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Classe Tamandaré: estaleiro Navantia abandona concorrência

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Concepção em 3D da classe Tamandaré
Concepção em 3D da classe Tamandaré

O site espanhol Infodefensa.com noticiou que o estaleiro espanhol Navantia decidiu retirar-se do programa Tamandaré da Marinha do Brasil por causa da carga de trabalho que o estaleiro vem tendo com projetos em todo o mundo.

A empresa alega que não está disposta a arriscar sua reputação por não ser capaz de dar a atenção necessária para um cliente, devido ao número de programas que vem aumentando nas últimas semanas.

A Navantia agora está prestes a iniciar a construção de cinco fragatas para a Armada Espanhola, mais dois BAM e um submarino já em produção. Ela também assinou contrato para cinco corvetas para a Arábia Saudita, dois navios de logística para a Austrália que já está construindo e tem pendente contratos de nove fragatas também para a Austrália, pelo menos, 20 para a Marinha dos Estados Unidos e outros 15 para o Canadá, bem como dois LHD para a Índia, além de outros programas em que está bem posicionada como o PES colombiano.

Em resumo, Navantia está bastante ocupada e decidiu deixar de fora o programa de navios classe Tamandaré do Brasil.

A Navantia foi convidada pela Diretoria de Gestão de Programas da Marinha (DGePM) para apresentar seu projeto em dezembro passado, juntamente com outras 11 empresas: BAE Systems Ltda, Chalkis Shipyards SA, Damen Schelde Naval Shipbuiding BV, Fincantieri SpA, Grupo Naval BR, Posco Daewoo Brasil, Rosoboronexport Joint Stock Company, SAAB AB, Thyssenkrupp Marine Systems GmbH, Wuhu Shipyard CO Ltd e Zentech Brasil Serviços Técnicos Ltda.

Perfil da corveta classe Tamandaré

A classe Tamandaré

A classe Tamandaré é um novo navio de combate de superfície (escolta), equipado com os mais recentes sistemas de armas antinavio e antiaéreos. Serão corvetas ou fragatas leves de 2.790 toneladas de deslocamento, medindo 103,4 metros de comprimento, 12,8 metros de boca e uma velocidade máxima de 25 nós.

A aquisição da classe Tamandaré é uma das prioridades da Marinha do Brasil juntamente com o Programa de desenvolvimento de submarinos (Prosub).

165 COMMENTS

    • Ladrão é ladrão independente do que fez no passado. Dez acertos não justificam um erro. Só nesse bananal chamado Brasil onde se incensa ladrão e corrupto só porque em algum momento da vida fez algo que era sua obrigação de forma correta.

      • Vamos separar as coisas: se Einstein tivesse cometido um crime ele teria deixado de ser um grande físico? Ninguém aqui aqui está aprovando o que ele fez de errado. Só que o que ele fez de errado não apaga sua contribuição técnica para a MB

        • O trabalho do Almirante Othon era burocrático, não tem nada a ver. Da mesma forma que ele fez, alguém mais poderia ter feito também. E se Einstein tivesse roubado, como vivia em um país sério teria ido pra cadeia independente de ser um grande cientista. Essa é a diferença entre o bananal chamado Brasil e países de primeiro mundo. Enquanto ficamos infernal bandidos, lá eles metem no cadeia sem dó.

          • Othon pode ter feito doutorado em engenharia nuclear em Vulcano que não muda o fato de que é um corrupto e ladrão! Ladrão é ladrão independente do cargo que tenha ocupado. Enquanto essa idéia não entrar na cabeça das pessoas, o Brasil vai continuar a ser um banana gigantel que almeja um dia ser nação.

          • Que mania de ridicularizar o Brasil e idolatrar outros países!
            Foram as instituições brasileiras que descobriram, apuraram, denunciaram e o condenaram.
            Não vejo paralelo em outros lugares.

  1. Parece que quem decidiu tentar vender OPV esticado está abandonando também.

    Realmente parece que vai dar Fincantieri, principalmente se oferecerem a FREMM

    O que a Naval ofereceu? Alguém sabe?

  2. Um blog brasileiro noticiou há 11 dias que a Navantia e ST Engineering abandonaram o programa. Vamos dar credibilidade para os sites nacionais também!

    Voltando ao assunto… Só eu estou torcendo pelas TYPE 54A?

      • A Navantia pulou fora! E outras ocidentais européias também vai pular fora – Eles não tem preço para atender os requisitos do projeto conforme a MB determina. Reafirmo que a execução desse projeto vai ficar na mão dos Asiáticos ou Russos.

        • Você sabe informar os preços dos europeus?
          Você sabe que no mínimo 3 navios vão ser feitos aqui, com grande índice de nacionalização, logo não serão navios com preços estipulados para um comprador Koreano, Indiano, Russo ou Chinês?

    • Calote? Desde quando o Brasil dá calote em algum outro país? Temos 400 bilhões em reservas internacionais.

      Quem dá calote é a Venezuela e a Argentina

      • Marcos, eu concordo com você que o Brasil não dá calote. Mas vou frisar uma coisa que muitos não sabem, o tal dinheiro chamando de “reserva internacional”, muito falado pela mídia, nada mais é que dívida pública, o Brasil é todos os países do mundo tem reservas de “intercâmbio” para negociação internacional. Esse dinheiro não é uma reserva de fato, até porque o Brasil deve mais de 4 trilhões de reais, mas sim uma reserva cambial de várias moedas como dólar americano, canadense, australiano, euro, libre, pesos, franco etc…para as empresas importarem e exportarem é necessário moeda corrente, é aí que entra essa reserva, sem falar as viagens e transações do governo e das pessoas físicas. Justamente por isso essa reserva cresce conforme cresce as nossas transações como país. Basta ver a China que tem 1,2 trilhão de dólares, justamente porque o maior parceiro comercial deles é os EUA. Enfim, esse dinheiro está todo preso e atrelado ao comex.

  3. “…, pelo menos, 20 para a Marinha dos Estados Unidos e outros 15 para o Canadá, bem…”

    Já decidiram as concorrências americana e canadense ???

    • A Canadense quase que certeza que vai dar BAe com as type 26, não é por nada que todas as principais empresas de defesa canadense estão em conjunto com a Bae em sua proposta. Na Austrália parece que a Navantia é favorita

      • Comentei pois a reportagem diz que a Navantia vai construir 15 fragatas pro Canadá e 20 prós EUA…. Mas até onde sei ainda não foram decididos os vencedores de taís concorrências…

        • Pelo que entendi da reportagem essas fragatas para os EUA, Canadá e Austrália são – e eu cito – “contratos pendentes”, ou seja a Navantia ainda não os conseguiu.

  4. Os motivos dela são aceitáveis,tem muito serviço, é claro Tamandaré é um projeto novo e como qualquer projeto novo não testado pode dar muito errado enfim o Brasil deveria escolher um navio já existente,assim seria mais fácil e previsível.

  5. Caraca, afinal, por que a MB não decide logo em adquirir Destroyers ao invés de Fragatas e Corvetas? A moda do momento são esses navios. Até o inicio da construção das Tamandarés, o projeto já estaria obsoleto.

  6. Vai sair um por um até ficar somente a Ficantieri ou ninguém. E se a Ficantieri ficar, será com projeto próprio. Esse lance da MB fazer “concorrência” com preço, prazo e escopo fixos não é atrativo para nenhuma empresa. Ainda mais pra apenas 4 navios. Podem me cobrar depois.

    Por mim acabava logo com essa palhaçada e encomendava 4 corvetas prontas com os italianos. Uma versão mais em conta do projeto “mini FREMM” que venderam pro Qatar. Retira o SeaRAM e troca pelo Bofors 40/L70 mk3 padrão e troca os 16 silos Sylver para Aster 15/30 por 12 silos quádruplos ExLS para o Sea Ceptor. É praticamente igual o projeto da MB!

  7. Daí já se tira que os espanhóis não vão nos dar calote, pegando mais trabalho do que podem tocar. Estão bem posicionados nas três grandes concorrências (USA, Austrália e Canadá) que existem atualmente, Brasil deve representar uma margem pequena de lucro por um risco muito elevado.
    .
    Pq?
    Pq o cronograma de entregas para a MB é extremamente apertado.
    São poucos na lista da MB que podem dar conta do cronograma de entregas…

      • Mané fim de papo o que…
        .
        Type 054A é um navio feito por chinês, com componentes chineses e para um comprador chinês. Não é isso o que a MB pretende com o programa da Classe Tamandaré.

