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Submarino estratégico russo ‘Yuri Dolgoruky’ lança mísseis Bulava

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O submarino estratégico russo da classe “Borei”, Yuri Dolgoruky, realizou nesta terça-feira (22 de maio) um lançamento bem-sucedido de quatro mísseis balísticos Bulava pela primeira vez, informou o serviço de imprensa da Frota do Norte da Rússia em um comunicado.

De acordo com a declaração, o lançamento foi realizado a partir de uma posição submersa no Mar Branco, tendo como alvo os campos de testes de Kura, na península de Kamchatka.

“Todas as tarefas foram cumpridas. O lançamento confirmou as características técnicas e a confiabilidade do submarino estratégico da classe Borei, bem como do sistema de mísseis balísticos Bulava baseados no mar”, disse o comunicado.

Rússia cancela planos para SSBN da classe Borei atualizado

A Rússia pretende construir mais seis submarinos de mísseis balísticos classe Borei II, no lugar da planejada classe Borei III.

Segundo uma fonte da indústria russa, o governo da Rússia cancelou uma versão atualizada do submarino nuclear de mísseis balísticos (SSBN) Project 955A Borei II ou classe Dolgorukiy, seguindo uma análise de custo-benefício.

A chamada classe Borei-B (Borei III) de SSBNs, que apresentaria um sistema de propulsão a jato de água (Pump Jet) modificado, um casco atualizado e nova tecnologia de redução de ruído, além de outras, também aparentemente não está mais listada no programa de armamento de 2018-2027.

Um programa anterior havia incluído uma provisão para a construção de quatro submarinos Borei-B. “Após a análise das propostas para a construção de submarinos nucleares Borei-B, foi tomada a decisão de abandoná-los, pois o projeto de construção desses submarinos não atende ao critério de custo/eficiência.

Em vez disso, a versão final do programa estatal de armamento até 2027 inclui submarinos Borei-A (Borei II)”, disse a fonte à agência de notícias TASS em 21 de maio.

SSBN classe Borei (clique na imagem para ampliar)
SSBN classe Borei (clique na imagem para ampliar)

91 COMMENTS

  1. Parece que o dinheiro ta acabando e o folego Russo pra acompanhar EUA e China está sumindo…

    O Futuro?
    Uma força pequena, enxuta e coesa ao invés dos grandes números da guerra fria.

    Veremos até quando o Tio Sam vai levar essa corrida contra a china, veremos se a bolha chinesa ira estourar antes dos EUA se der por vencido.

    Acho que no âmbito militar os americanos tem folego pra irem mais alem do que o fatídico ano de 2050

      • Ele ta se referindo ao novo submarino. Atualizar o meios que possui e implementar novas armas é torna uma força militar compacta e coesa, pois se está otimizando os gastos.

    • Bolha chinesa ? Bolha é coisa de país no qual o Estado permite artificialismos de mercado de capitais criando aumento sem lastro de demanda e crédito. Nada disso ocorre na China, lá a economia é real mesmo.

      • Maurício, você está brincando, certo? Se estiver, me desculpe. Se não, por favor me diga o que você acha da bolha apontada nesse artigo:
        https://mises.org.br/Article.aspx?id=1868

        Só para adiantar a matéria:

        “durante um período de apenas dois anos, 2011 e 2012, o qual representou o ápice da tão aclamada “agressiva política de estímulos” do governo chinês em resposta à recessão do mundo desenvolvido, a China consumiu mais cimento do que os EUA consumiram durante todo o século XX!”

  2. “Todas as tarefas foram cumpridas. O lançamento confirmou as características técnicas e a confiabilidade do submarino estratégico da classe Borei, bem como do sistema de mísseis balísticos Bulava baseados no mar”,

    Depois que os russos passaram a utilizar o windows, após cada teste é só dar um copy/Paste no texto acima.

    É sempre o mesmo !

  3. É bom de vez enquanto dar uns tiros pra cima no quintal de casa, pra mostrar pros vizinhos valentes que não é boa ideia invadir a nossa casa.

    • “Dar uns tiros”

      kkkkk

      Os caras falam como se fosse o EB colocando o FAL pra funcionar

      kkk

      Eu não sei se voces repararam, mas isso são 4 ICBMs sendo lançados de uma vez só!

