Home Indústria de Defesa US Navy: 74º destróier classe Arleigh Burke em construção

US Navy: 74º destróier classe Arleigh Burke em construção

6085
85
Concepção em 3D do novo destróier classe Arleigh Burke Flight III

WASHINGTON – Quando o destróier USS Jack H. Lucas (DDG 125) se juntar à frota da Marinha dos EUA no ano 2024, ele será parecido com os 73 destróieres da classe Arleigh Burke que o precederam. Mas vai ser um navio de guerra muito diferente e mais capaz do que seus predecessores.

O estaleiro Huntington Ingalls anunciou no dia 8 de maio que tinha começado a construção do primeiro destróier Flight III, um navio que adiciona crucialmente o radar de defesa aérea e anti-míssil balístico AN/SPY-6 AMDR – Air and Missile Defense Radar, da Raytheon.

Um navio é considerado “em construção” depois que as primeiras 100 toneladas de aço foram cortadas – um marco que o Jack Lucas superou esta semana no estaleiro de Ingalls, em Pascagoula, Mississippi.

O Flight III é uma grande modificação do destróier de mísseis guiados DDG 51. Foi necessário um redesenho de 45 por cento do casco, a maioria dos quais foi feita para acomodar o radar AN/SPY-6 e suas necessidades de energia formidáveis.

O radar de defesa aérea e de mísseis destinado ao Jack Lucas e seus destróieres seguintes é 30 vezes mais sensível do que os radares AN/SPY-1D nos navios anteriores, sensibilidade adicional que aumentar sobremaneira suas capacidades em combate antiaéreo e de defesa contra mísseis balísticos.

Juntamente com os upgrades do Programa de Melhoramento da Guerra Eletrônica de Superfície em andamento, o Jack Lucas também terá mais capacidades passivas. Quando usado em conjunto com outros sensores passivos externos, como com o avião de combate F-35, ele será capaz de triangular e localizar um alvo sem ficar ativo e entregar a posição do navio.

O radar é uma atualização necessária, já que a Marinha quer se manter à frente da China e da Rússia, de acordo com Bryan McGrath, comandante de destróier aposentado e consultor do The Ferrybridge Group.

“Nosso venerável radar SPY-1 nos serviu bem por um longo tempo, mas a ameaça mudou e precisamos de um novo radar”, disse McGrath. “E o SPY-6 é esse radar. É uma atualização considerável em todos os aspectos. Ele nos permite rastrear objetos mais manobráveis e menores em alcances mais amplos, e isso proporciona tempo de decisão.”

Arleigh Burke Flight III
Arleigh Burke Flight III
Componentes do sistema AMDR
Componentes do sistema AN/SPY-6 AMDR

FONTE: Defense News

85 COMMENTS

  1. Fica a pergunta: Será possível substituir nos outros 73 Destroyers o AN/SPY-1D pelo novo AN/SPY-6? Ou será que caso isso não seja possível os sistemas AEGIS existentes (PESA) poderão ter suas antenas substituídas por uma AESA tal como feito nos radares APG-63 dos caças F-15?

    • Não é possível porque as antenas do SPY-6 são mais pesadas e exigem muito mais potência elétrica. O Flight III teve o peso reforçado nas partes inferiores para equilibrar o navio, recebeu novos geradores e novos sistemas de refrigeração.

      • Nesse caso Galante a USN está com um problemão pois pela evolução dos radares a tendência é que o SPY-1D termine por ficar rapidamente obsoleto. E a menos que planejem algum tipo de MLU dos radares existentes deverão substituir os navios em um processo caríssimo.

        • Tireless,
          Mesmo os mais antigos AB ficando mais “ultrapassados” em relação aos seus irmãos mais novos fato é que o radar SPY-1 ainda vai dar conta do recado por muito tempo. Sem falar que muita coisa já foi e será integrada aos AB de modo a que eles consigam manterem sua capacidade em níveis mais que aceitáveis.
          O radar SPQ-9B rotatório deverá ser integrado em futuras atualizações. Também o SIRST (shipborne IRST) poderá ser integrado.
          Os mísseis ESSM Block 2 e o SM-6 não precisam de radar de iluminação. O RAM Block 2 pode vir a substituir um ou ambos os Phalanx e ser instalado nos que não têm o Phalanx.
          Um upgrade recente foi a instalação dos lançadores Mk-53 Nulka. Uma nova versão do sistema de contramedidas SLQ-32 (SEWIP block IV) será integrada aos AB futuramente.
          Ou seja, apesar de não tem muito o que fazer em relação ao SPY-1 , dá pra mexer em muita coisa.

