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Sem renovação, navios da Esquadra Brasileira estão desaparecendo

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Marinha do Brasil terá apenas 5 navios de escolta até 2022, caso não surja alguma compra de oportunidade

Por Alexandre Galante
Editor-chefe da Trilogia Forças de Defesa

e

Roberto Lopes
Especial para o Poder Naval

O amontoado de navios cinzentos em diferentes atracadouros do entorno da cabeceira da pista principal do Aeroporto Santos Dumont, na Baía da Guanabara (RJ), impressiona.

Em tempos normais isso poderia simbolizar – ou traduzir – o potencial operativo da mais importante Esquadra sul-americana.

Mas para as Forças Armadas brasileiras em geral, estes não são tempos normais.

Ou são tempos de uma “normalidade” também cinzenta, pautada pela escassez; pelo envio de oficiais observadores, no lugar de navios, a simulações de guerra de importante conteúdo instrutivo; pelo aumento dos exercícios “na carta” ou nos simuladores; e até pela necessidade de economizar os víveres levados a bordo, antes de uma travessia.

Exército e FAB (Força Aérea Brasileira) também adotaram, há tempos, a rotina dos treinamentos virtuais. Mas na Marinha do Brasil (MB) o esforço de expandir a tecnologia dos simuladores é quase uma obsessão.

Faz-se de tudo para não se dispender recursos com combustível, lubrificantes, alimentos e munição no mar.

A possibilidade de uma emergência com uma das unidades da Força de Submarinos (ForSub) da Esquadra é pequena, entre outros motivos, porque os submarinos raramente saem “fora da barra”, para cumprir missões em mar aberto…

Hoje a ForSub tem dois submarinos considerados “operacionais” (Tupi e Tapajó) e três em diferentes níveis de manutenção.

O desinteresse da iniciativa privada em fabricar baterias para os submarinos 209, de tecnologia alemã, é um problema para o qual a MB ainda busca solução.

A Marinha dos Estados Unidos mantém um programa de adestramento para as tripulações dos seus submarinos nucleares, que consiste no enfrentamento dissimilar com submersíveis de ataque diesel-elétricos (convencionais). Na interação com as marinhas sul-americanas que (a custo zero) se dispõem a figurar como sparrings da US Navy, esses exercícios recorrem, quase sempre, a submarinos do Peru e da Colômbia – que, nessa parte do continente, são os que aparentam oferecer maior disponibilidade.

O Chile oferta um número menor de submarinos para o treinamento. No fim da fila estão a Armada do Equador e a MB – com um litoral imenso e uma Força de Submarinos que pouco se move.

Há, contudo, imobilismos ainda mais danosos. À superfície.

Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro - AMRJ - 2
Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro – AMRJ

 

Vírus – No agrupamento dos navios cinzentos atracados no AMRJ e na BNRJ na Ilha de Mocanguê em Niterói, se espalha, como um vírus invisível, insidioso, o germe da indisponibilidade.

Decreto nº 3.682, de 6 de dezembro de 2000, que modificou a Estrutura Organizacional da Esquadra, deixou ao Comando da Força de Superfície a seguinte composição:

– Comando do 1º Esquadrão de Escolta (ComEsqdE-1) – que tem sob sua subordinação as Fragatas Classe Niterói.

– Comando do 2º Esquadrão de Escolta (ComEsqdE-2) – com as Fragatas Classe Greenhalgh, Corvetas Classe Inhaúma e a Corveta Barroso.

– Comando do 1º Esquadrão de Apoio (ComEsqdAp-1) – que conta com o Navio Doca Multipropósito Bahia, Navio Desembarque de Carros de Combate Mattoso Maia, Navio-Tanque Almirante Gastão Motta e os Navios Desembarque de Carros de Combate Classe Garcia D’Avila.

– Navio-Escola Brasil e o Navio-Veleiro Cisne Branco

Porta-helicópteros HMS Ocean

Também subordinado ao Comando da Força de Superfície, o porta-aviões São Paulo foi desmobilizado em fevereiro do ano passado. O prejuízo para a Esquadra (ou para a Aviação Naval) foi grande, mas um golpe de sorte – a desativação do porta-helicópteros HMS Ocean, capitânia da Marinha Real Britânica – colocou esse moderno navio no colo da MB, que agarrou a oportunidade. Em agosto de 2018, o navio porta-helicópteros multipropósito Atlântico (A140) estará no Rio.

Saudado internamente como uma mudança de patamar operacional para a Marinha Brasileira, o Atlântico, para os esquadrões de escolta da Força, constitui apenas mais um problema.

Rigorosamente despojados de embarcações sofisticadas, como as fragatas (ou destróieres) de Defesa Antiaérea, os esquadrões de escolta vão precisar se desdobrar para interagir, no mar, com o porta-helicópteros Atlântico.

Fragata Niterói
Fragata Niterói

Casco – No Comando do 1º Esquadrão, a fragata Niterói (F40) já é, há tempos, tratada, informalmente, como apenas mais um casco cinzento.

Há cerca de dois anos que o navio vem perdendo componentes necessários a outros navios de igual projeto (Vosper Mk.10). Seu valor militar resume-se, portanto, à sua capacidade de navegar, e, eventualmente, oferecer uma sensação de “navio de guerra de verdade” aos Aspirantes da Escola Naval.

Fragata Defensora F41
Fragata Defensora F41

Defensora (F41) – A “Deusa” para seus tripulantes – mantém-se na condição de figura etérea, espécie de miragem.

Imobilizado desde o primeiro semestre de 2010, o navio vem sendo submetido a um longo processo de recuperação, que só no ano passado foi acelerado. Diferentes previsões do Centro de Comunicação Social da Marinha acerca da devolução do navio à rotina operativa caíram no vazio. E esse PMG atrasadíssimo ainda não tem, nem mesmo, um cronograma firme de provas de mar.

Fragata União
Fragata União

Veterano de quatro comissões na Força-Tarefa Marítima da UNIFIL (Força Interina das Nações Unidas no Líbano), o “Corsário” – como a fragata União (F45) é conhecida – “abriu o bico”.

O navio tem sérios problemas de propulsão, eixo e acoplamento de fluído (acoplamento hidrodinâmico para transmissão de potência, por meio da energia cinética produzida pelo fluído de trabalho, seja ele água ou óleo).

Fragata Constituição
Fragata Constituição

Constituição (F42) já está fora do rodízio organizado pela Força de Superfície para atender o compromisso de presença da MB no Líbano. Com mais de 3.000 dias de mar, o navio tem a sua propulsão comprometida, e, segundo uma informação de fontes do Poder Naval, passará todo o seu sistema de Comunicações (SISCOMFRAG) para a Defensora.

Navios da Esquadra na Operação Aspirantex-2018

Aposta – Os navios Niterói, União e Constituição estão fora do programa de revitalização que a Marinha prepara para tentar estender a vida útil das três outras classe Niterói – Defensora, Liberal e Independência – por mais 15 anos.

A meta estabelecida pela Diretoria Geral de Material da Marinha (DGMM) é considerada, até mesmo por alguns chefes navais, como irrealista.

As fragatas Liberal e a Independência serão mantidas no rodízio da UNIFIL. A Defensora ainda precisará provar que é mesmo uma “Deusa”…

O retorno de duas corvetas classe Inhaúma ao setor operativo é outra das promessas da Marinha, que vem sendo feita desde 2014, e a vida real teima em não respaldar.

Corveta Jaceguai
Corveta Jaceguai
Júlio de Noronha
Corveta Júlio de Noronha

Segundo fontes consultadas pelo Poder Naval, a corveta Jaceguai (V31) se encontra em situação ainda pior que a Júlio de Noronha (V32), parada há cerca de uma década. Informações extraoficiais dão conta de que o antiquado computador de controle de armas (Weapon System Automation, WSA) e o sistema de comando e controle do navio (ComputerAssisted Action Information System, CAAIS) – um must à época em que foi projetado, na década de 1970 – apresentam problemas em seu funcionamento, e sofrem com a falta de sobressalentes.

Fragata Rademaker
Fragata Rademaker

No Comando do 2º Esquadrão de Escolta, as duas fragatas Type 22 Batch I – Greenhalgh e Rademaker – tem vida útil estimada em mais quatro anos (outra meta que exigirá um esforço inaudito dos especialistas em manutenção).

Fontes do Poder Naval consideram que a Rademaker teria condições de ser escalada para o rodízio nas costas do Líbano.

O navio apresenta consumo de óleo combustível elevado, mas esse gasto é, aparentemente, compensado pelo baixo consumo de óleo lubrificante.

Oficiais ouvidos pelo blog argumentam, entretanto, que os sensores do navio são muito antigos, e o seu armamento não está inteiramente disponível.

Fragata Greenhalgh
Fragata Greenhalgh

Novo patamar – A verdade é que, no que tange a escoltas, a MB mudou de patamar histórico. Para pior, bem entendido.

A Força que, entre os anos de 1960 e de 1980 alinhava de 12 a 18 escoltas não terminará a década de 2020 com mais de oito – isso, obviamente, no caso de o Almirantado não se munir de vontade ou encontrar recursos para comprar navios usados, “de oportunidade”.

A Marinha está atenta às ofertas das diferentes marinhas – caso, por exemplo, das Type 23 britânicas –, mas, hoje, devido à escassez de verbas, essas compras parecem impossíveis.

Atualmente a Força de Superfície dispõe, no papel, de 11 escoltas, mas só seis têm condições de navegar, com restrições importantes na capacidade de usar os armamentos.

A MB vem licitando a compra de materiais para aumentar essa disponibilidade e, na medida do possível, recuperar alguns sistemas de armas que ainda têm chance de voltar a operar. Mas é certo que algumas dessas armas permanecerão somente como enfeites, até a desincorporação dos navios.

Uma realidade constrangedora, triste, mas que é impossível esconder.

Caso não surja nenhuma compra “de oportunidade” até o ano de 2022, a Força de Superfície estará restrita a três fragatas Classe Niterói (FCN), uma corveta (Barroso) e, possivelmente, uma corveta Classe Inhaúma (CCI).

Com o início da incorporação das embarcações Classe Tamandaré (sejam elas corvetas ou fragatas leves), a partir de 2022 a força de Escoltas crescerá, mas não muito.

Com as desincorporações previstas para a próxima década, ela dificilmente irá superar o grupo dos oito navios, o que parece irrisório para os compromissos da Esquadra Brasileira no Atlântico Sul – ainda mais com o virtual desaparecimento da capacidade de patrulha da Marinha Uruguaia e com o apequenamento da frota argentina.

A chamada Flota de Mar até agora não conseguiu iniciar o processo de obtenção de quatro navios-patrulha oceânicos franceses tipo L’Adroit, e, entre outras difíceis decisões, já admite que não terá dinheiro para modernizar as suas corvetas Classe A69, compradas também à França antes ainda da Guerra das Malvinas. Esses navios continuarão a operar do jeito que for possível, até o momento em que nada mais for possível fazer para que suspendam da Base Naval de Puerto Belgrano.

Na Marinha do Brasil, a “ficha” ainda não caiu.

Oito escoltas é um número inacreditavelmente pequeno. Bom para a Marinha do Chile, por exemplo, mas muito abaixo do patamar histórico da Esquadra brasileira no passado.

Para oficiais amigos do Poder Naval, é difícil aceitar que a Força de Superfície da MB continue a operar, pelos próximos dez ou 11 anos, sem importar ao menos dois ou três navios de 2ª mão (quatro seria o número mais adequado).

Internamente, os escalões superiores da Força consideram que uma eventual compra de usados deve ser feita com muito cuidado, para que os economistas cinzentos (nunca identificados) de plantão na Praça dos Três Poderes, em Brasília, não percam, repentinamente, a vontade de financiar o programa das unidades Classe Tamandaré.

Vamos rezar.

Nota do Editor: os grifos em negrito no texto são de responsabilidade dos autores.

339 COMMENTS

  1. Nós estamos vivendo um misto de falta de recursos com a falta de ameaças externas que justifique a compra de navios para proteger o litoral brasileiro. Isso é muito perigoso. Que o pessoal da manutenção faz milagres isso já sabemos há muito tempo mas até para os milagres existe um limite e estamos no limiar dele!
    Triste ver o que foi exemplo de esquadra na América do Sul estar dessa maneira!

    • Eu até entendo que existe um “descaso”, mas o governo tem uma série de interesses a atender; e atualmente o que mais é cobrado são as questões de saúde e educação, seguido por segurança pública. Creio que não faz sentido despender uma verba colossal para atender uma necessidade que não é tão primordial agora, que são navios de guerra. Infelizmente, precisamos colocar as contas na mesa, mas o que a gente vê nada mais é do que apagar incêndio todos os meses.

      • E meu amigo vamos rezar pra não sermos invadidos pois sua liberdade poderá acabar aí vc vai mudar seu discurso falando que as forças armadas não fizeram nada .

        • Invadidos por quem?? Venezuela?? Que país tem cacife ($$) para bancar uma invasão ao Brasil? Somos protegidos pelo nosso tamanho…

        • Se fosse só corrupção seria uma maravilha, era só prender os corruptos e mandar devolver o dinheiro. Há vários gargalos na administração pública que, se não forem resolvidos, irão nos deixar igual aqueles países pobres da África. Tem funcionário público ganhando dinheiro demais, estatais falidas dando prejuízos ao tesouro, serviços públicos que deveriam ser privados, enfim, a lista é grande e o dinheiro é pouco para tanta despesa.

        • Airacobra, imprimir dinheiro não é interessante economicamente. Isso gera inflação, e é algo muito prejudicial. Creio que não temos dinheiro, e isso é notório. A máquina pública está inchada.

  2. A coisa ta feia…e ainda sonhamos com porta-avioes e submarino nuclear…e dificil saber o que se passou na cabeça do almirantado na ultima decada .Nossas escoltas tendo que navegar tempo que elas nao foram projetadas para operar e o comando so aumentando pessoal e gastos parecendo o cara que ganha bem e ta com a casa caindo aos pedaços mas compra um carro zero importado financiado porque e isso que esta acontecendo com a MB parece que niguem sensato no comando foi ouvido nos ultimos 20 anos.

  3. nao tivemos ameaças nas ultimas decadas mas para diminuir os meios DE COMBATE tambem tinha que diminuir pessoal e foi justamente a contrario que ocorreu .muita gente pra pouco navio

      • Não mataram o sonho nem ele morreu Heraclides, ainda há gente sonhando com NAe, SSN, aviação de asa fixa embarcada…O que realmente houve foi um governo megalomaníaco que fez acreditar o Brasil já era uma potência, inventou uma gama de programas para as FFAA com uma pretensa inserção como protagonista internacional, de olho em uma cadeira no Conselho de Segurança da ONU, mas a maioria deles foram devaneios, que se esvaíram quando a realidade se apresentou.

  4. A que ponto chegamos!!!! Vamos fazer logo um 5S na esquadra: aquilo que pode ser aproveitado de outra forma, que seja. Se puder virar um patrulha oceânico, costeiro, Navio-escola ou mesmo aviso, que transformemos já. Do contrário vai para descarte. Ritmo total nas Tamandaré. Quatro navios em quatro anos.

    • Parabellum, temos que fazer um 5S no país! A oportunidade está próxima, elejamos bem nossos representantes em outubro…

  5. A luz amarela acendeu faz tempo, mas ainda não chegamos no nível irremediável, 4 escoltas de 2ª mão sejam inglesas, australianas ou de onde quer que apareçam e as 4 Tamandarés iniciais vão dar um alivio, agora se nada for feito o que não acredito vide a compra do Ocean. o projeto de virar só uma guarda costeira deve ser considerado.

  6. Que o Brasil não tem políticos que pensam em nossas forças armadas, todos sabemos, que falta dinheiro para tudo, todos sabemos, mas até quando a marinha vai por a culpa nos outros e não fazer sua parte?
    Cadê a reestruturação? Para que 17 mil fuzileiros navais? Para que tanto pessoal? Para que tantos almirantes?
    Ouço aqui que para a FAB e o Exército se manterem é muito melhor, mas fácil, uma coisa é comprar caças e blindados e outra é compra e manter navios.
    Mas, o exército viu algum valor perto daquilo que foi gasto no ProSub? A FAB foi buscar o caça com o melhor custo benefício para ela.
    Está na hora dos senhores almirantes pararem de por a culpa nos políticos somente.
    PS: melhor nem citar o dinheiro jogado fora AF-1, no São Paulo, e outras coisas mais.
    Saudações.

    • Esse é um dos problemas que já disse aqui, existe um apontar de dedos para os governantes( e eles têm culpas sim), mas os comandantes da Marinha também são culpados por uma série de decisão errada. Enquanto não tiver um almirante de coragem para fazer uma mudança de verdade, esse será o caminho da Marinha.

  7. “e dificil saber o que se passou na cabeça do almirantado na ultima decada ” Não é, não. Lembro muito bem de quando o A-12, mesmo parado e sucateado, sempre era usado para festas e ceremonias aonde presentes sempre estava o almirantado barrigudo, comendo seu caviar e desfrutando de todas as mordomias.
    Aí está averdade, dura e escandalosa, que muitos não querem ver, e que não dá para falar com manchete de Skyhawk ancião modernizado. A Marinha Brasileira, outrora que até a US Navy, preocupava, praticamente deixa de existir. Ainda bem mesmo que o Brasil não tem inimigos com uma Marinha de dar respeito. Caso o contrário, o mais que poderíamos esperar dos marujos brasileiros seria dar a vida com honra e coragem…e os almirantes sem número, a continuar engordando.

    • Não só o almirantado, os oficiais de modo geral. Tem algo no clube naval que afeta a realidade deles na hora das decisões, mas quando falam com jornalistas, aí eles retomam a realidade dura.

  8. Pessoal, o que há de errado? Sou leigo no assunto, mas pesquisando vi que o Brasil é um dos países que mais investe em defesa. Para onde vai esse dinheiro(que não é pouco)?

  9. Que situação ridícula a que a esquadra chegou… é um misto de descaso político, falta de gestão dos recursos, falta de compromisso e força de vontade por parte dos superiores, tanto da MB quando do ministério da defesa e de nossos presidentes e vices.

    Já passou da hora de rever o sistema de gestão das FAA, onde já se viu permanecer dessa maneira sabendo que tem um ralo gigante que consome quase toda verba, precisa enxugar muita gente da folha de pagamento e modernizar a gestão, chega de gastar mal.

    • Aí eu te pergunto, tem militares corajosos para mexer nisso? Até hoje não apareceu. Os civis não mexeram nesse buraco negro, entretanto vai levar na barriga como fazem a anos. Essa é a realidade.

  10. E incrível pois tivemos a carga tributária aumentada de 33% para 40 % nos ultimos 18 anos, justificando a manutenção da “qualidade de vida” durante o tal “crescimento econômico” do nosso país, mas na realidade não foi isso que aconteceu, todos os serviços que seriam necessários serem prestados pelo “administrador da nação” simplesmente foram pra cucuia….. As forças Armadas também acabaram dentro deste redemoinho de destruição, gerado pela ultimas “administrações publicas”, realmente há um descrédito geral sobre um rumo coerente para esta nação, parece estar sendo a nota geral dos pensadores e “economistas conscientes” nos últimos anos….. Realmente não vejo nenhum futuro para o Brasil, com essa maneira gerenciar e principalmente permitir que as coisas permaneçam como estão…….

    • Aí é que está a questão, nós temos que saber gerir melhor. Outros países com menos dinheiro, apresenta situação social e militar melhor que a nossa. Vide a Suécia.

        • Por isso falei da Suécia, a carga tributária é alta, mas sabem gerir bem o dinheiro. Nosso PIB é bem maior do que o deles, é olha a nossa situação….. Sem educação de qualidade, sem saúde e forçar armadas bem aparelhadas.

        • 80% da renda de um sueco vai para o Estado? Onde leu isso, amiguinho? Impressionante como tem gente que acredita em qualquer coisa ou simplesmente inventa.

          A carga tributária sueca não é a mais alta do mundo. Ademais, houve um redução em alíquotas de alguns tributos e a extinção de outros em meados da década passada. A tributação sobre empresas também pode ser considerada baixa em relação ao quadro geral. O irônico é que durante alguns anos, o BC sueco manteve taxas de juros negativos, o que inviabilizava investimentos em renda fixa, por exemplo. Porém, o governo sueco restituía tributos pagos a maior com uma sobretaxa, acima da praticada no mercado (política tributária interessante para evitar sonegação). Ocorre que isso prejudicava o orçamento real, pois criou um falso superávit. Uma vez que o popular sueco, de forma deliberada, recolhia mais do que devia para receber estes juros.

          Ps: não confunda Imposto de Renda com carga tributária. Suecos podem pagar mais sobre a renda do que brasileiros, porém, recolhem bem menos sobre o consumo.

          • Segundo uma reportagem do O GLOBO, a carga tributária na Suécia é 42,7% do PIB. O pais com maior carga na OCDE seria a Dinamarca (50,8%) seguida da França (45,2%). Nesta reportagem o Brasil aparece com 32,4%, similar ao Reino Unido (32,5%) e Nova Zelândia (32,3) (procurar por “A carga tributária no Brasil e em outros países da OCDE e América Latina”). Para comparação segue o IDH destes países: Suécia (0,913), Dinamarca (0,925), França (0,897), Reino Unido (0,909), Brasil (0,754), Nova Zelandia (0,915).

  11. Espero que o pessoal que fica comentado nas noticias da MB que o Brasil deveria construir um novo porta aviões ou modernizar toda a frota de A4 leiam essa matéria e vejam a realidade.

    Fala-se muito de sub nuclear, mas se a MB não tem recursos para movimentar os atuais 209, como vai ficar com um sub nuclear ?

    A situação está muito feia, em vez de ficarmos viajando com PA e “Manter doutrina de pouso em PA” temos de olhar para as escoltas. Não dá pra ter marinha só com Porta-helicóptero e submarino gente.

  12. Completo absurdo e indiferença pública!
    Isto é retrato de omissão, conformismo, falta de pulso e postura, mais notória ainda com as descobertas dos recursos disponibilizados na nossa faixa litorânea, onde uma parte deveria ter sido transferida para reaparelhamento.
    Ainda que não ocorreu uma tragédia, exemplo ocorrido com nossos vizinhos.
    Triste e sem saída…ainda que seja por oportunidade…
    Somos escravos de nós mesmos e permissor destas situações.
    Muito Vergonhoso!

  13. ______________
    ______________

    A Esquadra Brasileira está afundando. Toda ela. E no porto. Não pela ação de algum oponente externo. Mas pela inação das autoridades políticas e também pela distração das autoridades navais nos últimos anos.

    Os compromissos nacionais e internacionais que demandam a presença de nossa frota não estão sendo realizados num nível próximo do que se espera de uma Força Naval.

    Nossas escoltas estão sucumbindo não à força das ondas, mas da sua própria idade.

    Não temos meios de apoio logístico para suprir ou manutenir nossos homens e nossa frota quando eventualmente no exterior, como em lamentáveis eventos recentes, ou meios de patrulha para vasculhar ilícitos na costa. A vergonha encobre a Esquadra como o mar cobre o leito dos oceanos.

    Nosso último NAe, tardia e finalmente descomissionado, tornou-se o emblema da nossa obsolescência e falta de planejamento ou perspectiva, conquanto sua chegada, há 15 anos, dentro de um contexto político-financeiro alegadamente diverso, fora realizado em expectativas que não se concretizaram ou sequer seriam vislumbradas exceto em mentes deslumbradas, e ao revés, sucumbiram nossos minguados recursos financeiros e ainda sucumbem com o resíduo de um projeto de um arremedo de força aeronaval de ataque claudicante e estupidificante, vulgo “Falcões”, mas tão letais quanto pardais . . .

    Nessa esteira, deveríamos rever esse fantasioso e hilariante PAEMB em vigor, redirecionando os objetivos e recursos para meios e quantidades mais factíveis e exigíveis à nossa mediana projeção política e econômica. No tocante à ausência de um NAe, na eventualidade imaginativa de um conflito futuro que o demande, roguemos a Deus que nosso oponente não disponha de tal meio, e caso contrário, que façamos parte de uma coalizão de forças que supra nossa carência nesse quesito ou, ainda, que nossos meios diplomáticos vençam a batalha em seu terreno apropriado.

    Às vésperas do desembarque da Normandia foi realizada a “Operação Fortitude” (Fortaleza), um ardil para convencer os Nazistas que os Aliados se preparavam à invasão em local diverso. Nessa operação, para tanto, eles criaram armamentos, feitos de materiais infláveis mas que iludiram o inimigo, sendo úteis ao fim proposto.

    Hoje tal ardil não convence mais, o inimigo sabe bem do que somos ou não capazes, e mesmo assim realizamos uma verdadeira “Operação Fortitude” nas águas da Baía de Guanabara e na Base Aérea de São Pedro d’Aldeia, com meios navais e aéreos tão inúteis ou até mais que os infláveis de 1944 às portas da Normandia. Quando a MB realizará a “Operação Atitude”? Mas na direção certa . . .

    Oxalá tivéssemos até o fim dos próximos 15 anos uma linha de batalha no mar com, ao menos, 04 super fragatas, 04 fragatas leves, e 04 submarinos convencionais e 01 submarino nuclear, todos no estado da arte, e não no estado do desastre, como hoje nos encontramos. Sem prejuízo dos meios navais de apoio logístico.

    Por fim, com tristeza, ultimamente, observo aquilo que me parece uma média intelectual enfraquecida dentro da cúpula da Força Naval. Um potencial de articulação de ideias baixo, por vezes absurdamente sofrível, reproduzindo à exaustão chavões de caserna, sem nenhum juízo crítico ou criatividade de raciocínio à vista das notas oficiais repisadamente publicadas, com perspectivas sem nenhuma credibilidade factual, e pelas aspirações surreais, ainda que diferidas.

    A ordem unida, como se espera dela, promove uma uniformização de gestos marciais, não obstante a mente devesse ser livre para pensar e articular conforme o contexto. Não é o que me parece ocorrer. E as gestões administrativas na MB, nos últimos 20 anos, ao meu sentir, são reflexos autômatos e antolhados de uma doutrina naval repetitiva e ultrapassada, que não sabem ou não querem pensar o mundo real, apenas o ideal, num capricho juvenil, e assim “marcam passo” aguardando o tanger para “em frente”, “alto”, ou “fora de forma”, como muitos anteriormente já fizeram diante desse quadro de falência naval.