  4. É impressão minha ou os russos são os que mais executam esses testes de lançamento de ICBM a partir de submarinos ?

    Há muito tempo atrás foi noticiado um lançamento que os EUA fizeram, mas nunca vi nenhum vídeo de lançamento feito pelos ingleses e franceses.

      • Com certeza as outras potencias testam seus brinquedos
        Mas 4 ICBMs lançados de uma tacada só é a primeira vez que eu vejo!

        Sendo bem sincero nunca vi isso

        • Sugestão aos editores: Uma luz alta em quem reiteradamente é grosseiro com os demais participantes tb se faz necessário muitas vezes.

          Há sinais constante de agressões gratuitas em todas as postagens. Entendo que a tarefa de moderação não é fácil, mas a civilidade de muitos aqui está em baixa. Mesmo eu que acesso uma vez por dia o site consigo decorar os nomes que se envolvem em conflitos, logo imagino ser possível isso.

          Att. André Gomide(leitor diário desde 2008 aproximadamente)

          • Pois é André, ser educado não custa nada. Infelizmente alguns se comportam como se fossem adolescentes malcriados

      • Sim claro, isso deveria ser para ontem, não sei o por quê dos atuais subs brasileiros em construção não terem capacidade VLS, acho um tremendo retrocesso. Se tivéssemos subs com capacidade VLS, poderíamos participar de exercícios de grande escala, ou até mesmo de algum conflito armado por aí, contra insurgências ou outro conflito paramilitar, pelo menos para adquirir alguma doutrina. Não precisa lançar ICBM, basta um brahmos ou os MTC-300.

          • Defender,
            Você não está errado em nominar os atuais SLBMs de ICBMs. São classificações distintas mas que se sobrepõem.
            Tanto o SLBM Bulava (Rússia) quanto o Trident II (EUA e RU), o M51 (França) e o JL2 (China) têm alcance máximo maior que 5500 km, sendo portanto classificados como ICBMs.

        • Defensor,
          Já ouviu falar em lançamento de mísseis de cruzeiro por tubos de torpedo?
          Submarinos nucleares de ataque dos Estados Unidos e da Inglaterra lançam mísseis de cruzeiro como o Tomahawk por tubos de torpedo, e os novos submarinos franceses classe Barracuda lançarão o Scalp Naval dessa mesma forma.
          Não precisa ter lançadores verticais pra isso.

        • “não sei o por quê dos atuais subs brasileiros em construção não terem capacidade VLS”

          Mais um caso típico de criticar sem conhecer o assunto. haja paciência.

          • Não sei se a MB vai adotar mísseis cruise de ataque terrestre (LACM) em seu futuro submarino nuclear. Pode ser que ela queira só submarinos com função estrita de “caçador/matador”.
            Não é “obrigatório” que submarinos de ataque adotem mísseis cruise.
            Eu particularmente acho que não precisamos de mísseis cruise em nossa marinha.
            Agora, o que não serve pra nada é meia dúzia de mísseis de cruzeiro congestionando uma sala de torpedos otimizada para duas dúzias de armas.
            Ou a sala de torpedos tem que ser otimizada para algo em torno de 35 a 40 armas (pelo menos) ou é interessante que se tenha lançadores verticais dedicados ao lançamento de mísseis cruise de ataque terrestre.
            Mas reafirmo, não vejo necessidade da MB adotar LACMs.

          • Discordo, Bosco.

            Compartimentos de torpedos de submarinos modernos, como é o caso dos franceses dos quais descendem os SBR (e com os quais o SNBR terá parentesco, mas provavelmente com compartimento maior devido à boca também maior), têm um módulo de armazenamento e manuseio desenvolvido justamente para organizar o espaço e facilitar a recarga dos tubos com as armas que ficam armazenadas no berço.

            Desconheço a ideia de “congestionamento” da mesma apenas pelo fato de levar ou não mísseis, é tudo uma questão de se armazenar mísseis antinavio, de ataque terrestre e torpedos nas proporções adequadas às missões, até o limite de armazenamento de cada submarino.

