QG Airsoft

Em 31 de julho de 1943, o submarino alemão U-199 foi surpreendido na superfície ao largo do Rio de Janeiro, atacado e afundado na posição 23º54′S – 42º54′W, por cargas de profundidade, por um avião americano Mariner (Esquadrão VP-74 – Marinha dos EUA) e dois aviões brasileiros (Catalina “Arará” e Hudson), resultando em 49 mortos e 12 sobreviventes. Leia sobre o ataque aqui.

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Hoje é o 50º aniversário do primeiro lançamento de um míssil Polaris A1 feito por um submarino submerso. O primeiro ICBM Polaris A1 foi lançado pelo USS George Washington (SSBN-598), em 20 de julho de 1960, ao largo do Cabo Canaveral. O lançamento de teste provou a capacidade de lançar mísseis sob a proteção natural do mar, garantindo a vantagem estratégica dos EUA na dissuasão nuclear.

O programa do Polaris começou em 1956 e quatro anos depois já estava produzindo um míssil de dois estágios e 1.200 milhas náuticas de alcance, com grande precisão.

E o Poder Naval também faz parte desta história

No dia 13 de julho, o USS Carl Vinson atingiu uma marca histórica,  o pouso de n° 200.000, realizado por um EA-18 Growler do VAQ-129, pilotado pelos  Lt. Ben Hartman and Lt. Ian Hudson.

No dia 01 de março de 2010, o editor Alexandre Galante, realizou o pouso a bordo do USS Carl Vinson, em uma aeronave C-2 Greyhound, durante a Passex 2010, enquanto que o editor Guilherme Wiltgen, que seguia embarcado na Fragata Independência (F-44), também pousou a bordo do Vinson, porém a bordo da aeronave AH-11A Super Lynx N-4001, mas este não conta para a marca histórica.

SAIBA MAIS:

De 25 de junho a 2 de julho de 2010, a Fragata Independência (F-44) participou das comemorações do centésimo aniversário da Marinha do Canadá, na cidade de Halifax. Na ocasião, navios de diversos países recordaram a tradição britânica chamada “Fleet Review”, do tempo das românticas batalhas navais, em que os navios da esquadra se dispunham em formatura e o monarca passava em revista às belonaves (navios de guerra).

Assim, a Marinha Canadense organizou, no dia 29 de junho, a “International Fleet Review”, com a presença de navios de diversos países componentes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), dentre eles Alemanha, Dinamarca, Estados Unidos da América, França, Holanda e Reino Unido, além do Brasil, único País do Hemisfério Sul.

Representada pela Fragata Independência, coube à Marinha do Brasil prestar “Vivas” à Rainha do Reino Unido e da Commonwealth Britânica, Elizabeth II.

O hábito dos “Vivas” é uma repetição da antiga forma de continência e saudação à autoridade que passar perto do navio. A guarnição, em postos de continência, a um sinal, leva o boné ao peito do lado esquerdo, com a mão direita, e, ao sinal de salvas do apito marinheiro, estende, sete vezes,  a mão com o boné para o alto, à direita, e dá os vivas correspondentes.

A bordo da Fragata Independência, encontravam-se o Embaixador do Brasil no Canadá, Paulo Cordeiro de Andrade Pinto e a Embaixatriz, Vera Lúcia Ribeiro Estrela de Andrade Pinto; o Comandante da Quarta Frota da Marinha dos Estados Unidos da América, Contra-Almirante Victor G. Guillory; o Adido Naval do Brasil nos Estados Unidos e Canadá, Contra-Almirante Dilermando Ribeiro Lima, além de outros convidados.

GW completa a maior idade

O USS George Washington (CVN 73) voltou para sua base emYokosuka no dia 03 de julho, após um período de três semanas de deslocamento, a tempo de celebrar o 18 º aniversário de seu comissionamento, que ocorre hoje 04 de julho, Dia da Independência.

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Aeronavale completa 100 anos

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vinheta-especial100ansEm 1910, alguns meses após Louis Blériot atravessar o Canal da Mancha a bordo do Blériot XI, a Marine Nationale já estava enviando sete oficiais para realizar o curso de piloto de avião junto aos fabricantes da época.

Em dezembro, um Farman foi adquirido e se tornou a primeira aeronave da marinha. A Aeronavale havia nascido mas, somente em 1912, ela foi oficialmente criada por decreto do Presidente da República.

