente a propulsão.

Um destróier Type 45 a contrabordo de uma fragata Type 22 da Marinha do Brasil

Solução técnica – A implementação do contrato formalizado a 21 de março teve início com a aprovação do design da solução técnica, e as providências relativas à aquisição de componentes, materiais e equipamentos.

A próxima etapa – de remoção dos equipamentos a serem descartados, e sua substituição pelos geradores novos e mais modernos – terá lugar, de forma gradual (para não afetar muito a rotina de emprego da classe Daring), no estaleiro da Cammel Laird, localizado em Birkenhead, 288 km a noroeste de Londres..

Depois das provas de cais e dos testes de mar, os destróieres serão, finalmente, levados de volta à Base Naval de Portsmouth.

Royal Navy possui seis destróieres Type 45, dotados de sistemas de mísseis antiaéreos e antinavio.

Os navios deslocam entre 8.000 e 8.500 toneladas, têm 152,4 m de comprimento e 21,2 m de boca. Eles servem como uma referência da Marinha Real em mares distantes das Ilhas Britânicas e, não raro, operam como líderes de forças-tarefas.

19 COMMENTS

  1. Resumindo o problema: não alterar as turbinas que sofrem restrições nas altas temperaturas dos trópicos e aumentar a carga nos motores Diesel. Estes serão mais potentes. É uma solução que abre mão do maior volume de energia a ser extraido das turbinas e obter mais energia aos Diesel, que são menos suscetiveis nos mares quentes.

  2. Guardada as devidas proporções e diferentes classes , a fragata brasileira fica pequena perto desse “monstro”
    Linda foto!

  3. Floriano, o problema em si, não é o uso de turbinas em climas quentes, tanto é que a US Navy usa propulsão Full turbine em seus AB é opera bem os todos os TOs do mundo.O problema parece estar no mal dimensionamento dos alternadores, que obriga o uso de potência “prime” Full time ao invés de somente em picos de emergência.Pode, e provavelmente está acontecendo outro problema que é consequência do primeiro, pois o excesso de trabalho dos GGs pode estar gerando altas temperaturas, que por consequência está desarmando o sistema.

  4. Exato. O desempenho das turbinas é muito mais suscetível a perda de desempenho em razão de ar quente (menos denso) do que os motores de explosão interna, como os diesel.

  5. Mas…creio que este projeto deveria ter sido concebido para incorporar novas tecnologias de armas e sensores em upgrade futuros. Será que esta modificação será suficiente para isto?
    Na minha opinião….um erro de projeto grosseiro até!
    Mas…Salve a Rainha!
    Se fosse aqui…

  6. Juarez
    O que difre essas máquinas é que nesta versão a turbina incorpora um aperfeiçoamento que é a realimentação com tomada de calor da descarga mediante um fluxo tomado num estágio intermediário do compressor. Este fluxo aumenta o volume de combustivel queimado com maior potência e aumento no rendimento em cerca de 30%. Isso é muito significativo, Mas o controle de temperatura deste fluxo dispoe de trocadores de calor que foram dimensionados para aguas mais frias. Ao alimentar com aguas quentes o balanço térmico não fecha e o rendimento cai ao invés de aumentar. Essa queda tem que ser compensada com os geradores movidos a Diesel, mantendo o motor elétrico de acionamento das hélices. O sistema gerencidor “busca” essa falta da geração nos motores Diesel. E se não for suficiente se cria uma condição de sobrecarga e superaquecimento nos motores. A mais fácil restauração do equilibrio é o aumento da potencia disponivel no sistema Diesel. Para alterar a turbina seriam modificações mais extensas e demoradas envolvendo o reprojeto de uma turbina “tropicalizada”.
    Abçs.

  7. Alguém pode descrever as partes desse navio?
    Há três “mastros”, por exemplo.
    Inclusive um preto.
    Há umas peças esféricas. São todas radares?

    • Nonato, aqueles radomes esféricos podem abrigar radar ou equipamento de comunicações satelitais, talvez equipamento de GE também (não sei ao certo)… já a pintura negra do mastro a meio navio deve-se unicamente ao fato daquele mastro ficar exposto à exaustão da chaminé…

    • Complementando o XO…aquele grande “radome” no “primeiro mastro” abriga o radar
      AESA “Sampson” o “segundo mastro” é para comunicações e o “terceiro mastro” abriga
      o radar retangular S 1850M.

    • Não se vê muita coisa nesse navio.
      Tipo bem espartano, só se vêem esses mastros.
      Não se vê muito espaço para circulação da tripulação e não dá para se vislumbrar a presença de lançadores de mísseis. isto é, não parece haver espaço para tal na visão de leigo.
      Quanto a chaminé, nem sabia que existia isso. Pela menos nunca vemos em navios de forma aparente uma estrutura com tal aspecto.
      Lembro da fumaça do nae russo que foi muito criticada.
      Supõe-se disso que a fumaça em outros navios é clara.
      A fumaça não afeta a tripulação no convés nem radares, etc?

      • Nonato,

        Não sabia que existiam chaminés?

        Elas são estruturas facílimas de se identificar em navios de guerra, e a grande maioria possui. Apenas uma minoria não tem, ou por serem na ios de propulsão ser nuclear, ou porque a exaustão dos gases se dá junto à linha d’água, geralmente após resfriamento pela água do mar.

        Quanto aos lançadores de mísseis desse navio britânico, a posição dos lançadores verticais é ainda mais evidente que em outros navios, por ter uma estrutura em “caixa” ao redor deles, logo à ré do canhão principal.

        Sobre espaço pra tripulação circular, cada vez mais os projetos privilegiam que a movimentação de tripulantes se dê internamente.

  8. Marcelo…
    .
    navios de propulsão nuclear são muito mais caros, veja que a US Navy só teve até hoje 9
    combatentes de superfície assim propulsionados, todos já descomissionados e utiliza propulsão nuclear apenas para seus NAes e submarinos.
    .
    Os britânicos encontram-se em posição muito mais desvantajosa quanto a recursos então nem mesmo cogitaram propulsão nuclear ainda na fase de projeto, muito menos agora com os navios prontos já que propulsão nuclear significaria desentranhar os navios para acomodar 2 reatores e todo o equipamento acessório…mais em conta seria construir um navio de propulsão nuclear desde o início do que tentar converter um.
    .
    abs

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