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O AMX Naval

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AMX-N, uma concepção da versão Naval do avião de ataque ítalo-brasileiro – Arte: Giordani RS

Em maio de 1982, respondendo a perguntas de jornalistas sobre o reaparelhamento das Forças Armadas, o então ministro da Marinha, almirante de esquadra Maximiano da Fonseca, defendeu a produção de aviões no Brasil e disse que o AMX deveria “ser adaptado, no futuro, para operar em porta-aviões”.

De fato, naquela época havia estudos conduzidos pela Marinha do Brasil (MB) em conjunto com a FAB para dotar o navio-aeródromo Minas Gerais (A 11) de aeronaves de ataque e defesa. Os estudos ganharam força após as análises dos combates ocorridos entre a Argentina e o Reino Unido pela disputa das ilhas Malvinas/Falklands.

Em maio de 1983 o ministro Maximiano admitiu que havia estudos para a aquisição de alguns jatos de ataque McDonnell Douglas A-4 Skyhawk, o que foi confirmado pelo ministro da Aeronáutica, tenente-brigadeiro Délio Jardim de Mattos. A ideia era criar um esquadrão na FAB, pois somente a Força Aérea era autorizada a operar aeronaves de asa fixa, com 8 a 12 desses jatos (Maximiano chegou a citar um total de 14 aviões, incluindo dois bipostos, a serem adquiridos de Israel por 60 milhões de dólares, recondicionados e modernizados). A ideia era empregar o A-4 como solução “tampão” até que a versão “navalizada” do AMX ficasse pronta.

A Embraer efetivamente estudou o assunto na década de 1980, chegando à conclusão de que a navalização do AMX era possível, mas modificações básicas seriam necessárias. As mais importantes estavam relacionadas às exigências específicas de operações embarcadas, como o lançamento por catapulta e sua recuperação (pouso a bordo).

Havia grande preocupação quanto à reformulação do trem de pouso. A velocidade vertical esperada para um pouso a bordo (23ft/s ou 7m/s) representava quase o dobro do dimensionado para o trem de pouso original do AMX (12ft/s ou 3,66m/s). Possivelmente, uma segunda roda seria necessária no trem do nariz para permitir o aumento no curso do amortecedor, obrigando a um redesenho da fuselagem dianteira, com o afastamento de longarinas até o limite do espaço ocupado pelos canhões.

Já o reprojeto do trem de pouso principal merecia estudos mais aprofundados diante da complexidade do assunto (não havia muito espaço na fuselagem para uma perna mais robusta, com um amortecedor de maior curso). Em função das cargas mais severas impostas à versão naval, seriam necessários novos cálculos e eventuais reforços ou alterações estruturais. A menor das preocupações era o motor, por ser derivado do Spey MK 101 que equipava os Buccaneer da Marinha Real britânica, de operação embarcada.

Se a navalização do AMX foi avaliada como viável a princípio, também era necessário avaliar se a aeronave resultante seria compatível com o porta-aviões Minas Gerais. Partiu-se da premissa de que o A-4 Skyhawk era compatível com o navio (lembrando que, naquela época, a Marinha ainda não havia testado a operação embarcada com jatos A-4 no Minas Gerais, mas deve-se lembrar que a Armada Argentina operava o A-4 em um navio da mesma classe, o 25 de Mayo). A partir dessa premissa, foram comparadas as dimensões do A-4 com as do AMX, concluindo-se que este seria compatível.

Um dos AF-1 (A-4 Skyhawk) participando da primeira série de toques e arremetidas a bordo do NAeL Minas Gerais, em agosto do ano 2000

O programa de desenvolvimento, incluindo reprojeto, fabricação de dois protótipos e campanha de ensaios em voo (com testes de mar a partir do porta-aviões) era estimado em 56 meses e o custo dessa fase, sem considerar a etapa de produção, seria de aproximadamente US$ 128 milhões.

Porém, tanto a aquisição dos A-4 pela FAB quanto o desenvolvimento do AMX naval nunca ocorreram. A verba para adquirir o A-4 não foi liberada e, nos anos seguintes, as condições financeiras só pioraram, afetando o programa do próprio AMX “convencional”, o que inviabilizava qualquer gasto adicional. Na etapa de industrialização, a cadência de produção foi afetada, cortaram-se encomendas e postergou-se o desenvolvimento de sistemas da aeronave (como o radar nacional).

