Página 1 de 612345...Última »

Canhões de ‘Fletcher’ às margens do Tamanduateí

Em pleno centro de São Paulo, surge  em meio às árvores do Parque D. Pedro II os contornos de uma torreta de canhão de cinco polegadas. Seria um velho contratorpedeiro da Marinha do Brasil, que emergiu do fundo do mar depois de ser afundado como alvo e deu um jeito de chegar ao poluído rio Tamanduateí?

Não, a cena não é tão dramática assim, mas vale a visita do mesmo jeito. Trata-se de dois exemplares de reparos de canhões que equipavam os saudosos contratorpedeiros classe “Fletcher” (ou classe “P”, também conhecida como os “bico fino”) de origem norte-americana que a Marinha operou a partir do final da década de 1950. Um reparo singelo de canhão de 5 polegadas dupla função (127 mm, de emprego antisuperfície e antiaéreo) faz companhia a um reparo quádruplo antiaéreo de 40mm no pátio externo do espaço cultural “Catavento”, que ocupa o prédio do antigo “Palácio das Indústrias”, construído nos anos 1920 (e que já abrigou a prefeitura de São Paulo, antes do Catavento, inaugurado em 2009). A torre do edifício é vista ao fundo, na foto abaixo.

Retiradas de unidades desativadas da classe (seis dos sete “Fletchers” da MB usavam ambos os tipos de reparos, a exceção foi o “Pernambuco“, que tinha canhões antiaéreos de 76mm), as peças ficaram muito tempo no acervo do “Museu de Tecnologia de S. Paulo”, no Butantã, onde a visita era mais complicada do que o local onde estão hoje. Mas agora estão bem fáceis de se ver, assim como outras atrações interessantes para crianças, adolescentes e mesmo entusiastas. Saiba mais sobre outras atrações do local em matéria do Poder Aéreo, clicando aqui.

VEJA TAMBÉM:

O fim de uma era

Após 70 anos construindo submarinos, o estaleiro Thyssen Nordseewerkr GmbH (TNSW), em Emden, Alemanha, realiza sua ultima entrega, a seção de ré  do submarito classe Tipo 212 “U 36″ (S 186). Na foto acima, a seção é vista sendo transportada pela barcaça EMS Pontoon 7, a reboque do Rebocador EMS Tug, no Canal de Kiel, entrando na eclusa de Holtenau no dia 16 de janeiro para término de construção no HDW Kiel.

No casco do submarino foi colocada uma derradeira faixa onde estava escrito “Die leezte lieferung aus Emden, 70 jahre U-Boot bau gehe haute zu ende”,  significando “A última entrega de Emden, hoje se encerra 70 anos de construção de submarinos”.

FOTO: Willeem Hartman

Tagged with:
 

Fique por dentro do São Paulo, o encouraçado

A recente matéria sobre a visita de dois editores do Poder Naval ao NAe São Paulo, que entregaram o número 3 da revista Forças de Defesa ao seu comandante, incentivaram uma conversa sobre um quadro que está na parede da foto da reportagem onde se vê uma bela pintura do encouraçado São Paulo.

Assim, aproveitamos para destacar aqui uma imagem que está no site “Navios de Guerra Brasileiros” (NGB), mostrando a disposição interna dos compartimentos do encouraçado São Paulo – navio que operou na Marinha do Brasil entre 1910 e 1951, e do qual o atual capitânia da Esquadra herda o nome. Caldeiras, tubulações, paióis, elevadores de munição, ângulos  e muito mais detalhes podem ser vistos clicando na imagem para ampliar.

Para saber mais sobre o navio e ver mais imagens, clique aqui para acessar o NGB.

VEJA TAMBÉM:

No dia 29/10, os amigos Marcelo Ostra e José da Silva realizaram um evento cultural naval no deck de Santos-SP. Os dois são co-fundadores do Poder Naval e responsáveis pelos sites Santos Shipphotos e  Navios Brasileiros.

Ao mesmo tempo, uma grande novidade foi colocada em operação no Deck do Pescador na Ponta da Praia: uma parceria entre a empresa SMD Marine, Blogs Navios em Santos e Santos Shiplovers, Cantina do Deck e PMS-SETUR, disponibilizou uma tela do sistema AIS – PVMS (Port Vessel Monitoring System), o qual permite o monitoramento de todos os navios no Porto de Santos e Região.