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Em 12 de março de 1920, o lieutenant de vaisseau Teste, decolou pela primeira vez com um biplano Hanriot HD2 do Bapaume, porém, este se mostrou inadequado para os testes de pousos, pois era pequeno demais.

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Em 13 de janeiro de 1920, um projeto de lei apresentado pelo Ministro da Marinha, George Leygues, propôs a conversão para porta-aviões do encouraçado Béarn, que acabou se tornando o primiro porta-aviões francês.

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Enquanto isso, os dirigíveis iam desaparecendo gradualmente e os aviões e hidroaviões, faziam grandes avanços tecnológicos, mas os seus papeis exatos nas operações navais ainda eram bastante incertos.

Em 1940, a aviação naval participa das primeiras batalhas da guerra, sofrendo consideráveis baixas.

Em 1945  recebeu dos aliados equipamentos que foram utilizados também nos anos cinquenta, que incluia quatro porta-aviões, justamente no período em que encontrava envolvida nos conflitos na Indochina e na Argélia, onde novamente, sofreu pesadas perdas.

A partir de 1955, e de melhores condições econômicas, tem início um programa de modernização da Marinha francesesa e é iniciada a construção dois porta-aviões do design francês.

Em medados dos anos sessenta, a aviação naval começa a se renovar, agora com equipamentos de fabricação francesa, como o caça Étendard, o Atlantique para patrulha marítima, o Alizé de reconhecimento e o helicóptero pesado Super Frelon .

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O Clemenceau e Foch entram em serviço em 1961 e 1963, respectivamente, e desde então, a maioria dos equipamentos são de concepção e fabricação francesa e modernizados regularmente para manter uma força aeronaval moderna e capacitada.

Rafale

O porta-aviões nuclear Charles De Gaulle, o caça Rafale e o helicóptero NH90, recentemente adquirido, são os meios mais modernos a sua disposição.

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A Aeronavale possui hoje, 211 aeronaves e 6.747 tripulantes, entre civis e militares.

Como força orgânica da Marine Nationale, ela é constituída de quatro componentes, que são:

  • Le groupe aérien embarqué (GAé) sur le porte-avions ;
  • L’aviation de patrouille et de surveillance maritime ;
  • Les hélicoptères embarqués  e
  • L’aviation de soutien.

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Alouette III

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As comemorações deste 13 de junho de 2010 serão na BAN Hyéres, com a abertura dos portões ao público as 10:00hs, e contará com exposição estática de 110 aeronaves, da própria Aeronavale e também estrangeiras, demonstração aérea e voos pagos em aviões e helicópteros.

No mar, ainda poderão ser vistos na baía de Hyéres, 8 navios de guerra, sendo eles: PAN Charles De Gaulle, Fregate Forbin, TCD Foudre, o USS Harry S. Truman, USS Normandy, RFA Argus, a fragata alemã Hessen e o porta-aviões espanhol Príncipe de Asturias.

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Sinais de Barroso

sinais_barosoNo dia 11 de junho de 1865, nas águas do rio Paraná, próximo à confluência do Riachuelo, travou-se o sangrento combate que recebeu o nome do pequeno afluente.
No decorrer da luta, na Capitânia de Barroso, a Fragata Amazonas, foram içados numerosos sinais, transmitindo ordens aos demais comandantes brasileiros.
Dois deles foram especialmente célebres:

779 – “O Brasil espera que cada um cumpra o seu dever

10 – “Sustentar o fogo que a vitória é nossa

Anualmente, no dia 11 junho, a Marinha do Brasil comemora o grande feito do Almirante Barroso na Batalha Naval do Riachuelo, ocasião em que são içados nos mastros de todos os navios e organizações de terra os históricos sinais utilizados pelo Chefe Naval durante o confronto.

Riachuelo: a batalha

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A Força Naval Brasileira comandada por Barroso, estava fundeada no Rio Paraná próximo à Cidade de Corrientes, na noite de 10 para 11 de junho de 1865.