Já na década de 1990, até mesmo o programa de modernização dos velhos P-16 (bimotores a pistão empregados no Minas Gerais) foi cancelado por falta de recursos, deixando o navio sem aviões por vários anos.

A-4 (AF-1) Skyhawk da MB pousando em porta-aviões

FONTE: Revista Forças de Defesa número 9

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83 COMMENTS

    • Esteves, não acho que queremos demais. Queremos uma Força minimamente crível. E não conseguimos ir adiante, pelos motivos de sempre, como você mencionou.

      • Não encontrei, ainda, qualquer análise ou estudo em blogs de defesa que apoiam ou apoiaram a decisão da MB sobre porta-aviões.

        A farta…a exagerada leitura disponível me levou a classificar a decisão como coisa de tantans.

        Hollywoodiana. O Poder Naval publicou um vídeo com imagens da época de várias marinhas americanas. Estamos lá. Meus respeitos e admiração com quem serviu.

        Somos mostrados com cuíca, batuque, violão, pandeiro. Assim fomos para a Itália. Vestidos de alemães e fazendo batucada.

    • Sou obrigado a concordar com Esteve. De fato, durante toda a trajetória da Marinha e FAB, elas sempre quiseram mais e tiveram menos. É uma sina mesmo das Forças Armadas brasileiras almejarem algo e receberem outro totalmente diferente. E pior ainda é saber que essa sina vem desde o império, aliás, desde os portugueses. O problema não é mais orçamentário, mas tão somente histórico. A Marinha sempre sonhou com uma capacidade aeronaval, e teve no AMX uma opção forte.

  1. Sendo completamente honesto, acho que um AMX navalizado pouco acrescentaria frente a um A-4 modernizado.

    Me parece que o AMX poderia ter maior alcance, por causa do motor turbofan, talvez levasse um pouco mais de combustível interno. Mas a carga paga dos últimos A-4 era ligeira mente maior, 4.000 contra 3.800 kg do AMX. O AMX tinha dois mísseis ar-ar em locais próprios, que não reduziam a carga de bombas. Por último, a visibilidade era muito superior no modelo nacional. Porem, com menor carga alar, o A-4 era consideravelmente superior em curvas sustentadas.

    Mas nos fim das contas, acho que o custo benefício não compensaria, pois naquela época os caças multifunção estavam à todo vapor, embora as opções para a MB, no caso do F/A-18 e do AV-8B eram muitíssimo mais caras de comprar e manter que o ultra eficiente, porém antigo, Skyhawk. E em termos puramente práticos, o Harrier também pouco acrescentaria frente ao A-4 como caça de uso geral para a MB.

    • Prezado Clézio, na verdade uma versão naval do AMX acrescentaria muito.

      Em primeiro lugar seria de muito mais fácil manutenção e teria mais disponibilidade que os A-4, que são aeronaves velhas e de pouca disponibilidade por falta de peças.

      Aumentaria também a interoperabilidade entre a FAB e a MB.

      Se o Sea Harrier fosse adquirido também seria um grande salto, porque era dotado de radar multimodo e depois de modernizado passou a empregar míssil ar-ar BVR AMRAAM.

      • Concordo, Galante, com vosso comentário. Nessa época servia no “Camaleão”, egresso do Minas onde fui o primeiro Oficial de Manobra após a reforma. Conversávamos, muito, a respeito e torcíamos pelo AMX “navalizado”. Hoje, fico aborrecido com as horas gastas em discussões sonhadoras e com a devoção de colegas muito capacitados que acreditavam nas diretrizes dos superiores, como estes tb acreditavam nos incentivos dos Ministros da Fazenda da vez. De Luca.

    • Permita discordar Clésio,

      O Harrier faria toda a diferença porque se tivéssemos adquirido na época, hoje poderia operar no ex-Ocean que a MB adquiriu agora. Sem dizer que poderia fazer operações de cabeceira de praia com os fuzileiros navais por causa de sua capacidade VSTOL. Enfim… Como vc disse, no final das contas era muito caro para se adquirir na época e quando eles (Harriers) foram desmobilizados, não correram atrás para se adquirir com o preço mais em conta…

    • É sempre bom lembrar que o A-4 não foi projetado e nem nunca foi planejado para ser usado apenas como caça. Era uma aeronave de ataque leve. Mas com o passar do anos e com experiência de alguns conflitos, percebeu-se que o Skyhawk conseguia se manter em uma arena de combate aéreo aproximado.

