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NPHM Atlântico e NDM Bahia podem favorecer diplomacia militar

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HMS Ocean no Brasil em 2010
HMS Ocean operando no Brasil em 2010 – Foto: Alexandre Galante

Por Roberto Lopes
Especial para o Poder Naval

Militares da Marinha do Brasil (MB) e do Ministério da Defesa começaram a, de maneira ainda informal, trocar informações e sugestões sobre o aproveitamento do NPHM Atlântico (ex-HMS Ocean) e do NDM Bahia em ações de cooperação com forças navais estrangeiras.

Missões de treinamentos dessa natureza vão consolidar a proeminência da Esquadra brasileira no Atlântico Sul e, forçosamente, estimular a diplomacia militar.

Nos últimos dez anos a presença já rarefeita de navios brasileiros no Mar do Caribe diminuiu ainda mais.

Hoje em dia, apenas dois navios-patrulha do Grupamento de Patrulha Naval do Norte (normalmente um classe Bracuí e um classe Grajaú), sediado em Belém, realizam, anualmente, uma incursão a águas jurisdicionais das Guianas (a visitação a portos venezuelanos foi descontinuada, em função da crise no país vizinho).

Atualmente, a futura exploração dos préstimos do porta-helicópteros comprado na Inglaterra enseja avaliações formuladas no Estado-Maior da Armada e no Comando de Operações Navais.

De acordo com um oficial da ativa que acompanha o surgimento dessas ideias, as possibilidades de diplomacia militar com os novos meios dependerão, essencialmente, de o quanto, em recursos, será disponibilizado, na próxima década, para tais missões.

É certo que as marinhas da Argentina e do Uruguai tentarão se valer dos dois navios para adestrar as suas tropas de fuzileiros navais que, em nossos dias, não dispõem de uma só embarcação própria para o desembarque no mar.

Outro cenário atraente para a diplomacia militar brasileira é a costa ocidental africana, onde a MB mantém algumas missões de cooperação com os africanos – em Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Angola e Namíbia –, mas realiza poucas operações com os seus navios (normalmente navios menores, da classe Amazonas).

NDM Bahia
NDM Bahia

Sucessor – Entretanto, o campo para a diplomacia militar não está condicionado somente ao robustecimento da economia brasileira – de prognósticos, hoje, piores que os feitos pelos economistas no final do ano passado e no início deste ano –; ele depende também da sensibilidade para o problema militar daquele ou daquela que vier a suceder o presidente Michel Temer.

O atual chefe do Governo apoiou, na medida em que isso não lhe criava problemas com a área econômica, os planos de reequipamento das Forças Armadas. Durante o primeiro governo Dilma Roussef o então vice-presidente da República foi designado para supervisionar a implantação do Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (SISFRON), e chegou a ser brifado, em instalações militares do Centro-Oeste, sobre alguns equipamentos considerados prioritários para o Exército, como o Sistema Astros 2020.

Grosso modo, as análises dos planejadores militares partem da evidência de que os assuntos da Defesa Nacional estão entre aqueles que menor prioridade despertam entre os candidatos à Presidência da República – e que, o mais provável, é que os militares continuem a ser requisitados para ações de Garantia da Lei e da Ordem.

O ex-governador paulista Geraldo Alckmin já chegou a dizer que um eventual governo que ele presida manterá a intervenção dos militares na Segurança Pública do Rio de Janeiro.

Sobre Defesa Nacional mesmo, quase não há manifestações, a não ser alusões vagas à necessidade de manutenção do SISFRON, como forma de prevenir a entrada ilegal no país de armas de fogo.

A fonte da Marinha ouvida pelo Poder Naval imagina que um ocasional governo Jair Bolsonaro será mais generoso com as verbas das Forças Armadas do que uma possível Administração Marina Silva. Mas ele lembra que, em 1974, quando o general de exército Ernesto Geisel assumiu a chefia da Nação, os militares também imaginavam que fosse acontecer uma liberação de verbas mais significativa para as suas Forças, e o que houve foi precisamente o contrário.

No caso de um chefe de governo de centro, como Alckmin, e até de atores da Esquerda do espectro político – como Ciro Gomes e Marina – militares ouvidos pelo blog imaginam que a Presidência da República continuará refém da política dos ministérios da Fazenda e do Planejamento, de liberação de verbas orçamentárias a conta-gotas, como já acontece hoje – sujeita a contingenciamentos e promessas de repasses que acabam, mais tarde, canceladas.

232 COMMENTS

  1. Caros Colegas. O orçamento do MinDef é o terceiro (O maior é o MInFazenda que paga juros, depois vem o MEC um pouco maior que o MinDef), sendo maior inclusive que o MinSaude. Um dos meios de aumentar as verbas do MinDef seria para compras no mercado nacional mas mesmo assim seria um aumento marginal. Outro caminho seriam as compras de navios em estaleiros nacionais, mais Guaranis ou outros equipamentos nacionais. Até o reajuste dos soldos poderia ter algum impacto na economia. Por outro lado, acho que a possibilidade da aquisição de equipamentos importados seria bem pequena.

    • Com 70% do orçamento da Defesa para pagar pessoal inativo e ativo, sobra pouco para investimentos. O orçamento do MD precisaria ser de 2% do PIB (padrão OTAN) para poder financiar adequadamente o reequipamento das Forças Armadas e viabilizar a Base Industrial de Defesa. Menos que isso, continuaremos a empurrar o problema com a barriga.

      • É verdade que familiares recebem dinheiro por estar relacionado com algum militar vivo?
        Sempre falam que filhas e filhos recebem, mesmo o militar estando vivo. Confere?

        • Tenho uma conhecida que paga um valor ‘simbólico”, para ter pensão quando o pai morrer. Ela trabalha e tem mais de 50 anos. Segundo ela, vai poder receber cumulativamente, o INSS, seu plano de previdência e , quando o pai morrer, a pensão do exército como se fosse dependente !

          • XO,
            Pode ser só conversa fiada, tomara
            Estou repassando com o mesmo ‘peso’ que recebi. Não saberia como confirmar essa história.

          • Ricardo Da Silva 15 de Maio de 2018 at 11:01
            Ela só receberia, se vier da mãe. Se a mãe não recebe, não há uma pensão congelada esperando ela. Não há valor simbólico. O militar desconta pra pensão , mesmo na inatividade, e a pensionista também. Se o pai optou em 2001, ele paga 1,5% a mais q os outros.
            Se ela recebe da União, não poderá acumular.
            Antigamente, militares e civis podiam acumular, hj tem de optar.
            Sds

          • O direito das filhas solteiras dos militares a receber pensão vitalícia foi “encerrado” por uma Medida Provisória editada em 29 de dezembro de 2000. Esta decisão, porém, não atingiu quem já estava na ativa nas Forças Armadas. Ou seja, a filha de um militar que tenha ingressado até esta data tem o direito à pensão.

          • Ou seja: até 2080 (+/-) teremos pensão ás filhas de militares, sempre em número decrescente. E não há o que mude isto, já que é decisão do STF, salvo quebra de ordem institucional cujas chances de acontecer são remotas.

          • Johnnie 15 de Maio de 2018 at 17:45
            Somente se optou, como tenho explicado aqui.
            Eu, por exemplo, não optei.
            Sds

        • Á partir de 2000 com o novo plano de previdência as filhas de militares deixaram
          de receber pensões, além da perda de promoção para a reserva remunerada dentre outros.

        • Á partir de 2000 com o novo plano de previdência as filhas de militares deixaram
          de receber pensões, além da perda de promoção para a reserva remunerada dentre outros.

        • Prezado Ricardo
          O orçamento federal não está congelado por 20 anos. Pelos próximos 20 anos ele só poderá ser aumentado com base na inflação passada. Para aumentar alguma área acima do índice, será preciso diminuir em outra. Simples assim.
          E se a arrecadação aumentar acima do orçamento, o excesso servirá para pagar os juros ou a própria dívida pública.
          Portanto, a solução é diminuir os custos da máquina pública.

          • João Adaime 15 de Maio de 2018 at 14:00,
            “Pelos próximos 20 anos ele só poderá ser aumentado com base na inflação passada.” Isso é o congelamento, a inflação é a atualização dos preços (valores) praticados no mercado.
            “Para aumentar alguma área acima do índice, será preciso diminuir em outra.” O cobertor continuará curto, continuaremos com a canela ou a cabeça de fora.
            “Portanto, a solução é diminuir os custos da máquina pública.” Aonde ? Juízes e militares de alta patente vão abrir mão de seus proventos de médio/grande empresário? O EB, a MB e a FAB vão parar de “contratar” as consultorias de Generais, Almirantes e Brigadeiros reformados ? Vão acabar com os cargos políticos das Empresas Públicas. Esses são ralos por onde o dinheiro “legalmente corre”? Claro que não ! vão bombardear de novo a idéia da privatização. Assim ganham uns trocados por fora com as venda de empresas públicas maxi-desvalorizadas.

      • Estão fazendo descaradamente campanha presidencial !
        Sinceramente decepcionante !
        O fato de ser ex-militar não significa que vai dar apoio as FFAA, assim como já tivemos um sociólogo que fez nada pelo social.

          • Thom 15 de Maio de 2018 at 11:27,
            _________________________________
            Li novamente ao final do texto, onde são citados alguns “presidenciáveis”. O Poder Naval atribui a uma “fonte” um cenário ‘eventualmente’ mais favorável a um determinado candidato do que aos outros. Em meu 3º parágrafo tentei enfatizar um outro exemplo citado no próprio texto.
            Se alguém favorece de alguma forma determinada pessoa automaticamente lhe promove.
            Acredito que você tenha confundido a “compreensão do texto”( o que ele simplesmente comunica) com a “interpretação do texto” o que o indivíduo entende a partir dele).

            COMENTÁRIO EDITADO. O COMENTARISTA QUE LHE ATACOU JÁ TEVE SEU COMENTÁRIO TAMBÉM EDITADO.
            SOBRE “FAVORECIMENTO”, VOCÊ ESTÁ CONFUNDINDO APURAÇÃO JORNALÍSTICA A PARTIR DE OPINIÕES DE FONTES LIGADAS AO ASSUNTO COM A PROMOÇÃO DESTE OU DAQUELE CANDIDATO.

        • Ao Moderador,
          Respeitosamente, quando eu emito uma opinião é “minha” opinião. Quando qualquer outro emite sua opinião, é a opinião “dele”. Quando uma “fonte” tem uma opinião, a opinião é “dela”
          Mas quando o site divulga uma opinião mesmo que individual, através de um post ou matéria, mesmo que não intencionalmente, toma a opinião de outrem como sua.
          No caso foi apresentado um aspecto supostamente positivo de um candidato, mesmo com uma leve ressalva e os demais como “indiferentes”.

          Mesmo que não seja essa a intenção do site, houve sim o favorecimento de fato. Se serve o conselho: mais cuidado nas publicações. isso se houver interesse na imparcialidade.
          Grande Abraço !

          • “Mas quando o site divulga uma opinião mesmo que individual, através de um post ou matéria, mesmo que não intencionalmente, toma a opinião de outrem como sua.”

            Respeitosamente, você está errado.

            As opiniões mostradas estão claramente indicadas como sendo opiniões das fontes ouvidas pelo jornalista, e em nenhum momento estão indicadas como opiniões do site.

            Noticiar uma opinião sobre determinado fato, apurada com uma fonte, não é tomar a opinião da fonte como sua, a não ser que isso esteja explicitamente escrito (algo como “o site concorda com a opinião de fulano”). É, simplesmente, noticiar essa opinião (dentre outras apuradas), desde que claramente imputada à fonte, como é o caso.

            Se fosse a opinião do site, seria um editorial. No caso, é apuração jornalística de opiniões de pessoas ligadas ao assunto em pauta.

          • Fernando “Nunão” De Martini 16 de Maio de 2018 at 11:38,
            Assim como acontece em qualquer outro meio de comunicação, a opinião expressa em uma matéria passa a ser, de certa forma, entendida/confundida com a opinião do meio.
            Isso é uma questão de entendimento geral.
            Nesse caso se alguém que ler esta matéria, irá comentar com terceiros como tendo-a visto”no “Poder Naval” e não como “uma fonte não identificada da MB”. Por isso que disse sobre a diferença de opiniões nos comentários e no post/matéria. A 1a. é individual, já a 2a. exerce “influência”.
            Minha intenção não é discutir ou brigar, ficar contra ou a favor de alguém, minha intenção é tão somente ‘preservar’ a imparcialidade do Forças de Defesa. Alertar que pode-se insuflar questões políticas por questões de redação.
            Sinceramente, eram necessários os dois últimos parágrafos do texto?
            Não veja meu comentário como uma crítica destrutiva ou provocativa, minhas intenções são as melhores.
            Meu conselho permanece.
            Mais uma vez, Grande Abraço !

          • “Sinceramente, eram necessários os dois últimos parágrafos do texto?”

            Nesse caso, sugiro perguntar diretamente ao autor do texto.

            O que estou debatendo contigo não é a escolha do autor do texto em tratar do assunto da opinião, de pessoas ligadas ao assunto, sobre candidatos da corrida presidencial em relação ao tema defesa. O que estou debatendo é sobre o que você escreveu a respeito de texto jornalístico e que continua a escrever, e repito que sua visão de que “opinião expressa em uma matéria passa a ser, de certa forma, entendida/confundida com a opinião do meio” é caso de interpretação errada do que é jornalismo. Infelizmente, há muitas pessoas que fazem essa confusão, mas esse não é um problema do jornalismo em si, e sim da capacidade de leitura, interpretação e compreensão das pessoas que eventualmente confundam opinião de fonte com opinião do meio.

            Nesse sentido, por exemplo, quando um entrevistador perguntasse a opinião de um entrevistado sobre determinado assunto, e publicasse a resposta à pergunta, essa resposta seria também vista como a opinião do entrevistador, o que é uma interpretação absolutamente errada em sua essência. É dizer, que, por exemplo, se alguém entrevista determinado político sobre sua opinião a respeito do aborto, ao publicar essa resposta, estará concordando com a opinião do político sobre o aborto. Ou o mesmo a uma pessoa na rua. Ou a algum entrevistado que não queira ter seu nome veiculado. Isso é uma interpretação pra lá de equivocada.

            Entendo sua boa vontade (agora, porque o seu primeiro comentário, editado por um dos editores do site, era crítica destrutiva, não construtiva, em tom de acusação), e prometo procurar entender suas intenções como as melhores.

          • Fernando “Nunão” De Martini 16 de Maio de 2018 at 13:29
            O tema é mesmo sobre redação.
            Como distinguir a opinião de um indivíduo ? Basicamente identificando-o, qualificando-o, deixando claro em texto que “esta não é a opinião deste autor”. Regras básicas de redação que pela presa ou por um “objetivismo subjetivo”( o autor ‘acha’ tão obvio de seu ponto de vista, que as torna dispensáveis) deixam de ser expressas. A citação de “fonte”, passa a entendimento de ‘incógnito’ e de que tem a ‘confiança’ de que aceita e publica sua opinião. por isso se entrelaça/confunde/mistura com a opinião do autor.
            No caso de uma entrevista, pode servir para direcionar para “coisas boas e ruins” do entrevistado e perceber se há a intenção de favorecê-lo ou prejudicá-lo. Mas as opiniões, por ser claramente uma “entrevista”, fica claro de serem do entrevistado.
            Reconheço que meu 1ºcomentário possa ter sido ‘excessivamente’ direto, mas a intenção não foi a de ofender (talvez só botar ‘pilha’,kkk).
            + 1 vz, Grd Abraço!

      • Olá Galante. Peguei o total de despesas do MinDef em 2017 (R$ 86 bilhões) e o PIB divulgado pelo IBGE (R$ 6,6 bilhões). O resultado é 1,3%. Existem outros custos que estariam relacionados à defesa de modo indireto, como o satélite geoestacionário, custos de pesquisa e desenvolvimento bancados financiados pelo CNPq, FAPESP ou FINEP. Para chegar à 2,0% do PIB, os gastos seriam da ordem de R$ 130 bilhões.

      • Apenas para curiosidade, o MinDef representa 5,8% do orçamento federal (R$ 1,48 trilhões em 2017). Aproveito para corrigir que o PIB em 2017 foi de R$ 6,6 trilhões.

        • Prezado Camargoer, o orçamento de Defesa na faixa dos 2% do PIB permitiria encomendas frequentes à BID, geraria mais empregos, permitiria o desenvolvimento contínuo de tecnologia e equipamentos e aumentaria as exportações. É o tipo de investimento que dá retorno ao país em várias áreas.

          • Alexandre Galante 15 de Maio de 2018 at 12:17
            Vou insistir na pergunta: O Orçamento militar também estará congelado por 20 anos?

