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No último sábado, a Marinha do Exército de Libertação Popular da China comissionou sua nova fragata de vigilância. A cerimônia aconteceu na cidade de Sanya, no sul da província de Hainan. O navio deve reforçar a presença do país no Mar Meridional.

Segundo informações da agência de notícias estatal Xinhua, o O Yueyang é capacitado para operações de vigilância de longa distância, defesa antiaérea e operações antissubmarinos.
FONTE: Naval Open Source Intelligence (tradução e adaptação do Poder Naval a partir de original em inglês)

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vinheta-clipping-navalOito navios chineses entraram em águas territoriais japonesas nesta terça-feira nos arredores das Ilhas Senkaku – administradas por Tóquio, mas reivindicadas por Pequim – no Mar da China Oriental, informou o Kyodo News, citando declarações da Guarda Costeira do Japão.

É o maior número de navios chineses a entrarem em águas japonesas perto das Ilhas Senkaku desde Tóquio comprou a maior parte das ilhas de um proprietário japonês em setembro passado, de acordo com Guarda Costeira. As ilhas são chamadas de Diaoyu na China.

A entrada dos navios chineses levou a uma forte reação do primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe. A autoridade prometeu “expulsar pela força” qualquer desembarque chinês nas ilhas. “Tomaremos medidas decisivas contra qualquer tentativa de entrar em águas territoriais e de desembarcar” nas ilhas, afirmou Shinzo Abe ao Parlamento em resposta a perguntas de legisladores.

“Será natural para nós expulsar pela força, se (os chineses) desembarcarem.”

Mais cedo, o ministério das Relações Exteriores do Japão disse que convocou o embaixador chinês e apresentou um protesto sobre a atividade dos navios.

O secretário-chefe do Gabinete, Yoshihide Suga, disse em uma coletiva de imprensa que “é extremamente lamentável e inaceitável que os navios estatais chineses continuem a se envolver em invasões. Estamos protestando estritamente através de nossos canais diplomáticos”.

A ação dos navios chineses ocorreu depois que cerca de 10 barcos de pesca que levavam membros de um grupo político conservador japonês deixaram a Ilha de Ishigaki, em Okinawa, e se dirigiram para as Ilhas Senkaku na segunda-feira à noite.

Suga disse que não estava em posição de saber a intenção da China, mas acrescentou que não acredita que a atividade dos navios tenha alguma coisa a ver com as recentes visitas a um santuário por alguns membros do gabinete japonês. As informações são da Dow Jones.

FONTE: O Estado de S. Paulo

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Após a primeira escala no Havaí, o navio de combate litorâneo (LCS) USS Freedom, da Marinha americana, chegou na última quinta-feira (28) à ilha de Guam para um desdobramento de oito meses no Sudeste Asiático.

Essa será a primeira missão do Freedom na área de jurisdcição da 7ª Frota da Marinha americana. Durante a passagem do LCS pela ilha, o navio passará por manutenção e será aberto para visitação, e os tripulantes realizarão trabalhos voluntários com a comunidade local.

A área de atuação da 7ª Frota compreende 48 milhões de milhas quadradas, que vão da Linha Internacional da Data a oeste, até a costa da Índia a leste. O LCS se juntará a um contingente de aproximadamente 100 navios e submarinos que cobrem a região

Durante o desdobramento na Ásia, o USS Freedom participará da International Maritime Defence Exhibition (IMDEX), entre os dias 14 e 16 de maio deste ano, além de manobras.

FONTE: Naval Today (tradução e adaptação do Poder Naval a partir de original em inglês)

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vinheta-clipping-navalEmbarcações militares e paramilitares da China estão percorrendo os mares ao redor das ilhas Senkaku/Dayou, disputadas com o Japão, no que especialistas dizem ser uma tática para sobrecarregar as forças japonesas, numericamente inferiores, que precisam detectar e monitorar as flotilhas rivais.

Diariamente, boletins noticiosos anunciam a mobilização de embarcações no mar do Leste da China, além de exercícios de combate naval, do lançamento de novos navios de guerra e de comentários pedindo uma defesa rigorosa do território chinês.

“O objetivo operacional no mar do Leste da China é cansar a Força Marítima Japonesa de Auto-Defesa e a Guarda Costeira do Japão”, disse James Holmes, especialista em estratégia marítima no Colégio de Guerra Naval de Newport, nos Estados Unidos.

Só depois de a China se envolver mais intensamente na disputa territorial com o Japão, no fim do ano passado, suas Forças Armadas passaram a deixar o sigilo de lado.

