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Livro sobre Mergulhadores de Combate da MB é lançado no Rio de Janeiro-RJ

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O livro “Guardiões de Netuno: Origem e Evolução do Grupamento de Mergulhadores de Combate da Marinha do Brasil” foi lançado, no dia 11 de maio, no Museu Naval, no Rio de Janeiro – RJ. A obra, de autoria do professor mestre Rodney Alfredo Pinto Lisboa, aborda tema inédito na literatura brasileira.

Após a abertura da cerimônia, o Comandante do Grupamento de Mergulhadores de Combate (GRUMEC), Capitão de Fragata Michael Vinicius Aguiar, destacou o importante papel desempenhado pela unidade em quase 50 anos de atividade na Força. Enalteceu, ainda, a iniciativa do autor por ter efetuado uma profunda pesquisa sobre a atividade de operações especiais de caráter naval, como as desempenhadas pelos Mergulhadores de Combate (MEC).

O Contra-Almirante Carlos Eduardo Horta Arentz, primeiro mergulhador de combate da Marinha do Brasil a ser promovido a oficial-general, elaborou a apresentação do livro e discorreu, durante a solenidade, sobre o papel dos mergulhadores de combate pioneiros, nas décadas de 1960 e 1970, relembrando as dificuldades enfrentadas e os sucessos alcançados por eles e pelos sucessores.

O Diretor-Geral do Desenvolvimento Nuclear e Tecnológico da Marinha, Almirante de Esquadra Bento Costa Lima Leite de Albuquerque Junior, que também é o mais antigo Oficial da ativa da “Família Submarinista”, parabenizou o autor da obra pelos dez anos de pesquisa. Destacou ainda que, apesar da atmosfera de sigilo que caracteriza este tipo de atividade, o professor Rodney captou a essência, o entusiasmo e profissionalismo que caracterizam os MEC.

Ao final, o professor Rodney falou sobre os passos percorridos para a construção do livro e agradeceu o apoio prestado pelos patrocinadores, pelos convidados, pelos familiares, pelo GRUMEC e pela Marinha do Brasil.

Ao término, foi realizada uma sessão de autógrafos. O evento contou com presença de cerca de 200 pessoas, entre autoridades civis e militares, representantes de diversos seguimentos da sociedade, oficiais e praças mergulhadores de combate, além de familiares do autor.

Professor Rodney autografa livro com tema inédito na literatura brasileira
Professor Rodney autografa livro com tema inédito na literatura brasileira
Cerimônia de lançamento reuniu cerca de 200 convidados
Cerimônia de lançamento reuniu cerca de 200 convidados
Autor recebe os cumprimentos ao final da cerimônia
Autor recebe os cumprimentos ao final da cerimônia

FONTE: Marinha do Brasil

30 COMMENTS

    • Conversei com um oficial da marinha este ano no evento da seguranca eletrônica no final do ano passado, e este me revelou que vinheram 3 renomados seal’s para o treinamento e nenhum cumpriu o programa.
      Só que como já li aqui e com razão em matéria de empregabilidade em missoes estamos longe de outras unidades. E preciso resaltar qual o grau de complexidade que os grumec foram empregados.

  1. Assisti a um documentário em que informa ser o curso que mais reprova das Forças Especiais brasileiras. 50% dos inscritos são reprovados. O bagulho é doido!

    • Os Seals já estiveram em trocentas missões mundo afora. O Grumec não.
      Como você pode dizer que estão no mesmo nível?

      • O Grumec também já esteve em diversas missões no exterior, a única diferença é que as missões que você tem acesso executadas pelos Seals são as populares que a midia propaga pela sua popularidade como a execução de Osama Bin Laden, mas as outras de caráter sigiloso você só vai conhecer se pesquisar bem a fundo.
        Vou te dar uma linha de pesquisa: Embaixadas Brasileiras e atuação de inteligência e contra inteligência.

        • Proteção de embaixadas, inteligência e contra-inteligência não se confundem com missões especiais de captura ou morte de inimigos.
          Se tiver alguma informação sobre esse tipo de missão, por gentileza, me passe.

  2. Operacionalmente, qual a diferença entre o GRUMEC e os COMANF’s? Quais missões seriam desempenhadas por cada unidade?

    Saudações.

  3. Pelo que vi nas fotos e confirmei no site, o livro é publicado pela “Diagrarte Editora” e custa R$80,00. O site da empresa é “http://www.diagrarte.com.br”.

