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Grécia vai alugar duas fragatas FREMM da França

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Fragatas FREMM

Atenas reforça as capacidades de defesa com duas fragatas francesas

De Vassilis Nedos

A Grécia vai adquirir duas fragatas francesas do tipo FREMM nos próximos meses, informa o jornal Kathimerini, com os navios previstos para serem incorporados à Marinha Helênica até agosto, como parte dos esforços para aumentar as capacidades militares do país em meio a crescentes tensões com a Turquia.

A aquisição das fragatas – provavelmente o Languedoc e a Aquitaine – foi confirmada depois que cartas foram trocadas entre o primeiro-ministro Alexis Tsipras e o presidente francês Emmanuel Macron e no nível mais alto dos militares dos dois países.

A decisão da França de conceder à Grécia os dois navios em um arrendamento de cinco anos é vista como uma firme mensagem de apoio de um país com uma das forças militares mais capazes da Europa. No início desta semana, Macron disse ao Parlamento Europeu que a França protegeria “qualquer país membro cuja soberania esteja sendo atacada”. “É uma posição que sempre temos em relação à Grécia em relação às ameaças no Mediterrâneo Oriental”, disse ele.

A cooperação de defesa entre a Grécia e a França foi um dos principais tópicos discutidos por Tsipras e Macron durante a última visita a Atenas, em setembro passado.

Oficiais da Marinha Helênica devem embarcar nas fragatas FREMM assim que a Grécia recebê-las no verão, com o objetivo de colocá-las em operação o mais rápido possível, informa o Kathimerini. As fragatas serão totalmente equipadas com sistemas antiaéreos de alta precisão.

No final do contrato de cinco anos para as FREMM, a Grécia receberá sua primeira fragata [email protected] A Grécia está em negociações com a França há quatro meses para a compra de entre duas e quatro fragatas da classe [email protected]

Os franceses também se comprometeram a fornecer à Grécia mísseis antinavio Exocet até que seu suprimento existente tenha sido renovado, segundo o Kathimerini.

Fontes da defesa e do governo na Grécia interpretam a disposição da França de arrendar as fragatas FREMM em primeira instância como um reconhecimento da necessidade urgente da Marinha Helênica de manter suas capacidades operacionais não apenas no Mar Egeu, mas também no Mediterrâneo Oriental.

FONTE: Kathimerini

80 COMMENTS

    • A republica checa e a Hungria “alugam” caças gripen, por exemplo.
      Alugar navio só deve ser mais caro, ainda porque estão alugando um dos mais modernos do mundo.
      Estranho é ver um país quebrado como a Grécia, que deve até as calças para Alemanha e França, conseguir investir tanto em suas forças.

      • Estranho??? Geopolítica amigo… Jogo de poder…. A iniciativa em si -pela inequívoca declaração de apoio – vale mais do que os navios em si.

        • o ponto levantado foi econômico e não ao contexto da região.
          ESTRANHO é o FATO de um país já devedor e quase que sem condições de quitar as suas imensas dividas, conseguir manter forças e conseguir novos meios, independentes se adquiridas ou não.
          Exemplo, a Argentina tem uma divida 4x menor que da Grécia… inclusive a divida da Grécia é maior até que a do Brasil. Pib grego é é 3,3 vezes menor que o Argentino, 11 vezes menor que o nosso e por aí vai…. Esse foi o questionamento. Agora veja a situação de nossas forças, dos argentinos e a da Grécia. Por mais que vivam o medo da guerra com a Turquia… O dinheiro brota de algum lugar, mas a conta sempre chega.
          Por mais estratégico que o local seja e o contexto caótico do momento, a declaração de apoio europeu já era a mesma… Países europeus possuem bases militares na região e em locais tão estratégicos quanto. Por isso a questão econômica é tão relevante.
          Gostaria de saber quem é o fiador deste aluguel, porque é difícil crer que o banco europeu, que já sugeriu cortes nas forças armadas Gregas, seja.

