
O termo bandeira de conveniência descreve uma prática de negócios no mercado da navegação internacional que consiste na inscrição de um navio mercante em um Estado soberano diferente do Estado dos reais proprietários ou operadores do navio. Esse país cobra impostos e taxas mínimos, por vezes nulos, e não tem desejo, nem a capacidade física ou financeira, de aplicar sua legislação interna ou a internacional, pertinente a registros de navios, para que um armador arvore sua bandeira. Na maioria das vezes, não mantém vínculos de qualquer natureza com estes armadores, senão o objetivo de ganhos financeiros imediatos.
Não existe um regime global que regule ou até desregule o registro de navios em determinados países, que obrigue ou desobrigue o registro nos países de que são cidadãos os proprietários dessas embarcações, instalando-se aí um verdadeiro “salve-se quem puder”, valendo qualquer regra para a manutenção barata de um navio.
Fazendo uma analogia ao caso concreto, podemos comparar com o tempo em que no Brasil era fato corriqueiro o emplacamento de carros em Curitiba, pois lá o IPVA era bem menor. Isso mudou, depois da reação estadual de São Paulo.
Este é o cerne do problema. Se países como Bolívia e Mongólia, que nem costa possuem, são hoje países de “registro aberto” – esse é o nome que se dá a esses países, onde a legislação é, digamos, mais frouxa -, quem regula as condições de trabalho em alto mar dessas tripulações? Não esquecendo que esses salários aviltantes causam também o chamado dumping social. Quem verifica os cascos e condições de navegabilidade desses navios? Quem dá a devida atenção ao fato de o Brasil deixar de arrecadar impostos ao não ter uma marinha mercante forte, deixando de criar um mercado de trabalho?
Esses países oferecem subsídios e isenções de impostos e taxas aos proprietários dos navios, criando uma competição desleal no mercado global, dando uma imensa vantagem competitiva a esses proprietários. Para regrar esse comércio não regulado, trazendo igualdade de competição às marinhas mercantes de todos os participantes do comércio internacional, faz-se necessário um “poder maior”, supranacional.
Com o advento da criação da Organização Mundial do Comércio (OMC), também sob o manto da ONU, surgiu um novo e poderoso instrumento para a eliminação de práticas desleais de comércio, mormente, com a promulgação, em 1995, do General Agreement of Tariffs in Services (Gats), sob a égide da OMC, que viria a tornar realidade uma maior transparência e progressiva liberalização do comércio internacional, em bases mais igualitárias.
Nada mais natural que defender a instituição criada para desfazer a “ordem natural” citada por Hobbes, no Leviatã, a “lei do mais forte”: as Nações Unidas – e dentro dela a OMC e, dentro da OMC, o órgão criado para lidar com os assuntos da navegação marítima internacional, o Gats, e, dentro do Gats, o Grupo de Trabalho de Serviços Marítimos.
Infelizmente, até o momento, a Rodada Uruguai, que culminou com a criação da OMC, não obteve ainda o sucesso esperado, ao menos no quesito de incluir e fazer valer os serviços marítimos sob as normas da OMC – e sob a égide do Gats. Hoje, a Rodada Doha tem timidamente o assunto em seu escopo de discussões, mas, aparentemente, esse assunto não tem encontrado países que patrocinem essa ideia com o devido entusiasmo, nem mesmo o Brasil.
Sustenta-se que todos os países possam usar uma legislação equânime para que haja não somente igualdade entre os contratantes, mas que, acima de tudo, haja respeito aos direitos humanos dos trabalhadores marítimos, segurança marítima e melhor proteção ao meio ambiente.
A omissão do Estado brasileiro e dos seus pares – membros da OMC e principais prejudicados pela injusta competição internacional, causada pelas bandeiras de “(in)conveniência”, que lançam mão de práticas desleais, e por vezes ilegais – impede o surgimento de uma marinha mercante e de uma indústria naval brasileira e, até mesmo, a criação de um poder marítimo digno da grandeza e das necessidades do Brasil.
Trata-se de tema importante para os interesses estratégicos de longo prazo do Estado brasileiro. A elaboração de uma política marítima de estado é fundamental para um país que tem uma das maiores costas e malhas hidroviárias do mundo e, tradicionalmente, estruturado desde o seu descobrimento, de “costas para o oceano”.