        • Meu Deus, como alguém pode insistir em navio chinês à essa altura do campeonato? Alguém acredita que a MB vai confiar 30 anos de operação a um fornecedor que não se sabe se é capaz de manter um suporte logístico aceitável? Quanto alguém acha que custaria para “ocidentalizar” uma embarcação dessas? Sensores, armamentos… isso tudo jogaria o preço do navio para um valor similar ao de uma embarcação ocidental.

  8. Não acredito em navio chines, um passo muito grande para a MB, mesmo navios coreanos tenho la as minhas dúvidas. Não entro no mérito da qualidade do navio chines e sim doutrina e intercambio.
    Ainda acho que vai ser Britânico, estas vendas de oportunidade sendo priorizados para a MB demonstram no mínimo um excelente intercambio entre a RN e MB.

  9. Sei que isto não vai acontecer, mas se a MB voltasse atrás do antigo PROSUPER vocês escolheriam qual : Meko 600 ou F100 com o CEAFAR ?

  10. Apesar de não simpatizar nem o pouco com o temer pelo menos comprou o ocean.Vamos recordar o FHC comprou o sp por um preço barato para um porta-aviões e 23 a-4,que o Brasil não reformou a mais tempo,ficaria mais barato.o lula comprou o miragem c se não me engano poderia ser reformado por 4 a 5 milhões de dólares cada não fizeram pelo menos para a entrada do grispen, e começou o programa de submarinos,a Dilma concretizou os grispen,no governo temer comprou os obuseiros de 155mm é oceam. Queria mostra que os governos compram algum material militar sim,claro e não citei os f-5br os astros 2000.Neste período todo o que a argentina comprou pouco ou quase nada, eo o macri bem menos que o temer.

    • Ah, o “grispen” …
      Me fala uma coisa, por que você se recusa em escrever certo o nome do caça? Como você quer que alguém leve a sério seus comentários, se você é incapaz de aprender algo tão simples, mesmo com a galera desenhando?
      Por favo Galante, quando é que vamos poder bloquear usuários cujos comentários não queremos ler?

  11. Pelo orçamento que temos que venham as corvetas chinesas type 54A…queria algo da Suécia ou Inglaterra mas com o orçamento que temos não dá

  12. “Também acho. Sem ele o Programa Nuclear da Marinha não estaria onde está.” Quáquáquá, e onde o programa nuclear está? Estamos há mais de 40 anos estacionados no mesmo lugar, não tem nada, só maquetes, desenhos em CAD, dioramas…Em 10 anos os EUA enviaram o homem à Lua; em 5 desenvolveram a bomba atômica; o Brasil está há 40 anos desenvolvendo o programa nuclear e até hoje não construiu um só reator de potência real, só ingênuo para acreditar que um dia teremos um subnuc, até lá os EUA já terão naves espaciais com velocidade warp…

    • Me parece que o ingênuo aqui é você, por não saber que sem dinheiro as coisas não acontecem na velocidade que deveriam acontecer.

      O Programa Nuclear Brasileiro é real e já venceu muitas etapas que outros países sequer sonham em ter a tecnologia que foi desenvolvida aqui, e tudo isso graças a perseverança e conhecimento técnicos de homens como o Almirante Othon.

      Portanto sugiro que você fique como seu “Quá Quá Quá” e que tenha um pouco mais de educação e respeito com quem não compartilha da sua opinião, afinal isso aqui é um blog para se colocar pontos de vista e debater idéias e conhecimento. Não é lugar para gente mal educada e que não sabe conduzir um debate sem denegrir e impor suas idéias aos outros debatedores.

      Abs.

      • Com todo respeito, mas discordo na integra sobre o que voce escreveu. Preste muita atencao no que foi comentado pelo Carlos Crispin. Na decada de 60, ja se discutia muito sobre esse tal programa nuclear o Brasil e mesmo sobre essa planta do SubNuc e seu reator. Ufaaaaa…eu ja passei dos 60 tbm e ainda hoje so vejo e leio bla,bla,bla, e UFANISMO… Seu ponto de vista esta equivocado e a meu ver, esse tal Alm Othon pego com as calcas na mao e uma dessas figuras que nos ultimos 30/35 anos viveu e sobreviveu aos atrasos e outras questiunculas que somente o tempo podera exclarecer. Tudo ate agora esta sobre esse programa e seus resultados esta envolto em segredos e fakes. Real ou nao, averdade ainda esta longe de ser conhecida. Tem muita sujeira nesse assunto e o mesmo esta sendo tratado sem a devida transparencia que todos desejariamos. Os valores investidos de a muito ja superaram de longe o maior otimismo desse projeto. Pare de comparar alhos com bugalhos…perseveranca…diga qual ou a que se refere….isso nao perseeranca nao, me desculpe mas e burrice pra nao escrever outra coisa. Tecnologia conhecidissima ja a mais de 50 anos, Japao, Alemanha por exemplo ja teriam esses resultados se nao fossem signatarios de tratados impostos. Mas India e Paquistao onde mais da metade de suas populacoes nao tem sequer necessidades basicas atendidas, la estao com suas bombas e se tivessem em maos um bom projeto de SubNuc, com certeza tbm ja teriam seus reatores a muitos anos. Enfim, sugiro melhor leitura e conhecimento dessa historia e ambicao da MB em relacao ao seu programa nuclear, afinal, la se vao mais do que seus 40 anos e nada de concreto ainda esta feito e muito menos testado Sera que voce tem essas infos diretas da MB sobre esse tal reator ??? qdo realmente ele vai ser testado ? Qdo de fato sera instalado neste SubNuc ? emfim…..durma com esse barulho e custos infindaveis, com certeza eu ja terei morrido e voce por ser mais jovem tvz nao vera esse SubNuc navegando e operacional. Sds

        • Discordo inteiramente da sua opinião, o PROSUB é maior projecto de Defesa do Hemisfério Sul, as instalação como as da UFEM não têm paralelo, instalações como a base de Itaguai não existem em nenhum lado, na prática teremos 2 reactores , um em terra e outro montado no submarino, algo inédito no mundo, quanto ao casco do SN-BR ele será derivado do S-BR , o que tornará a logística e o domínio dos subsistemas mais fáceis, o PROSUB vai nos dar ainda muitas alegrias, muitos empregos, muito conhecimento e muita saúde (reactor multi-proposito). No final de tudo serão 21 Submarinos ( 6 SNBR + 15 SBR) patrulhando o leito submarino do Atlântico Sul e Atlântico Norte.Teremos por direito próprio o nosso lugar no conselho de segurança da ONU (o nosso maior objectivo).

          • hahahahahahahahaah ….perdoe minha franquesa, voce tambem e mais um dos incautos a acreditar nessa grandesa que esta sendo vendida a muito mais tempo do que voce ja iveu. Quica algum dia em alguma decada mais a frente, Brasil chegue a ter o devido espaco no mundo e um povo com mais educacao e respeito, algo que esta fora do alcance atualmente. Seus numeros e ambicoes sao estapafurdios. Contiue sonhando, isso ainda e de graca. Continue discordando, mas nao se aborreca por nao perceber a triste realidade que esta bem a frente de seu nariz. Sds

        • Celso, se você ouviu sobre o programa nuclear da MB nos anos 60, você está confundindo as coisas. Me desculpe, não vou debater com você porque você é mal informado e está falando sobre um assunto que desconhece completamente. O que não o impede de ter uma opinião veemente sobre o que desconhece. É uma pena, pois assim você não vai aprender nada e vai continuar falando abobrinha