          • Não necessariamente. Vemos exemplos de países da Otan com forças armadas bastante desvalorizadas e com pouco investimentos. Veja Portugal por exemplo,a área de defesa portuguesa é vexatória,conseguem ser piores que países como a Argentina. Portanto 2% ou 1,3 % não é o que vai fazer a diferença. O que é preciso sim é cortar certos benefícios militares que são heranças de uma época distante(por exemplo as pensões a filhas de militares,hj em dia isso é ridículo e totalmente descabido)

          • Dodo
            “O que é preciso sim é cortar certos benefícios militares que são heranças de uma época distante(por exemplo as pensões a filhas de militares,hj em dia isso é ridículo e totalmente descabido)”

            Recomendo a leitura da MP de 2001 sobre remuneração dos militares…

          • Olá Galante. Eu também imagino que um crescimento das compras militares pode ser um dos caminhos para a recuperação econômica, mas esta teria que ser feita de empresas nacionais (por isso mencionei estaleiros, compras de mais viaturas Guarani, etc.). A aquisição de equipamento militar por importação simples poderá ser inócua. Neste aspecto, a elevação do soldo também poderia afetar a economia de modo indireto, já que isso poderia resultar em maior consumo. O investimento em P&D tem um ciclo de uns 10 anos de maturação, mas também tem que ser feito. Segundo dados da FAPESP, cada real investido em P&D gera 6 reais na economia.

          • “Quando uma economia está em recessão, o governo tem de criar demanda agregada. E ele tem de fazer isso aumentando seus gastos”.

            Este é o mantra keynesiano.

            Tal raciocínio advém diretamente da fórmula matemática do PIB, a saber:

            C + I + G + X – M = Y(PIB)

            Consumo + Investimento + Gastos Governamentais + Exportações – Importações = Produto Interno Bruto

            O consumo (C) envolve uma série de decisões individuais sobre como será a alocação de recursos por toda a sociedade. O investimento (I) envolve uma série de decisões individuais sobre como será a alocação de recursos por toda a sociedade. As exportações (X) envolvem uma série de decisões individuais sobre como será a alocação de recursos por toda a sociedade. O mesmo se aplica às importações.

            Já os gastos governamentais (G) representam um tipo diferente de decisão de alocação

            C, I, X e M se originam espontaneamente das ações dos proprietários originais dos recursos. Já o G não se origina das ações dos proprietários originais dos recursos. O governo não tem recursos próprios para gastar.

            O que nos leva então à fatídica pergunta:

            “De onde vem o dinheiro que o governo utiliza para aumentar seus gastos?”

            Captaram?

          • Olá Rui. As contas públicas não são tratadas como se fosse um orçamento doméstico. Quanto uma economia está em recessão ou depressão, não existe demanda e quem tem capital não investe dada a incerteza. Por isso é o Estado é o único agente que tem meios de interromper esse ciclo, por meio de compras públicas e investimento em infraestrutura. Estes gastos são financiados por um aumento da dívida pública que será pago pelo aumento da arrecadação após a retomada do crescimento da economia. Investimento é sempre feito por meio de dívida a ser paga com o retorno que o investimento gera. Em época de expansão econômica, os agentes privados fazem dívida para investir. Em época de recessão, quem faz dívida é o Estado.

          • Dodo 15 de Maio de 2018 at 12:32

            Em Portugal, ou Espanha, ou qq país europeu, os exercícios militares são próximos das bases.
            No Brasil, exercícios de vulto, por vezes, ficam a centenas de quilômetros. Ou seja, os gastos aqui são MUITO maiores do que os de lá.
            Sds

          • “Estes gastos são financiados por um aumento da dívida pública”

            Quando isso ocorre, apenas aqueles indivíduos mais iniciados irão fazer essas duas perguntas óbvias:

            a) De onde o governo irá tirar dinheiro para pagar esse empréstimo e seus juros?

            b) De onde as pessoas e empresas irão tirar dinheiro para emprestar ao governo?

            As respostas dos políticos para a primeira pergunta é fácil: impostos e mais endividamento.

            Já a segunda pergunta traz consigo a própria resposta: o dinheiro que as pessoas emprestam ao governo é aquele dinheiro que deixou de ir para C, I, X e M.

            De novo: nada disso cria riqueza; nada disso pode tirar uma economia da recessão.

            Os mais insistentes poderão, ainda, perguntar:

            c) Qual a consequência de os bancos direcionarem mais dinheiro para o governo?

            A resposta é direta, mas poucos fazem a conexão: mais dinheiro sendo emprestado para o governo significa menos dinheiro sendo emprestado para pessoas e empresas. Com menos dinheiro disponível para pessoas e empresas — e sabendo que é mais arriscado emprestar para pessoas e empresas do que para o governo —, os juros serão bem mais altos.

            De novo: nada disso cria riqueza; nada disso pode tirar uma economia da recessão.

          • “Camargoer 15 de Maio de 2018 at 13:40
            Estes gastos são financiados por um aumento da dívida pública que será pago pelo aumento da arrecadação após a retomada do crescimento da economia. ”
            Em meus 47 anos de Brasil, nunca vi isso acontecer. Quem se ferra é sempre a população. Quando a arrecadação aumenta, as propinas aumentam proporcionalmente.

      • Padrão OTAN que boa parte dos países dela não cumpre. E olha que são muito mais ricos que o Brasil.
        2% do PIB é muita coisa. Nossa carga tributária é de 32,36% do PIB. Ou seja, 6,18% do que é arrecadado iria para a Defesa. Ou de cada R$ 100, R$ 6,18 iria para a Defesa num país que não está em conflito com outro país ou ameaçado no horizonte próximo, direcionar tudo isso em detrimento de saúde e educação não é razoável.

          • Galante, esse estudo foi feito pela Embraer, que não é nada isenta para atestar isso. E deve se basear no fato do AMX ter gerado os E-jets. Mas isso foi um único investimento e de lá para cá o Brasil já investiu muito em defesa e com certeza isso não se refletiu em 10x o valor em exportações.
            Por exemplo, o Brasil não exportou 990 STs.
            Não exportou 3000 Guaranis.
            Não exportou 300 Astros.
            Não exportou 10 Corvetas Barrosos.
            Não exportou 40 Fragatas Niterói.
            Não exportou 40 Corvetas Inhaúma.
            Não exportou mísseis Piranha.
            Não exportou 200.000 IA2.
            Enfim, é comum empresas e seus sindicatos/associações inflarem números. É só ver aqueles cálculos de empregos gerados no país pelas obras de construtoras no exterior. São totalmente irreais. Esse estudo da Embraer é tão irreal quanto.
            Se fosse tão bom assim, deveríamos investir 20% do PIB em Defesa.

          • Rafael, a maior parte dos equipamentos que você citou tem um pequeno percentual de P&D nacional. A maior parte dos componentes é importada, justamente porque não há escala no Brasil para justificar o desenvolvimento e fabricação nacional, também por causa baixo orçamento.

            O A-29 Super Tucano é quase todo feito com componentes importados, os navios de guerra também. A lógica da sua argumentação não funciona.

          • O difícil é convencer a população disso, principalmente em um país que se paga os impostos mais altos do mundo e a mesma população não enxerga esses impostos pagos voltando em benefícios para a mesma, seja, na saúde, educação, saneamento básico, segurança pública. Quanto aos 2%, nossa realidade é outra, nossa guerra é outra, nossos inimigos são internos e não externos, basta sair a noite de carro em qualquer grande cidade brasileira para tirar a prova disso. Eu particularmente entendo o seu argumento Galante, mas a maioria da população não vai entender e nem vai aceitar, aos olhos de um leigo, gastar em defesa é jogar dinheiro fora, principalmente quando você olha em volta e vê quase tudo faltando. E não se enganem, esse tema sequer vai estar em pauta na eleição, no máximo os candidatos vão dar um apanhado geral de forma rápida sobre o assunto, com os problemas fiscais que o país tem, o próximo presidente, seja ele quem for, vai ter que desativar essa bomba relógio que vai cair em suas mãos

          • Galante, então você poderia dar um exemplo de investimento X em P&D que tenha dado retorno de 10X?
            O único caso de relativo sucesso é do AMX, e digo relativo, pois a Embraer precisou investir muito mais dinheiro para chegar nos E-jets, além do conteúdo das aeronaves também ser majoritariamente estrangeiro.

      • Falta alguém de saco roxo bater na mesa! Ou é assim ou é assim! Simples não!
        Enquanto os cupinchas mantiverem a conduta como está, vai ser o mesmo do mesmo!

      • ESSE, é justamente o problema. Os militares brasileiros ganham mal, são equipados com material antigo, tem um contingente pequeno e mesmo assim, tem um dos maiores orçamentos militares do mundo! Acho que antes de conversarmos sobre aumento da verba, é necessário reformar de cima a baixo para que os gastos sejam mais racionais.

      • Olá Galante!
        .
        Eu sou completamente contra estipular um valor fixo, atrelado ao PIB para gastos em Defesa. Ainda mais quando temos tantas outras necessidades mais urgentes.
        .
        Ainda mais com a bagunça que é este orçamento da Defesa.
        .
        Não precisa de mais dinheiro, precisa é melhorar a qualidade do gasto.

        • Exato Zorann, o orçamento federal já é “engessado” por várias rubricas obrigatórias e de maior necessidade social. A primeira providência que eu tomaria para melhorar o orçamento das FFAA seria um choque de gestão: reduzir imediatamente seus quadros em 25%, extinguir os Tiros de Guerra, eliminar competências concorrentes unificando unidades de educação e saúde, vender/alienar imóveis e outros ativos que não estejam diretamente relacionados com a atividade-fim.

      • Os países da OTAN tem essa base de 2% sendo parte de uma aliança forte, com países de peso com EUA. No caso do Brasil, que não faz parte dessa Aliança, acredito que o percentual de defesa deveria ser até mesmo maior, pois o país dependerá quase que exclusivamente de suas próprias pernas, ao contrário dos países da OTAN que terão reforço dos demais membros.

      • Galante e tem outro problema nas forças armadas: é gente demais para tarefa de menos.
        Ou seja, viramos cabide de emprego. Muita gente inflando a folha de pagamento, cortes são necessários. A FAB encolheu a MB encolheu mas o número de pessoal continua o mesmo? Todas as organizações no mundo buscam fazer mais com menos só nossas forças que vão na contramão.

      • Comprar armas não é investimento, é gasto! Investimento é desenvolver tecnologia e capacitar pessoal.

        Sobre o pagamento de pessoal, os militares deveriam ser incorporados ao INSS, acabar com a aposentadoria em 30 anos, e aderir a promoção por merecimento e capacitação… É claro que tudo isso demanda estudo e tempo, ou seja, daqui a 200 anos, eles mudam.

    • O orçamento do Ministério da Defesa no Brasil deveria ser, pelo menos, de 2% do PIB.

      Justamente porque no Brasil o Ministério da Defesa apoia os Ministérios da Cidade, Integração Nacional, Justiça, Meio Ambiente, Saúde, Segurança Pública, Desenvolvimento Social, Planejamento, etc etc etc…com inúmeras atividades subsidiarias…e não recebe “adicionais” no orçamento para esses trabalhos.

      Por isso que não adianta serem feitas comparações com “tamanho de orçamento” de outros países (mas se quiserem comparar é com EUA, Rússia ou China, pela dimensão territorial semelhante).

      E antes que, novamente, venham aqueles que, por falta de conhecimento, ficam repetindo a mesma bobagem de sempre:

      Sim, quase 70% do orçamento do Ministério da Defesa é usado para pagar ativos, inativos e pensionistas, porém é ainda a maneira menos onerosa de tratar da questão.

      Qualquer tipo de mudança, já muito pensada e estudada, terá como consequência uma aumento dos gastos (e não diminuição), pois hoje os militares não podem usufruir de vários direitos dos trabalhadores civis (como hora extra, adicional noturno, fundo de garantia, etc). Até a questão das pensões já esta definida há muito tempo. Qualquer mudança por força de lei irá provocar um “efeito cascata”, que irá atingir os ativos, inativos e pensionistas.

      Para quem é bom com calculadora basta saber que, em média, 30 anos para o militar equivalem a 45 anos de um civil, em horas trabalhadas, sendo que valores relativos a hora extra, adicional noturno, etc não são computados nos vencimentos.

      A solução a médio e longo prazo, que já esta em execução, é aumentar a quantidade de militares temporários e diminuir a quantidade de militares de carreira.

      • Gabriel, algumas observações:
        Não são quase 70% do orçamento, mas quase 75%.
        Servidor público não recebe hora extra, adicional noturno e FGTS.
        As necessárias mudanças têm sido, sim, pensadas e estudadas, mas isso não é coisa antiga. Na verdade, tais raciocínios vêm ganhando força nos últimos anos, por conta até de um maior esclarecimento quanto a esse ponto. A contratação de militares temporários é, sem dúvida, um dos caminhos a serem trilhados, mas ainda há muitas questões que requerem outras ações.
        Definitivamente, a questão do tamanho dos efetivos e as regras de proteção social dos militares precisam de reavaliações. Trabalho complexo!

      • ótimo Gabriel, O MD poderia aproveitar que é um militar e separar os gastos com pessoal dos investimentos em Defesa. Tem compras de equipamentos de prateleira e os que são desenvolvido e que geram empregos no Brasil, tecnologia. Esta separação , distinção ficara muito mais fácil evidenciar as verbas, a que sai para equipamentos, treinamento etc da verba que sai para o pagamento de pessoal. Quando o Ministro da fazenda da tesourada , ele da no valor total disponível para o MD , e cada força irá atacar as prioridade de equipamentos, nunca irão reduzir quadros de pessoal, nunca irão atacar a folha de pagamento. Não tenho o mínimo de competência para arguir se o numero de efetivo é ou não condizente com o tamanho do Brasil e o serviços de responsabilidade da FFAA, Não jogo a culpa na folha de pagamento da FFAA , mas acho que deve ter esta distinção para transparência. Pode ser uma forma de esconder os gastos em material? sei la

    • Essa situação de comprometer mais da metade do orçamento só com a “folha de pagamento” é que oque mata os investimentos. Claro que os pensionistas e as pensionistas tem o direito, mas existem algumas coisas que sinceramente. Bom nem comentemos algo, pois pode ser mal interpretado, mas sabem do que falo, pois pode ser uma pequena parcela, mas ainda sim considero indevido.

  2. “Defesa Nacional” nada tem a ver com espectro político ideológico, em mentes honestas, pra começar. Não se fala em Marinha forte sem um país estruturado pois é o cachorro que abana o rabo e não o contrário.

    A baixeza moral dos atuais atores políticos é que, em regra, elege temas do agrado de seus sabidos simpatizantes para atrair seus votos e seu apoio para governabilidade.

    E repetir enfadonha e exclusivamente palavras de ordem, voz de comando e falatório ufanista, em ambiente político, muitas vezes fora de contexto, é uma retórica fumígena como tática para ocultar escusas manobras ou nenhuma idéia . . .

    • “Outro cenário atraente para a diplomacia militar brasileira é a costa ocidental africana (…)”

      Eu quero a presença do Estado Brasileiro dentro do Brasil, na costa brasileira. Simples assim. Podendo ser concomitantemente lá fora, sim, mas se não, enfim . . .

      Nossa diplomacia civil (e militar por reflexo) começa com a redução do número assombroso de homicídios de 60.000/ano, com a redução do número de analfabetos disfuncionais e funcionais que somam 70% da população brasileira, com a redução do número de desempregados e subempregados que chega a 30 milhões de pessoas segundo o IBGE, entre outros trágicos números sociais, morais, policiais, gerais, anormais.

      Sinceramente, pensar em “mostrar bandeira” num ambiente nacional trágico como nosso é, na verdade, “dar bandeira” . . .

      • Faz-me lembrar da “milagre econômico” dos anos 2007/2013. A liderança do Brasil pufênfia, com pompa e circunstância, dizia sobre o caótico Haiti assolado pelo terremoto de 2010 que a Odebrecht iria reconstruí-lo, o Exército implementaria o modelo de UPPs e o Ministério da Saúde as UPAs . Passados 8 anos tudo é pó: o Haiti, as UPPs, as UPAs, e o Brasil putênfia . . .

        Antes de impor respeito o Brasil precisa se dar ao respeito, ainda que nos dias bons.

        E nessa crise moral e estrutural queremos falar em “diplomacia militar”? Só mesmo para um debate teórico.

  3. “Outro cenário atraente para a diplomacia militar brasileira é a costa ocidental africana, onde a MB mantém algumas missões de cooperação com os africanos – em Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Angola e Namíbia –, mas realiza poucas operações com os seus navios (normalmente navios menores, da classe Amazonas)”.

    Brasil não não pode perder espaço nesses países. China já “tomou” Moçambique para si.

    Sobre presidentes. Somente o futuro vai dizer, mas um governo PSDBista, não seria bom.

    • Não sei o que a MB pode fazer para impedir a China “tomar” a costa ocidental africana. Se depender apenas de cooperação com esses países a China tem muito mais a oferecer que o Brasil.

      • A MB somente poderia fazer algo se houvesse determinação e respaldo da política externa… mas como você mesmo disse “a China tem muito mais a oferecer que o Brasil”… abraço…

  4. Outra desgraça Nacional , O Judiciário , o mais Caro do mundo 600% mais caro que qualquer um outro e com o Orçamrento quase igual aos das Forças armadas !!

    • Um juiz além dos salários astronômicos, tem auxilio moradia ( mesmo morando na própria casa), auxilio educação para os filhos estudarem em escola particular, auxilo paletó……….outros que não lembro.

      Deveria ser um dos primeiros cargos públicos no país a ter rendimentos modificados, tem uns 30 anos que falam isso e nada.