Este sistema permite ao público acompanhar em tempo real a posição dos navios, durante manobras e entrada/saída de porto.

NOTA DO PODER NAVAL: estamos estudando realizar o Primeiro Encontro de Leitores da Trilogia “Forças de Defesa” no mesmo local, em dezembro, em data ainda a ser combinada. O que os amigos leitores acham da ideia? Dê sua opinião.

Tagged with:
 
Por Marcelino André Stein
 

Estimativas das mais diversas apontam que cerca de 95% do comércio internacional são transportados em navios e a maioria desses navios opera no regime de bandeiras de conveniência.

O termo bandeira de conveniência descreve uma prática de negócios no mercado da navegação internacional que consiste na inscrição de um navio mercante em um Estado soberano diferente do Estado dos reais proprietários ou operadores do navio. Esse país cobra impostos e taxas mínimos, por vezes nulos, e não tem desejo, nem a capacidade física ou financeira, de aplicar sua legislação interna ou a internacional, pertinente a registros de navios, para que um armador arvore sua bandeira. Na maioria das vezes, não mantém vínculos de qualquer natureza com estes armadores, senão o objetivo de ganhos financeiros imediatos.

Não existe um regime global que regule ou até desregule o registro de navios em determinados países, que obrigue ou desobrigue o registro nos países de que são cidadãos os proprietários dessas embarcações, instalando-se aí um verdadeiro “salve-se quem puder”, valendo qualquer regra para a manutenção barata de um navio.

Fazendo uma analogia ao caso concreto, podemos comparar com o tempo em que no Brasil era fato corriqueiro o emplacamento de carros em Curitiba, pois lá o IPVA era bem menor. Isso mudou, depois da reação estadual de São Paulo.

Este é o cerne do problema. Se países como Bolívia e Mongólia, que nem costa possuem, são hoje países de “registro aberto” – esse é o nome que se dá a esses países, onde a legislação é, digamos, mais frouxa -, quem regula as condições de trabalho em alto mar dessas tripulações? Não esquecendo que esses salários aviltantes causam também o chamado dumping social. Quem verifica os cascos e condições de navegabilidade desses navios? Quem dá a devida atenção ao fato de o Brasil deixar de arrecadar impostos ao não ter uma marinha mercante forte, deixando de criar um mercado de trabalho?

Esses países oferecem subsídios e isenções de impostos e taxas aos proprietários dos navios, criando uma competição desleal no mercado global, dando uma imensa vantagem competitiva a esses proprietários. Para regrar esse comércio não regulado, trazendo igualdade de competição às marinhas mercantes de todos os participantes do comércio internacional, faz-se necessário um “poder maior”, supranacional.

Com o advento da criação da Organização Mundial do Comércio (OMC), também sob o manto da ONU, surgiu um novo e poderoso instrumento para a eliminação de práticas desleais de comércio, mormente, com a promulgação, em 1995, do General Agreement of Tariffs in Services (Gats), sob a égide da OMC, que viria a tornar realidade uma maior transparência e progressiva liberalização do comércio internacional, em bases mais igualitárias.

Nada mais natural que defender a instituição criada para desfazer a “ordem natural” citada por Hobbes, no Leviatã, a “lei do mais forte”: as Nações Unidas – e dentro dela a OMC e, dentro da OMC, o órgão criado para lidar com os assuntos da navegação marítima internacional, o Gats, e, dentro do Gats, o Grupo de Trabalho de Serviços Marítimos.

Infelizmente, até o momento, a Rodada Uruguai, que culminou com a criação da OMC, não obteve ainda o sucesso esperado, ao menos no quesito de incluir e fazer valer os serviços marítimos sob as normas da OMC – e sob a égide do Gats. Hoje, a Rodada Doha tem timidamente o assunto em seu escopo de discussões, mas, aparentemente, esse assunto não tem encontrado países que patrocinem essa ideia com o devido entusiasmo, nem mesmo o Brasil.

Sustenta-se que todos os países possam usar uma legislação equânime para que haja não somente igualdade entre os contratantes, mas que, acima de tudo, haja respeito aos direitos humanos dos trabalhadores marítimos, segurança marítima e melhor proteção ao meio ambiente.