Estranho e revelador o fato de, até hoje, o Brasil não contar com uma guarda costeira, por exemplo, não explorar os benefícios de um cluster marítimo (no qual poderiam ser fabricados navios e embarcações), não ter mantido uma marinha mercante (hoje inexistente), não desenvolver as hidrovias (60 % da matriz de transportes é rodoviária), não desenvolver a navegação de cabotagem e não fortalecer a indústria naval, a fim de se tornar uma referência mundial em produtividade e competitividade marítima e portuária.
Marcelino André Stein é mestre em direito das relações econômicas internacionais pela PUC-SP, advogado e sócio do escritório Duarte Garcia, Caselli Guimarães e Terra Advogados
FONTE: Valor Econômico Online via Marinha do Brasil
Escondidas em meio a quatro grandes navios-aeródromo, duas fragatas fazem parte da frota da reserva da Marinha dos EUA, a chamada “mothball fleet”, em Bremerton, no Estado de Washington, costa noroeste dos EUA. Segundo o jornal Seatle Times (com informações do site Kitsapsin), uma terceira vai se juntar a elas no próximo dia 15 de julho: trata-se da fragata USS Jarrett (FFG33) da classe OHP, que fará companhia a suas irmãs USS George Philip e USS Sides.
A Jarrett serviu por 27 anos e deverá ser colocada à venda, com a possibilidade de virar sucata se nenhum comprador aparecer nos próximos anos. As outras duas, apesar de terem servido por menos tempo (22 anos) e despertado interesse em Portugal e Turquia, não foram vendidas e continuam atracadas.
Em Bremerton também estão os navios-aeródromo USS Ranger, USS Constellation, USS Kitty Hawk e USS Independence, que podem se tornar museus ou memoriais, serem afundados como alvos ou tornarem-se recifes artificiais. O Kitty Hawk, visto na foto acima em operação com a Jarrett, será mantido na reserva até 2015, quando o novo CVN (navio-aeródromo de propulsão nuclear) Gerald Ford entrar em serviço.
A cidade de Wilmington, na Carolina do Norte, quer que o navio se torne um museu flutuante, atracado ao lado do encouraçado North Carolina. Já os outros três não estão mais no Registro de Navios da Marinha dos EUA (Naval Vessel Register). Um grupo sem fins lucrativos trabalha para que o Ranger vá para Fairview, no Oregon, para se tornar um museu naval e aeroespacial, centro educacional e palco de eventos. Os outros dois, que foram usados para fornecer peças para a frota em serviço, provavelmente serão sucateados nos próximos anos. À exceção do Kitty Hawk, os demais navios-aeródromo estão na catetoria de reserva X, e não recebem nem manutenção nem preservação, sendo protegidos apenas contra fogo, alagamento e roubo. O Kitty Hawk está na categoria B, recebendo manutenção para o caso de uma emergência.
Também em Bremerton está o comando da ”Puget Sound Naval Shipyard and Intermediate Maintenance Facility”, que controla várias instalações nos EUA e no Japão. Sob seus cuidados estão navios e submarinos de propulsão nuclear inativos, classificados na categoria Z, aguardando reciclagem. É o caso do cruzador lançador de mísseis guiados USS Long Beach e de 16 submarinos nucleares de ataque: USS Salt Lake City, USS Atlanta, USS Augusta, USS Hyman G. Rickover, USS Minneapolis-St. Paul, USS Portsmouth, USS Baltimore, USS Phoenix, USS Indianapolis, USS New York City, USS Birmingham, USS Groton, USS Cincinnati, USS Omaha, USS Los Angeles e USS Narwhal.
FONTE: Kitsapsin via Seatle Times (tradução, adaptação e edição: Poder Naval)
FOTOS via navsource
Nossos editores Guilherme Wiltgen e Guilherme Poggio estão na Base Aérea Naval de São Pedro de Aldeia (BAeNSPA) realizando a cobertura dos 50 anos do Esquadrão HU-1. Nas fotos deste post, os dois aparecem nas aeronaves enquanto faziam as imagens em voo de formatura.
O Esquadrão HU-1 foi a primeira unidade aérea operativa da Marinha do Brasil. Foi criado em 1961 e, desde a sua ativação, vem participando de quase todas as operações aeronavais.
