Página 5 de 17« Primeira...34567...10...Última »

Meus amigos, hoje eu estava no telefone e quando vi um vídeo numa reportagem da Band sobre o naufrágio do Navio-Escola canadense. Esse vídeo me chamou a atenção, pois mostrava a Liberal adentrando o porto de Santos e a imagem parecia de celular e eu conhecia bem essa imagem. Fiquei com isso na cabeça e fui conferir e não é que usaram a minha filmagem mesmo? Nesse dia eu filmei com o celular enquanto, o MO fotografava. Confiram o filme original abaixo e comparem com o da reportagem acima.

NOTA DO EDITOR: Não é a primeira vez que a grande imprensa utiliza material do Poder Naval. Na cobertura da queda do voo AF 447, a AFP Photo solicitou fotos do Poder Naval, que acabaram reproduzidas nas capas dos principais jornais do mundo e seus sites.

Tagged with:
 

  a-doria-mauricio-brescia-livorno-160208

a-doria-sealSob  o Comando do Capt. Giacinto Ottavini é prevista para hoje a atracação do CT Andea Doria (D 553), da classe Orizzonte (Horizon), no cais da Base Naval de Mocanguê em Niterói. Mais uma Horizon visitando o Brasil.

FOTO: Mauricio Brescia – Livorno – 16.02.08

NOTA do EDITOR: Marcelo Ostra, direto do Hospital do Rim, Vila Clementino, São Paulo,9o. andar, quarto 1908, com creatinina em 1,2, para o Blog Naval.

 

I011-f04

A Marinha do Brasil possui atualmente dois navios-tanque, o NT Marajó (G 27) e o NT Almirante Gastão Motta (G 23). Mas poucos sabem que ela também operou duas unidades menores no transporte de combustivel para a Força Aérea Brasileira e o NT Ilha Grande (G 16) que anos mais tarde se tornou uma das primeiras unidades da antiga FRONAPE da PETROBRAS.

Conheça um pouca mais sobre o Ilha Grande aqui.

O Fim da vida de um guerreiro

SHIRAZ (1)[1]

No dia 16 de janeiro, abicou em Aliaga, Turquia o N/T Shiraz, de bandeira das Ilhas Caiman, para ser desmontado.

O Shiraz, nome menos conhecido de sua carreira, foi constrído como o navio tanque inglês Hudson Cavallier, mas antes do final de sua contrução foi requisitado pelo MoD Britânico, sendo entregue ao RFA (Royal Fleet Auxiliary), sendo renomeado RFA Appleleaf (A 83).

Primeiro navio de uma série de quatro, segue abaixo a classe:

APPLELEAF (A79) CAMMELL LAIRD COMMISSIONED 1979 RFA
BRAMBLELEAF  (A81) CAMMELL LAIRD COMMISSIONED 1979 RFA
BAYLEAF   (A109) CAMMELL LAIRD COMMISSIONED 28 / 3/ 82 RFA
ORANGELEAF  (A110) CAMMELL LAIRD COMMISSIONED 1979 RFA
z

Em setembro de 1989 foi transferido para a RAN (Royal Australian Navy), sendo renomeado HMAS Westralia (AO 195), aonde participou de inumeras operações com a Marinha Australiana e demais marinhas do mundo.

Pennant AO  195 – call sign: VKCX
Class Replenishment
Launched 24 July 1975
Commissioned 9 October 1989
Decommissioned 16 September 2006
Displacement 40 870 tonnes
Length 171 metres
Beam 26 metres2
Speed 16 knots

Com a entrada em serviço do HMAS Sirius, o Westralia foi desativado em 16 de setembro de 2006. Após passar cerca de dois anos aguardando seu destino nas Ilhas Karimun, na Indonésia, foi vendido para desmanche iniciando sua derradeira vigaem, suspedendo das Ilhas Karimun, a reboque do RbAM Nefetegaz 61, escalando Cape Town, Africa do Sul e Gibraltar, finalmente chegando e abicando em Aliaga no dia 16 de janeiro.

