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Porta-helicópteros Atlântico: docagem atesta excelência do casco

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PHM Atlântico na doca seca
PHM Atlântico na doca seca

Foram divulgadas em rede social fotos do Porta-Helicópteros Multipropósito Atlântico (A140), ex-HMS Ocean, docado no Reino Unido para manutenção das “obras vivas” do navio.

Comentários de especialistas indicam que o casco do navio está em excelente condições e a cobertura de tinta especial conhecida como Intersleek aplicada em 2013, parece ter sido aplicada agora.

O porta-helicópteros e navio-capitânia HMS Ocean da Royal Navy, conhecido como “Mighty O”, foi desativado no dia 27 de março de 2018 na Base Naval de Devonport, em Plymouth.

O HMS Ocean foi aposentado após 20 anos de serviço e 50.000 milhas cobertas durante desdobramentos em todo o mundo.

A decisão de desativar o HMS Ocean foi feita como parte da Análise Estratégica de Defesa e Segurança (SDSR) 2015. A Marinha do Brasil pagou £ 84 milhões pelo navio e as companhias Babcock e a BAE Systems estão realizando as mudanças necessárias antes da transferência.

O PHM Atlântico deverá ser incorporado à Marinha do Brasil em 29 de junho de 2018 e sua chegada ao Brasil em agosto.

127 COMMENTS

  1. A pintura do casco esta nova, estas fotos são de agora? Por que o navio estava navegando e mesmo depois de uma lavagem creio que a pintura deveria apresentar maiores sinais de desgaste, devido a incrustações comum aos navios em operação.
    Bem independente disto, o Atlântico para mim foi uma excelente aquisição e creio que irá com certeza navegar muito pelo Brasil e futuramente deverá ter acréscimos em seu potencial, assim que as condições o permitam. Meu desejo é que seja o novo Minas Gerais da MB.

    • Quanto mais o navio rodar, menos formação de “craca”… existem outros fatores, mas esse influencia bastante… mesmo assim, devem ter jateado antes… ou então essa tinta é fenomenal…. abraço…

      • Esta família de tintas proporciona este resultado mesmo. Uma simples lavagem a alta pressão é suficiente para limpar o casco.

  2. Pela foto do hélice, o navio parece não ter HPC (hélice de passo controlável). Incrível um navio tão moderno não possuir essa tecnologia, que não é recente nem cara!

      • Muitos navios da MB possuem HPC. Não é complicado de manter e operar. Caro também não deve ser, pois há navios de apoio na própria MB que o possuem, além de já haver fabricantes nacionais. Achei estranho mesmo, o fato de um navio de guerra grande e moderno não possuir um acessório que melhoraria muito a sua manobrabilidade.

  3. Após ver essas fotos, me lembrei que há alguns anos foi divulgado, inúmeras vezes, que o casco do NAe SP estava em bom estado, mas nunca vi uma foto dele para corroborar essa informação (não que eu seja especialista em casco ou em oxidação). Entrei no NGB e encontrei apenas uma foto de 2003 do casco e da hélice bem enferrujados.
    Talvez o Nunão que frequentou assiduamente o ARMJ e adjacências possa ter dado uma passadinha no dique Almirante Régis e visto o casco.

    • Há anos o São Paulo não é docado, toda vez que fui ao AMRJ só o vi no cais.

      Há alguns meses o que vi de interessante no Alte Regis foi docagem simultânea do Ary Rongel e do Alte Maximiano (bem imponente este, embora quadradão), e recentemente o dique flutuante Alte Schieck, docado com a porta Batel do Alte Regis dentro. Uma porta de dique dentro de um dique, por sua vez dentro de outro dique. Mas perdi a faina de docagem do final do transporte do NPa Maracanã, infelimente.

  4. Geralmente o que “rala” mais em um navio é o grupo propulsor: motores, caixas redutoras, transmissões, eixos, tubulações de água salgada, trocadores de calor, tubulações de esgoto e peças que sofrem solicitações mecânicas em geral, o casco sempre apresenta estado melhor, lembramos do caso do casco do NAE São Paulo, que está bom, mas o grupo propulsor quanta diferença…….