  1. A Grécia está bem provida de navios. Mas, a Turquia que está em constante atrito com eles está construindo uma frota de fragatas produzidas localmente. A Grécia não pode esperar e pagará qualquer preço por essas fragatas. Situação que ocorrerá no Brasil se necessitarmos de escoltas em uma emergência. Não se constroí uma força naval da noite para o dia. Quem pensa que vai economizar, na verdade vai pagar mais caro adiante

  2. “(…) como parte dos esforços para aumentar as capacidades militares do país em meio a crescentes tensões com a Turquia.”

    Ora, mas se a Navantia está transferindo a tecnologia de construção de um moderníssimo LHD Juan Carlos I para a Marinha de Guerra Turca construir seu TCG Anadolu, não é a própria União Europeia criando problemas no Mediterrâneo para oferecer convenientes soluções mútuas? 🤔

    As tensões, ao fim, não são entre a Grécia e a Turquia mas entre a DCNS e a Navantia . . . 😒

  3. E a França tem tantas FREMM assim pra alugar duas e ainda atender as necessidades da marinha ?? Ou a falta de dinheiro está pesando tanto assim no orçamento que com o aluguel e a saída dos custos de manutenção destas unidades dará um respiro até a entrada das Belharras ??
    Aliás estas Belharras (concordo com o Bardini, que nomizinho chato) me agradam muito; combinando com as futuras FREMM ER ( se vierem a existir mesmo) formariam
    interessante composição. Inclusive num futuro reaparelhamento da MB.

    • Roberto, na minha opinião é um pouco de tudo o que você disse no seu post. Com relação a quantidade de FREMM´s não tem tantas assim não, por isso que acredito que nestes contratos de arrendamento deva haver uma cláusula de reincorporação dos navios arrendados ao arrendador caso este se envolva em um conflito de grandes proporções. Esses caras não são bobos.

      Abs.

  4. Apesar de ser uma diminuição na quantidade de navios da marinha francesa, este empréstimo tem a sua lógica, a França continuará com a quantidade de navios atuais (deve existir clausuras para que os navios sejam rapidamente devolvidas em caso de conflito) e os estaleiros franceses terão na sua carteira mais navios a serem montados, isto é tão ou mais importante (manter a experdise e competitividade) que a quantidade de navios da Marinha Francesa. Com certeza este empréstimo não vai quebrar as pernas da Marinha Francesa.
    Não deve ser a mesma situação que os Rafale (que a França estava comprando para manter a linha aberta) no qual os caças entregues ao Egito eram o que seriam entregues para Força Aérea Francesa MAS não deve estar assim tão longe.
    Abraços

  5. Um país quase falido.
    Porém leva sua Defesa a SÉRIO.

    Já, do outro lado do Atlântico, temos um país gigante, com PIB gigante, população gigante, território gigante e um poder militar ANÃO.

      • Que comparação mais sem sentido essa dos orçamentos de defesa. Olha o tamanho de cada país, o PIB, a população. É cada uma…

        • Essa foi boa. Lógico que podemos comparar. Não só com a Grécia mas com qualquer país. Há um monte de países por aí que gastam muito menos e tem forças armadas melhor equipadas do que as nossas.
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          Quem elegeu gasto/PIB como padrão único de comparação?
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          Logicamente que não levamos nossa defesa a sério. Se levássemos estas distorções não deveriam acontecer.

      • Olá General. O orçamento do Chile e da Argentina também é da ordem de US$ 6 bilhões anuais. Geralmente, os comentarias elogiam as forças armadas do Chile e criticam as da Argentina. Não obstante, os orçamentos são similares.

        • A questão Camargoer é como cada dólar no orçamento é gasto. E aí sim podemos dizer que fazemos muito pouco com cada dólar no orçamento em relação a outras nações que possuem orçamentos menores e fazem muito mais. É a qualidade do gasto.
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          Veja que isto não tem relação com nossas necessidades.
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          Há também, como você citou, países que tem orçamentos pequenos, mas como a gente, gastam muito mal.