Fotos: Selim San – Aliaga Shiplovers

 

liberal-l-franguetto-290907

Atracou hoje, dia 22 de janeiro, ao redor das 13h, no cais da Mortona (CPSP), em Santos a F. ‘Liberal’ (F 43).

O navio abrirá visitação pública conforme consta:

Fragata Liberal
Dias: 24, 25 e 26/JAN/2010
Horário: das 14:00h às 18:00h

Local: Cais da Marinha – Porto de Santos – Entre os armazéns 27 e 29 – Capitania dos Portos de São Paulo

 Foto: Lauro Franguetto Filho – Santos Shiplovers

 

Tagged with:
 

NAe Sao Paulo (A12)

Na foto acima, o NAe São Paulo operando somente com jatos A-4 Skyhawk. Nas fotos abaixo, seu irmão PA Clemenceau, na primeira Guerra do Golfo, atuando como porta-helicópteros e navio de assalto anfíbio. Observar os caminhões e a quantidade de helicópteros no convoo.

clemenceau-003

clemenceau-004

Tagged with:
 

Precisa-se de submarinistas

SubmarineBanner01

SubmarineBanner02cA Marinha da África do Sul (SAN) adquiriu 3 submarinos Type 209/1400 Mod SA, mas não possui militares suficientes para tripular as três unidades ao mesmo tempo. Para ajudar a resolver o problema, a SAN criou uma campanha de recrutamente, que tem até site na internet.

Segundo o site, os “traços de personalidade importantes para um submarinista da SAN são a motivação, a orientação para a carreira, trabalho duro, pragmatismo, pés no chão, personalidade vibrante, mente aberta, saber trabalhar em equipe e sagacidade.”

Quem é solteiro, tem entre 18 e 22 anos, é cidadão sul-africano e possui as características acima descritas, pode tentar ser submarinista. Se conseguir, envie um e-mail pra gente avisando!

SubmarineBanner02a

SAIBA MAIS:

Tagged with:
 

Poder Naval incentiva nova geração de ‘shiplovers’

Guilherme recebe incentivo - foto Poder Naval

Quem estava no deck dos pescadores de Santos, SP, na tarde de 26 de dezembro, não pôde deixar de notar a presença de uma vistosa maquete de navio e de um menino, bastante sorridente, que só desgrudou da mesma na hora de tirar fotos.

A maquete com partes móveis é do “Saga Cutty”, livremente inspirada em um navio mercante da Saga, e o menino sorridente é Guilherme, de 6 anos – que apesar da pouca idade já tem bons anos dedicados à atividade de “shiplover”.

Em meio à passagem pelo canal do Porto de Santos dos navios mercantes e de cruzeiro programados para aquela tarde de sábado, Guilherme, que tem paixão por navios em geral e por mercantes em especial, saudava as chegadas e saídas enquanto operava seu novo “Saga Cutty” – um presente do Poder Naval para incentivá-lo a continuar nesse caminho, representando a nova geração de “shiplovers” de Santos e do Brasil.

FOTO: Poder Naval

NOTA: ao fundo, representantes de outras gerações de “shiplovers”, dentre os citados na matéria fotográfica “Natal a ver navios”.

Tagged with:
 

york-jorn-prestien

york-sealAtracaram hoje,  19 de dezembro, ao redor das 11h, no Porto do Rio de Janeiro, no cais do armazém 22, o RFA Gold Rover (A 271) com o contratorpedeiro tipo 42 batch III HMS York (D 98)  , em escala de descanso para tripulação. As embarcações encontram-se na Patrulha do Atlantico Sul, devendo o York suspender na manhã do dia 24 e o Gold Rover no dia 3 de janeiro.

gold-rover-ml

gold-rover-crest

FOTOS: Jörn Prestien e Marcelo ‘Ostra’ Lopes – Santos shiplovers

SAIBA MAIS:

Tagged with:
 

Um bom exemplo para NaPqOc

Dan Swift - 0333

M/S Dan Swift, OVZN2, exemplo de como poderíamos ter um bom e totalmente equipado navio de pesquisas oceânicas, a altura de nossas necessidas e perspectivas para o mar.