Agora, o Exército de Libertação Popular telegrafa rotineiramente suas manobras em torno das ilhas disputadas, conhecidas como Senkaku pelos japoneses, e como Diaoyu pelos chineses.

As notícias sobre essas missões também têm o valor de propaganda doméstica para Pequim porque demonstram que o regime comunista tem força e determinação para defender o que afirma ser seu território, segundo analistas políticos.

Mas especialistas alertam que essas constantes mobilizações de ambos os lados na área disputada elevam o risco de um acidente ou erro de cálculo que leve a um conflito.

No mais ameaçador desses incidentes até agora, Tóquio disse no mês passado que em duas ocasiões, no fim de janeiro, navios chineses fixaram suas miras em um helicóptero e em um destroier japoneses.

Pequim nega ter adotado essa postura agressiva, mas oficiais militares dos Estados Unidos corroboraram o relato japonês.

“Estamos em território extremamente perigoso aqui”, disse Ross Babbage, analista militar em Canberra e ex-funcionário graduado do ministério australiano da Defesa. “Poderíamos ter Japão e China numa guerra séria.”

Alguns especialistas japoneses e estrangeiros dizem que as poderosas forças navais japonesas ainda têm o controle das águas disputadas, mas que isso poderá mudar se Pequim intensificar suas patrulhas.

“Acredito que a China por enquanto foca recursos no mar do Sul da China, que é uma prioridade maior para eles atualmente”, disse Yoshihiko Yamada, especialista em política marítima da Universidade Tokai.

“Mas, se eles deslocarem mais recursos para o mar do Leste da China, a guarda costeira (japonesa) sozinha não seria capaz de lidar com a situação.”

(Por David Lague, com reportagem adicional de Kiyoshi Takenaka, em Tóquio)

FONTE: O Estado de S. Paulo

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Imagens do NPa ‘Macaé‘ (P 70) quando suspendia do Porto de Santos, por ocasião de sua segunda escala na cidade, na manhã do dia 24/02.

A embarcação realizou adestramento de patrulha em águas restritas e de intensa navegação no periodo entre 17 e  24 de fevereiro na cidade.

Para ver mais:

 http://santosshiplovers.blogspot.com.br/2013/03/npa-macae-p-70-pwae-1a-escala-em-santos.html

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Fotos: Marcelo ‘MO’ Lopes – 24/02/2013

 

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A Rússia planeja garantir presença permanente no mar Mediterrâneo por meio de uma força-tarefa a ser implantada na região até 2015. Segundo informa o Estado-Maior, o esquadrão será formado por navios das frotas do mar Negro, mar do Norte e mar Báltico.

O novo grupo está sendo criado à imagem do Quinto esquadrão operacional da Marinha da URSS, que a Guerra Fria, era esse grupo que se ocupou de missões de combate na área do mar Mediterrâneo. Naquela época, o principal inimigo do esquadrão era a Sexta frota operacional da Marinha dos EUA. No entanto, um ano depois do colapso da União Soviética, em 1992, o Quinto esquadrão foi dissolvido.

Porém, com o tempo a medida se revelou inadequada. A região do Mediterrâneo continua centro de conflito de interesses dos principais poderes mundiais, além de palco da Primavera Árabe, e da prolongada guerra civil na Síria. O chefe do Ministério da Defesa russo, durante sua visita à Frota do mar Negro em 20 de fevereiro, declarou que na área do Mediterrâneo estão concentradas as ameaças mais significativas para os interesses nacionais da Rússia.
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A tarefa, obviamente, é séria. Há que se criar um sistema de sustentação material e técnica do esquadrão. E hoje em dia, a única base, e também a única instalação naval militar russa no exterior, é o porto sírio de Tartus. Além disso, é necessário, em dois ou três anos, atualizar os navios da Frota do mar Negro, aponta o assessor do chefe do Estado-Maior russo, ex-comandante da Frota, almirante Igor Kasatonov: “naturalmente, são necessários grandes gastos, novos navios. O fato de que é geopoliticamente necessário ter um grupo assim é bom, isso é desejável. Mas o governo precisa se esforçar para criar um grupo desse tipo, tendo como modelo o Quinto Esquadrão”.