    E os próximos seguem nessa formatura enfadonha. Até quando?

    COMENTÁRIO EDITADO. NÃO ESCREVA EM MAIÚSCULAS. LEIA AS REGRAS DO BLOG.

    http://www.naval.com.br/blog/home/regras-de-conduta-para-comentarios/

    • Só pelo título, editores? Ok.

      O título editado era:
      “Operação Fortitude ou Operação Atitude”

      Agora majoritariamente em caixa baixa . . .

      NOTA DOS EDITORES: AS REGRAS SÃO PARA TODOS, INDEPENDENTEMENTE DA MOTIVAÇÃO PARA AS MAIÚSCULAS. AGRADECEMOS A COMPREENSÃO.

    • Caro editor, leia as regras do blog, não escreva em maiúsculo.
      As regras são para todos, independentemente da motivação ou de quem escreve?

      NOTA DOS EDITORES: SIM, AS REGRAS SÃO PARA TODOS.
      ENTRE OUTRAS REGRAS AINDA MAIS IMPORTANTES, SOLICITAMOS NÃO ESCREVEREM EM MAIÚSCULAS NOS COMENTÁRIOS, PELO MOTIVO EXPOSTO NAS REGRAS, E PORQUE AS MAIÚSCULAS SÃO RESERVADAS PARA DESTACAR NOTAS, AVISOS E ADVERTÊNCIAS DOS EDITORES, QUANDO NECESSÁRIAS, COMO É O CASO DESTA. AS REGRAS DE CONDUTA PARA COMENTÁRIOS SÃO FRUTO DE UMA DÉCADA DE EXPERIÊNCIA NA LEITURA E EVENTUAL MODERAÇÃO DE MAIS DE CENTO E CINQUENTA MIL COMENTÁRIOS FEITOS APENAS NO PODER NAVAL, SEM CONTAR OS OUTROS DOIS SITES DA TRILOGIA DE DEFESA. FORAM FEITAS PARA SEREM SEGUIDAS POR TODOS OS COMENTARISTAS.

      http://www.naval.com.br/blog/home/regras-de-conduta-para-comentarios/

  14. o pessoal do almirantado nao se tocou que a US NAVY nao tem mas escoltas para ficar distribuindo para paises amigos como depois da segunda guerra e durante a guerra fria
    eles mal tem para eles agora.

      • Bom, eu já conversei diversas vezes e com vários almirantes, pessoalmente, nenhum deles senil, e nenhum com pensamento ainda na Guerra Fria.

        Se esse tal de almirantado precisa reciclar ideias, e todo mundo em todo lugar sempre precisa, isso também vale pra quem comenta sobre o almirantado.

  15. “recursos disponibilizados na nossa faixa litorânea, onde uma parte deveria ter sido transferida para reaparelhamento.”
    Muito boa, essa. Esses recursos vão passar para os bolsos da turma de ladrões descarados no mando no Brasil. Cada dia vejo uma manchete nova, sobre esse ou aquele político, com “mesadas” milionárias. Não é nenhuma surpresa que não tem dinheiro para as FFAAS. E ao amigo acima que comentou que a MB deveria ser só guarda costeira, isso já aconteceu a muito tempo. A MB só existe no papel, o que existe realmente é uma minúscula guarda costeira. É do jeito que não podem nem operar os Type 209 convencionais, estou de acordo com o amigo acima. E como fica o adestramento da tripulação, nesses vasos tão sensíveis e perigosos, aonde a falta de adestramento geralmente causa tragédias? Sub nuclear para quê??? E também li que estão encontrando problemas para a reposição das baterias, alguém lembra ainda do ARA San Juan???
    Ufanismo a parte, SubNuc é para países sérios. Não para ficar brincando de marinha de guerra.

    • eu disse uma “boa” GC, que atualmente não é. Aliás a MB está no limbo, não é uma marinha de guerra, nem é uma GC.

  16. A prioridade foi para submarinos nucleares e navios aeródromos, para fazer bonito frente à USN.
    Corvetas e fragadas são coisa gente pequena,

  17. E tem gente que ainda bate palmas para a compra do Ocean! Pra que compramos esse navio ? A MB não vai ter dinheiro pra navegar, pra fazer a manutenção, pra comprar peças, pra comprar víveres……adianta comprar um gigante desses se não temos dinheiro pra operar ? Vai ser mais um elefante branco parado no cais igual era o A-12, servindo de salão de festas de almirantes sonhadores, esses mesmos almirantes que ainda falam em planejamento para construção de porta aviões !
    Alguns vão dizer: “Ahh, mas o Ocean vai ser a nova nau capitânia da esquadra!”
    Que esquadra ? Um monte de banheiras velhas que não se aguentam mais em pé!
    Palhaçada isso, tanta necessidade de navios patrulha, mais baratos e simples de operar e a MB comprando esse baita navio que, sozinho, não vai mudar em nada a situação. Vai ser mais um trambolho ocupando espaço e consumindo dinheiro de manutenção para sair ao mar 1 ou 2 vezes por ano!!!

    • E tem gente que acredita que o Brasil vai ser a quinta economia do mundo em 2050 porque os “ispicialistas” disseram. Com esse povo e com essa “governança” poderemos até ser o 5° PIB, mas daí pra refletir na qualidade de vida do povo ou no serviço público prestado (incluindo aí a defesa externa) eu duvido muito.
      Estaremos sempre no final da fila e querendo sentar na janela e culpando alguém pela nossa falta de vergonha na cara e incompetência.
      Enquanto ficarmos reclamando que estão surrupiando nosso petróleo e nosso nióbio e formos um povo analfabeto funcional que não sabe se localizar num mapa-múndi, altamente violento e desonesto e cujo governantes acham que explorar o espaço ou pesquisar a fusão a frio é coisa de nerd, seremos o eterno país do futuro.

  18. Tá de brincadeira postar uma coisa dessas. Com a crise fomos obrigados a cortar custos e com isso descer a ladeira do sucateamento da nossa frota. Qwe a década vem sofrendo com cortes no orçamento e o brasileiro querendo forças armadas impecáveis nas ruas. Isso é um fato.ponto. com data para acontece. Nossa força aeronaval. Reprimida pela bela democracia capitalista falida do nosso país.

    _______________

    COMENTÁRIO EDITADO. NÃO ESCREVA EM MAIÚSCULAS. LEIA AS REGRAS DO BLOG.
    http://www.naval.com.br/blog/home/regras-de-conduta-para-comentarios/

  19. Kkkkkkkk, e pensar que uns anos atrás queriam o Brasil como membro permanente do Conselho de Segurança da ONU! Quando o devaneio (ou seja, a possibilidade) escafedeu-se, até um ateu como eu pensou: ‘Putz! E não é que Deus existe mesmo? O cara ficou com dó e evitou que uma nação de 200 milhões de manés pagasse vale no cenário mundial!’

  20. Acho prioritário estes itéms para uma MB funcional até o final dos anos 20.
    !- Continuar a construção da Classe Macaé 500 Ton pelo menos mais 10 und.
    2- 4 ou 6 Fragatas usadas.
    3- 4 Tamandarés.
    4- Prosub.
    5- + 5 Npaoc Classe Amazonas.

    Obs: Continuidade do Prosub e Tamandaré ou sucessor, não parando nas unidades previstas atualmente..

    • A MB discorda da sua sugestão. Ela precisa de:
      1- Dois porta aviões,
      2- quatro subnuc,
      3- uma Interprise do Capitão Kirk.
      Até 2020.

    • Precisamos é dar baixa em tudo que só flutua com urgência. Não servem como navios de guerra e consomem como tal. Pergar-se-ia 2 Niterói e faria um novo Mod-frag com as 2, trocando até a propulsão se necessário. As outras 4 se retiraria as turbinas, sonar, aspire, tubos de torpedo, botox, etc e as transformariam em NPaOc, as inhaumas idem. As Greenhalgh direto para o desmanche. A partir daí, Pires na mão e sentar na porta da RN para ficar com pelo menos 5 T23. Assim tería-mos como pleitear pelo menos 8 Tamandarés. Não adianta ter uma esquadra de faz de conta. Há algum tempo atrás quando citei que nossas fragatas não ” existiam” mais, Nunão ficou “bravo” querendo dados e fontes, rsrs. Mas na verdade isso é bem sabido no Arcenal e na Base Naval. Mantendo o que se mantém sem utilidade bélica, servindo quase que só para instrução, tem-se um custo desnecessário e causa-se no meio econômico do GF que temos uma grandiosa Marinha sendo desnecessário investimentos.

      • Ádson,
        Se dermos baixo em tudo que apenas flutua, ficaremos sem nada.
        Quase tudo na MB é um embuste. Nossas fragatas praticamente só existem no papel. Elas ou tem problemas de propulsão ou de Comando e Controle ou de Comunicação ou de Armas, ou de tudo junto!!!
        Acho que até 2020, só teremos Rhibs para patrulha.

      • “Há algum tempo atrás quando citei que nossas fragatas não ” existiam” mais, Nunão ficou “bravo” querendo dados e fontes, rsrs. ”

        Adson, por favor, não distorça o que eu comento aqui, mesmo entre aspas.

        Nossa troca de comentários da época não tem nada de “bravo” da minha parte, muito menos de eu querer provar coisas diferentes dos fatos.

        Os fatos constantes desta matéria são, em certa parte, apurados e comentados por mim mesmo várias vezes aqui no Poder Naval. Eu não comento mentiras nem brigo com os fatos.

        • Nunão, gosto do que vc escrevi, porém as vezes vc era no tom com alguns comentaristas, como por exemplo agora onde seu comentário sugere que eu tenha dito que vc menti. O bravo entre aspas é muito bem colocado sim, de certa forma bem humorado, pois com relação aquele pôste antigo vc foi muito incisivo, quase agressivo, pelo menos assim percebi, mas acho que todos tem mais momentos e por isso ele eu como manda a boa educação. Agora quando citei novamente, e em tom descontraído, vc sugere que digo que vc mente.

          • Adson,
            Então por favor me ajude a refrescar a memória, pois se fui agressivo contigo em comentário do passado eu peço desculpas desde já.

            Não é do meu feitio agredir os demais em comentários, busco em geral o contrário (embora tenha gente que confunda objetividade com agressividade), mas como qualquer um posso errar no tom, especialmente se for agredido por outro (e não me lembro de ter sido agredido por vc alguma vez ou de ter respondido em tom agressivo)

            Fiz uma rápida busca em trocas de comentários nossos neste ano e só achei debates técnicos ou de esclarecimento de informações a respeito desses assuntos:

            -Possibilidades de uso de superestrutura em material composto e radar de antenas fixas planas, via Suécia, para a classe Tamandaré

            – Possibilidade de reaproveitar o projeto do casco da classe Niterói para o projeto de novas fragatas

            -Programas relacionados a torpedos e mísseis que estavam na Mectron

            – O projeto de NPaOc do CPN

            E a mais recente troca de comentários que encontrei, também neste ano, foi esta, sobre as fases do cronograma da classe Tamandaré:

            http://www.naval.com.br/blog/2018/03/31/cotecmar-oferece-seu-opv-93-ao-equador/#comment-196708

            Não encontrei Ainda comentário meu, nessas conversas, com rispidez ou agressividade, mas vou continuar olhando nos do ano passado.

          • Encontrei o debate em questão, Adson.

            Foi no ano passado, a partir do link abaixo. Você afirmou que todas as fragatas e corvetas (exceto a Barroso) estavam “mortas” e eu questionei o termo. A discussão foi ficando um pouco mais quente, conforme divergíamos sobre problemas específicos de casco, ou de propulsão ou de armamentos em classes e navios específicos (informações aliás que já apontavam para o que está nessa matéria em debate agora) para se poder dizer ou não se havia uma totalidade de navios “mortos” ou “quase mortos”. Mas, sinceramente, não vejo agressividade nos comentários em questão, e sim tentativa de se chegar a uma objetividade e mais precisão de informação sobre fatos reais. Enfim, se foi de agressividade a sua percepção, reforço meu pedido de desculpas.

            http://www.naval.com.br/blog/2017/10/25/brasil-e-chile-avaliam-aquisicoes-de-segunda-mao-da-royal-navy/#comment-163334

  21. Amigos…

    Tenhamos calma…

    Pés no chão…

    Ainda não é um desastre completo… Mas para a situação ser salva, alguma decisão deve ser tomada, sem delongas, ainda este ano. E minha opção seria: que se dê prosseguimento a classe ‘Tamandaré’ e se ignore escoltas usadas.

    Penso que escoltas antigas devam ser ignoradas por dois motivos:

    1º – Não há muita coisa no “mercado de usados” que de fato valha muito a pena ou que venha a ficar disponível neste momento…

    As classes ‘Perry’, ‘George Leygues’, ‘Maestrale’ e ‘Bremen’ já estão nos estertores finais, sendo em sua esmagadora maioria navios com mais de três décadas de serviços, empurrando água a valer. Há as classes ‘Adelaide’, ‘Halifax’, ‘Type 23’, F-123 e ‘La Fayette’, que se constituem em possibilidades distintas, mas todas ainda em uso em suas respectivas marinhas e que certamente serão alvo de intensa disputa quando ( e se… ) ficarem disponíveis em tempo hábil para nós. Talvez, com a incorporação da classe ‘Hobart’ junto a marinha australiana, as ‘Adelaide’ fiquem logo disponíveis, sendo esta provavelmente a opção mais interessante de momento ( pena serem apenas duas… ).

    2º – O fator político…

    É praticamente certo que aparecerá alguém questionando a necessidade de vasos novos quando da incorporação de meios usados que possam operar por mais uma década… E termina que os navios novos de que tanto se precisa, nunca chegam…

    Logo, a não ser que tenhamos um incrível golpe de sorte e apareça algo verdadeiramente em boas condições nesses tempos, melhor manter a incorporação de escoltas usadas uma opção secundária…

    Quanto ao programa ‘Tamandaré’ em si, penso que o mais lógico seria modifica-lo e adequa-lo a urgência do momento.

    Primeiramente, poder-se-ia considerar a construção dos quatro vasos no exterior, excluindo-se portanto a construção em estaleiro local, e realizando no País somente a integração do hardware necessário.

    Abandonar o projeto nacional e proceder a adoção de um projeto estrangeiro já testado e operando, também seria uma decisão que consideraria lógica. Poupa-se tempo e, quase certamente, recursos. E considerando que esse vaso será a espinha dorsal da nova força de superfície e o meio pelo qual se fará a recuperação e desenvolvimento das capacidades operativas da Esquadra, abandonaria definitivamente o conceito de corveta e ficaria com um projeto já dentro das 3000 toneladas; uma fragata leve ( apontando aí para uma classe ‘Daegu’ ou mesmo uma derivação da MEKO A-200 ).

    Poder-se-ia conservar opções de compra para mais um certo número de vasos, e no médio prazo, a depender da situação, proporcionar um substituto único para as atuais corvetas e fragatas, chegando talvez a 2030 com uma classe única de combatentes ( oito, ao menos ), abrindo-se então processo para compra de algo mais pesado; quatro vasos a serem incorporados até 2040. E é isso…

    Qualquer plano de recuperar o AMRJ, penso eu, deve ser conduzido em separado. A prioridade deve ser a obtenção dos meios, pura e simples.

    • Uma solução que poderíamos explorar:
      1) Declarar o Estaleiro Posco Daewoo vencedor da concorrência da classe Tamandaré.
      2) Adotar um navio de projeto Koreano e boa parte de seus sistemas, também Koreanos.
      Contrapartida:
      1) Modernização do AMRJ e construção de parte dos Navios ali.
      2) Transferência dos 3 Contratorpedeiros Classe Gwanggaeto the Great para a MB.
      Passo seguinte, dando garantia ao investimento Koreano:
      1) Contratar a construção de um NApLog.
      2) Aumentar o número de Escoltas.

      • Bardini, concordo “em gênero, número e grau” com vossas colocações. Os KDX-I cairiam como uma luva na MB, e seriam um salto quântico para o país. Até seu deslocamento, 3800t, as aproxima das Tamandarés (3000t). As 3 unidades construídas se aproximam dos 20 anos de incorporação, o que é ideal em termos de vasos “usados”.
        Com o arrefecimento das tensões na península Koreana, não custa nada sonhar.

      • Eu acho q a solucao é por aí, não no sentido de necessariamente escolher os coreanos, mas sim em se buscar uma “venda casada” onde o contrato inclua o leasing e manutenção de 2-4 embarcações similares (kdx, lafayette etc). Essas naves deveriam ser disponibilizadas no máximo em até 6 meses da assinatura do contrato e cobririam o gap até a entrada em serviço da 4ª Tamandaré (6 anos?) Nesse momento poderia decidir-se pela renovação do contrato, pela compra em definitivo ou pela devolução das mesmas. Assim passaríamos a contar imediatamente com 2-4 naves modernas, com manutenção paga pelo estaleiro e muito provavelmente com grande comunalidade de sistemas com as futuras tamandares.

      • Não esquece daquele míssil anti-navio sul coreano também… tem longo alcance e não sei quando ou se o míssil brasileiro ficará pronto.

      • Boa, Bardini…

        Seria o melhor, dentro da atual conjuntura.

        Apenas coloco em dúvida o ponto acerca da transferência de embarcações ora em uso por aquela marinha. Convence-los ( e pode se dizer o mesmo de outros… ) a ceder vasos que lhes são necessários nesse momento é que seria difícil, visto a classe ‘Sejong’ ter somente três navios de seis pleiteados até aqui, e somente haver sido entregue um classe ‘Daegu’ até então. Imagino que os ‘Gwanggaeto’ somente venham a estar disponíveis quando os ‘Senjong’ estiverem completos em número ou mais ‘Daegu’ forem entregues.

        Particularmente, eu abdicaria da exigência de navios para cobrir gaps e focaria recursos na operação da ‘Barroso’, nas CCI remanescentes e nas FCN em melhor estado. Usando-as com racionalidade, é possível mantê-las navegando e com algum grau de operacionalidade até 2022/2023, pelo menos.

  22. É realmente muito triste ver a MB neste estado de penúria, realmente lamentável.

    Ainda me lembro bem o dia que meu pai e eu fomos ao porto do Recife visitar a mais nova fragata adquirida pela MB, que havia vindo direto da Inglaterra e estava escalando o Recife.

    Estou me referindo a fragata Defensora. Aquela visita a Defensora solidificou o meu sonho de entrar para a MB, sonho este que mais tarde não pude concretizar por outras razões. Mas o fato de naquela ocasião ter tido a oportunidade de subir a bordo e ter visto aquele navio lindo, moderníssimo e zero bala de pertinho foi inesquecível.

    Pelo andar da carruagem vai ficar difícil para outros meninos terem este mesma experiência que tive.

  23. É muito almirante pra pouco navio. Se não diminuirmos os gastos com pessoal, nunca teremos uma Marinha moderna e pronta para defender os interesses do País. É preciso eleger prioridades, senhores. O bolso do contribuinte brasileiro tem limites.

  24. Algumas pessoas estão politizando (nada contra), mas como os projetos vão para frente se os oficiais, estão interessados mesmo é no seu próprio “nariz”.

    A maior parte dos recursos para as forças armadas vai para pagamento de pessoal. É aí que deveria haver um reforma, não sei exatamente como funciona. Principalmente as pensões, mas não me causa estranheza esse estado atual da FAB, MB e EB, já que 70% vai para pagamento de pessoal.
    O Pré-sal a promessa, pelo jeito nada.
    Seria uma boa se vocês da Forças de Defesa nós mostrassem como funciona essa divisão de pagamento(projetos, salários e pensões) de uma maneira que qualquer leigo possa entender.

    Sobre as compras de oportunidades, creio que até final dessa década terá uns navios interessantes a “disposição”.
    Existe um FMS naval?

  25. Uma pena… nosso Amirantado nos últimos 10 anos realmente viveu tentando tornar realidade um sonho impossível… modernização do São Paulo, compra dos aviões COD, PMG do Rio de Janeiro e Ceará (tempo dinheiro e esforço das tripulações jogados fora), mais OMs de terrra, mais Almirantes… para que??? Foi-se o tempo das FTs com 11 escoltas que vivi… por essas e outras pedi minha reserva e vim me realizar na vida civil… virar esse jogo não será fácil… desejo ao Almirantado atual que reflita tudo isso! Vida longa MB!

  26. Pouco tempo atrás eu montei uma tabela bem chinfrim, que retratava mais ou menos isso que está escrito na matéria.
    .
    A situação é caótica.
    Essa situação toda é extremamente complexa e é resultado de uma série de fatores.

      • Incompetência por si só, não é um fator indutor em problemas que se arrastam por décadas. Incompetência é algo que pode ser facilmente eliminado, se uma estrutura organizacional estiver bem implementa.
        .
        A Marinha é realmente do Brasil…
        Acho que isso resume pra você o principal fator.

  27. Considero q o período de 2004 a 2014 a pior fase da MB ..e ja passou … entre novo e pouco usado ( casos do Bahia .. Atlântico .. e rebocadores ) a MB aproveitou bem o q surgiu de oportunidade no mercado de 2014 pra ka ….. tb esta pra surgir uma nova oportunidade de 2 NTs da Royal Navy e é preciso aproveitar tb ,..a MB precisa resolver logo o projetos Tamandaré .. tb vai precisar arrumar +-6 escoltas usadas .. isso acho q ja cansamos de debater e infelizmente tais oportunides so irao surgir no inicio da próxima década .. (Type 23 … navio japa ..ETC ) .. q a MB inicia as negociatas elas corvetas/fragatas …( se por exemplo a MB for de Type 054 .. em ate 8 unidades .. em 2 ano sos chinas nos entregariam ao menos 3 cascos ..ja q integração dos sistemas deve ser feito por aki mesmo .. e o q acho) ,, se tudo sair certo MB vai ser uma força de respeito ja a partir de 2024…
    4/6 escoltas usadas /Ocean /Bahia / 9 subs/6 a 8 ”tamandares”/ 2 NTs /6 patrulhas………. n seria o sonho q esta escrito na ”END” .. mas algo a se respeitar , em termos de Marinha de guerra

  28. O duro é que outros comentaristas habituais deste fórum e eu cantamos essa bola há alguns anos, e fomos (somos) continuamente massacrados por outros, sonhadores e iludidos e “grandes especialistas” em FFAA…

  29. A MB, mais do que a FAB, está precisando renovar sua estrutura e mentalidade.
    A chave está na CF 1988. Não podemos tomar iniciativa da guerra, não podemos anexar territórios. Esqueçamos a cadeirinha do CS/ONU, nunca será nossa.
    Ou seja, precisamos de forças dissuasivas, que desestimulem incursões, seja de lagosteiros, seja de frotas que defendem os lagosteiros.
    Desde o ataque a Taranto que mais belonaves de superfície passaram a ser afundadas por aviões que por outras belonaves de superfície. E os submarinos também cobram sua parcela.
    36 aeronaves de ataque naval, 3 Subnuc e 6 SubDE, 9 OPV, 6 CV e 6 fragatas com helis com capacidade ASuW, como mísseis e torpedos em quantidade, e tá de bom tamanho.

  30. não estaria a escala de serviço cada vez mais apertada no líbano cobrando um preço muito alto na manutenção dos navios? seria heresia o ministro da defesa respeitosamente avaliar a possibilidade de uma folga?
    além dos dias de mar e horas de funcionamento, incidentes como a intrigante avaria simultânea nos dois hélices da união (2015) podem ocorrer com custos de manutenção corretiva da ordem de centenas de milhares de euros.

  31. Durante anos, o 1º mundo trocava seus navios depois de um tempo, e comprávamos 2ª mão boas para nossa realidade.
    Porém, aqueles deixaram de trocar rapidamente e deram mais tempo aos seus meios, já contendo os gastos com defesa.
    Resultado… acabou a fonte de usados bons e estamos nessa sinuca de bico…
    Me surpreendi com as condições de nossos meios…
    Ou compramos usados q serão pouco utilizados ou investimos o q não temos em meios novos…
    Tá cruel…

  32. Pois é, o nosso almirantado está pensando em NAe,s modernos e aviação embarcada.
    Ao invés disse, deveriam pegar essas verbas (já que adquiriram os 2 LHD,s) e investir numa nova classe de Fragata nacional baseadas no casco das Tamandarés, com deslocamento maior 4.000 á 5.000t e ligeiramente maiores 130 metros.
    Mas preferem ficar com aspirações megalomaníacas de grandeza
    Isso para não falar nos gastos extremos em super salários, pensões eternas e desvios morais de alguns na força, política e sociedade.

  33. Nota do comentarista

    Phode…….

    Mas teremos SSN, viva a Ilha Fiscal.

    Quem conhece a história ?

    Nosso litoral está as moscas,

    + 8 Macaé e + 4 AHTS

  34. Ainda existe a possibilidade a curto prazo das OHP Autralianas, dá para comprar, na verdade são três, mas a mais velha poderia servir como peça de reposição para as duas mais novas, são belonaves que foram modernizadas e dentro das possibilidades da MB neste momento. Não adianta sonhar com Lafayette, Tipo 23 não tem grana para isso. Dá para tentar salvar a médio prazo 3 Niterói, a corveta Julio de Noronha, a Barroso e as duas OHP Australianas , é o que dá no momento.

  35. Caos total! Ainda querem chamar de marinha de guerra. Um ferro velho naval, é a Avenida do Cursino da marinha. (conhecido endereço em SP onde há muitos desmanches, comércio de sucatas de veículos) .Onde vamos chegar? Será necessário criar uma nova marinha, tanto de mentalidade como de equipamentos. Só por Deus!

  36. Boa noite foristas.

    Sabendo que os sistemas e armamento são responsáveis pela maior parte do custo de navios de guerra pergunto. Não seria viável investir na construção de escoltas na faixa de 3.800 toneladas, navios do porte da classe Niterói? Isso aumentaria muito o custo da classe Tamandaré?