          • Pois eh, o sabio e profundo conhecedor do tema aqui e voce e outros, os demais sao leigos e ignaros (suas palavras). Esta escrevendo para a pessoa errada com certeza Sua opiniao miuda e tola e nao enriquece, so te desmerece mais ainda.. Voce tambem nao viveu ou vivenciou esse tempo dos IDOS anos 60 (entendeu ?). Abobrinha ou nao, nao entro em debate tecnico nunca, minha formacao e muito abrangente e com certeza nao me coloco como o bam,bam,bam, somente comento o que vi, vivi e li. Quem esta confundindo o assunto e voce mesmo por desconhecer absolutamente a historia disponivel. Adoro abobrinhas (degustacao), mas nunca tento impor minha visao de certos assuntos. Por outro lado, porque nao comeca colocando seu ponto de vista, contraponto etc…, e com base em sua vasta vivencia e experiencia ? paro quando alguem tenta ser ou supor que seja mais intelingente. Va plantar batatas OK, cada um com seu gosto. Voce esta longe de ser tao bem informado como tenta passar aqui com frequencia. Cresca e apareca, ganhe com merito e ai sim sera reconhecido. Alias com esse nick, jamais poderei cumprimenta-lo, parece coisa de crianca. Eu estaa la na USP em 1961 e vi e aprendi muito sobre o reator de pesquisa que foi instalado. Lembro-me perfeeitamente sobre a aula didatica que nos foi passado aa epoca por doutos e pesquisadores de entao nessa instituicao. O futuro desenhado por eles nessa epoca, ja nos passava inumeras possibilidades, inclusive sobre o tal aprendizado para futura construcao do reator. Faca as contas e observe com atencao o ano e o tempo……seja menos critico em relacao a minha pessoa e caia na real, ja se passaram mais de 50 anos. Quem e o tolo e ufanista aqui ?? Onde chegamos de fato hoje em dia e qto isso representou de fato e de retorno ao investido ate agora ??? Enfim, e sobre isso que versa meu comentario. Nem mesmo tomografos e outros equipamentos na area de saude ainda nao conseguimos produzir ou sequer alimenta-los com os sub produtos da area nuclear (isotopos ex;). Temos que importar a maioria de componentes. Entao , diga ai o porque de tanto ufanismo para construir um reator de SubNuc se nem suprir outras necessidades ainda temos. Pra que tanto gasto em usinas processadora de Yelow cake e centrifugas com o unico intuito de suprir um reator que sequer ainda foi costruido ?? Ta vem ZE Mane…tem muito assunto e pouco espaco, mas venha com mais respeito e menos agressoes que ai o tema ganha importancia real e necessaria e nao baboseiras muitas. Mesmo assim, , Saudacoes, com certeza voce deve ser pessoa do bem e com boas intencoes sobre o Brasil e o futuro.

    • Você sabe por acaso que esse programa nuclear também deu as ultra centrífugas de Resende, a capacidade do Brasil de enriquecer urânio, produzir yellowcake e hexafluoreto de urânio?

      Basicamente toda a cadeia de enriquecimento do urânio foi advento do programa nuclear da Marinha. Muitos deles foram alcançados a pouco tempo.

      Então falar que está “estacionado no mesmo lugar” é patético.

      • Pois e….mais um aqui com delirios de ufanismo……volte ao comeco dessa historia e sita a triste realidade e seus custos ate hoje bancados e ou desperdicados pela MB e seus comandantes. Faz-me comparar essa megalomania a da FAB com sua Barreira do Inferno e seus foguetes…….sentiu o drama ou ainda nao ?? Patetico mesmo e a defesa que voces fazem aqui sem compreender ou entender sobre todos os aspectos enolvidos nesa empreitada e que ainda esta muito longe de ser concretizada. Enriquecer Uranio, Centrifugas, ufaa novamente, isso ja esta sendo feito a muitos mais anos que voces imaginam, nao tem tanto segredo assim. Reparem que learam mais de 25 anos para enriquecer so um pouco de uranio para reabastecer Angra 1…e me parece que ainda assim, nao tem o suficiente para reabastecer Angra 2, o que dira entao de Angra 3 qdo e e se ficar pronta daqui a alguns anos. Se por acaso eu estiver equivocado sobre o assunto, me apresentem fatos fidedignos que possam ser comprovados e contrarios ao que escrevi. E assim que vejo e sinto, nao misturo reportagens tendenciosas e opinioes, prefiro a realidade nua e crua e `delirios. Sds

          • Talvez, e asua.??? ignaro util e tolo ??? venha para o bom debate e tenha argumentos, senao estara fazendo o papel que voce mesmo descreve. Brasil, pais de tolos, omissos e ignaros., vamos debater a realidade e nao devaneios. Tudo o que foi feito ate agora nessa area nao produziu resultados esperados….sera que aqui todos estao tao cegos assim ??? Outra coisa escrita por seubaita conhecimento……qtos paises mesmo enriquecem uranio no mundo ??? devem ser menos de 10. Porem escreva ai quais paises desse bloco produzem sub produtos para uso comercial na saude, na industria, na agricultura ? entendeu ou ainda nao ?? nao basta so enriquecer uranio gastando a fortuna q essas instituicoes estao gastando a dezenas de anos, se no final inumeras outras ficam de fora. Pesquisa meu, pesquisa,…sabemos q elas existem e sao de dominio, porem o que interessa nao voltou ainda. Sds

    • Amigo, creio que você está equivocado. Não tenho elementos para afirmar, mas acredito que a tecnologia nuclear brasileira tenha sido sabotada de todas as formas, tanto por gente daqui quanto de fora. Não esqueço da pressão da AIEA, uma década atrás, e da forma como fomos coagidos a aceitar a inspeção. Também não esqueço do livro do Dalton Girão Barroso e da celeuma que gerou, a ponto de pretenderem censurá-lo.
      Portanto, se você vê o copo meio vazio, eu o vejo quase cheio. E, em grande parte, pela obstinação do Almirante e pelo trabalho da Marinha.

      • Por obvio que pressoes existiram e existe ate hoje, mas nao da pra tapar o ceu com a peneira nao e mesmo. Desculpas, desculpas e sempre aquela nevoa de a encobrir qualquer coisa sobre o manto de segredo de estado e ou a famigerada seguranca nacional. arghhhhh….cansei de ler aqui opinioes e suas justificativas exdruxulas, quando na verdade quem deveria vir a publico com o minimo de transparencia nao o faz (MB). E agora tentam de todas as formas transformar esse tal Othon num heroi…me desculpem, mas os herois aqui somos nos que continuamos a pagar a derrama de impostos e sonhando com dias melhores. Heroi mesmo foi Tiradentes. Sds

          • Pois eh….e quem insiste em se identificar como Mabeco merece o que ??? Desde quando esse tal de Othon e melhor ou superior a qualquer cidadao honesto nesse pais. Um cara que vem torrando milhoes anualmente e ainda nao tem resultados criveis a apresentar. Ainda a ser provado, mas ja com fortes indicios que se locupletou durante todos esses anos. Tem uma aposentadoria que voce e outros milhoes jamais terao. Ate mesmo outrens se locupletaram e ainda se locupletam……argh Esse cara e heroi onde ? no que ? o que realmente fez e realizou que trouxe melhor qualidade de vida e beneficiou a seus conterraneos ?? Enfim, sao tantas perguntas e voce com certeza nao saberia responde-las.O que dizer de todos aqueles milhoes q peleiam desde as 5 hs da manha para ir ao trabalho e sustentar suas familias, o que sao eles na verdade ?? estes sim sao os herois dessa nacao. Me poupe com seu comentario vazio, afinal voce nao tem resposta ou argumento que seja . Brasil, pais de tolos. Sds

          • Só pra esclarecer a tréplica, os mabecos, caso você não tenha se dado ao trabalho de pesquisar, são canídeos africanos e, a despeito de não serem muito conhecidos, são exímios caçadores, que compensam o baixo peso pelos fortes laços do grupo e pela capacidade de ordenar taticamente a caçada.
            Quanto ao resto do post me abstenho de refutar argumentos moralistas tão rasteiros. Encerro aqui a discussão. abs

          • Prezado Mabeco, obrigado por sua expliccao sobre o canideo , mostra que voce pelo menos e profundo conhecedor do tema, mas dai a se comparar por suas capacidades……..voce nao tem ou nao sabe refutar meus argumentos nao e mesmo ?? Outra coisa, se nao sabe enrar num debate, nunca tenha a pretensao de encerra-lo, afinal, quem voce pensa que e ? Minha opiniao nao e moralista, voce confunde e muito sua opiniao e nao tem argumento para refuta-las. Nao se abstenha nao, nao mordo e nao saiu latindo tambem, muito menos abano o rabo para qualquer agrado. Sds

  13. Caramba! Os caras estão produzindo uma marinha nacional de país de primeira linha de respeito, somente nos seus estaleiros…

  14. Estou torcendo para uma boa proposta sul coreana.
    Já que disseram ai sobre a oferta italiana e depois Fremm, prefiro especular e torcer pela oferta sul coreana e depois KDXII.