    • acrescentaria tanto para a Marinha e Força Aérea em estudos e operação quanto em experiencia pra industria, seria um investimento plausível pro setor Militar e a indústria Aeroespacial Nacional.

    • O A-4 tem um projeto simples e muito bom, que permite boa capacidade de carga para ser utilizado como bombardeiro e ao meu mesmo tempo em configuração de defesa aérea tem uma agilidade muito boa, que permite ser utilizado como caça, só faltou ter capacidade supersônica, porém com seu tamanho compacto não teria autonômia suficiente em modo supersônico.

      O AMX por sua vez, era focado para missões de ataque, tanto que quando foi introduzido na FAB, pelo que li, teve gente que achou seu desempenho ruim, pois queriam voa-lo como caça, sendo que é um bombardeiro, sendo assim, não deve ser utilizado exclusivamente para combate aéreo, tendo capacidade apenas de autodefesa, pois não tem energia suficiente para manobrar rápido e perseguir algum inimigo.

      Quanto a uma versão naval do AMX, acho que foi uma boa oportunidade perdida, pois o projeto é perfeitamente compatível com o sistema naval… seria muito interessante, mas precisaria de muito, muito investimento, que como todos sabemos, não é o forte em nosso querido país.

    • Depende da missão. O A-4 é melhor em combate aéreo aproximado, mas o A-1 é melhor nas missões de ataque à superfície, com muito maior precisão no ataque devido aos computadores de bordo.

  2. Cumpriu razoavelmente a missão para a qual foi concebido na FAB, e mesmo com a modernização de poucas unidade ainda é uma aeronave defasada, imagine a que custo sua versão naval superaria os vetustos A-4. Não por acaso é apelidado na FAB como F-32, independentemente da tecnologia transferida à Embraer, seu o custo unitário foi o dobro de um F-16 à época…

    • O problema no Brasil é que todo mundo acha que vai ter sucesso sem ter gastos… se for pensar assim não faz nada… o que é importante é que o avião saiu e serve ao propósito a que foi destinado, se não é melhor é por que faltou empenho por parte do nosso governo em dar incentivos e liberar o dinheiro necessário para poder desenvolver mais o projeto.
      Se todo dinheiro estorquido dos cofres do país pela corrupção endemica fossem devidamente utilizados em pról do país e de todos cidadãos, todos nós teriamos condições melhores de vida com serviços públicos de qualidade e projetos de P&D que trariam lucro e vanguarda para nosso país em diversas áreas.

      O fato de custar o equivalente a 2 F-16 é totalmente normal se for comprar F-16 de prateleira que já tem uma linha de montagem muito bem sucedida, ao invés de ter que investir no desenvolvimento (criação do zero) do projeto.

  3. O usual é a aeronave naval dar origem à versão da força aérea, e não o contrário. A exceção seria o F-111B que foi um fracasso e o Sea Harrier que era VTOL.

  4. O AMX Naval seria sempre um caça de 3ª Geração ultrapassado, vamos para o SEA Gripen, um caça de 4ª Geração ++ , seria mais prático.

      • Caro amigo Filipe precisamos dar um passo de cada vez. Se for adquirir gripens navais agora, certamente precisaríamos ter uma plataforma de lançamento que não está no nosso alcance e iniciar uma doutrina totalmente do zero na aviação supersônica, e além deveríamos adquirir meios de escolta e apoio para essa plataforma. Ou seja só por ter um caça de última geração, demandaria um poder naval equiparável coisa que está longe de ser nesse momento. O AMX hoje continua sendo a melhor opção que na versão A1M direcionada no meio naval, já vai dar um grande salto, pe além do mais manterá o treinamento da doutrina já construída pela MB, vôo baixo, em pares, subsônicos…

  5. Teria sido ótimo nos anos 80/90.
    Comparando com o A-4 q teríamos comprado na mesma época (C ou equivalente) as vantagens do AMX são/seriam:
    – alcance monstruoso
    – vida útil (AMX seria 0km)
    – disponibilidade. Hoje os AMX voam. Os A-4 estariam no limite da vida útil.
    – aviônicos mais modernos. O AMX foi “o computador q voa” da FAB por muitos anos.
    – manutenção mais barata
    – comunalidade com a FAB
    E teria as mesmas desvantagens do A-4: sem PC, sem radar ar-ar, sem Exocet.