  4. Acho interessante essas teses de que o Grumec realiza missões altamente secretas mundo afora e que são mantidas em sigilo absoluto, tal como um enredo de filme hollywoodiano.
    Seal, Mossad, SAS, Shayetet e outras forças especiais do mundo fazem missões que, ou são divulgadas espontaneamente, ou são descobertas pela imprensa. Mas o Grumec consegue manter tudo em sigilo. Ninguém nunca soube de uma missão que eles tenham realizado. Nunca um Grumec morreu ou foi capturado numa missão. Nunca perderam um equipamento no local que pudesse identificar o grupo. Tudo 100% perfeito. Se o Grumec tivesse sido chamado para capturar o Aidid não teria ocorrido a Batalha de Mogadíscio. O Bin Laden? não teriam perdido o helicóptero secreto. A Operação em Entebbe teria ocorrido sem baixas entre os marinheiros e sequestrados.
    .
    Não estou desmerecendo o Grumec, que deve ser um grupo altamente qualificado. Estou desmerecendo quem os considera uma tropa de elite mundial que realiza missões secretas que nunca são descobertas.

    • Rafael Oliveira Nem tudo é ação, como você mesmo disse isso pra mim é “enredo de filme hollywoodiano” é a mesma coisa achar que um Agente da ABIN atua igual o 007, a sociedade tende a fantasiar muito as coisas, o Grumec em especial atua sim em missões de sigilo até porque não teria nexo uma Força Especial atuar em caráter aberto, mas essas missões se concentram mais em inteligência e contra inteligência, como no Rio de Janeiro, levantamento de áreas dominadas pelo tráfico, quem atua naquela região ou no exterior no Líbano por exemplo atuando tanto no mar quanto em terra auxiliando as Forças Especiais do Líbano e nas Embaixadas Brasileiras também como Líbia e Congo. Exemplo bom dessas atuações eu cito a Fuga de um Senador Boliviano para o Brasil opositor de Evo Morales, não foi feito pelos Grumec mas pela Marinha os Comanf.

      • André, o que eu quis dizer é que o Grumec não faz o tipo de missão que os Seals, em especial o Team 6, faz – até por falta de necessidade, diga-se de passagem.
        Por isso não dá para comparar se o Grumec é tão competente quanto o Team 6, ou SAS, ou outra força de elite que atua em missões reais.

    • Rafael, na verdade realmente não realizam missões externas. Mas com tropas deste nivel, a presença ou não de ações reais não é um fator para dizer que uma é ou não capaz ou comparar com outra, pois o treinamento é muito mais difícil que a realidade.

      Ainda a bem da verdade, grande maioria dos paises tem forças deste tipo, altamente treinadas que não deixam nada a dever aos SEALs ainda que tenham menor empregabilidade. Nem por isso eles deixam de ser temíveis e estarem em condições de realizar operação com tanto ou maior eficiência que eles.

      O treinamento de todas elas é muito semelhante e é realmente uma peneira.

      • Colombelli, você já me disse isso algumas vezes, mas é muito difícil concordar. Treino sempre será treino. Atirar no papel que não revida é fácil. Sem mortes reais (salvo acidentes) e é difícil prever o que o inimigo fará.
        Tem vídeos de treinamentos do Grumec no youtube e neles nunca há oposição do inimigo. Fazem fast-rope numa boa, sobem em escadinhas no navio, entram em “cômodos”, mas sempre sem ter oponente (poderiam treinar com armamento não letal para ver se conseguem improvisar se a missão não sai como planejado).
        Claro que não a mesma coisa, mas veja os casos em que se envolveram o BOPE-RJ e o GATE-SP. Ambos, supostamente muito bem treinados (principalmente o GATE que praticamente só fica treinando), fizeram dois pastelões quando chamados a agir (ônibus 174 e caso Eloá).
        Nem eu que nunca fui militar ou policial cometeria tamanhos erros grotescos de planejamento e de ação. Recordo-me de um PM paulista dizendo que a missão deu errado porque o bandido colocou um sofá atrás da porta. E eles não previram isso, porque no treino a porta sempre é arrombada facilmente. O SAS entrou há mais de 30 anos numa embaixada usando explosivos. No Brasil até bandidos usam explosivos para entrar e o GATE não.

        • Rafael, eu ja atirei em alvos de papel milhares de vezes e uma vez em um alvo real (um assaltante, não morreu porque não era a intenção). Na hora não há diferença entre o treino e o real. O reflexo condicionado faz tudo. Também ja reagi a assaltos desarmado sem saber se os meliantes tinham arma ou não. Na hora vale a máxima da “violência da ação”. O foco impera e voce faz aquilo que está condicionado a fazer. Só depois que voce para pra pensar. E na hora consegue ver tudo a sua volta enquanto está acontecendo justamente por automatizar o movimento.