    • Obrigado por postar um sábio comentário. Gostaria de acrescentar que o judiciário não é outra desgraça nacional. O Judiciário Brasileiro é a principal desgraça do Brasil. Não haveria corrupção, abusos de poder e todos os demais crimes se esta instituição funcionasse segundo a construção e segundo a própria vontade.

  5. O problema do pagamento das aposentadorias do funcionalismo é a verba estar atrelada a verba do ministério, secretaria, autarquia, universidade. Por isso essas aberrações.
    Faz-se necessário desatrelar isso. Claro que o montante de verbas para os órgãos diminuirá. Mas o orçamento e o gasto corresponderão a realidade.
    Quanto ao uso das duas naus para meios diplomáticos, necessitamos de cautela. Moer e triturar esses vasos de guerra claro que farão falta no momento de necessidade.
    Precisamos racionalizar o uso dessas naus.

    • Concordo, muito me preocupa o uso intenso do Bahia, temos que economizá-lo o máximo possível, mal imaginamos por quantos e quantos anos teremos que depender dele.

      • Nilson, navio parado não cumpre a missão, não justifica sua própria existência e continua a gerar gastos, mesmo que menores… pensando nisso isso, a MB estabeleceu o Índice de Disponibilidade Anual (IDA), o qual define quantos dias de mar cada classe de navio pode fazer, vistas as necessidades de manutenção… abraço…

      • Nilson, navio parado cria cracas no casco e o equipamento vai estragando com o tempo, sem falar no treinamento da tripulação, que vai perdendo o aprestamento. Navio de guerra tem que navegar. Navegar é preciso, viver não é preciso!

          • Ó mar salgado, quanto do teu sal
            São lágrimas de Portugal!
            Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
            Quantos filhos em vão rezaram!
            Quantas noivas ficaram por casar
            Para que fosses nosso, ó mar!

    • Olá Paulo. Os orçamentos de todos os governos contabilizam os gastos com pessoal ativo e inativo. Esse é o padrão usado em todo o mundo. Segundo o relatório da CPI da Previdência, os militares não contribuem para sua própria aposentadoria, mas para o pagamento das pensões. A aposentadorias dos militares na reserva é inteiramente custeada pelo tesouro, isso porque um militar não se aposenta mas vai para a reserva e pode ser convocado a qualquer momento.

      • Camaegoer, falei do geral.
        Sou funcionário público do Estado de São Paulo. E estudei numa das universidades públicas desse estado.
        O gargalo de onde tirar a verba dps inativos tem matado esses setores. Não é só o MD.
        Não tenho uma solução fácil. Aliás, para mim o mais fácil é desvincular. Mas é simplismo.
        Essa medida é essencial para o bem do país.
        Quanto a contribuição, eu mesmo aposentado, quando acontecer, pagarei 11%.

        • Caro PauloB. Também sou funcionário publico civil, mas federal e contribuo com 11% para a previdência mas não tenho FGTS. O valor da aposentadorias estará limitado ao valor do teto do INSS (ainda corro o risco de ter a contribuição elevada para 14%). O nó previdenciário é um problema mas a sua causa é no fim uma boa noticia… as pessoas estão vivendo mais e melhor. Ainda bem. Viver mais e melhor mesmo que ganhando menos ainda é uma boa noticia, considerando a outra opção.

    • Não entendo essa gente,se os navios estivessem parados estavam reclamando. O navio está operando e fazendo missões e a galera reclama…
      O brasileiro tem prazer de reclamar só pode

    • Não tem de desatrelar nada!
      .
      Oque precisamos discutir é a reforma da previdencia dos militares. Precisamos discutir o tamanho do efetivo. Precisamos discutir o porquê de tantos militares de carreira.
      .
      Isto aí é uma forma de esconder o lixo embaixo do tapete. Ninguém quer discutir o prblema, só quer esconder.

  6. Sou militar da PM, pago 242 reais por mês para que minha filha receba meu salario integral quando eu morrer, desde que ela não se case no civil… Essa lei foi feita na época da guerra do Paraguai.. Pois as esposas e filhas dos militares mortos estavam desamparadas, muitas se prostituindo…

    • Se você paga é porque optou por pagar um valor adicional.

      Todos os militares puderam fazer a opção em “pagar e manter a pensão para a filha” ou “não pagar e não ter pensão para a filha”.

      A questão esta definida há muito tempo.

          • Gabriel;
            Novamente (me desculpe), mas:
            1. Essa questão está definida (mas não equacionada) há só 16 anos – o que não é muito em termos de sustentabilidade previdenciária;
            2. Eu estava na SEORI quando dessas alterações de lei. Tal como o colega PM acima, é claro que a adesão ao 1,5% foi retumbante!

          • Gabriel, eu escrevi pagava, mas era para ter escrito paga, pois ele mesmo disse que paga a contribuição.
            .
            Interessante essa informação de que a maioria optou por não pagar. Tem a fonte disso?
            Se foi uma escolha moral, parabéns aos optantes.

    • O problema é que a conta não fecha. Por exemplo, imagina qual é a expectativa de vida, para a sua filha no caso, converte em meses e divide o quanto você conseguirá juntar durante sua carreira na PM com esses R$242 por mês pela quantidade de meses que ela receberia. Não vai dar o salário completo, quiçá metade.

      Esse é o maior problema de gastos com pessoal nas Forças Armadas hoje. Vão deixar de comprar escolta e submarino para pagar o rombo.

      Não dá para continuar assim, manter pensões é manter as Forças Armadas na mediocridade.

    • Prezado, vc não paga 242 reais, vc paga 242 reais além do normal. E tem quem optou, e só tem filho homem.
      Isso, ninguém lembra…
      Sds

      • Esses comentários, só me deixa mais curioso.
        Quanto será ele valor total no orçamento do MD, somente para pensões?
        Curioso estou ainda mais sobre.

        • Agnelo, que tem filho homem, quando desistir de ter filha mulher, pode parar de contribuir, ou não?
          .
          Thom, “A previdência das filhas de militares custa R$ 6 bilhões por ano aos cofres públicos”. No google você acha mais dados.
          Imagina isso em armamentos?

          • Não. Uma vez optado em contribuir, não pode mudar. Por isso, muitos não optaram. Quando a lei mudou, metade do efetivo de carreira hj não estava no EB, logo já entraram sem essa opção. Da outra metade, muitos já tinham “encerrado os trabalhos” de produção de filhos, deixando a ação pra lazer, se é q me entende, e não tinham filhas. Do universo q podia optar e não tinha filhos ainda, no qual me incluo, analizou: 50% de chances de ter filha. Se ela casar ou tiver emprego público, não poderá acumular. Resultado: Pouquíssimos optaram, ou por já ter filha ou porque achavam q valia arriscar. Detalhe: Muitos dos poucos q optaram, não tiveram filhas, só filhos, e não podem deixar de contribuir a mais.
            Sds

          • Obrigado, Agnelo, por esse esclarecimento.
            Entendi sim.
            Agora fiquei pensando, o que é pior?
            Optar por não contribuir e ter uma filha.
            Optar por contribuir e só ter filho .
            Hahaha.

  7. Custeio não depende de navio em missao ou parado. Custeio = salário + benefícios. Custeio não é óleo nem munição. Custeio e custo fixo.

    Então é melhor que o navio esteja sempre em missão porque pagamos os salários de qualquer jeito.

    Para quem foi pesquisar o custeio da defesa no Brasil é maior que 75%. Desses, 70% são gastos com pensionistas. Aposentados. Precisa reformar isso porque há categorias de inativos que deixam de pagar os fundos de pensão quando se aposentam.

    Não adianta falar em 2% ou 3% do PIB para defesa porque o orçamento não é aquele que está no papel. O orçamento é uma peça imaginaria que prevê uma arrecadação. Se arrecadar tem. Se não arrecadar não tem. Se arrecadar precisa pagar a rolagem da dívida, o custeio do próprio governo e as despesas que a Constituição obriga.

    Depois que paga, o que sobra é o disponível. Esse disponível e rateado entre os ministérios. Como o que sobra não atende as despesas aprovadas pela Câmara são editados decretos de contigenciamento anulando ou congelando as despesas que estavam no papel.

    O PROSUPER foi engavetado pelo Jacques Wagner porque não havia grana para pagar quase nada daquilo.

    Criou-se a Emgepron. Com um bilhão de reais disseram. Para projetar as Tamandarés. Depois que a tarefa for concluída (projeto) o que e como iremos sustentar a Emgepron? Disseram que a estatal foi criada com recursos do pré-sal. Mentira. O pré-sal é um commodity. Como qualquer outro. Representa metade da extração de petróleo no Brasil.

    Os governos criaram essa história de royalties do pré-sal para contentar prefeitos. Essa grana é usada para custear despesas das prefeituras. Despesas com gente. Cabide de nomeações. Nenhum centavo de royalties vai para educação, saúde ou foi para a Emgepron.

    Minério de ferro paga royalties? Os governos cobram royalties das mineradoras inglesas e sul africanas no Brasil? O desastre de Mariana recebeu royalties?

    Assim que o bilhão da Emgeprom terminar vai começar a choradeira de projetos estagnados, engavetados e paralisados por falta de verba. Porque a estatal não tem fluxo de caixa. Ela não fatura. Ela foi criada para atender burocracias e tecnicidades. Assim como a falida Imbel. A Amazul tem suas próprias fontes de receitas? Ela vende?

    Abre estatal, acaba a grana e para tudo. Vira mais uma empresa pública moribunda. Sem vendas.

    Esse mimimi de hora tem e hora não tem é consequência do regime de caixa do governo que vai gastando o que arrecada. A ex presidenta tentou explicar e justificar o descompasso entre o regime de caixa do governo e os regimes de competência/planejamento dos ministérios e dos bancos públicos.

    O governo arrecada e vai gastando. Quem nao tem voto, não recebe.

    O país precisa de reformas. Não tem e nunca teve grana para ir xeretar na costa da África. Por que vai? O Brasil não tem disponibilidade financeira para reconstruir ou construir marinha de guerra. Com a despesa congelada por 20 anos, pior ainda. O país irá adquirir meios de oportunidade, avançar com o Prosub e com as Tamandarés.

    Os marinheiros assistem uma salva de 100 mísseis caindo sobre a Síria e imaginam quando teremos as nossas. Nunca. Nem 50.

    O país é pobre. Essa história de royalties do pré-sal ajudou a arrebentar as contas da Petrobras. A estatal deve quase 4 vezes suas receitas. Tem sentido cobrar royalties de remessa, de extração, de propriedade de uma estatal? Tem sentido o cachorro comer o próprio rabo?

    O orçamento não é aquele aprovado pela Câmara. O orçamento real e o histórico dos últimos anos, disponível. O que efetivamente foi liquidado. São as contas pagas.

    O setor de extração não representa 4% do PIB. Do outro lado nossa maior despesa com importações e combustíveis refinados. Gasolina. Pré-sal e história de boi bumba.

    Claro, qualquer candidato irá afirmar que a Defesa ou que o MD será prioridade. Mentira. Nunca foi.

    A MB deveria segurar a vaidade. Marinha de Guerra contra quem? Fazer o que na costa da África se milhares de fuzis entram anualmente pela Baia da Guanabara? Patrulhar o Caribe pra que se o Solimoes e o Amazonas estão apinhados de piratas e de contrabando?

    Não há grana. Nossa péssima distribuição de renda está aí escancarada. Qualquer presidente eleito terá que reformar esse país.

    • “Criou-se a Emgepron. Com um bilhão de reais disseram. Para projetar as Tamandarés. Depois que a tarefa for concluída (projeto) o que e como iremos sustentar a Emgepron? ”

      Esteves,
      Não quero entrar em detalhes sobre outros argumentos de seu comentário, mas, sem prejuízo da sua argumentação principal, achei por bem avisar que você está fazendo uma enorme confusão nesse trecho de seu comentário que destaquei acima.

      A Emgepron foi criada em 1982, há mais de 35 anos.

      Você deve estar se confundindo com a iniciativa que colocou no orçamento deste ano uma capitalização da Emgepron, voltada para viabilizar a construção da classe Tamandaré, o que é uma coisa completamente diferente.

      O projeto da classe Tamandaré já foi feito, pelo CPN e foi detalhado pela Vard.

      Abaixo, link sobre a Emgepron, que é uma empresa de gerenciamento de projetos navais, para você saber mais a respeito:

      https://www.marinha.mil.br/emgepron/pt-br

      • Ok. É uma empresa de 300 milhões que deixa 4. Recebeu 1 bilhão do governo para o Projeto Tamandarés. Se o próximo governo não seguir capitalizando vai parar como param todas as estatais sem receitas e sem resultado.

        Temos umas 130 estatais. Talvez mais. Estatal não deveria ou não poderia ser gerida por governos. Pelos menos não totalmente.

    • “Custeio não depende de navio em missao ou parado. Custeio = salário + benefícios. Custeio não é óleo nem munição. Custeio e custo fixo.”
      Como é a segunda ou terceira vez que vc traz esse conceito, optei por transcrever a definição legal de custeio e investimento, para que outros colegas não sejam induzidos pelo seu errôneo entendimento:

      “LEI No 4.320, DE 17 DE MARÇO DE 1964.

      Estatui Normas Gerais de Direito Financeiro para elaboração e contrôle dos orçamentos e balanços da União, dos Estados, dos Municípios e do Distrito Federal.

      § 1º Classificam-se como Despesas de Custeio as dotações para manutenção de serviços anteriormente criados, inclusive as destinadas a atender a obras de conservação e adaptação de bens imóveis.

      § 4º Classificam-se como investimentos as dotações para o planejamento e a execução de obras, inclusive as destinadas à aquisição de imóveis considerados necessários à realização destas últimas, bem como para os programas especiais de trabalho, aquisição de instalações, equipamentos e material permanente e constituição ou aumento do capital de emprêsas que não sejam de caráter comercial ou financeiro.”

      Ou seja, custeio não é composto apenas por salários e aposentadorias. Combustível, manutenção, comida, energia elétrica, água, telefone, aluguéis, etc, etc, tudo isso também é custeio.

      • Sim. Gente come. Toma banho. Bebe água. Usa telefone. Viaja. Paga aluguel. Gasta energia elétrica, gás. Gente gasta combustível de veículo. Custeio é toda despesa com gente.

    • Esteves;
      a relação dos gastos de inativos x ativos é de 2:1
      Ou seja, dos aproximadamente 75% de gastos de defesa com pessoal, 50% do total do orçamento de defesa é com o pagamento de inativos.

      • Boa noite alguém no forte, não lembro quem é nem na matéria, postou um documento referente a custo de pagamento de pessoal ativo e inativos de 2014, sendo que no referido a FAB e o e EB tem mais/menos de 50% de inativos e a MB pagava 87% a militares da ativa. Tô no celular por isso não posso posta o arquivo (creio eu que tenha baixado em PDF)

  8. “Não entendo essa gente,se os navios estivessem parados estavam reclamando. O navio está operando e fazendo missões e a galera reclama…
    O brasileiro tem prazer de reclamar só pode”
    Prezados Dodo, XO e Galante,
    sinceramente tenho uma impressão, a partir de alguns elementos (notícias, site de posicionamento naval, comentários), de que o Bahia está operando muito mais do que a média dos demais navios da Esquadra. Na minha opinião, por falta de outros meios, estão ralando demais o Bahia. Não estou opinando no sentido de que ele fique parado, evidente que tem que navegar, mas para ter uma opinião concreta seria interessante acessar algum relatório que comparasse o tempo de uso do Bahia com o tempo de uso dos demais meios, se não for reservado.
    Enquanto não for possível, ficamos (eu pelo menos) no achismo… Mas que estão ralando ele, ah isso estão!!! Tudo que vai fazer o Bahia está no meio. Ele não tem culpa se os demais meios não estão operativos, coitado…
    Espero que com a chegada do Atlântico eles possam revezar, não na forma do Albion/Bulwark (será que eles juntam craca quando parados??), mas pelo menos alternando missões.

  9. Somando o Atlântico e o Bahia, serão transportados 1280 homens (Fuzileiros). Acredito q dá uma FT completa ou dois Btl Inf. É uma força considerável, para enviar em uma crise.

    • Sim, seria algo considerável, se ambos estivessem operativos no momento da necessidade.
      .
      Mas existe um problema bastante grave: não temos um Navio de Apoio Logístico.
      .
      Temos como enviar uma força, mas não temos como manter. No final, esses dois navios só servem ou para operações de curta duração ou para operações integrando uma FT com algum país que conte com um NApLog…
      .
      A MB tem de adquirir um NApLog na marra.