    • Parece que sim.

      Compram um navio caro, mas completamente vulnerável aos poderosos Flankers venezuelanos armados com os KH-31

          • A principal preocupação – e mais real – deveria ser de como vamos controlar a onda de refugiados que só tende a aumentar e em uma parte onde o Brasil já é bem fraco em termos econômicos e de presença.

            É mais fácil é um piloto venezuelano – se conseguir AVGas – “desertar” pro Brasil com um caça e aí ainda vamos ter a faina de devolver a aeronave….

            E se essas fotos são recentes, o Atlantico – por fora – parece em ótimo estado mesmo (para esses olhos leigos, é claro).

  5. Boa noite galera ! Pelo que andei vendo, cogita-se colocar os Simbads do São Paulo no Atlântico, como defesa de ponto… Mas, caso seja verdade, pergunto: Pelo alcance e característica, não seria esse um sistema de defesa de área, pelo fato de se valer de mísseis ? Aproveitando, alguma chance de um goalkeeper ou kashtan ser considerado para o navio ?

    Abraços

    • DarKnightBR 7 de Maio de 2018 at 20:59
      Com certeza, o mais viável nesse sentido era a MB adquirir os Phalanx ou os Simbads do NAe São Paulo. Como (até onde sei) os Phalanx não serão adquiridos, é mais fácil a MB simplesmente instalar os Simbads no Atlântico.

      • Correção: adquirir os Phalanx, ou reutilizar os Simbads do São Paulo (e não adquirir novas unidades desse último sistema).

    • “Pelo alcance e característica, não seria esse um sistema de defesa de área, pelo fato de se valer de mísseis ? ”

      Não, porque são mísseis de defesa de ponto. Para defesa de área, usa-se mísseis de defesa de área.

    • O Simbad é um míssil para baixa altitude e curta distância, para defesa de ponto. Quanto à reutilização dos lançadores do NAe SãoPaulo no PHM Atlântico, estou de pleno acordo, complementando com canhões CIWS Bofors 40/L70 e, pelo menos, uma alça optrônica. O ideal seria a instalação de um sistema de direção de tiro com capacidade antimíssil, mas isso já depende de espaço a bordo.

    • Eu entendo que existam sistemas de defesa de área muito mais capazes, mas na verdade eu estava com um pensamento do tipo “quem não tem cão caça com gato” (Po Nunão, na falta de um martelo você nunca usou um alicate pra bater um prego ? rssss) !

      O pensamento era o seguinte: o alcance do mistral (míssil do Simbad) é de 6.000m, logo, com uma capacidade de 360º de giro para ação, pode proteger todo um grupo tarefa que esteja dentro dessa área, que será de 113 km² ! Não sei se isso é muito para o mundo naval, mas com certeza é uma área considerável ! Já um Goalkeeper, por exemplo, tem um alcance de 2.000m e, sabidamente, possui limitações para sua movimentação. Por isso, por essas características (foi isso que eu quis dizer, acho que não fui claro, peço desculpas) que imaginei uma solução heterodoxa onde o Simbad ocupasse uma posição como defensor de área e um goalkeeper, por exemplo, como defensor de ponto.

      Felicitações,

      Dark

  6. Coloca no elevador, alinha, balanceia, troca pastilha, buchas da bandeja …

    Depois jateia aquele óleo de mamona, passa pretinho e manda pra cá !

    Brincadeiras a parte, essa tinta é fantástica ! Não sei se o casco foi jateado antes das fotos, mas não há nada de cracas ou de algas no casco.

    Se assim, por analogia (apenas uma suposição minha ok) os importantes dutos de resfriamento devem estar limpos também.

    Bom presságio.

  7. Com a chegada do PHM Atlântico, não seria o caso da MB começar a pensar em alguns helicópteros AEW? Mesmo sem mísseis de defesa aérea de área, a possibilidade de alertar com antecedência a ameaça de mísseis anti-navio voando baixo seria muito interessante.

