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Em 11 de novembro 2008, o estaleiro italiano Fincantieri Navali Italiani SpA e o Consórcio submarino alemão assinaram em Gênova, um contrato para a entrega de componentes para mais dois submarinos Type 212A. O  Consórcio submarino alemão para a Itália é constituído pela Howaldtswerke-Deutsche Werft GmbH (HDW) e TKMS Blohm Voss Nordseewerke GmbH (BVN) – as duas empresas pertencentes à ThyssenKrupp Marine Systems – e MarineForce International LLP.
A HDW e BVN vão entregar os documentos de construção e componentes, tais como as células de combustível para o sistema de propulsão AIP, a seção para os tubos de torpedo da proa e outros pequenos componentes para o 2º lote. Essa encomenda irá aumentar para 24 o número de submarinos no mar ao redor do mundo equipados com o sistema AIP de células de combustível da HDW.
Os dois submarinos classe 212 serão construídos pela Fincantieri em Muggiano. Os dois primeiros submarinos foram construídos também na Itália, seguindo as especificações e documentação alemã, e entraram em serviço operacional na Marinha Italiana em 2006 e 2007. A entrega dos novos submarinos está prevista para setembro de 2015 e setembro de 2016.
As principais características da classe 212 de submarinos para a Marinha italiana:
Comprimento: aprox. 56 m
Altura: aprox. 11m
Deslocamento: aprox. 1.450 t
Tripulação: 27
A ThyssenKrupp Marine Systems AG, com sede em Hamburgo, na Alemanha, faz parte da ThyssenKrupp Technologies AG, dentro do grupo ThyssenKrupp. Com sua competência tecnológica, carteira extensa e inovações contínuas, o grupo empresarial, sendo a organização guarda-chuva para estaleiros navais da Alemanha, da Suécia e da Grécia e de diversas empresas de engenharia marinha, representa um dos principais grupos da construção naval européia.
No gráfico abaixo, as três classes alemãs U-214, U-212 e U-209 comparadas.

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214-212-209.jpg

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Corsario-DF

Mais uma prova da grande capacidade dos Sub Alemães, não é a toa que a Itália um grande operador desses Subs encomendou mais. Fica aí a dica ou melhor a dúvida.

Sds.

Edilson

Salve senhores. os críticos do sistema AIP, muitas vezes argumentam que este tipo de propulsão e mais adequado para navios que operam em mares fechados (negro, Mediterrâneo etc) por acaso alguém saberia me dizer se há ou ouve algum dia um estudo ou avaliação da possibilidade de se operar Subs nos rios amazônicos?, quais as limitações? quais as vantagens. fala-se em negar o mar e defender a amazônia, para mim a rodovia aberta é o rpóprio amazonas, um sub pode entrar lá e atacar manaus se for necessário. e vejo que numa eventual invasão o amazonas é a porta de… Read more »

McNamara

Prezado Edilson. Operar submarinos em águas restritas como os rios amazônicos seria impraticável por uma série de razões. A principal delas seria a existência de sedimentos, troncos, etc. em constante movimentação, fortíssimas correntes e a possibilidade de encurralar o sub com certa facilidade, submetendo-o à toda sorte de ataques. Segundo, o uso de torpedos em águas tão turbulentas e cheias de detritos vegetais pode estar à beira do impraticável. Terceiro, precisamos de presença naval de superfície, apoio de fogo e desembarque eventual de fuzileiros para um ataque ribeirinho com apoio de helicóptero embarcado. Nesse caso, o sub pode eventualmente emergir,… Read more »

XR

Edilson, existem rumores de que os alemães operaram U-boots nos rios da Amazônia quando da segunda guerra.
Acho que não existiriam grandes problemas, desde que operados em locais passíveis de navegação.

Edilson

Caro McNamara, bem vindo novamente,e estavas ausente e fazes falta aqui no blog.
obrigado pela mensagem. realemnte as variáveis são muitas analisando assim não como não concluir que seria difícil operar os subs na amazônia.

Caro XR. obrigado pela resposta, é verdade que já se falou dos U-boat na amazônia nclusive creio que um deles esteve encalhados e não em engano, mas como disse o McNamara, os fatores contra são muitos e acho que seria inviável operá-los.

McNamara

Existem rumores também que os ETs pousaram em Varginha MG. O fato de um ou mais U-Boats terem adentrado os estreitos, próximos a Belém, e águas adjacentes, certamente navegando na superfície, sem serem percebidos, em missão de reconhecimento, pode ter acontecido. Mas uma campanha submarina dentro dos rios amazônicos, garanto ser impossível.

Sergio

Sr. McNamara, resumindo, seria suicídio, ou no mínimo uma tática equivocada, subir o rio numa batalha, com submarino.