O governo russo vem prestando atenção ao problema da atualização da Frota do mar Negro já há anos. Agora estão sendo construídos três submarinos diesel-elétricos e três fragatas. O teatro de ação foi minuciosamente estudados ainda nos tempos soviéticos. Quanto aos objetivos da criação de uma força-tarefa, eles são muito claros, diz o editor-chefe da revista Export Vooruzheny (Exportação de Armas) Andrei Frolov: “eu acho que, primeiro de tudo, é uma demonstração da bandeira, assim como algumas ambições russas, internacionalmente. A demonstração de que, passados 20 anos, a Rússia chegou ao que tinha a União Soviética. E, finalmente, a capacidade de responder mais rapidamente a certas cituações. Muitas vezes acontece que para navios pode levar 4-5 dias para saírem de Sevastopol e chegarem no lugar certo. E a situação pode se desenvolver muito mais rapidamente”.

Segundo especialistas, dois ou três anos e um prazo bastante real para resolver o problema da renovação da frota. O Estado-Maior informou que a interação dentro do futuro agrupamento mediterrânico já foi praticada durante exercícios recentes: manobras do esquadrão russo foram realizadas na região em janeiro.

FONTE: Voz da Rússia e Kyvi Post (tradução e adaptação do Poder Naval a partir de originais em português e inglês)

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vinheta-clipping-navalO governo da Colômbia reforçou a presença da marinha nas águas limítrofes com a Nicarágua. A decisão foi tomada depois de que pescadores da ilha de San Andrés, território colombiano, informaram ter sido interceptados por militares nicaraguenses e pressionados a abandonar a pesca na região.

A tensão entre os dois países começou depois que a Corte Internacional de Justiça, em Haya, Holanda, em novembro do ano passado, determinou que a Colômbia teria de ceder parte de seu mar territorial à Nicarágua. A estimativa é de que a Colômbia tenha perdido 10,7% (100 mil quilômetros quadrados) de mar territorial.

Na demanda, a Nicarágua solicitou o território das ilhas de Providência e San Andrés, mas a a corte cedeu somente parte do limite marítimo. Nessa segunda-feira (18), o presidente Juan Manuel Santos ordenou à marinha que faça com que os direitos dos pescadores que trabalham no Caribe seja respeitado, “passe o que passar”.

Em visita à San Andrés, o presidente disse que está investigando as queixas dos pescadores, ameaçados de ter de “pedir permissão para pescar”. Segundo Santos, a pesca não está proibida aos moradores da ilha. “Os direitos históricos vão ser respeitados e ninguém tem que pedir para pescar onde vinha pescando”, afirmou.

O governo da Colômbia ainda estuda se irá recorrer da decisão da corte internacional. Em maio uma empresa inglesa de advogados entregará um parecer aos colombianos sobre as possibilidades de recursos.

FONTE: Exame

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vinheta-clipping-navalO ministro da Defesa do Japão, Itsunori Onodera, disse ontem que o país tem o direito de reforçar sua capacidade de defesa com vistas a um possível ataque preventivo contra uma iminente agressão, em razão a mudanças que se verificam na área da segurança. Ele disse que o país não têm planos de ataque.

Qualquer sinal de que o Japão estaria reforçando sua força de defesa numa resposta ao programa nuclear norte-coreano poderá inquietar seus vizinhos, China e Coreia do Sul, que já reagiram vigorosamente contra esta ideia em ocasiões passadas.

“Quando a intenção de um ataque contra o Japão ficar evidente, a ameaça for iminente e não houver nenhuma outra opção, o Japão, por lei, pode atacar alvos inimigos”, declarou Onodera em entrevista à Reuters.

“Diante da sua índole política e o tipo de diplomacia direcionada para a paz que o país adota, não é momento para tais preparativos. Mas precisamos observar atentamente as mudanças que surgirem na área da segurança na região”, disse.

A Coreia do Norte realizou seu terceiro teste nuclear na terça-feira, tendo sido criticada por EUA, Japão, Europa e seu único grande aliado, que é a China. Onodera afirmou que o Japão necessita reforçar seu sistema de defesa contra mísseis balísticos face à ameaça norte-coreana.

O ministro não quis dizer se é urgente suspender a proibição, estabelecida na Constituição, de o país exercer o direito de autodefesa coletiva ou apoiar um aliado que esteja sendo atacado. O exercício deste direito é proibido pela Constituição pacifista do Japão, mas o primeiro-ministro Shinzo Abe deixou claro que pretende revogar essa cláusula.

Onodera insistiu que a China se una a EUA, Japão e outros países para impor sanções ainda mais severas à Coreia do Norte, observando que Pyongyang realizou seu teste nuclear contrariando recomendação da China para não seguir adiante com a experiência. “Acho que a China é o país mais preocupado com o desenrolar da situação.”