      • Acho que desses 23 bilhoes..10% é para aquisiçoes modernizaçoes, desenvolvimento e operaçao de equipamentos…o resto e folha de pagamento..se tivessemos uma administraçao militar estilo americana (varios paises fazem isso) estariamos muito bem com noso orçamento militar..la poucos sargentos se aposentam pelas FFAA deles..militares assinam contrato de serviços militares com varios periodos de anos e renovaveis..nao tendo essa imensa quantidade de pensoes militares como no Brasil…

  6. A preocupação por ali com o reequipamento naval, seja com meios novos ou “compras de oportunidade” (na verdade, relacionadas à geopolítica de potências maiores) é mais do que secular.

    Desde o tempo dos encouraçados de propulsão mista vela/vapor e bateria central do século XIX, desejados pelos turco e gregos, até uma desesperada corrida em que houve a tentativa às vésperas da Grande Guerra, quase bem-sucedida, dos turcos adquirirem um encouraçado tipo Dreadnought (o Rio de Janeiro, construído para o Brasil que dele desistiu, mas que a Inglaterra preferiu usar na Marinha Real ao invés de revender aos turcos) que culminou no recebimento de um cruzador de batalha alemão, e, no caso da Grécia, de dois pré-dreadnoughts da Marinha dos EUA.

    A bagunça voltou ao Mediterrâneo.

  7. Os europeus perderam a grande chance de expulsar os turcos da Europa no final da primeira guerra. Tinham tropas em Constantinopla mas acabaram devolvendo. Deveriam ter avançado mais, devolvido à cidade e a região do chifre de ouro pros gregos e fragmentado a Turquia em países menores.

    • Agora Inês é morta, mas creio que forças ocultas estão pensando em usar os Curdos para pelo menos por em pratica a segunda parte do seu comentário

    • Os gregos empurraram os turcos até quase Ancara, depois o apoio foi cortado pelos europeus e os gregos foram empurrados de volta até Ismirna (atual Izmir), onde houve um dos maiores genocídios da história. Se havia interesse ocidental em uma Grécia mais forte e a nação muçulmana longe da Europa naquela época, ele morreu ali…
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      No fim os turcos pararam na costa mesmo e os gregos ficaram com a maior parte das ilhas do Egeu…
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      Agora, Inês realmente é morta!
      .
      Sds

      • Eu sei, tô sonhando em voz alta rs

        Mas se vierem duas Type 23 dessas modernizadas (Artisan + Seaceptor) arrendadas até chegarem 4 Type 31e, também seria interessante!

  8. Esse acordo tinha sido feito em 2011 se não me engano, com o Hollande, mas por pressão alemã não saiu do papel… Vamos ver o quanto a Alemanha pressionará desta vez dado seu histórico apoio aos turcos desde o império Otomano e os débitos que os gregos têm com os bancos alemães…
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    A situação lá sempre foi quente, mas o sultão (chamando de sultão porque ele mesmo pediu) esquentou mais ela nos últimos 2 anos e com mais reservas de petróleo sendo descobertas, cresce o temor por uma ação mais incisiva turca. Claro se aproveitando também da recente fragilidade grega.
    .
    Apesar da Turquia possuir forças armadas maiores do que as gregas, não seria uma vitória barata para eles pois os gregos também são bem equipados e, principalmente, muito bem treinados! Resta ver como a Europa vai se posicionar, defendendo um Estado membro (endividado ou não) ou um Estado que busca ser membro e mais forte economicamente… A política sobre a região sempre dividiu europeus principalmente de um lado Reino Unido e França e de outro Alemanha (em segundo plano já no ambiente entre-guerras, Itália e Espanha alinhadas ao Eixo) que aliás também era reflexo da posição dos dois primeiros no Oriente Médio contra uma presença mínima (ou zero) alemã, que viu nos aliados turcos a possibilidade de fazer frente à presença francesa grande Síria (também era de interesse Otomano já que era um território perdido àquela altura). Somente com a ameaça soviética que vieram a armar mais a Grécia já que o vizinho norte já era URSS (Iugoslávia) e justificava isso. Somado a tudo isso ainda há o fator religioso que não é desprezível, ainda mais com a guinada que o recente governo turco deu retrocedendo parte do laicismo que marcou o nascimento do país (depois da fragmentação do império)
    .
    Ao Nunão, a bagunça nunca saiu de lá, só estava cochilando! (rs)
    .
    Sds

  9. É leasing de 5 anos. Como todo contrato de arrendamento tem a opção de ficar ou não com as fragatas. É um tampão enquanto não se fecha o contrato das [email protected] (2 ou 4).