  8. Poderia-se usar lançadores de mísseis antiaéreos Aspide,se houver em disponibilidade na MB,iguais ao dos classe Niteroi…

  9. Me perdoem o palavreado, mas só 84 milhões de euros? Saiu por troco de pinga, mesmo que não venha com o phalanx aínda assim saiu muitíssimo em conta. Fico só a imaginar ele repleto de helicópteros no convés ( sei que impossível etc e tal, não suporta, não foi feito para isto, custa caro, mas uns 10 F35 ) e uns 4 helis dos navy que o Brasil parece que vai comprar vai ficar enjoado de encarar. Vamos ter novamente aos poucos uma senhora esquadra! Salve a gloriosa Marinha Brasileira!!!!!!!! St4

    • Ahhh sim,qdo for bater o champagne, o Atlântico merece o melhor, pelo amor amor de deus, não vão fazer com sidra!!!! st4

    • Ja vi em outras materias aqui do naval o pessoal comentando que se reforçado seria possivel colocar os F35 nele, de fato seria incrível.

  10. Na verdade, na verdade . . .

    Sem prejuízo ao reconhecimento da melhor compra de oportunidade da MB nos últimos 20 anos (exceto pela compra eventual de quatro “Dukes”), no atual estado físico da armada, o Atlântico será na verdade uma capitânea dela própria, e no atual estado moral da armada, o Atlântico será na verdade um Porta-Autoestima . . .

  11. Uma dúvida…o que vão por nele…digo, pra voar!
    E qual será sua escolta?
    Já definiram?
    Aqueles quadrados no casco, são remendos (quarta foto)? O porquê disto?

    • Eu tentei puxar essa discussão do grupo aéreo durante o final de semana, mas como eu usei um post antigo pra isso, acho q muito pouca gente viu http://www.naval.com.br/blog/2017/08/08/helibras-avanca-na-certificacao-do-h225m-antinavio/
      O Nunão, muito pacientemente, contribuiu bastante, mas a discussão acabou morrendo.
      Concluí(mos?) q o seguinte grupo faria algum sentido numa missão de emprego geral:

      4 Seahawks ASW,
      4 UH-15A ASuW,
      2 UH-15A C-SAR,
      6 UH-15 utilitários,
      1-2 UH-13 utilitários

      o q acham?

      • Pessoalmente acho demais…normalmente não se opera com a capacidade máxima ainda mais em tempos de paz…e
        o inventário da marinha contém aeronaves que sempre estão em manutenção ou utilizadas para outros propósitos…
        e não vejo a necessidade de se ter tantos “utilitários” a bordo.
        abs

      • Marcelo,
        Não acredito que será uma dotação tão grande assim. Temos que aprender primeiro a doutrina do navio x helicopteros.
        Vários UH-12 (algo em torno de 6), poucos UH-15 (tipo 2 ou 3) e um ou outro Seahawk e quem sabe os Super Linx.
        Quem sabe o EB (a FAB acho mais complicado) entrem para se adaptar a doutrina do uso do Oceano.

      • Dentro do possível, seria muito bom termos o que vc citou, não adianta ter um pit bull desdentado, não tem que só parecer feroz, tem que ser. Abraços st4

    • Quanto à Força-tarefa nucleada no Atlântico, pensando realisticamente seria interessante ter como escolta 2 FCN, 1 FCG e também a Barroso, alem do apoio do NT Gastão Motta e possivelmente a companhia do Bahia e do Alte Saboia. É verdade tb que isso seria basicamente a totalidade dos meios da esquadra numa única FT…

      • Duvido que diante do pequeno número de “escoltas” hoje disponíveis se possa “amarrar” 4 deles ao “Atlântico”…na US Navy
        por exemplo sempre se tem um esquadrão de destroyers “ligado” a um NAe, mas, apenas parte desse esquadrão está
        disponível para a escolta…em média 3 unidades…o restante do esquadrão em manutenção, treinamento ou outras missões.