Onodera insistiu que a China deve trabalhar com o Japão no estabelecimento de uma linha direta de comunicação e outros meios de contato entre Tóquio e Pequim para impedir qualquer confronto acidental envolvendo as ilhotas do Mar da China Oriental, reiterando que tais ilhas pertencem ao Japão.

As relações sino-japonesas esfriaram drasticamente depois que o governo do Japão nacionalizou três das ilhas que são objeto da disputa, chamadas Senkaku no Japão e Diaoyu na China.

A briga se intensificou e os dois lados enviaram caças para a região, enquanto navios de patrulhamento de ambos os países passaram a se vigiar, provocando temores de que uma colisão indesejada ou qualquer outro incidente pudesse levar a um confronto mais sério. “Já foi firmado um acordo preliminar entre Japão e China no sentido de criarmos um mecanismo de comunicação marítima”, afirmou o ministro. “Tal mecanismo deve abranger reuniões anuais, encontros de especialistas, linhas diretas de comunicação entre membros do alto escalão do governo e comunicações diretas entre navios e aviões na área.”

Onodera disse que uma fragata chinesa apontou seu radar de rastreamento de alvo para um destróier japonês no dia 30 – medida que geralmente precede disparos de bombas. Mas a China insistiu que seu navio usou apenas seu radar de vigilância. Ele disse também na entrevista que o Japão tem dados que apoiam sua alegação, mas foi cauteloso em fornecer mais informações. “Temos dados irrefutáveis. Mas sua divulgação também pode revelar nossos vários recursos de defesa.” / NYT

FONTE: O Estado de S. Paulo via Resenha do Exército

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A segurança marítima da Índia ganhou reforço na última segunda-feira (21), com o comissionamento do novo navio de patrulha INS ‘Saryu’ (P-57), desenvolvido dentro do país e construído pelo estaleiro Goa Shipyard Limited.

O navio é o primeiro de uma série de quatro embarcações a serem fabricadas para a Marinha indiana, e deve realizar missões de vigilância e guerra de superfície, além de proteger linhas submarinas de comunicação, plataformas de extração de petróleo, bem como escoltar de navios de carga e participar de operações de apoio.

A embarcação é movida por dois motores a diesel, e o armamento básico  é composto por um canhão SRGM de 76mm e um CIWS de 30mm com sistema de controle, e mais seis lançadores de chaff. O navio acomoda oito oficiais e 105 tripulantes, além de possuir convoo para um helicóptero. O INS ‘Saryu’ tem 105 metros de comprimento, 12,9m de boca, desloca 2.900 toneladas e alcança mais de 25 nós de velocidade.

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FONTE: Naval Today (tradução e adaptação do Poder Naval)

NOTA DA EDITORA: clicando na foto acima, é possível ver o INS ‘Saryu‘ à direita, ainda em fase de montagem.

 

O comandante da Marinha indiana, almirante D.K. Joshi,  declarou hoje, em entrevista coletiva, que o país está preparado para defender seus interesses no Mar Meridional da China, especialmente no que se refere à exploração de petróleo. O comunicado foi feito em meio aos temores crescentes de confronto na região.

A Índia já havia se desentendido com a China por conta das zonas de exploração de petróleo e gás próximas à costa do Vietnã. Pequim reivindica praticamente todo o Mar Meridional e suas riquezas minerais, e vem reforçando a presença militar na área. Outros países, como as Filipinas e a Malásia, também têm pretensões na região.

A estatal indiana Oil and Natural Gas Corp (ONGC) tem uma plataforma de exploração de gás na bacia de Nam Con Son, na costa do Vietnã.

“Quando houver necessidade, quando os interesses da nossa nação estiverem envolvidos, como no caso da ONGC… espera-se que estejamos presentes, e estamos preparados para isso”, declarou o almirante. “Estamos treinando? Estamos realizando exercícios dessa natureza? A resposta é: sim”. O comandante descreveu a modernização da Marinha chinesa como “verdadeiramente impressionante” e reconheceu o fenômeno como uma preocupação para a Índia.

Qualquer demonstração mais incisiva por parte de Nova-Delhi no Mar Meridional provavelmente iria alimentar mais tensões sobre a possibilidade de as Marinhas dos dois gigantes da Ásia entrarem em rota de colisão, enquanto ambas buscam proteger vias de comércio e assegurar para si o acesso a reservas de carvão, minerais e outras matérias-primas.

