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Marinha dos EUA espera que arma laser de 150 quilowatts substitua canhões e mísseis em navios

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Concepção artística do HELIOS em um destróier da classe Arleigh Burke
Concepção artística do HELIOS em um destróier da classe Arleigh Burke

Novas informações mostram que o sistema de armas a laser HELIOS da Lockheed Martin pode eventualmente substituir armas Gatling e lançadores de mísseis em navios da Marinha dos EUA.

O HELIOS, em homenagem ao deus do sol na mitologia grega, dispara feixes de laser muito mais fortes do que qualquer coisa que já tenha sido usada em um navio da Marinha dos EUA – os feixes estão planejados para ser de 150 kilowatts. Em contraste, o Laser Weapon System (LaWS) que foi montado no navio doca USS Ponce em 2014 tinha uma potência de laser de cerca de 30 quilowatts.

A Marinha dos EUA planeja colocar uma arma a laser HELIOS em navios dentro de 24 meses.

De acordo com materiais obtidos da Lockheed Martin na exposição SeaAirSpace 2018 em National Harbor, Maryland, pelo site We Are The Mighty, o HELIOS é candidato a substituir o Sistema de Armas de Defesa Aproximada MK-15 (CIWS – Close-in Weapons System) e o sistema de mísseis RIM-116 na frota dos EUA.

O sistema de armas Phalanx MK-15 é uma canhão rotativo Gatling de 20mm guiado por radar que fornece “capacidade de defesa de ponto de camada interna contra mísseis antinavio, aeronaves e ameaças de guerra costeira”, de acordo com a Marinha dos EUA. O Phalanx é  “o único sistema de armas de defesa aproximada, capaz de executar autonomamente suas próprias funções de busca, detecção, avaliação, rastreamento, engajamento e destruição”.

O HELIOS também tem o potencial para substituir o sistema de mísseis RIM-116 leve, de reação rápida, segundo o site We Are The Mighty. O RIM-116 Rolling Airframe Missile (RAM) é produzido conjuntamente pelos EUA e pela Alemanha para defesa de ponto em navios que enfrentam mísseis de cruzeiro, além de ameaças assimétricas e ameaças de superfície.

O analista Mark Gunzinger do Center for Strategic & Budgetary Assessment disse em março que a capacidade do HELIOS de operar sem armazenamento físico de munição mostra que a Marinha dos EUA está disposta a fazer a transição para armas não cinéticas.

O HELIOS tem alcance comparável ao RIM-116 (cerca de 5 milhas náuticas) e munição potencialmente ilimitada, assumindo que a questão da geração de energia seja resolvida, tornando-se um substituto potencial para as armas gatling e sistemas de mísseis que atualmente fornecem defesa de curto alcance.

“Estamos falando de lasers que agora têm a potência e a qualidade do feixe necessários para defesa contra veículos aéreos não tripulados, ameaças de pequenos barcos e  mísseis em distâncias curtas”, segundo Gunzinger.

CIWS Phalanx
CIWS Phalanx
RIM-116 Rolling Airframe Missile (RAM)
RIM-116 Rolling Airframe Missile (RAM)

FONTE: sputniknews.com

80 COMMENTS

  1. Quais seriam as contra medidas possíveis para esse tipo de arma? Se você “espelhar” os aviões e mísseis seria possível desviar o raio de energia?

    • Esse é um mito bem rotineiro. Se você apontar um laser para um espelho ele vai ser perfurado normalmente. Contramedida é desenvolver materiais com baixo índice de absorção IR e resistente ao calor. Me parece que o laser vai evoluir de forma exponencial, os material não vão acompanhar o ritmo.

      • Olá.
        Nem sempre RicardoNB. A referida arma deve contar com espelhos prismáticos e lentes para fazer a mira e o acompanhamento do alvo.
        Certamente, tanto os espelhos quanto as lentes deverão ser refrigerados.
        SDS.

      • Aquele material que reveste os ônibus da NASA seria a contramedida. Não sei qual o seu nível de miniaturização, mas é altamente eficiente no que diz respeito a não-absorção de calor.