            Segue link de matéria de março do ano passado, mostrando a instalação do sistema no futuro submarino Riachuelo (SBR-1), atualmente em finalização em Itaguaí:

            http://www.naval.com.br/blog/2017/03/22/prosub-avanca-na-construcao-dos-submarinos-convencionais/

          • Nunão,
            “Congestionar” aí é no sentido de “competir com espaço útil”. Claro que não há congestionamento no sentido estrito da palavra, mas em tendo uma reduzida capacidade de “armas” alguns poucos LACM além de não surtirem efeito prático algum num hipotético inimigo ocupam lugar na sala de torpedos do velho e bom torpedo pesado, que é em última análise o que um submarino nuclear tem que ter “sobrando”.

  5. Para uma classe de SSBN que foi desenvolvida para substituir os Delta III, Delta IV e Typhoons, construir apenas mais 6 barcos é o suficiente ??

    • Fox-2,

      O Borei possui 16 tubos de mísseis e cada míssil Bulava pode levar até 10 ogivas.

      Ou seja, até 160 ogivas por submarino.

      • Os EUA tem a Classe Ohio. eles construíram 18 deles, (planejavam 24 unidades) mas alguns não levam SLBMs salvo engano são 14 belonaves da classe Ohio que são equipados com o Trident II, cada Ohio leva 24 Trident II cada Trident II pode ser equipado com 8 MIRVs W88 de aproximadamente 475kts ou 12 MIRVs W76 com mais ou menos 100kts.

        ou seja, equipados com a W88 cada Ohio leva 192 Ogivas. Usando a W76 eles levam 288 ogivas

        (os outros 4 subs da classe Ohio foram armados com misseis de cruzeiro.)

        • Realmente é uma capacidade e tanto dos Ohios.

          Seria bom também ter algumas informações sobre a capacidade dos SSBN´s Franceses e Chineses, pelo menos eu não sei quais são.

        • Victor,
          Vale salientar que essa é a capacidade nominal dos Ohios e Tridents II. A real é bem menor tendo em vista que por força de tratado os Ohios levam apenas 20 Tridents II e cada SLBM está limitado a não mais que 5 MIRVs (W88 ou W76).
          E é pouco provável que todos os 20 estejam com a carga máxima permitida, sendo o mais provável que há mísseis inclusive com apenas 1 RV, de modo a permitir uma melhor flexibilização operacional.
          A grande vantagem do Trident II com 5 RVs (o máximo permitido) é que possibilita a ele o alcance máximo (12000 km).

      • Mk-48,
        Cada Bulava leva 6 veículos de reentrada (MIRVs) além de PENAIDS (dispositivos auxiliares de penetração) . A capacidade de carga do Bulava é de 1150 kg, o que é incompatível com 10 ogivas (RVs) e as fontes que dizem isto estão equivocadas.
        Só por comparação a W76 americana de 100 Kt lançada pelo Trident II pesa 164 kg. Como há equivalência de tecnologia russa em relação à miniaturização de suas armas nucleares e veículos de reentrada o que se pode deduzir é que sua ogivas de 150 Kt tenha massa ligeiramente maior que a da ogiva americana. Mas mesmo sendo idêntica, só podem ser levadas 7 MIRVs no Bulava. As informações dão conta de que 6 são levadas e mais as PENAIDS.
        Vale salientar que se a carga máxima for levada por um míssil balístico ele não atinge o alcance máximo e um submarino geralmente leva uma combinação de MIRVs de modo a flexibilizar as operações. O mais provável é que haja algo em torno de 50 ogivas dentro de cada Borei.
        E vale salientar que salvo engano, as cidades americanas não são alvos primários dos Borei. Há muito o nível de precisão e de miniaturização permite aos mísseis ICBMs atingirem alvos “pontuais” mais estratégicos que apenas grandes centros populacionais.