        • Olá Dalton, obrigado. realmente no caso da MB eu não acho que seja determinada uma escolta “fixa” pro Atlantico (nem sei se isso foi prática nos tempos do SP ou do Minas). Estava apenas tentando imaginar que tamanho uma FT nucleada nele deveria ter no caso de um exercício, especialmente se o Bahia e um NDCC fizessem parte do mesmo.

          • Marcelo,
            Só complementando, não existe essa coisa de “fixo” quanto a escoltas, o grupo-tarefa é formado conforme as missões e os navios disponíveis nos dois esquadrões de escolta. Da mesma forma, o Grupo Aéreo Embarcado é estabelecido conforme as missões, e os diversos esquadrões da Aviação Naval recebem as ordens para realizar a missão, as aeronaves nos números indicados decolam para pousar no navio.

  12. A melhor compra de ocasião da historia da MB, serão mais 30 anos de bom desempenho, e bons serviços a nossa marinha.

    • Fiquei impressionado também… como armamentista e “de convés”, isso sempre foi faina minha… obrigado pela dica, vou consultar… abraço…

      • Eu não conhecia essa tinta.
        Dei uma pesquisada.
        Os Britânicos vem usando a uma década pelo menos esse tipo de tinta. Seria interessante o pessoal do projeto pesquisar o benefício pelo custo, e ver se vale a pena colocar nos novos navios. Veja o trecho do livro:
        https://books.google.com.br/books?id=hmE9muTtKWcC&pg=PA191&lpg=PA191&dq=hms+ocean+intersleek+coating&source=bl&ots=doTisJjzB0&sig=v3nmJAVCUKEa3rbGVU3M8uZwO_8&hl=pt-BR&sa=X&ved=0ahUKEwjYxfmfuPbaAhUDFpAKHSB6B6oQ6AEIUjAI#v=onepage&q=hms%20ocean%20intersleek%20coating&f=false
        .
        Essa tinta não contém “veneno” (active biocide), para combater o crescimento das cracas. O funcionamento dela é outro:
        .
        http://www.yachtpaint.com/LiteratureCentre/intersleek-900-info-booklet-usa-eng.pdf
        “The purpose of the Intersleek 900 System is
        to create a ‘low surface energy’ which proves extremely difficult for growth to
        attach. Once fouling has begun, the adhesion is weak and the sooner it can
        be removed the easier it will be to remove. For example, a barnacle that has
        begun to grow on the Intersleek 900 surface and is less than the size of a
        pencil eraser can easily be removed. The smooth, ‘low surface energy’ coating
        of Intersleek 900 surfaces provides a weak platform for growth to permanently
        adhere.”
        .
        Pelo que entendi, a pintura forma uma camada que torna difícil a fixação das cracas. Acho que o principio básico é reduzir o coeficiente de atrito da superfície do casco, por isso é fácil limpar as cracas, têm-se ainda uma aparência espelhada, a redução de consumo e aumento de velocidade… Pelo menos, faz sentido.
        .
        Essas fotos do HMS Ocean devem ter sido tiradas depois de terem jateado. A tinta deve ter facilitado e muito o trabalho.
        Nas regiões de maior desgaste (ex: hélices), a tinta não tem aquela aparência “espelhada”.
        .
        A WEG tem a linha WEG ECOLOFLEX, mas não sei se são tintas comparáveis. Acho que são… Pelo menos a tinta da WEG também é antiincrustante, com intuito de melhorar o desempenho da embarcação.

        • Obrigado por compartilhar… nos meus tempos de Esquadra, usávamos tintas da International e Weg… International era melhor, mas nada parecido com essa aí…
          Agora, confesso que ver os hélices pintados é novidade para mim… devo estrar desatualizado, pelo visto…
          Para conhecimento, o IEAPM desenvolve um projeto de tinta anti-incrustante baseado em organismos marinhos… promete…
          Forte abraço…

  13. Vou falar apenas como o camarada chato que sou:
    Espero que o navio deva sua sobrevivência menos à tinta (caríssima) do que às suas capacidades bélicas. Espero, igualmente, que a extraordinária Intersleek possa ser substituída ou reparada facilmente.

