Em novembro de 1981 um submarino soviético da classe “Whiskey” encalhou nas rochas perto de Karlskrona, Suécia.
A situação foi extremamente embaraçosa tanto para URSS, quanto para a Suécia. Para a primeira, por ter um submarino surpreendido operando bem dentro das águas suecas e a Suécia, por não ter tido condições de detectar o velho submarino russo, pois o mesmo foi visto inicialmente por um pesqueiro, que avisou as autoridades navais.
A União Soviética deu a desculpa de que o submarino teve problemas no sistema de navegação e por isso teria errado a rota, mas a Suécia não acreditou.
Afinal, a detecção de atividade submarina soviética era constante por unidades suecas.
A situação piorou quando o capitão do submarino soviético, comandante Pyotr Gushin, se recusou a deixar o navio para conversar com os suecos, durante seis dias.
Só quando o ministro soviético dos negócios estrangeiros Andrey Gromyko interveio, o comandante resolveu colaborar. Então Gushin e seu oficial de navegação apareceram, para conversar com os suecos.
A situação tornou-se ainda mais embaraçosa para os soviéticos após os suecos anunciarem que investigações resultaram na descoberta de urânio 238 a bordo do submarino, levando à acusação de que ele provavelmente carregava torpedos nucleares a bordo.
Os soviéticos concordaram em pagar US$658.000 pela operação de resgate do submarino e depois de duras notas diplomáticas, a Suécia concordou em deixar o submarino sair.
A Marinha Sueca estava inicialmente mal equipada, por isso recebeu grandes investimentos para novos equipamentos ASW.
Nos anos seguintes, até meados da década de 1990, vários submarinos intrusos foram detectados pelas aeronaves suecas, então já modernizadas para enfrentar a ameaça submarina soviética.
As relações entre a URSS e a Suécia foram severamente testadas neste período e os suecos lidaram duramente com os contatos suspeitos, atacando-os com cargas de profundidade, para obrigá-los a emergir.
Quem viveu essa época, deve se lembrar das imagens na TV dos helicópteros suecos dipando seus sonares em busca de contatos submarinos.
FOTOS: imagens em exposição no Museu da Força Aérea Sueca
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Versão naval da aeronave (NFH) foi desenvolvida para guerra antissubmarina, antissuperfície e missões de busca e salvamento
No início do mês passado, foi realizada a primeira entrega de um NH90 NFH para a Marinha Francesa (Marine Nationale). Apesar da entrega ter sido realizada no dia 5 de maio, NHIndustries só a divulgou a entrega, em seu site, no dia 1º de junho.
No total, segundo a empresa, as forças armadas francesas até o momento já encomendaram 27 NH90 da versão NFH assim como 34 da versão TTH (de transporte utilitário), com opção para mais 34 TTH.
Somando as encomendas de NH90 NFH feitas, até o momento, pelas marinhas da Holanda, França, Itália, Noruega e Bélgica, são 111 helicópteros dessa versão naval com capacidade autônoma para guerra antissubmarina (ASW -Anti-Submarine Warfare) e antissuperfície (ASuW – Anti Surface Warfare ), assim como missões de busca e salvamento (SAR – Search and Rescue ). Patrulha marítima, transporte de tropas, evacuação aeromédica e suporte anfíbio estão entre as outras missões possíveis, tanto de dia quanto de noite e em condições meteorológicas adversas.
Ainda segundo o informe da NHIndustries, o porte da aeronave e seus sistemas de travamento no convoo, assim como o recolhimento automático das pás do rotor e da cauda, permitem a operação em fragatas de pequeno porte e em mar grosso.
Até o momento, 46 helicópteros NH90 estão em serviço, e um total de 529 encomendas já foram feitas por diversas forças armadas, incluindo as da Alemanha, Austrália, Bélgica, Espanha, Finlândia, França, Grécia, Holanda, Itália, Noruega, Nova Zelândia, Omã, Portugal e Suécia.
O programa NH90 é gerenciado pela NAHEMA (NATO Helicopter Management Agency – Agência de Gerenciamento de Helicópteros da Organização do Tratado do Atlântico Norte), representando Alemanha, França, Holanda, Itália e Portugal, e pelo Consórcio Industrial NH Industries industrial, que inclui Eurocopter (62.5%), AgustaWestland (32%) e Fokker Aerostructures (5.5%).
FONTE / FOTO: NHIndustries
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O submarino nuclear americano USS San Juan navega entre dois submarinos convencionais Type 209 Mod da Marinha da África do Sul. Os submarinos sul-africanos são quase idênticos ao Tikuna brasileiro.