  6. Um dos caças que mais me chamavam atenção era o Sea Harrier! será que não poderiam ter construído um novo a partir do gr9, tornando-o um caça atual e extremamente eficaz, haja vista o que produziu nas malvinas. Por que será que o governo britânico ou a Bae não se interessaram? st4

      • Leandro, será mesmo? Partindo da base do harrier, e o redesenhando, o atualizando com o que de mais moderno há e eu acho que muito provavelmente teríamos um harrier tão competente quanto, muito mais barato em seu desenvolvimento e que já provou em batalha o que pode se esperar do velhinho, só imagino um novo. abração

        • Saldanha, não há a menor possibilidade de isso acontecer. O Harrier é uma aeronave com projeto limitado à ataque ao solo. Ele foi eficaz durante as Falklands na arena ar-ar por uma série de fatores que contribuíram para seu sucesso, e incluo nisso o AIM-9L. Mas ele foi aposentado na RAF/RN em 2011 e as células remanescentes foram vendidas ao USMC para servirem como fonte de peças para os AV-8B II Plus. Isso demonstra que toda a logística de manutenção dos Harrier já está em suas últimas pernas.

          Para fazer algo dessa monta, boa parte da linha de produção dos Harrier teria que ser reaberta, e isso tudo custaria uma soma de dinheiro que simplesmente não está disponível, para não falar da necessidade de se tornar à fabricar os motores Pegasus, que pararam de ser fabricados a dez anos atrás.

          Muito dinheiro foi investido no desenvolvimento e na infra-estrutura operacional e cadeia logística para a implantação do F-35B, uma aeronave muito mais capaz que o Harrier e que poderia lidar com qualquer ameaça ar-ar, pelo menos de igual para igual e muito provavelmente com vantagens significativas, bem como cumprir com as missões de ataque ao solo que o Harrier fazia. Parar esse processo inteiro para investir em um projeto obsoleto, mesmo que com aviônica mais moderna, seria dar um tiro no pé em questões operacionais, para não falar de um desrespeito para com dinheiro público de tamanho tal que causaria um escândalo sem precedentes.

        • Saldanha, o Leandro tem razão quando diz que apostaram tudo no F-35 (apesar de vermos agora que foi uma aposta furada). Agora que poderíamos ver neste momento é a vendo do projeto que perdeu para o F-35 da Boeing que foi o X-32, pois compartilhavam do mesmo objetivo que era substituir o Harrier e implantar velocidade supersônica no mesmo. Mas do jeito que as finanças do país anda, acho um utopia o que eu mesmo estou escrevendo!

          • Verdade Luíz, acho que eu coloquei na frente meu sentimento e admiração pela harrier! Mas que o x32 pelo menos para mim, talvez fosse menos problemático que o f35, mas que este era esquisito era kkk, olhando rápido parece um pelicano! abração

  7. Uma das justificativas da MB para adquirir o MG foi a guerra anti-submarino. Após ler e aprender com os comentários pergunto se o AMX Naval teria sido útil para esse propósito. E se o próprio MG que virou carvão cumpriu o que com ele se contou. Cumpriu?

    Brasil já vai à guerra comprou porta-aviões…cantava Juca Chaves na época.

    • Não sei se o Juca morreu, ou tá vivo.Mas é gozado como o pessoal quê falava essas abobrinhas e criticavam os governos da época com sátiras,hoje se calam perante os desmandos e a rapinagem atual.

  8. Muito caro, poucos aviões, muito tempo para desenvolver e modificações muito complexas. A aviação naval nunca foi uma prioridade para a FAB que, por sua vez, não largava mão dessa exclusividade de operar aeronaves de asa fixa. Não tinha como ir pra frente. Infelizmente.