Invencible

A melhor maneira de entrar na Amazônia é sem dúvida através do Rio, mas isso ocorreria com navios na foz do rio. No interior isso ocorreria com lanchas rápidas. A melhor maneira de defender a Amazônico com Subs seria negando o acesso de uma froto ao estuário do rio. Impedir uma ação de desembarque. Ninguém colocaria uma frota dentro de um rio. Mesmo o Amazonas. Tudo bem que ele chega a ter 15km de uma margem a outra, mas como foi dito anteriormente uma bateria Astros ou de obuseiro poderia facilmente colocar a pique qualquer navio. Uma boa devesa seria… Read more »

pablo

e quanto a navegacao de mini subs na amazonia???
disseram que troncos, sedimentos atrapalham a navegacao do sub, um tronco poderia afundar um sub ???? quais os danos causados por sedimentos ???
acho que o unico problema seria com as helices…
alguem sabe qual o calado do rio ali em Belem ???

existem rumores de que os indios brasileiros da nacao yasbuste afundou um Uboat com flechas durante a WWII.

pablo

invencible,

os Astros so adiantariam se o sub nao estiver submerso, se o mesmo estiver submerso, nao adiantaria nada ter Astros… ou estou errado ?!?!?!

lanchas de maderira ?????!!!!!!!!!!!!!!!!!! nao sei nao…
o aluminio nao seria mais indicado ????

André

Caro Pablo,
Rumores de que índios afundaram um U-Boat com flechadas???!!!
Onde você ouviu isso??? Só se na ponta dessas flechas tivesse explosivo!!! hehehe

Invencible

Como disse no comentário me referia aos Astros sobre uma frota de superfície e não Subs. Para estes eu deixaria o rio infestado de minas. Quanto as lanchas de madeira elas fora usadas no Vietnã com grande socesso no combate ao acesso de armas as tropas do norte no delta do rio Mekong. Digo lanchas de madeira pois são relativamente baratas, podemos construir em grande escala, e porque temos muita madeira de contrabando que se perde por falta de uso. Sem dúvidas uma lancha de metal seria melhor. Mas custa caro e não estamos em guerra. Outro fato é que… Read more »

Sergio

Indios afundando submarinos….kkkk.. Nao sabia disso, mas se os americanos tem o “aquamen” porque não pdemos ter o “aquaindio” … mas neste caso nao seria flexas e sim arpões… certo.???

Nimitz

Submarinos não podem operar no Rio Amazonas, mas podem operar próximos da Foz, impedindo que navios inimigos possam entrar lá.
O problema é que um submarino leva 10 dias pra sair do Rio de Janeiro e chegar lá.
Precisamos basear alguns submarinos no Nordeste.

Invencible

Nimitz,

Concordo plenamente!!!

Mas acho que os militares preferam as praias do Rio. Afinal, o Rio de Janeiro continua lindo!

Nimitz

Baseando somente dois ou três submarinos com AIP no Nordeste, já daríamos conta do recado daquela área.
Lembrem-se que a Marinha Argentina só tinha um submarino IKL-209 operacional durante a Guerra das Malvinas e conseguiu mobilizar toda a frota britânica enviada para as Ilhas, na tentativa de neutralizá-lo. Inclusive com a criação de uma ponte aérea diária de aviões anti-submarino Nimrod partindo de Ascensão, mas sem sucesso.

Edilson

Eu ainda acho que seriam necessárias 3 bases.
uma no rio, fortalez ae uma na fóz do amazonas.
não dá para cobrir esta área que é imensa deslocando do rio ou fortaleza, e o pior é logística, depois de chegar lá acabou o combustívele e ai? voltar para recarregar?

Rodrigo Rauta

Mais uma prova que os Subs AIP vieram pra ficar…Não sou contra o sub nuclear, mas acho que a MB devia pensar tb numa força de subs AIP pra operar junto com o Sub Nuc. Uns 15 deles , espalhados pelo Brasil…5 no sul, 5 no sudeste e 5 no norte/nordeste! Acho burrice achar que so pq teremos 1 Sub Nuc estaremos totalmente seguros so pelo poder de dissuação dele….