  10. Pra quem quer ver números:
    http://www.defesa.gov.br/arquivos/orcamento_financas/consolidado-2000-a-2018-v-ascom-dot-atualizadas-e-empenhadas-2018.pdf
    .
    Pra mim…
    O problema mais grave não é: tem gente demais.
    O maior problema hoje é: tem gente demais indo pra reserva.
    Depois sim, tem de se discutir as quantidades, principalmente no Exército!
    .
    Eu não encontrei, mas existe um gráfico (acho que era no planejamento da LOA de 2018), mostrando a evolução do percentual gasto com efetivo indo para reserva. É de dar medo aquela tendência, sempre puxando cada vez mais para cima os gastos.
    O aumento de orçamento, sempre está cobrindo basicamente a inflação e esse aumento de gastos!
    O aumento dos Investimentos é sempre um merreca irrisória. E a cada ano, fica mais inviável renovar e comprar novos equipamentos.
    .
    As três forças, principalmente o Exército, deveriam adotar uma política interna de:
    1) Redução gradativa do efetivo (reduzir a entrada de pessoal. FAB está de parabéns, MB “méh”, EB não está nem aí).
    2) Aumentar a porcentagem de Militares Temporários (Militares Temporários e terceirizados, onde for possível).
    3) Reestruturação da estrutura física no território nacional (enxugar, concentrar e integrar).
    .
    No geral:
    1) O quadro de pessoal do Ministério da Defesa custou 76% do orçamento da pasta em 2016. É um montante que representa R$ 64,3 bilhões. É uma montanha de dinheiro.
    Esse gasto continua a subir e, seguirá assim “para sempre”, sem uma reforma ainda mais severa, principalmente do Exército.
    2) O orçamento do MD em 2016, foi de R$ 84,5 bilhões. Desse montante, a quantia destinada para investimentos, foi de R$ 7,1 bilhões. Fazendo uma conta bem sacana de conversão, no dólar daquele ano, fica entre mais ou menos U$ 2,0 bilhões para investimento. É uma merreca. É nada. É um absurdo.
    E desse montante, que tem de longe. Muito longe… A pior relação “montante recebido x investimento”, é o Comando do Exército. Só tem equipamento pq tem material americano usado, e via FMS para adquirir…
    3) Investimento em Defesa representa geração de tecnologia, representa investimento em ciência, representa indústria de ponta, representa geração de empregos altamente capacitados. Representa Soft Power. Diplomacia.
    São inúmeros benefícios. É um dos melhores investimentos que o Governo pode fazer com o orçamento que tem: Investir no setor de Defesa.
    4) Se as três forças adotassem as políticas sugeridas, para modernizar os gastos com pessoal e o orçamento do Ministério da Defesa fosse alavancado para a quantia de 2% do PIB, estaríamos discutindo um maciço e real aumento no percentual de Investimento. Mas só se os gastos com pessoal fossem estabilizados, sem abocanhar parte do aumento do orçamento.
    .
    Sobre a situação da segurança pública:
    1) Não vai ser tirando dinheiro da Defesa que vão resolver esse problema. Muito pelo contrário. Vão dar ainda mais remédio errado para um paciente que já está moribundo.
    2) Investir em Defesa só trás benefícios ao país, principalmente no campo econômico. Defesa Nacional garante estabilidade, gerando crescimento e via Ciência Tecnologia e Inovação, causa o efeito cascata, para a indústria civil…
    3) Não existe fórmula mágica, mas o foco do problema reside na falta de uma modernização da legislação criminal e o Governo não aplicar os monstruosos recursos do MEC no ensino de base.
    .
    Sobre a Marinha e as operações:
    .
    A MB poderia/deveria criar um exercício que relacione os vários membros da “Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul”, visando algo semelhante ao “Obangame Express”.
    Algo visando o óbvio: operações conjuntas, de carácter humanitário e de manutenção da paz e do livre trânsito do comércio.

    • 1) Redução gradativa do efetivo (reduzir a entrada de pessoal. FAB está de parabéns, MB “méh”, EB não está nem aí).
      Em 1995, entraram 700 na EsPCEx. Em 1996, entraram 540. Hoje, entram 440.
      2) Aumentar a porcentagem de Militares Temporários (Militares Temporários e terceirizados, onde for possível).
      Tem aumentado, por diretriz do Cmt EB e vai aumentar mais ainda.
      3) Reestruturação da estrutura física no território nacional (enxugar, concentrar e integrar).
      O estudo está sendo feito e vaui ocorrer. Hj, o problema q vejo, é q, diferente da FAB, não vai acabar uma unidade em Florianópolis, q pode absorver a diminuição de 300 ou 500 empregos que seja. O problema do EB é sair um Btl de uma cidade que não suportará 650 empregos a menos. Isso tudo sem contar o q a unidade faz na região. Por tanto, há muita pressão política.
      Sds

      • Agnelo, há algum estudo do impacto dos Tiros de Guerra em cidades interioranas de pequeno porte?

        Digo isso, pois no meu ponto de vista, a extinção destas unidades seriam benéficas para a Força, que evitaria a dispersão de quadros profissionais que acabam subutilizados. Em minha região, o maior impacto social do Tiro de Guerra é na doação de sangue e nas campanhas de agasalho. No ano do meu alistamento, de quase 400 jovens, apenas três, repito: três expressaram desejo de servir.

        Com esta experiência em vista, tenho para mim que poucas municipalidades de fato pressionariam politicamente pela manutenção dos convênios.

        • Rafael_PP
          Não conheço estudos em relação a TG. Conheço da prática de ter TG perto de onde servi. Em Teresópolis, de onde sou, a maioria, de ouvir as pessoas falarem nas ruas, não queriam servir. Em Brusque-SC, cidade de elevado PIB, onde fui Chefe da Comissão de Seleção, é o contrário, muitos voluntários.
          O TG é um pedido da Prefeitura e envolve pouco gasto ao EB. Acredito que , com a diminuição de Sgt na ESA, futuramente o efetivo envolvido em TG possa fazer falta, não sei.
          Mas em muitos TG, não há só campanha de agasalho e doação de sangue.
          Há mais do que isso. Em Brusque, por exemplo, eram muito efetivos nas cheias frequentes no municipio, q não podia ser atendido pelo batalhão de Blumenau, pois esta cidade também estava com enchente e mais alguns dos 53 municípios de seu Setor de proteção.
          Há apoio de guias regionais na Amazônia, onde a cartografia e uso de GPS é complicadíssimo. Apoio a distribuição de água. Acompanhamento das estruturas logísticas da região (importantíssimo) etc.
          Sds

          • Grato pela atenção Agnelo! Acho que nossa opinião converge para um ponto: manutenção de TGs em cidades interioranas de maior porte ou nas que possuam necessidades especiais que coadunem com o planejamento da Força.

            Acho um desperdício de recursos financeiros e humanos a pulverização de quadros profissionais que acabam sendo subutilizados.

            Ps: eu ainda acho que muito prefeito mantém o convênio para auxiliar os bancos de sangue municipais.

      • Ainda elocubrando nessas ideias de redução:
        proposta de que, em cada brigada, um dos 3 batalhões seja a 2 companhias de fuzileiros, em vez de 3.
        Sei que conflita com a doutrina de emprego/desdobramento da unidade, mas talvez esse batalhão menor, em caso de conflito e numa adaptação da doutrina, fosse o destinado a utilização, no teatro da brigada, como o reserva/retaguarda, ou cobrisse uma frente de menor extensão, até que fosse recomposto.

        • Nilson, boa tarde.
          Isso já acontece bastante. Deve aumentar. A 3ª Cia é mobilizável.
          OU, como é dificílimo que todo EB seja empregado ao mesmo tempo. Unidades não empregadas completam as empregadas.
          Sds

    • Olá Bardini!
      .
      Belo comentário.
      .
      Quanto ao gráfico que falou, vi um semelhante no orçamento de 2013. Nele há a previsão de gastos com inativos e pensionistas até 2083. (já postei estes dados aqui no site uma vez).
      .
      Nos ultimos 14 anos (orçamento de 2004 a 2017) os gastos em Defesa cresceram 70% acima da inflação oficial. Mesmo nesta crise, com contingenciamentos, cortes de verbas, nos últimos 5 anos (2013 a 2017) os gastos em Defesa não diminuiram. Ele foi pelo menos corrigido pela inflação.
      .
      A idéia de aumentar os militares temporários é a mais correta. Quanto mais militares temporários, melhor. Eu mudaria uma coisa: todos os militares entrariam no serviço como temporários. Quando se aproximasse o momento de deixarem o serviço militar, os melhores seriam efetivados e seguiriam carreira.
      .
      Quanto à previdência, uma contribuição deveria existir (no mesmo nível dos civis – CLT), os militares deveriam estar sujeitos a um teto de benefícios semelhante ao do INSS. Os que quiserem reforma com soldo integral, que paguem previdencia privada complementar. Como somente poucos militares seguirão carreira, poderia-se estudar um aumento do tempo de serviço para 35 anos, para as patentes mais altas.
      .
      Quanto ao orçamento: tem de haver um limite percentual para gastos com pessoal, em tempo de paz. Isto é fundamental para se manter o equilíbrio. Poderia-se estipular um prazo para que este percentual fosse alcançado.
      .
      Com estes problemas resolvidos, sou a favor do aumento dos gastos em Defesa para os 2% do PIB. Porque aí o dinheiro vai para o reeequipamento/modernização de equipamentos, vai para o custeio de operações/treinamento, vai para o desenvolvimento de novas tecnologias e capacidades, que vão impulsionar nosso crescimento. Caso contrário, sou contra qualquer aumento substancial nos gastos em Defesa. Sem estas mudanças, qualquer aumento no orçamento, acaba virando despesa com pessoal. E não faz o menor sentido, deixar de gastar mais em educação e saúde, para pagar mais salários a militares.

      • Ops! Corrigind o segundo parágrafo: os gastos em Defesa cresceram 57% acima da inflação oficial.
        .
        Fio puxar o valor de cabeça… puxei errado.

        • Prezado
          Novamente, regular a “aposentadoria” de poucos militares como a dos civis, levaria a regulá-los com os civis na ativa. Mas na ativa, não são uns 3.000 indo pra reserva por ano, são mais de 300.000.
          O MD e FGV já apresentaram os cálculos ao GF. São 60 bilhões em média a mais por ano…
          Se vc reparar, todos os governos vieram com ideias de mudança. Por que não mudaram, se militar nem greve faz? Porque do jeito q está, é menos caro.
          As medidas q podem reduzir o custo com inativos e pensionistas, já ocorreram e estão ocorrendo. Mas, ainda há muita gente da Lei antiga.
          Os gastos com inativos e pensionistas já diminui cerca de 30%, e vai diminuir mais ainda, pois à pouco tempo q militares da Lei nova estão indo pra reserva.
          Para o militar em si, igualar vai aumentar seu vencimento em muitos $$, já q não ganha uma série de benefícios, mas pras contas da União, será caríssimo.
          Sds

          • Olá Agnelo!
            .
            Eu não disse de “regular aposentadoria de poucos militares como a dos civis”. Eu sugeri de se ter uma contribuição, um teto de beneficios e o aumento do tempo de serviço.
            .
            Segundo o TCU, cada beneficiário do Regime Geral da Previdência Social (RGPS) , incluindo-se ai, aposentados, invalidos e pensionistas, recebeu em média em 2016 R$ 13.490,72. Cada militar inativo (reserva remunerada e reformados) ou pensionista de militar recebeu em média em 2016 R$ 112.980,32.
            .
            Há uma proposta em discussão com os militares, que estava sendo negociada pelo Raul Jungmann desde 2016. Haveria uma idade mínima para reserva remunerada/reforma que seria de 55 anos. O tempo de serviço permaneceria em 30 anos, desde que o militar tenha alcançado a idade mínima. O teto dos benefícios seria o mesmo do INSS ou algo próximo . Haveria também uma contribuição previdenciária (que emglobaria pensões/reforma – hoje a contribuição é só para pensões), mas não achei informações sobre os precentuais. O governo não abre mão do teto de benefícios e nem da idade mínima. Mas a resistência dos militares impede que a coisa ande. Não mudam porque os militares não deixam.
            .
            A D.ilma mesmo tentou passar para o ministério da Defesa o poder de decidir quem é transferido para a reserva remunerada, quem é reformado (decreto 8515). E isto aí deu um rolo enorme. O T.emer revogou este decreto, como parte das negociações para tentar reformar a previdencia dos militares e para mostrar boa vontade.
            .
            Quanto aos gastos com beneficios, você está enganado. Os gastos com inativos continuam subindo. Oque diminuiu foram os gastos com pensões (devido as mudanças de 2001). No caso da MB a coisa é ainda mais grave. Como o efetivo aumentou em mais de 30% desde 2009, imagina oque vai acontecer daqui a 20 anos.

      • “A idéia de aumentar os militares temporários é a mais correta. Quanto mais militares temporários, melhor. Eu mudaria uma coisa: todos os militares entrariam no serviço como temporários. ”
        O processo de redução de efetivo da MB passa também pelo aumento do número de temporários, os quais deverão somar 40 ou 45% do efetivo… agora, “todos começarem como temporários” não acho adequado, seria melhor basear-se na sistemática dos EUA… abraço…

  11. Certo. Com certeza o LHA Atlântico, será um grande acréscimo às capacidades do CFN e por conseguinte um instrumento multiplicador da política exterior do Brasil, visto o vexame passado quando do terremoto no Haiti. Dinheiro tem, no entanto, mal gasto. Se cortarmos nos diversos subsídios, bolsas vagabundos e estancarmos a roubalheira, poderemos verdadeiramente adestrar a MB para uma eficaz propaganda e projeção no Atlântico Sul e Caribe, que são nossas áreas de atuação naturais.

  12. O único que cita com clareza a defesa nacional é Ciro Gomes. Ele coloca a indústria de defesa como uma das prioridades para a reindustrialização do país, juntamente com a indústria do petróleo e gás, saúde e agrícola. Nem mesmo o Bolsonaro tem um projeto claro para a defesa nacional.

    • Nenhum candidato, pode ou deveria expor algum projeto, pois é crime eleitoral.
      Moro no Ceará, “deus me dibre” dos Ferreira Gomes.
      As facções agradeceriam um eventual governo dele.

      • Expor opinião não é nenhum crime eleitoral. Ciro Gomes disse que haverá um projeto de reindustrialização priorizando quatro complexos, entre eles o da defesa nacional.

  13. Gostaria tanto que os políticos e militares que realmente tem o poder na caneta lesse esses comentários, e com isso fizessem uma mudança, concordo plenamente com o comentário do Bardini, tem é que diminuir esse inchaço nas fas muito militar sendo subutilizados.

  14. Manual de uso:
    1- Tem que boiar
    2- se 2 vezes por ano der uma volta pela Guanabara tá bom
    3- a cada 2 ou 3 anos ir a um porto distante, como Santos, já impõe respeito
    4- se qualquer manutenção durar mais de 3 anos, vende logo.

    Obs: ainda traumatizado com o quem fizeram com o SP.

  15. “Bardini 15 de Maio de 2018 at 14:06
    Pra quem quer ver números:
    http://www.defesa.gov.br/arquivos/orcamento_financas/consolidado-2000-a-2018-v-ascom-dot-atualizadas-e-empenhadas-2018.pdf
    .
    Ótimo material, Bardini, retrata perfeitamente a situação orçamentária. No caso específico da Marinha: média de R$ 2,5 bi/ano para investimentos (incluindo o ProSub).
    Com esse dinheiro, e a carestia dos meios, somente poderemos ter uma Mini Esquadra no médio prazo. É com base nessa média que a Marinha tem que planejar seus investimentos, ver o máximo que pode ter com tão pouco dinheiro. Para ir além, somente com medidas criativas ou extraordinárias.
    Um bom exemplo foi a capitalização da Emgepron (inversões financeiras). A redução do quadro (em andamento) também é uma medida importante, desde que o recurso de custeio que for sendo economizado migre para investimentos. Racionalização. Outra solução seria convencer o próximo governo a considerar o SubNuc um projeto de Estado, e bancar o que falta pagar com recursos que não sejam da Marinha. Se não conseguir, vamos ter que ficar nesse rame rame e nos contentar com o que tiver (uma grande Marinha no quadro de pessoal com uma mini esquadra no tocante aos meios).

    • Discordo. Passar uma régua nos investimentos pela média de desses gastos que se tem atualmente pode ser um erro.
      .
      A Marinha (e as outras forças) tem de buscar estabilizar o quadro de pessoal em um nível mais “pagável”. Só que o foco é este: reduzir o número de gente que vai pra reserva, onde o dinheiro vai continuar a sair do bolso da Marinha. Fazendo isso, consequentemente se reduz o gasto com pessoal e sobra mais para investir. Teoricamente… Pq nada (no preto e no branco) impede o Governo de continuar a cortar nos investimentos.
      .
      Se pararmos para pensar um pouco, o problema pode não estar majoritariamente no tamanho do efetivo. A MB tem várias missões. Tem de ser Guarda Costeira, CFN, Marinha de Guerra, tem de cuidar da burocracia de embarcações, tem de pesquisar, tem de ensinar e entre outras mil coisas. Todo mundo aqui sabe disso. Todo mundo aqui também sabe que o Brasil é imenso e no tocante a fiscalizações, patrulha e essas mil coisas, se faz muito, muito pouco.
      Cortar muito, em termos de pessoal, vai efetivamente resolver os problemas?
      Sim… E não.
      Sim pq obviamente reduziria os gastos com pessoal.
      Não, pq não estaríamos melhorando os serviços prestados com esse corte de pessoal, que deixaria de exercer suas funções.
      Tem de existir um balanço… Por isso eu digo que é mais razoável atacar a quantidade de inativos.
      .
      Talvez o correto seja buscar um maior aproveitamento desse quadro de pessoal que se tem e ir ajustando ao longo do tempo, com uma menor incorporação.
      Tem de se usar deste efetivo para patrulhar, fiscalizar, operar e assim por diante. Hoje nós temos muita gente “navegando” dentro de prédios, gente que talvez seria muito útil na água, patrulhando, fiscalizando.
      .
      Investimento não tem outra saída… O Governo adiou por décadas a renovação dos navios. A situação não se resolve mais com o dinheiro que a MB tem/recebe. O que tem e deve de ser feito é um planejamento de logo prazo: Estabilizar os gastos com pessoal e o Governo injetar muito dinheiro, na renovação da Esquadra. Depois, lá na frente, com quadro de pessoal for estabilizado, a MB poderia vir a andar com as próprias pernas.
      .
      Traduzindo: A MB precisa arrumar a casa e o Governo precisa bancar a dívida da renovação dos meios, que virou uma bola de neve ao longo das últimas décadas. Depois, com uma Marinha renovada e enxuta, em todos os sentidos, tudo fica mais fácil, de compra, operar e manter.