        • Em relação à flexibilização de operações há de se entender que não há como descartar veículos de reentrada (ogivas). Se um míssil balístico for armado com 6 ogivas ele terá que lançar as 6 ogivas contra 6 alvos (ou mais de uma contra um alvo). No caso de se querer atingir apenas um alvo apenas uma ou duas ogivas seriam necessárias e por isso há uma variedade maior de quantidade de ogivas em relação aos mísseis disponíveis.
          Antes, na Guerra Fria, era mais provável que os SLBMs levassem uma quantidade maior de ogivas, mas hoje se privilegia nos EUA (e provavelmente na Rússia) uma maior flexibilidade.
          Já a China, França e RU,por terem menos “armas”, ainda devem ter uma maior quantidade de MIRVs disponíveis tendo em vista elas ainda utilizarem seus SSBNs com função de dissuasão primária de um primeiro ataque.

        • Bosco,
          Você fala com se fizesse manutenção nos misseis americanos de manhã e fosse fazer nos misseis Russos à tarde.
          Dados concretos assim daqui a 50 anos.
          Dá uma olhada nas informações dos misseis antigos na época quando eles eram operacionais e os vê agora que já não são.

          • A mais nova “Revisão da Postura Nuclear” americana recomendou que os SLBMs sejam armados com armas nucleares de baixo rendimento para eventuais escaramuças nucleares com russos e chineses, baseado numa nova doutrina que está surgindo denominada de “escalar para desescalar” (escalate to deescalate), que prevê a utilização de armas nucleares táticas de baixo rendimento em futuros conflitos entre potências nucleares.
            Para se adequar à nova recomendação a arma escolhida é a ogiva W76 (de 100 Kt) modificada, que deverá ter seu rendimento reduzido para não mais que 5 Kt.
            E logicamente os SSBNs Ohio deverá ter “alguns” mísseis Tridents II com apenas uma W76 Mod 2 (de baixo rendimento) já que não é imaginável querer reduzir o poder destrutivo da arma e lançar mais de uma de cada vez.

  6. MK 48, talvez os russos testem mais os Bulava e seus SSBN, pelo simples motivo de que como já é de conhecimento geral, o desenvolvimento dos Bulava foi bastante problemático. Vários mísseis falharam em diversos testes, alguns por problemas técnicos nas fases iniciais de voo e outros por problemas relacionados a fabricação de componentes nas fábricas. Veja que os antigos SSBN (DELTA III e IV) do tempo da URSS (CCCP) ainda são mantidos em operação, pois não havia até agora, opção viável para a substituição dos mesmos. Agora parece que tanto os SSBN Borei, quanto seus mísseis Bulava estão atingindo a maturidade, podendo de fato serem comprovadamente aptos ao serviço ativo. Fala-se agora de um total de 14 SSBN BOREI a se tornarem operacionais na marinha russa e em sendo assim, se tornarão a única classe de SSBN russos a substituírem os DELTA III/IV e o único Typhoon ainda ativo (mas esse hoje não é mais um verdadeiro SSBN, sendo usado como um super SSN até que sua vida útil acabe).

    • Ypojucan,

      Ótimo comentário. Faz todo o sentido. Inclusive com seu único comentário você respondeu a duas perguntas minhas mais acima.

      Abs.

  7. muito bacana o video. Realmente o momento que os 4 misseis saem da agua eh apocaliptico…creio que nunca tinha visto uma salva de misseis balisticos, normalmente lancam apenas um para teste.

    • Um grande diferencial deste lançamento é cadencia.
      Lembro eu que no inicio dos 90s os russos executaram uma operação “Hipopotamo-2” com salva de 16 misseis . Não lembro detalhes (quem tem paciência pode verificar) mas a cadencia era algo próximo de 15 segundos entre lançamentos.
      Aqui a situação é bem diferente.
      Um grande abraço!

      • 16 ?!!!!
        16 ICBMs lançados de uma vez ?

        Juro que queria muito ver essa cena !

        Se 4 já algo impressionante, imagina 16 monstros desses lançados!

        • Ate eu fiquei curioso se falei coisa certa.
          E foi sim (cabeça ainda funciona quando quer 🙂 ). 6 de agosto de 1991.Submarino K-407 “Novomoskovsk” (proj. 667BDRM DELTA-IV). 16 mísseis R-29RM (SSN23 SKiff).
          Parte de video : https://youtu.be/A73dlbJhp9M?t=27s
          Um grande abraço!
          P.S. errei por pouco sobre cadencia (da uns 13 segundos).