Invencible

Pessoal Precisa de muito menos para fazer o Brasil para de funcionar. As nossas refinarias operam com estoque de 2 dias. Qualquer interrupção de abastecimento e tudo fica parado na garagem. Nosso país é muito frágil em matéria de defesa. Nossa marinha consegue ir para o fundo sem a ajuda de ninguém. E a culpa não é dos militares. Eles não estão deste jeito por vontade própria. É por falta de investimento. Agora convenhamos. Não sou do PT e não gosto do governo Lula mas ele é o que mais tem feito pelas FAs apesar de muito pouco. O Sarney,… Read more »

Paulo Costa

Ouvi dizer que o AIP,é caro de operar,devido ao sistema de
recarga do AIP,mas este sub opera sem o AIP bem?
Pode-se operar sem o AIP,e em emergencia usa-lo?
Varios equipamentos militares transitam sem estarem
completamente armados,por ex aviões,etc…

McNamara

Olha, essa história de minas no rio Amazonas ou afluentes, sonobóias e submarinos operando na área de Manaus, é um absurdo, esqueçam. Aqueles rios tem particularidades, correntezas e perigos inumeráveis para a navegação de superfície, o que dizer submerso, com toda a sorte de entulhos vegetais, galhos, cipós, ilhas flutuantes, árvores inteiras e tudo mais enroscando na vela e no hélice. Operar na área do estuário sim, é possível, ainda que sujeito a interferências e correntezas fortíssimas.

Corsario-DF

Tô achando que a galera tá fumando demais… Sub em Manaus? Flexas em U-Boat? Minas no Rio Amazonas? Vamos descer um pouco para o planeta TERRA!!!

Voltando ao assunto, o sistema AIP é realmente caro de se operar, mas com certeza os Subs podem ser operados sem a utilização do mesmo, e usá-lo somente em caso de necessidade (leia-se CONFLITO) pois aí sim ele faria a diferença.

Gostaria de saber as opniões dos senhores, Alemães, Franceses ou Russos? Qual o melhor caminho a seguir?

Corsario-DF

Eu sinceramente prefiro o Alemão, depois o Russo e por último o Francês. Em se tratando de Subs AIP/Convencional. Já sobre o Nuclear ficaria com os Russos (os Alemães não o produzem) pois apesar de todos os problemas a frota deles é simplesmente gigantesca, e com certeza o conhecimento da área igualmente.

Sds.

Edilson

Senhores, em nunhum momento eu falei que vi SUbs em manaus, apenas aventei a hipótese disto ocorrer.
não creioq eu ninguém tenha fumado algo a não ser a turma de colares que disse ter visto ovnis a 60 km de belém.
Bem diria o falecido cap.Holanda e a obscura operação PRATO…

Guilherme Poggio

Paulo Costa

Os cascos do 212 e 214 foram projetados como submarino AIP. O tipo de sistema AIP escolhido pelos alemães (células PEM) definiu, em parte, algumas características do casco, onde são transportados os cilindros que armazenam hidrogênio e oxigênio.

Vassily Zaitsev

Corsário, dia 17 13:27,

assino em baixo. Preferia bem mais um quarteto de -214 com AIP. Concordo que o sistema custe caro, mas o que é bom custa caro.

marujo

Uma idéia para o Poggio e o Galante: uma matéria conparativa entre o IKL-214 e o Scorpene( ou será o Marlin),mais ou menos como foi feito com os concorrentes do FX-2.

marcos

Eu vi no Pesca e Compnhia o cara pescar uma Pirarara gigante, quando abriram ela “surpresa” tinha um U-Boat antigo, cheio de flechas (deve ter sido afundado por indios)!!!!!!

Taer

Porque a HDW e o Governo alemão não nos ofereceu o submarino mod. 212 igual aos operados pelas marinhas alemã e italiana?
Sds.

AJS

Caro Taer.
Acredito, que o fato de não sermos membros da OTAN, fez com que a Alemanha não disponibilizasse o 212, além disso, o 212 não foi projetado para exportação, Alemanha e Itália, tem uma relação de muito tempo.

ARCANJO

Mais uma encomenda de submarinos convencionais com AIP. Todos os países estão partindo para essa solução … aliás todos menos o Brasil !!! Ouvi comentários que a marinha italiana poderia optar por esse modelo porque opera no Mediterrâneo, um mar interior, ao contrário do Brasil que tem uma vasta costa … Meus amigos, a marinha italiana é membro ativo da OTAN e opera em todo o Atlântico Norte e, as vezes, até ao sul do equador, numa área de cobertura muito maior que a costa brasileira. Diziam que a infraestrutura de reabastaecimento dos cilindros dos gases do AIP era uma… Read more »

Taer

Obrigado AJS, agora da até para enteder a opção pelos escorpenes franceses!
Sds.

ARCANJO

Salvo um improvável equívoco, os 212 foram adaptações feitas pelos italianos no 214, para ter um submarino menor … nada impede que qualquer um negocie com os italianos a construção de um ou mais ou negocie a tranferência de tecnologia … pelo que sei os alemães não têm nenhum interesse especial no 212 salvo para ter uma opção através de estaleiros italianos …

[…] 214. O submarino U-214, projeto da Howaldtswerke-Deutsche Werft GmbH (HDW), é uma evolução da classe 212a construída para as Marinhas da Alemanha e Itália. O submarino 214 tem uma capacidade de mergulho […]

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