A omissão do Estado brasileiro e dos seus pares – membros da OMC e principais prejudicados pela injusta competição internacional, causada pelas bandeiras de “(in)conveniência”, que lançam mão de práticas desleais, e por vezes ilegais – impede o surgimento de uma marinha mercante e de uma indústria naval brasileira e, até mesmo, a criação de um poder marítimo digno da grandeza e das necessidades do Brasil.

Trata-se de tema importante para os interesses estratégicos de longo prazo do Estado brasileiro. A elaboração de uma política marítima de estado é fundamental para um país que tem uma das maiores costas e malhas hidroviárias do mundo e, tradicionalmente, estruturado desde o seu descobrimento, de “costas para o oceano”.

Estranho e revelador o fato de, até hoje, o Brasil não contar com uma guarda costeira, por exemplo, não explorar os benefícios de um cluster marítimo (no qual poderiam ser fabricados navios e embarcações), não ter mantido uma marinha mercante (hoje inexistente), não desenvolver as hidrovias (60 % da matriz de transportes é rodoviária), não desenvolver a navegação de cabotagem e não fortalecer a indústria naval, a fim de se tornar uma referência mundial em produtividade e competitividade marítima e portuária.

Marcelino André Stein é mestre em direito das relações econômicas internacionais pela PUC-SP, advogado e sócio do escritório Duarte Garcia, Caselli Guimarães e Terra Advogados

FONTE: Valor Econômico Online via Marinha do Brasil

 

O Concurso Cultural “Operação Cisne Branco 2011″ realizado pela Marinha do Brasil busca despertar, no ambiente escolar, o interesse pela mesma e assustos relativos ao mar, premiando as melhores redações com laptops e uma viagem no Navio-Veleiro Cisne Branco, com acompanhante. Destinados a alunos do 6º ano do Ensino Fundamental a alunos do Ensino Médio, divididos em temas especificos.

O Concurso Cultural Cisne Branco é uma otima forma de estreitar laços entre os ambitos militar e educacional na difusão e fomento do Poder Naval Brasileiro entre os jovens.

Temas:

  • Ensino Fundamental – “Navegando na Amazonia Azul, o mar que nos pertence”
  • Ensino Médio – “A presença constante da Marinha do Brasil até os limites da Amazônia Azul”

Para participar as redações deverão ter de 20 a 40 linhas e ser escritas de próprio punho. Na avaliação serão considerados os seguintes critérios:
Conteúdo: abrangência, profundidade, objetividade e afinidade dos assuntos abordados com o tema da redação; Desenvolvimento: concatenação lógica, capacidade de análise e de síntese; Domínio da linguagem escrita: correção ortográfica, gramatical, pontuação e riqueza no vocabulário empregado; e Criatividade: inovação na forma de abordagem do tema, procurando expressá-lo com estilo e entusiasmo.

Para maiores informações acessem: www.mar.mil.br/hotsites/ocb2011/index.html ou contatem a Seção de Comunicação Social da Marinha mais proxima de você.

Nota: Na Operação Cisne Branco 2010 um de nossos leitores  foi premiado pela excelente redação produzida.

 

Na manhã de 11 de junho, sob o comando do Almirante Francisco Manoel Barroso da Silva, notáveis brasileiros enfrentaram com bravura e destemor a ameaça estrangeira e reverteram a situação de desvantagem em que se encontravam, combatendo nas águas do Rio Paraná. Em região próxima à foz do riacho Riachuelo, a Força brasileira agiu com coragem, ousadia e amor à Pátria, empreendendo ações que fizeram as forças inimigas baterem em retirada.

Em memória à decisiva atuação do Almirante Barroso, aos atos de heroísmo de marinheiros que perderam suas vidas durante a batalha e à conquista do sucesso determinante na vitória final da Tríplice Aliança, formada por Brasil, Argentina e Uruguai, a Marinha do Brasil comemora, anualmente, o aniversário da Batalha Naval do Riachuelo, que foi instituída como a Data Magna da Marinha.