    • Olá.
      “Sim e não” (?!?)
      O conceito de “espelhar”, entendo eu, seria tornar a superfície do míssil ou avião atacante reflexiva a onda de luz. E isso é possível. Porém…
      Luz, mesmo o laser, é formada a partir de vários comprimentos de onda. E cada comprimento de onda tem um índice de refração/reflexão próprio.
      Não existe material que seja “100%” reflexivo a nenhum comprimento de onda de luz.
      Ou seja, mesmo que boa parte da energia emitida seja refletida, parte sempre será absorvida.
      Se a área de absorção for muito pequena (feixe de luz bastante estreito), mesmo uma quantidade de energia relativamente baixa poderá danificar o alvo.
      Seria preciso ter um aparelho (míssil ou avião) “stealth a luz”.
      SDS.

      • Amigo Mauricio!
        Laser (proveniente de qq material) possui um espectro bem estreito (dentro de alguns nm). Por tanto , com uma condição que a expansão de feixe fica controlada dentro de 0.1…0.2 mrad (feixe bem estreito :)) uma enorme porção de energia atinge a superfície do alvo.Por tanto sem saber EXATAMENTE o comprimento da onda de laser em questão é impossível criar a “defesa refletiva” eficiente.
        So vejo a possibilidade (meio fantástica , é claro) de combater o fogo com fogo : plasma.
        Um grande abraço!

    • teria que ser um espelho tão espesso que um caça talvez nem conseguisse decolar. rs

      Mas vejo essas armas como complementares, não conseguem substituir algumas atribuições de mísseis, visto que o laser, obviamente, “não faz curva” e não é possível desviar seu feixe em um combate para atingir um alvo atrás de um morro, por exemplo… Essa continuará sendo missão para os mísseis.
      Enfim, acho que o Laser vai ser uma baita arma para combate direto, limitada a distância da curvatura da terra no mar ou em terra, com o relevo, e principalmente, defensivo.

      • Olá.
        Gustavo, o espelho deveria ser o mais fino possível. Quanto mais “grosso” (espesso) for o espelho, mais camadas de material a luz tem de atravessar. E é exatamente nesse trajeto que a energia vai sendo transferida.
        Com poucas camadas, não há material nem tempo para a transferência.
        SDS.

        • Interessante! não sabia disso, uma vez li em um site não muito confiável o contrario.
          Obrigado pela informação!

          Abraços!

          • Olá.
            O que importa é a superfície reflexiva. É neste instante que haverá a reflexão e a refração. Quanto maior a reflexão, mais eficiente é o espelho.
            SDS.

          • Ao atingir um espelho, o lazer aquece o material imediatamente, chehando ao ponto de fusão muito rapidamente, espelhos são resistem a lasers de alta potência.

      • O laser não faz curvas mais viaja a velocidade da luz então ele não precisa fazer curvas pois sua chegada até o alvo é instantaneamente.

        Para atacar alvos atrás de montanhas e morros um drone ou caça pode fazer o serviço.

    • O desafio de usar um espelho como defesa ao laser é que qualquer irregularidade, seja um arranhão ou um grão de pó, faz esse ponto esquentar. A superfície ao redor desse ponto aquecido começa a apresentar um aspecto de vidro embaçado, prejudicando sua propriedade reflexiva e, consequentemente, sua eficácia como blindagem.

  2. Agora que se inaugurou o uso dos lasers pelas Forças Armadas dos EUA, esse tipo de tecnologia é um caminha sem volta!

      • Olá.
        E tem que ter algum tempo com o alvo no foco do laser para haver a transferência de energia necessária para a destruição/incapacitação do atacante.
        Um míssil hiper sônico dificulta esta tarefa.
        SDS.

          • Também acho que enquanto uma arma de curto alcance o laser não terá potencial de deter mísseis hipersônicos.
            O “calcanhar de Aquiles” dos mísseis hipersônicos é a … velocidade.
            Qualquer “objeto” na sua trajetória se torna um obstáculo intransponível.
            Talvez no futuro um projétil HVP lançado por um canhão Mk-45 possa “lançar” uma teia de carbono bem na frente da trajetória de um Kinzhal e fazê-lo explodir pela colisão.
            Mas menos dramático e igualmente efetivo será esse canhão lançar uma sequência de projéteis com explosão no ar programada para distribuir milhares de balins na trajetória do míssil hipersônico.
            Nem precisa de laser. A velocidade… ou melhor … a hipervelocidade, fará o serviço.