    O Mediterrâneo tá mesmo uma bagunça.

    • Eu ia postar sobre isso.
      No contrato de leasing pode-se definir o valor arrendado, e um resíduo final.
      Ao final do contrato pode se optar pela devolução, renovação do arrendamento do mesmo vaso ou até outro, ou quitação do resíduo e compra final.

  10. Esqueceram que os Contra-torpedeiros da Classe Pará (Fragatas Classe Garcia na USN) eram arrendados por 10 anos, se não me engano e depois passaram a ser nossos de vez. O mesmo com os CC M-60TTS.

  11. Geopolítica + bagunça. Alemães são aliados dos turcos. Françeses, por razões históricas, econômicas, políticas, genéticas e fraternas são amigos dos gregos.

    Macron é amigo do Bashar, mas mandou bomba nele. Os franceses querem a Síria antes que os turcos a tomem. Quem se lembra do frenesi que foi o acordo para tirar a Grécia da vala, lembra que o primeiro item foi armas e defesa. Toma aqui a grana mas tem pedido pros lojinhas.

    Eita lugar bagunçado.

  12. eu adoraria ver umas 6 ou 8 FREMM na M.B, duas construídas lá na Europa e as demais construídas no Brasil em novo estaleiro … por mim já negociava um novo lote de submarinos Scorpene … masssss vamos continuar pensando na Russia, não geopoliticamente, mas sim na copa, pois isso sim é de suma importância .

  13. Como pode um país quebrado como a Grécia, ter condições de alugar duas fragatas das mais modernas do mundo e o Brasil com um dos maiores orçamentos do mundo não fazer o mesmo?

    • E pra que o Brasil alugaria navios de guerra??? Já viu nosso TO? A região pacata em que vivemos? Nosso maior inimigo pode ser (ainda não é) uma ditadura falida. O caso da Grécia é diferente do nosso, gregos e turcos vivem se estranhando, e a Turquia em se tratando de equipamentos militares representa uma ameaça de verdade.

  14. Wellington 23 de Abril de 2018 at 13:22
    Necessidade meu caro, necessidade.
    Se os Indianos tem o Paquistão e a China babando no cangote, a Grécia tem a Turquia, sem contar as responsabilidades com a OTAN.
    O Brasil não tem nenhum dos dois.
    Quanto ao orçamento, tem que ter muito cuidado na análise, um bom naco do orçamento das forças armadas brasileiras, é para pagar o custeio dos ativos e inativos.
    Abraços

  15. Eles estão alugando, se o Brasil começar a alugar navio o que vai aparecer de nego evocando o complexo de vira-latas, vai derrubar o site, cada um faz o que pode.

    • Penso assim também. Não que devamos alugar navios por regra, mas se as condições do contrato forem favoráveis, por que não?
      .
      A FAB não está lá com seu B767 alugado? O contrato garante uma disponibilidade mínima e o número de horas a serem voadas. E estão voando a aeronave.
      .
      Isso pode ser um modelo de negócio interessante. No exemplo da FAB, as manutenções são por conta da proprietária da aeronave, ou seja, não há o risco da aeronave ficar parada por falta de grana, falta de manutenção, ou qualquer outro problema. É pôr combustível e voar.

  16. Só quero ver se Grécia e Turquia se estranharem. Com certeza os otomANUS vão reclamar com os franceses, mas como colocou o Esteves acima, a França nem aí.
    .
    Gente, arrendamento ou leasing não é um aluguel comum. A GM vive anunciando leasing da sua linha, no final o resíduo pode ser pago como entrada de outro leasing e o cliente está sempre de carro zero.
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    O que nos mata é o pensamento patrimonialista português que herdamos, carro próprio, casa própria, etc. Nos EUA é supercomum leasing, a economia está sempre rodando.
    .
    Só colocar no contrato que, no caso de conflito, se quite para não haver pitaco sobre contra quem podemos ou não usar.