  14. Com certeza estamos vibrando pela aquisição deste navio para nossa marinha, agora preocupante é essa idéia de uma poupança burra quando falamos de defesa antiaérea, seja ela a ameaça que for, com todo o respeito aos profissionais da MB mas só este sistema Simbad como meio de defesa para uma embarcação importante como essa é ridículo.

  15. Uma pergunta aos entendidos do assunto: quando o navio está docado, e totalmente fora da água, como fazem para que o peso do próprio navio não danifique o casco, pois são milhares de toneladas apoiadas em poucos pontos, sendo que o ponto de apoio “natural” do navio é a própria água na qual ele flutua e que envolve o casco por inteiro.

    • Para cada navio, existe um plano de docagem, o qual, dentre outros aspectos, estabelece onde colocar aqueles “blocos” de madeira (“picadeiro”) para sustentar o navio fora d´água… inclusive, são empregados mergulhadores dentro do dique, os quais orientam a equipe de docagem sobre a posição correta em relação ao tal ‘picadeiro”… quando assim estiver, o esgoto final é realizado e o navio “senta no picadeiro” (expressão horrível)… ao final, ainda são colocadas escoras laterais em locais específicos, como medida de segurança…abraço…

      • Complementando o XO, o casco de um navio é formado pelo chapeamento externo e os elementos estruturais internos, ou “esqueleto”, sendo as cavernas e anteparas transversais parte do mesmo. Os picadeiros do dique são posicionados sob os locais onde estarão esses elementos estruturais quando o navio “pousar” sobre os picadeiros.

        Lembrando que o navio, no mar, distribui seu peso sobre a água, mas antes disso ele dói construído em terra, e apoiado de forma similar sobre sua carreira de construção, seja da forma tradicional (antiga) em que o navio era “erigido” a partir da quilha onde se conectavam os elementos estruturais transversais e nesses os longitudinais, para depois ser fechado pelo chapeamento, seja da forma mais moderna em que seções do casco são construídas ou erigidas em oficinas para posterior união na carreira (ou mesmo num dique), apoiando-se de forma similar à do navio docado.

  16. O pessoal especialista do caramba, a quantidade de heli e devido a sua disponibilidade e missão do navio hora bolas !!!

    • Caro Helano, a beleza desse seu argumento é que ele encerra qualquer discussão e faz com que espaços como este e basicamente qualquer outro se tornem obsoletos.
      Q: Quando o Atlântico chegará ao Brasil?
      A: Quando estiver pronto e terminar a sua viagem

      Q: Que sensores e armamentos a MB vai utilizar nele?
      A: Aqueles que dentro do que a MB deseja couberem no orçamento

      Q: Qual vai ser a proposta vencedora para as Tamandarés?
      A: A que for escolhida

      É perfeito inclusive pois faz com que qualquer pergunta independente do tema se torne desnecessária.

      • Caro Xará

        O pessoal esquece que além dos comentaristas, existem milhares de leitores anônimos, aprendendo, interessados no assunto.
        Infelizmente, tem gente que carece de paciência.

        Sds

  17. Eu ainda cho, ou melhor tenho certeza que a Marinha do Brasil teceria aproveitar a oportunidade e um esforço para adquirir os helicópteros ah-1w super cobra para equipar o PHM-140 Atlântico, com os modelos que a MB já tem, seria “perfeito”.

  18. Desculpe a ignorância, mas quais ou qual o emprego do PHM 140 na armada? Ele é uma arma ofensiva em essência ou pode também ser empregado defensivamente.

      • OK Fernando. Além da situação vai depender também da configuração. Acho que deverá contar com um mix de helis e armas para desempenhar cada missão. Claro que pensando num cenário de um ataque surpresa com curto tempo para reagir defensiva ou ofensivamente.

  19. Pelo menos o navio mostra que vai ser muito bom para nossas missões humanitárias e nada mais; esperemos que as barrosos se desnvolvam como nossa defesa naval, e que as varias formas de pirataria em nossa costa não fiquem violentas.