          • Um veículo de reentrada em trajetória balística é blindado e altamente resistente. Para interceptar um é preciso um impacto direto (hit to kill) a imensas velocidades. Daí mísseis antibalísticos não terem espoleta de proximidade (PAC-3, SM-3, GBI, THAAD).
            Já mísseis (subsônicos, supersônicos e hipersônicos) são formados por diversos componentes frágeis. A única parte resistente é a “ogiva”.
            Para deter um míssil não é preciso um impacto direto. Pode ser feito com o chamado “control kill”, danificando a célula ou algum sub-sistema, que fará com que o míssil colapse.
            Esse dano pode ser provocado com fragmentos ou com um laser que faça um pequeno furo. Um pequeno furo irá fazer o isolamento térmico romper e o míssil explodir.
            O laser não funciona como nos filmes. Ele não é capaz de “desintegrar” nada. Ele faz pequenos “estragos” que fazem a diferença. Um pequeno furo num tanque de combustível faz o míssil explodir. Um pequeno furo na asa faz o míssil cair. Etc.

          • Groo,
            Exatamente!
            Só que lançada por um canhão “pesado” de modo a que possa espalhar seus “fragmentos” numa distância maior. Além de 10 km.
            O canhão Milleniun de 35 mm que comumente dispara a Ahead é efetivo contra mísseis supersônicos porque causa o colapso do míssil numa distância de uns 3 a 4 km. Contra um míssil hipersônico teria que ser mais de longe ainda.
            Já o Phalanx opera no modo “hit to kill” e seu projétil de 20 mm de urânio busca perfurar a ogiva e fazer o míssil explodir. Claro que “fragmentos” do míssil atinge o navio dada a distância reduzida, daí os marinheiros estarem com capacetes, coletes de kevlar, e se protegerem no interior quando sob ataque.
            Manobra de mísseis antinavios (subsônicos) têm a função de escapar de canhões e não de mísseis. Por exemplo, o Harpoon implementa uma manobra chamada de “pop up” que é quando ele sobe quando está a uns 2 km do navio e depois mergulha. O Penguin por exemplo implementa uma manobra tipo “weaving” (tricotando). Alguns outros implementam manobra em “espiral”.
            Para mísseis sea-skming essas manobras são de pequena amplitude (a pop-up é maior) por conta da proximidade com a superfície marinha.
            Perdão pelo off-topic.

      • Luis,
        Um “minúsculo” projétil RPG-7 a 300 m/s pode ser interceptado a 15 metros de um veículo de combate, a menos de de 0,05 segundos do impacto, por um um sistema de proteção ativo. Pode ter certeza que vão conseguir detectar e rastrear um imenso Kinzhal a uns 30 km de distância e neutralizá-lo a uns 10 km.

        • Olá.
          Se os mísseis hipersônicos forem usados como armas de “energia cinética pura”, vai ser difícil detê-los no curto/médio alcance, mesmo com uso de balins ou redes de carbono em nano tubos.
          A energia cinética do projétil será igual a Ec=(m*V^2)/2, onde “m” é a massa do projétil (em kg) e V sua velocidade (em metros/segundo). Como a velocidade é elevada ao quadrado, se for usado um núcleo de urânio decaído como “penetrador”, mesmo com poucos kg) a energia cinética pode chegar a ordem de Mega joules. A não ser que o obstáculo despedace o “penetrador” (difícil; mais fácil o obstáculo se incorporar a massa do penetrador), o resultado final será um navio com um rombo. Se não for partido ao meio…
          SDS.

          • Maurição,
            Na verdade um projétil hipersônico é qualquer um que ultrapasse 1700 m/s. Ou seja, 5 x 340 m/s. Pra cima o céu é o limite. Pode ser 10 x 340 m/s, 100 x 340 m/s, 1000 x 340 m/s , etc. rsrss
            Desde que seja dentro da atmosfera (abaixo de 100 km de altura) a velocidade do som e tida como referência (Mach). Acima disso, no vácuo do espaço, não há o que falar em número Mach tendo em vista que não há propagação de som.
            Voltando às nossas elucubrações acerca do colapso de um míssil hipersônico com uma ogiva maciça de urânio exaurido, fato é que a velocidade hipersônica para ser mantida em baixa altitude (próximo do navio) é necessário que o míssil em questão tenha sua integridade mantida para prover a forma aerodinâmico necessária para vencer o arrasto. Em colapsando o míssil haverá uma imediata desaceleração. Isso que você prevê (da ogiva e fragmentos do míssil ainda atingir o navio após o míssil ser destruído) pode acontecer mas dentro de uma distância curta. Em relação aos mísseis supersônicos se dizia que isso ocorreria dentro do alcance do Phalanx, em torno de 1500 metros.
            Sendo muito otimista, podemos dizer que em relação aos mísseis hipersônicos isso ocorra numa distância de 5 km (eu particularmente acho muito).
            As variáveis relativas ao que pode acontecer com um míssil hipersônico que foi atingido por fragmentos é tanta que não deve ser levada muito em consideração pelos engenheiros sob pena do alvo (navio) não ser neutralizado. Eles têm é que tentar fazer com que seu “bebê” não seja atingido.
            Um abraço.

