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Missão Corymbe: navio patrulha ‘Commandant Birot’ vai operar no Golfo da Guiné

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Commandant Birot
O Commandant Birot é um aviso A69

Em 5 de maio, o navio patrulha oceânico Commandant Birot, da Marinha Francesa, partiu de seu porto base, Toulon, com destino ao Golfo da Guiné, onde ele irá substituir seu navio irmão Premier-maître l’Her, de Brest. O Commandant Birot vai operar no Golfo da Guiné, nos próximos três meses, como parte da missão Corymbe.

A edição 142 da missão Corymbe será pontuada por ações relacionadas a parcerias operacionais militares com países costeiros. Essas ações visam melhorar a segurança geral da área e, ao mesmo tempo, proteger os interesses estratégicos franceses que ela abriga.

O Commandant Birot vai participar inclusive de um exercício organizado pela Nigéria e organizar o exercício “Africano Nemo 18.3” de grande interação nesse desdobramento, que terá a participação simultânea de diferentes centros de operações navais do Golfo da Guiné e do que suas unidades navais.

Desde 1990, a França desdobra um ou dois navais na missão Corymbe quase permanentemente no Golfo da Guiné. A missão tem dois objetivos principais: ajudar a proteger os interesses franceses na região e contribuir para a redução da insegurança marítima, em particular, ajudando a capacitar as marinhas do Golfo nas tarefas de segurança marítima, no contexto do processo de Yaoundé.

Os navios franceses desdobrados na Missão Corymbe completam o sistema francês preposicionado na África Ocidental (Gabão, Costa do Marfim, Senegal) e participa da componente marinha da cooperação operacional implementada regionalmente pela presença dessas forças.

Golfo da Guiné
Golfo da Guiné

FONTE: Ministério da Defesa da França

18 COMMENTS

  1. E o Brasil devia fazer o mesmo nos países de língua oficial portuguesa, Guiné Bissau, Cabo Verde e S. Tomé e Príncipe. Projetar poder.

  2. Hernâni;
    Boa tarde;
    Não tem para o Brasil quanto mais para outro país.
    Os poucos escoltas que temos estão parado pra reparos e os demais que tem condições estão se revezando na UNIFIL Líbano !!!
    E quando estão no Brasil continuam operando quando regressam da missão de paz da ONU do Líbano !!!

  3. Na Armada Argentina os 3 Avisos type A 69 classe d’Estienne d’Orves são classificados como corvetas, Classe Drummond, apesar de terem apenas 80 metros de comprimento e menos de 1.400 ton carregados (provavelmente devido ao robusto armamento original).
    .
    Na situação de penúria de nossa Esquadra, não duvido que em breve será necessário que os Amazonas sejam melhor armados, reclassificados como corvetas e passem a servir à Esquadra (pressupondo que não passarão por situação de combate, que é sua debilidade). Ou pelo menos um deles, ainda mais caso se chegue à compra do Severn, que o substituiria como NPaOc (apesar de não ter convôo, bla bla bla – mas em último recurso, o que mais fazer??). Principalmente se na análise dos cascos das Niteroi o resultado não for muito animador para uma revitalização…

    • Nilson,
      Quando foram comprados os A69 argentinos, no início da década de 1980, não tinha nada de errado em designar navios desse porte como corvetas. Com o tempo, o termo corveta passou a abranger navios de porte maior, antes considerado já próprio de fragatas, mas não deixou de abranger navios desse porte da classe Drummond.

      • Sim, não era errado, era uma decisão local, e continua mais ou menos assim, pelo que tenho visto. Tanto que o mesmo navio era Aviso para os franceses e Corveta para os argentinos.
        .
        O que tentei enfatizar é que os Drummond são corvetas (ou seja, são da Armada, e não da Prefectura Naval, que equivaleria aos nossos Distritos Navais). E correlacionando com a possibilidade de os Amazonas (ou um deles) passarem para a Esquadra, já que, parece-me, estão sendo usados mais para assuntos da Esquadra do que do Distrito. Ou pelo menos sendo compartilhados, na prática. Por exemplo, parece-me que ir à África é assunto mais da Esquadra do que do Distrito.
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        E falo isso apenas no mais ou menos, pois as divisões de tarefas por lá (Armada x Prefectura) devem ser diferentes das por aqui (Esquadra x Distritos).

    • Sempre defendi o aumento do armamento dos Amazonas.

      Não digo instalar lançadores de mísseis nem tubos lança-torpedos, mas pelo menos trocar aquele canhão de 30mm por algo maior.

      A argumentação contrária é que este calibre de canhão é “padrão internacional” para patrulheiros oceânicos e que no nosso contexto não há necessidade de nada a mais que isso.

      Discordo. Um navio deste porte e com a função de patrulhar o nosso oceano tinha que ter algo mais imponente e com maior poder dissuassório. Não dá para ficar patrulhando no limite das 200 milhas com um canhãozinho desses.

      • Será da mesma forma que se faz escolta a outros alvos de maior valor da Esquadra hoje (como é o caso do NDM Bahia, do NT e dos NDCC), ou seja, com as fragatas e corvetas que estiverem disponíveis para operação. O que deve dar perto de metade ou, com bem mais esforço de manutenção e modernização para esticar as vidas úteis, até 2/3 do total de 11 fragatas e corvetas atualmente nos dois esquadrões de escolta (6 navios classe Niterói, 2 Greenhalgh, 2 Inhaúma e 1 Barroso), enquanto não derem baixa.

        Daqui a uns 5 ou 6 anos, se tudo der muito certo, a escolta poderá começar a ser feita por corvetas classe Tamandaré que substituírem os navios mais desgastados da lista acima e, mais pra frente, por um novo lote de corvetas classe Tamandaré que substituírem os eventuais remanescentes, ou por futuras fragatas, caso consigam retomar o Prosuper.

  4. Navio Patrulha?
    armamento
    1 torre de 100 mm AA Mle 68
    2 canhões 20 mm AA F2
    4 metralhadoras de 12,7 mm
    4 tubos de torpedo 550 mm L 5 mod 4
    1 lançador SIMBAD
    4 mísseis Exocet MM40

  5. Com relação a falta de cascos, a MB deveria ter convertido as duas corvetas A V 30 Inhaúma e V 33 Frontim para patrulha de alto mar, seria somente a substituição do 114 mm por um 40 mm na proa, provavelmente levantando um pouco a proa e melhorando a navegabilidade em mar grosso, remoção das caixas de mísseis e os TT. Teríamos um bom navio patrulha com abrigo de helis, por ainda uns 10 anos….

    • Não havia recursos para modifica-las muito menos para faze-las voltar a navegar…a
      marinha brasileira fez o correto quando livrou-se das duas.

  6. Se temos os direitos de construção da classe Amazonas, não temos porque ficar buscando modelos, não testados. A classe já demonstrou ser bem adequada. Se quiserem dar mais dentes é bem simples. No inventário da MB deve ter muito armamento disponvel. Vamos fazer como os ingleses, aproveitar o que for possivel nos navios descomissionados. Salvo melhor juizo e mais verbas para a MB.

  7. Que apesar crise aprofundada pelas reformas neolibs do Macri, os hermanos possam manter em operação suas A69, das quais gostam muito também por serem baratas de operar.

  8. Os franceses fizeram com os navios da classe A69 o mesmo que a MB vai fazer com algumas unidades da classe Niteroi, transformar em avisos de patrulha oceânica, a mesma coisa que a MB ja fez com os CTs de escolta da classe do Bauru, se não me engano classe Bertioga

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