      • A solução óbvia é aumentar o tempo que o militar deve contribuir antes de ir para a reserva. O problema é a caserna deixar passar isso.
        Outro ponto, existem missões e OMs que não são prioritárias. No caso da MB, acabaria com os fuzileiros no Centro-Oeste. Você pode apontar uma ou outra desvantagem disso, mas, se for para cortar algo, que corte isso. E o Proantar também. o MinC que se vire para manter aquilo lá.

        • “A solução óbvia é aumentar o tempo que o militar deve contribuir antes de ir para a reserva. O problema é a caserna deixar passar isso.”
          Rafael, esse assunto é tratado no nível MD…

          “Outro ponto, existem missões e OMs que não são prioritárias. No caso da MB, acabaria com os fuzileiros no Centro-Oeste. ”
          O corte não pode ocorrer dessa forma… os FN fazem a segurança das instalações e participam de ações de Patrulha e Inspeção Naval… quem vai substituí-los ?

  16. Jogando um pouco de luz na questão remuneratória: A MP 2215 acabou com a licença especial, acabou com a pensão para as filhas, acabou com o adicional por tempo de serviço (anuênio), acabou com o auxílio moradia, acabou com o adicional de representação e outras coisas mais.
    É sabido que o Poder Executivo raramente paga horas extras por uma simples razão: Elas praticamente não existem. Porém os militares, por razão de ofício cumprem jornadas que vão muito além das 40 horas semanais. Quem está embarcado faz 90 horas às vezes na mesma semana. Isto, é claro, sem receber nada a mais por isso. Não estou contando dias no mar, apenas situações em que a faina para suspender é tamanha, somados aos serviços normais, atingimos esta soma com facilidades algumas vezes ao ano.
    Ainda, segundo dados do Contas Abertas, a média salarial no judiciário é de 13.290; no legislativo é bem próximo 12.516 e no executivo 5.600, que é o soldo de um suboficial (quase 30 anos de serviço).

    • As médias nos Poderes são mais altas porque não há cargos de baixa qualificação (salvo aquelas bizarrices no Congresso e em Tribunais, como garçons com salários altos). Hoje um Tribunal Federal ou do Trabalho só contrata juiz, analista e técnico. O resto é terceirizado. Isso contribui para uma média salarial é alta, junto com os salários elevados. É como se só tivessem “Oficiais” no Poder Judiciário, sem soldados, cabos e sargentos para puxarem a média para baixo.
      E existe muito trabalho extraordinário no Judiciário, só que as pessoas ganham uma função de confiança ou um cargo em comissão, de forma que não recebem horas extras.

    • Caro Parabellum;
      Sua assertiva sobre as horas extras não encontra fundamento. As horas extras não são pagas no poder executivo porque simplesmente não existe tal expediente. Ao contrário do que você afirmou, horas extras no Poder Executivo Federal é uma constante. Nâo tem essa de que não se faz hora extra. Faz-se o tempo todo e nunca se paga.
      Quanto a se pagar hora extra por se estar embarcado, não faz sentido sequer levantar uma hipotese dessa, concorda?

  17. Para quem quer ter uma melhor noção de quanto custa a brincadeira de pagar filhas de militares (solteiras ou não), tem essa reportagem bem ampla.
    São gastos R$ 6 bilhões por ano com elas. 4 Tamandarés e ainda sobra dinheiro por ano.
    São 87 mil filhas pensionistas.
    A MP de 2001 só acabou com a pensão para os militares que entraram depois dela. Quem entrou antes pode pagar uma contribuição pífia de 1,5% a mais e garantir uma gorda pensão para suas filhas.
    http://www.gazetadopovo.com.br/blogs/lucio-vaz/2018/04/17/invejavel-previdencia-das-filhas-de-militares-ate-senhoras-casadas-ganham-pensao/

    • A MB define que são os dependentes elegíveis para o recebimento de pensão; no caso das filhas a condição é permanecer solteira, sem atividade remunerada e não receber benefício de outro militar/servidor… cabe ao militar garantir a veracidade das informações a à OM registrar as informações… já em 2010, houve uma verificação geral em toda a MB, cancelando-se vários benefícios… deixo como contraponto à reportagem citada…

      • E elas não ganham na Justiça o direito de receber?
        Talvez isso explique porque há bem mais pensionistas no EB do que na MB (numa proporção muito maior do que de ativos) e mesmo considerando a 2ª GM.
        Outra explicação é que os verde-olivas são melhores em gerar filhas rsrs.

  18. vamos resetar as fa: primento scrappear tudo o que for obsoleto e inoperante enquanto manda todos os temporarios pra casa depois reestruturar todas as unidades para reequipalas de maneira propocional ao saldo do orçamento .igual a russia que desmontou o gigantesco exercito sovietico de 5milhoes e trasformou na atual estrutura enxuta e eficiente de 400mil COMBATENTES

  19. Essa lei que proibi aumento aõ funcionalismo público vai dar _________________ pois se a inflação for manipulada do jeito que ela é vai ter capitão recebendo menos que um eletricista,tenente recebendo menos que um pedreiro é dúvido que as forças armadas vai segurar esse pessoal,hoje os filhos dos oficiais não querem ingressar nas forças armadas,preferem ser advogados e médicos pois sabem que o salário é maior aqui fora,um oficial general ganhar 13mil e pouco para comandar mais de 1000 homens.Tem algo muito errado e ninguém atenta a isto.

    COMENTÁRIO EDITADO. MANTENHA O BLOG LIMPO.

  20. Senhores, os principais equipamentos das Forças Armadas brasileiras são dos anos 1970: F-5, fragatas Niterói, tanques Leopard etc

    De lá para cá, não houve recursos para substituir esses equipamentos porque nos últimos 30 anos, com o avanço tecnológico e consolidação as empresas do mercado de Defesa, os preços entraram em uma espiral ascendente.

    Se não houver um aumento no orçamento de Defesa Nacional, o Brasil só vai poder contar com um pequeno número de equipamentos modernos, não haverá dinheiro para a quantidade mínima necessária em caso de conflito. Vamos continuar com “meia dúzia” de cada.

    Vai ficar muito difícil adquirir um segundo lote de caças F-39 Gripen, construir fragatas modernas além das corvetas classe Tamandaré e dotar o EB de carros de combate no estado da arte.

    Isso sem falar em mais submarinos, incluindo os de propulsão nuclear, porta-aviões etc.

    Se o percentual de investimento em Defesa permanecer, as Forças Armadas vão continuar como forças de treinamento e policiamento, com pequenos núcleos de excelência, mas quase sem valor militar.

    • O outro lado da balança é que se vc aumentar demais o gasto militar, aumenta ou a dívida do brasil ou impostos.

      Qualquer um dos dois tira dinheiro da população.

      E o Brasil do jeito que está com milhões de desempregados não haverá o que os militares defenderem em uma nação com todo mundo quebrado/falido.

      Por isso a implicância tamanha da parte da população civil com qualquer gasto em armas.

      Se o orçamento é alto e o retorno é de menos, há algo errado. E esse algo errado sempre cai no fato que nosso orçamento é de maior parte para salários.

      O próximo presidente vai ter que escolher:

      A-Quer forças armadas grande com equipamentos modernos?
      Vai ter que aumentar imposto ou aumentar dívida.

      B-Vai querer ter equipamentos modernos sem mexer no orçamento?
      Vai ter que demitir militares ou cortar custeio.

      Não há outra solução. Não existe mágica.

    • “Se não houver um aumento no orçamento de Defesa Nacional, o Brasil só vai poder contar com um pequeno número de equipamentos modernos, ”
      .
      Apesar de vc ter falado a título de argumentação, acho que sintetizou a realidade de nosso futuro.
      É essa a opção que as Forças acabarão tendo que enfrentar: serem pequenas em quantidade de pessoas mas bem atualizadas tecnologicamente, ou manter a situação atual, grandes em quantidade de pessoas, mas com grande atraso tecnológico.

      • É isso aí.

        A gente fala em aumento de orçamento de Defesa em condições ideais, mas sabemos que isso dificilmente ocorrerá por todos os motivos que conhecemos.

        Se pelo menos conseguirmos acabar com os malditos contingenciamentos, poderemos assegurar o pagamento das compras feitas com financiamentos externos.

        Dessa forma poderemos pensar em meia dúzia de fragatas e mais um lote de Gripen, pelo menos.

        Mas sem maiores ambições, por enquanto.

    • Eu acho interessante que a discussão tenha chegado neste ponto. Finalmente seremos obrigados a discutir os gastos. Finalmente escolhas terão de ser feitas.
      .
      Isto vai ser bom para o Brasil. Finalmente vão ter de discutir os orçamentos públicos.

  21. Na minha opinião temos efetivo em excesso, principalmente na Marinha, considerando nossos meios disponíveis. Além disso temos questões de gastos de pessoal que levarão mais de 50 anos pra serem sanadas. É emblemática a questão da pensão vitalícia das filhas solteiras, e aprovamos ou não isso, tratam-se de direitos adquiridos de quem já recebe. Em 2000 resolveram o problema parcialmente, mas até esse custo deixar de existir, ainda veremos algumas décadas pela frente.

    Outra questão é que nenhum governo, seja de direita ou esquerda, verá as Forças Armadas de forma separada ao resto do orçamento, apenas países a beira da guerra priorizam o gasto militar em detrimento a outros gastos como saúde, educação, infraestrutura…

    Acredito que o desafio do próximo presidente será resolver a questão econômica do país. No governo Lula a situação econômica era infinitamente melhor que a atual, e com isso foi criado o PND, compramos o São Paulo, o FX2 finalmente escolheu um avião. Sinceramente, acho que naquela epoca pegamos uma fase boa e sonhamos além do que deveríamos. Foi como aquele recém promovido no emprego, que troca de carro, da entrada numa casa de praia, num sítio e depois não consegue manter… Com dinheiro nos demos o luxo e fomos ineficientes! Não só as Forças Armadas, mas o governo como um todo.
    Hoje, não temos nem dinheiro. O próximo governo deve priorizar a resolução desse problema, e a partir daí resolver outros, entre eles o reaparelhamento das forças armadas.
    Mas sem dinheiro, não adianta sonhar com meios novos, quando não temos dinheiro nem para abastecer os meios disponíveis para exercícios com outras forças.

    • DM, o NAe São Paulo foi comprado no governo FHC em 2001, foi praticamente doado pela França, ao custo de US$ 12 milhões. Um porta-aviões novo do mesmo porte custaria mais de US$ 2 bilhões.

      Os 23 aviões de ataque que a MB comprou do Kuwait custaram US$ 80 milhões, preço menor do que o de um caça Gripen NG.

      A PND foi feita por FHC e a END pelo Lula. O Programa F-X2 da FAB só foi definido no governo Dilma e está sendo adquirido por financiamento da Suécia.

      Para adquirir navios novos para a Esquadra precisaremos também de financiamento, como fizemos com o Prosub, porque o que sobra do orçamento não é suficiente para custear os investimentos em reequipamento.

  22. Da trilogia. Abre aspas. Fonte: Senado Federal.

    O planejamento para 2018 foi 100,7 bilhões para o Ministério da Defesa. Em 2017 o gasto com pessoal e encargos sociais ( custeio) consumiu 70,7 bilhões. Ou 76,6% do orçamento total. Investimentos foram 8,1 bilhões ou 8,7% do total.

    Custeio no dicionário e outra coisa. Custeio na administração pública = salários + benefícios.

    Aramar.

    Houve impasse na negociação de reajuste salarial. A estatal Amazul ofereceu zero de reajuste para os salários e extinção de todos os benefícios. A resposta dos empregados foi greve.

    A Amazul ponderou que foi criada para gerir o programa nuclear do Prosub. Ela não tem fontes de receitas. Depende de dotação permanente.

    Uma coisa é uma estatal com receitas como a Petrobras. Outra coisa é uma estatal estratégia criada para executar projetos de governo. Por que elas param? Porque cada político que senta na mesa pensa diferente daquele que saiu. E corta. Como Jacques Wagenr cortou o PROSUPER.

    Como o próximo pode contingenciar a despesa das Tamandarés.

    Evidentemente, claramente, o problema maior está nas reservas. Nos inativos. Nas pessoas. Nas pensões. Porque são números. Estão disponíveis aqui mesmo no Poder Naval.

    Escrevi rasamente sobre a Emgepron. Faltou pesquisar mais. Espero que ela sobreviva porque estatal estratégica que recebe 1 bilhão para gerenciar projeto merece viver. Não pode repetir outra Imbel.

    Orçamento real é o que foi gasto nos últimos anos. É a despesa. Não é o plano imaginado no ano anterior. Enquanto o descompasso entre os regimes (caixa e competência) existir, vamos assistir essas rusgas entre o previsto e o realizado.

  23. Temos que ser fatalistas.
    Grande parte dos gastos do país são amarradas por leis ou na própria constituição, então não existe muita margem de aumento no orçamento das forças militares, sem contar na dificuldade de comprovar a real necessidade do mesmo. Não temos inimigos em potencial, o pais está com problemas na saúde, segurança, educação, infra-estrutura etc.
    Para aumentar o orçamento de forma robusta o pais tem que crescer e o orçamento pegar carona OU entrarmos em conflito, não existem outros meios (imagina em tempo de paz, criar ou aumentar tributos para justificar a necessidade).
    Então, se não é possível aumentar a receita, então o remédio amargo é diminuir as despesas. Não vou entrar nesta seara pois não tenho competência alguma para opinar.
    Mas não tem muita magia não.

  24. Interessante que o tópico é sobre a existência de dois navios para fazer diplomacia militar. Mas a discussão, invariavelmente (e acertadamente, a meu ver) descamba para a inexistência de recursos para o reaparelhamento da Marinha (e demais Forças). Nas participações acima, muitos diagnósticos e propostas. Mas, o que será que pensa a cúpula da Marinha?? Qual sua estratégia?? Espero que tenham muitas opções para oferecer ao futuro governante.

    • Nota , é que no final da matéria fala sobre gastos , focamos so na grana rsrs
      É o lema ” ter não significa operar” se não tiver a grana não poderá fazer a diplomacia militar com os navios.

      “de liberação de verbas orçamentárias a conta-gotas, como já acontece hoje – sujeita a contingenciamentos e promessas de repasses que acabam, mais tarde, canceladas.”

      • Olá Smoking. Além disso, alguns destes países são grandes exportadores de petróleo. Eles precisam fazer importações para equilibrar as balanças de comércio. Os itens militares são uma boa solução porque 1. amortizam os custos dos países que fabricam armas, 2. são bastante caros portanto podem ser comprados em quantidades relativamente pequenas 3. ampliam o poder militar daqueles que compram as armas e 4. equilibram a corrida armamentista da região do oriente médio.

  25. Estou confiante que com as tão desejadas reformas, se implementadas pelos nossos governantes, nosso amado torrão possa voltar a sua verdadeira vocação, no que tange ao regime de trabalho, dando a tranquilidade que os patrões, empresários, fazendeiros e donos de minas precisam para tocar seus negócios em paz, bem como as nações amigas possam desfrutar dessas melhores condições nativas, assim poderemos voltar a sonhar com as super fragatas de 6.000 ton, o MBT nacional, um novo NAE…

  26. Off topic ou in topic mais que tudo:

    Turma da Mônica tem edição dedicada a militares

    Será lançado, amanhã, às 9h, o almanaque “A Turma da Mônica e a Indústria de Defesa”, em Brasília, com a presença de Maurício de Sousa. A revistinha em quadrinhos será disponibilizada para escolas e ações sociais das Forças Armadas. A ideia seria “divulgar a importância para o Brasil de uma indústria da defesa forte”, que movimenta mais de R$ 200 bilhões por ano, segundo estudo da Fipe. O cartunista cedeu o uso da imagem e os direitos de uso dos personagens infantis para serem usados pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), que é ligada ao Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), e pelo Ministério da Defesa.

    FONTE: https://blogs.oglobo.globo.com/ancelmo/post/turma-da-monica-tem-edicao-dedicada-militares.html

    • Pela capa e a fama das personagens é possível imaginar a Magali devorando o “Riachuelo” e a Mônica girando a “Tamandaré” sem piedade pra cima do Cebolinha e do Cascão . . . 😏

      • Muito top! Precisamos de mais ações do tipo, para familiarizar a população (principalmente os pequenos) com o assunto “Defesa”, é uma pena que nas escolas não seja dada nenhuma importância, tanto nas públicas como nas particulares.