“Trata-se de uma das vias marítimas mais importantes, e a liberdade de navegação é uma questão de extrema importância para a Índia, pois grande parte do comércio do país passa pelo Mar Meridional”, explica Brahma Chellaney, analista do Centro de Pesquisa Política em Nova-Delhi. Porém, Chellaney suavizou os comentários do almirante Joshi, e afirma que o foco da força naval indiana deve permanecer no Oceano Índico, que o país percebe como um setor estratégico.

Novas regras

Em setembro de 2011, um navio de guerra indiano a caminho do porto vietnamita de Haiphong foi advertido por oficiais da Marinha chinesa, que avisaram em canal aberto de rádio que a embarcação estava invadindo águas chinesas. Nada aconteceu. O navio continuou seu percurso, e desde então os dois países minimizam o incidente. Nova Delhi afirma que a embarcação estava em águas internacionais no Mar Meridional, e portanto não houve confronto.

Os vizinhos de Pequim estão agitados com as notícias divulgadas pela mídia chinesa acerca de novas regras a serem implementadas a partir do dia 1º de janeiro de 2013, e que permitirão à polícia da província de Hainan embarcar e arrestar navios estrangeiros que “invadam ilegalmente” as águas da região.

As Filipinas denunciaram o plano chinês como ilegal, e Cingapura, onde se localiza o segundo maior porto de carga do mundo, manifestou suas preocupações nesta segunda-feira. Ao ser questionado acerca da nova medida por parte de Pequim, o almirante Joshi respondeu que a Índia tem direito à auto-defesa.

De acordo com estimativas feitas em 2008, pela US Energy Information Administration, tanto as reservas de petróleo confirmadas quanto as ainda não descobertas no Mar Meridional da China podem somar até 213 bilhões de barris. Esse número superaria as reservas de todos os grandes países produtores, exceto a Arábia Saudita e a Venezuela.

FONTE: The Wall Street Journal via Live Mint (Tradução e adaptação do Poder Naval a partir de original em inglês)

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O contra-almirante Pedro Angel García de Paredes Perez de Sevilla, da Armada Espanhola, foi designado ontem (27) para assumir o comando da EU NAVAFOR – força-tarefa que une diversos países da União Europeia no combate à pirataria nas rotas comerciais que passam pela costa da Somália e Oceano Índico. O novo comandante assumirá o controle das atividades no próximo dia 6 de dezembro, no lugar do contra-almirante Enrico Credendino, da Marinha italiana.

A operação EU NAVAFOR ATLANTA começou em 2008 para combater a pirataria e sequestro de navios, cargas e pessoas. Em maio desse ano, o conselho da União Europeia decidiu prorrogar os trabalhos até 2014.

Incluíndo o pessoal em terra, a EU NAVAFOR consiste de cerca de 1500 militares. A composição da força-tarefa muda com frequência devido à rotatividade das unidades, e sua atuação também varia de acordo com o clima de monções – característico do Oceano Índico. Mat tipicamente são empregados entre quatro e sete navios de superfície, e duas ou três aeronaves de reconhecimento e patrulha marítima.

Além das forças da UE, um contingente considerável de outros países também opera na região – as Forças Marítimas Combinadas (CFM) da OTAN, e também unidades da China, Japão, Índia e Taiwan. Forças da Marinha russa, lideradas por contratorpedeiros da classe Udaloy, também se revezam na área.

Segundo os relatórios mais recentes das Nações Unidas, já foram registrados 291 ataques e sequestros feitos por piratas ao redor do mundo este ano, e pelo menos 293 pessoas ainda são mantidas reféns. A maior parte da pirataria se concentra nas águas costeiras da África, especialmente no Golfo de Aden.

FONTE: RIA Novosti via Naval Open Source Intelligence (tradução e adaptação do Poder Naval a partir de original em inglês)

 

A guerra anti-submarinos sempre foi realizada por capitães atentos que procuravam seus alvos nos mares antes de lançarem contramedidas como cargas de profundidade ou torpedos para abater os inimigos submersos. O trabalho requer habildade e experiência, assim como o que há de mais avançado em sonares e radares. Mas agora o Pentágono pretende desenvolver drones caçadores de submarinos capazes de perseguir o alvo por mais de dois meses.

Em vez de ser lançado ao mar, como os os veículos não-tripulados menores em operação atualmente, o “Veículo Autônomo de Trajetória Contínua” deixará seu ancoradouro, realizará patrulhas ao longo da costa, e então perseguirá submarinos inimigos até que deixem a área. O único envolvimento humano na operação é manobrar o drone em baías movimentadas.