    E sonhar com a 03 daqui algumas décadas.

  15. Desculpinha “Nutela” para sair fora do programa, por que todos já sabem que o Brazyl está falido economicamente e vai precisar de 10 a 15 anos para se programar como um “país” outra vez. A programação de construção de navios de guerra pode ser distribuída para outros estaleiros associados, se houvesse dinheiro do Brazyl para pagar estes navios, certamente entrariam num acordo para se construir em algum lugar……

    • Correcao Marcelo, o Brasil, o nosso Brasil nao esta falido, quem esta falido sao as instituicoes. Nos e que sustentamos esses porqueiras e seu sitema corronpido e nada fazemos. estamos a merce de um modelo falido a mais de 80 anos e ainda nao nos demos conta a altura para proporcionar essa mudanca. Brasil, pais de tolos, omissos e ignaros.

  16. Realmente, caro Fábio. Os chineses por exemplo, lançam corvetas, fragatas, destroyers modernos a warp speed. É difícil até não perder a conta. Enquanto sso, no Brasil os estaleiros todos indo a tona por falta de trabalhos, e a MB fazendo exigências mirabolantes, abrindo concorrência só no exterior para quantas unidades? 24? 18? Não, amigo… QUATRO!!!!! Haja paciência, meu.

    Abs

    • João Moita, tem um monte de matérias sobre o programa da classe Tamandaré pra você se informar antes de comentar e escrever coisa errada.

      A concorrência é entre estaleiros estrangeiros que terão que fazer parcerias com estaleiros brasileiros para construir a maior parte dos navios (senão todos) no Brasil. Ou seja, pra gerar trabalho aqui e atender a índices de nacionalizacque facilitem a futura manutenção local dos navios.

      Pessoal, uma opinião que vale pra muitos, de forma geral: a cada dia eu vejo comentários cada vez mais mal-informados, tirando os de veteranos deste espaço. E não tem desculpa pra isso, a não ser a preguiça de ler e se informar direito: no campo busca do blog, o ícone da lupa no canto superior direito, dá pra acessar milhares de matérias de dez anos deste blog – incluindo matérias recentes sobre o programa da classe Tamandaré.

      Não deixem as opiniões rasas e o apego ao falar por falar, ao invés de se informar com fatos, o que é cada vez mais comum nas redes sociais, estragar o debate neste espaço.

    • Pois é, eu ia comentar justamente isso que o Nunão falou. O João comenta aqui a tanto tempo. Pra que comentar esse tipo de coisa? É foda. Isso afasta os caras que sempre trazem informações de qualidade pra gente aqui, quando não dão uma aula pra nós, leigos.
      Ajude aí João…pq se der corda, logo mais isso aqui vira um PB da vida.

  17. Prezados,

    Não vejo nenhuma exigência “mirabolante” da MB.

    Existe um projeto detalhado desenvolvido em conjunto pela MB e Vard. A MB ainda permite que o concorrente apresente, ainda, um projeto próprio. Desde que esse seja superior ao projeto MB/Vard.

    Ademais, 3 ou as 4 devem ser construídas no Brasil.

    Quanto à desistência da DCNS e os rumores sobre a desistência da BAE, a DGEPM já esperava que algumas das empresas que se mostraram interessadas, nao apresentariam propostas.

    Grande abraço

    • Essa notícia da Bae é nova, a DCNS(Naval group) também é nova, mas parece que eles ao invés de apresentar uma proposta vão se aliar aos Indianos, obviamente eles sabem que não tem a menor chance, mas já descolam um parceiro forte lá na Índia para futuros projetos da marinha Indiana

  18. Prezados,

    Desconheço qualquer favorecimento a Ficantieri. Não havia obrigatoriedade de se fazer concorrência. Assim, se fosse “carta marcada”, bastava contratar diretamente o estaleiro supramencionado.

    Grande abraço

    • Com todo respeito merecido a voce prezdo Luiz Monteiro, mas entao e porque isso foi feito ?? sera q sob os holofotes do gde publico e outros essa MB e seus comandantes resolveram ser tao transparentes assim ? em se trtando de seguranca nacional e dado os meios estarem a beira da falencia completa, nao era melhor tomar as redeas , respeitar as opinioes de seus oficiais e usuarios e partir logo pra solucao ? essa demora ja esta custando qto mesmo ?? enfim caro Luiz Monteiro, e como penso e as vezes escrevo (raridade) falta muita transparencia e realidade ao alto comando da MB. Voces parecem nao fazer parte da solucao, ao contrario, querem valorizar e fazer parte do problema e nao entendo o porque. Por favor, nao precisa explicar a tal falta de recursos, isso nao e desculpa, afinal a solucao esta ao alcance, falta coragem mesmo para toma-la. Perdoe minha franquesa, ja ivi muito mais do que imaginei e o pais do futuro ainda esta na rabeira, garanto que nao por minha causa, ja trabalhei e contribui mais de 45 anos, e pouco ou quer mais ??? Sds

      • De que demora você está falando, Celso?
        A concorrência para selecionar o futuro construtor da classe Tamandaré foi aberta no final do ano passado.

        • E dai Nunao ?? a quantos anos esse assunto esta em pausta mesmo ??? nao perca o seu foco no assunto, isso ja nao e mais demora, virou novela a tal substituicao e construcao dos meios como corvetas e fragatas. Eu estou aqui com voces a mais de 15 anos e nao sou um expert nas questoes tecnicas, mas nao tao ignaro tambem. Os mais recentes aqui talvez nao saibam ou conhecam a historia ou onde ela realmente comecou (substituicao dos meios). A verdade esta acima de especulacoes e melindres. E impossivel defender o indefensavel e voce sabe muito bem disso. Estamos ao lado e continuamos a apoiar a MB, porem certos assuntos e a falta de acoes concretas beiram a irresponsabilidade, tanto faz se politica ou militar. Sds

          • Celso, eu só fiz uma pergunta, não comece a elevar o tom desnecessariamente.

            Perguntei de que demora estava falando, pois seu comentário vinha de uma resposta a um tema específico que vinha sendo tratado, da MB ter aberto uma concorrência para a construção da classe Tamandaré. Esse era o foco da questão.

            Mas, pela sua resposta agora, percebi que quando aparentemente contrariado você partiu para a questão geral, de reequipamento no longo prazo, para o qual qualquer um percebe facilmente que há uma demora absurda, saindo da questão específica da concorrência em si, na qual não está havendo demora.

            Então, falando de foco, é você que o perdeu na questão específica da qual se estava falando.

            Na demora geral, do reequipamento atrasado há décadas, concordo com você, mesmo porque os fatos falam por si. Mas numa suposta demora específica da concorrência da Tamandaré, discordo, pois a mesma foi aberta e apresentada formalmente no fim do ano passado.

        • Voce e liso mesmo ….bate com uma mao e afaga com a outra …..desde qdo estou contrariado ?? ou sera que so devo aqui aceitar o que leio. Voce entendeu mesmo ou compreendeu o que escrevi ?? acho que nao. A demora explicita a que me refiro voce conhece muito bem, e disso que escrevo e ja vem desde os idos 2000, ou sera que tambem tenho que ser vaquinha de presepio e concordar com aquilo que voce e outros escrevem aqui /?? nao posso ficar indignado como qualquer cidadao ?/ infelizmente nesse pais, voce e muitos perderam essa capacidade…INDIGNACAO. Nao adianta muito apontar responsaveis, adianta sim tomar providencias e mais ainda, exigi-las. Entendeu agora\ o meu ponto de vista e ou atitude ?/ isso ja venho fazendo a mais de 30 anos. Se sou ou nao ponto fora da curva, estou tentando fazer a minha parte. So o contraditorio sobre tantos temas pode ou podera mudar a visao das coisas. Sera um otimo recomeco para o Brasil e para todos. Chega de conversa mole ou desculpas ou sei la o que. Demora absurda ou nao, estamos aqui debatendo e muito a seguranca da patria, de nossas familias e investimentos. Se voce ler com calma o que escrevi ao Alm Monteiro, entendera o porque de meu questionamento e ou opiniao. Melhor ainda, a resposta que recebi , entendi e compreendi, talvez nao concorde, mas fazer o q que nesse momento alem de mostrar minha preocupacao como muitos outros o fizeram. Esse assunto Tamandare citado por voce mesmo , ja mostra bem como tantas coisas as vezes sao tratadas com muita displicencia, e outras ate rapidas demais para nosso gosto ou desgosto. Perdoe se fui grosso ou direto demais, foco tem a ver com o todo de uma questao, nao somente um pedaco da mesma. Infelizmente o assunto se estendeu e o foco idem, nao da pra ler tanta informacao equivocadas. Sds

      • Prezado Celso,

        Comente sempre, é importante e nos dá a oportunidade de esclarecer.