    • Prezado.
      HJ, o Exército está com 01 Bda em Ajuda Humanitária em RR;
      4 Bda em GLO no RJ;
      e 23 unidades em Patrulhamento na fronteira, sem contar quem lhes apoia, o q dá 11 Bda envolvidas nisto.
      Ou seja, são 16 Bda Inf e Cav em operações.
      A Inglaterra tem 10 Bdas…
      Espanha tem menos…

  27. Eu optei por pagar pelo seguinte: caso eu seja expulso e preso por algum ato de serviço minha filha receberia o salario… devido a essas leis absurdas que vigoram no país, ótimos policiais tem sido expulsos no cumprimento legal do dever… Sou um policial honesto mais não tenho dó de bandido… Gracas a Deus minha filha já tem mestrado e esta se preparando para o doutorado… Não ha de precisar desse dinheiro…

    • Entendo mestre Robson,

      A insegurança juridica causa tamanha distorção que desta forma enverda em pontos nem imaginados, tal como política previdenciaria…..

      Voces precisam de fato ter a segurança juridica para atuar.

      Autoridade não se questiona perante a ordem de execução, quer seja do juiz ou policial ambas tem a mesma força e assim deveria ser. Depois, obvio cabe a qualquer um imputar o juizo se foi justo ou não por meio do rito legal no judiciario. Esta distorção so causa problemas no qual o Brasil é um país em que todos tem diretos e zero obrigação….e quando se acha que somente existem direitos, torna-se banalizado a oposição a autoridade, o sujeito acha-se juiz de si mesmo e faz o que quer, obedece se quiser…

      Mas sou contra pensão para casos não consumados….se morre em serviço ou invalido em “virtude de”, a pensão deveria ser automatica…mas somente a partir daí…

      na realidade o brasileiro é safado por natureza….se desejarmos realmente fazer o certo pelo certo, nem precisa de lei para corrigir esta coisa de filha de general….basta ir no facebook e comprovar as fotos de casada não oficializada…nos EUA fazem isto….não é um papel em cartorio que comprova alguem casado ou não…

    • Robson, por não ter dó de bandido, já merece meu respeito.
      .
      Carvalho, pensando num mundo justo, pensão não deveria existir, exceto para filhos menores de idade ou, vai lá, até 21, 23 anos. A partir daí, sendo homem, mulher, hermafrodita, solteiro, casado, desquitado, não interessa, trabalhe e se sustente. Esposa/marido também que se virem se o cônjuge faleceu. Uma escolha do casal de optar por um deles não trabalhar não deve vincular a sociedade. Enquanto muita viúva fica encostada ganhando um salário alto, muitas mulheres trabalham ganhando salário-mínimo para sustentá-las.
      Enfim, FHC deveria ter sido ainda mais corajoso do que foi. Menos ruim que ele pelo menos fez algo, ao contrário dos presidentes e ditadores dos últimos 50 e poucos anos que nada fizeram a respeito ou pioraram a situação.

  28. O problema é o conjunto do pacto social.

    Estritamente no meio militar muita coisa pode ser feita sem ferir necessariamente direitos.

    olhando como um conjunto, não somente o militar como o serviço publico como um todo….Sim, militar é servidor publico com regras especiais de função.

    Temos ao ano 3 milhões de jovens ingressando na maioridade.

    Se você instituir o Serviço Publico Obrigatório como marco de ingresso do jovem a sociedade, poderia ele de forma similar ao Soldo, escolher e/ou ser selecionado entre Serviço Publico Civil ou Militar.

    Grande massa de aprendizes sequiosa de obter trabalho e dar seus primeiros passos de independencia e aprendizado.

    isto alastrado no serviços dos 3 poderes quer seja no ambito federal, estadual ou municipal significaria otima disponibilidade de mão de obra principalmente carreiras iniciais não especializadas.

    O Serviço Militar seria somente mais uma opção do conjunto que aliada a redução dos quadros de carreira, auxilia parte/fração do deficit ( obviamente não o todo)

    Os militares que alcançam a idade de aposentadoria muito justificadamente pelo grau de esforço e requisitos especificos da profissão militar são extremamente especializados, bem formados e maturados, completamente aptos a exercer a opção de continuidade no serviço publico embora agora como Civil, complementando ali sua carreira produtiva. Aposentar com cinquenta e poucos hoje em dia é pecado, diante do potencial produtivo deste profissional…tem muita lenha para queimar e se assim enquadrado, não haveria demerito de valor.

    O contingente de policias civis e militares pode ultrapassar meio milhão de servidores e para estes, deveriam ser de fato ser considerados como forças auxiliares porém, não como hoje por meio de suas instituições de origem, mas sim como reservistas de atualização ciclica (2 em dois anos) de uma força como guarda nacional ( nada a ver com a atual força de nacional de segurança e sim como reservistas de fato mas com atualização/prestação ciclica de 30 dias a cada 2 anos) para todos que tenham até 33 anos. daria menos de 1/12 da tropa a cada dois anos….após o quinto ou sexto ciclo, este cara já estará quase dentro do contexto profissional, com diciplina similar….

    Qual é o efeito disto? Seria enorme de cunho social.

    Praticamente não haveriam mais classes….o problema brasileiro é que criamos castas no bom e mau sentido…algumas relegadas e outras supervalorizadas (politicos! em outro momento falarei o que penso de reforma política)…

    todos Seriamos servidores….seriamos servidores de nós mesmos cada qual com sua etapa de vida….vivendo e bebendo das lições ali aprendidas e entendendo como funcionamos por dentro.

    No financeiro, muita mão de obra ganhando o justo pelo inicial e marco de ingresso na sociedade e uma boa parte de solução aos militares que matematicamente não tem como resolver!!! Homens vivem muito hoje….mas homens após certa idade já não tem como obviamente desempenhar atividade fisica como o exigido, mas psicologicamente são a nata da formação publica em diversas dimensões….e tem como colaborar…e muito….
    .
    Grandes Senadores Romanos e Servidores publicos não eram ex generais? Quem disse que hoje não seria possivel incorpora-los ao serviço publico após sua missão cumprida?

    E os jovens? Estariam incorporados…. a vida produtiva de nossa sociedade…desde cedo conhecendo nossos escaninhos….vendo de dentro o que é bom e mal e assim, deixando de ser inocente no discernimento do joio e do trigo….saindo de lá no serviço civil ou militar, sabera o que faltou e o que precisa ser feito e como cidadão, tomara as melhores opções como eleitor…quando voce implementa algo assim, voce quebra os feudos e a manipulação do proprio serviço publico realizada por políticos….não há ser especial, é uma boiada inteira dificil de administrar interesses.

    Haveria muita economia ao Serviço Publico.

  29. No caso dos inativos e pensionistas que ficam com 70% dos 70% ou dos 75% da despesa com gente (salários, benefícios, diárias, aluguéis, passagens, locações, convênios, cursos, auditoria, assessoria, terceiros, apoio administrativo, serviços técnicos, estagiários, assinaturas, alimentação e outros) que não chamarei mais de custeio e sim de rocambole, digo:

    Quem faz justiça é o juiz. Não é a lei. A pensionista precisa demonstrar dependência econômica do benefício. Juízes não consideram mais direito adquirido, união estável e casamento. Os regimes dos estatutários vedam pagamento de benefícios a quem casa ou a quem muda o regime de bens para união. União estável pode ser de 3 meses ou de 3 anos. Vale o que for declarado ao Cartório. E casamento se foi feito somente no religioso é difícil comprovar.

    Então…o que os juízes que estão julgando (TCUs incluídos) casos de auto tutela ou tutela antecipada para pensionistas é se existe dependência econômica. Nessa situação milhares de pensões poderiam ser extintas. Não somente das Armas. Em todos os regimes estatutários.

    Não chamo mais despesa com gente (detalhada acima) de custeio. Chamarei de rocambole.

    Fazer conta de PIB não clareia. A Constituição obriga despesas. Rolagem da dívida tem que pagar (bancos). Rocambole tem que pagar. O que sobra, divide com quem ou pra quem é bom de voto.

    Precisa criar Ministério da Transparência? Deve ter uns 8 bilhões lá. Todo ano.

  30. Sugiro aos editores que quando quando for permitido pela legislação eleitoral, os blogues da trilogia realizem uma entrevista (mandando perguntas às assessorias) com os candidatos à presidência da república com temas relacionados à defesa.
    As mesmas perguntas a todos os candidatos. Tenho certeza que seria uma contribuição democrática, além de pautar o assunto da defesa no debate político brasileiro.
    Afinal, segundo consta na missão dos blogues, está a insígnia de “desenvolver uma mentalidade de defesa na sociedade”.
    Fica a sugestão!

  31. Boa noite a todos!
    É com grande satisfação que li os comentários deste Portal e vejo que é uma fonte importante de construção de conhecimento.
    Sou Subtenente de conunicações do Exército Brasileiro e trabalhei durante vários anos com o pagamento de Inativos e pensionistas militares do EB. Acabei escolhendo a área do direito previdenciário militar, para fazer o meu TCC no curso de direito da UFG, com o tema “O SISTEMA DE PENSÕES MILITARES DAS FORÇAS ARMADAS E A (IN)CONSTITUCIONALIDADE DA MEDIDA PROVISÓRIA Nº 2.215-10/2001”. O objetivo do trabalho foi verificar a existência de regime próprio de previdência dos militares e esclarecer dúvidas na aplicação da Medida Provisória nº 2.215-10/2001, que modificou as leis nº 6.880/80 e nº 3.765/60, e criou uma regra de transição para a manutenção de benefícios na Lei de Pensões. Foram observados posicionamentos diversos nos órgãos pagadores de inativos e pensionistas das Forças Armadas, na aplicação da legislação de pensão militar. Também, foram apresentadas algumas causas de possíveis inconstitucionalidades da Medida Provisória nº 2.215-10/2001. Enfim, pude observar que cada Força singular faz a sua própria regulamentação da matéria, o. que não se afigura razoável, em face de termos um Ministério da Defesa que deveria consolidar essa legislação previdenciária militar.
    Um tópico, onde foi encontrada divergência entre o Exército Brasileiro e a Aeronáutica, na aplicação da MP nº 2.215-10/2001, está no benefício da “contribuição para a pensão militar correspondente a posto ou graduação superior”, que não é reconhecido pela Força Terrestre, todavia, esse direito é garantido na Força Aérea Brasileira, conforme dispõe a Portaria nº 023/DIRINT/2003, que aprovou a Instrução que disciplina os procedimentos e rotinas de contribuição para a pensão militar correspondente a posto ou graduação superior. (Esse benefício foi reconhecido na FAB até o ano de 2013, quando por força de um Parecer do MD, ele acabou sendo suspenso, muito embora, a Portaria de concessão não foi revogada).
    Por fim, penso que existe solução para desonerar o Tesouro Nacional, de ter que custear a remuneração de militares da ativa e inativos, tenho estudado o assunto e feito pesquisas nas FFAA de outros países e estou com uma pesquisa sobre “a implantação de um regime próprio de previdência para os militares das Forças Armadas (FFAA), como forma de desoneração do Tesouro Nacional, através da criação do ” Instituto de Seguridade Social das Forças Armadas”, que extinguiria as atuais  Diretorias de Inativos e Pensionistas das Forças Singulares (Marinha, Exército e Aeronáutica ), resguardando os direitos adquiridos e estabeleceria a consolidação de uma única legislação previdenciária militar para as três FFAA, com uma contribuição previdenciária justa, que mantenha um regime previdenciário autossustentável  e que proporcione a inatividade remunerada, a pensão militar, benefícios por doença, a saúde (com a unificação dos três fundos de saúde das FFAA) e a assistência social.
    Com relação à sustentabilidade do regime previdenciário autossustentável das Forças Armadas, dentre outros pontos, proponho:
    a) A redução do valor da pensão militar para beneficiários de 2º e 3ª ordem de prioridade, para desoneração do Tesouro Nacional, com a consequente destinação de recursos para outras áreas no orçamento público.
    b) controle mais eficaz dos benefícios por doenças, especialmente o auxílio-invalidez, por ser de difícil fiscalização.
    c) Consolidação da Legislação afeta ao sistema de pensões militares, por parte do Ministério da Defesa, a fim de mitigarem-se as dúvidas de interpretação entre as Forças singulares e para evitarem-se possíveis equívocos com pagamentos indevidos.
    d) Criar um plano de carreira para atuação exclusiva nos órgãos da administração militar, como forma de reduzir a reforma precoce do militar, motivada por incapacidade física, que não gere a invalidez.
    Desde já agradeço a oportunidade de poder participar desse Portal e adquirir novos conhecimentos.

    • Somar pode nao ser a resposta.

      No Brasil há 3 regimes previdenciários sustentando inativos, pensionistas, aposentados.

      1) Super Receita ou Previdência Social com a herança passiva dos antigos INPS e INSS. Regras da CLT.
      2) Estatutários com as pensões e aposentadorias mantidas pelo estado (municipal, estadual e federal). Regras do regime próprio.
      3) Previdência Complementar ou Fundos de Pensão. Um buraco sem fundo.

      1) está quebrado. 50% do passivo é calote. 2) foi criado pelo Dr. Ulysses na Constituição de 1988 e até hoje nao se sabe de onde vem o dinheiro. 3) roubalheira.

      Mais um?

      • Criar um regime previdenciário autossustentável para os militares das FFAA realmente é algo complexo, todavia, a sociedade não pode mais pagar essa conta.
        A legislação que regula os militares das FFAA é a mesma para as três Forças e não se afigura razoável, cada Força singular fazer a sua própria regulamentação e dar o seu próprio entendimento a MP 2. 215/2001, por exemplo. Unificar a seguridade social (previdência, saúde e a assistência social) dos militares irá facilitar o controle interno e facilitar o entendimento, quanto a concessão de benefícios previdenciários. Por sua vez, o Tesouro Nacional só custearia a remuneração dos militares da ativa.
        Por fim, como disse anteriormente, estamos a falar de algo complexo, todavia, pelo tempo que trabalhei com o pagamento de Inativos e Pensionistas, creio que para a lisura do processo, se faz necessário um único órgão gerenciando o sistema e não como acontece hoje, com três Diretorias (uma de cada Força) expedindo Portarias distintas que regulam a mesma matéria, sem contudo, permitir ao administrado valer-se da analogia para pleitear um direito na sua Força, quando a mesma não tiver regulamentado a matéria em questão. Enfim, militares possuem especificidade em sua carreira, diversas dos servidores públicos, o que justifica, salvo melhor juízo, um regime próprio de previdência social.

        • O Tesoudo não emite moeda. Essa função passou ao Banco Central. O Tesouro faz 2 coisas. 1) controla/paga a dívida publica federal e, fomenta a economia.

          Mudar a função do Tesouro Nacional poderia ocasionar mudar o Regime de Caixa Único no qual vivemos desde 1967.

          Mudar o Regime de Caixa? Deixar de gastar o que entra? Planejar? Pensar?

          Nem pensar.

        • Caro Gilson, baixei seu TCC e vou lê-lo.
          Parabéns pelo trabalho.
          E, de fato, as regras devem ser as mesmas para as 3 Forças. Aliás, não sabia que eram diferentes rsrsrs.

  32. Galante, pegando carona no comentário do Bardini: Algum navio de apoio Logístico pelo mundo, a a MB tenha possibilidade de adquirir ou q esteja nos planos da MB?

  33. Salvo engano, os custos para treinamento com a Marinha Americana não é reembolsado pelos mesmo? Mesmo que não seja, e altamente necessário períodos de treinamento e intercambio com outras marinhas é fundamental.

    Sobre a questão do orçamento, não adianta aumentar o orçamento e este também aumentar no mesmo volume ou ate maior os gastos com pessoal, antes de aumentar os os recursos, acho que deveria enxugar gastos desnecessários com pessoal, que existe aos montes em nosso país, em todos os setores, seja no governo ou forças armadas.

  34. Achei a maioria dos comentários muito pertinentes. Eu venho falando aqui neste espaço(quando o Galante deixa) que ou mudamos a forma de agir e de fazer ou vamos para o buraco.
    Para aqueles que defendem o simples aumento percentual em relação ao PIB dos gastos militares, vou fazer algumas analogias rápidas para vocês entenderem aonde é o “buraco”:

    Até alguns anos atrás o setor relações públicas do antigo V Comar, localizado lá na prefeitura aeronáutica de Canoas estavam lotados três militares e uma civil, relações públicas, ou seja quatro pessoas, aonde uma faria tranquilamente o trabalho, até porque não tem/teria tantas not´cias assim que ocupassem quatro pessoas, pagas com dinheiro do orçamento da força, dinheiro nosso, como diria Miss Thatcher.
    Na base BAFL, coma dotação do sétimo que era lá de quatro Bandeirulhas e 1200 militares na base, precisava isto tudo???????? o sétimo foi transferido para a Baco, e base tornada apenas operacional, mas eve haver por lá ainda uma 300 almas “penando”.
    A BAFL também tornou-se apenas operacional e mesmo depois desta decisão, construiram por lá um hospital de base, precisava????