O veículo não terá armamentos, nem evitará ser detectado pelo inimigo. “O desafio é criar e planejar um sistema que seja capaz de rastrear os submarinos e, ao mesmo tempo, evite o tráfego de superfície”, explica John Dolan, principal desenvolvedor de sistemas na National Robotics Engineering Center da Carnegie Mellon University (CMU). A instituição está trabalhando em conjunto com a empresa Science Applications International Corporation (SAIC), dentro de um contrato no valor de 58 milhões de dólares com duração de três anos.

Dolan comenta que a universidade pretende construir algo novo, um veículo “que não desista” independente das intempéries no mar, ou de como o alvo se comporte. “Esse robô estará [no mar] por conta própria durante muito tempo sem intervenção humana. Mesmo que ocorram imprevistos”, explica Dolan.

Expecificações como comprimento, peso e propulsão ainda são desconhecidas. Pesquisadores da CMU estão trabalhando atualmente na autonomia e nos sistemas de controle do drone, enqunto a SAIC constrói a plataforma. O veículo precisa ser capaz de navegar pelo oceano enquanto persegue submarinos, e também enviar dados atuaçlizados aos operadores e comandantes.

De acordo com o Capitão-de-Mar-e-Guerra Bill Sommer, encarregado do do programa de guerra anti-submarina da Naval Postgraduate School, no estado da California, o raciocínio por trás desse tipo de embarcação é simples: dinheiro. “Construir um navio de guerra é um dos empreendimentos mais caros que existem”, afirma. Sommer também aponta que o tamanho da frota está diminuindo com o tempo, e cada navio precisa desempenhar mais tarefas no mar. “É por isso que precisamos de autonomia. Precisamos de mais dados para cobrir a área de forma confiável”, explica.

Segundo informações da Defense Advanced Research Projects Agency (DARPA) – agência militar responsável por pesquisas em áreas estratégicas – uma vez em operação, o drone caçador de submarinos será capaz de operar por até 80 dias e percorrer 6.200 quilômetros sem reabastecimento.

FONTE: Discovery News (Tradução e adaptação do Poder Naval a partir de original em inglês)

 

Complementando o “post” do Zé, seguem imagens em detalhes da ocasião da entrada para atracação do NPaOc Amazonas (P 120) em Santos/SP no dia 16/11/2012.

Para ver outras imagens e saber mais, clique no link:  http://santosshiplovers.blogspot.com.br/2012/11/npaoc-amazonas-p-120-pwaz-1a-iagem.html

 

No dia 12 de julho, o Comandante de Operações Navais e Diretor-Geral de Navegação, Almirante-de-Esquadra Gilberto Max Roffé Hirschfeld, presidiu a XXIII Cerimônia de entrega dos Prêmios “Controle Naval do Tráfego Marítimo 2011/2012”, cuja concessão cabe ao Comando do Controle Naval do Tráfego Marítimo (COMCONTRAM).

O evento ocorreu no Pátio Almirante Tamandaré do Comando do 1º Distrito Naval e contou com a presença de representantes da Comunidade Marítima, da Força Aérea Brasileira e de diversas Organizações Militares da Marinha do Brasil. Após a entrega dos prêmios, todos os presentes participaram do Cerimonial à Bandeira.

Os seguintes prêmios foram concedidos:
1) “ORGACONTRAM” – à Delegacia da Capitania dos Portos em Itajaí, por ter obtido o melhor desempenho nos Exercícios de Controle Naval do Tráfego Marítimo, no período de 01 de maio de 2011 a 30 de abril de 2012, em âmbitos nacional, regional e internacional.

2) “Contato” – aos navios, esquadrão de helicópteros da Marinha do Brasil e esquadrão de aeronaves da Força Aérea Brasileira, por terem encaminhado ao SISTRAM o maior número de Partes de Contato com navios mercantes situados na área marítima de busca e salvamento de responsabilidade brasileira:
“Contato – Esquadra”
- Comando da Força de Superfície: Navio-Escola “Brasil”.
- Comando do 1o Esquadrão de Escolta: Fragata “Niterói”.
- Comando do 2o Esquadrão de Escolta: Fragata “Greenhalgh”.
- Comando do 1o Esquadrão de Apoio: Navio de Desembarque de Carros de Combate “Almirante Saboia”.
“Contato – Distrital”
- Comando do 1o Distrito Naval: Navio-Patrulha “Gurupá”.
- Comando do 2o Distrito Naval: Navio-Patrulha “Gravataí”.
- Comando do 3o Distrito Naval: Navio-Patrulha “Goiana”.
- Comando do 4o Distrito Naval: Navio-Auxiliar “Pará”.
- Comando do 5o Distrito Naval: Rebocador de Alto-Mar “Tritão”.
- Comando do 9º Distrito Naval: Navio-Patrulha Fluvial “Rondônia”.
“Contato – DHN”
- Grupamento de Navios Hidroceanográficos: Navio Hidrográfico “Sirius”.