O plano paraguaio era surpreender os navios brasileiros na alvorada do dia 11 de junho, abordá-los e, após a vitória, rebocá-los para Humaitá. Para aumentar o poder de fogo, a força naval paraguaia, comandada pelo Capitão-de-Fragata Pedro Ignácio Mezza, rebocava seis chatas com canhões. A Ponta de Santa Catalina, próxima à foz do Riachuelo, foi artilhada pelos paraguaios. Havia, também, tropas de infantaria posicionadas para atirar sobre os navios brasileiros que escapassem.

No dia 11 de junho, aproximadamente às 9 horas, a força naval brasileira avistou os navios paraguaios descendo o rio e se preparou para o combate. Mezza se atrasara e desistiu de iniciar a batalha com abordagem. Às 9 horas e 25 minutos, dispararam-se os primeiros tiros de artilharia. A força paraguaia passou pela brasileira, ainda imobilizada, e foi se abrigar junto à foz do Riachuelo, onde ficou aguardando.

Após suspender, a força naval brasileira desceu o rio, perseguindo os paraguaios, e avistou-os parados nas proximidades da foz do Riachuelo.

Desconhecendo que a margem estava artilhada, Barroso deteve sua capitânia, a Fragata Amazonas, para cortar possível fuga dos paraguaios. Com sua manobra inesperada, alguns dos navios retrocederam, e o Jequitinhonha encalhou em frente às baterias de Santa Catalina. O primeiro navio da linha, o Belmonte, passou por Riachuelo separado dos outros, sofrendo o fogo concentrado do inimigo e, após passar, encalhou propositadamente, para não afundar.

Corrigindo sua manobra, Barroso, com a Amazonas, assumiu a vanguarda dos outros navios brasileiros e efetuou a passagem, combatendo a artilharia da margem, os navios e a chatas, sob a fuzilaria das tropas paraguaias que atiravam das barrancas.

Completou-se assim, aproximadamente às 12 horas, a primeira fase da Batalha. Até então, o resultado era altamente insatisfatório para o Brasil: o Belmonte fora de ação, o Jequitinhonha encalhado para sempre e o Parnaíba, com avaria no leme, sendo abordado e dominado pelo inimigo, apesar da resistência heróica dos brasileiros, como o Guarda-Marinha Greenhalgh e o Marinheiro Marcílio Dias, que lutaram até a morte.

Então, Barroso decidiu regressar. Desceu o rio, fez a volta com os seis navios restantes e, logo depois, estava novamente em Riachuelo.

Tirando vantagem do porte da Amazonas, Barroso usou seu navio para abalroar e inutilizar navios paraguaios e vencer a Batalha. Quatro navios inimigos fugiram perseguidos pelos brasileiros.

Antes do pôr-do-sol de 11 de junho, a vitória era brasileira. A Esquadra paraguaia fora praticamente aniquilada e não teria mais participação relevante no conflito. Estava, também, garantido o bloqueio que impediria que o Paraguai recebesse armamentos do exterior, inclusive os encouraçados que encomendara na Europa.

Foi a primeira grande vitória da Tríplice Aliança na guerra e, por isto, muito comemorada.

Com a vitória em Riachuelo, com a retirada dos paraguaios da margem esquerda do Paraná e a rendição dos invasores em Uruguaiana, a opinião dos aliados era de que a guerra terminaria logo. Isso, porém, não ocorreu. O Paraguai era um país mobilizado e Humaitá ainda era uma fortaleza inexpugnável para os navios de madeira que venceram a Batalha Naval do Riachuelo. A guerra foi longa, difícil e causou muitas mortes e sacrifícios. Foi nela, que brasileiros de todas as regiões do País foram mobilizados conheceram-se melhor e trabalharam juntos para a defesa da Pátria. Consolidou-se, assim, a nacionalidade.

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145 anos da Batalha de Riachuelo

riachuelo2010

ORDEM DO DIA Nº 1/2010

Assunto: 145º Aniversário da Batalha Naval do Riachuelo – Data Magna da Marinha

Completam-se, nesta data, 145 anos desde o momento em que o Brasil escreveu, nas páginas de sua história, uma de suas mais gloriosas passagens: a Batalha Naval do Riachuelo. Foi um acontecimento que deixou, para as gerações futuras, um legado de atos heróicos e ricos em lições de abnegação e amor ao País, protagonizados por pessoas que, no ardor dos combates, souberam dignificar, com coragem e extrema doação, o seu patriotismo. Aqueles fatos seguem nos ajudando a corroborar a grandeza da Nação.