Fundeado na Baia da Guanabara, esta semana.

•Bandeira: Dinamarca

•Comprimento total; 149,66 m

•Comprimento (PP): 133,81 m

•Boca: 22,31 m

•Calado; 7,50 m

Dan Swift - 336

Ex Ro/Ro Mercandian Continent, convertido em 2008 no estaleiro Blohm & Voss, Hamburg

mercandian-continent

Fotos: Fotoflite e Edson Lima Lucas – Rio Shiplovers

Airfix lança kit a bordo do HMS Illustrious

HMS Illustrious_Airfix

Na quarta-feira, 9 de dezembro, a Airfix lançou o novo kit do HMS Illustrious e o mesmo aconteceu em um local muito apropriado, a bordo do próprio HMS Illustrious.

RN Cap.Ben KeyO Comandante do navio, Capitão Ben Key, foi presenteado com um modelo montado e em uma caixa de vidro.

O kit em escala 1:350, leva cerca de 30 horas para ser montado e inclui aviões Harrier, helicópteros e sistemas de armas.

O Comandante do HMS Ilustrious falou:

“É uma grande emoção ganhar um modelo do HMS Illustrious, pois todos nós que servimos nele temos muito orgulho do nosso navio e vai ser ótimo ver o kit do Illustrious sendo vendido em todo o país”.

O modelo deverá estar disponível para venda no início de 2010.

NOTA do EDITOR: No site da Airfix, o Kit A50059 aparece como fora de estoque e com o custo de £59,99.

Tagged with:
 

‘PWSB’, partindo de Santos

asaboia-srs-171209-4 

NDCC Almirante Sabóia (G 25), hoje, dia 17 de dezembro, 18h

Fotos: Silvio Roberto Smera e Ramon Garcia Fraga – Santos Shiplovers

Tagged with:
 

O novo e o velho na Marinha Real

Type 45 e Type 42 - foto RN

Pequena foto encontrada no link do veterano Tipo 42 HMS York, tirada provavelmente quando o navio realizava exercícios com o novíssimo Tipo 45 HMS Daring. Reparar na diferença das silhuetas, fruto dos praticamente 25 anos que separam um do outro no serviço à Marinha Real (Royal Navy).

Tagged with:
 

a-blue-marlin-daniel-ferro

Encontra-se fundeado na Baia de Guanabara, no Rio de Janeiro, o navio semi submersível especializado em volumes pesados de bandeira das Antilhas holandesas M/S Blue Marlin.

O Blue Marlin ficou famoso em 2000, quando realizou o transporte em seu convés do contratorpedeiro classe Arleigh Burke USS Cole (DDG 67), avariado em atentado terrorista quando se encontrava atracado no Porto de Aden, Iêmem, em 12 de outubro de 2000. A precisosa carga foi descarregada de forma segura em Pascagoula, MI, em 13 de dezembro do mesmo ano, para reparos no estaleiro Northrop Grumman Systens Ingalls Operations.

Operando regularmente com cargas especiais, comumente equipamentos e plataformas petrolíferas, o Blue Marlin escalou o Rio de Janeiro, para alegria dos shiplovers.

Informações Técnicas

Navio: M/S Blue marlin

Baneira: Antilhas Holandesas

Porto de registro; Willemstad

IMO:  9186338

Tipo de navio: semi submersível especializado em transporte de volumes pesados

Prefixo: PJFM

Armador: Dockwise Shipping BV, Breda, Holanda – www.dockwise.com

Gerenciamento: Anglo-Eastern (UK) ltd., Glasgow, Escócia – www.angloeasterngroup.com

Construtor: China Shipbuilding Company, Kaohsiung, Taiwan – casco nr. 726

Batimento de quilha: 08/04/99

Lançamento: 23/12/99

Entrega ao tráfego: 27/04/00

Modernização e jumborização: Hyundai Mipo Dockyard, Ulsan, Coréia do Sul, em fevereiro de 2004