        A licitação não é obrigatória nesses casos. Todavia, a MB resolveu fazer um convite e seleção para criar uma “concorrência” entre grandes estaleiros/projetistas com intuito de conseguir melhores preços, melhores condições de pagamento, melhor qualidade de produto e maior capacidade dos meios a serem escolhidos.

        Caso escolhesse diretamente um deles, sem que eles concorressemn entre si, o preço é as demais condições que citei acima seriam muito menos vantajoso para a MB.

        Grande abraço

        • Obrigado por colocar esse ponto de informacao no assunto. Eu mesmo nao havia racionado com essa hipotese. Nos os contribuintes e patriotas, esperamos mesmo que isso seja possivel e que a MB tenha o melhor dos mundos na aquisicao. Sds

  19. Prezado Luiz Monteiro, então além da Navantia, a DCNS e a BAe desistiram do certame ?? É isso mesmo ?
    Deste jeito a construção vai cair no colo dos orientais ou dá Fincantieri.

  20. Reservas cambiais ou internacionais não existem para pagar contratos. Nem para servir de garantias para as Armas comprarem aviões, navios ou blindados.

    A MB tem seu orçamento. A despesa reservada divulgada em blogs de defesa é US$1.500 bilhão ou US$370 milhões por unidade. Segundo a descrição também divulgada nos blogs com materiais de construtores navais serão 4 vasos oceânicos leves como corvetas ou fragatas.

    Construtores ingleses e alemães têm padrão de construção acima do valor. Asiáticos e indianos são turma nova com preço mais em conta, mas seguem o padrão europeu do puxadinho. E instalam máquinas as quais nunca ouvimos falar.

    Então não será somente preço, penso. O valor também está incluído. Nao utilizamos destróieres porque não temos grana para construir nem comprar. Também não temos nada para destruir.

    Queremos escolta oceânica para xeretar a costa da Africa, atender a ONU e…e…atender nosso planejamento estratégico descrito no PAEMB, PROSUPER e Livro Branco da Desfesa. Quem quiser saber o que, como, porque, deve ler os 3. O problema começa em quando e quanto.

    Quanto tem sido nosso inferno porque o país está quebrado. O Brasil quebrou. Como todo país quebrado o risco de postergação, prevaricarão, atrasos, interrupção e calote é alto. Nossas compras de oportunidade também acontecem quando é mais interessante atrasar nosso desenvolvimento e quem nos vende conta com isso.

    Apesar de estarmos no grupo das 10 maiores economias e das 10 maiores reservas cambiais, não possuímos patentes de praticamente nada e não sabemos sequer…sequer produzir um motor diesel simples de 2 tempos. Poderíamos ter comprado a Detroit da GM no início dos anos 2000.

    O EB tem propriedade intelectual do Guarani 6X6, mas como não temos fabricante nacional a Iveco da Fiat vai entregar os blindados. A Fiat deve vender a Tritec. Seria uma outra oportunidade de nacionalizar uma produção de máquinas e motores diesel ainda que para veículos leves. Depois viriam os maiores.

    Somos pobres porque remetemos royalties. Porque pagamos licenças. Porque não registramos patentes. Porque temos competências mas nossas capacidades sempre foram sabotadas ou fracassaram na falta de inteligência.

    O PROSUB nuclear nasceu dentro do IPEN da USP. O reator do antigo IEA foi doado nos anos 1950 pelos norte-americanos para pesquisa e produção de radioisótopos e serviu de base de estudos para a MB chegar até as centrífugas partindo do Ciclotron do IPEN.

    Por falta de resultados após 30 anos, a MB pensou no absurdo de utilizar o próprio reator do IPEN. Já são quase 40 anos. A CNEN construiu as instalações de Aramar em Ipero para instalar o reator multiproposito da Nuclebras que será resfriado com as águas do Rio Sorocaba (não imagino aonde guardarão os rejeitos) e produzirá combustível e radioisótopos. O reator da MB, também produzido em Aramar, ainda não existe porque o vaso não foi concluído.

    Temos o urânio. Enriquecemos a 19,5 nas centrífugas. Falta o vaso e o sub. Falta picar o tratado de não proliferaçao, falta comecar a fazer para descobrir o que irá faltar. Sabemos que faltará grana porque a MB gastou 31 ou 35 e tem ainda uns 12 para terminar o Riachuelo, começar os outros 3 Scorpenes e iniciar o nuclear.

    Provavelmente ficaremos com 1 Scorpene. Talvez 2 Tamandarés. E o urânio enriquecido esperando pelo vaso.

    Lembro do Comandante Othon nas instalações do IPEN nos anos 1980. Também do Comandante Carneiro. A nata da inteligência da MB.

    Infelizmente não foi suficiente. Ainda não.

    • Prezado Esteves, melhor comentario que li entre muitos, e sei que esta bem perto da realidade. Porem continuo a fazer um reparo triste, o Brasil nao esta quebrado, infelizmente os desvios e gastos absurdos induzidos por legislacoes burras e instituicoes corronpidas da base ao topo (funcionalismo publico) e a total inanicao dos contribuintes que nao se importam com isso, nos levam a uma leitura interpretativa equivocada. No mais prezado Esteve, eu acompanho essa historia desde 1961 qdo ainda ao final do primario na escola, fui agraciado com uma visita a esse reator la na USP ( bons tempos) e ainda recebemos uma senhora aula teorica sobre o assunto nuclear e seu aproveitamento futuro em diversas areas da ciencia (fato hoje amplamente conhecido). Enfim, tbm acredito q a MB nao tera alcancado a execucao de todos os meios em razao do que voce expos . O tempo ainda sera o senhor de todas as razoes, aguardemos pois, afinal o Brasil ainda e o pais do futuro (que nao chega nunca)

        • Verdade Bardini, e como se reconhece tambem um arrogante que acredita piamente ser profundo conhecedor dos assuntos aqui comentados. Deus no ceu e voce Bardini aqui na terra . Cresca e apareca, deixe de ser moleque e querer ser mais do que eh realmente ou acredita.

    • A ideia central do seu post tem tudo a ver com algo que defendo.
      Desenvolver, fabricar, etc não é difícil.
      Qual a dificuldade em se fabricar um blindado que você diz que a propriedade intelectual é do EB?
      E patentes?
      A China fabrica de tudo
      De frisos para cabelos a brinquedos.
      De lápis de cor a relógios simples de mesa.
      Muitos são produtos comuns.
      Não há a menor necessidade de importarmos tais produtos.
      Termômetro? Aparelho para verificar pressão?
      Umidificador de ambientes?
      Precisamos de patentes.
      Muita gente gosta de complicar.
      Projetar, desenvolver? Tudo é fácil.
      Aqui nós não fabricamos sequer lanchas rápidas com fins militares. Compramos da Colômbia.
      Algo muito simples. Um barco com algumas características militares.
      Tantos rios amazônicos e do Pantanal precisando ser patrulhados.
      E uma das poucas empresas brasileiras que projetam vamos vender… Não está certo isso.
      Se a Boeing quiser parceria, bem. Se não quiser, problema dela.
      A população precisa protestar para valer.
      Golden Share é para isso. Sem concordância do governo nada feito.
      Querem matar uma empresa nacional em troca de um trocado, sem trocadilhos…

      • A dificuldade de fabricar um blindado aqui é que não produzimos motores. Até podemos importar sistemas e armas, mas é vergonhoso ter que depender de máquinas como motores diesel produzidos aqui sob licença.