Está equipado com helicópteros Esquilo mono-turbina (UH-12) e Esquilo bi-turbina (UH-13) para emprego em missões de ligação e observação; esclarecimento; lançamento de pára-quedistas e de mergulhadores de combate; transporte de tropa; serviços hidrográficos; guarda de aeronaves em navio-aeródromo; busca e salvamento; apoio humanitário; apoio às atividades na Antártica e muitas outras, razão pelo qual seu lema é “IN OMNIA PARATUS” – PREPARADO PARA TUDO; o título do Esquadrão é: “O FAZ TUDO”.
Em 26 de Maio de 1952, a US Navy iniciou os testes de viabilidade do conceito de convoo em ângulo para seus porta-aviões, utilizando uma plataforma simulada a bordo de USS Midway (CVB 41), pela Naval Air Test Center.
Os três dias de testes foram conduzidos pelos pilotos da Frota do Atlântico, utilizando aeronaves a jato e a hélice.
FONTE e FOTOS: US Navy/NHHC
No último Domingo, dia 22 de maio, o jornal ‘O Fluminense’ de Niterói (RJ) publicou uma reportagem sobre as oportunidades nas carreiras militares. A matéria saiu com chamada na base da primeira folha e foi tema principal da seção “Empregos & Negócios”.
O site ‘Poder Naval’ teve a satisfação de poder colaborar com a reportagem. Parte do texto pode ser conferido abaixo (clique para ampliar).
Em 16 de maio de 1965, o primeiro apoio de artilharia naval no Vietnã foi realizado pelo USS Henry W. Tucker (DD-875), que disparou em posições inimigas na costa de Saigon.
Descomissionado em 03 de dezembro 1973, o ex- USS Henry W. Tucker foi incorporado pela Marinha do Brasil e batizado de Marcílio Dias (D 25), servindo até 19 de setembro de 1994, sendo afundado como alvo pelo submarino Tamoio (S 31) em 1996.
O porta-aviões que carregou o corpo do terrorista Osama Bin Laden para que fosse jogado no mar do norte da Arábia poderá sediar uma partida de basquete universitário no dia 11 novembro, no feriado do Dia dos Veteranos, um feriado militar dos Estados Unidos.
Mike Whalen, da Morale Entertaiment Foundation, afirma que o evento com a partida entre North Carolina e Michigan State tem a possibilidade de ser realizado em dois porta-aviões em San Diego. As opções são os navios USS Ronald Regan e USS Carl Vinson para o que será a primeira partida da história do basquete universitário em um navio.
O USS Carl Vinson é justamente o navio que transportou o corpo de Osama Bin Laden após o terrorista ter sido morto pelas tropas norte-americanas no Paquistão. Os organizadores estudam a possibilidade de ter 7 mil lugares para espectadores no navio.
“O dia dos veteranos é uma espécie de feriado sombrio. Queremos mudar isso. Seria mais que um dia de folga. Vai ser um dia para olhar para o futuro porque estamos tendo um bom momento”, afirma o veterano da marinha Mike Whalen.
FONTE: Uol esportes
FOTOS: USS Carl Vinson fotografado em matérias especiais realizadas pelo Poder Naval. Para ver mais matérias a respeito desse navio, clique nos links da lista abaixo.
VEJA TAMBÉM:
- Poder Naval pousa e decola do CVN 70
- Voo para o USS Carl Vinson
- USS ‘Carl Vinson’ na Guanabara, do ponto de vista da U.S.Navy
- USS ‘Carl Vinson’ chegando no Rio
- USS ‘Carl Vinson’ no Rio
- Passex do NAe USS ‘Carl Vinson’ e cruzador USS ‘Bunker Hill’
- USS ‘Carl Vinson’ atinge 200.000 pousos
- F/A-18C Hornet pega fogo ao pousar no USS Carl Vinson (CVN 70)
- Welcome to San Diego
- Conheça os navios da US Navy que estão no Haiti
- ‘Vinson’ e ‘Freedom’ navegando juntos
- Armada Argentina e sua Aviação Naval treinam com o ‘Vinson’
- USS ‘Carl Vinson’ passando pelo Uruguai
- ‘Tikuna’, o caçador de porta-aviões
O PAN Charles de Gaulle totalizou 100.000 milhas náuticas em 4 de abril, durante faina de reabastecimento no mar, quando atingiu a marca contabilizada desde o final de 2008.
Esta distância corresponde a 4 voltas ao redor da Terra ou a metade da distância até a Lua.