Dados Originais

  • Comprimento: 217 m
  • Comprimento entre Perpendiculares: 206,5 m
  • Boca: 42,00 m
  • Calado (Verão): 10,00 m
  • Peso Bruto: 56,000 t
  • Convés de Carga: 178,2 m  – 7.215  m²
  • MCP e potência : B&W 8cy 8S50MC-C de 17.160bhp BHP x 14,5 nós
  • Bow Thruster: 2.000 kW (2.712 BHP)
  • Velocidade (Cruzeiro): 14,5 nós
  • Raio de ação: 25,000 milhas náuticas
  • Guarnição: 55

Dados pós modernização:

  • Comprimento total: 224,5 m
  • Boca: 63,08 m
  • Pontal: 13,3 m
  • Calado máximo (navegando): 10  m
  • Calado máximo submerso; 29,3 m
  • Submersão do convés de carga; AV: 12 m – AR 16 m
  • Deadweight: 76060 t.
  • Dimensões do convés de carga: 178,2 x 63 m – 11.227 m²

FOTOS: Daniel Ferro, Hans Lingbeek, Dockwise

Colaborou: Luiz ‘Corsário 01′ Padilha

Tagged with:
 

a-vinson-capt-lawrence-dali-

Após encerrar seu PMG (Overhaul) e reabastecimento do combustível de seus reatores nucleares  (Refueling Complex Overhaul – RCOH), seguido por uma fase de 14 semanas de disponibilidade restrita (Post Shakedown Availability/Supplemental Restricted Availability (PSA/SRA), em Newport News, VA., escalará o Brasil, no final de fevereiro de 2010, o NAe Carl Vinson (CVN 70), incluindo visita ao porto do Rio de Janeiro, fundeando na Baía da Guanabara.

a-vinson-seal 

O navio viajará  escoltado pelo cruzador classe Ticonderoga Bunker Hill (CG 52), em circunavegação da América do Sul, via estreito de Magalhães, permitindo a passagem para o Oceano Pacifíco, já que o navio não consegue cruzar o Canal do Panamá devido as restrições por suas dimensões de sua boca. Assim será realizada a transferência para sua base operacional e home port , a NS San Diego, em San Diego, CA, onde o CVN 70 irá unir-se aos Naes já baseados lá, Ronald Reagan (CVN -76) e Nimitz (CVN-68). a-bunker-hill 

O navio encontra-se ainda em adaptação de sua guarnição, participando durante viagem da  operação “Southern Seas 2010″, com tripulação ainda incompleta e apenas com dotação parcial de aeronaves. O Grupo Aéreo é  composto por aeronaves dos esquadrões VFA 15 ‘Valions’, VFA 31 ‘Tomcatters’, VFA 34 ‘Blue Blasters’, VFA 81 ‘Sunliners’, VFA 87 ‘Golden Warriors’, VAW 124 ‘Bear Aces’, VAW 125 ‘Tiger Tails’. HSC 9 ‘Tridents’ e HSM 70 ‘Spartans’, membros dos CAW 8 e 17.

Está previsto o exercício Passex com navios e aeronaves da Marinha do Brasil , assim como o embarque de vários oficiais e praças do NAe São Paulo para que eles possam presenciar e participar, de forma intensiva, das operações aéreas embarcadas realizadas pelos aviões e helicópteros americanos. Este grupo de militares brasileiros deve desembarcar do navio ao largo de Rio Grande, RS, desembarcando via aviões C-2.

O Nae São Paulo não participará destes exercícios por não haver tempo hábil para se realizar todas as etapas de sua qualificação operacional e de sua ala aérea antes da chegada do navio norte-americano.

Os AF-1 da Marinha deverão realizar vários exercícios de apontamento para o pouso, mas, por questão de segurança operacional, foi determinado que não ocorrerão desta vez exercícios de toque e arremetida.

A Caminho de San Diego, o CVN 70 escalará ainda os portos de Valparaíso, no Chile e Callao, Peru.