    • Se você lembrar que da Coreia do Sul é o lar da Samsung, LG, Hyundai, Kia e que a chinesa Lenovo comprou a IBM e a Motorola e que ambos os países projetam e fabricam localmente navios de guerra que ainda estamos longe de projetar e produzir aqui no Brasil e por preços mais competitivos do que os países europeus.
      Trabalho em uma editora evangélica e tradicionalmente imprimimos nossas Bíblias de estudo na SBB – Sociedade Bíblica do Brasil, em São Paulo onde seu parque gráfico é especializado para a impressão no fino papel Bíblia. Mas quando precisamos imprimir uma Bíblia de estudo com paǵinas coloridas e com fotos, mandamos imprimir na Coreia do Sul pois além da qualidade de impressão ser superior o preço será menor do que o cobrado aqui no Brasil, mesmo incluindo aí o custo do frete marítimo.

      • A Lenovo não comprou a IBM. O que a empresa chinesa fez foi comprar a parte da IBM que produzia PCs, mas a IBM é infinitamente maior do que você imagina para que a Lenovo possa simplesmente “comprá-la”.

        Além disso, fabricar navios de guerra é algo bastante diferente de imprimir livros, por mais difícil que seja a impressão destes, portanto a comparação é inválida. Fabricar navios de guerra também é muito diferente de produzir smartphones e tablets. E, ainda que os coreanos e chineses produzam os seus navios de guerra, isso não quer dizer que eles possuam a qualidade que a MB deseja, nem que eles terão a capacidade de produzir a Tamandaré com um preço competitivo nem no cronograma correto. Se os orientais fossem tão absurdamente capazes na fabricação de navios de guerra, eles teriam as maiores e melhores marinhas de guerra do mundo, o que, por enquanto, não é verdade.

        No mais, não estou desmerecendo os chineses e sul-coreanos, só não é possível idolatrá-los como experts quando o mercado é muito mais competitivo do que se imagina, e os grandes estaleiros europeus ainda possuem muito know-how e qualidade técnica. Fabricar petroleiros é muito diferente de fabricar uma corveta.

        Quem irá determinar a qualidade dos projetos dos orientais é a MB, e, na minha opinião, por mais que alguns estejam maravilhados com a suposta “qualidade” e preço competitivo dos projetos dos coreanos e especialmente dos chineses, eu aposto todas as minhas fichas que um estaleiro europeu ganhará o certame (principalmente a Fincantieri).

        Sds.

        • Perdão, simplifiquei a operação da Lenovo por preguiça de digitação. Mas a Lenovo comprou a unidade de PC’s e notebooks e isto não altera o conceito de que países orientais conseguem produzir produtos de qualidade se o mercado onde quiserem se inserir assim o exigir.
          Lógico que a produção de um navio é diferente da produção de um livro, assim como é diferente da produção de um carro ou de um smartphone. Mas isto não torna a comparação inválida em absoluto. Países asiáticos conseguem competir em diversos ramos da indústria com países europeus, muitas vezes se equiparando em qualidade e com preços melhores. Seria uma questão de tempo para isto acontecer no mercado de engenharia naval e já está acontecendo.

      • Errado…a Lenovo nao comprou a IBM, somente o direito a produzir tablets, maquinas relativas , etc…..o nucleo da empresa em know how soft e hard e 100 % americana. Meu filho trabalha la. Ops, Daglian ja se antecipou rrsrsrsrsrs

  21. O bairro do Butantan em SP foi escolhido para abrigar o reator do antigo IEA porque nos anos 1950 aquela região era mato e mato. Mato e onça.

    Passados 70 anos os subterrâneos do IPEN estão abarrotados de lixo e luxo nuclear. A água que resfria o reator é despejada no Rio Tiete. Decanta. Mas…decanta quanto? E os rejeitos?

    E Ipero? Quanto de luxo e lixo radioativo será produzido na RM de Sorocaba? Qual a degradação provocada pelo resfriamento nas águas do Rio Sorocaba? Os trabalhos são constantemente interrompidos por falta de recursos. Como está a segurança em Aramar?

    Qual a capacidade de estocagem de combustível + rejeitos em Ipero? Caso aconteça um acidente como o de Alcantara quais serão os impactos em uma das maiores regiões metropolitanas do país?

    A vida não é só empurrar água.

  22. Se não conseguimos dar partida no A12, imagina ligar máquina chinesa. Ou indiana.

    Ficantieri. Se as máquinas não forem MTU serão Isotta. A gente conserta.

  23. Lembrando que, conforme já foi noticiado aqui mesmo no Poder Naval, o plano A da MB é a produção do projeto nacional da classe Tamandaré e o plano B seria a produção de um projeto de algum dos estaleiros concorrentes.
    A MB, prioritariamente, quer a Tamandaré, não uma mini-FREMM, ou type 54 ou Meko A200.

  24. Quantas oportunidades a industria naval brasileira perdeu nesses ultimos 30 anos de desgoverno…ao inves de construirem uma naçao os criminosos que se disfarçaram de politicos tentaram, e quase conseguiram, nos tranformar num vacuo a ser ocupado por potencias estrangeiras. Ja tivemos uma das maiores industrias navais do mundo…e hoje temos, no minimo, 70 mil assassinatos anuais…isso oficialmente, pois os assassinatos de fato e nao registrados devem ser duas a tres vezes esse numero…sem contar as mortes por drogas e nas filas dos hospitais.

    Ques essa escoria corrupta disfarçada de politicos apodreça nas cadeias, e que Deus me perdoe, que terminem como suas vitimas…

  25. A atual corrida armamentista está levando os bons projetos de navios de guera a receber macissas encomendas. O nosso programa Tamadaré, frente aos programas dos paises de bom poder economico é irrelevante. Ninguém que está com sua carteira de pedidos bem abastecida vai se dar ao trabalho de criar uma nova estrutura de produção para um barco diferente e produzindo poucos exemplares. Os grandes centros de construção naval, como: Coréia, China, Japão, Holanda, Alemanha,Itália e França é que poderiam abraçar esse projeto. O custo? Bem, este seria bem afetado pelo encargo de executar um projeto desconhecido e, certamente, com muitos detalhes a solucionar.

    Pessoas como o Almte. Othon é que ainda fazem ter esperança na evolução da nossa tecnologia. Muitas correntes extremistas não aceitam isso e ficm a exacerbar situações e tentar demonizar pessoas de grande valor e patriotismo.

    • Luiz Floriano, os grandes patriotas de real valor são a imensa maioria da população brasileira ordeira e honesta que trabalha e paga impostos escorchantes e não tem a contrapartida em serviços básicos que o Estado deveria proporcionar, seja por atuação direta ou por concessão. Os agentes do Estado, sejam civis ou militares, eleitos, concursados ou estatutários, quando muito cumprem com sua obrigação e, salvo poucas exceções, representam muito mal nossa nação!

  26. Estamos a anos sendo enrolados com Frems , Corvetinhas , etc , a MB por favor tome vergonha , compre umas fragatas de Seguna , e adiante construa fragatas , estas corvetinhas para nada servirão , não têm o projeto MK!0 ,refaçam -no e sigam a adiante , estas corvetinhas somente servirão como batedeiras de claras de ovos , é só o mar encrespar , ficarão inoperantes , ponham a cabeça para pensar e no lugar .

    • Ney, procure aqui mesmo no Naval mais informações sobre a concorrência e verá que tanto empresas russas quanto chinesas pegaram as diretrizes da MB, mas se vão enviar proposta ou não é outra história.

  27. Se a decisão for escolher o projeto do CPN/EMGEPRON, que aproveitem os estudos feitos especialmente para a MB para pensar em uma nova classe de fragatas.

  28. Chega a ser absurdo o que leio nesse blog, a falta de respeito com um herói da pátria, Almirante Othon está sendo “punido” pelo agente da CIA de Curitiba por acreditar no Brasil, e ainda têm direitopata babaca achando que ele é ladrão! Ladrão é o Judge Murrow! VIVA O BRASIL! VIVA O ALMIRANTE OTHON! Quando as ratazanas saírem vamos dar a esse país navios da dimensão que ele merece e essas corvetinhas pós-golpe de segunda classe, bom elas vamos mandar pra CUBA! Porquê o naviozinho de país pequeno! Brasil Potência! Brasil Primeiro! Brasil Acima de TUDO E DE TODAS AS RATAZANAS NEOLIBERAIS! BRASIL LIVRE! PENA DE MORTE PARA OS TRAIDORES NEOLIBERALISTAS!