Considerada como o ponto de inflexão da Guerra da Tríplice Aliança, a contenda ocorrida naquele afluente do rio Paraná foi de suma importância para a vitória dos aliados.

Na ocasião, os nossos navios não estavam preparados para uma operação fluvial, pois possuíam cascos inapropriados às pequenas profundidades e que eram feitos de madeira, o que os tornavam bastante vulneráveis às peças de artilharia inimigas, dispostas, furtivamente, ao longo das margens. Contudo, o ânimo para a luta e a adaptabilidade do pessoal foram o fator impulsionador necessário à superação dos obstáculos que se apresentaram.

Como Comandante-em-Chefe da Esquadra estava o nosso Patrono, o Almirante Joaquim Marques Lisboa, então Visconde de Tamandaré. À frente do grupo-tarefa local, cuja missão era participar da retomada da cidade argentina de Corrientes e realizar o bloqueio dos rios Paraguai e Paraná, vias essenciais para o apoio logístico do oponente, encontrava-se o Chefe-de-Divisão Francisco Manoel Barroso da Silva.

Dotado de fibra e sendo muito perspicaz, o Almirante Barroso pôde, naquela manhã de 11 de junho de 1865, contrapor-se à investida do adversário, consagrando-se herói nacional. Também merecem ser lembrados os Guarda-Marinha Greenhalgh e Imperial Marinheiro Marcílio Dias que, como muitos outros, sacrificaram suas vidas defendendo a nossa bandeira.

Marinheiros, Fuzileiros Navais e Servidores Civis de hoje! Homens e mulheres que se dedicam, diuturnamente, à nossa Instituição! Ressaltar a dignificante saga dos antepassados permite refletir sobre a magnitude das responsabilidades que nos são confiadas pela sociedade. A Pátria clama por gente à altura de sua grandiosidade!

Nesses tempos atuais, em que o mundo se transforma rapidamente, o incrível avanço das comunicações e dos transportes encurta as longas distâncias de antigamente e dita profundas mudanças comportamentais nos seres humanos. Há uma notória percepção de que os povos estão permanentemente interagindo, o que requer estarmos atentos para a resultante dessas dinâmicas sociais.

Assim, a Marinha, em plena consonância com a evolução do pensamento moderno, porém sem se afastar dos valores de outrora, procura, incansavelmente, construir uma Força capaz de contribuir para a garantia dos interesses e da soberania de um Estado pujante e cada vez mais influente, como o nosso.

São muitos os motivos que nos levam a meditar.

As riquezas existentes em nosso território, tais como as jazidas de minerais estratégicos, de petróleo e de gás; as reservas de água doce; o clima e o solo fértil para a produção de alimentos; e a longa tradição de buscar soluções pacíficas para as controvérsias, podem gerar atitudes alienígenas indesejáveis às nossas pretensões, caso não estejamos suficientemente preparados para dissuadi-las. Temos, portanto, que enfrentar o desafio de ser grande, fruto do papel, cada vez mais atuante, que estamos desempenhando no cenário internacional e, da mesma maneira que ocorreu no passado, sermos obstinados na execução das tarefas que nos são cometidas.

A construção do submarino com propulsão nuclear, por sua complexidade, bem demonstra o espírito que devemos cultuar. Tendo iniciado o nosso Programa Nuclear há cerca de 31 anos, jamais nos abatemos diante das dificuldades, estando, agora, em decorrência de uma reconhecida necessidade estratégica, aproximando-nos de ver concretizada essa meta maior.

Além disso, precisamos nos conscientizar que somos uma Instituição respeitada entre as diversas Marinhas. As nossas capacidades tecnológicas e operativas, adquiridas ao longo dos anos, refletem, claramente, as potencialidades de um País predestinado a ser um ator relevante, não só em face das suas dimensões geográficas, como também do seu desenvolvimento sócio-econômico. Dentro desse enfoque, posso citar, além do domínio de tecnologias sensíveis, a capacitação em construir navios, o que inclui submarinos convencionais; a operação de navios-aeródromos com aeronaves de asa fixa embarcadas; e a manutenção de tropas de fuzileiros navais em condições de pronto emprego e com características eminentemente expedicionárias.