    • Não…os novos F III apresentam diferenças significativas para incorporar o SPY-6 como por exemplo uma superestrutura diferenciada para abrigar os painéis que são maiores que os
      painéis do SPY-1 , maior geração de energia e mesmo um tamanho relativamente maior, mas todos os navios da US Navy tem capacidade para trocar informações com outros navios e aeronaves, a chamada capacidade de engajamento cooperativo o que compensa em parte essa menor capacidade nos navios mais antigos.

    • Tireless,
      Vale salientar que os primeiros F III continuarão a utilizar os radares iluminadores mecânicos SPG-62.
      O componente AESA banda X (AMDR-X) só será incorporado a partir do 13º F III.
      Essa “deficiência” será minorada pela utilização de mísseis com orientação terminal (ESSM Block 2 e SM-6) e pela introdução do radar SPQ-9B (banda X rotatório) para alerta de ameaças sea-skimming e controle de tiro.
      Até lá os únicos navios da USN que terão iluminadores AESA banda X são os Zumwalts e os CVN-78.

      • Pois é, se dizem que o novo radar é para conseguir dar conta das novas ameaças, acaba que os outros navios ficarão em um patamar bem abaixo.
        Vida de navio é difícil.
        Tem capacidade para limitada de mísseis.
        Aí se aproxima do inimigo com uma grande quantidade de mísseis antinavio Sea skimming e balísticos.
        Pode acabar sem munição rapidamente…
        Isso se for 100% eficiente na sua autoproteção.

  2. “Quando usado em conjunto com outros sensores passivos externos, como com o avião de combate F-35, ele será capaz de triangular e localizar um alvo sem ficar ativo e entregar a posição do navio.”
    .
    É disso que eu estou falando…
    O F-35 é um incrível multiplicador de forças no ambiente naval.

  3. Pois é…..!
    Deveriam ter projetado um radar como este que pudesse ser também instalado nos 73 AB como parte de um upgrade. Agora, a priori todos vão ficar defasados em relação ao novíssimo 74

    • Isso não era possível… o SPY-6 ainda continua “pequeno”… seria necessário um navio de tamanho maior para o que a US Navy realmente queria…mas…os navios mais antigos
      não ficarão defasados, poderão beneficiar-se da troca de informações com os navios mais novos e também com aeronaves como o F-35 e o E-2D por exemplo e também receberão melhorias para operar com novas armas como o míssil SM-6 durante suas vidas úteis que serão estendidas para 40 anos ou mais.

  4. Identificar a necessidade
    Verificar a possibilidade
    Reconhecer a impossibilidade
    Abstrair a vaidade
    Afastar a inutilidade
    Observar a moralidade
    Exaltar a finalidade . . .

    E o resultado virá com naturalidade.

    A fórmula é a mesma para todos os empreendimentos, em ambientes democráticos, frise-se. O que difere é a dosagem de cada variável cujo resultado pode ser um Arleigh Burke Flight III ou nada.

    Há muito podíamos ao menos ficar no meio termo, adicionando à fórmula a nossa brasilidade.

    No mais, é bom ver que o dogma do “quadrado-retângulo” sobre os mares ainda é bastante suavizado nas próximas gerações da vanguarda de combatentes de superfície como o Flight III, o Type 55 e, claro, minhas preferidas FREMM . . .

  5. Na minha opinião, de 4 a 6 AB deveriam ser adquiridos de prateleira para ser a espinha dorsal da Esquadra.

    Para completar os 18 combatentes de superfície desejados pela Marinha construiriam os no Brasil o restante, sendo navios de 4.000 toneladas estes construídos aqui

      • Bela belonave também !!!
        baseada em cima do projeto das Alvaro de Bazan F-100 !!!
        Vejo essas fotos fico até triste !!!
        Me sinto nos anos 70 ainda !!!

      • Flávio, as KDDx estão previstas para ter 48 Mk41 e 16 K-vls para mísseis de cruzeiro sul-coreanos. Ainda é um projeto, prevê-se iniciar a construção da primeira unidade em 2025 e muitos dos seus sistemas ainda estão sendo desenvolvidos.