Assim, o Comando do Terceiro Distrito Naval, com sede em Natal – RN, realizará, entre os dias de 4 e 13 de junho, uma série de eventos comemorativos ao 146o Aniversário da Batalha Naval do Riachuelo, conforme a programação a seguir:

  • Dia 4 de junho – Apresentação da Banda de Música do Grupamento de Fuzileiros Navais de Natal, às 19 horas, na Praça de Alimentação do Norte Shopping;
  • De 6 a 10 de junho – Mostra de Fotografia sobre Fainas Marinheiras, no Praia Shopping, das 10h às 22h;
  • De 6 a 13 de junho – Mostra de Artes sobre Temas Navais, no Shopping Via Direta, das 9h às 20h30;
  • Dia 13 de junho – Apresentação da Banda de Música do Grupamento de Fuzileiros Navais de Natal, às 18h, na Praça de Eventos do Shopping Via Direta;
  • De 10 a 13 de junho – Exposição de Material da Marinha;
  • Dia 12 de junho – Regata “Batalha Naval do Riachuelo”, às 12h, no Iate Clube do Natal;
  • Dia 12 de junho – Exposição de Material do Corpo de Fuzileiros Navais, das 10 às 17 horas, no Espaço Folha das Artes, e apresentação da Banda de Música do Grupamento de Fuzileiros Navais de Natal, às 16 horas, no Anfiteatro Pau-Brasil, no Parque das Dunas. Entrada: R$ 1,00 por pessoa; e
  • De 11 a 12 de junho – Visitação pública ao Navio-Patrulha “Guaíba”, das 8h às 11h e das
  • 13h30 às 17h, no Porto de Natal.

FOTO: Assessoria de Imprensa – 3º Distrito Naval

‘Desafio Poder Naval’ 10

Qual o navio da foto? Conte um pouco sobre sua classe e função.

Tagged with:
 

O Cruzador Barroso (C 11), ex-Almirante Barroso, ex-USS Philadelphia (CL 41), foi o quarto navio a ostentar esse nome na Marinha do Brasil, em homenagem ao Almirante Francisco Manuel Barroso da Silva, Barão do Amazonas.


O Cruzador Tamandaré (C 12), ex-Almirante Tamandaré, ex-USS St. Louis (CL 49), foi o terceiro navio a ostentar esse nome na Marinha do Brasil, em homenagem ao Almirante Joaquim Marques Lisboa, Marquês de Tamandaré, Patrono da Marinha.

O Barroso foi construído pelo estaleiro Philadelphia Navy Yard, na Philadelphia e o Tamandaré pelo estaleiro Newport News Shipbuilding & Drydock Co., em Bremerton, Washington.

Ambos foram transferidos sob os Termos da Lei de Assistência Mútua, sendo submetidos a Mostra de Armamento em 29 de janeiro de 1951.

O Barroso foi incorporado em 21 de agosto de 1951, em cerimônia presidida pelo Dr. Maurício Nabuco, Embaixador do Brasil em Washington e  contou ainda com a presença do Contra-Almirante Gérson de Macedo Soares, presidente da Comissão de Recebimento dos Cruzadores e representantes do Departamento de Estado e da Marinha dos EUA.

Em 6 de fevereiro de 1952 foi a vez doTamandaré, também realizada na Base Naval da Philadelphia.

Assumiram o comando do Barroso e do Tamandaré, respectivamente, o Capitão-de-Mar-e-Guerra Raul Reis Gonçalves de Sousa e o Capitão-de-Mar-e-Guerra Paulo Bosísio .

NOTA do EDITOR: Conheça mais sobre a história dos dois Cruzadores, acessando o site Navios de Guerra Basileiros.

Este video feito pela Marinha do Brasil, pretende mostrar a presença da Marinha na vida de todos os brasileiros. No próximo dia 13 vamos comemorar o dia do Marinheiro.

 

Nosso amigo Reginaldo Bacchi estará participando da palestra que vai marcar o lançamento da Coleção Armas de Guerra da Abril Coleções, na Livraria Cultura do Shopping Villa Lobos, em São Paulo. A palestra será no dia 26 de outubro, às 19h30.

Reginaldo José da Silva Bacchi é engenheiro mecânico, consultor técnico da revistaTecnologia & Defesa e trabalhou na Engesa.

Página 1 de 612345...Última »