  17. Lembrei de algo… a anos atrás a França (e outros países europeus) compraram títulos da dívida grega para ajuda-la; um dos termos desta compra era que, se no futuro estes títulos dessem “lucro” aos compradores, este lucro seria devolvido a Grécia.
    Então, acho eu, que a França, para não devolver o dinheiro em espécie, esta fazendo este leasing de fragatas e negociando a venda de unidades da Belharra para amortizar os valores a serem devolvidos. Se não me engano existem outros equipamentos franceses comprados pela Grécia recentemente.

    • Menos de 10% do valor de face… Não se preocupem, os Europeus vão lucrar muito ainda com a Grécia, além do que já lucraram com as economias mais fracas do bloco mantendo a sua moeda menos valorizada do que seriam apenas as das economias mais fortes do bloco somadas…
      .
      Pouco se fala do desequilíbrio econômico que estas relações geram… Mas se não valesse a pena, não se iludam, a Grécia e outros nem teriam sido convidados a participar ou já teriam sido convidados a se retirar da moeda única…
      .
      Sds.

  18. Alguém sabe quantas FREEM ainda sobraram para a França depois disso? 5? Pois com isso já arrendou ou vendeu 3, não foi? Se continuar assim daqui a pouco serão os Rafales a entrarem em liquidação…

    • São seis da versão ASW e mais duas AAW encomendadas. Cinco ASW já foram entregues (sem contar a que ex-Normandie que foi pro Egito), sendo que a sexta já foi ao mar e deve entrar em serviço início de 2019.

      Então a Marine Nationale terá 5 La Fayette, 2 Horizon AAW e 3-4 FREEM ASW, mais 6 destroyers mais antigos das classes Georges Leygues (4) e Cassard (2). O que esse arrendamento fará é manter por mais tempo em operação esses destroyers, que serão substituídos no futuro pelas FREMM que ainda faltam.

      Não vejo nenhum problema pra França nisso.

  19. Como eu disse semana passada, se a Turquia atacar a Grécia vai levar muita bomba na cabeça. Não é de hoje as pretensões expansionistas e discursos ácidos do presidente da Turquia…a OTAN jamais aceitaria uma guerra dentro do bloco, muito menos entre um país de 75 milhões de pessoas como a Turquia contra um país de 10 milhões como a Grécia. Inicialmente ia ter muita reunião para cancelar os combates, amenizar o problema e tentar encerar o conflito, não tendo êxito essa ação, certamente teria ação militar dos países centrais da Europa. Turquia pode ser mais forte que a Grécia, porém é um anão perto de Polônia, Alemanha, Itália, países baixos, Espanha, França e Reino Unido.
    Outra coisa, certamente iria ter uma grande atuação de agentes internos na Turquia, grande parte do povo simpatiza com os gregos, guerra não seria aceito por grandes segmentos da sociedade.
    Erdogan acabou com a Turquia, mostrou ao mundo o quão frágeis são as instituições naquele país…onde 1 homem comanda um país, opera como um tirano.

    • Olha, eu concordo que a Grécia é menor que a Turquia e que seria derrotada, mas não é esse “anão” todo não… França e Reino Unido certamente terão grande influência militar e Alemanha política, mas a Grécia não deve em nada militarmente para Polônia, Espanha, Países Baixos entre outros europeus…
      .
      Na última vez que algo como isso aconteceu, todo mundo sentou pra conversar e os turcos ficaram com a porção invadida pelo “bem de todos”, isso foi em 1973… Os gregos sabem bem disso e sabem que não podem ficar assistindo, porque levar pra mesa de negociação é tudo que o sultão quer… Ele sabe que uma guerra de longo prazo com a Grécia seria custoso pra ele também, ele quer invadir o máximo que puder e recuar o mínimo necessário quando “sentar na mesa” pro “deixa disso”…
      .
      Internamente não há tanta inimizade quanto no passado, mas não acho que há simpatia o suficiente para o sultão enfrentar grande resistência da população.
      .
      Enfim… Ele não é alguém confiável para negociar pelo que demonstrou no passado recente!
      .
      Sds.