          • Olá.
            Grande Mestre Bosco, mais um comentário preciso da sua parte.
            Para minha conta, usei o valor aproximado de Mach 7 ou oito, que são valores já atingidos por mísseis com alguma regularidade (em outras palavras, valores “possíveis” de serem alcançados; senão, como você mesmo observou, vale o que a imaginação ditar).
            É bem verdade que este é um tipo de arma “novo”, cujo comportamento não é de todo conhecido ou, no mínimo, não caiu em domínio público. Assim, contra medidas ou mesmo a sua eficiência/eficácia são objetos de alguma especulação.
            Uma coisa é certa: armas de velocidade hipersônicas dão muito pouca oportunidade de resposta. Usando os valores da minha “elucubração”, um míssil hipersônico detectado a 40 km do alvo exigirá uma ação de resposta efetiva próxima a 10s. Ou seja, são cerca de 10 segundos para identificar, escolher uma ação de resposta, implementar o processo e (se possível…) anular o míssil atacante. Não é fácil, mesmo para modernos sistemas de defesa.
            Se o míssil for capaz de manobrar ativamente durante a corrida até o alvo, ai “o bicho pega”. Fica bem possível que o “bebê” vá dormir no “bercinho” previamente escolhido.
            “Nana neném, que o bicho vai pegar”
            “Não vai ter contra medida que possa lhe salvar”
            SDS.

          • Maurício,
            Supondo que a detecção seja mesmo só a 40 km (estamos falando de um futuro próximo onde haverá radares AESA com TRMs de GaN, radares fotônicos e de entrelaçamento quântico, etc.), não creio que com os sistemas de combate ora em uso, com mínima intervenção humana, vai ser empecilho para uma defesa efetiva.
            Claro, no caos reinante numa guerra e tendo em vista a falibilidade humana, nada é perfeito. Alguns serão interceptados, outros não.
            C’est La Vie!
            O que afirmo é que um míssil Mach 7 não poderá estar a menos de (otimisticamente falando) 15 km de altura. A essa altura ele é detectável por radar a mais de 500 km.
            http://members.home.nl/7seas/radcalc.htm
            Todas as informações dão conta que tais mísseis não estarão a menos de 40 km de altura, portanto, passíveis de serem detectados bem mais longe.
            Quanto a um míssil Mach 5, 7 ou 10 manobrar, de modo a fazer diferença numa interceptação fronta, onde o míssil converge para o alvo, absolutamente ainda não estou convencido de que isso possa acontecer.
            De qualquer forma, foi uma bela troca de opiniões.
            Um abraço.

  3. Agora que eu tava gostando do phalanx e do RAM, eles serão substituídos. O mesmo com a interoperabilidade do seahawk e do firescout.
    Acho temerário adotar exclusivamente laser pra defesa de ponto, mas é um ponto polêmico. O que é certo é que esses sistemas muito capazes ficam desligados a maior parte do tempo, especialmente os mais autônomos; assim, esses vasos capabilissimos, dependem inteiramente da prontidão e aptidão humanas. E, sabemos, a navy anda meio pançuda e despreocupada com a instantaneidade da destruição de um ataque surpresa numa época sem hostilidades.

  4. AAinda tem chão….

    De um lado, os mísseis vão ficando hipersônico reduzindo o tempo de exposição ao laser e de outro, precisam ter varios projetores deste para enquadrar ataques de saturação ao mesmo tempo

      • Sim, Doug385. Mas o efeito do Laser não é imediato. É preciso um tempo de exposição para que o feixe transfira energia o suficiente para danificar significativamente o alvo. E um alvo se locomovendo e manobrando em velocidade hipersônica dificulta esta tarefa de manter um foco no mesmo ponto, de forma que o laser tenha os instantes que precisa para ser efetivo.

      • O laser chega chega ao alvo na velocidade da luz, mas ele leva um tempo substancial para perfurar o material do armamento inimigo. Assista aos vídeos da Marinha Americana com o USS Ponce e vc entenderá. Apesar da promessa de aumento significativo da potência do laser, ainda assim demandará um tempo significativo.