  9. Enfim, novo post sobre o AMX e venho novamente me colocar a favor do prosseguimento da fabricação do vetor! Devemos melhorar o projeto que já temos, como: nova estrutura com adição de materiais compostos, nova motorização GE 414 sem pós, maior capacidade tanques combustível interno etc, parar com a modernização dos antigos e criar o AMX NG….
    Abandonar tal projeto e mais uma piada, alguns se acostumam com o tempo outros não!

    • Ao meu ver é “só comprar” as fabricas italianas/ferramental que fabricava as outras peça!!!(aproveita o dinheiro da boeing)

        • eu li. Mas o abandono do AMX é pelo fato que as fabricas italianas não vão produzir mais peça para o mesmo e isso acaba matando o projeto pois mesmo que atualizamos as células não são para sempre a versão M por em quanto tá de bom tamanho.

        • O AMX (projeto) foi abandoado pela fabrica italianas pois fecharam a linha de produção de peças do AMX por isso só 43 modernizados e as células não duraram para sempre (infelizmente)!!!

  10. Mais um fracasso estrondoso do Brasil querendo fabricar tudo no país sem investir antes em educação, gastamos centenas de milhões de dólares do contribuinte para NADA, todo ferramental perdido, todas as mentes agora aposentadas, nenhum conhecimento, não restou nada, e ainda me lembro que o AMX era para depois o Brasil construir um caça nacional, puro engôdo, ainda estamos dependendo do Forévis, e muita gente enriqueceu nesse meio tempo…

    • “gastamos centenas de milhões de dólares do contribuinte para NADA,”

      É mais que normal no Bananil

      Olha despedicio só pra manter a farta farra da politicagem, judiciário e outros……

      Meu sogro é juiz aposentado na Russia (minha esposa é russa), quando falei das mamatas dos juízes no Brasil, ele acha que estou brincando rsrsrs

  11. o brasil e assim mesmo. basta vermos toda a nossa historia de aquisiçoes militares desde a epoca do imperio …sempre que se incorpora algo novo e moderno vem aquela promessa de produçao local e autosuficiencia e no final usamos ate o osso o que foi comprado e nao apredemos e ficamos andando em circulos ate hoje.

  12. Se o AMX naval tivesse sido desenvolvido, talvez o A-12 não fosse aposentado. Porque ainda teríamos aeronaves com boa expectativa de vida pela frente, que estariam em serviço (os A4, pelo contrário, sempre sofreram por falta de peças/sobressalentes), que poderiam ter sido modernizadas junto com as aeronaves da FAB. Aliás, tendo mais unidades, justificaria ainda mais a modernização.

  13. Seria tudo ótimo, mar de Almirante, se pudéssemos tudo, infelizmente nada estamos podendo. Agradeçamos por ainda ter uns poucos helicópteros para o Ocean, inglês que está vindo. Sea Harrier, fabuloso, equivale a uma Giselle na passarela, não é para o nosso bico. Infelizmente!

  14. Lembrar também que o AMX da FAB deveria ter tido uma capacidade de ataque naval, com radar de bordo e mísseis anti navio. E isso nunca aconteceu até os dias de hoje. Sendo que o próprio radar de bordo foi um dos entraves por causa dos problemas para o seu desenvolvimento no Brasil.

    Bem como em 2018 o Brasil ainda não dispõem de um jato de combate apto a lançar mísseis anti navio, em que pese o imenso litoral, apenas os P3 Orion tem esta capacidade.

    Outro ponto que gostaria de ressaltar é o absurdo desta legislação que somente permite que a Marinha opere aeronaves de asa fixa embarcadas, quando todos sabem o quanto agregaria de poder e treinamento, a existência de uma ala aérea de aeronaves de combate baseadas em terra. O quanto teria sido de valia para a MB a operação de uma esquadrilha de AMX equipados digamos com o radar francês Agave e com mísseis AM 39 Exocet ou Kormoran alemão.

    A FAB não dá conta nem do que é incumbência dela, quanto mais apoiar as outras forças armadas, mas esta legislação tem prejudicado muito a área naval brasileira. Se ela não houvesse mesmo sem o Nae poderíamos contar com pessoal qualificado em operações aéreas navais.