“Contato – Esquadrão de Helicópteros”
- Comando da Força Aeronaval: 1o Esquadrão de Helicópteros de Esclarecimento e Ataque.
“Contato – Força Aérea Brasileira”
- II Força Aérea: 2º Esquadrão / 7º Grupo de Aviação.

3) “Segurança no Mar”- aos navios mercantes, por terem se destacado no envio de dados ao SISTRAM:
- NM Aliança Maracanã, da Companhia Aliança Navegação e Logística Ltda;
- NM Norsul Belmonte, da Companhia de Navegação NORSUL;
- NM Hambisa, da Empresa Petróleo Brasileiro S/A – PETROBRAS;
- NM GAS Haralambos, da Empresa Petróleo Brasileiro S/A – PETROBRAS; e
- NM CMA CGM QINGDAO, da CMA CGM do Brasil Agência Marítima Ltda.

4) “Segurança no Mar – Especial”- aos navios mercantes e embarcação pesqueira, pela participação efetiva em evento busca e salvamento:
- NM Marola, da Agência OCEANUS Shipping Agency Brazil;
- NM Norsul Recife, da Companhia de Navegação NORSUL;
- NM Ocean Dignity, da Empresa PETROBRAS Transporte S/A; e
- B/P ITAMAI.

 

Fonte: MB

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No dia 18 de Julho, o Navio Aeródromo nuclear USS Dwight D. Eisenhower cruzou o Canal de Suez em direção a area de jurisdição da 5ª Frota. Nesa comissão o USS Eisenhower (CVN-69) irá dar continuidade às operações de segurança maritima e apoio a Operação Enduring Freendom.

 

FONTE/FOTO: US Navy

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No dia 25 de fevereiro foi realizada, em Beirute, a cerimônia de passagem do cargo de Comandante da Força-Tarefa Marítima da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (FTM-UNIFIL).

O evento aconteceu a bordo da Fragata União, da Marinha do Brasil, Navio-Capitânia da componente naval da UNIFIL. Na ocasião, o Contra-Almirante Luiz Henrique CAROLI passou o Comando para o Contra-Almirante Wagner Lopes de Moraes ZAMITH.

A UNIFIL foi criada em 1978 com o propósito de manter a estabilidade na região, durante a retirada das tropas israelenses do território libanês. Atualmente, possui um contingente de aproximadamente 13.500 pessoas, entre militares e civis de mais de 30 países (dentre eles o Brasil) e se encontra sob o comando do General Alberto Asarta Cuevas, da Espanha.

A FTM-UNIFIL, estabelecida em 2006, é a primeira Força-Tarefa Naval a ser criada para tomar parte de uma Missão de Manutenção de Paz da ONU e será comandada, pela segunda vez consecutiva, por um Almirante brasileiro.

O Almirante Zamith manteve sob seu comando cerca de 1.100 militares, em nove navios de seis nacionalidades, sendo três da Alemanha, dois de Bangladesh, um da Grécia, um da Indonésia e um da Turquia e a Fragata União.

Para o Comandante da Marinha do Brasil, Almirante-de-Esquadra, Julio Soares de Moura Neto: “A participação brasileira na Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL) é motivo de orgulho para a Marinha do Brasil, pois esta é a primeira operação de paz, de caráter naval, que a ONU realiza e a primeira vez que o comando da Força-Tarefa Marítima (FTM) da UNIFIL está a cargo de um país não-membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). A presença da Fragata União na região, além de contribuir para o cumprimento das tarefas atribuídas à FTM, tem um grande significado para o Brasil no campo das relações internacionais, na medida em que demonstra o comprometimento do País com a UNIFIL, com a manutenção da paz no Líbano e com a estabilidade do Oriente Médio.”