A US Navy continua coletando o maior número possível de dados das características operacionais dos modernos submarinos convencionais.
Um dos candidatos era o EMB-145MP

O site Flightglobal informou que a Índia cancelou o RPF (request for proposals) para adquirir seis aeronaves de esclarecimento marítimo de alcance médio. Estas aeronaves operariam em conjunto com os oito Boeing P-8I já encomendados no início de 2009. O objetivo seria substituir os atuais Norman Islander que deixarão de operar na marinha por volta de 2013.
Dentre as aeronaves mais cotadas para esta concorrência estava a versão naval do EMB-145 da Embraer. Outros possíveis concorrentes seriam: uma versão modificada do P-8I; o Dassault Falcon 900 com sistemas da Elta israelense; variantes do AR 72 e do EADS Casa C-295. Até mesmo uma versão do E-2D Hawkeye foi cogitada.
FONTE: Flightglobal
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Clicando no infográfico acima podemos ver os principais vetores de guerra anti-submarino, suas armas e sensores.
Durante os anos da “Guerra Fria”, o grande desafio das operações A/S (ou ASW) era o combate ao submarino nuclear nas águas profundas, onde os submarinos nucleares soviéticos poderiam atacar as linhas de comunicações marítimas aliadas. Atualmente, com a proliferação dos modernos submarinos diesel-elétricos dotados de propulsão AIP, os antigos sensores e táticas não funcionam mais.
A maior parte dos sensores desenvolvidos para as ameaças da Guerra Fria, submarinos nucleares ruidosos, não têm eficácia contra os pequenos submarinos convencionais ultra-silenciosos.
A operação A/S em águas rasas caracteriza-se pelos altos níveis de reverberação e o grande número de “falsos contatos”, sendo extremamente desfavorável aos problemas da detecção e da classificação dos alvos.
No quadro abaixo podemos ver os principais sensores acústicos da Marinha dos EUA e sua efetividade contra os submarinos não-nucleares modernos. As barras em branco indicam performance ruim e as barras azuis indicam boa performance:
Observando o quadro conclui-se que os sensores passivos são inadequados para a detecção de modernos submarinos convencionais e que os sensores ativos são os melhores para este tipo de ameaça.
Nos exercícios realizados nos últimos anos as Marinhas de maior destaque têm aprendido que a caça aos modernos submarinos convencionais tem que ser coordenada por diversas plataformas, para que haja alguma possibilidade de êxito.
Navios utilizando apenas sonares de casco têm pouca chance de conseguirem detectar e rastrear alvos deste tipo por tempo suficiente para que haja uma solução de disparo.
Na busca aos silenciosos inimigos das profundezas, o helicóptero embarcado teve sua importância aumentada, graças à sua capacidade de mergulhar seu sonar além das camadas termais e ao emprego de equipamentos mais modernos, como sonares ativos de baixa frequência.
Trabalhando em coordenação com aeronaves de patrulha como o P-3 Orion, os helicópteros são fundamentais na caça e destruição de submarinos.
As palavras de ordem hoje na guerra antisubmarino são as operacões biestáticas e multiestáticas.
Em operações biestáticas um sonar ativo emite um ping enquanto o som refletido pelo alvo é recebido por um sonar passivo de um helicóptero ou outro navio.
As técnicas multiestáticas empregam mais sonares, geralmente sonares de mergulho e sonobóias, que permitem triangulações complexas e visões do alvo de diferentes aspectos, tornando mais fácil determinar a natureza do contato, sua posição, velocidade, curso e profundidade.
Os sonares de profundidade variável (VDS), rebocados por navios (fotos ao lado), estão vontando ao cenário, agora equipados com sensores multiestáticos.
Radares de alta definição contra periscópios
A Marinha dos EUA vem trabalhando no programa ARPDD (Automatic Radar Periscope Detection and Discrimination). O objetivo do projeto é desenvolver hardware e software para o radar APS-137 do P-3C Orion, permitindo ao mesmo detectar mais de 3.000 alvos e automaticamente identificar periscópios de baixa exposição em altos estados de mar, com baixas taxas de falsos alarmes.
O ARPDD deverá ser incorporado ao helicóptero Sikorsky MH-60R no radar APS-147 e nos navios-aeródromos americanos, no radar SPS-47(V).
Uma versão de pré-produção do radar SPS-47(V) foi instalado no USS George Washington, baseado no Japão. A ideia é testar o radar contra os submarinos diesel-elétricos chineses que vivem sombreando o navio-aeródromo americano.