    • É o que eu defendo. Navio maior, na casa das ~4.500t, mas nem por isso, muito mais complexo que a Corveta que o CPN projetou, em termos de sistemas.
      .
      Contrata-se no primeiro lote uma versão Emprego Geral, mais barata, com uma proposta semelhante a proposta de armamento e sistemas da Corveta do CPN. Coisa para iniciar a produção…
      Depois, se necessário, se deriva deste navio uma versão com maior enfoque em ASW, para um segundo lote. Em um terceiro lote, poderia se ter uma melhorada nas capacidade AAW.
      .
      Só a economia que a escala proporcionaria, poderia vir a bancar a diferença do custo, no longo prazo.

      • “Navio maior, na casa das ~4.500t, mas nem por isso, muito mais complexo que a Corveta que o CPN projetou, em termos de sistemas.”

        Pegando um gancho no seu comentário lá em cima, sobre fazer uma parceria com os sul-coreanos, e entre fazer um novo projeto, totalmente desenvolvido aqui de 4.500 tons, então prefiro usar o dinheiro que seria gasto no desenvolvimento deste novo casco e usa-lo numa atualização das KDx II; atualizando sistemas, adotando (talvez e se possível) uma propulsão utilizando os mesmos equipamentos das Tamandarés, novos radares, menos lançadores verticais (apenas 32 de inicio e, se possível, numa atualização futura coloca-se mais), etc pois ela, a KDx II, já é um casco comprovado e do tamanho que sugere.
        Talvez, numa parceria mais abrangente, participar do desenvolvimento das futuras KDDx, adiquirindo-as na década de 2030.

        https://en.wikipedia.org/wiki/Chungmugong_Yi_Sun-sin-class_destroyer

  37. Lamentavelmente, há uma completa falta de vontade e estratégia referente a desenvolvimento e manutenção da MB, o que adiante a compra de um porta helicóptero se muito provavelmente não havera verbas para manutenção e aperfociamento, mais valeria o desenvolvimento de recursos no Brasil e parcerias com industrias e universidades que fossem capazes de desenvolver softwares e hadwares, lamentavel.

  38. Recuperar os estaleiros nacionais entregues a empreiteiros levaria 20 anos. Talvez mais. Se, houvessem recursos para isso. Não há.

    A despesa com defesa é 100. Sabemos todos que ficam 9% ou 10% após o custeio e os decretos de contingenciamento que se vão acontecendo ao longo do ano são previsíveis porque todo ano é a mesma história.

    Então a despesa com defesa não é a que está no papel. É aquela que acontece. Não adianta reclamar despesa com defesa de 2% do PIB se o PIB está comprometido em 90% e os 2% dos 10% não pagam o óleo da Fragata Defensora ou da União porque o custeio come quase tudo.

    As Armas querem de volta o auxílio moradia. 2,2 bilhões. Se passar, aumenta o custeio.

    Concordo com a opinião do meu desafeto. Chamamos os coreanos da Daewoo que ofereceram contra partida no contrato das Tamandarés e recomeçamos.

    A vida é longa.

  39. A MB que se manque e trate de conduzir rápido o processo de seleção das 4 Tamandarés e garanta a assinatura do contrato este ano.
    Corre o risco da história se repetir pela milésima vez e o Presidente que entrar decidir paralisar o processo.
    Pelo quadro, a matéria do Poder Naval está sendo até otimista.

  40. Com tanto estaleiro nacional quebrado é uma massa de desempregado, por que não repor a armada com navios construídos aqui.

  41. Em primeiro lugar parabéns ao Sr. Galante e ao Sr. Roberto Lopes, por exporem a realidade, pois existe sempre a tendência a se mascarar os fatos no Brasil no que tange a coisa pública. Quem acompanha com olhos na realidade já tinha conhecimento de tudo o que foi escrito no artigo, mas creio que para muitos realmente possa ser uma surpresa.

    O pessoal aqui fica culpando os Almirantes, realmente penso que somente pode se dizer que eles fazem planos teoricamente excelentes, mas o nosso governo e povo não tem vocação para o mar, bem como aqui no Brasil planos e projetos militares não são bem vistos pela população e não dão votos, consequentemente então não há verba e tudo se arrasta.

    Pesa também que a Marinha assim como as outras forças, são órgãos públicos e sofrem do peso da burocracia, da dificuldade em tudo, somente que pertence a um órgão público na esfera administrativa sabe o quanto é complicado até para comprar uma caneta, não é diferente com peças de reposição caras.

    Outro ponto que aflige a todas as forças militares é o encarecimento absurdo da tecnologia militar, cada dia mais sofisticação e preços em patamares absurdos. Com isto a tendência é o encolhimento geral de tudo, menos navios, menos aviões etc. Isto é global.

    O pessoal falou da FAB, olha quero colocar que a FAB em termos de vetores de combate é minúscula para o tamanho do nosso território, suas bases aéreas são extremamente vulneráveis, sem hangares reforçados, geralmente com uma única pista curta, sem abrigos, bunkers etc. A defesa anti aérea resume a Manpad’s Igla, isso é quase nada.

    A FAB também não se preocupa muito com o mar, demorou um tempo enorme até colocar os P 3 Orion em operação e até hoje 2018 não tem um avião de combate armado com um míssil anti navio, mesmo com todo este litoral, se houvesse a necessidade os pilotos brasileiros de caça iriam passar por maus momentos para atacar um vaso de guerra.

    Será salva quando vier o Gripen e ainda ficará no ar, quanto armamento será adquirido para ele, será que haverá verba para comprar o RBS 15, por exemplo?

    Vejam o Exército, até hoje 2018 sem ter mísseis anti carro operacionais, já teve alguns Milan, já teve o filo guiado Cobra, mas hoje esta espera de um projeto nacional que dura décadas, enquanto isso na Síria milícias disparam mísseis anti carro a torto e a direito.

    Assim senhores somos um país estranho, onde devemos importar as peças até para um canhão (metralhadora na Marinha) de 20 mm, mas temos um projeto de submarino nuclear.

    Finalizando a minha divagação creio que a única coisa que posso dizer que resta aos comandantes de alto escalão é não contar com verbas grandiosas e fazer os planos futuros bem econômicos, principalmente quanto aos custos operacionais.

    • José…
      .
      veja a Rússia por exemplo…sabe construir submarinos de propulsão nuclear, apesar de
      uma série de atrasos ocorrendo com novas construções e modernizações de antigas e
      está “se batendo” para colocar em serviço um modesto navio de desembarque que
      apesar de ser classificado de “grande” deslocará totalmente carregado quando muito
      6000 toneladas.
      .
      Em construção desde 2003 o “Ivan Gren” ainda está passando por testes de mar e
      para piorar a situação, recentemente um helicóptero que decolou dele caiu matando ambos os tripulantes.
      .
      abs

  42. Um pequeno erro, provavelmente de digitação e sem grandes consequências encontra-se no tópico “Fragata Defensora”…na verdade ela não está imobilizada desde o primeiro semestre de 2015 e sim desde 2010, conforme testemunhei em viagens que fiz ao Rio de Janeiro.
    .
    Estranhei o estado da “União” que segundo alguns tripulantes me disseram, estaria entre as
    três em melhores condições materiais da classe.
    .

  43. Navios modernos possuem tripulação menor que navios de mesma categoria mais antigos.
    Compra de oportunidade é sempre relevante para países como o nosso, porém concordo com as opiniões que pedem para focar em navios novos.
    A produtividade é proporcional a quantidade de HH (horas-homem) necessárias para produção de um bem ou serviço.
    A nossa pirâmide de gasto precisa mudar senão voltaremos aos problemas de hoje.
    Supondo que surgisse um investimento que permitisse a compra de todos os vasos que precisamos, em pouco tempo o orçamento estaria consumido pelos mesmos custos que estão na pirâmide de hoje e não conseguiríamos fazer uma manutenção mais pesada ou um PMG.
    O problema é estrutural. Vai desde a quantidade de almirantes até o parafuso.

  44. Pessoal, ACORDA!

    Esse poço em que a MB se encontra, ela cavou sozinha (na realidade, com uma ajudinha).

    A cereja do bolo é que existe grana, E MUITA, e ela será gasta no ProSUB. Vejam bem, para se operar um SNBR é necessário uma instalação nuclear, que no ProSUB é chamada de complexo radiológico. Essa parte da obra sequer foi iniciada ainda, e representa mais de 50% do empreendimento. Ela se assemelha (e muito) a uma usina nuclear, por sua capacidade de manipular o combustível nuclear (em caso de emergência, por exemplo). Isso ainda vai custar Bilhões e Bilhões. E nós, contribuintes estaremos assistindo de camarote.

    É um disparate total. A MB sequer consegue manter uma mísera frota de superfície em condições operacionais, que dirá um subNuc!
    Vejam bem, qualquer incidente com um SubNUC não é mero evento, é uma Catástrofe em potencial.

    Com o dinheiro que seria gasto nisso, renovaria-se toda a frota de superfície, e ainda sobraria um troco.

    Questão de prioridades.

    As cabeças “pensantes” da MB ainda não aprenderam o que é isso

    • Esse complexo radiológico tem uma cara de Angra 3… Ainda mais agora, com a empreiteira favorita da MB sem comando e sem lastro financeiro.

  45. Meus Deus, a se confirmar todos esses dados fica a pergunta:Quem é o culpado de tudo isso?Seria o PT como todos dizem?Ou foram todos os governantes de uma maneira ou outra culpados por esse descalabro?

  46. Apenas uma pergunta.

    A quem interessa ver as FFAA totalmente sucateadas, e entregue às baratas?

    Pois é, estamos num ano chave pra mudar tudo isso.

  47. O submarino nuclear é a rainha do xadrez naval o seu potencial estratégico é imenso, pode fazer coisas incríveis, viajar submerso a velocidades de uma lancha indo de um lado ao outro do oceano como se fosse um passeio, um sozinho pode enfrentar toda uma esquadra como a nossa. Não teria como os nossos Almirantes não planejarem ter uma arma destas.

    Agora a teoria é uma e a prática é outra.

    Um projeto por demais grandioso, que ultrapassar o âmbito da Marinha, deveria ser um projeto de Estado, mas será que cabe no momento atual do Brasil, que tem problemas sérios de vocação para ser uma potência militar.

    E ainda apesar de dizerem que não é, em parte um emprego da energia nuclear para fins militares.

    Salvo engano meu este projeto começou no final da década de 70 ou começo da década de 80, bem o que sei é que desde adolescente falam do projeto do submarino nuclear brasileiro.

    E eu talvez viva ainda 20 ou 30 anos com sorte e pessoalmente considerando a dificuldade técnica, a grandeza do projeto e o que ainda falta fazer, a eterna falta de verbas e a demora dos projetos militares brasileiros, creio que não verei com vida o sub nuclear brasileiro navegando.

    Sinto muito, pelos entusiastas.

  48. Adriano Luchiari
    “O duro é que outros comentaristas habituais deste fórum e eu cantamos essa bola há alguns anos, e fomos (somos) continuamente massacrados por outros, sonhadores e iludidos e “grandes especialistas” em FFAA…”

    Eu que o diga.

  49. Não é a primeira postagem sobre o assunto. A MB considera alguma coisa do que foi comentado? Quando digo considera, a MB é claro não é tantan. As opiniões aqui são extremamente qualificadas. Há impacto em alguma decisão que a MB poderia modificar?

    Deixando o PAEMB de lado, o que é tangível? O que é exequível? A MB deveria rever o projeto das Tamandarés? Claro que não. As propostas estão para serem abertas, mas vão em frente com tantas críticas?

    Li aqui sobre o cartel dos estaleiros. Até que ponto os estaleiros entrantes como os indianos poderiam, ainda que jovens, contribuir na revisão de conceitos da MB e apresentar propostas customizadas?

    Menos é mais funciona em marinha de guerra?

    O programa da MB está dividido em 3 partes. Itaguaí, 4 convencionais e 1 nuclear. Foram consumidos em torno de 22 bilhões para um orçamento de 26 que teve contratos aditados e deve estar beirando os 29 ou 30.

    Não há 10 para entregar o Riachuelo, começar o nuclear, começar os outros 3 convencionais e terminar as instalações de Aramar. A grana não vai dar.

    Aramar não irá custar bilhões e bilhões. Já custou e está quase pronta. Um reator de submarino é diferente de um reator de piscina como o multiproposito da Nuclebras que também está em Aramar. As imagens do reator do Almirante Othon estão publicadas aqui. É resfriado com água do mar. Fica dentro do sub. No oceano.

    O processo do nuclear é caríssimo. Nada se transfere. Nada se ensina. Nada se vende. Tudo se aprende.

    O orçado das Tamandarés é 1,5 bilhões de dólares e não se confunde com o Prosub de 6,8 bilhões de euros assinado em 2008 com a França.

    Acho que a grana do Atlântico saiu do projeto das Tamandarés. Não havia de onde tirar.

    A vida da MB tá muito difícil.

  50. Vergonha… Apenas isso! E não adiantar dizer que é só culpa de político, é culpa também de quem gerência a verba na Marinha, não escolhe direito onde investir e se gasta muito com coisas desnecessárias. Queria saber, o que essa almirantada faz com o dinheiro destinado a Marinha? Não adianta dizer “faz milagre”, se a gestão fosse boa não estaríamos passando por isso. Enquanto isso, vamos ter talvez um sub nuclear lá pra 2028, esse projeto já começou a mais de 10/8 anos é só 20 anos depois do início teremos o resultado final?

  51. Dinheiro tem, não é problema. Só ver o que foi roubado, doado pra vagabundo e mandado para ditaduras amigas no ultimos anos. Desmobilizar e demoralizar as FFAA é a meta .

    • Qual seria o sentido disso? Não vejo nenhuma razão para o governo sucatear as FAs propositalmente. O que eu vejo na minha humilde opinião, é que o governo está tão inchado de funças recebendo salários muito acima do valor de mercado, trocentas estatais dando prejuízos ao tesouro, arcando com serviços públicos que deveriam muito bem serem privados, corrupção institucionalizada, que drena todos os recursos possíveis e ainda sobra despesa pra pendurar na conta de sabe lá Deus quem. Numa situação dessas meu amigo, tudo o quanto é instituição pública vai estar na pindaíba.

  52. Muitos comentários. Só li os primeiros. Não dou conta…
    Mas é o seguinte.
    Não sei por que a reclamação. Há um problema.
    Mas o governo já colocou em andamento a licitação das Tamandarés.
    Claro que leva um tempo, mas há uma ação em andamento.
    Enquanto essas fragatas foram construídas há uns 20 anos, em breve teremos corvetas novas, com a possibilidade de fragatas em breve, especialmente se Temer continuar no governo ou um presidente de origem militar.
    A construção dos submarinos continua…
    Agora, acho que deveriam reduzir o efetivo e a quantidade de áreas meio.
    Tipo deve haver uns três mil médicos e enfermeiros para atender os marinheiros e seus parentes.
    Bases navais demais…
    Moradia gratuita…
    Na minha opinião, a marinha deveria se resumir as umas quatro corvetas e seis fragatas.
    Talvez uns 3 submarinos e uns 6 navios de patrulha oceânico.
    Todos no estado da arte.
    Teria o efetivo desses meios, mais oficiais, uns 3 mil fuzileiros navais para proteger as bases navais e pronto.

  53. Srs
    Lendo os comentários vemos críticas a MB e N propostas para a aquisição de navios e as prioridades quanto a estas compras.
    Porém, nenhuma das proposições, particularmente aquelas que tratam da composição da Armada (quais e quantos navios e aviões), explicitam para que tais meios, nem o porque de sua composição.
    Os países mais sensatos, ao debater e definir a constituição de sua marinha de guerra, ponderam quais são os prováveis inimigos, dentro de um horizonte razoável, e definem o porte de sua armada em função disto.
    O Brasil parece não ter tal prática. Como é possível definir, por exemplo, que a quantidade de 18 escoltas é adequada? Ou seria de 6? Ou de 30?
    Uma das razões que explicam a situação atual da MB é que ela, como a maioria de nosso povo, não vê ameaças ao país.
    Tal crença leva a decisões estranhas como a modernização dos A4 sem a compra de um mísero míssil antinavio e a explicação que eles são apenas para manter a doutrina (como era a explicação para o A12).
    O Fato é que as cabeças pensantes da MB não acreditam que entrarão um dia numa guerra e, portanto, não há necessidade de se pensar e se preparar para tanto.
    Portanto, os planos podem ser grandiosos e para daqui a décadas, pois não se espera conflitos para os próximos anos.
    Assim, não é tão importante o número e o poder bélico das escoltas; afinal elas serão usadas apenas para figuração, não para combater numa guerra.
    Aliás, a falta de uma necessidade clara de NAes se aplica também as escoltas. Escoltas para escoltar o que? O Ocean, quando nunca iremos executar um desembarque numa costa hostil? Comboios de mercantes brasileiros numa guerra mundial???
    A verdade é que a MB não tem um balizamento claro sobre o poder que precisará ter, pois não sabe para quê e nem estima um quando. Assim fica impossível planejar qualquer coisa, seja quantidade, seja tipos de armas seja quando precisarão estar disponíveis.
    Enquanto a MB, ou mais precisamente, o Brasil não fizer como fazem EUA, China, Japão e outros países, que avaliam quais serão seus prováveis adversários num futuro próximo e para tanto se preparam, ficaremos a brincar de marinha de guerra e não a se preparar condignamente para defender o país no caso de uma ocorrer.
    E continuaremos a atual agonia, a gastar sem saber bem para que.
    Sds

    • “Porém, nenhuma das proposições, particularmente aquelas que tratam da composição da Armada (quais e quantos navios e aviões), explicitam para que tais meios, nem o porque de sua composição.”
      .
      Nossa, não brinca com isso que se não eu começo a escrever todo meu PEAMB aqui…

  54. Outro navio que já tem 35 anos nas costas e anda muito é o NE Brasil, que até o momento pouco se fala em um novo projeto para substitui-lo.

  55. Nada do que foi dito na matéria é novidade para mim. A culpa dessa aituação? De todos os envolvidos! Da peópria MB, dos ministros da defesa que já passaram pela pasta, dos presidentes da república que ja passaram pelo poder, dos senadores e deputados federais, dos formadores de opinião, da classe acadêmica que, salvo raríssimas exceções, vive num mundo à parte, da população alienada, da corrupção emdêmica que drena o dinheiro público e o caráter de muitos ……enfim, a culpa é do próprio país, da própria nação!!!
    Dois exemplos da culpa da principal interessada, ou seja, a MB: desde que o A-12 parou de operar, foi gasto muito dinheiro em obras de recuperação e remodelação de vários sistemas do navio, e isso foi sendo mostrado aqui no próprio Poder Naval conforme iam acontecendo. Inclusive, ele foi docado duas ou três vezes nesse tempo todo. Mas, podem dizer que isso era o que deveria ter sido feito, pois a ideia era mantê-lo ativo e fazê-lo voltar ao serviço. Porém, a MB não sabia o que precisava fazer? Não sabia das reais condições do navio? Depois de muito dinheiro e tempo gastos, viu-se que o problema era muito maior e emtão resolveram fazer um estudo aprofundado, chamamdo os franceses que, no final, apresentaram a conta. Emtão a MB viu que não valia a pena e que também não teria dinheiro. Mas, por que nào chamaram os franceses la no início, antes de gastar um monte de dinheiro em algo que não serviu para nada?? Falta de planejamento?? Outro exemplo é o G-30, que passou em PMG por anos a fio e, na primeira viagem sofreu um incêndio à bordo que, pelo que consta, foi nos equipamentos que haviam sofrido manutenção. E isso decretou sua baixa. Era um navio mais que usado. Valia a pena investir um monte de dinheiro nele?? E as fragatas e corvetas que estão paradas há anos, se e quando voltarem, não poderão sofrer o mesmo fim?? Eu ainda acredito no almirantado. Eles são profissionais, passaram décadas em serviço ativo na Força, esrudaram e se especializaram em várias áreas para chegar aos postos que ocupam. Mas, tem coisas que acontecem que eu simplesmente não entendo.
    Já quando falamos em corrupção, basta ligar a TV, abrir um jornal ou acessar um site que esse assunto nos salta aos olhos…..e nos assalta os bosos de contribuintes! Notícias de milhões e bilhões de dinheiro público desviados dos mais variados modos e meios.
    Isso tudo desanima qualquer pessoa bem intencionada e que queira o melhor para o pais!

  56. Esse Besteirol tem que acabar!
    _________________________ O que existe é verba mal empregada!
    Como a MB pode ter um efetivo de 80.000 homens enquanto a Royal Navy tem um efetivo de 33.000.
    É muito dinheiro gasto com gente que não faz nada, muito carimbo, muito papel, muita farda branca e gente pintando velharia de cinza e arvore e pedra com cal.
    Marinha do Brasil do jeito que sempre foi é muito cara e absolutamente inútil e inoperacional.

    Compra de oportunidade? Leia-se comprar sucata.
    Tem que acabar essa história. Marinha tem que passar por uma reforma institucional, cortar pessoal ____________________ aposentar as sucatas, e a partir dai encontrar sua vocação que ao meu ver, deve ser uma guarda costeira e uma marinha de defesa.

    Chega de rasgar dinheiro público com sucata e gente encostada.

    COMENTÁRIO EDITADO. NÃO ESCREVA EM MAIÚSCULAS. LEIA AS REGRAS DO BLOG.

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  57. Dom Pedro I e Dom Pedro II estariam com muita vergonha si soubessem no que a princesa dos seus olhos si transformou na republica, uma marinha de guerra que um dia deixou a Europa e os EUA de joelhos, agora não passando de uma guarda costeira!

    • James, gostaria de saber que dia específico foi esse que a Marinha Imperial deixou as da Europa e a dos Estados Unidos “de joelhos”, pois desconheço e acredito que, se isso um dia aconteceu, não foi repetição do dia anterior nem se repetiu no dia seguinte.

      A Marinha Imperial chegou a ser a maior, mais poderosa e capaz das Américas, em números, mas para atuação efetiva apenas em âmbito regional para manter a supremacia na bacia do Prata, frente a Argentina, Paraguai e Uruguai. Por alguns anos na década de 1880, quando adquiriu dois encouraçados na Europa e iniciava um novo programa de construção local de canhoneiras e de um cruzador inteiramente metálicos, isso foi usado como argumento no Congresso dos EUA para destravar verbas para a marinha deles, temporariamente em baixa pois as prioridades eram outras, acelerar mais seus programas.

      E só.

      As principais marinhas europeias, Inglaterra e França, sempre foram muito mais poderosas, em números e tipos de navios, com capacidade de atuar muito além de suas costas, e a Marinha Imperial não tinha capacidade de colocar qualquer uma delas “de joelhos”. Colocava qualquer marinha sul-americana em desvantagem, é certo, mas ainda assim, já Nos últimos anos do Império, essa supremacia decaía, num processo que começou antes mesmo da República.

      • Havia também a marinha imperial russa em uma época que não se podia falar de marinha alemã ao menos não ainda seriamente.

        • A Marinha alemã e seus infinitos planos para superar a Royal Navy… Sempre abortados, interrompidos, afundados, etc.

          Dalton, mesmo que a decantada e saudosa Marinha Imperial brasileira tivesse mantido seu ritmo de aquisições, não seria fatalmente ultrapassada em quantidade e qualidade pelas novas potências ainda na primeira década do século XX?