        Um dos maiores limitantes pra atuação desses lasers é o tempo (clima). Certa vez, li a declaração de um especialista ligado ao programa, num blog internacional, e ele relatava que em dias chuvosos e até mesmo nublados, a eficiência do armamento era bastante reduzida devido à difração luminosa. Provavelmente por isso, eles pensam utilizar inicialmente como CIWS, já que este atua numa distância menor reduzindo as perdas com a difração.

  5. A dúvida é a seguinte, pelo menos o RAM pode defender a embarcação contra várias ameaças simultâneas e esse laser só pode engajar uma ameaça de cada vez, a não ser que se instalem vários, mas ae requer ainda mais energia.

  6. Acredito que o Helios dispara centenas ou milhares de pulsos laser, e nao uma onda continua pois nem mesmo seus espelhos e lentes poderiam resistir ao calor gerado, mesmo com resfriamento. Se esse for o caso, um missil com uma camada reflexiva, de absorçao ou ambas, nunca seria atingida num mesmo local seguidas vezes e assim sua camada nao seria tao danificada pelo laser. Nos faltam informacoes para se chegar a alguma conclusao factivel sobre a real capacidade de ataque e as correspondentes contamedidas defensivas. Lembrando que a pintura stealth desenvolvida no brasil para nossos caças tem como principio de funcionamento tranformar ondas eletromagneticas em calor e rapidamente dissipa-lo.

  7. Sim. É o futuro.
    Mas ainda existem questões importantes:

    Quanto tempo é necessário para que o laser destrua um míssil como o Kinzhal ou um Brahmos?

    E, o navio possuindo um único sistema laser, qual sua capacidade contra ataques de Saturação?

    Ou seja, ele demora quantos segundos para destruir um míssil?
    E se for detectado um ataque de saturação com 10 mísseis, quantos segundos ou Minutos vai levar para destruir todos os 10?

    • O tempo de destruição não importa, muito, provavelmente será instantâneo.

      O que importa é o tempo de engajamento( detectar, discernir, posicionar, disparar) podemos conjecturar que se querem substituir o RIM-116 que é o mais rápido hj em dia e pode atacar alvos simultâneos, o HELIO pode ser mais rapido e engajar mais alvos num curto periodo de tempo, ou, o Helio não seja tão assim uma melhoria no campo cinético mas sim no economico, substituindo o gasto com misseis pelo gasto com energia, eu já acho na minha opinião que é os 2 mas só com os dados em mãos que saberemos.

    • Luíz,
      A cadeia de destruição que leva ao lançamento de um Kinzhal (supondo que seja um míssil convencional, antinavio) pode ser interferida em diversos momentos.
      Em sendo interceptado o momento mais adequado é na fase terminal quando ele desce de sua altitude de cruzeiro (40 km) e se dirige ao alvo.
      O sistema mais adequado são os mísseis RAM Block 2, ESSM, ESSM Block 2, SM-2 Block III A e B, SM-2 Block IV e SM-6.
      Mais futuramente haverá projéteis HVP (projétil de hipervelocidade) guiados lançado por canhão (Mk-45, AGS e Railgun) com potencial de interceptar mísseis hipersônicos na fase terminal.
      O Phalanx, claro, não se presta a essa função e creio que os lasers também não o possam fazer senão dentro de uns 15 ou 20 anos.

  8. Gente, como é bom ler esses comentários. Aulas de física pura e avançada. Parabéns a todos, aprendo muito nesse site.

  9. No entanto, pelo menos em tese, ele exige um tempo mínimo entre ter a posição do alvo travada no radar e o abate efetivo deste alvo. Na prática se pode considerar que o intervalo entre o disparo e o alvo ser atingido como sendo 0. Aí, vão se alguns escassos instantes até ele danificar o alvo e ele pode ir para o próximo.

    Um cortador de plasma com um décimo da potência desse laser atravessa placas de aço de 5 ou 6mm de espessura em segundos. Guardadas as devidas diferenças, deve-se esperar uma performance parecida desse HELIOS, pelo menos no papel… Aí, mesmo com só um deles instalados num navio, deve-se manter, se não superar uma defesa de ponto formada por algumas unidades dos sistemas atualmente em uso.

    O maior problema, ao meu ver, que pra um só deles defender um navio, precisa estar numa posição na qual nenhum equipamento do próprio navio se interponha entre ele e o alvo. As embarcações atualmente em operação foram construídas considerando várias defesas em posições diferentes ao longo do convés, sem portanto essa necessidade.