  29. Marujo 20 de Abril de 2018 at 14:27

    Mais respeito com o Almirante Othon. Para mim, ele é um herói.
    ===========================================================

    Pra mim é um ladrão como qualquer outro no país.

  30. Esse tópico virou um verdadeiro muro das lamentações, cheio de gente indignada que não tem a mínima ideia sobre o que está falando.

  31. Manter o Prosub . O cronograma da MB está correto quanto às Tamandarés e acredito que haverá compra de oportunidades. Sem contar ainda com os Navios patrulhas oceânicos e os nossos patrulhas fluviais. Muito serviço dinheiro e vontade para investir.

  32. O post foi colocado para comentários sobre a desistência dos espanhóis e o desejo da MB de continuar com o Prosub e com as Tamandarés.

    O Poder Naval publicou os conceitos de vasos oceânicos de guerra à partir da construção naval norte-americana. Corvetas e fragatas não foram pensadas para a guerra contra navio. A estrutura desses navios não suporta esse combate. São vasos de escolta.

    Mas os construtores europeus começaram o estica e puxa e patrulhas já são oferecidas como fragatas. Quem paga, manda esticar.

    Chegaram os asiáticos, indianos e coreanos. Reduzem a qualidade do aço, a espessura das chapas, a composição das soldas, roubam propriedade industrial e o preço cai.

    A salva de mísseis disparada contra a Síria saiu de alguma fragata norte-americana?

    Sabemos fazer. Mas não temos armas, máquinas, radares…penso que só temos uns 30%. Sabemos o que não dá certo porque as Inhaúma estão aí como fantasmas.

    Americanos usam vasos patrulhas imensos na Guarda Costeira que aprendi aqui, custam mais de 700 milhões de dólares, são oceânicos e cumprem missões anfíbias. Mas sao navios costeiros.

    A MB se define como marinha de guerra oceânica, mas a guerra que a MB trava é contra ela mesma. Com custeio de 80% nunca sobraram recursos. Nem sobrará. Compramos ofertas e oportunidades porque P&D demora, é caro. Não é nosso histórico desenvolver. Compramos pronto.

    A Índia foi o único país que pertenceu a uma empresa. A Cia das Índias era uma imobiliária inglesa que cedeu a independência aos indianos em 1949. Eles (indianos) já tem propriedade industrial sobre máquinas, motores, veículos, navios, satélites e até do ovo que ainda importamos.

    Chineses e coreanos também. Aprenderam a construir.

    Faz sentido comprar cópia de gente que roubou propriedade industrial, copiou, reduziu qualidade e baixou preço? Carro indiano presta? A Tata comprou a LandRover. A fábrica mudou pra Índia? Carro chinês presta? Por que um navio de guerra chinês copiado de construtores europeus que implementaram o puxadinho no conceito da construção naval norte-americano, prestaria?

    Qual foi o batismo de fogo dessa turma? Qual é mesmo o nome do fabricante das máquinas?

    A MB quer cumprir a Constituição ou quer desfilar para a ONU? Li aqui no Poder Naval que 70% dos nossos meios não estão operacionais. A realidade de outras marinhas oceânicas é 50%. Se fosse possível seguir o mundo civilizado para cada 4 Tamandarés cumprindo missão outras 4 estariam não operacionais. Se temos 4, uma seria para treinamento, 2 encostadas e somente uma em missão.

    Agora entendo porque os norte-americanos avançaram de forma tão expressiva na quantidade dos meios.

    Logo, com custeio de 80% nas Armas, comprometimento de 90% do PIB, um oceano inteiro com fronteiras que somente nós reconhecemos, como é possível manter uma marinha de guerra oceânica? Não dá pra rever isso e pensar nas nossas costas?

    Penso que sei sobre o que comento. O programa nuclear da MB entrou na menopausa. Mais de 40 anos. Não tem volta. Mas não há grana para mais 3 Scorpenes. Só dá pra terminar o Riachuelo. A grana do nuclear terá que sair do PROSUPER que ira viver de oportunidades e, talvez, de 1 ou 2 Tamandarés.

    Muito bacana um sub nuclear. Melhor ainda 10 AIPs com motores de ciclo fechado tipo stirling que os japoneses estão aprendendo a fazer com a Saab. Ou não? O que e quem iremos caçar com 1 único nuclear quando estiver operando em…2035? Que tipo de vasos de guerra existirão em 2040?

    Muito bacana desfilar fragatas de 40 anos no Líbano. Penso que pensam que somos apegados à essas coisas. Adoramos pintar fragatas.

    Dizem alguns historiadores que Cabral contava com uma frota de 40 Naus financiada por mercadores venezianos e otomanos para garantir o domínio do Atlântico Sul. Com 4 Tamandarés? Melhor com 10 patrulhas?

    Os tempos mudaram.

    • Esteves…
      .
      como já escrito muitas vezes aqui, cada marinha é livre para classificar seus navios como quiser. A US Navy quis manter a tradição de seus “DESRONs” ou Esquadrões de Destroyers, que incluíam também fragatas da classe “Oliver Perry” quando elas ainda estavam na ativa, então manteve o termo “destroyer” mesmo com navios imensos de mais de 9000 toneladas de deslocamento e que irão “crescer” um pouco mais com a nova geração de Arleigh Burkes, a “III”.
      .
      O termo “destroyer” é ultrapassado quando leva-se em conta que originou-se do termo
      “Torpedo Boat Destroyer”, ou seja, um navio destruidor de torpedeiros e nem há mais
      torpedeiros há décadas, então encurtaram para “destroyer” e os países de fala espanhola seguiram com o termo “destructor” enquanto o Brasil ficou com o termo
      contratorpedeiro.
      .
      Seja como for “destroyer” também é um navio escolta quando está escoltando outro navio, mas, pode operar independentemente assim como o fazem corvetas e fragatas
      e por enquanto a maioria dos “Arleigh Burkes” da US Navy do vigésimo nono em diante
      nem mesmo embarcam mísseis anti navios “Harpoon” embora um míssil anti aéreo como o SM-2 e mais ainda o SM-6 sejam capazes de atingir navios, não é a solução ideal e
      espera-se que no futuro próximo possam contar com um novo míssil anti navio.
      abs

      • Uma aula sobre classificação de navios.
        Fica todo mundo aqui falando em escolta, mas imagino que se querem fragatas e corvetas como navios independentes e não para escoltar nada, não é isso?
        Não temos o que escoltar…

        • Escolta é só um termo que a marinha brasileira utiliza enquanto a US Navy
          prefere o “combatente de superfície” que lá é dividido entre grandes,
          cruzadores e destroyers e pequenos que são atualmente os LCSs e
          futuramente as novas fragatas…apenas isso…é uma forma diferente de
          chamar um navio…escolta aqui é igual a combatente de superfície lá.
          .
          Um cruzador e normalmente 3 destroyers costumam “escoltar” um NAe, porém, tanto cruzadores como destroyers operam independentes também
          foi o caso do destroyer USS Laboon que recentemente lançou mísseis contra a Síria…ele foi enviado para uma missão independente e pode ou não interagir com outras unidades da US Navy e aliados que estejam em
          um determinado teatro de operações.
          .
          Nada impede que “escoltas” ou “combatentes de superfície” da marinha brasileira venham a operar/escoltar com navios como o “Bahia” por exemplo, coisa que aliás já foi feito e também operem em missões independentes como na participação da UNIFIL no Líbano.

          • Eu creio que a denominação “escoltas” vem da 2ª GM, para navios militares que escoltavam comboios de navios cargueiros civis contra ataque de forças inimigas…

      • Grato por ensinar mais essa. Vcs tem muita paciência e clareza nos comentários. Ainda não entendi essa história de escolta seja ela com corvetas ou naves maiores se, ao que me pareceu, não temos o que escoltar. E não teremos.

        Então, penso como seria uma marinha litorânea ou uma marinha com meios navais patrulheiros ainda que offshore. Ou, melhor que fosse offshore. Definidos como marinha de guerra recordo, novamente, da musiquinha do Juca Chaves.

        Guerra com quem?

        Vejo a construção naval peruana, chilena, colombiana, adiantando-se de nós outros. Enquanto pensamos em uma marinha que não existe sei lá se a Bolívia não aparece com novidades.

        Deu pra perceber que venho aqui para aprender. Li o PAEMB, o PROSUPER, o Livro Branco, e enquanto lia a janela me mostrava vivendo em uma Suécia do Atlântico Sul. Suécia contaminada pelo pré-sal.