  58. Vamos la´….
    .
    Não há inocentes nesta história. Este papo furado de que tudo é culpa do Executivo, está longe de ser verdade. É muito fácil culpar o orçamento. Esta é a desculpa dos incompetentes.
    .
    Todos os países tem em certa medida – uns mais, outros menos – problemas com orçamentos ‘insuficientes’, contingenciamentos, corte nos gastos. Vejam aí o Reino Unido, Alemanha e outros.
    .
    A diferença entre nós e alguns destes, é que lá se adequam ao orçamento cortando gastos de forma a manter oque julgam ser mais importante para a defesa. O assunto é discutido e cortam pessoal/meios de forma a manter um equilíbrio nas capacidades.
    .
    Aqui não, é bem diferente:
    – Pra começar, este papo de ‘cortes no orçamento’, não é bem assim. Há contingenciamentos, há cortes, mas mesmo assim há aumento real nos gastos em Defesa. Se pegar oque foi realmente gasto em pelo Min. da Defesa em 2004 (R$ 26.6 bilhões – primeiro ano disponivel para consulta no Portal da Transparencia ) e a este valor aplicar a correção monetária acumulada de 14 anos (2004 a 2017 – IPCA), o valor resultante seria de R$ 54.9 bilhões. Oque o Min da Defesa gastou em 2017 foi R$ 86.1 bilhões. Em 14 anos, o orçamento de Defesa teve um aumento real de 57%!!! Vamos pegar um período mais recente: se pegar os gastos de 2013 (R$ 63.3 bilhões), quando a crise econômica começou a piorar, e aplicar a correção monetária (2013 a 2017 – IPCA), por incrível que pareça, teremos exatamente o valor gasto em 2017 (R$ 86.1 bilhões). Apesar de todo esforço para cortar gastos, apesar de toda crise, contigenciamentos, os gastos com Defesa não tiveram perdas neste período.
    RESUMINDO: o gasto em Defesa não tem diminuido, muito pelo contrário. Até mesmo nesta crise, não houve redução nos gastos.
    .
    – A MB tem navios em PMGs que se arrastam a mais de 7, 8 anos! Fora navio que sai do PMG direto para a sucata. Projetos de modernização de meios são cancelados e/ou tem seu cronograma esticado. Navios são retirados de serviço sem substituição e os que estão em serviço tem valor militar duvidoso. E dizem que falta dinheiro. Só que o efetivo de militares vem aumentando ano a ano (inclusive neste de 2018 – vide anexo à lei orçamentária). Em 2009 foi aprovado projeto (sancionado pelo presidente em 11/03/2010 – LEI Nº 12.216) que aumentava o efetivo da Marinha de 59.600 (contando alunos) para 80.500 (sem contar os alunos), a ser alcançado de forma gradual até 2029. Agora vemos notícias de que a MB pretende reduzir seu efetivo, mas ate agora nada. Até mesmo porque qualquer redução/aumento de pessoal, deve vir anexo a lei orçamentária. Em 2017, dos R$ 21.8 bilhões realmente gastos pela MB, R$ 18.8 bilhões foi folha de pagamento (86%).
    ___________não tem dinheiro para: PMGs; modernizações; para manter a frota; para navegar, mas tem dinheiro para continuar aumentando o efetivo. Navios são retirados de serviço sem substituição, e ao invés de reduzirmos o efetivo, ele é aumentado.
    .
    – Há uma Reforma da Previdência tramitando no Congresso. Dela ficaram de fora várias carreiras do serviço público, inclusive os militares. Cada uma a seu modo fez pressão para ficar de fora da Reforma. Dos R$ 18.8 bilhões gastos pela MB em folha de pagamento, R$ 12,1 bilhões foram gastos com inativos e pensionistas (56% do orçamento total da MB). Nas demais forças, a situação é semelhante. Os militares não contribuem para sua aposentadoria. Contribuem para o pagamento de pensões e o valor arrecadado pela MB de R$ 2.7 bilhões, cobre pouco mas da metade dos gastos com este benefício na Marinha ( R$ 5.2 bilhões). Lembremos que o efetivo vem sendo aumentado substancialmente desde 2009, e estes militares um dia serão reformados, implicando em aumento nos gastos com inativos. Não estou defendendo nada absurdo, mas não é justo que o trabalhador comum pague a conta sozinho, só ele perdendo benefícios, enquanto outras classes mantém os seus. Se passassem a contribuir e se estivessem sujeitos aa um teto de beneficios (semelhante ao teto do INSS), a coisa já melhoraria muito.
    _____________Militares são contra a Reforma da Previdencia. Ao mesmo tempo, dizem que o orçamento é insuficiente, que precisam de verbas para seu reequipamento (que seria possivel com uma pequena Reforma de sua previdencia), pedindo ao contribuinte comum, exatamente que vai perder direitos com esta Reforma, que arque com mais este custo. Enquanto eles, militares, não querem abrir mão de nada.
    .
    A culpa de tudo isto aí que está na matéria, não é do orçamento. Ele é grande e não tem sido reduzido mesmo nesta crise. Também não é somente do descaso do governo (como alguns gostam de dizer). A culpa é de todos envolvidos: do executivo que só libera verba e não cobra resultados, do legislativo que aprova, e dos militares que gastam.
    .
    Não há orçamento que suporte isto aí. Os caras retiram navios de serviço sem substituição, postergam projetos estrategicos ao país, deixam de fazer PMGs/modernizações e aumentam o efetivo!!! Peguem lá a frota da Mariinha em 1997, quando o efetivo era de 59.600 homens, e comparem com a frota atual. A frota diminuiu muito e há mais de 70.000 militares na MB. Quando falam de cortes de verbas, na real é ‘frustração orçamentária’, o orçamento não cresceu o tanto que desejavam. Mas não houve redução.
    .
    _________________ enquanto algumas Marinhas que tem problemas orçamentários, discutem o assunto com a sociedade, cortam de cima abaixo, reduzem navios/meios e também pessoal, aqui nada é discutido com a sociedade, os navios/meios são sucateados/retirados de serviço e o efetivo aumenta.

    COMENTÁRIO EDITADO. NÃO ESCREVA EM MAIÚSCULAS. LEIA AS REGRAS DO BLOG.

    http://www.naval.com.br/blog/home/regras-de-conduta-para-comentarios/

  59. Mais uma vez, parabéns ao Poder Naval pela bem elaborada e corajosa matéria. O rei, em definitivo, está nu.
    .
    Sobre as causas, muito já se noticiou, comentou, debateu, rebateu, sonhou, chorou, em dezenas de tópicos do Poder Naval, além deste. Prato cheio para os historiadores.
    .
    Prato cheio também para os estudiosos do planejamento estratégico. Esse início de século da Marinha daria um ótimo estudo de caso para contra exemplo, sendo hoje facilmente identificáveis inúmeros equívocos de análise e definição em diversas das categorias envolvidas: ambiência, patrocínio, objetivos, fraquezas e fortalezas, necessidades básicas, recursos, metodologias de ação, alternativas, validação interna e externa, etc, etc… Os alunos teriam uma ótima aula sobre os equívocos que devem ser evitados.
    .
    Do ponto de vista do contribuinte preocupado com a defesa mas consciente das dificuldades nacionais, fica minha expectativa de que as decisões atuais e futuras da Marinha permitam a lenta e dolorosa restauração da Força. Que seja dada continuidade a um aparente planejamento realístico que tem sido moldado de uns dois anos para cá.
    .
    Até que dê frutos, imagino que num prazo de 10 a 15 anos, teremos que nos acostumar com uma mini Esquadra no tocante aos seus meios, apesar de uma super Marinha no tocante aos recursos humanos.
    .
    Uma mini Esquadra, com um mini esquadrão de escoltas (4), um mini esquadrão aéreo de interdição e ataque (6), um mini porta-aviões (Atlântico), uma mini força de submarinos (3 em média), uma mini força de contramedidas de minagem (?), uma mini força de apoio (4), mini isso, mini aquilo, etc. Mas que pelo menos o mínimo existente funcione bem. Melhor ter um pequeno número funcional e minimamente dissuasor do que um número maior sem recursos suficientes para funcionar.
    .
    E torcer para continuarmos tendo mais sorte do que juízo…

    • Entendo que sim, ruim com elas (estarão bem surradas), muito pior sem elas. Tudo indica que a partir de 2023 poderão estar disponíveis, mas talvez sejam disputadas a tapas entre nós, o Chile e outros interessados.
      .
      Mas com o Tio Patinhas do nosso lado, se ele liberar a grana, vai dar certo.

  60. Srs !!!
    Tinha comentado em outros posts !!!
    “Navios Escoltas para a MB URGENTE”.
    Além das Type 23, temos as OHP da US NAVY pra dar uma “Tampada” no buraco que vai se abrir daqui mais alguns anos !!!
    4 CCTs é muito pouco, precisamos de mais “Escoltas”.
    Obs: Não sou fã das OHP, mas se não tem tú !!!
    Vai tú mesmo !!!!

  61. Uma medida que pode ser tomada, que não substitui as escoltas mas ajuda é melhorar a autodefesa de navios capitais como o novo Atlântico e o Bahia. Vejam o Atlântico será a nossa nau-capitânia e se tornará o alvo militar de maior importância, com o custo de algumas dezenas de milhões de dólares pode se dotar ele de um sistema como o Sea Ceptor, com isso ele poderá se defender muito bem sozinho de mísseis anti navio e aeronaves sem depender de uma escolta existem também no mercado sofisticados sistemas anti torpedo que prometem interceptar torpedos, alguns Bofors de última geração calibre 40 mm vão fornecer defesa próxima, pode também receber equipamento de jammer e lançadores de chaff/decoy’s. Tudo isso sem atrapalhar em nada o navio nas operações o custo será menor que o gasto com uma corveta nova.
    Assim armado o Atlântico pode navegar em um lugar quente sem ter que estar escoltado por várias fragatas, talvez apenas por uma unidade, pois ainda terá a proteção ofertada pelos helicópteros ASW e a capacidade ataque anti navio destes. Apesar de lento o navio se torna muito capaz.

  62. Com 5 bilhões de euros compramos 10 FREMM. Mas na minha visão estratégica, nunca poderemos fazer frente a marinhas como a US Navy, e para mim a solução seria uma força de no mínimo 50 submarinos, composta por 20 submarinos nucleares e 30 submarinos convencionais. Poderíamos paralisar qualquer frota naval que há de nos desafiar.

      • Pesquisa antes de zombar das pessoas.

        Cost:
        €670m/unit[1](FY 2014)(France)
        €598m/unit[2] (FY 2016)(Italy)
        €470m/unit[2] (Morocco)

        Um preço médio de 579.3m. Agora faça 10×579.3 = 5.793bi

        E para um país com uma linha costeira gigantesca e com cidades importantes como o Brasil, deveríamos ter no mínimo uma força de 50 submarinos. Estamos falando de um Brasil sério, possível.

  63. Muito se falou dos escoltas (que realmente estão só o pó), mas o problema de aparelhamento é ainda mais assustador quando vemos todo o conjunto:

    No Esquadrão de Apoio, temos o novíssimo Bahia, e fora ele ninguém mais! O Gastão Motta (único NT), depois de um incêndio em 2010, encontra-se em manutenção, que nunca termina. O Garcia D’avila veio da Inglaterra já com problemas e nunca fez muitas comissões. O Mattoso Maia está em manutenção há anos e encontra-se em estado lastimável (ia dar baixa, mas após “um cafezinho”, decidiram o recolocar em cima). O Almirante Saboia carrega todo o piano do Apoio, e já mostra sinais de fadiga. As embarcações de desembarque de tropa e carros de combate são cascos da década de 50, sucateados e engatilhados, muitos em estado lastimável. Isso “tudo” é o Esquadrão de Apoio…

    Patrulhas e Distritais: Se não fossem os novos NaPOc, só os velhos Grajaús operam no 1DN. Muito surrados, tem manutenção relegada. Os Macaé são apenas dois. Os novos NaPa ainda são projetos. Rebocadores de Alto Mar estão sendo substituídos, mas ainda em número inferior ao necessário. Se descer, a frota do 6DN dá pena, de tão velha e de capacidade de operações duvidosa. Os classe Bracuí já deram o q tinham que dar, os NaPaFlu do 4 e 9DN também sofrem. Nenhum panorama de mudança e aquisição de meios para os DN.

    DHN: São sete navios, mas se eu disser que “operam” quatro, estou mentindo. O Sirius tem mais de 60 (!!!) anos e se arrasta depois de uma custosa manutenção. O Graça Aranha a anos é uma promessa. Taurus e Amorim do Valle só servem de pano de fundo no cais ds DHN. O Cruzeiro do Sul navega, repara e quebra; não necessariamente nessa ordem. O velho Antares está surrado, necessitando de manutenção grossa, o que não tem previsão. E sobra o novo Vital de Oliveira, um navio que já apresenta várias avarias e mesmo assim é o unico realmente operando por lá. Ou seja, em breve, também estará quebrado. Os dois “vermelhos”, não estão em melhores condições: O Ari Rongel atrasa o ínicio da comissão praticamente todo o ano, por conta das inúmeras avarias que apresenta. O Maximiano não é muito diferente.

    O NE Brasil tem mais de 30 anos, sofre em todo PDR anual que faz, e navega quase que por um milagre…

    A Jaceguai navega cheia de restrições. A Júlio de Noronha é uma eterna promessa. Só quem está fazendo Líbano tem verba. As asa rotativas estão cansadas…

    Tá tudo indo pro ralo praticamente de uma vez. E um misto de pena e medo que eu vejo a situação de meios da MB hoje.

  64. Há uma saída!
    E essa saída não passa direto pelo investimento financeiro, embora essencial.
    Primeiro o Almirantado precisa ser cobrado na sua expertise e influência no continente.
    Os oficiais da Marinha são de qual “quilate”?

    Falta a Marinha sair de “dentro de casa” e adotar uma estratégia.
    Muitos acordos poderiam em troca do aparelhamento da Marinha, reverter oferecimento de “serviços” militares na Costa Africana ou mesmo patrulhas e serviços nas Guianas…enfim, a Marinha poderia assinar contratos de “guerra” de trabalho militar com países sem braço naval.

  65. Mateus…
    .
    como você mencionou a US Navy e se os EUA resolverem enviar a USAF antes, como eles costumam fazer ?
    .
    E com 5 bilhões de euros não se consegue 50 submarinos ainda mais se 20 forem de propulsão nuclear…tudo bem que um classe “Virgínia” anda custando mais de 2,5 bilhões de dólares, mas, mesmo um submarino mais modesto não sai por menos de 1 bilhão de dólares
    e nunca se terá todos os submarinos no mar…de 50 dá para contar com 2/3 e isso porque
    estariam operando próximos de suas bases.

    • Os 5 bilhões e euros seriam gastos em 10 FREMM.

      Cost:
      €670m/unit(FY 2014)(France)
      €598m/unit(FY 2016)(Italy)
      €470m/unit(Morocco)

      Um preço médio de 579.3m. Agora faça 10×579.3 = 5.793bi

      Agora a USAF não iria ser nenhum grande problema para os submarinos(todo seu poder de fogo seria reduzido pelo fator submarino), e se tivéssemos submarinos com capacidade de lançar mísseis nucleares, com muita precisão poderíamos dizer que o Brasil nuca seria atacado, assim como os SSBN foram o terror da Guerra Fria, impedindo as duas superpotências de enfrentar-se diretamente.

      • Só para colocar alguns dados nessa discussão, no caso levantados por um dos autores da matéria que estamos comentando a partir de suas fontes na Marinha, em 2015, quando o Prosuper foi para a gaveta e de lá não saiu mais, o custo estimado do programa de 11 navios, cujos meios mais caros eram 5 fragatas, já alcançava 8 bilhões de dólares nas propostas mais caras:

        http://www.naval.com.br/blog/2015/02/23/marinha-ja-tem-defensores-do-desmembramento-do-prosuper/

        E o custo médio das propostas das fragatas era divulgado em cerca de 700 milhões de dólares, mas é o médio, lembrando que a MB desejava fragatas bem equipadas para defesa aérea de área, o que eleva esse valor na parte superior da escala.

        E vale lembrar, e nesse caso a fonte é a imprensa britânica a partir de dados divulgados de contrato assinado, que recentemente se soube que o custo unitário de cada fragata Type 26 britânica ultrapassará 1 bilhão de libras, e que muitos comentaristas aqui consideravam esse navio como uma das propostas favoritas para o finado Prosuper…

        http://www.naval.com.br/blog/2017/07/02/bae-systems-contrato-de-37-bilhoes-para-construir-3-fragatas-type-26/

        Ou seja, eu não contaria com preços módicos para fragatas, hoje, da categoria da FREMM, Type 26 ou outras de 6.000 toneladas com equipamentos sofisticados e modernos, em especial para defesa aérea. Não é à toa que França e Inglaterra estão buscando alternativas de menor tonelagem para completar o reequipamento planejado, que não caberia no orçamento se todos os navios desejados fossem FREMM ou Type 26.

        • Em relação ao paragrafo final, a Rússia tem corvetas(segundo o GFP aproximadamente 70 corvetas) bem equipadas, com lançadores de diversos tipos. Acho uma solução bem viável; corvetas vem equipadas, automatizadas e tripulação reduzida.

  66. Essa situação de nossa Marinha é deprimente. Nenca tivemos uma esquadra de respeito. quando compramos o São Paulo e o Minas Gerais eles já veram com sérias restrições. Os motores eram obsoletos, a expansão tripla, quando todos demais navios já possuiam turbinas. As torres dos canhões estavam deslocadas, sá permitindo bordada de quatro canhões. Outros quatro ficavam na borda oposta. A couraça era tão reduzida que os especialistas diziam que nos venderam encouraçados “de lata”. Mas era o que podiamos comprar. Agora a situação está muito ruim. Os velhos barcos da WWII, como o Barroso e Tamandaré foram para a sucata. As Niterói, se arrastam e tem pouca disponibilidade. Os Scorpene só foram comprados, pois o Sarkozy e o Lulinha dividiram os l ouros. Propostas de novas escoltas se arrastam e se almeja a compra de mais navios usados, de oportunidade. O Naer. São Paulo foi uma oportunidade, mas para a Frnça, eis que fez benemerencia doando uma sucata que ainda daria despesas de descartar pelo grande volume de amianto. Enquanto a prioridade for colocar dinheiro nos progaramas que produzem votos e reeleições não teremos investimentos nos nossos meios de defesa. Continuaremos gastando bilhões em estádios de futebol que se encontram às moscas, mas o circo será garantido.

    • “quando compramos o São Paulo e o Minas Gerais eles já veram com sérias restrições. Os motores eram obsoletos, a expansão tripla, quando todos demais navios já possuiam turbinas.”

      Luiz Floriano,

      Apenas alguns reparos, porque nesse caso os fatos não são esses.
      Vários encouraçados ainda estavam sendo comissionados na época com motores de tríplice expansão, não eram “todos” com turbinas a vapor. Na Marinha dos Estados Unidos ainda se construíam encouraçados sem turbinas, por razões de autonomia, e na Marinha Alemã por razões de confiabilidade, por exemplo. Ainda levaria alguns anos até que “todos” os encouraçados em construção fossem equipados com turbinas.

      “As torres dos canhões estavam deslocadas, sá permitindo bordada de quatro canhões. Outros quatro ficavam na borda oposta.”

      A configuração com torres nos bordos, sem capacidade de diaparar no bordo oposto também ainda era comum em encouraçados encomendados na mesma época (1906). Só alguns anos mais tarde o padrão de todas as torres centralizadas, ou com torres nos bordos capazes de disparo no sentido oposto, seria disseminado. Além disso, a bordada era de dez canhões (quatro em torres duplas centralizadas e uma torre dupla lateral) nos dois bordos.

      “A couraça era tão reduzida que os especialistas diziam que nos venderam encouraçados “de lata”.”

      Pelo contrário, era blindagem de aço Krupp bem em espessura mais do que compatível com o porte do navio e com proteção a projéteis de 12 polegadas, o padrão na época. Você pode estar se confundindo com críticas aos encouraçados comprados na década de 1880, que usavam uma couraça composta de ferro e aço ainda não comprovada, e que ganharam o apelido (exagerado) de “couraça de papelão” para seus críticos mais apegados às tradicionais dw ferro, ou está se confundindo com o Rio de Janeiro / Agincourt.

      O Minas Geraes e São Paulo estavam bem propulsados, artilhados e protegidos para a época das encomendas (1906) e entrada em serviço (1910) com defeitos, é certo, no espaço disponível em suas torres, proximidade das superpostas e siatema de direção de tiro menos sofisticado. Foram ultrapassados, também é certo, em poucos anos por novos encouraçados tipo “super dreadnought” tanto quanto outros navios construídos entre 1906 e 1910 também o foram, pois estava-se em plena corrida naval no mundo, com cada novo encouraçado superando o predecessor.

  67. Excelente matéria!

    Desculpas, desde já, a todos que comentaram e apresentaram alternativas e problemas e soluções, etc, pois minha visão é bem diferente.

    Da mesma maneira eu desculpo aqueles que escrevem grandes bobagens, particularmente sobre orçamento/reserva remunerada/inativos e pensionistas/etc…escrevem bobagens por desconhecimento de causa e não por “má fé” (prefiro acreditar nisso).

    Mas a questão é bem simples de resolver:

    destinar apenas 2% do PIB para a defesa, sem nenhum tipo de contingenciamento, só isso! e deixar os militares brasileiros, que são formados para isso e muito bem formados (sendo referência no mundo inteiro), fazerem seu trabalho.

    O Brasil é um pais continental, com características totalmente particulares, não adianta “teorizar” comparando com isso ou aquilo. Mas se quiser fazer comparação: compara com os gastos de defesa dos EUA, Rússia e China. Simples assim.

    Defesa custa caro!

    2% do PIB, só isso e, se tudo andar como deveria, em uns 15/20 anos o “quadro” estará infinitamente melhor.

  68. O Brasil só terá forças armadas de vergonha quando tiver um inimigo tangível, pois infelizmente o brasileiro só tranca a porta depois de ter a casa invadida. Só nos resta esperar que quando o inimigo surgir, não seja tarde demais.

  69. Hoje, ao vir para o trabalho, passei por uma aluna da Escola Técnica do Arsenal de Marinha, uniformizada.
    Tive pena dela. Acho que ela está investindo em um futuro com muito pouco horizonte, no Brasil.

  70. Na verdade são dois problemas:

    1) dinheiro mal gasto
    2) pouco dinheiro destinado à Defesa Nacional

    No texto podemos ver que a Média Mundial eh de 2,2 % do PIB destinado à Defesa Nacional.

    O Brasil investe 1,3 % e ainda paga os “aposentados” e pensionistas com este mesmo orçamento.

    Ou seja. Se retirarmos o valor destinado a aposentadorias, percebemos que o Brasil investe apenas 0,7 % do PIB em Defesa.

    Eu apresentaria as seguintes soluções:

    1) reforma da previdência militar. Igualdade de direitos e deveres com os civis. Pagamento de aposentadorias e pensões passaria para a Previdência Social.

    2) redução de cerca de 30% do efetivo nas 3 forças.

    3) projetos e aquisições conjuntas por meio de uma secretaria do ministério da defesa com participação de oficiais das 3 forças.

    4) uso compartilhado de bases e de meios, principalmente vetores para treinamento.

    5) conjunto de Leis para incentivar o estabelecimento de indústrias bélicas no país. Reduzindo impostos. Incentivando exportações. Integrando com as universidades.

    6) estabelecer a meta de atingir um orçamento militar de 2% do PIB dentro de um prazo relativamente curto.

    7) estabelecer Leis semelhantes ao que existe nos Estados Unidos, que obrigam que os vetores e equipamentos militares sejam produzidos no país por empresas nacionais.
    Aceitar equipamentos estrangeiros por meio de Parcerias. Com produção conjunta. Com compartilhamento das tecnologias.
    Hoje isso eh impossível porque nosso orçamento para aquisições e muito pequeno.
    Mas após as 6 medidas iniciais, teríamos condições de adquirir equipamentos modernos em grande quantidade. E isso viabilizaria a produção local de forma independente ou através de parcerias.

    • 8) acabar com o serviço militar obrigatório. Gasta-se muito dinheiro treinando mal e porcamente o indivíduo que não quer ser treinado para aquilo

      9) o militar deve ser efetivamente um individuo ligado ao combate e à estratégia de guerra. Militar não é bom administrador nem faz sentido ter jornalistas, bibliotecários ou dentistas militares. Se as forças armadas precisam de tais profissionais, q contratem-se civis para tal. Médicos militares, deveriam ser apenas aqueles que trabalham embarcados ou q efetivamente são treinados para acompanhar as tropas. Médico pra trabalhar no hospital da marinha pra atender família de militar não precisa ser militar.

      10) acredito q o militar possa ter alguma espécie de benefício “extra” por causa da natureza do seu trabalho (embora isso ainda seja muito discutível), mas como dito anteriormente, isso só faria sentido se o seu trabalho efetivamente está ligado a estar “em situação de batalha”, por isso faz tanto sentido enxugar a carreira militar a sua “atividade fim”

  71. Senhores
    Pra começar, o Brasil é continental.
    “A Marinha da Inglaterra tem x homens…”
    Quantas Capitanias e Delegacias dos Portos há na Inglaterra? É função da RN isso?
    Não dá pra comparar certas coisas.
    Dá pra reajustar? Não tenho dúvidas, mas são muitas diferenças. Temos nossas particularidades.
    Salário de inativos e pensionistas ainda está reduzindo muito, fruto das mudanças de 2001.
    São menos de 3.000 militares ao ano indo pra reserva remunerada, quem ganham dentro do teto ou pouco a mais. Mudar vai economizar muito pouco ao ano, pra gastar quase 60 bilhões a mais com as três forças para os militares ganharem direitos q os civis tem.
    Além disso, a porcentagem de salário é grande, pq os recursos são poucos. Se o orçamento fosse maior, a porcentagem com salários seria muito menor.
    Outro fator q já mencionei: no período da guerra fria, a OTAN sempre disponibilizava meios de segunda mão relativamente novos, pq sempre trocavam. Há muito tempo q todos renovam pouco seus meios, com intervalos maiores, diminuindo a vida e quantidade de meios de segunda mão.
    Sds

    • O pagamento de inativos Dentro do orçamento é muito ruim.
      Não é transparente para a sociedade, para as mídias.
      É um peso e muito negativo para a força, afinal passa para toda a sociedade duas coisas:

      1) o Brasil investe Muito em Defesa.
      2) os militares gastam muito mal.

      Se os militares concordassem em retirar o pagamento de inativos do Orçamento, a sociedade e as mídias teriam outra visão.

      O orçamento apresentado seria cerca de Metade do que é hoje.
      O Brasil não apareceria nesses rankings entre os 10 ou 12 que mais gastam em Defesa.

      Seria um bom começo para os militares poderem solicitar Aumento no orçamento.

      Afinal, quando alguém divulga quanto o governo federal gastou com Educação ou Saúde, nos orçamentos apresentados não está incluso o pagamento de aposentadorias de nenhum Professor ou Médico.
      E essas pastas são também apoiadas financeiramente por Estados e Municípios.
      Enquanto que a Defesa Nacional recebe somente verba Federal.

      Mas como a mídia não se interessa e o povo não pesquisa a fundo, todos tem a impressão que o Brasil gasta quase a mesma coisa em Educação, Saúde e Defesa Nacional.
      E acham um absurdo o Brasil gastar tanto dinheiro em ‘tanques’.

      Na verdade o gasto com Educação é o Triplo do divulgado, quando se inclui a participação de estados e municípios.
      O gasto com saúde é o Dobro do divulgado, quando se inclui a participação de estados e municípios.
      E o gasto com Defesa Nacional é a Metade do divulgado, quando se exclui o pagamento de ‘aposentadorias’.

      Primeiro tem que mostrar a realidade para a população.
      Para depois, convencer os políticos, com apoio da sociedade, sobre aumentos no orçamento da defesa.

    • Agnelo, sem polemizar sobre a sua tese, apenas uma observação geográfica, que demonstra mais ainda quanto a comparação é difícil: o Reino Unido tem 14 territórios ultramarinos, espalhados pelos 7 oceanos, muitos deles com base militar permanente (ex: Malvinas/Falklands), além de bases permanentes em outros países (ex: Chipre, Serra Leoa, Brunei) e desdobramentos de forças para as missões da OTAN. Isso além do histórico de ter sido uma potência colonial marítima.

    • Eu queria saber por que o Brasil tem um orçamento militar de 30 bilhões de Trumps enquanto a Rússia gasta 60 bilhões, mas agora olha a força militar russa! São 10 vezes mais poderosos que o brasil e gastam duas vezes só… como? Mesmo que se diga que a maior aprte do equipamento militar deles foi construído na União soviética, ainda a conta não fecha… Eles aidna tem que manter porta-aviões, cruzadores, milhares de tanques, centenas de caças operando, sub-nucs varando os oceanos. E nós não conseguimos nem manutenir as nossas merrecas?