Desejamos previamente ao USS ‘Chuck Wagon’ (apelido do navio) uma feliz comissão e uma boa viagem e tentaremos, com os membros do NAW 69 ‘Penetrators’ (ala aeronaval do poder naval) reportagens e quem sabe um embarque para cobrir a passagem pelo Brasil.

USS Carl Vinson

3º Navio da classe Nimitz

Encomendado 5 April 1974
Construtor: Newport News Shipbuilding, Newport News, VA
Batimento de Quilha: 11 de outubro de  1975
Lançado: 15 de março de 1980
Commissionado: 13 de março de 1982
Base (Homeport): NS San Diego, CA
Motto: Vis Per Maré (Força do Mar)
Apelidos: Starship Vinson,
The Gold Eagle,
San Francisco’s Own,
America’s Favorite Carrier,
Chuckie V,
U.S.S. Chuck Wagon,
The Carl Prison,
Cell Block 70
Deslocamento: 103.000 t. a plena carga
Comprimento: 332,80 m – linha d´agua: 317,00 m
Boca: 76,80 m – linha d´agua:40,80 m
Calado: 11,30 m
Propulsão: 2 × reatores nucleares Westinghouse A4W4 x turbines a vapor – 260.000 shp (194 MW)
Velocidade: + 30 nós
Raio de Ação: Distâncias ilimitadas, definidas por seus víveres e capacidade de suporte de sua guarnição e tempo do combustível nuclear, de aproximadamente 20-25 anos
Guarnição: 3.200 + 2.480 do grupamento aéreo
Sensores: - Radar de busca aérea AN/SPS-48E 3-D r + AN/SPS-49(V)5 2-D-  Radar de aquisição de alvo AN/SPQ-9B- Radar de controle de trafego aéreo AN/SPN-46  + AN/SPN-43C- Radar de busca AN/SPN-41-  4 diretoras  Mk 91 NSSM-  4 diretoras  Mk 95
CME: -  SLQ-32A(V)4- SLQ-25A Nixie
Armamento: - 2 lançadores Mk 57 Mod 3 Sea Sparrow
- 2  lançadores RAM  RIM-116
- 3  sistemas CIWS Phalanx de 20 mm

FONTE: Alide

Colaborou: Luiz ‘Corsário 01′ Padilha

Tagged with:
 

De um ângulo diferente

A visão, voltada para trás, do interior do cockpit de um Rafale da Aeronavale, tendo ao fundo o PA Foch (NAe São Paulo) e outro Rafale voando em ala.

Rafale_PAFoch

Tagged with:
 

‘Long Bin’: um ‘Whiskey’ com um pouco a mais de vodka

Whiskey Long Bin - foto 4

De boas intenções, o fundo do mar está cheio – Parte 5

A Classe W de submarinos de ataque diesel-elétricos da União Soviética (codinome Whiskey no alfabeto da OTAN) foi um dos notáveis designs dos anos 50. Aplicando os ensinamentos colhidos com os revolucionários Tipo XXI alemães do final da Segunda Grande Guerra, foi construída em massa. Simples, eficientes, elegantes e de desempenho adequado, os Whiskeys contribuíram decisivamente para a expansão da força submarina soviética.

Bem, ao ler este início de artigo, você pode se perguntar: o que esse texto inicial, que fala de elegância e eficiência, tem a ver com a foto grotesca acima? Nem tudo é bonito e faz muito sentido na história do desenvolvimento de submarinos, e essa variante lançadora de mísseis de cruzeiro da classe W, chamada pela OTAN de “Long Bin” (literalmente, lata comprida) é uma prova disso.