    • Flavio 11 de Maio de 2018 at 12:43
      Não existe necessidade (vendo o cenário que o pais vive) nem orçamento para comprar e manter tudo isto. Cada AB custa quase 2 bilhões de dolares ou seja só de AB iriamos gastar 12 bilhões de dolares ou pouco mais de 40 bilhões de reais. Não tem sentido gastar tanto para manter ancorado no Rio de Janeiro para exercícios.
      Quando tivermos algo que seja metade do que vc imagina é porque estaremos em guerra.

    • Obrigado a todos pelos comentários.

      Porém, eu acho que a Marinha precisa de núcleos de excelência nas 3 formas de combate naval modernas – O combate na superfície, sob a superfície e sobre a superfície, como dito pelo Alte. Luiz Monteiro.

      Na superfície 6 Arleigh Burke; sob a superfície 3 submarinos nucleares; e sobre a superfície 24 F/A 18 F Super Hornet.

      Sei que seriam necessários bilhões de dólares, mas precisamos desse núcleo para a espinha dorsal de nossa Esquadra.

      Quem quer ter submarino nuclear tem que poder possuir pelo menos esse núcleo. O restante seria formado por combatentes de superfície com cerca de 4.000 toneladas, submarinos convencionais e aeronaves de patrulha e AEW.

    • Na FAB, talvez a idade não permita.
      Mas vai que seja possível fazer curso por fora e pilotar para algum país estrangeiro na qualidade de mercenário.
      Tipo Arábia Saudita, Iraque…

  6. Para chegar a este patamar de liderança e tecnologia, o governo dos EUA financiou e desenvolveu seriamente toda a sua industria de armamentos, manteve sólidos os seus compromissos econômicos de pagamentos das verbas anuais junto ao complexo industrial militar, manteve todos os programas em andamento por muitos anos e principalmente houve a manutenção da mão de obra especializada, ou seja um país com CONFIABILIDADE…..Este é um dos resultados apresentados. Diferente de muitas ditaduras de bananas por ai……

    • Colega, sem desmerecer seu comentário, mas acho que os EUA, por serem uma superpotência, não pode nem ser utilizada para fazer comparações.
      São uma máquina de guerra, vivem para isso, orçamento gigantesco.
      Até acho que eles estão bem defasados em relação ao que deveriam estar considerando as novas ameaças.

  7. Marcelo
    Vc está certíssimo, não podemos ficar sonhando com os armamrntos mais avançados imaginando de onde buscaremos verbas para compra los. Sómente possuindo uma infra estrutura industrial e recursos humanos qualifucados poderemos obter e operar esse tipo de equipamento. Temos que nos contentar com o nivel de investimento possível e procurando não perder de vista os projetos mais avançados. Enquanto eles estão projetando canhão a laser de alta energia, nós nos contentamos com o Bofors 40 mm. para o Atlântico, nosso navio capitânia.

  8. Tudo FEIO… Lindas e maravilhosas só as SPRUANCES, depois é que vem as TICO’s!
    Porque meu Deus, não veio umas SPRUANCES bem esguias pro Brasil?

    • Como diz o velho ditado…”A beleza está nos olhos de quem vê”…eu os acho muito bonitos
      são mais curtos que um “Ticonderoga”, porém mais largos, portanto mais estáveis e
      não há nada de “antiquado” neles…tudo ali foi pensado para reduzir a reflexão do radar
      e são navios bem resistentes.

    • Nonato,
      Essa classe de navios praticamente inaugurou o conceito de furtividade mais atual, aliado a grande espaço interno dado pela proporção comprimento-boca mais larga, que outras classes pelo mundo passaram a seguir, e vem sendo aprimorada.

      Sem querer ser chato nem te atacar, mas queria saber de onde tirou essa conclusão, já que até hoje não demonstrou ser capaz de ver uma foto de navio e identificar nela uma simples chaminé ou a localização de lançadores de mísseis, mesmo recebendo verdadeiras aulas de comentaristas extremamente pacientes e compreensivos.

  9. Floriano…. Acredito que o Brasil deverá ter apenas uma guarda costeira bem modesta no futuro; como uma Força Aérea composta de jatinhos de transporte VIP, não muda nada como sempre…… como resultado de toda esta destruição econômica que será estendida por ainda uns 15 anos, por despreparo total de nossos administradores( ou não querem fazer nada mesmo), considero ainda o projeto do submarino atômico, como o projeto de”ensinar burro a falar”. Qualquer país deve possuir primeiro uma armada que funcione para garantir a sua SOBERANIA, para mais tarde se lançar neste terreno, veja que as marinhas principais do mundo não tem submarinos atômicos, mas possuem capacidade de construir seus próprios navios de guerra, aqui é uma falácea não ter mais uma armada de guerra, por falta de recursos e estar dizendo que constrói um sub nuc……

  10. Bush filho dizia que quando falava de guerra, falava de paz. Também se dizia presidente do país da guerra.

    Os EUA têm tratados de proteção em caso de guerra com 67 países. Não dá pra comparar nada que essa gente faz com o resto do mundo.