          Atividades policiais tem premissas diversas, e por isso não se usa explosivo. O caso do SAS era por conta de adrede conhecimento de que a estrutura não seria facilmente arrombada. Realmente tens razão quanto aos casos assinalados de fiascos, especialmente o do ônibus. Sujeito não destravar a sub-metralhadora foi abaixo da crítica. Ainda tem o caso da Adriana Caringi. Mas estes exemplos serviram justamente para as melhorias. Hoje não dá pra arriscar com eles, BOPE, o GATE-SP ou o GER-SP, especialmente com estes últimos.

          Ja tive contato com gente que fez cursos de comandos e FE, e se estudares declarações de membros de FE de outros países verá que o treinamento é bem pior que a realidade. É superdimensionado. Mas erros acontecem. Inclusive com os SEALs, bastando lembrar que vários membros da equipe do Osama morreram em um incidente logo depois. O profissionalismo neste nível é grande.

        • Olá Rafael, seus comentários levantaram questões realmente muito importantes, e acho que as mesmas merecem algumas respostas.
          O grumec, não tem capacidade de operar como uma equipe “Tier 1”, não por causa de suas habilidades, mas sim porque as forças especiais brasileiras não possuem a mesma logística que o DEVGRU (Seals six), Alfa (Rússia), JTF2 (Canadá) e 22th SAS, por exemplo. No entanto nosso treinamento, que é o que define as habilidades dos soldados, é tão duro quanto ou até mais do que o das unidades citadas anteriormente.
          Agora entrando no tópico de missões da equipe. É realmente difícil definir a experiência da unidade, pode ser que o grupamento esteja realizando operações sempre, sozinhos ou em conjunto com vários outros times especiais estrangeiros, ou pode ser que não.

  5. Pra mim as forças especiais brasileira e muito marketing e poucos resultados comprovados! Não quero dizer com isso que não são bons, mas eu acho que até pela nossa geopolítica eles não são empregados nessa missões de alto vulto, mas oportunidades sempre tem vide Haiti, Congo e até se tivesse interesse missões com os americanos em lugares do oriente médio em que eles operam , basicamente pra mim tinha que pôr as forças especiais em ações e aí sim poder aferir que é bom ou não, se não fizer isso é só especulação e achismo.

    • As FE da marinha ou da FAB tem uma especificidade que pode reduzir seu emprego. Mas afianço que as FE do EB, especialmente a Cia FE destacada, é empregada em muitas missões na Amazônia e elas envolvem patrulhamentos em locais bem perigoso, bem como coleta de inteligência, quiçá “sem muito respeito a fronteiras”.

      Coisas como Haiti ou o RJ são mais ostensivas. Maioria das missões não é assim. Eles inclusive costumam ser muito quietos e reservados. Não falam ostensivamente das atividades.

  6. Pelo que sei, o pessoal do GRUMEC vem, em sua maioria, da Corpo da Armada. Para eles qualquer missão que possa ser executada envolvendo mergulho, e possível, pode ser cumprida. Muitas outras, inclusive. Senão as demais. Já os Comandos Anfíbios são tropas especiais dos fuzileiros navais. Acredito que do Batalhão Tonelero. E devem mergulhar também. Ou seja, questão de cadeia de comando e missão.

  7. Passeio com meu filho todas as manhãs, e em nossa caminhada conheci uma avó que passeia com seu neto. Ao conversarmos, ela contou que seu genro é da Marinha (FN), e deixou escapar que já esteve em diversos países nos últimos anos. Entre eles Haiti e até a Síria recentemente. Imaginei imediatamente que ele seja um MEC. Se for esse o caso, talvez não seja tão monótona assim a vida deles.

    No mais, lembro-me de um MEC morto em treinamento em São Sebastião há alguns anos.

  8. FE fazendo…”patrulhamento”…? Alvos não faltam…mesmo para os MeCs e Comanfs. A missão contra narcotraficantes deveria ser tipo que neutralizou bin laden em conjunto com a inútil ABIN.

  9. Não existe treinamento que te faça melhor que um soldado de elite que lutou, com eficiência, em um combate real, e muito menos que uma unidade de elite que lutou, luta, preserva e transmite a experiência de várias reais. Impossível.

    Comparações à parte, parabéns ao autor da obra.

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