Whiskey  - desenho

A Classe W, cujo design aprimorado pelo estudo do Tipo XXI alemão (como pode ser percebido nos desenhos acima) foi terminado por volta de 1950, foi planejada pelo regime de Stalin para ser produzida em massa, em partes pré-fabricadas. Os planos previam a construção de nada menos que 800 unidades em 9 anos. Com a morte de Stalin, esse projeto gigantesco sofreu um corte, mas, ainda assim, não menos de 260 unidades foram construídas. Uma frota imensa, perdendo apenas para os mais de 600 Tipo VII alemães construídos (embora o ritmo de lançamentos e afundamentos dos Tipo VII ao longo do conflito significasse que o número operacional, a um dado momento da guerra, se equiparasse à frota dos Classe W no fim dos anos 50).

Confiáveis, baratos, equipados com 4 tubos de torpedo na proa e 2 na popa, com razoável capacidade oceânica dada pelo seu porte médio (76 metros de comprimento, 6,5 metros de boca e deslocamento de 1.350 toneladas submerso) capazes de 18 nós na superfície e 14 nós submersos, a maior deficiência dos Classe W era o nível de ruído que, embora aceitável nos anos 50, já era demasiado nos anos 60, pelo que as primeiras desativações das unidades da classe foram iniciadas já naquela década, e intensificadas nos anos 70, com a entrada em serviço de sucessores muito mais silenciosos. Mas a contribuição da Classe W, na formação de uma enorme quantidade de submarinistas, não pode ser negada.

Whiskey  - foto perfil

Agora compare a foto do elegante submarino acima com a do topo deste artigo. Como algo tão feio e grotesco pode ser um desenvolvimento da bela Classe W?

A própria quantidade de Whiskeys disponíveis era um encorajamento a utilizar unidades da classe em experiências com novos armamentos. Um desses era o míssil de cruzeiro SS-N-3 (codinome “Shaddock” na OTAN), capaz de velocidades próximas de Mach 1.5 e capaz de entregar uma respeitável ogiva nuclear de 350 KT a distâncias que algumas fontes atuais indicam que podiam chegar a 500 km (Comumente, se falava na época em 200 – 300km). A primeira experiência foi a instalação simples e rústica de um lançador míssil no convés de um Classe W, em meados dos anos 50, o que foi seguido por uma instalação melhor planejada, embora ainda tosca, de um lançador duplo atrás da vela e voltado para a popa, capaz de elevar dois mísseis ao ângulo de lançamento ideal (entre 15 e 18 graus). Cinco Whiskeys receberam essa adaptação. Os lançamentos eram feitos com o submarino emerso, e a guiagem dependia de outros meios que não os do submarino (inercial instalada no próprio míssil ou aeronaves).

Whiskey twin cylinder - foto

Se a Classe W já era um tanto ruidosa, os chamados “Whiskey Twin Cylinder” (cilindro duplo – a designação soviética do projeto era 644) foram talvez os mais barulhentos submarinos do pós-guerra. Mas foram importantes para testes do conceito de submarinos SSG (submarino convencional lançador de mísseis de cruzeiro) soviéticos, e novos desenvolvimentos se seguiram, levando à eficiente Classe J (Juliett), derivada dos submarinos de ataque Classe F (Foxtrot). No meio do caminho desse desenvolvimento, estava o pavoroso “Whiskey Long Bin” (codinome da OTAN para o que, na União Soviética, era o projeto 665), projetados pelo TsKB-112 sob a liderança de B. A. Lyeontyev.

Whiskey Long Bin - foto 1

Apesar do aspecto improvisado, não era uma adaptação fácil ou apressada do projeto, por assim dizer. Uma seção extra de 7,8 metros tinha que ser incorporada ao casco, e uma nova superestrutura, gigantesca em comparação com o porte do submarino, foi planejada para abrigar quatro lançadores à prova d’água do SS-N-3, voltados para a proa e no ângulo correto de lançamento. A adaptação mostrou-se menos ruidosa no deslocamento do que os “Twin Cylinder”, mas mesmo assim era muito barulhenta.

Whiskey Long Bin - foto 7

A manobrabilidade do submarino era extremamente afetada pela “vela”, assim como seu desempenho. O comprimento subiu para 86,7 metros e o deslocamento, para 1.524 toneladas submerso. Algumas fontes dizem que a velocidade máxima submersa ainda chegava a 12 nós, mas outras são taxativas em baixar esse valor para menos de 9 nós.