  15. Seria um excelente aviao de ataque embarcado, mas provavel fosse necessario um motor mais forte. O A-4 apesar de similar conseguia realizar um razoavel dogfight o que para o AMX seria mais dificil.

  16. Temos que esquecer o AMX, foi produzido e presta serviço como ataque ao solo. Se precisamos de um caça naval temos que pensar como o Japão. Fazer fila e nos candidatarmos a um F-35 B. O custo de um esquadrão (8, que valem mais do que 20 A-1) será muito menor do que desenvolver qualquer adaptação-remendo no AMX. Em compensação poderemos usar o Pernambuco (?), sem ter que investir num NAer. novo. O poder de dissuasao que vai representar compensará o investimento.

    • Por enquanto o Japão está adquirindo apenas o F-35A…não foi tomada nenhuma decisão quanto a versão “B” e não há possibilidade de um F-35B operar a bordo de um navio como o “Ocean”, não sem passar por modificações, uma das quais uma rampa na parte dianteira do convés de voo, similar a que os 3 NAes da classe “Invincible” de tamanho similar possuíam.
      .
      O “Ocean” nunca nem mesmo operou com o “Harrier” uma aeronave menor bem mais leve menos “beberrona” e necessitando menos cuidados especiais a bordo do que o
      caríssimo F-35B que espera-se no futuro próximo terá seu preço reduzido para menos de
      100 milhões de dólares, ainda bem mais caro do que o “Gripen” e um esquadrão de apenas 8 aeronaves significaria que apenas uma fração estaria disponível , as demais em manutenção e treinamento.

  17. Para quem comentou lá em cima sobre uma evolução do “Sea Harrier” tal aeronave foi desenvolvida e é conhecida como o AV-8B utilizada pelos fuzileiros navais dos EUA, Itália e
    Espanha.
    .
    Inicialmente os britânicos participaram do projeto conjunto com os americanos, mas, abandonaram e os americanos seguiram sozinhos…mas…o AV-8B já deu o que tinha que dar
    e diante de potenciais adversários que estão avançando tecnologicamente uma nova aeronave tornou-se necessária e assim surgiu a variante “B” do F-35.

    • Concordo Dalton, as vezes a gente deixa o sentimento ou admiração vencer a razão! Já em relação a darmos continuidade no A1 eu não vejo consistência, já adquirimos o Gripen, e caso desejemos, que façamos um para esta atribuição. Se precisarmos de um vetor naval, e não tendo um nae operante, e somente o ocean como projeção, a saída seria o f35 e se for para manter baseado na base, ou o f18 ou su35 , gostaria tb de por o rafale, mas pelo seu alto custo, seja de aquisição, seja manutenção são proibitivos, retornando assim para o desenvolvimento de um Gripen naval. abraços

    • Ahh sim, o Av-8b se não me engano é o mesmo que o r9, a minha admiração, seria uma atualização deste com a tecnologia mais recente, inclusive refazendo seu design para um caça moderno “invisível ” com custo bem mais baixo de P&D do que o f35. Mas deixei a emoção sobrepor a razão! abraços

      • Saldanha,
        Um Harrier furtivo e moderno teria que ser obrigatoriamente supersônico, e aí ele praticamente deixaria de ser um Harrier.
        Houve propostas de um Harrier supersônico que previa a instalação de um “combustor” nas tubeiras dianteiras (PCB – Plenum Chamber Burning) para aumentar o empuxo e havia propostas que deixavam o caça com apenas 3 tubeiras.
        Após décadas, o sistema mais eficiente e escolhido para o F-35B foi o “Integrated Lift Fan Propulsion System (ILFPS), que combina o sistema LiftSystem da Rolls-Royce com o motor F135 da Pratt & Whitney.

    • Os ingleses como bons new-colonizados dos EUA deixaram-se convencer que a configuração bem sucedida do pegasus-olympus do Harrier seria impossível de ser reproduzida num caça supersônico.
      Hoje com a evolução da metalurgia e dos metamateriais não seria mais verdadeiro.

      E por esta causa abandonaram seu projeto bem sucedido STOVL para a porcaria comprovada do design do F-35B…

  18. O AMX foi um erro. O conhecimento adquirido com ele poderia ter sido comprado de maneira muito mais barata.
    Insistir no erro seria pior ainda.