  20. A Argentina europeia,mas a frança deve socorrer a Grécia sim pois geopolitamente aquela área e sensível a um ataque russo,pois se ocupar lá está no meio da europa,e no meio do Mediterraneo.Digamos que no continente europeu e sem dúvida a área mais fraca.Brincadeiras a parte ,gostaria que o povo grego se ergue-se,pois afinal e o berço da civilização moderna,e como povos do mar merecem ter uma marinha de respeito.

  21. A Turquia é desculpa furada. O perigo no Mediterrâneo Oriental são os Russos. Ainda mais agora mordidos com a OTAN após o ataque a Siria. A OTAN, os Gregos e Turcos sabem que mais cedo ou mais tarde os Russos irão retaliar só não sabem ainda exatamente aonde, como e quando…

  22. A internet tá lotada de matérias explicando a Síria. Mas a Turquina não é desculpa. Alertado pelo Theo, li a invasão turca com apoio americano no norte da Siria em Afrin. Certamente contra a vontade de Macron.

    A desculpa torta que vejo na região são os curdos. Macron tem planos mais ambiciosos. Os franceses são amigos da dinastia de Bashar que foi colocada lá. Mas são xiitas amigos dos russos. Que não são amigos de ninguém. Que aturam os curdos. Que não tem nação.

    Aquilo tá muito complicado. Mas o arrendamento das fragatas é interessante.

  23. Enquanto isso , a Marinha Italiana incorporou a sua 7a FREMM , de uma encomenda total de 10 navios. Serão 6 fragatas de uso geral e 4 asw.

  24. Toda vez que ouço algo de ataque naval da OTAN sempre têm navios americanos, Ingleses e Françeses, nunca ouço sobre os navios ou submarinos italianos entrando em combate!O mesmo se aplica a Alemanha, já suas forças aereas são mais atuantes nas coalizões.

  25. Srs
    O Sultão Erdogan quer reconstruir o Império Otomano e se tornar a potência que represente o mundo muçulmano.
    Para tanto ele precisa voltar a dominar toda a região do Levante, a Grécia e a região dos Balcãs.
    No momento ele está buscando tomar parte da Síria e liquidar com os curdos da região fronteiriça.
    Além disto está metendo a colher no Golfo Pérsico.
    Como a Grécia é um velho desafeto turco desde que conseguiu a sua independência na mesma época que o Brasil (contaram inclusive com o Cochrane, como nós) e está enfraquecida pela crise, é bastante provável que ele tente tirar uma casquinha.
    Os gregos sabem do perigo e por isto que mantêm, apesar da crise, forças armadas bem equipadas.
    Por outro lado, França e agora, a Alemanha, estão constatando que o Erdogan não é confiável e é provável que haja maior empenho em manter a Grécia na UE e na OTAN, pois ela é que poderá fechar a porta de acesso ao Mar Negro e, junto com a Tomenia, terá que suportar o primeiro embate com os turcos, se eles persistirem em recuperar as glórias do antigo império.
    Sds

    • Também vejo assim. A Turquia é a grande ameaça à região. Mas não será e não tem sido fácil lidar com milhões de curdos.

      Naquela região, ninguém confia em ninguém.

    • A Grécia é a porta da Europa… Se quisermos falar de projeto de poder muçulmano, considerando que eles tivessem alguma organização pra atuar em conjunto, que eu tenho minhas dúvidas, passa a ser a fronteira, o muro, entre o mundo cristão-ocidental e o muçulmano tanto a leste quanto ao sul… Olhando por este prisma Israel estaria como um posto avançado fortemente armado, mas o primeiro muro de contenção seria a Grécia… (não seibse essa metáfora é boa, mas foi o que me ocorreu) sendo assim, tirando de dentro pra fora, a Europa não será conquistada sem antes caírem as nações mediterrâneas…
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      Os EUA mantiveram os mísseis na Turquia (pelo que soube já esfavam retirando se não retiraram) porque a Grécia negou sua presença por lá… Mas o aliado natural seria a Grécia… Os gregos têm um “parentesco religioso” com a Rússia (ortodoxia) e sua posição foi disputada no fim da segunda guerra, mas a visão de futuro (e um pouco de filo helenismo) fez com que Winston Churchill batesse o pé no acordo em Moscou em 1944 para manter a Grécia sob a esfera ocidental e a URSS parou na Bulgária e Iugoslávia.
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      Na pior das hipóteses o Bósforo e Dardanelos precisariam ser fechados e dado o histórico apoio otomano à causa alemã, Churchill não podia arriscar…
      .
      Sds

      • A grande sacada do mundo cristão foi o papado. Abaixo de Deus somente o papa. No Isla que ainda espera pelo Messias e pelo novo Saladino há os califas. Para os xiitas somente o quarto califa.