SAIBA MAIS:
A Operação ADEREX-II/2009 aconteceu no período de 27 de julho a 6 de agosto de 2009, na área marítima compreendida entre o Rio de Janeiro (RJ) e Vitória (ES), sob o comando do Contra-Almirante Ilques Barbosa Junior, Comandante da 2a Divisão da Esquadra, embarcado na Fragata “Defensora” (F41).
A operação está diretamente associada à importância da área marítima do litoral do Espírito Santo, pois nela estão localizados, além do porto de Vitória, os portos de Vila Velha, Tubarão, Barra do Riacho, Ubu, Regência e Praia Mole, que operam produtos diversos, constituindo o maior complexo portuário da América Latina. Também está inserida nessa área, a Bacia de Campos, onde é produzida a maior parte da produção nacional de petróleo. Além disso, o transporte marítimo na região é intenso, com um tráfego diário de aproximadamente 100 navios mercantes.
O Grupo-Tarefa foi constituído pela Fragata “Defensora” (F41); Fragata “Bosísio” (F48); Corveta “Jaceguai” (V31); Corveta “Frontin” (V33); e Navio-Tanque “Almirante Gastão Motta” (G23). Participaram, ainda, os Submarinos “Tamoio” (S31) e “Timbira”(S32); o Navio-Patrulha “Gurupá” (P46); o Rebocador de Alto-Mar “Tridente” (R22); embarcações da Capitania dos Portos do Rio de Janeiro e da Capitania dos Portos do Espírito Santo; helicópteros UH-12/13 Esquilo, AH-11A Super Lynx, UH-14 Super Puma e SH-3A Sea King; aviões de interceptação e ataque AF-1 Sky Hawk; e mergulhadores de combate, todos da Marinha, além de aviões de patrulha P-95 e de ataque AMX – A1, da Força Aérea Brasileira (FAB).
A operação teve início no Rio de Janeiro, no dia 23 de julho, quando foram realizados diversos exercícios, entre os quais ameaças assimétricas, com a participação de mergulhadores de combate.
No dia 27 de julho, foi realizada saída de porto com oposição de submarino e de superfície, que contou com a participação do Navio-Tanque “Nilza”, da Transpetro.
Além desses, foram realizados, durante a ADEREX-II/09, os seguintes exercícios:
- Guerra anti-submarino;
- Ataque coordenado navio-aeronave;
- Exercícios com helicópteros, como reabastecimento em vôo (HIFR), retirada e transporte externo de carga por helicóptero, compilação do quadro tático de superfície e de qualificação de recolhimento e pouso a bordo;
- Sistema de transferência de dados link Yb;
- Verificação de IFF;
- Guerra eletrônica;
- Manobras táticas, diurnas e noturnas;
- Navegação em canal varrido;
- Tiro antiaéreo sobre Granada Iluminativa;
- Tiro sobre alvo de superficie, navio escoteiro e em grupo de ação de superfície;
- Tiro antiaéreo sobre Drone em proveito da Avaliação Operacional da Fragata “Defensora” (F41);
- Transferência de Carga Leve;
- Transferência de Óleo no Mar (TOM), com ameaça aérea e de submarino;
- Trânsito em área marítima sob Múltiplas Ameaças;
- Trânsito em área marítima sob ameaça de superfície e de submarino;
- Trânsito em área marítima sob ameaça aérea e de superfície;
- Inter-Centros de Operações de Combate;
- Controle de Avarias;
- Comunicações visuais; e
- Reação Rápida (Eventos Inopinados).
No dia 31 de julho, os navios constituintes do Grupo-Tarefa participaram, juntamente com outros meios da Esquadra e da Diretoria de Hidrografia e Navegação (DHN), de um Desfile Naval em homenagem à chegada do NDCC “Almirante Sabóia” ao Rio de Janeiro, navio incorporado à Esquadra no dia 6 de agosto.
Nos dias 1 a 4 de agosto, durante estadia no porto de Vitória, militares da Marinha participaram de Ações Cívico-Sociais, com a doação de sangue e de roupas, culminando com a visitação pública aos navios no dia 2 de agosto, o que atraiu grande número de visitantes.
FONTE e FOTOS: MB
Nas fotos, lançamentos e recuperação de torpedos MK-46 recoverable exercise torpedo (REXTORP).
Existem três versões de exercício do torpedo para lançamento por aeronave:
- com pequena cabeça de exercício, seção estendida e pequeno tanque de combustível;
- com longa cabeça de exercício e pequeno tanque de combustível;
- com longa cabeça de exercício e instrumentação para rastreamento 3D e pequeno tanque de combustível.