    • Também espero que somente seja usado para missões humanitárias e treinamentos, ou seja, que pelos próximos 20 ou 30 anos nossos rapazes não tenham que participar de um conflito real. Mas, se necessário, com certeza uns 12 helis embarcados no Atlântico representarão uma bela força ofensiva ou defensiva, superior a qualquer força existente na região da América do Sul.

  20. Segundo o Cap Flint,da serie Black Sails,uma nau de guerra ganha uma milha por hora com a limpeza do casco.
    Já existe para uso civil,um robot limpa casco,funciona com frequência alta,e limpa cracas,algas,etc.
    Tem um vídeo mostrando o funcionamento e é rapidissimo,os militares devem estar usando também.

    • http://www.naval.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/07/MV-22BOsprey_HMSOcean.jpg
      .
      Teremos H225M armados com Exocet…
      S-70B equipado com Penguim…
      Super Lynx ainda pode receber um novo míssil. Por mim seria Spike, mas duvido. Vai ser o novo míssil da MBDA, se acontecer.
      .
      Vamos comprar Osprey nesse momento pra que?
      .
      A MB tem duas prioridades em termos de helicópteros:
      Programa IHP, visando aquisição de novos helicópteros de instrução para substituir os Bell 206B Jet Ranger III.
      Programa UHP, visando a aquisição de novos helicópteros de emprego geral de pequeno porte, para substituir os Esquilos.
      .
      Se comprarem algo fora desse programa, certamente seria mais S-70B… Extremamente útil.

        • Para pequenas ameaças, o Lynx é equipado com a metralhadora FN Herstal M3M .50. Tem duas unidades, apenas.
          Para o Seahawk temos a FN 7,62 MAG.
          De qualquer forma, gosto do Spike NLOS que deve ser bem mais barato que o Sea Venon

        • Belíssima foto e o Wildcat é lindão o super Lynx. Bem que a MB poderia adiquirir o novo suporte de armas projetado para o Wildcat(Lynx) que levando mísseis como o Spike,Hell Fire tbm são mortíferos no apoio de fogo aos FN.

  21. Bem, se bem me lembro, a situação do de qualquer navio é verificado por ultra-som com laudo de engenheiros.
    O fato do casco estar limpo e com pintura nova não serve para constatar as boas condições.
    Me lembra o casco do “Minas Gerais” quando estava docado, mas os laudo de ultra-som condenavam quase todo o casco.

    Saudades do “MINGÃO’

    Abraços

  22. Imediato o escolta do Atlântico precisa ser um velho conhecido britânico.
    Aqui no Brasil ele terá o Machado de Batalha como seu fiel escudeiro.
    ” A marca da vida “

      • Desculpa dar uma de intrometido !
        Mais vocês estão falando da rademaker ?
        Se estiver errado perdão!
        Mais se acertei com todo respeito,pra mim éo Navio da nossa MB com o nome mais bonito.kkkkk
        Minha opinião saudações!

  23. Eu entendo que existam sistemas de defesa de área muito mais capazes, mas na verdade eu estava com um pensamento do tipo “quem não tem cão caça com gato” (Po Nunão, na falta de um martelo você nunca usou um alicate pra bater um prego ? rssss) !

    O pensamento era o seguinte: o alcance do mistral (míssil do Simbad) é de 6.000m, logo, com uma capacidade de 360º de giro para ação, pode proteger todo um grupo tarefa que esteja dentro dessa área, que será de 113 km² ! Não sei se isso é muito para o mundo naval, mas com certeza é uma área considerável ! Já um Goalkeeper, por exemplo, tem um alcance de 2.000m e, sabidamente, possui limitações para sua movimentação. Por isso, por essas características (foi isso que eu quis dizer, acho que não fui claro, peço desculpas) que imaginei uma solução heterodoxa onde o Simbad ocupasse uma posição como defensor de área e um goalkeeper, por exemplo, como defensor de ponto.