        Sabemos o que vai dar essa história das Tamandarés. Nosso passado nos condena. Também sabemos que Prosub alagou. Quando li sobre o aditivo em Ipero que aumenta a despesa de 1 contrato em 2,8 bilhões…pareceu-me que a MB já não se importa mais nem com o quanto. Ela só quer, só pensa em namorar.

        Torço pelo nuclear, mas precisaremos de um presidente de aço para picar o contrato de não proliferaçao porque me garantiram aqui que chegamos a 19,5% de enriquecimento.

        Aquele curtter de 700 milhões que vc explicou seria um nítido exagero para nós, mas metade dele se aprendêssemos com os americanos como fazer e uma frota de subs AIP talvez ficasse mais adequado ao nosso orçamento.

        Talvez. Nada entendo. Aprendo tentando evitar o que me ensinam. O que aprendi aqui com vcs é que sobra vaidade na nossa MB.

        • Não vejo porque os “outros” estariam melhores em construção naval Esteves, até porque existem necessidades diferentes…a marinha peruana precisava muito mais do que nós dos ditos navios de guerra anfíbia como os classe “makassar”.
          .
          A marinha brasileira é igual a grande maioria das marinhas do mundo, ou
          seja, permanecem basicamente em seus “quintais” às vezes com alguma missão ou treinamento no exterior e só…o fato da Guarda Costeira dos EUA ter alguns de seus “cutters” excessivamente grandes se deve ao fato de que ela pode e deve reforçar a US Navy se necessário onde for preciso,
          assim como os fuzileiros navais deles possuem aeronaves para operar a bordo de NAes para complementar esquadrões da US Navy.
          .
          Quanto ao termo “escolta” se puder leia o que escrevi ao Nonato…é apenas um termo utilizado pela marinha brasileira que particularmente não gosto, pois, nem sempre um navio de escolta estará escoltando outro navio
          apenas é adequado para fazer uma escolta se necessário for devido à características próprias como armamento, velocidade, manobrabilidade,
          sensores, etc.
          .
          Quanto a “vaidade da marinha”, todas as marinhas possuem planos “mirabolantes”, mas, são apenas “planos”, perguntas feitas a ela do que é necessário e a marinha pode até “exagerar” porque sabe que sempre receberá …se receber…muito menos do que pede e assim tem sido e a prova são as inúmeras revistas de “defesa” dos anos 70 e 80 que ainda guardo…está tudo lá…o que a marinha quis e o que a marinha recebeu 🙂
          abs

  33. Sobre a IBM.

    A empresa retornou à vocação iniçial que sempre foi a de produzir patentes. A divisão de computadores pessoais como notebooks foi vendida para a Lenovo. A divisão que produzia pcs de mesa fechou.

    A IBM registra algo em torno de 3 mil patentes por ano. Como comparação, o Brasil requer umas 500. Gente fica é rica porque é e não porque está.

    A divisão de celulares da Motorola foi vendida para a Lenovo. A aventura dos inventores da rádio chamada custou caro aos americanos. Fabricar é atividade dos anos passados. Indústrias modernas produzem inteligência. Quando a Google comprou a Motorola viu que o negócio não se sustentava. Vendeu aos chineses perdendo bilhões.

    Quando a MWM produz um motor diesel aqui, a matriz na Alemanha recebe royalties. Quando compro um motor diesel alemão recebo um pacote fechado. Abrir custa uma guerra.

    O índio boliviano invadiu as refinarias da Petrobras para aprender a fazer. Quem nacionaliza quer ver como é dentro.

    Lendo tanta riqueza de detalhes e enorme conhecimento técnico naval aqui no blog pergunto se o que sobra para a MB é somente fazer política.

    O PIB da Rússia é idêntico ao nosso. A economia russa é capenga como a nossa. A nossa vai piorar porque os europeus pegaram salmonela na carne que vendemos a eles e cortaram 20 frigoríficos entre eles a BRF que perdeu 1,1 bilhões em 2017. Vai perder outros bilhões em 2018.

    A BRF quer Pedro Parente na presidência do Conselho deles. Mas Parente preside a Petrobras. Parente ainda preside uma operação cambial e de ações na Bolsa. O executivo disse que pode levar a Petrobras às terças e quintas e a BRF toda segunda, quarta e sexta.

    Na Petrobras, meio período. Horário de almoço flexível. Helicóptero na porta.

    A Holanda que não tem terra assumiu um posto entre os maiores produtores e exportadores de alimentos do mundo. Como, se eles não tem terra? Tem MST lá?

    Holandeses produzem alimentos em estufas. Sem defensivos e sem pesticidas que só fazem diminuir a produtividade. O Brasil é o maior importador de venenos para a agricultura e proporcionalmente ao seu tamanho uma das piores produtividades mundiais.

    A Europa não produz etanol porque terra serve pra plantar comida. O pescado do mar está sendo substituído por fazendas exatamente como fizemos em terra. Essas fazendas estão nos litorais. O que deve ser protegido é nosso litoral. Nossas costas. Nosso sustento. Nossa vida. Nossa inteligência.

    Comprar navio de escolta oceânica pra escoltar o que? Manter pilotos navais em treinamento nos EUA ao custo de 2 milhões de dólares anuais cada um, pra que?

    A nata da inteligência da sociedade está nas Armas. Também é assim nos EUA que criaram a internet e o GPS a partir de modelos militares. Mas a vaidade dos nossos marinheiros após décadas de atraso e de recursos afundados é que tem levado o país a mostrar resultados fracos.

    Esquizofrenia coletiva. Tem tratamento. Se russos e holandeses conseguiram, se chineses estão batendo na porta, se indianos do GOA querem vender corveta aqui…

    Sobre os indianos do GOA.

    O Poder Naval postou matéria com eles. O governo indiano mandou vender pra fora. Mandou aprender a fazer. Comprará do GOA depois que vender a outros e fizer bem feito. Tranca indiana nem o governo da Índia quer.

    Eles são um dos selecionados para as Tamandarés. Salve Shiva.

  34. Eu fiquei na dúvida se a resposta da Navantia foi sincera ou elegante.
    As fragatas para os EUA serão fabricadas pela Bath Iron Works, made in USA.
    Idem para Canadá e Austrália, serão fabricadas localmente.
    Já a Arábia Saudita… o contrato foi de €2 bilhões, o que dá US$500 milhões por corveta.
    BR quer pagar quanto ? Só 370 milhões de doletas ?
    O problema para mim não parece excesso de serviço e sim pouco lucro.

    • Exactamente, pouco loucro e risco grande. A MB quer um projeto de navio totalmente novo num preço que seria uma moderna OPV alargada, simplesmente não vai sair.
      Igual as licitações de estradas, aeroportos e poços do pre-sal no Governo Dilma com margens de preco controladas e varias especificações rígidas, simplesmente quase ngm ou mesmo ngm se interessou.
      Se a MB quiser ter um navio melhor que uma OPV grande e armada terá que pagar mais e se quiser que se construam no Brasil terá que flexibilar os prazos e contratos, simples assim !
      De vez em quanto me faz pensar a falta que faz um militar formado em economia ou administração de uma universidade de renome na área.

  35. Delfim, foram mais de cinquenta posts e tu matou a charada e três parágrafos curtos. Foi uma maneira elegante de dizer:

    Muito obrigado, não nos interessa.
    Vamos ler pelo menos mais uma meia dúzia de desculpas de todo o tipo nos próximos dois meses.

    • Obrigado mas o Bardini lá em cima aventou a hipótese da Navantia ser pouco intere$$ante primeiro.
      .
      Comercialmente, em qualquer ramo, ninguém bate a porta. Dá-se uma elegante desculpa esfarrapada, e volte sempre.

  36. Às vezes os comentários ficam presos e os replays ficam para trás. Tenho que reler tudo para encontrar preciosidades como as respostas objetivas dos colegas.

    Grato a todos. Fui expulso de vários grupos do LinkedIn e do Face. Não é fácil aturar gente chata com críticas fáceis. Difícil é ter paciência e ensinar.

    Trabalhei no IPEN em uma área administrativa quando a MB do Comandante Othon chegou. 40 anos. Agora mudaram pra Ipero aqui do lado. Parece que me perseguem.

    Vamos torcer para a Ficantieri.

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