    • o uniforme dos ingleses é mais engomadinho, mas a cadeira de pele de urso é mais legal que a de pele de oncinha do classe Vanguard do video que o SmokingSnake postou!

  8. Como tudo que os russos fazem foi infalível, formidável, magnífico, assustador, invencível, estrondoso, impenetrável, destruidor, sem precedentes, avancadissimo, inimitável…

  9. Porque é que não teremos Pump-Jet no SNBR, parece ser mais discreto e stealth do que as tradicionais propulsão a Helice, a MB poderia adoptar o PUMP-JET a partir do segundo SNBR, sendo que é a tecnologia mais sofisticada no momento, basta ver os novos projectos como SSBN BOREI (Russia), SSN ASTUTE(Reino Unido),SSBN DREADNOUGHT(Reino Unido), SSN BARRACUDA(França), SSBN TRIOMPHANT(França),SSN VIRGINIA(EUA),SSBN COLUMBIA(EUA),SSN TYPE-95(China),SSBN TYPE-96(China).
    Os Russos estão planeando um SSN KHASKY também com PUMP-JET ,lá para 2030 estaremos lançando o SSN SNBR Alvaro Alberto, um pouco desfasado no tempo , ainda com a tradicional propulsão a Helice, enquanto todo mundo estará com Sistema de Propulsão de Jacto de Agua (PUMP JET). Até a Austrália terá os seus 12 SSK BARRACUDAS com PUMP-JET. A MB deveria reavaliar enquanto é tempo, tudo porque ainda estamos em fase de desenho do SNBR, ainda vamos a tempo de trocar de sistema.

  10. Bem a verdade do fato é que os russos estão mostrando que também tem misséis de cruzeiro e platarfoma para lançar. Dizer que o folego do russo esta acabando é defender um lado sem olhar para outro. Coisa muito comum de brasileiro, infelizmente!

    • Esclarecendo…
      A notícia não trata de mísseis de cruzeiro, mas de ICBM, Intercontinental Ballistic Missile, ou míssil balístico intercontinental. Míssil de cruzeiro é outra categoria de armamento.

  11. Caramba!
    Rapaz….. 4 ICMBs lançados de uma “vezada” só ! Isso é demonstração de poder viu…

    Coisa rara de se ver…

    ps: então, suponho que os problemas com os BULAVAs foram finalmente contornados…. confere?

  12. Como apreciador de tecnologia bélica eu também fico impressionado com esse vídeo mas acho esse tipo de teste meio… desnecessário. Além de muito caro. Não vejo em que ele agrega salvo em relação à propaganda. Claro, não deixa de ser importante mas do ponto de vista operacional acho meio exagerado uma sequência tão rápida.
    Mas é só minha impressão. Os russo, como disse o Nunão, pensam diferentes de nós em alguns aspectos (pensam fora da caixinha) e não é de se estranhar esse teste com grande apelo emocional e visual, vindo deles.
    Com certeza os Ohios têm um tempo de lançamento sequencial muito maior. Eu diria que no mínimo 30 segundos. E jamais os americanos fariam um teste desses, com 4 mísseis.

    • Para fins de treinamento e certificação os testes de tiro real são necessários. E o vídeo é ótimo para dissuasão e propaganda.

      • Concordo com você Alexandre !
        A dissuasão pode evitar um pais de gastar bilhões de dólares.
        Que pena que nós não podemos marcar território com a Russia pode fazer.

    • Discordo Bosco, devido ao extremo ruido gerado no lancamento, alem da assinatura visual, creio que o submarino fica muito mais suscetivel a ser detectado, entao acho muito importante que o lancamento de todos os misseis seja feito o mais rapidamente possivel. Quanto aos Ohios, como nunca vi uma salva, nao sabemos o intervalo, quem sabe eh tao rapido quanto ou ate mais…nao temos como saber.