  72. Trabalhei por anos no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro e não é só de navios que a Marinha esta sucateando, todos os setores estão sucateados. Eu era funcionário do setor de tecnologia e nem sequer tinhamos servidores dedicados, usavamos computadores desktops velhos transformados em servidores, backup em fita DAC antigas e muita das fitas eram reutilizadas varias e varias vezes (fitas DAC tem vida util de algumas centenas de gravações e essas já tinham passado a mais de mil). CONSTANTEMENTE tinhamos problemas nessas máquinas e tinhamos que nos virar, canibalizando máquinas de outros usuários pra colocar esses servidores pra funcionar. Sem contar maquinas dos próprios usuários que já eram velhas (com mais de 10 anos de uso e tecnologia, a tempos, defasada) usavam S.O velho e sistemas proprietários que não funcionavam com novos S.O. Tinhamos que safar muita gente com componentes velhos que tinhamos estocados de computadores que abriam o bico em alguma peça que não tinha reposição pela idade. Muitos foram os PS que nos viravam ao avesso pela falta de verba, mas pra comandantes, nunca faltava verba, no que eles precisavam, ali estava a verba pra ter um computador novo, ate com placas de vídeo poderosas, ideias a jogos. Eu adorava trabalhar no AMRJ, apesar dos pesares, foi o lugar onde mais tive orgulho de trabalhar, mas eramos tratados com despreso, perdi anos de minha vida sem um treinamento e ficando defasado tecnicamente e imprestável ao mercado de trabalho, tinhamos promessa de cursos e atualização de toda a planta tecnológica, mas nem sequer autorização tinhamos pra aplicar uma rede sem fios mais funcional e econômica ate pra MB. Tudo foi um sonho, infelizmente e felizmente acabou.

  73. Enquanto isso os Palácios da Justiça transbordam de felicidade. Tudo último modelo: informática, viaturas, etc. No Legislativo nem se fala: só o prédio do congresso dispõe de mais funcionários que todo o efetivo de oficiais do EB espalhados pelo Brasil. E o salário ó! É bem diferente. Só teremos verbas destinadas às FA quando armarem um “esquema” em que algum político saia favorecido.

    • No Brasil, continuamos trabalhando para sustentar os marajás, os que tudo podem e nunca pagam por seus erros, os que não são nunca demitidos ou sempre podem se encaixar numa nova boquinha.

  74. No outro posto falei que o ATLÂNTICO A140 não tem escoltas em quantidade e qualidade para defendê-lo. Fui achincalhado.

    Sad but Real

    • JagderBand44,

      Pelo que me lembro, apenas um comentarista “achincalhou” seu comentário.

      E seu comentário original não falava inicialmente em qualidade, mas apenas em quantidade, no sentido de zero (“sem escoltas”).

      • Tem razão.
        Apenas um forista rebateu.
        De qualquer forma, A140 é uma ótima aquisição e merece escoltas capazes de defendê-lo.
        Um abraço

  75. Comentário de quase dez anos atrás, parece que é de hoje. Iguais a esse há centenas nos tópicos do Poder Naval…

    “Alexandre F. 5 de dezembro de 2008 at 13:42
    Tambem concordo com o Emersom acima, o Brasil agora de momento deveria adquirir navios de ocasioes, poís do jeito que estamos, daqui que uns novos derem entrada, já estaremos quesa uns 5 anos sem nada.
    Por isso sou a favor de comprar umas OHP, ou umas T23 e T22 (BIII), este programa de renovaçao esta fadado ao descaso”
    Fonte: http://www.naval.com.br/blog/2008/12/05/nakhoda-ragam-mais-um-caso-de-navios-de-guerra-recusados-pelo-cliente/

  76. “PAEMB – Plano de Articulação e Equipamento da Marinha do Brasil –
    20 de Janeiro de 2011” e “Sem renovação, navios da Esquadra Brasileira estão desaparecendo – 3 de Maio de 2018”

    O jogo dos 8 erros navais:

    1º 02 (dois) porta-aviões de 50.000t (com a construção da primeira unidade em 2015);

    2º 04 (quatro) navios de múltiplos propósitos de 20.000t (com os dois primeiros começando a ser obtidos a partir de 2012);

    3º 30 (trinta) escoltas de 6.000t (com cinco contratadas até 2013);

    4º 12 (doze) navios de patrulhas oceânicos de 1.800 t (com quatro primeiros devendo ser anunciados ainda em 2011 e sua construção deve ser iniciada em 2012);

    5º 46 (quarenta e seis) navios de patrulha da classe “Macaé” de 500t (2 já foram construídos, 4 estão em construção. Um segundo lote de 6 unidades devendo ser contratado até 2015);

    6º 15 (quinze) submarinos de propulsão diesel-elétrica e 6 (seis) submarinos de propulsão nuclear;

    7º 5 (cinco) navios de apoio logísticos (com o primeiro contratado até 2012, sendo incorporado em 2015);

    8º 1 (uma) cúpula naval que assinou, sustentou e ainda resiste, diante de todas as evidências em contrário, um projeto inexequível, descrito nos 7 erros anteriores, desde de sua publicação em 2011, e assinou, sustentou e ainda resiste, diante de todas as evidências em contrário, com uma persistência quase infantil, nessa famigerada aviação de asa fixa, com a aquisição de meios obsoletos recorrendo a recursos escassos, em um objetivo inútil na atualidade e inatingível na posteridade.

    • “Erros”, tá bom…
      .
      Faltou disser que esse era um planejamento de longo prazo, visando aquisições destes números citados ATÉ a década de 40. É o que já se falou: o Brasil precisa adquirir uma Marinha nova, pois não existiu renovação gradual dos seus meios. Planejou-se a aquisição de todo uma Marinha, ao longo das próximas décadas. Tudo isso deu em nada. A conta continua aí, para ser paga. Ainda precisamos de uma Marinha nova. Vamos fazer outro planejamento, para ser adiado também?
      .
      “Óhhh, mas tem de ser um planejamento mais realista”
      Concordo. Mas se esse “planejamento realista” for feito, o que garante que ele será executado, tirando nada?
      .
      A MB não definia a tonelagem de todos os 30 Escoltas do planejamento. Apenas dos primeiros a serem contratados, via PROSUPER se sabia algo. Por isso só citam “Escoltas” no PEAMB.
      .
      Se essa quantidade de Navios Patrulha é um “erro”, então vamos ficar como estamos, sem presença em nossas águas. “Erro”…
      .
      Investiram e ainda vão investir bilhões para ter capacidade de construir e manter tal número do Submarinos. “Erro” seria não atingir um patamar próximo desse número de submarinos que era o pretendido.

      • Bardini, vamos combinar o seguinte nesse post que certamente vai “explodir” os acessos do PN: eu continuo com meus 8 erros e você com seus 8 acertos. Eu não “faltei dizer” nada. Disse tudo que quis dizer, e venho dizendo tudo que quero dizer, na forma, no conteúdo e no estilo que elejo para dizer. Ponto.

        • Tu “pode dizer”, julgar e culpar o que ou quem quiser, da forma que quiser…
          Direito a opinião todo mundo tem, mas isso não torna ninguém o dono da verdade.

          • Bardini, não articule com interpretações tortas e jargões surrados. Você quer polêmica e audiência. Vá publicá-las com quem gosta de debate com você. Não é o meu caso.

          • Isso, ataca a minha articulação pífia, ataca também a minha gramática. Eu reconheço que ela é bem ruim. Me reduz nesse campo. Se aproveite disso, é uma boa tática para parecer superior e inteligente. A final, esse parece ser o seu tipo de debate. Criticar, mas não suportar uma simples criticar.

          • “vamos combinar o seguinte nesse post que certamente vai “explodir” os acessos do PN”
            .
            “Você quer polêmica e audiência”…
            .
            Mais uma articulação surrada: Acuse-os do que você faz, chame-os do que você é.

  77. Eu acho francamente que qq governo q o país já teve (e possivelmente terá) vai ver essa situação de quase 90% do orçamento de defesa comprometido com salários, pensões etc como algo desejável é não como algo a se evitar. Na cabeça do politico brasileiro não existe a menor preocupação com defesa — emprego sim é importante, então é muito mais interessante pro político gerar o máximo possível de empregos com aquele orçamento q é relativamente fixo mesmo. Como eles não podem tirar dinheiro da defesa, é do interesse da classe política q o máximo daquele dinheiro seja usado justamente para pagar o militar, o q efetivamente contribui para aumentar o nível de emprego e reinjetar dinheiro na economia (afinal, o militar tb é gente e consome como todo mundo) e não para financiar os meios (q são vistos pelo político como mero brinquedo pra classe militar e q não rende nada em votos). Mesmo um projeto como as tamandares que gere empregos diretos e indiretos com estaleiros e fornecedores não vai proporcionar o mesmo retorno pro governo (e como o lobby da construção naval não tem quase nenhum poder no Brasil, ao contrário do Reino Unido, por exemplo, nada se consegue). Compras de prateleira do exterior, onde centenas de milhões são gastos em empresas estrangeiras sem nenhum retorno pro pais podem ser completamente esquecidas. As compras de oportunidade são toleradas apenas pelo seu baixo custo e como um “cala a boca” pra crescente classe militar.
    Eu não acredito que exista nada de sinistro ou nenhum “interesse escuso” no sucateamento das forças armadas, seja por parte do nosso governo ou de potências estrangeiras. apenas q a classe política esteja lidando de uma forma estremamante pratica com isso — um termômetro muito simples é vc, interessado em assuntos de defesa, perguntar pra qq amigo ou conhecido seu q não nutre a mesma paixão, se ele vê algum problema q o país tenha apenas 5 navios de guerra disponíveis e q nossos aviões e tanques sejam do tempo do onça… eu tenho certeza q eles vão dizer, o Brasil vai entrar em guerra com quem? A gente não precisa de nada disso…

    É claro q eu não concordo com nada disso, meu ponto é apenas pra mostrar como a opinião pública, e consequentemente o político vê isso tudo.

  78. E pensar que os EUA, Russia e China já estão falando em armas, soldados e equipamentos para guerras espaciais! Esse país precisava começar de novo!

  79. olhei rapidamente no site md, la nos efetivos a marinha conta com um quadro de 80 mil. desculpa a ignorância mas acho muito pra nossa realidade.

    • Rodrigo, esse é o efetivo autorizado. Não foi atingido nem será. O real é significativamente menor e a tendência é de queda, pois se está formando menos gente na base para que ele diminua.

  80. Não temos como “errar”, tanto na apreciação do serão os nossos armamentos a médio prazo. Os planejadores precisam conhecer a nossa realidade orçamentária e os objetivos de nossa política externa. Sempre obtivemos navios para manter nosso controle do Atlantico Sul, ao longo de nossas costas. Agora com a descoberta do Pré Sal, um ingridiente novo foi adicionado à equação do poder naval. O possível bloqueio do Prata deixou de ser necessário e couraçados e cruzadores se tornaram lembranças do passado. A premência é de escoltas que possuindo capacidade multi-missão possam fazer valer nossos direitos na plataforma Econômica Continental. O triste episódio do submarino Argentino, San Juan, demonstrou que esses meios não se prestam para operar isoladamente na patrulha do Atlântico Sul. E o que temos mais atual é, justamente, um programa de construção de submarinos. Até parece que ele se tornou possível, pq Sarkozi e Luis Inácio dividiram os l ouros. Mas permanecemos com a carência dos meios mais capazes para uma marinha de guerra: combatentes de superfície. O que temos carece de confiabilidade por idade, obsolência e desgaste. Os programas mínimos de reposição estão sendo adiados como se fossemos uma nação sem compromissos e sem preocupação com a segurança externa. Isso pode nos levar a uma situação de conflito, ainda que limitado e inesperado com consequências desastrosas das quais não teremos recuperaç

  81. Uma pequena comparação: Uma embarcação mercante ligeiramente moderna é muito superior a maioria desses navios da MB, no que diz respeito a máquinas e acomodações.
    Os caras da PSC (grande parte oriundos da MB) quando visitam um mercante para inspeção, babam.
    Vi por aí comentário que o Ocean vem com uma moderna instalação de tratamento de esgoto, coisa que desde de sempre existe em embarcação mercante. Lamentável. Da MB só resta mesmo o unifome branquinho.

    • Rapaz, nossos navios tem uma tal de UTAS que pode não ser moderna, mas faz o tratamento das águas servidas… e lamento discordar de que só resta o “uniforme branquinho”, ainda existe fogo sagrado e orgulho por usá-lo (se bem que eu prefira o OP-1) apesar dos nossos erros e das pedradas de outrem… isso ainda sustenta aqueles que trabalham com honestidade de propósito e buscam uma MB melhor do que aquela na qual ingressamos…

  82. Presumo que a China construirá uma base naval em Angola ou outro país da costa ocidental africana.
    Até abordar pesqueiros chineses ilegais ficará difícil para nós.

  83. Bem, eu gosto sempre de propor…besteira ou não , ficar na observancia do obvio da falencia não será suficiente para remediar a coisa.

    Uma das coisas que chama muito a atenção no texto e materia publicada é o grande numero de meios com sua planta propulsora e de geração de energia comprometida.

    Isto é um ponto de atenção para questionar os rumos mesmo que um dia de bonança apareça!!

    Alguem chamou a atenção o U27 Brasil com mais de 3 decadas de operação….mas observem ai!!! é um dos navios que mais empurrou agua….!!! mais milhas navegadas!!! E porque? Porque foi construido de forma simples…mercantão como já disseram em outras oportunidades…mas é exatamente este o seu mérito!!! Coisa simples é barata e roda (navega) com baixa manutenção.

    Obvio que velocidade é sempre importante e tem seus aspectos qualitativos, mas não tem a mesma importancia de outrora.

    Ninguem hoje em dia precisa ficar dando olé de corpo a corpo contra a artilharia de tubo do inimigo.

    Não se faz mais a necessidade de passar por cima de um SSK para derrubar suas cargas de profundidade.

    Praticamente ninguem caça e persegue mais o outro…o cenario é diferente

    Velocidade e mudanças rapidas de regime de maquinas não tem mais as mesmas exigencias de outrora. Podem até existir, mas o peso é muito menor.

    Não dá para comparar a manutenção e durabilidade das maquinas Diesel….esta é a tendencia, não apenas uma questão de economia de pobre…as Tamandares graças a Deus serão assim…

    Mas caminhando ainda nisto, especificar e operar navios mais simples estruturalmente possuem exatamente esta vantagem. Logico não são melhores numa comparação individual, mas deve-se sempre ter um alinhamento de propositos de modernização que garantam na seguinte ordem:

    1) Que os novos navios representem um “UP Grade” de armas sobre os meios atuais

    2) Que os novos navios possuam um melhor custo operacional sobre os atuais;

    3) Que os novos meios apresentem operacionalidade e milhas navegadas superior aos atuais;

    Posso incluir qualquer coisa superlativa em termos de projetos e modelos nesta lista, mas podemos incluir varios meios que são considerados simples e que não obstante a isto, preencham total e eficazmente os 3 itens acima representante uma saida do marasmo que estamos.

  84. Continuando….
    Temos de ter consciencia que talvez as Tamandarés sejam o teto!!! Os melhores meios disponiveis para a MB e ZERO de fragatas de primeira linha.

    As Absalom, são exemplos de especificações mercantes que resultaram em um bom navio pau para toda a obra. Pode ser careca, pode ser armada….mesmo careca, representaria up grade combativo aos fragatas atuais e ainda atenderia os outros 2 requisitos ( Sei que no preço incluiram sensores e armas transferidas de outros cascos, mas aqui não seria similar?)

    O U27 Brasil é exemplo de como não cansa de navegar….porque não dentro das mesma linhas conceituais, não promover um casco com maior ou menor compartimentarização?….uma Absalom BR de 4.500 ton….??? um range de um mesmo casco de NapaOc a Fragata Geral….lenta, mas economica ….simples, mas com espaço para privilegiar N operações ….principalmente meio aereo de asa rotativa como sistemas de armas…coisa que possa sair rapido e em quantidade, ao menos comparativamente a fragatas de 1a linha???? Do contrário fica assim, tem casco que não navega….entender os sistemas ficarem obsoletos é entendivel….mas casco complexo lindão com trocentas valvulas e motor que abrirá o bico é complicado….

    Isto porque nem estou falando de itens e equipamentos modulares utilizáveis por fuzileiros e que poderiam ser empregados por navios…

    é o melhor dos mundos? Não é!!! Mas melhor que ficar assim???? Com certeza!!!

  85. Uma marinha lastreada por:

    Subnuke ( que não tem como voltar atras tem de prosseguir)

    SSk´s Skorpene e outros até mais simples e costeiros 209 ou até menor.

    Fragatas hibridas de uso geral, Mercantonas mesmo ao estilo Absalom…

    Corvetas Tamandaré….

    Isto conferiria uma MB com lastro dissuasório em SSK´s e navios hibridos, com razoavel capacidade anfibia e razoavel capacidade de ataque escolta….

    Não dá ter tudo, mas fazendo diferente, dá para fazer um pouco mais do que o convencional

    • O Subnuke (SBN) não é irreversível, a MB ainda gastará mais dinheiro do que já foi desembolsado até agora para torná-lo operacional. Ainda falta construir o reator embarcável, detalhar o projeto do casco e construí-lo,definir e adquirir todos os sistemas de segurança, navegação, comunicação, detecção e armamento, construir o complexo radiológico em Itaguaí, treinamentos, testes, comissionamento… Enfim, para mim o mais sensato é interromper o seu desenvolvimento no pé em que se encontra, finalizar os SSK da classe Riachuelo em construção e o RMB desenvolvido pela MB para geração de energia elétrica e produção de radiofármacos. Sobre a missão e meios necessários da MB para a nossa realidade já me manifestei. Saudações.

  86. Inativos e Pensionistas são do Orçamento de defesa, pq suas contribuições não vão para Previdência.
    Ex-Combatentes da Italia e Litoral e Marinha Mercante q navegou na guerra e seus dependentes estão neste orçamento.
    O Serviço Militar Obrigatório é obrigatório para o cidadão E para as Forças Armadas, pois tem de envidar esforços, tempo e $ em efetivo q será pouco aproveitado.

  87. Orçamento militar brasileiro: U$ 29 bilhoes
    Pessoal ativo: 318 mil
    Orçamento militar russo: U$ 66 bilhoes
    Pessoal ativo: 1 milhao
    Fonte: Wikipédia
    Perguntinha básica: Se o Brasil tivesse um milhão de militares como os russos tem, conseguiria pagar seus salários com o mesmo orçamento da Rússia, que é somente o DOBRO do brasileiro?
    E uma perguntinha mais interessante ainda: se além dos 700 mil soldados a mais, fossem repassados de graça todo o material de guerra russo, todos os navios, cruzadores, fragatas, caças, milhares de blindados, mísseis balísticos, submarinos nucleares, etc… Conseguiria o Brasil somente mantê-los e operar com o memso orçamento russo de 66 bilhoes, de novo, só o dobro do nosso atual?
    Se não, ONDE está o erro?? Tem algo MUITO errado.

    • Amigo, se tudo isso acontecer um dia, lembre de pedir também a BID russa… porque, caso contrário não vai ter suporte logístico que sustente os “presentes”, mesmo com o orçamento que eles tem…

  88. À luz do presente post, as Forças Armadas precisam de uma intervenção federal.

    Em outro post articulei sobre o papel (em branco) do Ministério da Defesa no Brasil.

    As posturas independentes das Forças Armadas quando dizem que: “A FAB não vai mais fazer x ou y”, “A MB então vai fazer x ou y”.

    E que se num hipotético exemplo a FAB estivesse preterindo, ao seu alvedrio, a interdição ou patrulha aeronavais pela prioridade à defesa aérea do continente, diante dos parcos recursos financeiros para fazer tudo que entende ser sua atribuição, não seria uma opção em si desarrazoada, ao menos teria mais senso de prioridades que a MB.

    Mas sua contrapartida não seria a MB, igualmente ao seu alvedrio, usar isso como pretexto para satisfazer seus sonhos alados quando sequer navega, tão somente mergulha, literal e metaforicamente.

    Assim, conclui naquela ocasião, que não há planos efetivos de defesa no Brasil, nem atribuições efetivas de defesa no Brasil, pois no Brasil não há um Ministério da Defesa efetivo, a quem as FFAA, a toda evidência, não prestam a mínima satisfação material, tão somente formal.

    Adiciono agora que urge a necessidade de um órgão superior efetivo que, de direito e de fato, estabeleça ele as prioridades reais de defesa a serem supridas (primariamente no fluxo financeiro) no curto, médio e longo prazos, sem os devaneios pautados pelas idiossincrasias de cada Força, que acabam por estabelecer situações hipotéticas irreais para justificar aquisições surreais, cujo expoente, ou exclusivo (?), nessa conduta é a falida Marinha do Brasil.

    Também não esperemos uma solução, ainda que paliativa, vinda de um governo federal débil no campo político, moral, eleitoral e geral.

    A solução ou remediação, se vier, é pauta para um próximo mandato presidencial, que como disse, anseio que não seja conduzido nem pelo revanchismo ideológico tampouco pelo ufanismo patológico, aquele fazendo das Forças Armadas seus capachos, ou este atendendo das Forças Armadas seus caprichos . . .

    • ministério da defesa, o posto ipiranga da esplanada.

      o destino certo dos omissos que não conseguem dar conta, em seus governos e ministérios, de suas tarefas em segurança pública, saúde, infraestrutura, esportes…

    • Ozawa, você gosta de afirmar que os militares ficam com seus jargões, para reprodução da Ordem Unida.

      Não vejo nenhum dos militares que postam aqui na Trilogia usando jargões, muito pelo contrário, são todos diretos e objetivos, com linguagem clara e sem jargões.

      Isso é porque estes tem conteúdo para apresentar. Esclarecem, debatem, sabem sobre o que estão falando.

      Por outro lado, você como advogado, gosta de usar palavras não cotidianas e “jurisdiques” para tentar demonstrar certa sabedoria onde não tem. Quer mostrar que é culto para que outros achem que você sabe do que está falando.

      Lá no TRF1, onde trabalho, os desembargadores costumam dizer que advogado que não tem argumentos tenta escrever difícil.

      Você acha que todo militar não sabe nada, só você sabe. Vários já te explicaram a importância da aviação de avisa fixa sobre o mar, mas você acha que é pura vaidade da Marinha. Não é você que vai para o mar sem cobertura aérea em caso de conflito.

      Tudo bem, é sua opinião. Deve ser respeitada. Agora, respeite a dos outros doutor.

      Pedir intervenção! Com base em que? Quem seria o interventor? Um congressista? Um Ministro de STF? A OAB?

      • Flávio, você tem toda a razão em tudo que disse. Errado é quem te dá razão. Então eu também estou errado. Mais uma vez você está certo. Boa noite.

    • Ozawa:
      “Mas sua contrapartida não seria a MB, igualmente ao seu alvedrio, usar isso como pretexto para satisfazer seus sonhos alados quando sequer navega, tão somente mergulha, literal e metaforicamente.”

      Seus argumentos para a necessidade clara de se possuir aeronaves para serem o guarda-chuva da Esquadra se resumem a um hipotético “sonhos alados”????

      Ve-se logo que você não entende nada de combate naval e menos ainda percebe a necessidade de tais vetores.

      Se fosse um sonho, um devaneio ou os demais adjetivos que costumas usar, certamente a Marinha do Brasil teria aceito receber os P-3 e os Bandeirulhas que a FAB tentou transferir para ela.

      Não aceitou pois não se trata de uma questão de sonho, ou de devaneio. Não aceitou porque não teria como assumir missões para as quais não está preparada. Antes é necessário cortar em setores que não são essenciais e se desenvolver um planejamento para execução.

  89. Pois é, o tempo e senhor de todas as verdades.
    Eu, era o ” contra a marinha”, eu, ofendo almirantes, eu sou contra av naval de asa fixa, eu, sou contra tudo da marinha.
    Taí, tô mateando e me lembrando que eu disse aqui a alguns anos.
    Toc, Toc, Toc, a realidade chegou.

  90. Nos esquecemos de por na conta da pindaíba o PROANTAR…Por que está no orçamento da MB, que deveria se limitar a fornecer apoio logístico devidamente remunerado?

    • O correto é o mesmo está na pasta de C&T assim como o reator da MB que também será usado (uma variação do mesmo) para gerar energia no continente, logo, a MB não deveria bancar todo o custo do mesmo/ou deveria receber royates da utilização do projeto.

  91. Politica no Brasil virou um meio de vida, isso qualquer partido, temos até hoje as mesmas oligarquias que estão anos mamando no dinheiro público e que já passa de avô, pai e neto.
    E tem a turma que sonha em entrar nessa bolada.

    Na minha cidade nenhum prefeito não fez nada a não se escândalos, isso nos últimos 20 anos

    Criticam tantos os militares mas naquela época vereadores, prefeitos e deputados não tinham esse salário enorme e tanta mordomia, e era época quem estava na politica era pra realmente servir o povo.

    E vocês acham que essas quadrilhas se preocupam com defesa do país?

    • Desculpa, Rodrigo, mas na história do Brasil a elite governante sempre colocou seus interesses à frente dos da nação e da população. Não existiu esse momento no qual “quem estava na política era pra realmente servir o povo”. Desde as capitanias hereditárias, estar no poder foi primordialmente uma maneira de acumular privilégios e favorecer os próprios negócios privados.

      • De fato Daniel,

        Ainda vejo alguns iludidos falando de monarquia, aonde essa família monarca foram que mais trouxeram escravos pro país, um erro histórico que pagamos até hoje
        Nunca se preocuparam no futuro do país, como presidentes dos EUA que incentivaram imigração em massa de norte europeus, os EUA/Canadá são uma continuação do Norte da Europa

        Algumas família politicas ou oligarquias mamando desde ” capitanias hereditárias” até hoje, mesmo na época dos militares.

  92. Nada como um PAC Naval de Construção de belonaves aqui. Emprego e economia de escala, valor agregrado e aproveitar os estaleiros ociosos.
    Nada de comprar navio velho.

  93. Prezados,

    Quanto aos números e informações trazidas nesta reportagem, não tenho como comentar, pois tratam-se de informações classificadas. Assim, não discorrei sobre isso.