  10. E nós, cada vez mais distantes dos progressos da tecnologia de defesa. As naçõe que investem em suas industrias de armas, financiando R&D, se distanciam de tal forma que não serão alcançadas.

    • Nada disso é inalcançável. Vinte anos atrás ninguém imaginava que a China chegaria onde está. E hoje eles já estão projetando esse mesmo tipo de armamento, sem falar na tecnologia quântica, que em determinadas áreas (comunicação por exemplo) eles já estão tão ou mais avançados do que qualquer outro país do mundo.

  11. “Armas do Futuro, mas a doutrina será sempre a do passado.”
    Quem diria, a que ponto a tecnologia avançou.
    Fui Servente de Projetil nos Canhões de 127 mm do CT Mariz e Barros “D-26”.
    Hoje um Armamentista senta em uma bancada computadorizada e efetua o disparo com um simples calcar de um botão. Bem vindos ao futuro.
    obs: o projetil do 127 mm pesava cerca de 24,5 kg.

  12. Vamos la, misseis hiper-sônicos por natureza já precisam suportar um grande calor, mas acredito que seu revestimento não tem uma margem de erro muito grande, mesmo que o revestimento seja apenas levemente danificado o menor buraco destruirá o míssil pelo calor gerado no voo, mesmo que não destruísse ele sofreria uma alteração na aerodinâmica que poderia tornar impossível para o sistema de mira compensar. De resto sempre será um jogo de gato-e-rato onde ganha o mais esperto.
    Por último não existe defesa que não possa ser superada com a saturação correta.

  13. O Phalanx eu até acredito, mas duvido muito que o RAM (atualmente na versão Block 2 com 15 km de alcance) possa ser substituído num curto espaço de tempo.
    Sua capacidade de lidar com ameaças simultâneas não pode ser delegada a um laser, que por melhor que seja , só neutraliza um alvo de cada vez.
    Em relação às armas de energia direta, vai haver um crescimento exponencial de sua capacidade só comparável ao crescimento da capacidade dos processadores descrito na Lei de Moore.

    • Acredito que o ideal, de início, seja manter as defesas atuais e acrescentar o laser.
      Não depender apenas do laser.
      Agora na hora H, que sistema efetivamente seria utilizado eu não.
      Tipo, dar prioridade ao laser e sem resolver entra o phalanx?
      Ou usa os três sistema ao mesmo tempo, com o laser destruindo as balas e os mísseis “amigos”? Rs.
      Ou dependeria do número de alvos?

  14. Existem em princípio três formas básicas de defesa: por reflexão, por absorção e por isolamento térmico. A reflexão exigiria espelhos de alta qualidade. Em tese é viável, pois os próprios americanos estão desenvolvendo esse tipo de defesa. Se a superfície do míssil refletir 99% da radiação do laser, é como se a potência do feixe fosse reduzida para 1% do valor original. A dificuldade nesse caso é que essa refletividade tem que ocorrer no comprimento de onda do laser, e existem lasers com comprimentos de ondas diferentes. Outra forma de defesa é revestir o míssil com material de alta capacidade de absorção de calor, como os revestimentos ablativos de veículos de reentrada. O material do revestimento é consumido, mas a energia não é transmitida ao veículo. Finalnente, temos o isolamento térmico direto, como as placas cerâmicas que revestiam a superfície inferior do Space Shuttle. Nenhuma dessas “blindagens” resistiria indefinidamente a um laser de altíssima energia. Entretanto, basta que ela resista por uns poucos segundos, o suficiente para um míssil supersônico atingir seu alvo. Moral da história: para toda arma existem defesas possíveis, é só uma questão de tempo de pesquisa e de investimento

  15. Creio que agora as aeronaves e mísseis irão utilizar materiais de proteção térmica igual aos dos ônibus espaciais, para resistir ao calor pelo menos por alguns minutos, até achar a fonte emissora dos raios laser e destruí-la.

    • mas ae iria aumentar o peso e comprometer a aerodinâmica da aeronave, provavelmente a curto prazo esses materiais não seria uma boa solução, mas pode ser que com o tempo e o avanço da tecnologia, eles criem a partir desses materiais algo mais inovador, mas por enquanto, não vejo nada que impeça de parar esses lasers.