  11. Amigos,

    Só uma coisa não me agrada: a ausência de um sonar rebocado… Aliás, me corrijam se eu estiver errado, mas essa “falha” é patente na USN. Nenhuma de suas escoltas “pesadas” tem esse importante item… Até é possível entender que ‘Burkes’ e ‘Ticonderogas’ sejam vasos dedicados a negação do espaço aéreo sobre a frota, mas…. são só eles… e se constituem na espinha dorsal da força de superfície americana…

    Francamente, espero que os vasos planejados para o programa FFG(X) sejam dotados desses importantes meios de detecção submarina. De fato, não consigo imaginar luta ASW eficiente hoje sem esse tipo de equipamento.

        • O sonar de profundidade variável esteve sob muito tempo meio que encostado pelos USN que via no sonar rebocado uma evolução. Sem falar que os helicópteros têm o VDS e os navios tê-los seria uma redundância desnecessária. Optaram pelo TAS, que inclusive, é menos limitante em relação ao navio que o VDS.
          Parece que com o atual nível de discrição dos submarinos russos e chineses o VDS está novamente ganhando espaço (que eu saiba, só no LCS). O VDS opera no modo ativo e passivo enquanto o TAS opera só no modo passivo.
          De qualquer forma, para as unidades de superfície maiores da USN, a combinação TAS do navio com os VDS dos helicópteros é bem equilibrada e não deve mudar num futuro previsível.

          • Bosco…
            .
            só como curiosidade…em uma revista dos anos 80 que cobriu em
            profundidade a classe “Niterói” inclusive com um poster desenhado
            pelo Galante, lembro que o entrevistado, um Almirante, foi perguntado sobre a instalação do “VDS” nas outras duas fragatas
            classe “Niteroi” A/S e ele teria respondido que o sistema apesar de válido poderia ter sua eficiência colocada em xeque diante de novas tecnologias que estariam sendo desenvolvidas.
            .
            No mais, discute-se muito as vantagens de um submarino e que
            só existem 2 tipos de navios…o submarino e o alvo, etc, mas, pouco se comenta sobre as desvantagens e sobre números também…a US Navy diante de recursos limitados precisa fazer escolhas e não há para sorte dela…um grande número de submarinos potencialmente inimigos nos mares , mesmo da China e Rússia e um conflito com essas nações poderá levar a uma escalada tal que poderá tornar-se “nuclear”.
            .
            abraços

  12. “Quando essas banheiras ficarem prontas em 2027-2028 já estara no mundo todo novas tecnologias de detecção de Submarinos.”
    .
    Tá bom então…
    Vamos voltar a realidade.
    Veja quando os franceses estimam receber seus Submarinos Nucleares de Ataque:
    Suffren, estimado para 2020
    Duguay-Trouin, estimado para 2021
    Tourville, estimado para 2024
    De Grasse, recém contratado e entrega estimada para 2025
    Casabianca, ainda não contratado, entrega estimada para 2027
    Rubis, ainda não contratado, entrega estimada para 2029
    .
    SNBR, planejado para 2028.
    .
    Além disso, o SNBR é basicamente um protótipo. É uma escola. Dali é que sairá um meio aperfeiçoado, dali vai sair uma nova classe de Submarinos Nucleares de Ataque.

  13. Com US$ 5 bilhões, mal se compra meia dúzia de fragatas da faixa das 5000 toneladas. E não se iluda por esses preços de internet… Só um ‘Arleigh Burke’, hoje, não sai por menos que US$ 1,8 bilhão de dólares…

    O desenvolvimento de vasos de combate custa caro. Extraordinariamente caro, na verdade… Aliás, manter uma marinha é um negócio caro… Qualquer coisa que possa ser classificada como ‘escolta’ não vai sair pra baixo da casa do bilhão ao final do programa…

    O preço dos equipamentos de defesa são o que são pelo imenso valor que é agregado a eles ( alta tecnologia somada a capacidade dissuasória em potencial que ele proporciona ), e não somente pelo custo em si somado uma mera expectativa de lucro para manter investimentos.