O CdG totaliza 342.000 milhas navegadas desde a sua entrada em serviço na Marine Nationale, o que corresponde a 16 voltas ao redor da Terra.
FONTE e FOTO: Marine Nationale
Nas fotos, o painel de controle de um destróier da classe “Arleigh Burke” e a curva de consumo do navio. A possibilidade de oferecimento de navios desta classe ao Brasil esbarra em alguns obstáculos, dentre os quais o elevado consumo, em comparação com os motores diesel usados na MB.
FOTOS: US Navy /Luiz Padilha
LEITURA RECOMENDADA:
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A Royal Navy realizou uma Fotex que vai ficar para sua história, as duas últimas Type 22 B3 em deslocamento operacional, HMS Cumberland e HMS Cornwall, patrulhando juntas o Golfo de Omã.
Esta é a última vez que os dois navios estarão juntos em uma missão, pois ambos deverão ser retirados de serviço após o seu regresso a Plymouth, no Reino Unido.
FONTE e FOTOS: RN
Os 100 anos de aviação naval na marinha dos EUA ainda não chegaram, mas os eventos comemorativos já começaram. Diversas aeronaves, de diversos modelos, estão recebendo pinturas comemorativas para delírio de muitos fotógrafos de plantão.
Na imagem acima temos um F/A-18 Super Hornet (BuNo 165677) do esquadrão VFA-122 pintado no padrão NWU (Navy Working Uniform). Este estilo foi criado pelos marinheiros que trabalham no esquadrão.
Para ver outras fantásticas fotos desta mesma aeronave clique no link abaixo.
FOTO: VFA-122
Uma nota publicada pela revista Veja revelou para o Brasil as intenções da Aviação Naval
No primeiro semestre do ano de 1997 eram poucos aqueles que sabiam algo sobre a eventual aquisição de aeronaves de asas fixas por parte da Marinha do Brasil. O assunto era tratado de forma sigilosa por um pequeno número de oficiais diretamente envolvidos na questão.
Existiam razões políticas para tamanho sigilo. Até aquela data a legislação em vigor proibia a operação de aviões pela Marinha. Desde a criação do Decreto 55.627 em 1956, somente a FAB poderia ter aviões militares, mesmo que embarcados.
Mas naquela época a Aeronáutica vivia momentos difíceis e não tinha recursos para os seus principais programas de reaparelhamento. Como a aviação embarcada não estava entre as suas prioridades, o programa de modernização dos P-16 foi abandonado e nenhum substituto foi selecionado.
Se nada fosse feito, o navio-aeródromo Minas Gerais (A 11) passaria o resto da sua vida simplesmente operando com helicópteros. Mas não era esse o desejo do Estado-Maior da Marinha. E mesmo antes da última decolagem de um Traker do convés do Minas, a Aviação Naval já trabalhava com a hipótese de recuperar a capacidade perdida desde 1956.
Uma nota, uma revelação
Poucas pessoas deram importância para uma pequena nota que aparecia no topo da página 19 da edição nº 1481 da revista Veja (5 de fevereiro de 1997). A nota, assinada pela repórter Roberta Paixão, fazia parte da seção “Radar”, na época sob os cuidados do colunista Ancelmo Góis.
Sem muitas informações técnicas e tratando a questão de forma bastante jocosa, a nota anunciava que uma eventual aquisição de caças norte-americanos pela Marinha dependia da aprovação do presidende Fernando Henrique Cardoso. Deixando de lado a parte que depreciava tal empreitada, a nota chegou bem perto do que realmente aconteceu. O texto falava de vinte aviões e na verdade foram adquiridos 23 células. O valor anunciado foi de 60 milhões de dólares, sendo que a fatura final ficou bastante próxima (79 milhões incluindo do o apoio logístico).
A nota possui o mérito de ser uma das primeiras, se não a primeira, a divulgar para o público em geral de que realmente existiam negociações entre a Marinha e o Kuwait para a compra de aviões A-4. Notícias com maiores detalhes e fornecidas pelos veículos especializados em defesa somente foram aparecer no final daquele ano de 1997, quando as negociações estavam praticamente concluídas.

Militares da Força Aérea Brasileira (FAB) já estão em Maceió para a operação de remoção das minas encontradas no município de Maragogi. Os militares chegaram à capital alagoana nesta segunda-feira, 4, e seguem nesta terça-feira, 5, para iniciar o processo de desativação e explosão dos artefatos bélicos, que deverá ser finalizado até o final do mês de outubro.