O torpedo leve de 324mm tornou-se a arma anti-submarino padrão da OTAN e de outras marinhas (incluindo a do Brasil), tomando o lugar das cargas de profundidade a partir da década de 60. O mais famoso deles é o torpedo americano Mk.46, do qual foram produzidas mais de 20.000 unidades, desde 1965.
Esta arma foi um grande salto em relação ao antigo Mk.44, visando principalmente fazer frente à ameaça dos velozes submarinos russos de propulsão nuclear.
O Mk.46 é um torpedo com propulsão monopropelente Otto Fuel, capaz de desenvolver 45 nós de velocidade e atingir profundidades de mais de 365 metros.
Possui um sonar ativo/passivo na cabeça, pesa 250kg, mede 2,59m de comprimento e cabeça de combate de 40kg de alto explosivo PBXN-103. O alcance gira em torno de 8km e o alcance de aquisição do sonar torpedo é de 1.500m.
É lançado por aeronaves de asa fixa, helicópteros, e por foguetes anti-submarino ASROC. É usado normalmente por navios como arma de autodefesa, por lançadores triplos Mk.32.
SAIBA MAIS:
Destróier USS Mitscher na mira do submarino nuclear HMS Talent (S92), da classe “Trafalgar”, A “perifoto” do (DDG 57) foi feita durante o exercício ASW na Taurus 09, operação organizada pela RN, no Oceano Índico.
Os operadores de sonar do ‘Mitscher’ não devem ter gostado nada desta imagem…
SAIBA MAIS:
Dois submarinos nucleares de ataque russos tem patrulhado a costa leste dos Estados Unidos nos últimos dias, disse um alto oficial da Defesa americana à CNN. O porta-voz do Pentágono Geoff Morrell disse, no entanto, que presença russa não preocupa o governo americano.
- Desde que estejam operando em águas internacionais como, francamente, nós fazemos pelo mundo, e estejam agindo de maneira responsável, ele são certamente livres para fazer isso, e não desperta qualquer preocupação neste prédio.
E os submarinos nucleares classe Akula tem trafegado em águas internacionais, disse a fonte. Esses não são o tipo de submarinos com poder de lançar mísseis nucleares intercontinentais.
A Marinha americana é capaz de localizar, identificar e rastrear atividade submarina através de satélites, navios, aviões e meio secretos.
- O comando aeroespacial e o comando do norte dos EUA estão cientes da atividade dos submarinos russos na costa leste operando em águas internacionais. Nós o monitoramos e reconhecemos o direito de todas as nações a exercer liberdade de navegação em águas internacionais conforme prevê a lei internacional – disse o tenente Desmond James.
Um porta-voz do Exército russo disse em uma coletiva de imprensa em Moscou que as atividades dos submarinos “eram parte de um procedimento padrão”.
Oficiais de defesa disseram ao NYT que um dos submarinos russos estava em águas internacionais na terça-feira, a cerca de 200 milhas da costa americana. A localização do segundo submarino não foi divulgada.
Há anos a Rússia não opera próximo à costa americana, a milhares de quilômetros de distância de seus portos.
- O que é interessante é que, eles não estiverem aptos a fazer isso por um tempo, e agora estão – disse um oficial de defesa.
FONTE: O Globo
NOTA DO BLOG: Os “Akula” são considerados tão silenciosos quanto seus equivalentes americanos da classe “Los Angeles”. Se foram detectados tão facilmente, é possível que tenham navegado em altas velocidades em pouca profundidade, justamente para testar os sistemas de vigilância americanos.
Pelo jeito, os jogos de gato e rato da Guerra Fria submarina recomeçaram.
SAIBA MAIS:
Esta é uma semana feliz para a Aviação Naval americana. No dia 28.07 aconteceu o roll out do primeiro F-35C.
Ontem, 30.07, a Boeing Company e a US Navy revelaram formalmente sua nova aeronave de patrulha marítima e de esclarecimento, o P-8A Poseidon, durante uma cerimônia na fábrica da Boeing em Renton, Washington.
Derivado da célula do 737-800, o P-8A é uma aeronave de guerra anti-submarino (ASW), guerra anti-superfície, inteligência, vigilância e reconhecimento, capaz de ser empregada em grandes áreas marítimas e também no litoral.
O Poseidon vai substituir os P-3C Orion da US Navy, oferecendo mais capacidade de carga, maior capacidade de crescimento e flexibilidade e interoperabilidade sem precedentes, através do emprego de avançados sistemas de missão, software e comunicações.
A Marinha dos EUA planeja adquirir 117 aeronaves P-8A, com entregas a partir de 2013.
FOTO: Boeing / Jim Anderson
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