    Felicitações,

    Dark

    • O alcance de 6km do Mistral é o alcance máximo teórico, acredito que o alcance efetivo “no-escape zone” deva se dar entre 2-4km, o ideal (para mim) seria dispor do Simbad RF (2-4) e de alguns (3?) VLS para quad-packs de Sea Ceptor além de um canhão Bofors Mk4 40mm na proa.

      • Pode até parecer muito armamento (para o padrão brasileiro), mas pensem que no caso de conflito, um navio desse tamanho e de tamanha importância, se abatido, geraria um impacto tremendo na nossa moral e seria um troféu e tanto para o inimigo.

        * Eu ainda incluiria, caso não tiver, algum sistema de decoy para defesa contra torpedos.

        Penso que o Atlântico é um alvo a se defendido a todo custo.

        • Integrar um VLS se traduz em ter que violar o casco do navio. Não acredito existir espaço para incluir um VLS no Navio, o que inclusive, tornam as operações aéreas perigosas. Como disse o Bardini, as maiores Armadas do mundo operar com misseis e armas de tubo de curto alcance, pois tem em suas escoltas o recurso de defesa aérea de área ou de ponto com maior alcance. As armas do A140 devem ser apenas o “último recurso”.

          • Bezerra, nem sempre é preciso penetrar o casco. O sistema pode ser instalado acima de uma das plataformas laterais do navio, ou “sponsons”, onde já são instalados canhões e metralhadoras de autodefesa.

            Seria algo como is lançadores instalados no Charles de Gaulle francês, da foto abaixo:

            https://mobile.twitter.com/EngageStrategy1/status/966011942765809664/photo/1

            Eu penso o seguinte: cada coisa no seu momento. Nessa conjuntura de várias outras prioridades de investimento da MB, como a construção em andamento dos submarinos e futuramente da classe Tamandaré, não há muito espaço para gastar com o armamento de defesa de um navio comprado de oportunidade, ainda mais levando em conta que existem alguns sistemas antiaéreos de navios desativados (lançadores Simbad do NAe São Paulo, além de canhões de 40mm e sistemas de direção de tiro de corvetas classe Inhaúma que deram baixa), que se bem mantidos podem servir por alguns bons anos.

            Eventualmente pode-se pensar em encomendar mais um sistema VLS do mesmo tipo que será empregado nas futuras corvetas classe Tamandaré e instalar sobre um dos sponsons do navio, após avaliação da viabilidade técnica e financeira, padronizando com as mesmas à época da entrada em operação da quarta delas. Mas seria coisa pra daqui a dez anos, e enquanto isso usa-se o que tem.

          • Pensei em algo como o lançador triplo ExLS de 3 células, parece ser minúsculo e bem leve, já somaria 12 Sea Ceptors.

  24. Caraca, vi essas fotos e logo lembrei do arsenal de marinha do RJ…. Tudo igualzinho!!!!
    Kkkkkkkkkkkkkkkkk, é mentira!!!!!

  25. Boa noite Galante e pessoal do site,gostaria de uma ajuda de vcs. Soube através de um militar da MB que serve na Base aeronaval de São Pedro da Aldeia de que o PHM Atlântico virá praticamente ” pelado” , incluindo o radar ,que de acordo cm este militar ele ouviu de parte do pessoal da própria base, além de mtos equipamentos inclusive material médico. Seria verdade isso ou mais desinformação dentro da própria MB? Desde já agradeço.

  26. Esse barco tem que ser melhor defendido de misseis escumadores. As proteções que os ingleses colocaram sãp bem capazes. Temos que buscar equivalentes no mercado. Até os chineses produzem coisa pareceda. A Espanha tem um multi tubo de tiro rápido mas não gostei de uma video demosntração. É pouco volume de fogo para contrapor a um missil. Esses tiros são controlados por computador segundo algoritmos desenvolvidos para conseguir alta probabilidade de acertos. Algo como um Guepardo bitubo embarcado e com a electronica integrada, ou containerizada. Deve haver Guepardos disponiveis nos paises da aliança OTAN. O carro blindado não precisa embarcar troca-se por um container navalizado.