FONTE: Marinha do Brasil FOTOS: UNIFIL

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A Esquadra realizou, no dia 1º de fevereiro, um exercício de Incidente de Proteção Marítima, nas proximidades da Ilha Rasa, no Rio de Janeiro. O propósito do evento foi adestrar um grupamento operativo e avaliar seu desempenho na tarefa de abordar uma plataforma com suspeita de estar dominada por elementos adversos. Para isso, foi infiltrado um destacamento de mergulhadores de combate, empregando helicóptero e embarcação de rápida reação.

A condução do exercício ficou a cargo do Comandante do Grupo-Tarefa da Operação “Aspirantex”, Contra-Almirante Carlos Augusto de Moura Resende. Além dos meios da Operação, participaram um helicóptero UH-14 Super Puma (HU-2) e um destacamento de Mergulhadores de Combate, embarcado na aeronave, e em uma Lancha “Hurricane”, de casco semirrígido. A Base Naval do Rio de Janeiro apoiou o evento, servindo de base para as operações da aeronave.

O cenário criado para o exercício foi o sequestro de um navio mercante estrangeiro, simulado pelo Navio de Desembarque de Carros de Combate Almirante Sabóia. Na ação, um grupo terrorista, que buscava chamar a atenção da comunidade internacional sobre a situação precária de seu país, explorado economicamente pelas grandes potências, demonstrava insatisfação com a presença de forças militares estrangeiras nas costas e território de seu país, e ameaçavam detonar um artefato explosivo embarcado, caso as tropas e meios não fossem retirados imediatamente.

Primeiramente, a infiltração do Grupo Especial de Retomada e Resgate dos Mergulhadores de Combate (GERRMeC) foi realizada por militares que estavam na lancha e subiram pelo costado do navio em movimento e, posteriormente, pelo helicóptero UH-14 (Pegasus), de onde desceram por meio de “Fast Rope”. O assalto foi um sucesso, o “navio mercante” foi libertado e os “sequestradores” presos.

Ainda durante a ação, a Lancha “Hurricane” acompanhou o “navio Mercante”, provendo apoio aproximado à retomada. A Corveta Barroso participou como Unidade de Superfície de Apoio de Fogo, estando pronta para empregar, simuladamente, seu armamento, para neutralização do navio.

O exercício foi proveitoso em diversos aspectos e uma oportunidade de familiarizar os meios da Esquadra com os documentos que regulam o assunto, inclusive a legislação internacional. O Grupamento de Mergulhadores de Combate pôde aprimorar o adestramento de suas equipes em retomada de plataforma, em uma situação bem próxima da realidade. Também foi uma oportunidade para realizar uma demonstração deste tipo de operação para os Aspirantes da Escola Naval, embarcados nos navios da Operação.

O Comandante de Operações Navais, Almirante-de-Esquadra Fernando Eduardo Studart Wiemer; o Comandante-em-Chefe da Esquadra, Vice-Almirante Wilson Barbosa Guerra; e o Chefe do Estado-Maior da Esquadra, Contra-Almirante Paulo Ricardo Médici, estavam a bordo do Navio de Desembarque de Carros de Combate Almirante Saboia, acompanhando e avaliando o exercício.

No mesmo dia do aniversário da Esquadra (10 de novembro), foi inaugurado o Centro de Operações da Esquadra (COE), em cerimônia presidida pelo Comandante da Marinha, Almirante-de-Esquadra Julio Soares de Moura Neto.

O COE é um projeto moderno e inovador onde foram utilizados os mais avançados recursos tecnológicos no apoio às atividades de Comando e Controle.

O monitoramento em tempo real, a realização de videoconferência com outros Centros e o compartilhamento de dados, imagens e informações permitirão à Esquadra ter o pleno controle e acompanhamento de seus meios navais e aeronavais.

Com a sua operacionalização, a Esquadra garantirá a agilidade do processo de Tomada de Decisão, extremamente necessária no mundo moderno, onde a velocidade da informação requer reações e decisões rápidas.

Além do enfoque tático, o COE foi concebido para atuar, adicionalmente, em nível operacional, com tecnologia, material e pessoal que lhe capacita a assumir, em caráter contingente, as atribuições do Centro de Comando do Teatro de Operações Marítimas (CCTOM), tema de uma das matérias da segunda edição da Revista Forças de Defesa.

O novo Centro de Comando e Controle dispõe de avançados recursos e nasce para acelerar e enriquecer a consciência situacional marítima, contribuindo, de forma decisiva, para a consecução dos propósitos da Estratégia Nacional de Defesa (END).

FONTE e FOTOS: MB

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