    É latente que o número de navios escolta (ou combatentes de superfície como preferem alguns) está abaixo do ideal para cumprir os compromissos da MB.

    Alguns fatores internos da MB contribuíram para que a disponibilidade de meios chegasse ao nível que chegou. Todavia, cabe um esclarecimento:

    Dentro dos Programas Estratégicos e de Articulação que foram apresentados pelas 3 Forças, cada uma delas apresentou seu programa mais emergencial e aquele de maior impacto para a Nação em termos de desenvolvimento tecnológico.

    Três programas foram selecionados pelo então Governo para serem custeados de forma independente. Ou seja, os recursos não sairiam do Ministério da Defesa e sim do PAC, do Ministério da Ciência e Tecnologia, do Ministério da Educação e do Ministério do Trabalho. Isso ocorreria em razão da importância destes Programas para o desenvolvimento do país. São eles o HX-BR (MD), KC-390 (FAB) e PROSUB (MB).

    Ocorre que, as empresas parceiras dos programas exigiram garantidores, aqueles que pagam se o devedor principal não honrar os compromissos, e são justamente aqueles que estão entre parênteses no parágrafo anterior: Respectivamente, Ministério da Defesa, Força Aérea Brasileira e Marinha do Brasil.

    Como programas para suprir necessidades emergenciais das Forças, o EB elegeu o Guarani, a FAB o F-X2, e a MB o PROSUPER. Desta forma, no caso específico da MB, enquanto os demais ministérios e Governo, através do PAC, financiavam o PROSUB, a MB tocaria o PROSUPER.

    Os Comandantes Militares das três Forças acreditaram que o Governo, em sentido amplo, iria custear os três Programas Estratégicos, enquanto cada uma das Forças costearia o seu programa prioritário.

    A MB chegou a iniciar o PROSUPER, recebeu 7 propostas, mas não teve como custear dois grandes programas ao mesmo tempo.

    Infelizmente, somente em 2013 (Quatro anos após o previsto) estes programas estratégicos ingressaram no PAC (mesmo assim, de nada adiantou, pois os repasses foram mínimos), e os demais Ministérios nunca assumiram o custeio. Assim, sobrou para os garantidores honrarem os pagamentos. Foram necessárias renegociações nos pagamentos e nos cronogramas de entregas.

    Não escreverei sobre a FAB ou o MD, até porque não tenho maiores detalhes da “ginástica financeira” que estão fazendo para pagar o HX-BR e o KC-390. Quanto à MB, sacrificou o PROSUPER, retardou outros programas, desincorporou diversos meios, diminuiu e/ou renegociou praticamente todos os projetos.

    Dentro deste contesto, talvez fique mais claro para entender a situação dos meios da MB. Todos tem sua parcela de culpa, inclusive os militares tomadores de decisão da época.

    Grande abraço.

    • Caro Luiz Monteiro, muito obrigado pela explicação.
      Portanto, isto que o Sr. expôs, confirma minha convicção de que o problema do Brasil é antes e acima de tudo ADMINISTRATIVO.
      Sim, temos a roubalheira, mas ela existe exatamente por causa de erros e equívocos administrativos, intencionais ou não.
      Minha opinião.

  94. O SubNuc é a maior mentira já contada por uma instituição no Brasil. ACORDEM.

    Vejam bem, ter e operar um vaso nuclear não envolve somente a compra e custeio da embarcação. Envolve despesas monstruosas, que a MB está escondendo de toda a sociedade brasileira.

    Analisem: caso aconteça um acidente ou vazamento com o SNBR o que será feito?
    Será encalhado numa praia do RJ para “manutenção”?
    Ipanema talvez?
    Ou quem sabe em Niterói?
    Montarão andaimes em volta dele, na areia, para os “reparos”?

    Não, nada disso. Faz-se necessário ANTES a construção de um complexo capaz de lidar com toda e qualquer emergência, radiológica ou não. O nome dessa instalação chama-se complexo radiológico, como eu disse acima. É uma instalação extremamente complexa, pelo simples fato de ser capaz de manipular o combustível nuclear. Em incontáveis aspectos, assemelha-se, e muito, a uma usina nuclear, exceto pelo fato de não possuir um reator e geradores. Mas em contrapartida, lida com um combustível várias vezes mais enriquecido do que uma usina nuclear comum (4 ou 5 vezes mais enriquecido).

    Do momento em que o SNBR estiver pronto para o lançamento na água, até o último de seus dias (após 40 anos talvez), toda essa estrutura precisará estar à postos, pronta e aguardando, 24 horas por dia, 365 dias por ano. Serão técnicos, engenheiros, cientistas e um batalhão de gente de apoio, altamente especializados e treinados, todos prontos, o tempo todo.

    Isso não é novidade para o Brasil, pois já possuímos instalações nucleares, e experiência em sua operação.

    Mas agora, vem o pulo do gato: Uma usina nuclear, apesar de extremamente custosa, dá lucro. Ela gera eletricidade, vende ao mercado, e com isso gera “caixa” (dinheiro). Com esse dinheiro pagam-se os salários, faz-se a necessária manutenção nos sistemas, e toca-se a vida. MAS o que a MB está construindo é uma unidade nuclear que não gera energia. Nenhuma. Simples assim.
    Possuirá toda a estrutura, sistemas de segurança e redundância de uma usina nuclear, mas não gerará um mísero kw. Será, eternamente, uma estrutura deficitária.

    Ai eu pergunto: dada a situação de penúria atual da MB, algum ser humano consegue imaginar essa instituição bancando o funcionamento de uma usina nuclear?
    Por décadas, a fio?

    Depois do homem mais honesto do Brasil, essa é a maior mentira já contada.

  95. Em um esforço meramente teórico, após essa derrocada, se à MB fosse concedida a oportunidade de renovar toda a sua frota a partir de hoje, considerando, em perspectiva realista, os contextos administrativo, econômico, político e social, e considerando, ainda, seu caráter “dual” (para cunhar uma expressão jornalística aqui do PN), ela, ainda assim, possivelmente seria 80% “Guarda Costeira” e 20% “Força Combatente” pelos próximos 30 a 40 anos, mesmo que no “estado da arte”. E naqueles 20% descabe dizer que tipos de meios comportaria.

    Mas tudo isso em um esforço meramente teórico e contexto geral muito menos desfavorável. Hoje, sem que nada revolucionário aconteça dentro e/ou fora da MB, o viés é só de baixa, na conotação estatística e obsolescente . . .

  96. Orçamento de defesa enorme do Brasil é gasto de forma completamente inadequada… Não dá para entender como a Turquia ou Espanha ou Israel conseguem gastar menos que nós em defesa…. “O dinheiro gasto com as pensões”, alguns irão dizer. Outro absurdo completo.

  97. Eu gostaria de dizer algo sobre o sucateamento das nossas FFAAs, sobretudo da MB, mas infelizmente esbarraria nas tais ”regras do blog”, enfim, fiquem ai na discussão ”técnica”, nos devaneios e sonhos de uma noite de verão pois o Brasil NUNCA será uma potência político/econômico/militar pois os ”poderosos do norte” jamais permitirão isso. Se quiserem censurar, fiquem à vontade.

    • Bob Joe,
      É perfeitamente possível fazer críticas e expressar opiniões sem descumprir “as tais regras do blog”. A grande maioria consegue fazer isso sem problema algum.

      Não há censura alguma a opiniões. Edições ou supressão de comentários são feitos por razões de conduta, não de opinião.

    • Não é censura Bob Joe, você tem o direito de manifestar sua opinião, mas é hora de pararmos de terceirizar as origens dos nossos problemas e de atribuir as causas das nossas mazelas a agentes externos supostamente interessados em nos manter subdesenvolvidos, e assumirmos definitivamente a responsabilidade que nos cabe. Compete exclusivamente a nós, brasileiros, definir o país que queremos ter e transformar as suas potencialidades em real grandeza.

    • Certo, la vai. O Brasil nos últimos 30 anos demonizou as FFAAs e as polícias por causa do regime militar de 1964, essa ”centro esquerda”, sim, ”centro esquerda” que tá no poder desde 1985 sempre quis relevar as FFAAs ao 2o plano, sempre quiseram boicotar e sucateá las com o intuito de desmoralizá las como na Argentina após a Guerra das Falklands. Além de que no Brasil o povo não tem uma mentalidade de defesa e militarista como nos EUA, não somos um povo beligerante, sempre tivemos essa tal filosofia pacifista e de negociação. Enfim, tudo na vida passa pela política, quem aqui não utilizou dela pra pedir dinheiro pros pais, por exemplo?

      • Temos que por na futuras gerações essa mentalidade armamentista ou as FFAAs e as polícias não terão sequer contingentes, ou acham que teremos uma tropa só de robôs ou um esquadrão aéreo só com drones?

        • Respeito a sua opinião Bob Joe, mas me permita discordar mais uma vez. Devemos deixar aos anais da História o julgamento dos erros e acertos passados e recentes e focarmos no futuro próximo e para as décadas vindouras. O Brasil está carente de investimentos para atender as justas demandas da população, porque nós permitimos que “alguém ou alguns” tornassem o Estado maior do que a nação. Não podemos ou devemos esperar que do Estado que supra todas essas demandas. Precisamos rever o pacto federativo, eliminar as competências concorrentes e a as necessidades da nação (educação, empregos, saúde, segurança pública, defesa, etc..) com base na realidade e orçamento disponíveis.

          • Ou seja, o Brasil nunca resolverá esses problemas pois o povo não quer estudar, não cuida da saúde, toda família tem a tal “ovelha negra” e acha que as FFAAs e as polícias só perseguem a população e só votam em corruptos? A mudança tem que vir de baixo pra cima, pois o inocente jeitinho se torna a propina lá no planalto.

      • Bob Joe 5 de Maio de 2018 at 11:31
        Concordo, há 3 décadas a classe política tenta jogar a defesa nacional para o escanteio…tanto as policias quanto as FA. Concordo!

        • Bob Joe, é absolutamente natural que uma pessoa que nasceu na favela ou no sertão, que teve péssima educação quando criança, que conviveu com a violência e que não tem grandes perspectivas na vida não saiba votar bem, não entenda nada de política, não saiba da importância de uma diplomacia e de forças armadas fortes e respeitadas, seja menos produtivo que um trabalhador europeu ou americano e por aí vai.
          Não dá para exigir de quem teve pouca formação e recebeu poucos serviços do Estado uma visão política avançada. Boa parte da população mal deve saber que houve um impeachment há pouco tempo, quais são os países vizinhos do Brasil ou o que são relações internacionais.
          A culpa não é do povo. A culpa é de uma elite que há 500 anos vem mantendo esse estado de coisas. Uma elite que pensa primordialmente em seus interesses privados e muito secundariamente nos interesses gerais.
          Os políticos tinham que estar menos interessados em favorecer suas próprias empresas ou as empresas de quem financiou suas campanhas e mais interessados em garantir o bem estar coletivo e a segurança de todos.

          • Pessoal, ok até agora, mas só pedimos que o assunto das mazelas de ordem política se mantenha relacionado ao tema da matéria e não desvirtue, em próximos comentários, para eleições e candidatos. Agradecemos a compreensão.

  98. Que linda a ilha do Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro – AMRJ (primeira foto).
    Eu como civil posso visitar esse local? Quando eu for para o RJ quais locais vocês recomendam conhecer?
    Quero ir no Palácio Duque de Caxias e em outros.

        • Ivan BC,

          Complementando o Marcelo, o passeio à ilha Fiscal, que além de seus próprios atrativos dá uma boa visão dos arredores e de parte do AMRJ, até o mês passado (não sei hoje) vinha sendo feito por van que percorre o pier que liga o resto do cais à ilha, pois a embarcação usada para o passeio entrou em período de manutenção.

          Em compensação, o passeio no histórico rebocador Laurindo Pita pela Bahia de Guanabara, que na volta contorna todo o Arsenal, já deve ter voltado a ocorrer com o término da manutenção do navio, que esteve por alguns meses no dique e em outros trabalhos no cais.

          Na ilha em si, não é possível visitar o AMRJ na parte baixa, mas você pode visitar o Museu do Corpo de Fuzileiros Navais, na parte alta. Procure o site e telefone do museu e se informe.

          E, por fim, da parte externa do Museu do Amanhã também se pode ver o outro lado (em relação ao que se vê do Espaço Cultural da Marinha) da Ilha das Cobras e AMRJ.

          • Vale muito a pena a visita ao Museu do Corpo de Fuzileiros Navais
            onde entre tantas coisas interessantes é possível ver e entrar na
            cela onde “Tiradentes” ficou preso por 3 anos antes de ser transferido por pouco tempo para outra cadeia antes do enforcamento.
            .
            Nas duas vezes que lá estive serviram biscoitos e bebida gelada…
            mas, já faz alguns anos.

  99. Aqui muito se discute sobre o Subnuc. Porém o que consagra um meio naval é sua adoção no primeiro mundo. A evolução técnica não ocorre aqui na mesma velocidade. Somos caudatários dos paises lideres no campo tecnológico. Revivemos o caso dos nossos couraçados do século passado. Na época a evolução dos meios de propulsão indicavaa que as turbinas tipo Parsons seria a escolha lógica para qualquer navio de guerra. Agora temos no cenário a opção entre Diesel e turbina. Entre nuclear e combustível fóssil. Convencional ou AIP. O que se ve é a evolução criando as melhores soluções para quem está na frente da tecnologia. Temos um exelente exemplo no Japão. Eles estão transformando seus submarinos “convencionais” em AIP, sem gastar um tostão com maquinários esreciais, ou depositos de combustivel criogênico. A criação de uma bateria de Litio, com confiabiliade suficiente para não causar os problçemaas que vinham ocorrendo, transforma o sistema de acumulação de um submarino “convencional” num submarino que consegue ficar submerso por semanas sem a necessidade de vir tona (ou snorkear) para recarregar. Mais ainda, quando recarrega , a operação é muito rápida pois a recarga desse tipo de bateria não envolve o lento processo quimico das baterias de chumbo-ácido. Esse barco ainda é muito mais silencioso do que um Subnuc, eis que não possue os barulhentos condensadores, bombas de recirculação e turbinas. Nesta situação, cabe a pergunta: porque vamos investir bilhões, numa tecnologia da época do Nautilus, se poderemos obter, na substituição dos acumuladores, um meio mais letal, mais eficiente e muitissimo mais econômico e seguro? Parece o obvio, mas o rumo mais direto para o nosso programa de submarino é a adoção desse tipo de bateria, no momento que for disponível. Ou mesmo, desenvolver nossa própria versão. Que será muito mais barato do que criar a estrutura para projetar, operar, dar segurança e manter um Subnuc.

  100. Eu sou a favor de reduzir o efetivo da MB.
    Colocava a mesma quantidade de efetivos de Israel.
    Com esse orcamento gigantesco teriamos uma forca de respeito.
    O que adianta ter tantos militares e nao ter navios.
    A cada 10 anos a um aumento de efetivos.

    • A marinha brasileira não é só a “Esquadra”…veja a quantidade de meios distritais…um
      Navio de Assistência Hospitalar como o “Oswaldo Cruz” por exemplo necessita de
      50 pessoas a bordo incluindo médicos, dentistas, enfermeiros, e não adianta muito argumentar que isso não é tarefa da marinha, pois se mais alguém tiver que fazer isso,
      recursos serão retirados da marinha.
      .
      A função de guarda costeira e pesquisa também demanda muito pessoal e os fuzileiros
      navais são provavelmente o que se tem de melhor e não se deve comparar efetivos de países, cada um tem suas necessidades isso quando não estão inseridos em alianças
      militares o que permite mais flexibilidade.
      .
      Provavelmente uma redução do efetivo deverá ser feita, só não dá para fazer do dia para a noite, mas, também não dá para cortar em demasia e ficar com menos de
      10.000 pessoas como é o caso da marinha israelense.

      • Então não faz diminuição dos efetivos e a MB sem navios. MB vs Marinha de Israel quem ganha? Perderiamos feio!
        Navios de Israel , submarinos , F15 e F35 tudo deles são melhores com orcamentos menor.
        O que mais vejo é marujo fazendo cooper no Museu do amanhã. Nem bebedouro que gela no HNMD. Base naval de São Pedro da Aldeia o militar obeso fica mais em casa que no servico
        Enquanto isso pesqueiro estrangeiro fazendo a forra

        • Wellington…
          .
          Israel recebe ajuda externa, afinal é um importante aliado dos EUA, até
          mesmo à Alemanha pagou parte da força de submarinos.
          .
          Não sou contra diminuir efetivos e sim que não se pode simplesmente
          “despedir” oficiais e subalternos de uma hora para outra, isso, leva tempo,
          a medida que um número maior passa para a reserva e um número menor
          é admitido.
          .
          Além do mais Israel é um país minúsculo com uma minúscula população,
          e conta com uma infraestrutura adequada à sua população, enquanto o Brasil é gigantesco territorialmente e com uma população igualmente gigante e carente então não dá simplesmente para comparar as necessidades dos países.
          .
          O Brasil tem mais desempregados que toda a população de Israel.

          • Obrigado por me dar atenção, mas o primeiro passo é reduzir o número de vagas de concursos, segundo acabar com pensão das filhas . Nao tem navios e gente de mais. Israel com pouco orçamento e pais minusculo daria conta de proteger um pais como Brasil. 6 F35 de Israel daria conta dos nossos F5.
            Orçamento acima de 30 bilhões de dólares das nossas Forcas Armadas com uma defesa precaria.

          • Israel vive em um estado permanente de guerra…admiro as forças armadas israelenses, mas, não as invejo minimamente.
            .
            O pequeno número de militares israelenses é ideal para um país
            pequeno que pode ser mais facilmente defendido…em um país de dimensões continentais como O Brasil não haveria como um pequeno número de militares dar conta de tantas fronteiras de grandes dimensões e distantes umas das outras.
            .
            Além do mais as forças armadas israelenses não tem que se preocupar com o “social”…não há muitos rios que precisam ser patrulhados e populações ribeirinhas que precisem ser atendidas
            por exemplo.
            .
            Minha opinião é que é melhor ter F-5M e vizinhos como o Paraguai, e não estou fazendo pouco caso do Paraguai e sim que nossas relações são muito boas do que ter F-35 e vizinhos como o Irã.
            abs

          • E enquanto isso Chile e Peru com melhores condições. Brasil não tem sistemas de defesa como S300 ou pantsir. Já que não temos inimigos !
            Esquadra se afundando!

  101. Não há muito o que pensar, a situação da marinha hoje é uma vergonha. Almirantes que vivem no mundo da lua, empregando pessimamente seus parcos recursos, projetos sem fim devoradores de dinheiro público, e folhas de pagamentos gigantescas. O que tem de se fazer hoje ´juntar 1 bilhão de dólares e comprar de prateleira 4 fragatas coreanas Kdx-I novas com sistemas de mísseis simples, porém baratos e eficientes. Ou uma parceria com suecos e Sabb comprando material de ponta com prazo de pagamento a perder de vista, como foi com a FAB. Das três forças a marinha é indiscutivelmente a pior hoje. Precisamos de patrulhas, de um punhado de fragatas e submarinos. Não temos nada disso hoje.

    • Concordo com vc Paulo, o dinheiro gasto com projetos que nao saem do papel e navios sem uso. Daria para fazer compra de prateleira das fragatas.

    • Caro Paulo. Para juntar US$ 1 bilhão para comprar equipamentos militares de prateleira, o país teria que exportar o mesmo valor para gerar as divisas. A balança comercial brasileira é bastante equilibrada, com um superavit bem pequeno (aliás, se você der uma olhada na página do IBGE, vai ver que nós últimos anos as exportações caíram e as importações aumentaram). O Brasil não tem uma balança predominantemente exportadora, como os países produtores de petróleo. No caso deles, eles são obrigados a comprar armamentos de seus principais compradores para equilibrar o balanço. No caso brasileiro, não existe folga nas divisas para a aquisição de equipamentos militares de prateleiras caros, como caças, navios ou submarinos. Talvez até seja essa uma das limitações para a aquisição de obuseiros e carros de combate novos.

      • Então se não tem 1 bilhão de dolares , mas para gastar em copa do mundo tiveram e os royalties do petróleo? Falta mais comprometimento!
        Na situação atual o Brasil não tem condições defesa.

  102. Amigos não vai acontecer Guerra nenhuma aqui, e não era nossa força pífia de superfície e sub-armada que ia dissuadir uma superpotência.

    A bagaceira já está feita.Agora é arcar com o prejuízo mesmo(redução da frota até os novos meios estarem prontos) e a situação é irremediável! A força de superfície desparecerá temporariamente até as corvetas tamandaré ficarem prontas.
    Mas qual as medidas que podemos tomar?
    1-Construir metade das corvetas no exterior ao passo que os estaleiro da MB recebe as obras e se prepara para as duas restantes que serão construídas no Brasil, isso vai reduzir tempo de vácuo que teremos.
    2-Firmar um acordo com uma marinha amiga para adestrar nossos oficiais em navios estrangeiros como a Malásia fez, ou ainda , comprar uns navios usados só para manter a doutrina(Podem ser usadões mesmo).
    3- Esqueçam esse negócio de venda casada, o orçamento que temos já é baixo e eles não vão entregar nada de graça para nós…e pegaria muito mal, passaria a imagem para os concorrentes que não somos sérios e jogamos com cartas marcadas.

    Quanto as propostas, acho que a melhor opção seriam os indianos do Goa Shipyard…a ideia inicial é viabilizar nosso projeto original(deveríamos ter isso como uma das prioridades) com um custo que caiba no orçamento da MB, que venham decentemente armadas(uma das reclamações dos oficiais em relação as propostas dos estaleiros ocidentais), estreitaríamos relações com o governo e a marinha indiana(Esta será uma das mais poderosas marinhas do mundo)…lembrem que o principal eixo comercial do mundo será a região Asia-Pacifico !

  103. Srs
    Deixando de lado os fatos passados e fixando-se na reportagem e em fatos e dados presentes:
    1. Não há margem no atual orçamento da MB para uma compra emergencial de escoltas novas e o GF não tem condições de disponibilizar um adicional devido aos altos déficits nos próximos anos;
    2. Não há, no mercado, escoltas com poucos anos de uso para serem adquiridas, conforme a MB estabeleceu como referência;
    3. As poucas escoltas usadas que estarão disponíveis num futuro próximo estarão no osso, segundo os “especialistas de plantão”;
    4. As MK10 estão em diversos níveis de deficiência e os planoa atuais é só recuperar minimamente 3 delas deixando as outras para figuração ou sucata;
    5. As Inhaumas sofrem de problemas estruturais (há dúvidas sobre tal informação);
    6. Quanto as Type 22, o que se diz é que estão desgastadas e obsoletas quanto as armas, além de consumirem muito combustível (caras de operar);
    7. A Barroso está chegando ao tempo em que precisará de uma manutenção mais demorada;
    8. A única escolta que é posta em condições razoáveis de operação é aquela destinada a operar no Líbano, missão que está consumindo o pouco fôlego que os navios ainda tem;

    De modo geral, apesar do desconhecimento das entranhas da MB, mas considerando as semelhanças com outras organizações, algumas medidas beiram o óbvio:
    Abandonar a participação na Unifil. Este deve ser o maior fator de desgaste dos navios e um peso no custeio;
    Cortar despesas de custeio não essenciais ao extremo (mordomias grandes e pequenas, eventos promocionais, etc.) deslocando todos os recursos para a manutenção dos navios;
    Adotar um regime de guerra, peneirando dentro da MB, profissionais capazes de realizar serviços de manutenção nos navios, independente de seus cargos formais, e alocá-los para isto, reduzindo ao mínimo possível a contratação de terceiros. Aproveitar a ocasião e mandar para a reserva ou para a rua aqueles que “afrescalharem” quando solicitados a por a mão na graxa;
    Cortar OM’s, reduzindo toda a estrutura funcional e negociar com o MD para alocar os profissionais que sobrarem e puderem ser úteis no MD ou em outros órgãos públicos, para que o serviço público civil receba uma injeção de profissionais bem preparados e, por outro lado, tal despesa saia do orçamento da MB;
    Negociar com as outras forças para reduzir custos em serviços e atividades semelhantes (treinamento, por exemplo). Isto já é feito, excepcionalmente, em alguns casos e poderia ser transformado em padrão. Por exemplo, hospitais podem ser compartilhados pelas três forças, o que pode garantir uma redução de custos e produzir ganhos em qualidade dos serviços;
    Reduzir os pagamentos do PROSUB atrasando o cronograma dos submarinos diesel elétricos, mantendo apenas o desenvolvimento do reator e do sistema de propulsão do subnuc (despesas fora do PROSUB). E, aproveitar o dinheiro para custear as manutenções das escoltas;
    Repensar a aquisição de usados e avaliar casos de navios com mais tempo de uso que os cabalísticos 20 anos, considerando, primordialmente, o seus estado;
    Se as MK10 estiverem com suas estruturas em bom estado revitalizar todas substituindo as turbinas por novas e atualizar as armas. Fazer o mesmo com as Type 22;
    Buscar acordos onde entrem navios novos e usados, estes para fechar o “gap” atual e aqueles para renovar a esquadra nos próximos anos. Para tais acordos, negociar condições similares as acertadas com a Suécia no FX2 (pagamento parcelado começando após a entrega dos navios).
    Parecem medidas complicadas, mas dependem mais da vontade dos almirantes do que de outros fatores.
    Sds

  104. Boa tarde.Vejo o pessoal falando que se deve passar a previdencia militar para vala comum do INSS, mas vao dar horas extras?Ja fiquei por varias vezes no mar direto por mais de 30 dias,algumas vezes mergulhado,sao 24 horas a serviço,e ai como fica as horas extras?
    Repouso remunerado?, o militar embarcado principalmente o pessoal de maquinas pode ser estiver pegando sair de serviço de 00;00/04:00 por exemplo e emendar no reparo de motores ou outro equipamento vital,tudo isso com o navio navegando,fica como?
    Vao conceder fundo de garantia.?
    Quando fui para reserva em 2004 recebi a titulo de PASSEP ,1500,00.
    Sei que tem alguns militares da MB aqui no blog,mas a maioria sao apenas entusiastas que nunca empuraram agua de verdade,e nao tem noçao de como e dura a vida de bordo.
    Concordo que algumas coisas na previdencia militar tem que mudar,principalmente em relaçao as pensoes.
    Para finalizar quero dizer que tenho muito orgulho de ser da MB,submarinista,um sonho de infancia realizado,e que fico muito triste em ver a instituiçao que dediquei parte de minha adolecencia e toda vida adulta nesta situaçao.Amo a Marinha.
    Abraço a todos.