  27. Vida Longa ao NPHM Atlântico !!!
    Navegou por 20 anos com os Ingleses !!!
    Vai navegar com certeza aqui no Brasil por 20 anos !!!
    Quer os contra ou não queira, mas vai !!!

  28. Realmente, esta tinta é um primor. Tem base siliconada, precisa ser aplicada com temperatura entre 21 e 27 graus C, pra melhor aderência. Não consegui achar a composição química, mas acredito que deva ter molibdênio na fórmula.
    XO, mostra lá para a turma da “pistola” do AMRJ, vão gostar.

  29. Olá Colegas. Estava lendo a ficha técnica sugerida pelo Claudio Luiz e pelo que entendi da composição, a tinta é baseada em “fluoropolímeros” (basicamente Teflon). Esse polímero é uma cadeia de carbono mas ao invés de hidrogênios, ele tem átomos de flúor ligados ao carbono. Como o flúor tem mais elétrons do que o hidrogênio, o resultado é uma superfície hidrofóbica que repele a água (e reduz o atrito). Essa superfície hidrofóbica não permite a aderência de biofilmes ou fixação de microorganismos.

  30. Olá a todos. Li as fichas de segurança da Intersleek 1100 e intersleek 970. O produto é uma dispersão de micropartículas de teflon em uma mistura de solventes orgânicos (além do pigmento e de surfactantes). Pelo que entendi, quando o solvente orgânico evapora, as micropartículas se unem por meio de uma camada parecida com silicone. Esse silicone dá a aderência do teflon à superfície do casco e a aderência de uma micropartícula á outra. Mas são as partículas de teflon que repelem a água, reduzem o atrito e evita as incrustações.

  31. Tvalor desse tipo de tinta e assustador, gerenciei uma marina e uma lata de 3.8 litros custava em 2005 900 reais , num.barco de 33 pés vai 5 latas no mínimo

    • Amigo, agora imagine pintar um convés com antiderrapante… são dois componentes separados (compra-se em par), caros prá totó e que rendem poucos m2/balde… puxado… abraço…

  32. Pinturas a parte, me fixo no problema da defesa AA. Além do que foi comentado temos outra opção: consta que a R Navy colocou à venda seus Goalkeeper, de 30 mm. Não tem o mesmo poder de fogo de um Phalanx, mas com seu calibre maior (30 mm.) tem muito melhor desempenho que outros tubos. Bom lembrar que a Navy adotou esse sistema após o fracasso dos canhões de 40 mm. nas Falklands (ou Malvnas?). Colocariamos um em cada estação de Phalanx do Atlântico e outros dois no Bahia, que tb é um valioso meio naval.

  33. Vendo essas fotos da pra ter uma noção da primazia da reforma realizada entre 2012 e 2014 e, entendesse a gritaria inglesa contra a venda do navio. mas com a entrada do QE não havia espaço no orçamento para mante-lo.

  34. Acho que no momento temos de operar com os meios que temos, nada de Ospreys,Chinooks,AW-101 Merlin ou outras aeronaves boas mas caras…
    Podemos pensar em tais aeronaves em um futuro mais abundante economicamente.

    Vamos trabalhar com nossos Super Lynx,Sea Hawks,Super Puma/UH-15 Super Cougar ou esquilos,e quem sabe H-145.

    • Concordo, ser cauteloso quanto a assumir novas despesas, primeiro iniciar a operação do que já existe e consolidar a inserção do Atlântico no orçamento anual (não será barato), para depois pensar em novos gastos. Nada impede irem sendo feitos estudos e pesquisas, mas comprar mesmo, acho que tem que ter muita cautela.

    • Realmente como já citado por outros, a MB tem outras prioridades em termos de aeronaves, como aquelas destinadas ao HI-1 e HU-1, além de potencialmente SH-16 adicionais pro HS-1. Inserir mais uma aeronave diferente, mesmo sem contar o seu custo de aquisição, seria um pesadelo para manutenção e treinamento em termos orcamentarios

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