    • Discordo.
      Qual seria o acerto?
      Não daria para ir do xavante para um caça supersônico.
      Com o AMX, a Embraer aprendeu a fazer aeronave complexa e de alto desempenho. (Li isso já anos).
      Meio off-topic: poucos se lembram, mas a penúria dos anos 80 foi asfixiante em todos os setores da vida nacional.
      Perdemos a década. Vários engenheiros hoje não tem com quem aprender projetos complexos, pois a geração que construir nos anos 70/80 está indo. E não praticou o q sabia nos anos 80/90.

      • Lógico que daria, aliás, foi! O AMX nunca foi vetor intermediário entre os Xavantes de Natal e a caça pura.

        Eu nao caio nessa história de que foi graças ao AMX que a Embraer conseguiu desenvolver a serie E-jets…

        Na época do voo do 1o protótipo, em 1984/5, houve uma corrente contrária ao A-1 pois com o recurso teria sido possível equipar a FAB com 2 esquadrões de F-16 E Mirage 2000

    • Meu filho que bobagem MONUMENTAL que falaste, para a Embraer as tecnologias aprendidas no projeto AMX (principalmente de controle de voo eletrônico) foram ESSENCIAIS para a bem sucedida Embraer que conhecemos hoje e que é cobiçada pela Boeing.

      Pergunte ou pesquise com QUALQUER UM engenheiro senior da empresa como foi importantíssimo o projeto AMX para o desenvolvimento posterior de sucesso da companhia…

      ARRE que bobagem…

  19. O que cabe, sem muito gasto é um upgrade no motor Spey. Os suecos da Volvo são muito capazes nessa área. Sempre aumentam a potencia dos motores que fazem sob licença. Eles conseguiram ampliar a potencia de empucho dos Avon R.R. de 7800 para 8000 kg. Isso mantendo os componentes e com alterações no pos-queimador e alimentação. Deve existir motores no mercado que ofereçam melhor desempenho para livrar o AMX da pecha de marcha lenta e que possam se adaptar na célula.
    Um Camel Back com uma GE85 não fica fora de popósito. Porém nas FAA não há procedimentos para essas transformações, comuns em tempo de guerra. Vide o P-51 de fuselagem dupla. Se falarmos num Super Tucano de fuselagem dupla seria um grito só, em contra.

  20. Nem se desenvolveu uma versão de interdição naval baseada em terra com radar e 2 mísseis antinavio e ainda queriam versão embarcada. Tá serto.

  21. Fui buscar matérias da época. A FAB recebeu os AMX sem radar, sem canhão e sem míssil. Os planos da Embraer eram muitos. Entre eles aprender a fazer e vender. Não vendeu.

    Postagens mais recentes dizem que corremos o mesmo risco com o Gripen. Quando estiver incorporado, venceu.

    Li aqui sobre um possível Gripen Naval que a Saab poderia produzir se tivesse a quem vender. Candidatos seriam Brasil e Índia. Brasil no money e no porta-aviões. A Índia reprovou o Gripen até em testes de reabastecimento.

    Fantasmas de coisas que não deram certo (AMX e A12) ainda nos assombram. Postagens dos anos 1980 trataram o AMX como caça. Li aqui que foi candidato a bombardeiro. Na pratica, não foi nem um nem outro porque o objetivo era vender. Ninguém comprou.

    O KC390 também é um projeto da FAB. Diz a Boeing que se o cargueiro fosse deles venderia aos montes. Sendo da Embraer…

    A Saab foi questionada se a Embraer poderia vender o GripenNG. Parece que no way.

    Planos e projetos. Morrem nos quintais.

    • O correto seria não tenta nada então? O que faz falta é apoio do governo para com a indústria nacional, reduzir o bendito custo “Brasil” entre outras barreiras que tornam nossos produtos caros sem custo x benefício.

      As pessoas precisam entender que não tem como fazer com que tudo seja um sucesso na vida, precisa arriscar, pois acho que ninguém aqui tem bola de cristal para saber se vai ou não dar certo. Imagina se o governo dos USA tivesse essa visão limitada… Nunca veriamos um F-14, F-15, F-16, F-18, F-22, F-35, B-1, B-2, B-52, Nimitz, etc… rsrsrsrs.