      • Marcelo,
        Os SSBNs hoje operam em geral em águas territoriais do próprio país. Talvez a alta cadência fosse essencial no passando, quando os SLBMs tinham alcance bem menor que os atuais e estavam mais sujeitos ao contra-ataque.
        Mas você está certo na medida em que ainda há missões que exigem uma maior aproximação do submarino de águas patrulhadas pelo inimigo, o que ocorre principalmente quando o míssil está com sua carga máxima de MIRVs.
        De qualquer forma um cadência de 1 lançamento a cada 20 ou 30 segundos dos Ohio não é muito não tendo em vista que o submarino só lança seus mísseis quando tem “certeza” que está livre de contra-ataque. Se bem que é difícil ter certeza que não há um submarino inimigo na rabeira e aí lançar um míssil a cada 6 ou 7 segundos pode fazer mesmo diferença.
        De qualquer forma, como disse, é uma bela demonstração de força.

  13. Rapaz,

    Falando como leigo, que tecnologia em você “soltar” um artefato deste, debaixo d’água (submerso) e chegar até o alvo a km e km do local de destino.

    Att.

  14. Só como curiosidade…SSBNs da classe “Ohio” também já lançaram 4 SLBMs em sequência …de cabeça lembro do USS Maryland, alguns anos atrás, mas…normalmente são lançados apenas 2 mísseis para testes…4 é mais raro.
    .
    Também a US Navy conta com 14 plataformas que necessitam de testes com o mesmo tipo de míssil que é o Trident II enquanto a marinha russa conta com apenas 3 plataformas capazes de lançar o “Bulava”…justamente os 3 classe “Borei”..os demais SSBNs russos , 6 classe “Delta IV” utilizam o “Sineva” e os 2 remanescentes “Delta III” se é que ainda são 2, lançam outro tipo de míssil.

      • Esse vídeo não tinha visto José…mas é um dos raros testes com 4 mísseis, depois que cheguei em casa descobri em minhas anotações outros SSBNs que também
        realizaram testes com 4 mísseis além do USS Maryland que era o único que lembrava de cabeça.
        .
        Também confirmei que à marinha russa retirou de serviço 2 dos 3 “Delta III”,
        algo que desde o ano passado vinham anunciando fazer…o remanescente o “Ryazan” que foi devolvido à Frota do Pacífico depois de uma última revitalização ano passado, deverá permanecer em serviço por mais uns 4 anos.
        .
        abraços

  15. Aquelas “paradinhas no Ar” antes de ativar os propulsores são de perder o fôlego. Precisão perfeita!
    Outra: Como os equipamentos mais básicos Russos (portas/acessos, painéis, trancas, microfones, etc) são de uma simplicidade espartana; padrão década de 50-60. O importante é que funcionam.

  16. Bosco 24 de Maio de 2018 at 17:52
    A mais nova “Revisão da Postura Nuclear” americana recomendou que os SLBMs sejam armados com armas nucleares de baixo rendimento para eventuais escaramuças nucleares com russos e chineses, baseado numa nova doutrina que está surgindo denominada de “escalar para desescalar” (escalate to deescalate), que prevê a utilização de armas nucleares táticas de baixo rendimento em futuros conflitos entre potências nucleares.

    Bosco, essa nova postura nuclear americana nada mais é que a prova inconteste de que o próprio EUA estão cientes de sua impotência para fazer guerra convencional contra potências como China ou Rússia. Já que, se tivessem certeza de que poderiam vencer uma guerra convencional, para que usar uma escalada nuclear, de baixo rendimento, para desescalar?

    Além do que, eu duvido muito que essa postura funcione. Acha que a Rússia vai desescalar se eles usarem uma arma nuclear de baixo rendimento? os americanos estão loucos se pensam assim. Eu garanto que “as gentilezas” nucleares serão trocadas assim que a primeiro potência nuclear abrir a caixa de Pandora. Loucura total.

    Os EUA se tornaram exatamente aquilo que eles dizem que a Coréia do Norte é.

  17. 100zinha,
    Concordo em grau, gênero e número.
    Eu só citei mas não quer dizer que eu acho que funciona. Pra mim é um absurdo também, mas é baseado na intenção russa de utilizar armas nucleares táticas no caso de um conflito. A “Nova Postura” é só uma leitura dos acontecimentos e uma proposta de reação.
    Mas eu concordo que é equivocada. Eu só a citei por conta de ilustrar o quanto pode ser flexível a “carga” dos SSBNs.
    Em tempo… acordou calminha hoje hem!??