  16. Para quem tiver curiosidade de ir mais detalhadamente no tema, uma ideia do que um laser é capaz pode ser visto, por exemplo, lendo (entre outros) o artigo “Metallurgical and mechanical properties of laser welded high strength low alloy steel.” Oyyaravelu R1, Kuppan P1, Arivazhagan N1.
    Soldas a laser em muito se assemelham a soldagem TIG; em particular, os metais com baixa resistencia eletrica (por exemplo cobre e aluminio) requerem tipicamente um aporte de energia (heat imput) muito elevado.
    Agora em aplicaçoes militares é importante ver como o laser danifica o alvo. Se o feixe focar apenas um ponto fixo pode simplesmente executar um furo. Em corte de chapas de aço (por exemplo) ha um moviemento relativo entre a chapa e o laser. Fazendo um corte continuo…

  17. O LaWS testado no USS Ponce em 2014 tinha uma potência estimada em 30 kW e consistia em seis laser comerciais utilizados em soldas montados em um arranjo que os faziam convergir em um determinado ponto. Sempre me perguntei porque não usaram mais lasers para aumentar a potência.

  18. Parece que esse pessoal está em “outra pegada”. Estão torrando bilhões e bilhões de dolares em armamentos de nova geração.

    Pergunta do milhão: Seria um laser capaz de abater um Hyper Missil Putiniano.

    Toca fazer os “vermelhos” torrar mais uma montanha de dinheiro em busca de tirar essa possível nova vantagem.

  19. Aquele material que reveste os ônibus da NASA seria a contramedida. Não sei qual o seu nível de miniaturização, mas é altamente eficiente no que diz respeito a não-absorção de calor.

  20. O material do ônibus espacial se não me engano é cerâmica avançada , de qualquer forma tem de colocar o sistema de guiagem do míssil.
    As embarcações da US NAVY são bem defendidas portanto creio que quem quiser atacar não usaria apenas um míssil e sim um ataque de saturação por isso eu até concordo que o lazer seja a primeira linha de defesa pois parece que o custo por disparo é em torno de 6 dólares mas como eles têm ameaças muito grandes deveriam manter o RIM e o CIWS.
    Além da possibilidade de espelhamento do míssil ele poderia voar em algo como uma espiral dificultando o seu engajamento.
    Acho também que a nossa marinha ao adquirir novas embarcações compatíveis deveria incluir nos projetos pelo menos a previsão de instalação do sistema já que no Brasil se usa por mais de trinta anos e se daqui a uns quinze a marinha tiver acesso a tecnologia ficaria mais fácil e barato se já contasse com a previsão.

  21. Me parece que o maior desafio técnico nao é prover mais potencia ao laser em si. Afinal 150 kW nao chega a ser a potencia de um motor de caminhao comum, e da ordem de dez vezes menor do que o motor de um MBT. Agora, embora o resfriamento dos componentes do emissor laser seja extremamente dificil, mais complicado, me parece, é o sistema de traqueamento do alvo e manter o foco controlado; se o emissor esta estatico (sua base, por exemplo, é em terra) “mirar” o alvo ( missil supersonico) uma vez adquirida a primeira imagem até nao é tao dificil assim ( por exemplo, usamos sistemas de scanneamento a laser para controle dimensional com precisao de decimo de milimetros estando o emissor a 300m do distancia, sem a minima dificuldade…so que o laser, neste caso, deve ser de poucos watts…; um exemplo legal é o imageamento de ruas/estradas do google maps, em que o aparato é montado sobre um automovel e simplesmente vai rodado por aí afora…). Aí o problema é adquirir o alvo, que requer um amplo angulo esferico de varredura (por exemplo com radar) e depois sincronizar com o laser…Isso é apenas um comentario, nao tenho uma base concreta a respeito.

  22. Angelo, as placas de isolamento termico dos Shutlles podem ser vistas e até tocadas la na Florida ( museu em cabo Cansveral); sao placas ceramicas diria de uns 25 mm de espessura ou algo assim. Hoje deve haver placas mais evoluidas mas resistir a um laser de alta potencia sera uma tarefa muito “quente”…O que é interessante nos onibus da NASA é que era (é…) muito dificil manter as placas vinculadas entre si e à fuselagem de base. Algo parecido deve ocorrer nas peliculas RAM dos stealth; acho que, conforme se le por aí, o F22 sofreu muito com isso e o F35, mesmo com revestimentos ja mais otimizados, tambem. Os revestimentos RAM sao ricos em materiais que tem que ser mantidos coesos por meio de resinas, sao altamente oxidaveis e vai por ai a fora; so para compatibilizar com os materiais compositos da fuselagem, deve (certamente) ser algo bem dificil de resolver.