    A FAB tem hoje cerca de uns 85 a 90 brigadeiros, não sei exatamente o número, mas anda por aí, a RAF tinha até pouco tempo atrás, 24 brigadeiros, pensem, pensem, pensem…..
    Dezenas de diretorias, comandos, de estruturas redundantes que servem exatamente para nada, falo da FAB, porque sei e conheço bem.
    A MB decidiu construir um submarino nuclear, pelas razões táticas e estratégicas que todos nós aqui sabemos, mas eu venho perguntando a cinco anos pelo menos:

    De onde vai sair o dinheiro do orçamento de custeio para manter e operar um submarino nuclear, sendo que os custo de operação de tão somente uma unidade é muito superior as cinco unidade diesel elétricas que a MB tenta operar e manter hoje????

    De uma nave Klingow que vai pousar aqui é que não é. E aí José ?
    A MB persiste em ter algo em trono de uns 17.000 FNs, tropa sabidamente de alto custo de adestramento, pelo seu perfil de missão, tropa de ataque de tomada de terreno.
    As alegações são as mais diversas possíveis: apoio ao EB, apoio no patrulhamento das bacias do amazonas e do Paraguai, GLO, em fim, mas como todos nós bem sabemos, não é a missão deles, e quem lembra desta tropa até a metade dos anos 90 com algo em torno de 9.000 homens proporcionalmente muito melhor equipada do que está hoje e a seguir do jeito que está indo em breve lutarão com tacos de madeira e facões,mas a MB persiste em manter esta enorme estrutura sem poder manter adequadamente e sem objetivo definido.
    tivemos a pouco tempo a baixa do NDD Ceará, em um episódio que todos aqui lembram, não vou estender, apenas resumir que gastaram mais de 50 milhões em um PMG de sete anos que todos sabem coo terminou, dinheiro do orçamento de custeio.

    Não falarei sobre a mod dos A 4 e a compra dos Tracker e sua fatídica modernização porque acho que todos já entenderam que foram duas das maiores asneiras feitas na av naval, não entrarei em detalhes para nao sermos acometidos de depressão.
    A MB tem hoje, algo em torno de uns 90 almirantes, a RN tem um terço disto, pensem, pensem, pensem……
    O EB, que tem sido mais pé no chão depois dois péssimos comandos, hoje, sob a tutela do Gal. V Boas está mais centrado digamos assim, se valendo de pouco dinheiro e pegando oportunidades, mas não basta, ainda tem muita gente, muitas estruturas antigas, áreas imensas e uma diversidade de material impossível de ser mantida.
    Aqui no RS temos seguramente uma das maiores quantidades OMs por Km2, centenas unidades que vivem na miséria, fazendo um ou dois exercícios por ano que mal e porcamente conseguem passar uma arremedo de doutrina operacional, mas temos proporcionalmente três vezes mais generais do que o US Army.
    Então meus amigos, na verdade, o nosso problema não é só o percentual orçamentários, é sim como está sendo feito o gasto com o custeio da máquina militar.
    Vai mudar???

    Vai, mas não por vontade deles, militares, mas pela imposição da enorme restrição financeira que virá.

  35. Agora, nem tudo são horrores, uma medida que eu e outros aqui vem pregando que é a racionalização e a padronização de meios vem suritndo efeito na FAb, explico:
    Nunca se voou tantas horas com Mikes, porque:

    Por duas razões bem simples, a primeira delas foi a baixa dos M 2000 que literalmente tinham custo de hora voada impagáveis(aqui nenhuma novidade para algo com DNA da Bambilândia encantada), bem como a redução de unidades que operavam AMX, e direcionando estes recursos para os F 5.
    Segunda causa é a disciplina na manutenção do CLS que mantém a disponibilidade e auxilia a diagonal de manutenção.
    Uma ação tomada pelo comando que independeu da boa vontade orçamentária e que trouxe resultados bons no curto prazo.

  36. Vamos transferir via “sonho”, a atitude tomada pela FAB com aviação de caça para a viação naval, que hoje tem uma verdadeira “sopa de letrinhas” de anvs de asa rotativa, a seguir:
    Jet Ranger(duas versões) Esquilo mono, Esquilo bi, S Lynx, Super Puma, depois as três versões das Kombis, “Van”, “Ambulância” e “Fogueteira” e o SH 16.
    Tudo isto poderia ser reduzido a três tipos de anvs:

    O substitutos dos Esquilos, os SH16 nas versões ASW/ASup e “carroceiro, acrescido do S Lynx.
    No que iria resultar??

    Economia em escala, em redução de processo, de área física, de custeio de pessoal, de treinamento, em fim, de tudo.
    então meus amigo, dando uma chacoalhada na casa, se consegue tirar muito caldo sem aumentar orçamento, mas tem que querer….

  37. Deixando o peso dos inativos de lado e olha que essa gente pesa bastante, fica o pensamento ou a estratégia dos marinheiros que li e reli no Poder Naval.

    Planejamos muito porque sempre cortam. Pedimos mais porque vem menos. Do lado de lá como militar não leva voto, a faca tá sempre afiada. Afinal, o jovem Jungamann descobriu a extensão do nosso litoral em Itaguaí. Sorte das Armas que Silva e Luna assumiu.

    Anos terríveis estão chegando. Gente que queria vender vento e royalties do pré-sal continuam nos assombrando.

    Boa, Juarez. Austeridade é a palavra.

  38. Mestre Gilson, muito bom…

    Como faço para baixar sua tese?

    Sobre o topico relacionado aos inativos, penso de forma similar, porém mais ousado na qual não iriam para adm. do serviço militar, mas sim para o Serviço Publico.

    Este é um grafico na qual não há saida.

    Cada vez mais o homem aumenta sua expectativa de vida, logo chegaremos aos 100 anos e daí, militar se aposentaria aos 50 na metade da vida? Um profissional tão bem formado e maturado? Naquilo que ainda possuir de vida produtiva , deveria ser transferido ao Serviço Publico e ai sim a conta fecha e faz sentido.

    Isto não exclui os demais pontos de racionalização.

    • Caro senhor Carvalho,
      Desculpe a demora em responder.
      Agradeço por sua brilhante colaboração, pois penso que temos que puxar esse debate sobre a necessidade, da criação de um regime próprio de previdência social para os militares das FFAA, visto que isso é algo que irá sem sombras de dúvidas desonerar o Tesouro Nacional.
      Quanto ao TCC, o senhor pode digitar no site de busca:
      TCC, Gilson Gomes de Oliveira, ufg.
      Forte abraço!

  39. Mestre Rafael,

    Nem ao céu nem a terra….

    Pensão tem algo sim a reduzir e muito, mas com ponderação para não injustiçar o que é justo….

    As vezes misturamos….um Policial Militar corre o mesmo risco ou até maior que o Soldado em si, e tanto um como o outro podem perder a vida ou invalidez em decorrencia dela.

    Uma familia afetada por isto tem de ter sua composição a longa data, pois o impacto pode transcorrer pelo resto da vida das pessoas. Não há como comparar os caminhos e chances de vida de uma familia estruturada com outra desestruturada…tambem não dá para dizer azar da opção por carreira, pois dai ninguem exerce-la ou o capital humano sera selecionado da pior forma e não dentre os melhores ou media…

    Então, tem de existir sim aquilo que se chama seguro…premio de seguro, seja la o que for…

    a metrica disto é que pode mudar….

    O impacto numa viuva sem filhos de 25 anos é muito diferente de uma de 40 com filhos ou uma de 50 ou 60….quanto mais jovem e menos dependente mais as chances de reconstrução de vida…filhos sem pai ou mãe, tambem possuem chances menores….então alguma conta tem de haver na mesma medida para sua reconstrução o que acho obvio, não é vitalicia…

    E Existe ainda ate a diferenciação de um PM e um Militar Nato, um em estrutura familiar, permite que o conjuge tambem labore na vida produtiva, já o militar das FAs, esta sujeito aos imperativos das constantes mudanças ( ou deveria) na qual o conjuge fica a tira-colo com dificeis possibilidades de recolocação de emprego, geralmente fica no sub emprego…ou seja, no dia que o arrimo faltar, o conjuge não estara estruturado a assumir os encargos da familia…

    • Mestre Carvalho,
      Policial Militar, Agente penitenciário, vigilante privado, motoboy, cabista e várias outras profissões são muito mais arriscadas do que ser militar das FAs. O número de mortos e inválidos nessas profissões é bem maior.
      Morte em serviço, por culpa do empregador/FAs é indenizável. Isso continuaria. Outra coisa é “morrer de velho”, que é o grosso das mortes de militares.
      A regra no mundo ocidental é ter uma pensão para cônjuge bem mais enxuta ou sequer ter. No Brasil, inclusive para empregados, é que é essa maravilha de pensão integral vitalícia.
      Quanto às mudanças de domicílio, isso poderia ser melhor equacionado pelos militares, pois não são tão necessárias quanto foram outrora. Poderiam ocorrer apenas estágios em determinada região, de forma que o militar passaria semanas ou meses e depois voltaria para casa, sem precisar que a família mude.

  40. Precisamos é de escoltas, urgentemente, as nossa atualmente estão no osso, três das Niterói serão usadas pra canibalização e as Greenhalgh nem se fala.

  41. Será que só eu acho necessário comprar outro NDM com urgência para a Marinha do Brasil ter um segurança maior em todo o litoral brasileiro já que não temos um porta-aviões … além disso, cadê as 06 fragatas Fremm e as 06 corvetas Tamandaré ??? Não da pra aceitar transformar projeto de corveta em fragata leve e achar Ta tudo bem o pior e que a MB só comprou 4 scorpene ao invés de 6 previstos então estamos sempre em desvantagem

    • Rane,
      Sobre o Prosub, desconheço o que você escreveu sobre redução, para 4, de uma previsão (no seu comentário) de 6 submarinos Scorpene para o Brasil.
      Até onde sei, o contrato original foi assinado para 4 submarinos convencionais (S-BR, derivado do Scorpene) e 1 nuclear.

  42. Temos de de consciência que o projeto Tamandaré pode ser o teto de escoltas para os próximos 15 anos e aí, será necessário pensar em outro tipo de solução alternativa

  43. Já que o assunto é orçamento, aposto no seguinte cenário para os próximos 8 anos.
    .
    A conjuntura política é favorável ao neoliberalismo, ou seja, redução do Estado. Ora, Defesa faz parte do Estado, não vejo espaço político para tal setor escapar da onda que aparentemente virá. O meio usado pelo Governo para reduzir é o Estado é simples: congelamento do orçamento (que já ocorreu, com a emenda do teto de gastos).
    Cada órgão, então, precisa se planejar para adaptação à nova conjuntura. Quem se planejar melhor, sairá menos menor do outro lado. Quem não levar o cenário em consideração, e continuar sonhando com aumento de orçamento, deixará de fazer um planejamento realista e sairá menor e desorganizado do outro lado.
    .
    Lógico que as eleições vão confirmar ou não o viés neoliberalista do próximo governo. Mas, em se confirmando, entendo que não adianta fazer planos com base em aumento de orçamento, a parte A do plano deve ser realista, com base na média do orçamento passado, no máximo (que também pode se frustrar, contingenciar, mas será uma frustração menor do que se pensar em aumento de orçamento). Nessa parte A, devem ser adotadas as medidas de racionalização, redução e foco de investimentos, de forma a se manter um mínimo operacional de qualidade. Atendendo assim ao comando neoliberal.
    .
    Um aumento de orçamento somente deve ser considerado como parte B do plano, para investimentos pontuais (não necessariamente de pequeno valor) que tenham início, meio e fim dentro do período. Esse aumento de orçamento pode vir de uma decisão governamental de investir na Defesa o eventual excesso de arrecadação (em vez de pagar juros ou outros tipos de despesa, o que acho muito improvável), ou de soluções criativas, como diversas já citadas em comentários acima.
    .
    Esse cenário é otimista, realista ou pessimista?? Só o futuro dirá. São os riscos do planejamento…

    • Lógico que ao fazer a proposta de orçamento ao Ministério do Planejamento, as parte A e B compõem a proposta sem separação entre si, até mesmo para atender à eterna e inevitável mania nacional de pedir a mais para suportar os inevitáveis cortes. Mas havendo a separação interna entre as prioridades, caso haja a necessidade de cortes já se sabe de antemão o que se pode cortar com menor prejuízo à integridade do planejamento.

    • Muito bom o seu comentário Nilson, mas as ações que o próximo governo deveria tomar, corretas na sua concepção, não podem depender do seu viés ideológico. Não há outra opção.

  44. Diplomacia militar é “mostrar a Bandeira”, e acho isso muito positivo para o país. Mas vejo também com um certo ceticismo o fato de haver (ao meu ponto de vista) um certo distanciamento entre os planos do MD e a nossa diplomacia.
    Essa maldita doutrina Amorim, que nos legou a um papel de anão na diplomacia mundial, vai de encontro com essa pretensão da MB. Leia-se ZOCAPAS.
    Finalmente, só existe diplomacia forte com Poder Militar forte.

  45. Diplomacia militar medíocre e desdentada, pois as alucinações de nossos Almirante berdem a razão e partem para o imaginário quando há verbas.
    Poderiam esquercer por enquanto os NAs e investir as verbas em novas fragatas médias nacionais, baseadas no casco das Niterois e CCT,s.
    Esquecerem o Subnuc e investir em mais submarinos convencionais.
    Adquirir unidades usadas dos AV8B para manter a aviação naval em prontidão quando ouver verbas para construir NAes.
    Adquirir unidades do Cobra, modernizar e colocar em operação no Atlântico e ou Bahia.
    Desenvolver em conjunto uma versão naval do PAMPA-III, mais barato e já em produção na Argentina.
    Continuar o desenvolvimento e fabricação de itens como torpedo nacional, sonar, radar Gaivota-X, metralhadora rápida, VLS nacional, Napabr- 1800, Npaoc-500, e inúmeros outros projetos paralisados e ou parados nos centros de P&D das FAA,s!
    Falta de visão estratégica de nossos oficiais generais é descomunal.

    • Onde encontrar AV-8B usado em boa forma disponível para venda ? Não se engane com o F-35B entrando em serviço com os fuzileiros navais dos EUA, ainda levará muitos anos para que haja um número significativo deles e assim como há falta de aeronaves na US Navy a situação ainda é pior nos fuzileiros devido a um grande número de aeronaves em
      manutenção.
      .
      Além do mais, mesmo que houvesse AV-8Bs disponíveis para venda de onde viria o dinheiro para adquirir mesmo que um modesto esquadrão, criar toda uma doutrina para opera-los, logística, treinamento de pilotos e pessoal de manutenção ?
      .
      Quanto a NAe o que existe hoje em dia são apenas estudos, não se está reservando dinheiro para se iniciar um projeto…isso provavelmente será coisa para a década de 2030, se, as condições estiverem mais favoráveis.

  46. Talvez falte conhecimento para alguns e por isso comentários “fora de foco”.

    Vou apresentar alguns dados e realmente espero que todos, particularmente os civis, leiam

    – Os custos com pensões militares caíram mais de 23% entre 2003 e 2016, a partir de medidas adotadas ainda no início dos anos 2000 e continuaram em processo de redução de despesa;

    – O militar contribui em média 62 anos para a pensão militar (o regime de previdência social é 35 anos);

    – Os 30 anos de serviço ativo equivalem a aproximadamente a 45 anos em uma jornada de 8 horas diárias;

    – Os militares não possuem os benefícios de hora-extra, adicional noturno, FGTS, direito a greve, sindicalização, licença especial;

    – Só em não pagar hora-extra e adicional noturno a economia gira em torno de 20 Bi. Lembrando que o militar da ativa esta disponível 24 horas.

    – O poder aquisitivo (em média) dos militares reduziu em 44% entre 2001 e 2016;

    Estou explicando e colocando alguns dados apenas para que todos compreendam definitivamente que não é possível algumas comparações que estão fazendo.

    Não é possível comparar um trabalhador civil com um militar, por exemplo.

    A solução adotada até o momento “é a mais barata” para o Governo.

    Medidas para redução do efetivo “de carreira” já estão sendo implementadas, mas a mudança é gradual. O tamanho (efetivo) das turmas formadas nas Academias/Escolas Militares já foi diminuído.

    Reestruturações estão acontecendo em todas as Forças visando ajustes e adequações.

    Por fim, é preciso que todos realmente façam força para compreender que os Chefes Militares que estão no Comando das Forças Armadas tem mais de 35 anos de experiência nas atividades militares. São em sua ampla maioria profissionais altamente qualificados para o trabalho que exercem e estudaram a vida inteira para desempenhar as funções.

    Assim, com todo respeito, “muita calma” com as “melhores soluções do mundo”, quando não se conhece profundamente a questão. Sinceramente não da para conceber que alguém que acompanha questões militares a 2 ou 3 anos, da tela de um computador, tenha a pretensão de querer saber mais de quem esta a vida inteira vivenciando os problemas.

    Desculpem se alguém se ofender, não é o objetivo.

  47. Contribuição de mais de 60 anos é inédita. Não conheço nenhuma atividade no mundo com contribuição mediante 62 anos. A expectativa de vida nesse lugar deve ser acima dos 120.