    • Prezado
      Parabens pela sua carreira.
      É isso q sempre digo.
      Não é viável economizar bilhões com pessoal da reserva, e gastar 5x mais com a ativa.
      Não é por menos, q há a gritaria, e quando os decisores veem a conta, nada muda.
      Sds

    • Srs
      Jovem Paulo
      1. O problema da previdência é geral e afetara a todos os eventuais beneficiários, sejam os funcionários públicos civis, sejam os militares, sejam os aposentados pelo INSS (aposentados do setor privado).
      2. O problema básico da previdência pública é que não são formados fundos de reserva para cobrir os benefícios dos aposentados e pensionistas, como é feito na previdência privada.
      O dinheiro dos benefícios da previdência pública sai do tesouro, ou seja da arrecadação de impostos (a maior parte dos valores) e das contribuições dos que estão na ativa (uma menor parte).
      O primeiro complicador desta situação é que o pagamento dos benefícios depende, principalmente, da arrecadação de impostos do período, o que é complicado, pois a arrecadação depende da atividade econômica do país e com recessão ela caminha para trás.
      O segundo complicador é que o número de beneficiários tende a aumentar conforme o país envelhece, o que gera um aumento dos valores a serem tirados da arrecadação para pagar os aposentados e pensionistas.
      3. Na previdência pública dos trabalhadores do setor privado, o problema é menor, pois os valores arrecadados das contribuições dos trabalhadores da ativa (variável, mas em torno de 12% em média) e das empresas (20% da folha de pagamentos) cobrem a maior parte do benefícios, porém já há déficit e este tende a crescer, também, pelo envelhecimento da população (mais beneficiários e menos contribuintes).

      Ou seja, a previdência pública é um problema por não dispor de fundos de reserva e pelo crescimento de beneficiários (mais aposentados e pensionistas) enquanto a arrecadação não cresce na mesma ordem.
      Se não forem criados fundos de reserva com a contribuição dos que estão na ativa e do empregador (como nos fundos das estatais, por exemplo), a choradeira, mais cedo ou mais tarde, será de todos, funcionários públicos civis, militares e até, do pessoal do setor privado, pois não haverá dinheiro para pagar a todos e o país quebrará de vez.
      É simplesmente uma questão de lógica e matemática.
      No que tange ao problema do orçamento da MB, outra encrenca é que os valores dos benefícios dos pensionistas e aposentados estão inclusos, o que gera uma falsa ideia sobre os gastos da instituição, até porque corresponde a maior fatia. Para esta questão, basta que retirem tal item e seus valores do orçamento da MB alocando-os em um item específico no orçamento da União e a realidade ficará clara.
      Sds

    • Parabéns Paulo, obrigado pelo seu comentário. É bom conhecer a experiência profissional de militares como você, que honram suas Armas!

  105. Infelizmente por incompetência de uns entramos nesta crise econômica que só agora começamos a sair, se não fosse a crise as corvetas Tamandaré já eram para estar sendo produzidas, junto com os submarinos Escorpene BR.

    O cronograma dos submarinos foi sendo alongado, ao menos não foi cancelado. O projeto Guarani andou a passos mais lentos que o esperado, mas já foram 300 entregues, outros 46 encomendados recentemente. Os helicópteros Caracal também cronograma alongado, mais da metade entregue, continua a passos lentos. Houve diversas compras de oportunidade com bons custos benefício quanto a helicópteros de outros modelos e blindados, a modernização dos M113 e dos helis Esquilo e Pantera continua em andamento.

    Graças ao FMS o Exercito tá se saindo melhor, em breve renovando toda sua artilharia de campanha com M-109A5, M198, M119 Light Gun, conseguiu manter o projeto ASTROS 2020 com quase todas viaturas entregues, e o missel de 300km em fase final de desenvolvimento.Conseguiu produzir fuzis novos IA2 ao menos para unidades estratégicas e outras de selva.

    A FAB espera em breve concretizar o inicio de produção dos 28 KC-390 e tem o alivio de os 36 Gripen NG estarem garantidos pelo financiamento de longo prazo que só começa a ser pago em 2025. Conseguiu emplacar o lote inicial de 20 misseis e 50 bombas guiadas para os novos caças e 16 misseis Harpoon para os P-3AM.

    A nossa Marinha a médio prazo estará muito bem de submarinos. Mas nossa frota de escoltas de superfície está em estado muito critico, a modernização dos A-4 se reduziu para 7 unidades não se esquecendo que são caças pelados, só para treinamento realmente. A compra do G-40 e do Atlântico foram acertadas ao meu ver pelo custo benefício.

    A Marinha é a mais necessitada das 3 forças, não tem outra saída, em paralelo ao projeto Tamandaré precisará comprar escoltas usadas no mercado, 3 fragatas Niteroi serão revitalizadas, as 2 corvetas Inhauma ainda podem servir por mais um tempo , e a Barroso tem bastante pela frente. A única solução é comprar 5-6 escoltas usadas já em 2020, mostrem para o próximo presidente a situação, não é possível que o almirantado não consiga sensibilizar, ou deem publicidade a realidade para ficar feio mesmo, quem sabe liberam recursos.

  106. Dentro deste contesto, talvez fique mais claro para entender a situação dos meios da MB. Todos tem sua parcela de culpa, inclusive os militares tomadores de decisão da época.

    Com. Monteiro deu a luz a vocês para entenderem que só chegou axeste ponto porque a MB acabou na administração do Almoço Guimarães vCarvalho, depois vieram as trevas navais, junto com os delírios do encantador de jumentos e sua trupe.
    Eu fui trucidado aqui, a seis ano porque ousei contrariar os discípulos do gabiru do ABC.
    Não poderia acabar de forma diferente.
    O que levou a isto:
    1 Falta de foco
    2 Falta de responsabilidade
    3 Falta de seriedade.
    O tempo é senhor da razão.

    • Juarez, você não foi trucidado. Você foi advertido inúmeras vezes e suspenso três vezes por xingar a torto e a direito e atacar e ofender os demais. Foi expulso por conduta, não por opinião. Mas continua se fazendo de vítima.

  107. Essa situação toda me lembra o artigo sobre a Guerra da Lagosta. Da noite pro dia resolveram demonstrar força contra nós, e uma frota deveria ir ao mar se fazer presente. Não havia combustível, munição, equipamentos e a maioria dos navios estava numa situação lastimável.

    Será que hoje, numa situação semelhante, que “força” conseguiríamos demonstrar no mar?

  108. Acompanho assuntos militares e de defesa desde 1986. Nesses 32 anos, a MB divulgou 4 ou 5 planos de reequipamento. O fato comum a todos eles é que nenhum foi executado na sua totalidade, ou melhor, todos eles não passaram de 15 ou 20% do que se planejava. Nesses 32 anos, quantos navios de combate novos a MB recebeu? 4 corvetas Inhaúma e 1 Barroso. Dessas, 2 já deram baixa, duas estão em manutenção há anos e somente a Barroso está operativa. Nesses 32 anos, os CT’s Gearing e Allen M. Summer deram baixa, substituídos por 4 classe Garcia, usados ex-US Navy, e que já deram baixa há anos, por 4 Type 22 batch I, sendo que duas já deram baixa e as outras duas operam sofrivelmente, e pelas Inhaúma, ja citadas. As 6 Niterói operavam em 1986 e nesses anos todos passaram pelo Modfrag, entretanto, hoje 1 passa por PMG há vários anos, outra encostada e uma terceira docada. Das outras 3, uma está no Líbano e as outras duas não devem estar em muito boas condições. Nesses 32 anos, tínhamos o A-11, que já se foi há tempos, veio o A-12 e que também já está descomissionado. Há 32 anos tínhamos os submarinos Guppy e os Oberon. Deram baixa, substituídos, a partir de 1989, por 5 IKL’s. Agora, parece que teremos 4 SBR’s. Quanto ao SNBR, nesses 32 anos, e desde antes, se fala nele. A previsão mais otimista fala que estará operacional em 2027 (algo que, particularmente, duvido).
    Falei tudo isso, lembrando de cabeça enquanto escrevo, para ilustrar que nesse tempo todo, a MB teve altos e baixos, mas nunca esteve “tão baixo” como agora. E também para lembrar que seus planos nunca passaram disso, ou seja, apenas planos. Nunca as Forças Armadas tiveram tratamento como instituições de Estado. Todos tem sua culpa nisso. Todos! Inclua-se aí os próprios militares. Conheço vários militares profissionais. Alguns deles fizeram concurso para ingresso somente pelo salario e estabilidade. Muitos conhecem menos de sua instituição do que nós, civis, meros entusiastas. No caso específico da MB, se algo grande e com repercussões profundas não for feito, em uma década ela deixará de existir como Força Armada com um mínimo de credibilidade militar.

  109. Nunão, eu fui literalmente trucidado porque botei o dedo na ferida, ela tem, nome, sobre nome,e eu, você, o Com Monteiro, O XO e os que tem vivência no meio sabem exatamente a quem me refiro.
    Ao contrário do que tu apregoas, nunca me fiz de vítima, apenas relatei os fatos ocorridos, aonde a alguns aqui, iniciaram uma campanha de “joga pedra na geni” muito bem bem engendrada, como um único objetivo, me desclassificar. Como eles sabem que eu tenho pavio curto, a ideia sempre foi provocar, dar o tapa e esconder a mão.
    Só que para tristeza deles, como eu não me canso de dizer, com todo o respeito:
    O tempo é senhor da razão.

    • Juarez,

      Não faz sentido colocar a culpa nos outros para suas próprias atitudes.

      Você nunca precisou de ajuda pra desobedecer as regras de conduta do blog, xingar, ofender e tentar usar o espaço como palanque contra seus diversos desafetos. Nunca precisou ser provocado pra isso.

      Os comentários e a ordem em que eles são feitos não mentem, é só acessar (tem mais de 200 seus aqui) e ver quem começa ou quem termina as brigas, xingamentos etc.

      Mas fiquemos por aqui, certo? Já escreveu seu recado, que aliás só está aparecendo aqui porque deixamos aparecer, pois depois de três expulsões, seus comentários são bloqueados automaticamente e só liberados depois de um dos editores ler.

      Mas se fica mais feliz se sentindo perseguido (aqui e em diversos espaços onde fez a mesma coisa), que seja.

  110. “O desinteresse da iniciativa privada em fabricar baterias para os submarinos 209, de tecnologia alemã, é um problema para o qual a MB ainda busca solução.”
    .
    Agora que o tema principal já foi devidamente debatido, gostaria de saber se alguém tem mais informações sobre essa questão das baterias para os IKL 209.
    .
    Em pesquisa, vi que a Saturnia de Sorocaba tinha tecnologia para fabricá-las, mas em 2011 foi advertida pela Marinha devido a atraso na entrega. Vi também que o contrato era de apenas 12 milhões de reais, me pareceu pouco, pois em matéria sobre o San Juan constou que cada elemento custaria 10.000 euros, 440 ou 480 elementos dariam 4,4 mi ou 4,8 mi de euros.

    .
    Por outro lado, matéria sobre o ProSub no site da Marinha diz que “A fabricação das baterias está a cargo da empresa alemã Hagen, do grupo Exide, que fará a primeira unidade (para o S-BR1) na Alemanha, mas já contratou a empresa Rondopar, de Londrina (PR), para participar da fabricação das demais unidades.” Mas há notícia de 2010 dizendo que “Um exemplo de parceria na área de transferência de tecnologia é o da Saturnia Sistemas de Energia, com fábrica em Sorocaba (SP). A empresa assinou acordo com o governo francês pelo qual ficou acertado que produzirá as baterias dos submarinos para a Marinha brasileira. Luiz Antonio Baptista, presidente da Saturnia, disse que apesar do acordo existe preocupação de garantir a transferência de tecnologia para a fabricação das baterias no país.”
    .
    Havendo tanta gente envolvida ou capacitada, pareceu-me estranho ninguém estar querendo fabricar as baterias. Também fiquei em dúvida sobre quem vai fabricar para os Scorpene, pois são citadas duas empresas diferentes. Alguém pode explicar o que está acontecendo??

  111. Mas se fica mais feliz se sentindo perseguido (aqui e em diversos espaços onde fez a mesma coisa), que seja.
    Nunão, os “robos” plantados aqui devem ser, provavelmente alucinações ou almas penadas do além.

  112. Nilson, esta “nuvem” toda em função do fornecimento de componentes tem alguns porque(s):

    Escala de produção não garantida(todos sabem como não terminam os programas militares, na sua maioria) e maior de todos, a incontinência orçamentária que garante o pagamento ao fornecedor.
    Para o teu saber, tem fornecedor militar que está no caderno a mais de oito meses sem ver um $$$$ sequer.
    Mão tem fluxo de caixa que aguente.

  113. espero que algo melhore para as Forças e principalmente para a MB a partir de 2019 com uma nova gestão. Todos os comentaristas estão cobertos de razão pois indignados estamos com a penúria, porém,”Inês murrió”. continuar com a modernização e manutenção dos IKls, continuidade do Prosub, tentar algumas compras de oportunidade, dar continuidade ao programa de navios patrulha e mais os de minagem. Isto infelizmente leva tempo e sempre levará pois defesa não é vista como prioridade de Estado e sim de governo. Investimento com Iniciativa privada deve se levar em conta que o empresários e seus acionistas desejam que o meio ou meios investidos deem lucro ( e com razão). As propostas das Tamandarés estão de pé, Acordos entre países também existem sem necessidade de licitação( desde que seja bem transparente) Investimento, dinheiro quem não deseja. Agora investir em país com instabilidade político-econômico, só loucos insensatos ou gananciosos que desejam realmente dar um golpe financeiro nos seus acionistas. neste último caso exemplos aqui não faltam.

  114. Sem querer polemizar e, apenas procurando mais dados históricos sobre a MB, quero esclarecer a origem da noção de que os nossos couraçados eram menos blindados. A comparação se fazia com o navio mais emblemático da época, o HMS Dreadenoght. Este possuia 160 m. de comprimento e uma tonelagem de 21800 ton. O Minas Gerais, com 180 m. de comprimento, pesava 16000 ton. Ou seja, um navio muito maior e com uma tonelagem de 5.800 ton. a “menos”. Isso deveria, forçosamente, se refletir em menos chapas de aço nas blindagens.

    • Luiz Floriano, seus dados sobre o Minas Gerais (180m de comprimento e 16.000t de deslocamento) estão completamente errados, tanto no comprimento quanto no deslocamento.

      Tenho comigo cópia do livro do navio do Minas Gerais (livro de bordo), disponibilizado em consulta presencial no Arquivo da Marinha, com os dados técnicos corretos.

      Comprimento total: 165,6m (5 metros a mais que o Dreadnought, e não os 20m dos seus dados).
      Deslocamento padrão: 19.822 toneladas (cerca de 1.700t a mais que o deslocamento padrão do Dreadnought)
      Deslocamento em plena carga: 21.082 toneladas (cerca de 800t a menos que o Dreadnought – a diferença pra menos é que no caso deste dado, especificamente, a informação é posterior à conversão do combustível de carvão para óleo feita no Minas Gerais na segunda metade da década de 1930)

      A boca é quase a mesma: 25m no Dreadnough e 25,3m no Minas Gerais. Ou seja, os navios são muito semelhantes em todas as dimensões, com comprimento apenas 5m maior no caso do Minas Gerais e deslocamento padrão também um pouco maior).

      Quanto à espessura da blindagem, há diferenças mais ligadas à filosofia de blindagem e ao tipo de aço (Krupp, no caso do Minas Gerais, considerado de melhor qualidade). No ponto mais blindado do cinturão o Dreadnought levava vantagem de 2 polegadas (11″contra 9″), mas nas partes frontais das torres o Minas Gerais era mais blindado: 12″ contra 11″. Na verdade, a blindagem da classe Minas Gerais ficava mais próxima do padrão das classes sucessoras do Dreadnought, as classes Bellerophon e St Vincent, navios que foram construídos mais ou menos ao mesmo tempo que os dois encouraçados brasileros (os seis navios dessas duas classes britânicas foram completados entre 1909 e 1910), e tinham cinturão blindado de 10″ em sua parte mais espessa, com disposição melhor das chapas de blindagem.

      Ou seja, quanto a blindagem, há um cinturão menos espesso, porém de aço alemão de blindagem considerado à época (e comprovado anos depois em batalhas) de melhor qualidade, e espessura de blindagem nas torres maior que a do navio inglês e seus sucessores imediatos.

      Não estou com isso querendo tecer loas aos encouraçados brasileiros, que tinham seus defeitos e qualidades. Como já escrevi, foram ultrapassados por outros rapidamente devido à corrida naval que ocorria, e encouraçados da Argentina e do Chile, encomendados anos depois, aproveitaram o padrão já superior dos navios em construção e superaram os brasileiros – e críticas da época que podem ter chegado até hoje são, pelo que estudei a respeito, referentes à comparação da classe Minas Gerais com as classes Rivadavia argentina (1914) e Almirante Latorre chilena (1915), com porte, blindagem e armamento superiores em 1 ou 2 polegadas dependendo do local.

      Apenas quis ressaltar que não deviam praticamente nada a seus contemporâneos próximos (ou seja, navios construídos no período entre 1906 e 1910), exceto no caso da propulsão por máquinas a vapor de tríplice expansão, que você destacou em seu comentário anterior, comparada à propulsão por turbinas a vapor instituída como padrão nos encouraçados britânicos, mas novamente deixo aqui a ressalva de que máquinas de tríplice expansão ainda eram instaladas à época nos encouraçados alemães (classes Nassau e Helgoland, concluídas entre 1910 e 1912) e americanos (classes South Carolina e parte da classe Delaware, concluídas entre 1910 e 1911).

    • Tenho um modelo de metal do “Dreadnought” e outro do “São Paulo” na escala 1:1250
      e o segundo é pouca coisa maior que o primeiro exatamente esses 5 metros de diferença no comprimento que o Nunão informou e não se nota nenhuma diferença na largura (boca).
      .
      A semelhança entre o “São Paulo” e o “Dreadnought” que já não era mais o que havia de melhor na Royal Navy em 1910 é enorme inclusive o posicionamento da primeira chaminé na frente do mastro, que seria considerado uma aberração e descontinuada.

  115. “O desinteresse da iniciativa privada em fabricar baterias para os submarinos 209, de tecnologia alemã, é um problema para o qual a MB ainda busca solução.”

    Curioso, e as outras marinhas da região que operam os mesmos U 209, como conseguem suas baterias?

    • Olá Glasquis. Talvez eles adquiram diretamente do fabricante alemão. Pelo que sei, os maiores operadores seriam a Grécia, Coreia do Sul e a Turquia. Será que não seria a hora destes países fazerem um consórcio internacional para produzirem as baterias? Ao menos, eles teriam escala e poderiam fornecer aos demais usuários de IKL. Acho que aquela suspeita que foi o mal funcionamento das baterias que levou à perda do San Juan indica a importância deste item.

        • Preço? Seria mais barato para a MB pagar em reais para um fornecedor brasileiro do que importar periodicamente, pagando em dólares. Não creio que existem problemas de prazo ou indisponibilidade.

          • Se marinhas do Equador, Chile, Colômbia, Argentina, Peru, Venezuela (além das outras no mundo afora) operam com este tio de navio, não entendo como o Brasil poderia ter problemas de ordem econômica pra comprar suas baterias já que seu orçamento é imensamente maior.

            Este assunto das baterias é ao meu ver, uma desculpa sem fundamento.

          • Glasquis,

            Além da questão econômica de se evitar gastar divisas com itens que são, no fim das contas, de consumo (troca a cada 7 anos, mais ou menos, para uma frota de 5 submarinos), há a questão de ser item considerado estratégico para a operação dos submarinos.

            Se os países que vc mencionou não consideram a fabricação de baterias para submarinos, vejo isso mais como um problema ou escolha deles do que como uma opção a ser seguida pelo Brasil.

            Nenhum dos países que você citou participou, no século XX, de um conflito em que sua frota de submarinos, adquirida de um país que com o início do conflito teve o fornecimento de itens para seus submarinos prejudicado (e poucos anos depois tornou-se mesmo inimigo), necessitada de trocar suas baterias durante o conflito para poderem cumprir com suas missões durante o conflito. O Brasil sim. A Argentina, mesmo não entrando na guerra, mas preocupando-se em manter a frota operante para manter sua postura “neutra”, também sofreu com isso e aprendeu.

            Nesse assunto discordo totalmente de você. Ter capacidade de produzir suas próprias baterias, para uma frota significativa e em perspectiva de crescimento, é muito importante no caso brasileiro, independentemente de outros países não pensarem da mesma forma. Armas e outros tipos de sobressalentes podem até ser estocados, baterias não, pois precisam ser fornecidas com periodicidade para uma frota crescente.

            Dificuldades em certas épocas de manter fornecedores nacionais interessados e em viabilizar esse fornecimento economicamente não mudam o fato de que essa é uma postura de longa data e justificada pela experiência própria do Brasil nesse assunto.

          • Olá Nunão e Glaquis. Outro fator a favor da fabricação das baterias no Brasil é a existência de um parque industrial e tecnológico disponível. A tecnologia para estas baterias são mais ou menos conhecidas. O problema é o desenvolvimento do modelo que tenha o desempenho adequado para a aplicação (tamanho, potência, velocidade de descarga, etc). O tamanho da frota deveria ser suficiente para manter uma produção minimamente viável destas baterias (e até fornecer para alguns operadores, como a Argentina). Imagino que as baterias dos IKL sejam chumbo-ácido, mas eu aproveito para perguntar se as do Scorpence também serão chumbo-ácido ou ion-lítio?

          • Desculpa Nunão mas,tenho algumas inquietudes:
            ” …países que você citou participou, no século XX, de um conflito …
            O Brasil sim.”
            Ou seja, devido a que o Brasil lutou na Segunda Guerra Mundial contra a Alemanha tem hoje o seu fornecimento de baterias prejudicado?

            Qual empresa do setor privado no Brasil, fabricou as baterias dos U 209 da MB?

          • Glasquis,

            Os submarinos da Marinha na época da Segunda Guerra Mundial eram de origem italiana.

            O fornecimento ou não pela Alemanha hoje não tem nada a ver com o fato de ter havido guerra contra a Alemanha 7 décadas atrás, você não entendeu o que escrevi. Tem a ver com a experiência de ter vivido, e ainda mais num conflito, problemas com a sua reposição (no caso, devido ao conflito, durante o mesmo e depois, por causa da precariedade da indústria militar do fornecedor original logo após a guerra) e com a experiência de ter resolvido, nessa ocasião e em posteriores (e aí já com submarinos de outras origens) o problema desse fornecimento acionando o próprio parque industrial.

            Essa experiência nascida num conflito mundial onde voa parte do engajamento brasileiro foi no mar, somada a outras ao longo das décadas com uma frota de submarinos que se tornou significativa, e somada também a programas de fabricação de submarinos no país, os demais países que você mencionou não tiveram, pelo menos no mesmo nível que o Brasil teve.

            Está menos inquieto agora?

          • Olá Glaquis. Posso ter entendido errado, mas creio que a MB teve problemas para substituir as baterias dos seus submarinos de fabricação italiana durante a II Guerra (lembrando que o Brasil esteve em Guerra contra a Itália também durante a II GUerra). Não sei diizer, mas imagino que a industria italiana não teve capacidade de fornecer as baterias no período pós guerra, até porque a MB passou a usar submarinos americanos até a década de 70. Essa experiencia pode ter sido determinante para a MB desejar sempre um fornecedor nacional. Não creio que a Alemanha tenha qualquer má vontade de fornecer baterias hoje, mas também acho um risco depender de um fornecedor estrangeiro já que existe um parque tecnológico no Brasi capaz de fornecer estas baterias.

          • Camargoer.

            Tudo bem, até aí eu entendo mas queria saber, qual foi a empresa brasileira que forneceu as baterias dos U 209 do Brasil durante todos estes anos?

          • Olá Nunão. Sobre a tecnologia das baterias do Scorpene ser chumbo-acidou ou ion-lítio, sabe alguma coisa? As do IKL devem ser chumbo-acido. Essa tecnologia é bem conhecida. Se não me engano, o pessoal do Lactec em Curitiba tem grande experiência, além das pesquisas desenvolvidas e financiadas por Itaipu. Em São Carlos estao os maiores especialistas brasileiros de bateriais chumbo-acido. Talvez a solução para a MB seja apoiar uma pequena empresa de alta tecnologia com proximidade a uma universidade.

          • Camargoer, estou de saída e aem tempo para pesquisar, mas a matéria abaixo (do já um tanto distante ano de 2010), que trata de empresa fornecedora de baterias dos IKL 209 e de tratativas para fornecimento aos Scorpene / S-BR, com nome de empresa que ficaria de transferir a tecnologia, talvez te dê um caminho para pesquisar e entrar em outros sites de pesquisadores e empresas ligadas ao programa Scorpene na França e outros países. Boa pesquisa, fui!

            http://www.naval.com.br/blog/2010/08/10/submarinos-terao-partes-nacionalizadas/

  116. Sou mais um novo navio nacional entre 4.000 á 5.000t, baseado num derivado do casco da Tamandaré do e Niterois.
    Afinal de contas os cascos já estão fabricados e testados (já que o casco da Tamandaré deriva do casco da Barroso).
    Como sistemas de armas sugiro, VLS nacional (Baseado nos conhecimentos do projetos SLDM e Torre de lançamento do foguete VLS em Alcântara), mísseis X-300 (Versão naval do MT-300), Marlim (MANSUP-01), versão naval da TOC-30mm para defesa Sabe, Radar Gaivota-X, versão naval do Saber-M200, Alça optronica Atena, Sonar passivo nacional, Sonar rebocado nacional, Sonar ativo nacional, Versão Superfície/Ar do A-DARTER, MAA1-B, MAR-01, interferidor Magé MK 3 etc..
    Oferecer parceria a países como Colômbia, Índia etc..
    Aproveitar essa parceria com Índia e Colômbia para nacionalizar sistemas de armas como canhão Ciwx indiano etc..
    Outro país que seria interessante uma parceria, seria África do Sul, com seus mísseis e sistemas de armas .