  18. Discordo respeitosamente do colega, “prova inconteste” é querer simplificar muito o pensamento de uma potência que já tem armas nucleares em seu arsenal a quase 80 anos, que já passou por várias doutrinas de utilização e já executou mais de mil teste com este tipo de armamento.
    Em confronto convencional direto, com o uso de todos os meios os EUA podem suplantar a Rússia e a China, pela quantidade e qualidade de seu armamento.
    No meu ponto de vista o emprego de armas de emprego tático advém de uma expectativa de que nenhuma superpotência nuclear desejaria usar todo o seu arsenal nuclear, tendo em vista que no final disso não haveria mais vida civilizada, já com o uso de armas táticas pode ser que haja algum ponto de retorno a uma mesa de negociações sem que a escalada atinja o nível do juízo final.

    • José,
      O problema é que é pouco provável que não haja uma resposta nuclear e aí comece uma escalada.
      Os americanos mexeram com o equilíbrio com seu escudo antimíssil e os russos por sua vez em vez de igualmente focar em meios defensivos o fez em relação aos meios ofensivos, inclusive com ameaças de utilizar armas nucleares táticas que eram tidas como ultrapassadas.
      Agora, parece que voltaram com tudo.
      Os americanos querem os SLBMs armados com ogivas de baixo rendimento e querem a volta dos mísseis cruise nucleares lançados de submarinos.
      Os russos ameaçam a todo momento que têm podem fazer uso de mísseis táticos nucleares, como o Iskander.
      Os americanos, por não terem mais forças nucleares estacionadas na Europa, inventam de colocar armas de baixo rendimento em mísseis estratégicos, o que pode ser muito perigoso. Um satélite russo de alerta IR, assim como os sistemas de radares, não têm capacidade de “adivinhar” se o Trident lançado leva uma única ogiva de 5 Kt ou 12 de 100 Kt (ou 8 de 475 Kt) e só mais tardiamente é que pode prever o ponto de impacto. Isso pode gerar um contra-ataque em larga escala.
      No meu modo de ver seria mais sensato instalar armas de baixo rendimento em mísseis cruise lançados de submarinos e em armas aerolançadas (bombas e mísseis), mas jamais num míssil SLBM.

      • Por outro lado Boscão, é a maneira mais rápida e barata de se ter “armas nucleares de baixo rendimento” a bordo de plataformas que são muito difíceis de serem neutralizadas que são os SSBNs que podem lançar os mísseis de uma distância mais
        segura se necessário for…e justamente por investirem mais em “Guerra convencional”, não há muito dinheiro sobrando para novos projetos no Pentágono.
        .
        Aeronaves e mesmo mísseis de cruzeiro podem ser abatidos e os SSNs além de serem também relativamente poucos precisariam obrigatoriamente aproximar-se mais de possíveis alvos para lançar seus mísseis de cruzeiro…já um SLBM é praticamente impossível de ser abatido.
        .
        Basta deixar potenciais inimigos saberem que a bordo de SSBNs da US Navy existirão também mísseis com ogivas de “baixo rendimento” …seria uma alternativa interessante e no caso de alguém usar uma arma nuclear tática, o lançamento de apenas um SLBM já daria uma pista que não seria um ataque massivo…mas, se o
        agressor não acreditar, paciência, que pague o preço por sua ousadia.
        .
        abs