      É viver e aprender, se um projeto der errado hoje, não quer dizer que amanhã vá dar errado também, e se der, beleza, levanta, olha onde errou, sacode a poeira e bora tentar outra vez.

      • Sim. Mas…quem vendeu, vendeu um bombardeiro. Quem comprou, comprou um caça. Depois de pronto, envelheceu e ninguém comprou.

        Li em postagens da época. Penso que teria feito mais sentido começar com o naval como o pessoal explicou acima e depois migrar para a FAB. Ou talvez nem migrar.

        Mas tem a eterna briga das asas fixas.

  22. Vi o AMX de perto só uma vez na vida. Revirei o avião todo e notei que ele tem uma haste com um gancho na parte inferior da cauda. Alguém sabe o propósito dessa peça?

    • Oi Thiago, o gancho do AMX é para sistema de pouso com cabos de retenção para bases aéreas em regiões remotas. É semelhante ao sistema usado em porta-aviões, diminuindo a extensão necessária para pouso. É uma alternativa ao uso de paraquedas. O F-5 também tem gancho.

  23. Mesmo se o Brasil tivesse desenvolvido e finalizado um protótipo que fosse de um Tucano ou da versão naval do AMXl, com sistemas de asas retrateis como muitas aeronaves que operam em porta- aviões, melhora estrutural e todas as qualificações necessárias, pelo menos teríamos o desenvolvido e praticado o necessário para dominar esses sistemas, que poderiam e muito modernizar nossas forças.. tivemos o exemplo a ENGESA que desenvolveu tecnologia para produzir um carro de combate, desenvolveu ótimos veículos para época, porem, morreu na praia, sem contar os projetos de outro veículos militar que morreram junto com as empresas que os desenvolveram..

  24. Então não seria o caso de se pegar o projeto do AMX, entregar a uma empresa nacional (ou um conglomerado delas, tais como Avibrás, Flight Tecnologias, Imbra Aerospace etc) interessada em re industrializar a linha de produção do AMX, e encomendar uma versão naval do AMX?
    Vale ressaltar que 196 milhões hoje em dia, a propria MB pode bancar com recursos próprios.
    Assim, somado a Gripe Sueca (Gripen), estaríamos em boas condições.
    Esse AMX navalizado, denominado por mim de Sea Dragon ( ou Dragão Naval), daria autonomia estratégica e tática a MB, somado a versões navais do MT-300, Mansup AR/MAR, versão MK2 do SPC-01 Scipcio etc.
    Em países desenvolvidos, programas assim viabilizam o desenvolvimento local de empresas de alta tecnologia, principalmente agora que a Montaer irá para as mãos da Boeing.
    Creio que havendo interesse das FAA,s, encomendas garantias do MD/GF, o investimento do projeto pode ser bancando até mesmo pelas empresas.
    Flight, Avibrás, Aeromot, ATL, Holding T2 etc..
    Podem muito bem tocar esse projeto.

  25. Não sei vocês, mas estou cansado de conjugar as coisas, os assuntos referentes à nossa defesa e forças armadas no futuro do pretérito, como faria, como seria, como estaríamos…está na hora de pararmos de olhar só para trás e vermos o que podemos e o que faremos de nosso futuro na defesa!

  26. Não acho que seria uma boa o amx como caça que ele não o é.pois o objetivo é defender a frota é não bombardear,digamos que queiram sim ou não foi uma oparceria cara com os Italianos,mas foi a única possível.O A-4 na época não estava tão velho,tanto que fez bonito nas malvinas,era o ideal,apesar de não ser um caça também,mas o harrier era um caça bom com pouco alcance,como também foi demonstrado na guerra das malvinas,aliás muitos creditam a ele a vitória.Quando falo que não séria uma boa e que é uma adaptação que muita coisa poderia dar errado e poderia sair caro.

  27. Acho que podemos sim, e devemos desenvolver e fabricar o AMX navalizado, para a função de ataque a frota.
    O mesmo poderá ser armado com armas nacionais como
    MAR-01, MARLIM( MANSUP-01), KIT DE GUIAGEM DE BOMBAS SMKB, FPG-82, A-DARTER, MAA1-B etc.
    Como CDF ( Caça de Defesa de Frota), vamos de Gripe (GRIPEN) Sueco mesmo.

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