    Acreditar que um equipamento projetado hoje estará obsoleto daqui a dez anos somente porque há um novo desenvolvimento em pauta, não é correto. Mesmo porque, não há como prever se o dito desenvolvimento poderá de fato contrapor-se ao que está sendo posto em serviço hoje…

    Fabricar equipamentos em solo pátrio significa produzir os meios garantem o próprio poder dissuasório sem que se esteja ao sabor de quaisquer ingerências. Em outras palavras, significa real independência, em última instância…

  14. “Os “Ticos” e “Burkes” possuem sonar de casco também, e com exceção dos 28 primeiros
    “Burkes” todos os demais assim como os “Ticos” podem embarcar 2 helicópteros MH-60R,
    utilizados principalmente para guerra A/S e todos são equipados com mísseis ASRoc e
    torpedos A/S em que pese sua baixa eficiência contra submarinos modernos.
    .
    Também, todos são equipados com mísseis “Tomahawks” para ataques terrestres e todos os
    “Ticos” e os 28 primeiros “Burkes” são equipados com mísseis anti navios “Harpoon” e projeta-se para o futuro que todos virão a ter novos mísseis anti navios, então, são navios bastante
    flexíveis e não apenas para “negação do espaço aéreo”.
    .
    Alguns “LCSs” também serão empregados principalmente na guerra A/S assim como as futuras
    fragatas.

  15. A estimativa da ameaça deve ser muito séria para eles fazerem uma modificação tão grande que, provavelmente, não poderá ser estendida aos navios já fabricados.

  16. Uma dúvida ao pessoal do fórum.
    Considerando a experiência argentina nas Malvinas, o alto custo dos meios de superfície (no estado da arte) atuais, o custo ainda maior de um Subnuc (e voltando naquela lógica, de quem tem um, tem nenhum), e pensando em termos de uma Marinha de Defesa, não seria mais barato e eficiente:

    – 12-16 Gripen NG extras ou até mesmo Su-27 armados com Exocet, operando em conjunto com P3 (nesse caso se substituiriam também os P-95 Bandeirulha por P-3 extras) ?

    Provavelmente distribuidos entre: Canoas /RS, Santa Cruz /RS, Salvador /BA e Belém /PA

    • DM Filho,
      Mais barato e eficiente do que qual meio, exatamente? Do que o submarino nuclear? Do que meios de superfície? Quais exatamente?

      • Do que o programa Subnuc, e também considerando Subnuc + Combatentes de superfície.
        Pensando em termos de eficiência e custo, se vale a mais a pena uma Defesa naval baseada em terra, e feita através de aviões com mísseis anti navio OU toda uma frota de superfície.

        Considere uma MB apenas como uma guarda costeira, e a defesa do mar territorial feita por interceptadores.

        • DM Filho,
          Se for levar em conta a experiência da Argentina nas Malvinas, como você mesmo mencionou, não.

          A Argentina perdeu a guerra.

          Coloque agora naquela situação uma Armada Argentina com combatentes de superfície mais modernos (só tinha 2 realmente modernos, e mesmo assim de ênfase antiaérea) e bons submarinos. Pense em como seria mais complicada a vida da força-tarefa britânica.

          Para vencer a guerra no mar contra ameaças de superfície e submarinas, longe da costa, não basta ter ou uma coisa ou outra. É preciso ter as duas coisas.

          A aviação tem poder de atacar rapidamente, mas não tem permanência. Uma força antissubmarina apenas com aviões, mesmo da categoria do P-3, não vai conseguir manter o combate a submarinos numa região por tempo demasiado, com aviões se revezando continuamente. Chegará uma hora que a frota ficará indisponível. O mesmo vale para um punhado de aviões de ataque naval (e 16 aviões que você sugere, e ainda mais espalhados em 4 bases, são um punhado). Em uma semana de missões seguidas, a disponibilidade de um número limitado vai cair.

          Já navios de superfície capazes de guerra ASW e ASuW, assim como submarinos de grande autonomia e liberdade de ação, podem se manter por vários dias e semanas numa área distante da costa.

          E se tiverem aviões para ajudar nos combates ASW e ASuW, as possibilidades do inimigo ter liberdade de ação contra ameaças no mar, sob o mar e sobre o mar, diminuem bastante. Se houver aviação embarcada de asas rotativas em quantidade, a coisa melhora ainda mais. E se for se asa fixa (o que para o Brasil é algo que voltou a ser distante, mas de nenhuma forma impossível), melhor ainda.