        Erdogan quer a Síria. Trump quer a Turquia, porque como vc disse, na hora do aperto a Grécia pula pro lado dos russos.

        Não foi a toa que Deus ficou irritado e alagou aquilo.

  26. Srs
    Hoje, a liderança do mundo islâmico, particularmente no Oriente Médio, é disputada pelo Irã, que representa os xiitas, pela Arábia Saudita, sunita e que guarda os principais lugares santos do Islã e, agora, pela Turquia de Erdogan, que já se coloca como um novo sultão e pretende reviver a glória otomana.
    Para os turcos, por enquanto, é útil que a Síria e, também o Iraque se esfacelem, e que o Irã e a Arábia continuem se estranhando. Isto favorece a expansão da Turquia e a sua importância como poder moderador sobre a região. Além disto, abre as portas para sua “intervenção pela paz” que permite o seu ataque aos curdos.
    Por outro lado, a guinada de Erdogan para um regime islâmico acabando com o laicismo implantado por Ataturk, afasta a Turquia da Comunidade Europeia. Na verdade, Erdogan já abandonou o projeto turco de entrar para a União Europeia e só mantêm sua participação na OTAN para obter o benefício do acesso a armas do Ocidente, particularmente do Tio Sam. Mas deverá abandonar a OTAN, assim que isto se tornar um obstáculo maior a seus projetos imperiais.
    Suas relações com a Europa, particularmente com a Alemanha, hoje, esta mais atrelada ao que recebe para impedir a passagem dos migrantes rumo a Europa, do que a alguma identidade e compromisso com o Ocidente.
    Portanto, sua pressão sobre a Grécia não é estranha e o receio desta em ser atacada, muito menos. Aparentemente, os franceses e alemães concluíram que é melhor reforçar a Grécia colocando-a como uma barreira aos turcos, bem como dotando-a de recursos para bloquear algum movimento dos russos na região.
    Quanto ao Tio Sam, este se ressente da necessidade de ter que abandonar suas instalações na Turquia, atitude que tem prejudicado sua ação na região.
    O cenário geopolítico na região está em mutação e é provável que o Tio Sam, ao querer continuar em boas relações com o sultão, acabe por perder seu único aliado verdadeiramente útil na Siria e no Iraque, os curdos.
    Sds

  27. Nao sei de onde tiraram essa informacao, nas paginas oficiais da Marinha Francesa, e do ministerio de defesa, nao ha nenhuma informacao a respeito, sendo que hoje a Marinha francesa recebeu sua quinta fragata FREMM.

    • A informação foi tirada do próprio ministro da defesa interino da Grécia. Foi negada depois, por parte da França. Alguém falou besteira de algum dos lados ou houve um mal-entendido gigantesco e agora estão jogando panos quentes.

      Pode não haver informação específica no site do MD francês, mas a própria ministra se pronunciou a respeito poucos dias depois do caso vir à tona. Tem matéria sobre isso jornal francês La Tribune, e a ministra francesa negou haver negociações de aluguel de FREMM, ainda que a França estivesse aberta a estreitar laços com a Grécia.

      Pelo jeito o engano está sendo atribuído ao MD interino da Grécia, que por sua vez disse que o assunto foi alvo de conversas do primeiro-ministro grego com o presidente francês, mas isso pra mim tem cheiro de mal-entendido de ambas as partes. Segue matéria do La Tribune:

      https://www.latribune.fr/entreprises-finance/industrie/aeronautique-defense/fregates-imbroglio-abracadabrantesque-entre-la-france-et-la-grece-776215.html

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