Whiskey Long Bin - foto 3

Como passo para o desenvolvimento do conceito, os “Long Bin” eram válidos, mas a quantidade construída mostra, isso sim, que valia tudo na corrida tecnológica / armamentista da Guerra Fria, principalmente na virada dos anos 50 para os 60: seis unidades foram lançadas entre 1960 e 1963. Embora essa quantidade pareça pequena, se comparada aos números grandiosos da maioria dos projetos da época, há fontes que consideram esses seis um exagero para um projeto que, já no papel e nos cálculos de desempenho, deveria mostrar limitações muito claras. Isso mesmo pesando-se as necessidades prementes da corrida armamentista.

Whiskey Long Bin - foto 6

E mais, havia a questão do “timing”: os lançamentos foram muito próximos, temporalmente, do desenvolvimento de uma classe muito melhor, a citada “Juliett”, da qual 16 unidades foram lançadas entre 1961 e 1966. E mesmo os Juliett eram contemporâneos da Classe E (Echo) de submarinos nucleares capazes de lançar primeiramente seis, depois oito mísseis de cruzeiro.

Juliett - foto cor

Echo - foto cor

Hoje, numa análise fria de uma “guerra” bem mais quente do que o nome que recebeu, pode-se perceber os gigantescos gastos, em recursos financeiros, humanos, técnicos e materiais, de projetos fora do “timing” adequado, quando praticamente tudo parecia prioridade. Mesmo ideias que, já no papel, deveriam parecer muito inferiores a outras mais promissoras, desenvolvidas quase ao mesmo tempo e que acumularam longas folhas de serviço na Marinha Soviética.

Surpreende que os “Whiskey Long Bin”ainda assombraram seus observadores (e provavelmente seus tripulantes) por pelo menos uma década de operação limitada, ao lado de seus primos nascidos quase ao mesmo tempo, porém muito superiores. De boas e más intenções, o fundo do mar da Guerra Fria estava cheio.

Whiskey Long Bin - foto 5

Esta série do Blog do Poder Naval é dedicada a projetos de submarinos que tiveram a intenção de inovar, quebrar tradições, testar novos limites, ou simplesmente resolver desafios táticos e estratégicos com a melhor das intenções. Mas que no fim deram com os burros n´água, literalmente.

IMPORTANTE: os comentários desta matéria especial serão feitos na versão aberta para não assinantes, logo abaixo desta.

Veja os artigos anteriores da série:

De boas intenções, o fundo do mar está cheio – Parte 5

Whiskey Long Bin - foto 4

“Long Bin”: um Whiskey com um pouco a mais de vodka

vinheta-exclusivoA Classe W de submarinos de ataque diesel-elétricos da União Soviética (codinome Whiskey no alfabeto da OTAN) foi um dos notáveis designs dos anos 50. Aplicando os ensinamentos colhidos com os revolucionários Tipo XXI alemães do final da Segunda Grande Guerra, foi construída em massa. Simples, eficientes, elegantes e de desempenho adequado, os Whiskeys contribuíram decisivamente para a expansão da força submarina soviética.

Bem, ao ler este início de artigo, você pode se perguntar: o que esse texto inicial, que fala de elegância e eficiência, tem a ver com a foto grotesca acima? Nem tudo é bonito e faz muito sentido na história do desenvolvimento de submarinos, e essa variante lançadora de mísseis de cruzeiro da classe W, chamada pela OTAN de “Long Bin” (literalmente, lata comprida) é uma prova disso.

Conheça essa história acessando o restante do conteúdo desta matéria exclusiva para assinantes.

Esta série do Blog do Poder Naval é dedicada a projetos de submarinos que tiveram a intenção de inovar, quebrar tradições, testar novos limites, ou simplesmente resolver desafios táticos e estratégicos com a melhor das intenções. Mas que no fim deram com os burros n´água, literalmente.
Página 5 de 17« Primeira...34567...10...Última »