Foram encontradas seis minas, espalhadas entre o Centro da Cidade e a praia de Antunes. Durante a operação, os moradores terão que deixar a região de forma temporária e a área será interditada em um perímetro de 150 metros, no sentido de evitar acidentes. A região será isolada pela Polícia Militar. Para o trabalho, foram enviados dois mergulhadores, 10 militares do Batalhão de Engenharia, um médico do Hospital Naval de Recife e cinco homens da Capitania dos Portos de Maceió.
As minhas serão neutralizadas e conduzidas a um local distante para que seja acionada.
Em um trabalho de saneamento nas ruas da cidade, operários acabaram encontrando um artefato que flutuava durante as escavações, o que levou especialistas a entenderem que os artefatos são provenientes da 2º Guerra Mundial.
FONTE/FOTO: altemporeal/gazetaweb
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O site do google maps acaba de lançar uma novidade do Brasil. Agora os usuários brasileiros (e de outros países também) podem utilizar o recurso ‘street view’. Com este recurso é possível ter uma visão panorâmica do local com bastante detalhe.
Acima, apresentamos um exemplo com o Espaço Cultural da Marinha, localizado na Praça XV, Rio de Janeiro. Observar que, na imagem acima, está faltando um navio, qual é?
Este recurso está disponível apenas para um número limitado de cidades no país. Já nos EUA é possível ver quase todos os lugares principais, incluindo muitos locais próximos de bases navais ou bases da aviação naval.
Uma equipe de 23 oficiais da Marinha do Brasil, especializados em explosivos, virão do Rio de Janeiro para coordenar a operação de remoção e detonação das minas encontradas na zona urbana de Maragogi, cidade a 131 quilômetros da capital alagoana, no Litoral Norte do Estado.
De acordo com a Capitania dos Portos em Alagoas, já foram localizadas seis minas flutuantes enterradas na região urbana da cidade. Uma reunião envolvendo a população, prefeitura, Marinha, Ministério Público e Polícia Militar foi realizada no município para apresentar o plano à comunidade local.
Durante a remoção de cada mina, os moradores serão obrigados a evacuar a região pelo período de três horas, para evitar acidentes durante uma possível detonação acidental. As minas serão levadas para uma área específica em caçambas.
As seis minas localizadas até o momento estão enterradas em pontos distintos a cidade e podem ter sido levadas ao local pela maré. Em maio desse ano, durante a realização de obras de saneamento na cidade, operários se depararam com uma mina flutuante durante as escavações. O artefato, segundo a Marinha, teria sido utilizado durante a II Guerra Mundial.
A partir desta descoberta, um levantamento foi realizado na área e mais seis artefatos foram localizados. A operação de remoção, que se inicia na sexta-feira, 6 de outubro, deve ser encerrada no dia 24, com a detonação das minas em uma área de 2,5 quilômetros. As minas serão enterradas para minimizar a capacidade destrutiva. Segundo a Marinha, a área será interditada em um perímetro de 150 metros do local de detonação, para evitar acidentes.
FONTE/FOTO: Alagoas24horas
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Nobuyoshi Koremoto, um ex-capitão do JDS Amatsukaze da JMSDF, que participou da Operação RIMPAC 1980, escreveu na revista Ship of the World de agosto de 2010 que no referido exercício, uma esquadrilha de A-4G Skyhawks do navio-aeródromo australiano HMAS Melbourne, conseguiu atacar com sucesso o navio-aeródromo americano USS Constellation. O HMAS Melbourne operava como força inimiga e o USS Constellation foi considerado “seriamente avariado”.
Esta não foi a primeira vez que navios-aeródromo ligeiros conseguiram obter vantagem tática sobre os “super navios-aeródromo”. Por causa da curvatura do planeta, o combate naval além do horizonte fica dependente de informações obtidas pelo esclarecimento marítimo feito por aeronaves.
Porém, táticas de navegação e de despistamento eletrônico podem fazer navios de guerra virtualmente “desaparecer” em meio ao tráfego mercante, principalmente nos períodos noturnos e em condições meteorológicas adversas.
Na foto, o HMAS Melbourne ao lado do navio-aeródromo USS Enterprise, em outro exercício.
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