          O que você propôs foi, aimplesmente, não haver mais marinha. Apenas guarda costeira e aviação naval pequena e baseada em terra.

          Mas, para um país com o litoral aberto e extenso do Brasil, com praticamente todo o comércio exterior feito pelo mar, exploração de petróleo idem, não ter uma marinha com capacidade de dissuasão e de se contrapor à ameaças mesmo pequenas, como você propôs, simplesmente isso significaria deixar o portão aberto e com apenas um cão magro de guarda pra correr atrás do ladrão, e que vai se cansar rápido.

          • Nunão,

            Ótimas explicação. Realmente a questão da permanência, principalmente ASW seria a maior falha da minha hipótese.

            Mas considerando apenas a questão da Guerra das Malvinas. Não teria feito mais diferença um número maior de Exocet?

            Eu sei que o ideal é termos as 3 forças equilibradas, mas considerando nossa situação (e de muitos países) de recursos muito escassos, o ideal seria investir em algumas armas dissuasórias.

            No mar, o que eu vejo como atores que realmente fazem diferença e fazem um inimigo pensar 2 vezes antes de ataca-lo, ou sofrer bastante caso tentem:

            – Subnuc (ao meu ver é a Rainha num jogo de xadrez no mar, opera sozinho, é rápido, e consegue negar uma grande área ao inimigo) mas infelizmente, ao meu ver não atingível para o Brasil, com os contingenciamentos econômicos ano após ano;
            – Subconvencional: o número precisa ser maior, mas se devidamente posicionados previamente conseguem um efeito semelhante ao subnuc
            – Misseis Anti Navio + Aviação de longo alcance: quando citei as Malvinas, foi pq o danos causados a Royal Navy foram basicamente pelos Exocet, e depois pela Aviação Naval lançando bombas burras (muitas das quais não explodiram).

            Mesmo os russos dão grande enfase na dupla submarinos / misseis anti navio para fazer frente a US Navy.

          • “danos causados a Royal Navy foram basicamente pelos Exocet, e depois pela Aviação Naval lançando bombas burras (muitas das quais não explodiram).”

            Concordo com o fato de que mais mísseis Exocet ajudariam e muito a Argentina, mas os Super Etendard eram só um punhado, e a Marinha Real buscaria contramedidas mais voltadas a neutralizá-los.
            Mas insisto ainda assim a fazer um reparo ao que você escreveu: dos seis navios britânicos afundados, a dupla Skyhawk / bombas burras afundou quatro. A dupla Super Etendard / Exocet afundou dois. Obviamente, a relação entre número de ataques X resultados é favorável ap Super Etendard, mas os fatos históricos são que os Skyhawks, mesmo sofrendo bastante, atacaram mais e afundaram mais, mesmo com suas limitações (e se tivessem aprendido mais cedo a ajustar melhor as espoletas das bombas, talvez tivessem mais sucesso). Mas, enfim, só quis reparar o erro comum de não levar em conta o maior número de navios afundados pelos Skyhawks, não estou os defendendo como mais efetivos ou modernos à época que os Super Etendard com Exocet.

  17. Nunão
    Longe de mim querer reponder a uma pergunta a ti dirigida. Mas, permita dar o meu ponto de vista: a estrategia naval de cada paiz é traçada em cima de suas potencialidades e de suas fraquesas. O ideal de força é o dominio do espaço aereo, do mar e da terra. Dai a clássica divião especiaalizada em: Marinha, Exército e Força Aérea. Se nas dispormos de um desses meios seremos atacados no ponto fraco que o inimigo detectar. Temos necessidade de cobertura aérea, mas não poderemos abordar navios suspeitos com aviões ou helicópteros, nem transportamos os petrechos pesados de todo um exércto exclusivamente por via aérea. Os recursos bélicos dos navios de escolta modernos são muito poderosos e por si, garantem uma vantagem militar muito grande que não podemos ignorar. Teremos que contrapor meios de poder correspondente, procurando, no minimo, o chamado equlibrio militar regional.

    • Concordo em boa parte, e um passo de cada vez, reconstruindo uma marinha de credibilidade.

      Já foi possível no passado reconstruir um poder naval depois de anos de negligência, em condições econômicas e de infraestrutura piores do que hoje (falo do reequipamento viabilizado a partir de meados dos anos 1930, em plena Grande Depressão no mundo, que gerou dificuldades mas também oportunidades). Precisam ser tomadas as ações certas, ou pelo menos as possíveis, como no passado, para reconstruir hoje.

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here