        • Daltão,
          Viajando na maionese: o CEP de 90 metros do Trident II (D5) é o máximo que se pode chegar utilizando veículos de reentrada balísticos. Mais que isso só se for com uma MARV (veículo de reentrada manobrável) e isso não está nos planos da USN.
          O que devem fazer para reduzir o rendimento da ogiva W76 é inibir o estágio de fusão que irá detonar só por conta do “gatilho” de fissão. Isso irá reduzir o rendimento de 100 Kt para 5 Kt.
          A outra arma tática americana será a bomba B61/12 que terá um CEP de 10 metros e um rendimento variável de 0,3 Kt a 50 Kt. Será levada internamente no F-35 e nos bombardeiros B-2 e B-21.
          Também há especulações relativas ao futuro míssil cruise nuclear lançado de bombardeiros, o LRSO, possa ser integrado aos submarinos de ataque já que foi recomendado que a USN volte a ter mísseis cruise em seus submarinos de ataque exatamente por ela não mais estacionar armas nucleares táticas na Europa por força de tratados (INF, Iniciativa Presidencial, etc.)
          Não se sabe qual a configuração do LRSO (subsônico ou supersônico) mas deverá ser altamente furtivo e com alcance maior que os atuais 2500 km dos AGM-86B.
          Diferente da utilização atual dos AGM-86B, que são eminentemente estratégicos, os LRSO terão função tática, o que implica em uma ogiva de rendimento variável.
          Que parte você não entendeu??? rsrss
          Um abraço!

          • Nenhuma dúvida e me perco um pouco mais quando você discorre sobre radares e integração com mísseis, mas, não é culpa sua ao
            explicar e sim minha em entender 🙂
            .
            Quanto a novos mísseis nucleares táticos, vamos ver se haverá dinheiro sobrando …pode até acontecer e sabe-se lá que efeito terá em outros sistemas de armas.
            .
            De boas ideias o inferno está cheio, agora querem que os “Arleigh Burkes” durem 45 anos para se chegar ao número idílico de 355 unidades na “Força de Batalha” mais cedo…quem sabe os EUA não estejam projetando uma “máquina de dinheiro stealth” ?
            .
            abraços

  19. Faz mais de dez anos que leio os russos informando que os mísseis deles são a prova do escudo americano, mas a julgar pelas últimas ações destes e da propalada capacidade e desempenho das novas armas por eles anunciadas, parece-me que aquelas antigas declarações eram somente bravata.

  20. Israel está desenvolvendo há anos “brinquedos em Sub’s”, parece que o Tio Donald está dando uma mãozinha, comentários na terrinha correm a esse respeito.

    Bosco e Tadeu Mendes,

    Notícias ?

    • Carlos,
      O que se acredita é que os submarinos convencionais de ataque dos israelenses sejam armados com mísseis cruise nucleares (Popeye turbo? Harpoon?), mas como tudo relativos às armas nucleares israelenses, é segredo.
      Aliás, Israel é o único país que utiliza a “desinformação” como método de dissuasão nuclear. Todos os outros membros do clube usam o método inverso e propagam aos quatro cantos sua capacidade nuclear, não raro, até aumentando um pouco. rsrsss

  21. Bosco:

    ]
    Submarino Turbo Popeye Lançado Míssil de Cruzeiro
    Artigos principais: míssil de cruzeiro lançado por submarino , tríade nuclear e segundo ataque
    Popeye Turbo SLCM – Uma versão supostamente estendida do Popeye Turbo desenvolvido para uso como míssil de cruzeiro lançado por submarinos (SLCM) foi amplamente divulgada em um teste realizado pela Marinha dos EUA em 2002 no Oceano Índico, atingindo uma meta de 1500 km de distância. É razoável supor que o alcance da arma foi estendido até o ponto em que pode ser lançado contra Teerã e ainda mais cidades iranianas a partir de um local relativamente seguro. [7] Pode alegadamente transportar uma ogiva nuclear de 200 quilotoneladas . [8] Acredita-se que o Popeye Turbo esticado é a principal arma estratégica de dissuasão nuclear de segundo ataque que pode ser disparada a partir dos tubos de torpedos secundários de 650 mm do sistema israelense. Submarinos de classe golfinho . [1] Acredita-se que a versão SLCM do Popeye foi desenvolvida por Israel depois que o governo Clinton dos EUA recusou uma solicitação israelense em 2000 para a compra de SLCMs de longo alcance de Tomahawk por causa dasregrasinternacionais deproliferação de MTCR . [9] Enquanto o Popeye padrão é de 533 mm, ossubmarinos da classe Dolphin possuem quatro tubos de torpedo de 650 mm, além dos seis tubos padrão de 533 mm, permitindo a possibilidade de um derivado SLCM Popeye ter um diâmetro maior.

    Fonte: Wiki em Inglês.

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