  117. A estratégia naval brasileira já deixou muito claro que nossas prioridades são os submarinos. Realisticamente falando, para os nossos possiveis inimigos sul americanos (Venefavela e Bolivia), quatro escoltas já são mais que suficientes. Para os outros possíveis inimigos, o Tio Sam ou um consorcio europeu sob a bandeira da Otan, ter 4, 10 ou 20 escoltas de superficie não vai fazer absolutamente diferença nenhuma, todas iriam pro fundo do mar em horas. A unica coisa que poderia mante-los receosos seria uma frota de submarinos.
    Ou seja, o Prosub mais as 4 Corvetas Tamandarés são mais do que o suficiente para nossas necessidades reais. Isso se chama estratégia.

    • Se quatro escoltas são suficientes, então estamos boa situação. Antes de dar baixa das fragatas Greenhalgh e Rademaker, poderíamos modernizar as melhores fragatas da classe Niteroi (Liberal, Defensora e Independência), com remotorização CODOD e up-grade no sistema de armas e detecção, enquanto aguardamos a entrada ao serviço das corvetas classe Tamandaré, e fazer o PMG da corveta Barroso. Seriam 3 fragatas classe Niterói modernizadas, 2 corvetas classe Jaceguai que estão saindo do PMG e 4 classe Tamandaré, total 9.

  118. Nunão
    Obrigado, mais uma vez, por sua abalizada informação. As fontes que eu possuo, realmente deram outros números, agora conferi na velha e boa Vikipedia e lhe dou toda a razão.

    A questão do uso de baterias Litio Ion ou Chumbo ácido não se resume na susbtituição pura e simples. O projeto elétrico tem que adequar às voltagens das Li-Ion. No caso das chumbo-ácido temos elementos de 2, 6 ou 12 V. No caso das L-I a base, nessa escala e´ a tensão de 42 V. Isso se considrarmos as que estão em uso automotivo, já em larga escala na Europa, Japão e EU. Quando trabalhei nas oficinas do Porto de Rio Grande, recebiamos pedidos de reparos dos submarinos da Marinha. E via de regra eram reparos muito estensos e eles chegavam com a lista e sem nenhuma peça de reposição. Tinahamos que fabricar as peças, quando possível, ou recuperar outras usadas. Chegamos a remover um bateria, gigante comparada a de uso em automóveis e a marca era mesmo Saturnia. Uma gaiola de ferro, bem forte, com alças de suspenção, protegendo as paredes de um baquelite muito reforçado. Em resumo, uma bateria gigante, mas de mesmos principios de funcionamento.

    • Srs
      Jovem Floriano
      O que usualmente chamamos de baterias, na verdade são conjuntos de elementos normalmente encapsulados em recipientes de material inerte a ação eletroquímica.
      No caso das baterias chumbo ácidas, cada elemento tem tensão da ordem de 2,2 Vdc, ou seja, uma bateria de carro, na verdade é um conjunto de 6 elementos, o que se aproxima dos 12 Vdc nominais (na verdade, 13,2 Vdc em plena carga).
      No caso de baterias maiores como as de sistemas de energia elétrica de emergência ou submarinos, a bateria é formada por conjuntos de elementos de grande capacidade nominal, em montagens série e paralelo, normalmente trabalhando com tensões bem mais elevadas que as de cada elemento.
      No caso das baterias de Íons de Lítio, a tensão de seus elementos é da ordem de 3,35 Vdc e é normal seu “empacotamento” em conjuntos, como nas chumbo ácidas, resultando em baterias de tensões bem mais elevadas que a dos elementos.
      No caso de uma substituição de baterias chumbo ácidas por íons de lítio, faz-se necessário mudar a forma de recarga das baterias e os cuidados quanto a segurança, particularmente porque as de íon de lítio são mais sensíveis a temperatura e podem se incendiar (vide caso dos Boeing 787) ou até explodir.
      Sds

  119. Luiz, o as oficinas do Porto de Rio Grande t~em uma estrutura de manutenção deste porte, para efetuar reparos em componentes de submarinos?

  120. Glasquiz, Camargo,
    conforme minha intervenção que levantou esse tema das baterias, a empresa nacional que recebeu a tecnologia para produzir baterias de submarinos foi a Saturnia.
    No link http://www.naval.com.br/blog/2017/08/11/os-100-anos-da-forca-de-submarinos-e-o-prosub-parte-5/ consta claramente, ao tratar da classe Tupi:
    “Os conjuntos de baterias Saturnia 31DD16 têm 489 células cada.”

    Minha dúvida é porque ela não está querendo produzir mais as baterias, conforme ventilado no tópico atual.
    E se é ela que está produzindo as baterias para os Scorpene, ou é a outra empresa que citei no meu comentário, ou uma terceira empresa.

  121. Glasquiz e Camargo,
    na minha primeira intervenção sobre o assunto “baterias” eu já havia trazido informações de que as baterias dos Tupi foram fabricados pela Saturnia, brasileira, hoje de Sorocaba.
    Minha dúvida é porque ela não estaria mais querendo fabricá-las, conforme ventilado na matéria deste tópico. E quem estaria produzindo as dos Scorpene.
    Sobre os Scorpene: “Um exemplo de parceria na área de transferência de tecnologia é o da Saturnia Sistemas de Energia, com fábrica em Sorocaba (SP). A empresa assinou acordo com o governo francês pelo qual ficou acertado que produzirá as baterias dos submarinos para a Marinha brasileira. Luiz Antonio Baptista, presidente da Saturnia, disse que apesar do acordo existe preocupação de garantir a transferência de tecnologia para a fabricação das baterias no país.”
    http://www.naval.com.br/blog/2010/08/10/submarinos-terao-partes-nacionalizadas/

  122. Nilson,

    Até onde tenho entendido, a SATURNIA S/A apenas é uma empresa em território brasileiro. Ela tinha a sua direção dependente da EATON, uma multinacional de origem americano. Hoje o prédio em Sorocaba está abandonado e encerrou as suas atividades em 2011.

    • Pelo que pesquisei, a Saturnia foi uma empresa com mais de 80 anos, de origem genuinamente brasileira. Com o passar do tempo foi sendo subdividida e a parte de baterias estacionárias foi vendida para grupos estrangeiros, e ao final para o grupo ALTM, que não sei a sua composição, apesar de vinculado à Light Rio (geração ou distribuição de energia elétrica, os colegas do Rio talvez saberão explicar).
      Se tiver interesse e/ou paciência, a história da empresa é contada nos comentários do link abaixo por ex-empregados:
      http://www.saopauloantiga.com.br/saturnia-sa/
      Um comentário interessante, que explica um pouco da história recente da empresa:
      “A outra fábrica, divisão em que trabalhei, que só fabricava as baterias industriais, tais como Submarino, Tracionárias (p/empilhadeiras), estacionárias para nobreaks e telecomunicações, foi vendida primeiro para o Grupo Brasileiro Sul América de Seguros que comprou a empresa somente para revendê-la, o que o fez para um grupo Inglês chamado BTR que também tinha comprado um grupo de baterias Europeu chamado Hawker e a Saturnia passou a chamar-se me 1996 de Saturnia Hawker. Após isso a empresa foi vendida p/ o grupo EATON, exatamente quando saí de lá, em 1999. Depois disso, fiquei sabendo que foi vendida mais uma vez para o grupo ALTM do Rio de Janeiro que definitivamente levou a empresa a falência.”
      .
      Em 2007, as notícias da empresa eram otimistas, inclusive falando em exportar as baterias de submarinos. Um exemplo de notícia sobre a Saturnia, 2007:
      “Temos pessoal, tecnologia e conhecimento, além
      de sermos a maior fábrica de baterias industriais na América
      Latina.”
      “A Saturnia fabricou, até hoje, um total de 21 baterias
      de submarino, sendo que todos os submarinos em atividade da Marinha do Brasil utilizam baterias Saturnia”. Tais baterias possuem diversas semelhanças construtivas com as tracionárias.
      “Com peso superior a 250 toneladas e vida útil média superior a 8 anos, estas baterias são a única fonte de energia para propulsão e alimentação dos diversos sistemas existentes a bordo do submarino quando este se encontra submerso. A vida dos tripulantes e a integridade da embarcação dependem diretamente do perfeito funcionamento das baterias fornecidas pela Saturnia”, explica Mendes. “Toda a tecnologia empregada no desenvolvimento e construção destas baterias é repassada aos demais produtos da Saturnia”
      .
      Ou seja, respondendo ao seu questionamento, as baterias dos IKL brasileiros foram construídas em solo brasileiro, por empresa registrada no Brasil, movimentada por pessoas brasileiras, com tecnologia repassada pelos alemães.

    • Quer dizer, a Saturnia quebrou, e a Rondopar foi escolhida para ser a próxima receptora da ToT.
      .
      Infelizmente, esse é um dos problemas de fazer ToT para empresas privadas, sempre há o risco da falência, pelas mais variadas razões.
      .
      Por outro lado, parece-me esclarecida a situação ventilada no tópico (“O desinteresse da iniciativa privada em fabricar baterias para os submarinos 209, de tecnologia alemã, é um problema para o qual a MB ainda busca solução”). Pelo que entendi, o fabricante nacional quebrou, e não há outros para serem aqui contratados. Creio que isso não pode ser chamado “desinteresse”, é impossibilidade, pois não há outras empresas com ToT para fazer as baterias do IKL. Quais soluções a MB teria além de adquirir no exterior??

  123. Na verdade na época que iniciamos projetos bilionários como o dos submarinos, helicópteros e caças estávamos numa época boa na nossa economia, vislumbramos um ressuscitar da nossa indústria bélica, deixarmos de ser um país que compra tudo de prateleira nesse setor, buscar independência, na época ninguém prévia uma crise como está. Potencial temos de sobra. As circunstâncias hoje que mudaram , ainda sim nenhum dos projetos foi descontinuado, o problema é que não há dinheiro pra tudo.

    O exército priorizou blindados sobre rodas em detrimento dos sob lagarta, a FAB priorizou o Gripen e o KC-390 reduzindo drasticamente o número de caças a serem modernizados e fechou unidades, a Marinha priorizou os submarinos por serem meios de maior dissuasão frente a uma potência externa.

    Se não há dinheiro pra tudo tem que se ter prioridades, comprem material usado como o Chile faz e todos batem palmas 😉

    • Ou seja, juntando as pecinhas das notas na internet, podemos concluir que, originalmente integralmente brasileira, em 1996 a Saturnia foi vendida para a inglesa BTR, em 1999 para a americana EATON e em 2006 para a brasileira ALTM. Parece que a EATON se desinteressou pelo negócio, ia fechar mas conseguiu vender para a ALTM. Esta inicialmente (2007) pretendeu alavancar a atividade, inclusive com tentativa de exportações, mas endividou-se, entrou em processo de recuperação judicial e arrastou consigo a Saturnia (segundo os relatos constantes na internet).
      .
      Lógico que o interesse aqui não é saber sobre a vida da Saturnia, mas traçar um caso de ToT inicialmente bem sucedido: 21 “baterias” vendidas para a Marinha, estimo então uns 80 mi de euros de divisas economizados pelo país, impostos e empregos ficando no país e capacidade nacional para fabricar suas próprias baterias de submarinos, cumprindo a estratégia de evitar dependência. Além do arrasto tecnológico para outros produtos similares.
      .
      Mas a Saturnia quebrou, como pode acontecer com qualquer empresa privada. Por isso, o processo terá que recomeçar, com as baterias do Scorpene (não sei se haverá comunalidade/lucratividade/possibilidade suficiente que incentive a Rondopar a produzir também baterias dos IKL).
      .
      Muito se pode analisar e aprender com o caso em questão.

  124. Mf

    “vislumbramos um ressuscitar da nossa indústria bélica, deixarmos de ser um país que compra tudo de prateleira nesse setor, buscar independência”

    E pra isso compramos Scorpenes, Gripen e Guarani. É assim que se encontra a independência tecnológica.

    • Guarani 80% nacionalizado e projeto desenvolvido pelo exército brasileiro.

      Escorpene, 40% nacionalizado, o reator do submarino nuclear é totalmente desenvolvido pela Marinha do Brasil , as modificações do projeto implicaram em transferência de know-how e outras tecnologias do submarino.

      Gripen NG, terá nacionalização de 70% da estrutura do caça e 40% do recheio, nossa versão é a única com a tela única no painel, tendência dos caças mais recentes.

      Todos esses projetos trazem retorno de tecnologia , e no caso do Guarani nasceu aqui mesmo.

      Novamente fala o que não sabe com seu ufanismo cego pelo Chile, país que respeito muito mas é ninguém na “fila do pão”.

  125. MF

    “comprem material usado como o Chile faz ”
    Seja como for, o Chile conta com 8 Fragatas na atualidade das que apenas uma não está operacional, a Type 23 FF-05 Almirante Cochrane, umas das 3 Type 23 de toda América Latina e que é hoje de longe a mais moderna e poderosa Fragata da região. Ela se encontra realizando uma modernização dos seus sistemas de combate incorporando (assim como as suas irmãs da Royal Navy) os Sea Ceptor, o radar de aquisição de alvos TRS-4D, o sistema de gestão de combate CMS 330 da Lockheed Martin e o sonar de busca ativa e passiva S2087 de Thales.

    Dos 4 Submarinos da ARCh, apenas o Scorpene SS-22 Carrera se encontra em manutenção no período que vai até Agosto deste ano e o U 209 1400 Thopson que realiza uma completa modernização pra enfrentar seu último período operacional que deverá ser concluído em meados de 2019. Do resto, o Chile conta com 2 Submarinos operacionais, 7 Fragatas operacionais 3 Missileiras operacionais 3 OPV 80 operacionais e 4 Missileiras Tiger em reserva.

    Esse papo de TOT eu não acho que seja assim tão efetivo, vendo que os U 209 da MB foram comprados nesse formato e agora pra renovação tem que comprar novamente. Assim com os caças, os blindados, etc.

    O Chile não compra usados apenas, compra material novo e desenvolve parte do seu armamento também. Não é por isso que se bate palmas pras FFAA do Chile, se “bate palmas” por que com um orçamento menor que o 10 % das FFAA do Brasil, mantem uma frota similar ou superior e com um índice de operacionalidade muito maior. Seus navios vão pro dique com cronograma e com data de saída. A única vez que foi atrasado o cronograma foi em 2010, devido a um enorme tsunami que destruiu grande parte das instalações dos estaleiros de ASMAR TALCAHUANO, a matéria aqui: http://www.naval.com.br/blog/2010/03/09/chile-base-naval-foi-duramente-atingida-pelo-terremoto/

    Desmerecendo os outros países não faz do teu país melhor.

    • Estou desmerecendo ninguém. Somos potência e temos de priorizar equipamentos feitos ou aqui ou produzidos aqui com algum retorno de tecnologia. Sim , Brasil é potência da região e negar isso é o mesmo que dizer que a Alemanha não é a maior potência da Europa, em que pese estar numa situação muito crítica nas suas forças, e o Japão não é a segunda maior potência asiática …. Aprenda o que é Hard Power e Soft Power, e o potencial de um país num conflito também está ligado aos seus recursos naturais, humanos, financeiros , peso diplomático, capacidade de produzir seus próprios armamentos e etc. Estamos num momento ruim temporário apenas $$$.

  126. Essa questão de novo versus usado e nacional versus estrangeiro pode ser resumida, no meu ponto de vista, da seguinte forma:
    – o que eu quero comprar e o que eu quero desenvolver ?
    – do que eu quero desenvolver, o que dá mesmo para fazer ? Posso esperar e arcar com esse desenvolvimento ? Aceito o risco tecnológico ?
    Nesse raciocício, coloco o caso do MAGE Defensor… no passado, foi criticado e hoje está com versões terrestre e naval… e com previsão de modelos para aeronaves e submarinos…
    Ou seja, pode dar certo… depende de como fazemos as escolhas e trabalhamos sua consecução… abraço a todos…

    • Sim, a sabedoria parece ser escolher a dedo alguns poucos projetos de nacionalização que têm perspectiva favorável (escala, tecnologia acessível, custo, risco, prazos, etc) e transformá-los em projetos de Estado, não apenas de um governo ou administração, garantindo sua continuidade. Contratos a longo prazo, com multas elevadas para ambas partes, por exemplo. Alguma coisa tem que ser desenvolvida no país, muito dá para ser feito, mas não dá para sair criando projetos a torto e direito, como alguns defendem (“produzir tudo no Brasil”). Melhor ir aos poucos, projeto a projeto, somente abraçando um novo quando um anterior tenha amadurecido e caminhado com as próprias pernas, com perspectivas de amplo aproveitamento futuro. O pior dos mundos é a descontinuidade de projetos, em que praticamente se joga dinheiro fora e se fica sem o meio pretendido, além de causar descrédito.

      • “Melhor ir aos poucos, projeto a projeto, somente abraçando um novo quando um anterior tenha amadurecido e caminhado com as próprias pernas, com perspectivas de amplo aproveitamento futuro. O pior dos mundos é a descontinuidade de projetos, em que praticamente se joga dinheiro fora e se fica sem o meio pretendido, além de causar descrédito”.

        Assim acredito… principalmente com relação à descontinuidade do projeto… abraço…

  127. XO
    “Essa questão de novo versus usado e nacional versus estrangeiro pode ser resumida…”

    Grande Padrinho, faz tempo que a gente não se cruza. Saudações.

    Segundo o meu ponto de vista o problema se resume a: “o que você quer ser vs o que você pode ser”.
    Não adianta ficar queimando recursos em projetos mirabolantes dos que menos da metade darão seus frutos. Tampouco serve de muito desprover uma força em detrimento de apenas uma Arma. E mais importante ainda, um projeto de independência tecnológica na área militar, não pode secar os recursos de uma força ao ponto de desguarnecer a segurança nacional, objetivo principal de uma força.

    O Brasil,(assim como a Argentina já se achou) está sempre tentando ser cabeça, enquanto outras nações, como a Colômbia, o Peru e o Chile, batalham pra ser rabo. O problema está em saber qual cabeça ou qual rabo você quer ser.

    O PROSUB secou os recursos da MB a curto e médio prazo. Isso faz com que a frota de superfície chegue ao atual ponto e sabemos que, daqui pra frente, o quadro parece não melhorar tão cedo.

    Rico de forma dissimilar ante seus vizinhos, o Brasil deveria ter uma força similar, ou pouca coisa, menor do que seus vizinhos mas…

    Daí o meu raciocínio. Não serve de muito querer ser cabeça se pra isso tem que negligenciar as outras áreas. Se assim for, é preferível ser rabo e se contentar em ter forças homogéneas mas capazes de cumprir a sua principal missão que é a de proporcionar capacidade dissuasória ao país, não pelo seu tamanho (como é no caso do Brasil) nem por conjecturas ( como muitos aqui defendem ao dizer que o parque industrial é maior e que tem mais dinheiro e que se quiser, amanha mesmo se faz de potência, etc.) mas sim, pela real capacidade de combate da sua força. Depois de tudo, pra uma nação ser realmente levada a sério, deve contar com FFAA condicentes com as suas pretensões. Daí que ao meu ver, é melhor ser rabo de tubarão do que cabeça de sardinha. Sabendo é claro que, o Brasil poderia sim ser cabeça de Tubarão mas que, apesar de tanto tempo tentando e gastando horrores, ainda não consegue e o que é pior, abandonou outras áreas das suas forças.

  128. Muito coerente seu comentário Glaxis, e tocou no cerne da questão em relação a Marinha:

    Falta de foco, tocar diversos projetos, muitos deles mirabolantes, sem garantia de recursos futuros e sem garantia de escala, deu que deu, não poderia ser diferente, e não adianta querer por a culpa no Santo Inácio de Loyola ou no Santo Epitáfio, o resultado disto tudo é responsabilidade de quem comandou os rumos da marinha no período das treva navais.

  129. Para todos que execram o suposto abandono das FFAA, lembro que em 2017 passamos de 13o para 11o maior gasto militar do mundo.

    Nossas FFAA levam quase 30 bilhões de dólares do orçamento federal. Isso para 3 forças que mal somam 250.000 integrantes, levando em conta o serviço militar obrigatório, que além de fazer número, serve para muito pouco. São mais de 100 Bilhões de Reais por ano.

    Mas quando o orçamento vai todo em salários, benefícios e pensões, fica complicado investir mesmo e ainda por cima pedir mais dinheiro.

    • Rapaz, comentar sobre decisão de mais antigo (muito mais, por sinal) é furada… essa eu vou passar…
      O que eu posso dizer é que a tua expressão “o que você quer ser vs o que você pode ser”, na minha opinião, passa pela definição do que comprar e o que desenvolver, em especial na parte em que escrevo “do que eu quero desenvolver, o que dá mesmo para fazer ? Posso esperar e arcar com esse desenvolvimento ?” e “depende de como fazemos as escolhas e trabalhamos sua consecução”… lembrar também que isso não fica dissociado do país, pois tudo isso depende da BID, lei vigentes etc… saludos…

    • Nosso efetivo ativo é 357.000 militares somando as 3 forças atualmente…
      Os recrutadores variam de 80.000 a 100.000 por ano deste total.

  130. MF

    “Brasil é potência da região e negar isso é o mesmo que dizer que a Alemanha não é a maior potência da Europa,”

    A Alemanha não conta com 50 milhões de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza.
    https://veja.abril.com.br/economia/ibge-52-milhoes-de-brasileiros-estao-abaixo-da-linha-da-pobreza/
    Nem tem 13 milhões passando fome. http://www.gazetadigital.com.br/conteudo/show/secao/4/og/1/materia/533355/t/por-que-mais-de-13-milhoes-de-pessoas-passam-fome-no-brasilr
    Nem tem 100 milhões sem saneamento básico.
    http://ci.eco.br/saneamento-basico-100-milhoes-de-brasileiros-nao-tem-acesso-coleta-de-esgoto/
    http://parceriacorsan.com.br/news/saneamento-basico-mais-de-100-milhoes-de-brasileiros-nao-tem-acesso-a-coleta-de-esgoto/ nem tem 35 milhões sem acesso a água tratada: http://observatorio3setor.org.br/carrossel/35-milhoes-de-brasileiros-nao-tem-acesso-agua-tratada/ Nem tem quase 12 milhões de analfabetos (sem contar os funcionais) nem tem 70 milhões sem acesso a internet e por aí vai.

    E ainda encontro quem queira usar a Alemanha como similar.

    Vai falar que o Brasil não resolve isso por que não precisa ou por que não tem ameaças externas?

    O Brasil não está mal, está muito mal, nunca se consolidou como potência e enquanto tiver ingênuos cegos como você continuará a ser o que é hoje, um país rico e com potencial pra ser a grande potencia da região mas completamente perdido e consumido por problemas crónicos.

    Dá uma olhada nos números da CEPAL e da ONU pra América Latina e vai descobrir que o teu conceito de “potência Regional” está muito fora da realidade.

    Isso sem falar nas FFAA.

    • Glasquis

      Brasil vem recebendo milhares de pobres do Haiti, Africa, Bolívia, Venezuela, Cuba, Paraguay……Algo que pouca gente comenta ou tem medo de comentar.

      Dias atrás encontrei com 3 cubanos morando em minha cidade

      Pra um país que “importa pobres” não é de assustar esses números

  131. XO
    “Rapaz, comentar sobre decisão de mais antigo (muito mais, por sinal) é furada… essa eu vou passar…”

    Nem precissa dizer nada padrinho, é só ver a realidade:
    “Porta-helicópteros Atlântico: docagem atesta excelência do casco”
    http://www.naval.com.br/blog/2018/05/07/porta-helicopteros-atlantico-docagem-atesta-excelencia-do-casco/
    Olha essas fotos e me diz, quantos navios da MB estão com seu casco nessas condições?
    Isso sim é um investimento coerente pra força de um país que pretende algum dia, ser potência na região… Invejável.

  132. As oficinas do Porto de Rio Grande da minha época não existem mais. Tinhamos capaciade de reparos navais e a MB muito utilizava destes recursos. No caso da colisão da corveta Imperial Marinheiro, que perdeu a proa fizemos reconstituição com chapas de ferro comum e ela retornou, com os seus meios, ao AMRJ para reparos definitivos. Durante a guerra lá foi fabricado um navio para a MB, o famoso Caça Ferro. Ainda tinhamos em um galpão os “Riscos” para o corte de chapas que foram utilizadas. Quando encostava um submarino, muitos pediam férias ou aposentadoria. Tal o trabalho que necessitavam. O reparo dos blocos de válvulas existentes sob o piso da embarcação era estremamente complexo. Essas válvulas, por falta de sobressalenmtes tinham que ser reformadas, com peças fabricadas nas oficinas.

  133. Control
    Exelente suas colocções sobre baterias. Não me alongo nos detalhes eis que muitos debatedores não se interessam pelos dados técnicos interessando as conclusões e propriedades dos equipamentos. Mas, o objetivo central é lançar a idéia que essas novas batrias de Lition Ion, desenvolvidas no Japão e com tecnologia que conferem alta seguraça, não possundo os problemas das baterias comuns de L-I é extremamente promissora. Imagine vc ter um submarino AIP, sem investir em máquinários complexos e tanques de armazenagem de gases criogênicos. As manobras dos submarinos Suecos, em conjunto com a US Navy demonstraram cabalmente que o SubAIP é mais letal do que o Subnuc. Isso porque ele são silenciosos e passam sem ser percebidos nos meios de detecção atuais. Dotados de desmagnetização, proteção acústica e reduzidissima emissão térmica são quase imperceptiveis.. Sem contar as outras vantagens dessas baterias. Acho que o Japão está no rumo certo. Rumo, aliás, a ser seguido.

  134. Saudades do ano de 1986, quando saiam 13 navios para uma Comissão dessas e voltavam todos eles no final.
    Época como essa, nunca mais.
    A propósito, a Júlio já está operando com a Esquadra?

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