  23. Por falar em revestimentos, caros Xo, Bardini e Camargoer (vai TImão….), ja empregamos essa tinta do casco do Oceano em condutos forçados e turbinas. As cracas e outros mexilhoes (dourado e zebra sao os mais problematicos em agua doce) aderem às superficies do aço ( por exemplo) por um mecanisno fisico quimico acelerado em presença de acidos resultantes do metabolismo de bacterias ferro redutoras; essas tintas (peliculas de revestimento) reduzem substancialmente a condiçao de aderencia dos malditos moluscos, mas sao relativamente frageis e vao perdendo vida util quanto à proteçao contra a corrosao. O casco do oceano foi repintado em 2012 (pelo que foi divulgado aqui mesmo) e nao sei quanto mais tempo permanecera tao impecavel. Mas parece muito bem mesmo.
    No helice propulsor as superficies danificadas parecem realmente ter sofrido a açao de cavitaçao e o revestimento é outro, nao e a mesma tinta do casco. Abs.

  24. Só achei estranho que a matéria é da Sputnik news, falam que a marinha americana já vai instalar os laser em 24 meses. Eu sempre acreditei que os EUA iriam largar na frente por estar na vanguarda desse tipo de tecnologia, mas pra depois de 2020, por isso temos que ficar com os dois pés atrás quando é matéria desse site

  25. Rommelque
    Boa colocação sobre soldagens. Porém, devo acrescentar o seguinte: o processo TIG é utilizado quando uma camada de óxido se interpõe e dificulta a formação do cordão de solda. A alta frequencia do arco nesse processo tem a propriedade de “limpar” essa camada de óxido permitindo um depósito de metal fundido de boa qualidade. O Laser, por sua parte é enegia pura transferida por um fenômeno eletromagnético baseado na reflexão e concentração de energia em certos cristais espélhados. Quanto as influencias do tempo elas não se aplicam muito quando a radiação está em frequencias muito altas, tipo micro ondas. O próprio Radar, não sofre interferencia significativa na atmosfera, permaenecendo operante até na chuva. O que pode acontecer é o desenvolvimento de uma técnica para recuperer a energia dos raios defensivos e incrementar a disponibilidade de energia no missil atacante. Abço.

  26. Rommelque
    Boa colocação sobre soldagens. Porém, devo acrescentar o seguinte: o processo TIG é utilizado quando uma camada de óxido se interpõe e dificulta a formação do cordão de solda. A alta frequencia do arco nesse processo tem a propriedade de “limpar” essa camada de óxido permitindo um depósito de metal fundido de boa qualidade. O Laser, por sua parte é enegia pura transferida por um fenômeno eletromagnético baseado na reflexão e concentração de energia em certos cristais espélhados. Quanto as influencias do tempo elas não se aplicam muito quando a radiação está em frequencias muito altas, tipo micro ondas. O próprio Radar, não sofre interferencia significativa na atmosfera, permaenecendo operante até na chuva. O que pode acontecer é o desenvolvimento de uma técnica para recuperer a energia dos raios defensivos e incrementar a disponibilidade de energia no missil atacante. Abço.

  27. Revestimento térmico do Space Schuttle: blocos de grafite purissimo desenvolvidos pela Union Carbide na unidade de engenheria de Buffalo. Essa unidade foi criada para produzir o grafite dos primeiros reatores atomicos que eram moderados com grafite. O primeiro reator de laboratório está lá, ainda, soterrado sob uma montanha de concreto.

  28. O que é bom para proteger um veículo espacial do calor provocado pelo atrito devido à reentrada na atmosfera pode não ser o melhor material para proteger algo do calor irradiado por um laser de alta energia.

  29. Ola Luiz, concordo. Por isso os TIGs pulsados estao em moda emuito utilizados,! Quanfo as placasda Union Carbide sao de outro mundo mesmo, nao é mesmo?
    Caro Biscão: realmente ! Alem de proteger da energia do laser, ainda tem receber de controle de tajetoria, imageamento, refazer posiçao de aletas, altimetria, etc,. Tenta proteger de um perde o outro, e vice versa. Se o missil for hipersonico entao….grande abraço

  30. Radar SPY-6, laser de 150kW, rail gun, catapulta magnética, etc… o que a USNavy vai usar para gerar tanta energia, um núcleo de antimatéria ?

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