    Os 3 regimes previdenciários adotados no Brasil não se sustentam. Isso não decorre se são civis ou militares. É consequência de falha estrutural. Ausência de planejamento. E preguiça de mudar.

    Todos são resistentes a mudanças. Mudança requer patrocínio. Qual político ou partido quer começar a briga pelo fim do Regime de Caixa Único? O sistema presidencialista é quase monárquico. O presidente tem o Banco Central, os bancos públicos, o Tesouro e a caneta. Quem irá bancar mudanças para o próximo?

    30 anos em serviço burocrático de planejamento no EB ou 30 anos na cavalaria do EB são 30 anos.

    70% de rocambole é muito. Em qualquer regime. Que tamanho de estado queremos? Que tamanho de estado podemos sustentar? Qual estado coloca a nação em igualdade com o cidadão? Ou a serviço do voto?

    Os comentários e os debates não colocaram civis X militares. Eles mostraram que as despesas não podem ser maiores que as receitas. E que manter esta muito lento gado ao ter. Ter uma Marinha de Guerra = manter.

    Sem apoio logístico o Atlântico não será muito útil, foi lembrado aqui. Isso se as máquinas não pararem. Defesa de ponto requer defesa de área que requer escolta que requer subs que requerem vigilância que requer aviação que requer base que requer gente. E gente reclama.

    As montadoras estão testando caminhões autônomos. Em breve toda essa gente será substituída.

  48. Caro Carvalho, não sei se sabe mas um motor turbo hélice está limitado a certa velocidade, não havendo como ultrapassar esse velocidade por maior potência que acrescente.
    Já uma turbina não se limita a essa situação, o que limita a velocidade de um avião a jato é o relação peso X Potência.
    Só nessa situação o Pampa-III já acrescenta maior benefício que um ST.
    Como a Argentina se encontra em situação quase falida, algumas empresas como Avibrás, Aeromot, Flight Tecnologias, Novaercraft, ATL etc.. (que possuem conhecimentos, porém nuca fabricaram uma aeronave), poderiam adquirir o projeto do pampa e fabrica ló localmente.
    O mesmo pode servir de avião de esclarecimento e ataque, guerra eletrônica (com pod,s jameadores), guerra submarina, apoio aéreo próximo ao CFN etc.
    Ou seja, toda a gama de missões exercidas pelo Vinking, Intruidorsair II na Us Navy.
    O mesmo pode vir a servir de Lifth para a FAB.
    Com pequenas alterações no projeto original e por ser uma aeronave a jato relativamente mais barata que as aeronaves a jato tradicionais, podemos adquirir muitas unidades, e com pequenas alterações no projeto original (com tecnologias que já dominamos), podemos tornar essa plataforma, uma boa plataforma para manter a capacidade da aviação naval e lifth para a FAB.
    Alterações como Glass cokpit, comunicações, radar spc02 etc..
    Além de capacitarmos novas empresas nacionais na área de aviação, em substituição a Embraer, já que a mesma pertence a Boeing (ainda não conformado publicamente).
    Como c aça de defesa de frota, ai sim pensaremos no Gripen-M !
    Passar bem.

    • Entendo, o que vc se preocupa seria em ter um Tucano II NG algo superior a ele , algo que seja uma proxima evolução em lugar de…mas veja, é bem dificil criar algo tão barato e economico no nicho dele….

      O Pampa é excelente, mas não necessariamente tal como o é um potencial substituto, pois apenas acrescenta uns 200 km/h a mais de velocidade maxima….no cruzeiro a diferença é ate menor….e para a missão deles, esta diferença de velocidade não é tão essencial assim.

      Voce comentou as missões em que ele poderia ser utilizado, mas veja…ele possui apenas 2 horas e poucos de endurance…já o ST opera facilmente as 6 horas de permanecencia no ar….e a carga de combate é igual…a hora voo tambem é mais barata por mais economico que seja a turbina comercial do Pampa….ele é bem economico sim, mas mesmo neste quesito, perde…

      É por isto que comentei em algum outro topico atras, que o Pampa ficou ensandwichado….os Turbo Prop acabaram levando o custo beneficio em todas as concorrencias e até o Scorpion mais encorpado esta sentido isto….gosto do Pampa…mas já estamos de ST…..o que se faz com um se faz com o outro e melhor da forma como está…tudo o que descreveu pode de forma mais facil e até plug and play ser alocado no ST, até radar…..pendura num casulo e vai….se desejar ate fazer um mini AEW tinha aquela ideia comentada do P-29 que não erra nada fantasmagorica….

      Ter o projeto do Pampa para investir nele….não sei se haveria espaço ou janelas…mas uma das coisas que eu faria neste nicho seria arrancar o motor de dentro do airframe e alocar externo ao estilo do que foi o projeto do Skyfox paracom o T-33, ai sim vc ganha um espaço interno imenso para combustivel e a carga externa fica totalmente dedicada a armas….isto dá um ganho bom para um avião com envelope de voo na faixa dos 800 km/h sem comprometer outras caracteristicas….mas seria uma boa mexida….ficaria um avião economico, treinador, alcance incrivel, boa capacidade de ataque…um mini mini A-10…….

  49. Gabriel com todo respeito que lhe devo e a todo cidadão, mas vai me desculpar.
    Alguém deve avisar isso a adm das FAAs nacionais, pois o avô de um amigo, aposentou como tenente e tinha uma aposentadoria de mais de 10 mil reais.
    Os gastos com folhas de pagamentos, pensões etc. em nossas FAAs consomem mais de 80% dos gastos com defesa.
    Não temos FAAs profissionais como as Americanas por exemplo, como é possível consumir tanto com folhas de pagamentos, se um recruta (alistado), ganha menos que um salário mínimo por mês?
    Quanto a hora trabalhada, adicional etc..
    Realmente está correto!
    Como explicar que o EB por exemplo, possui mais generais que o Us Army?
    Quanto a capacidade de nossos oficiais, cabe questionamento ao ponto que os mesmos cometem erros banais de adm.
    Realmente não podemos julgar sem conhecer, principalmente porque muitos aqui não são militares de carreira, mas muitos aqui são administradores de empresas (adm), engenheiros (como o que vos escreve) etc.
    Sendo assim, entendem de controle orçamentário e como conter os ralos que consomem as verbas para defesa no país (assim como outras áreas).
    Muita coisa não se justifica da forma como está sendo gastos os recursos das FAAs, e como exemplo cito a aquisição do IA2 pelo EB.
    Um fuzil que sai por 15.000 a unidade (em média), se comprassem um fuzil no mercado externo pagariam em média uns 5.000.
    Mas o porque dessa aquisição? a desculpa seria a independência nacional nessa área, um fuzil que nem adquirido pelas forças irmãs foi?
    Aquisição de equipamentos importados em detrimento do nacional, muitas das vezes equiparado ao estrangeiro e com preço menor e por ai vai!

    • Fox, só agregando informação, na última compra da Imbel o IA2 saiu por 4 mil e poucos reais (de memória, acho que 4.320), menos do que os 5 mil por vc referidos. Há matérias na internet.
      Se esses 4.320 pagam o custo da Imbel ou se o fuzil é bom, não sei opinar. Mas para o EB saiu a um bom preço, parece.

      • Nilson, na compra realizada em 12/04/18, de 4000 fuzis, o custo unitário foi de R$ 6.410,00 – acabei de checar. De quando é essa compra relatada por você?

    • Foxtrot 16 de Maio de 2018 at 17:14
      Tenentes QAO da regra antiga, recebem. Os de h, não. Eu sou Maj e NÃO recebo mais de 10.000 por mês….

      “recruta (alistado), ganha menos que um salário mínimo por mês?” Não ganham menos q um salário, desde antes que cheguei na tropa em 2000.

      “Como explicar que o EB por exemplo, possui mais generais que o Us Army?”
      Não possui. O US Army possui mais generais. Se incluir a GN, tem mais ainda.

      “Um fuzil que sai por 15.000 a unidade (em média), se comprassem um fuzil no mercado externo pagariam em média uns 5.000.”
      O IA2 não sai por tudo isso, a unidade. Mas inclui-se no preço toda a logistica de manutenção e suprimento, inclusive os custos de formação de todos aqueles q vão trabalhar com isso durante seu emprego.
      No preço de material estrangeiro, não se inclui isso.
      Sds

    • Concordo, Juarez. Sem uma comparação adequada, não dá para afirmar com certeza, fiquei apenas no achismo.
      .
      Apenas observo que o produto nacional gera empregos, impostos e tecnologia para o país, além de independência de fornecedores externos, economia de divisas e facilidade de manutenção, motivo pelo qual entendo razoável dar-lhe um desconto de uns 25% na comparação com produtos estrangeiros, que corresponde a um acréscimo de 33% no preço do importado, até para equalização da tributação no país de origem à nossa (que via de regra é maior). Lembro-me que uma monografia citada aqui no blog chegou a uma diferença de 40%, mas pareceu-me que alguns fatores estavam superavaliados – valeria a pena alguém revisar e atualizar seus parâmetros, talvez até haja algum estudo recente em alguma Força.

      É uma opinião, privilegiando o incentivo à Base Industrial nacional (nos casos em que o projeto se mostre viável e tenha mesmo condições de sair do papel) em detrimento do custo e até mesmo qualidade (desde que o meio ou arma seja aceitável). Sei que muitos não concordam, é um eterno debate, com nuances específicas em cada caso.
      .
      Tenho lido críticas à qualidade do IA2, mas sua existência permite a evolução, espero que o Exército e a Imbel estejam trabalhando no aperfeiçoamento. Se não existisse, não seria possível o aperfeiçoamento.

  50. Por fim, é preciso que todos realmente façam força para compreender que os Chefes Militares que estão no Comando das Forças Armadas tem mais de 35 anos de experiência nas atividades militares. São em sua ampla maioria profissionais altamente qualificados para o trabalho que exercem e estudaram a vida inteira para desempenhar as funções.

    Boa noite, Gabriel.

    A dita experiência dos oficiais generais, por ti citada, a qual concordo parcialmente, se fosse regra, meu nobre amigo, a MB não estaria na situação em que está, me refiro aos oito anos de “trevas” que antecederam o atual comando.
    É só uma observação para que não façamos de tal argumento uma regra inabalável. Estrelas nos ombros não estão condicionadas a atitudes positivas, tão somente.

  51. As 3 modalidades de previdência adotadas no Brasil sustentam pensionistas e inativos. É exatamente para isso que foram idealizadas. Fundos de Pensão tem regime próprio. O fundo complementa a aposentadoria de quem aderiu. É a regra.

    Os estatutários civis ou militares também. Vão para a inatividade com o último salário. O mais injusto seria a Previdência Social que aposenta pela CLT, determinando teto hoje em torno de 5 mil.

    Mas as 3 pagam mais do que recebem. É a velha piada do sócio que mandava o outro pagar até quebrar a padaria.

    No post do Poder Naval o autor encerra creditando todos os males aos economistas. Eu concordo. Saíram do inferno.

    Os economistas convenceram Sarney a congelar a economia. E dar calote. Economistas convenceram Collor a confiscar o dinheiro circulante. E dar calote. Economistas convenceram Lula a gastar todas as receitas dos commodities. Economistas convenceram Dilma a emitir títulos da dívida pública além da capacidade de pagamento do país. E economistas convenceram Michel Temer a congelar o gasto público por 20 anos.

    Não convenceram FHC porque ele também é economista. Mas tentaram. E como. Quando FHC liquidou a correção monetária, economistas disseram que o país entraria em colapso. Não entrou e cresceu.

    Volto a quem publicou pensamento sobre o cartel dos estaleiros. E como os europeus controlam o mundo. Volto também meu pensamento ao cartel do Banco Mundial e do FMI que controlam o cartel dos economistas e suas políticas financeiras apoiadas por bancos internacionais.

    Quando Belluzzo convenceu Dilma a financiar a dívida pública emitindo títulos até arrebentar as contas públicas a ponto de paralisar as instituições do país como o próprio Congresso, ele estava representando um sistema financeiro que apoia o que se ensina na Unicamp.

    Para quem gosta de cinema recomendo o filme Garapa do Padilha. Conta a história de 3 famílias vivendo na periferia de Maceió ou Fortaleza não sei afirmar. Aquele é o estado brasileiro.

    Um estado que abandona seus cidadãos. Exatamente como os senhores feudais europeus faziam. Tudo para o castelo.

    Li aqui que para interromper o pagamento de um benefício basta colar ou copiar fotos do Facebook e enviar para a fonte pagadora afirmando: – Olha lá uma casada.

    Eita internet poderosa.

    O país quebrou e com ele todos os regimes previdenciários por pura incompetência. Por falta de fazer contas. Aqui na cidade onde vivo o Fundo que sustenta os inativos da prefeitura também quebrou. E não tem militar. Quebrou porque durante décadas não recebia dos inativos. Quebrou porque paga além do que arrecada. Quebrou porque os administradores economistas aplicaram os recursos do Fundo em ilicitudes. Quebrou por roubalheira.

    Não quebrou por culpa de viúvas. Ou de inativos. Ou de filhas. Quebrou porque somos todos culpados por eleger gente quem nos engana e se apropria do estado brasileiro. Acusamos o síndico. Sindico não é jabuti. Foi eleito. Está lá porque nós o colocamos.

    Com o presidencialismo é a mesma coisa. Elegemos e logo no primeiro ano vemos que não dará certo. Mentiu. Mentiu para ser eleito. Aguentamos 4 anos. Pior. Nós reelegemos o político que vai chamar novos economistas velhos. E chegam como chegarão planos fantásticos.

    A culpa é nossa. Nós permitimos um estado deformado. A culpa é das Armas. Elas se submetem ao Regime de Caixa e a seus contigenciamentos.

    Velhas estruturas. Sistemas falidos. Alicerces carcomidos. Navios de 40 anos. Presidentes de 80 com mulheres de 20.

    Eu não sou religioso. Mas penso que deixamos de fazer alguma coisa que Deus mandou. É a única explicação que encontro para uma terra com tanta gritaria.

    Garapa. Do Padilha. Ajuda a entender o estado brasileiro. E o próprio brasileiro.

  52. Entendo, o que vc se preocupa seria em ter um Tucano II NG algo superior a ele , algo que seja uma proxima evolução em lugar de…mas veja, é bem dificil criar algo tão barato e economico no nicho dele….

    O Pampa é excelente, mas não necessariamente tal como o é um potencial substituto, pois apenas acrescenta uns 200 km/h a mais de velocidade maxima….no cruzeiro a diferença é ate menor….e para a missão deles, esta diferença de velocidade não é tão essencial assim.

    Voce comentou as missões em que ele poderia ser utilizado, mas veja…ele possui apenas 2 horas e poucos de endurance…já o ST opera facilmente as 6 horas de permanecencia no ar….e a carga de combate é igual…a hora voo tambem é mais barata por mais economico que seja a turbina comercial do Pampa….ele é bem economico sim, mas mesmo neste quesito, perde…

    É por isto que comentei em algum outro topico atras, que o Pampa ficou ensandwichado….os Turbo Prop acabaram levando o custo beneficio em todas as concorrencias e até o Scorpion mais encorpado esta sentido isto….gosto do Pampa…mas já estamos de ST…..o que se faz com um se faz com o outro e melhor da forma como está…tudo o que descreveu pode de forma mais facil e até plug and play ser alocado no ST, até radar…..pendura num casulo e vai….se desejar ate fazer um mini AEW tinha aquela ideia comentada do P-29 que não erra nada fantasmagorica….

    Ter o projeto do Pampa para investir nele….não sei se haveria espaço ou janelas…mas uma das coisas que eu faria neste nicho seria arrancar o motor de dentro do airframe e alocar externo ao estilo do que foi o projeto do Skyfox paracom o T-33, ai sim vc ganha um espaço interno imenso para combustivel e a carga externa fica totalmente dedicada a armas….isto dá um ganho bom para um avião com envelope de voo na faixa dos 800 km/h sem comprometer outras caracteristicas….mas seria uma boa mexida….ficaria um avião economico, treinador, alcance incrivel, boa capacidade de ataque…um mini mini A-10…….

  53. Entendo caro Carvalho2008, há também uma premissa da US Navy em não operar mais aviões TH em seus NAes, o motivo não sei, mas se eles que possuem anos de experiência em combates, são mestres em sistemas de armas e emprego dos mesmo optam por isso, creio que deveríamos seguir.
    Afinal de contas, seria extrema presunção acreditar que somos mais capazes tecnicamente que os Norte Americanos nessa área.
    Eu particularmente não sou muito fã de aviões TH, mesmo o A-29 ser um excelente avião de combate.
    Mas como meio de aprendizado para as indústrias citadas por mim (ou um conglomerado delas), e levando em conta que a Embraer não cederia o projeto do AMX, creio ser válido.
    Lógico, sempre visando uma independência nacional nessa área e levando em consideração a compra da Embraer pela Being.
    Mas temos outras opções como Aerovodvic, M-346, Scorpion etc…
    E para missões citadas por mim em com uma boa cobertura de caças de superioridade aérea, tais aviões não necessitam de maiores velocidades de operação, mas o Range realmente precisa ser melhorado e muito!
    Passar bem!

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