Acresce que, em dezembro de 2008, foi aprovada a Estratégia Nacional de Defesa, cuja divulgação tem incentivado a sociedade a discutir questões que envolvem a segurança externa; trata-se de um documento de alto nível que orienta os esforços, dos mais variados setores, no sentido de criar-se uma sinergia capaz de proporcionar o devido aparelhamento e a eficaz distribuição territorial das organizações militares, além do fortalecimento sustentável da indústria, com geração de empregos e mais renda para os brasileiros.

A Força, alinhada com essa perspectiva, vem empreendendo esforços importantes com a finalidade de se equipar com os meios necessários à garantia dos interesses brasileiros no mar e na vasta rede fluvial.

Meus Comandados!

A nossa Data Magna, que estamos comemorando, nos remete a incontáveis reflexões que, seguramente, irão nos ajudar a entender o passado, analisar o presente e planejar o futuro. Homens corajosos, como os que participaram da Batalha Naval do Riachuelo, nos deixaram suas heranças de bravura, combatividade, idealismo e, principalmente, valor.

Assim sendo, exorto a todos a manterem vivos, dentro de si, os ideais que guiaram aqueles heróis de 1865. A eles devemos a gratidão por terem ajudado a construir uma Nação soberana e unida, da qual muito nos orgulhamos!

JULIO SOARES DE MOURA NETO
Almirante-de-Esquadra
Comandante da Marinha

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A Marinha dos EUA comemorou ontem os 68 anos da Batalha de Midway.

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Sea KIng HS-1

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Criado através do Decreto nº 55.627 de 26 de janeiro de 1965, que estabeleceu normas para o emprego de meios aéreos para as operações navais, reformulando a Aviação Naval e restringindo o emprego de aviões à Força Aérea Brasileira (FAB), tendo como conseqüência o Aviso nº 0830 (RESERVADO) de 28 de maio de 1965, do Exmo. Sr. Ministro da Marinha, Almirante-de-Esquadra PAULO BOSISIO, que determinou a ativação imediata do 1° Esquadrão de Helicópteros Anti-Submarino (HS-1).

Com isso, os helicópteros Sikorsky SH-34J, tiveram sua operação transferida do 2° Esquadrão do Primeiro Grupo de Aviação Embarcado (1° GAE) da FAB para a Marinha do Brasil, onde receberam a denominação de SH-1 e ficaram conhecidos carinhosamente como “BALEIAS”.

O HS-1 tem como missão detectar, localizar, acompanhar e atacar submarinos e alvos de superfície a fim de contribuir para a proteção das forças e unidades navais.

Além das tarefas previstas realiza, eventualmente, tarefas de emprego geral, de acordo com as determinações do Comando da Força Aeronaval, tais como:

Evacuação Aeromédica (EVAM);
Busca e Salvamento (SAR – Search and Rescue);
Transporte Aéreo Logístico;
Lançamento de Pára-quedistas;
“Fast rope”;
“Rappel” ;
Penca;
Transporte Administrativo e
Transporte de Tropas.

As Primeiras Aeronaves

Seus primeiros quarenta dias de vida foram na Base Aérea de Santa Cruz, onde foram ministrados, aos oficiais e praças do Esquadrão HS-1, os conhecimentos mínimos indispensáveis para a operação das novas aeronaves, tendo suas fases de instrução terrestre e aérea realizadas no período de 20 à 22/06/65.

SH-34J_N-3001

Lá foram recebidas quatro aeronaves SH-34J (N-3004 e N-3006 em 29/06, N-3003 em 28/09 e N-3002 em 14/10/65), em uma cerimônia onde cada oficial do 2°/1° GAe da FAB se retirava de formatura, um a um, após o recebimento da função pelo respectivo oficial da MB.

O SH-34J N-3001 foi recebido em 19/05/66 na recém-concluída Base Aérea Naval de São Pedro D’Aldeia, assim como o N-3005, que foi recebido ao final do mesmo ano.

SH-34J_N-3004

O Comandante do Esquadrão e o seu Imediato trouxeram a primeira aeronave (N-3004) recebida pela Marinha do Brasil do Parque de Aeronáutica do Campo de Marte para Santa Cruz, após o seu “overhaul” (período de revisão geral).

Em 07/07/65 o Esquadrão HS-1 deslocou-se para a Base Aérea Naval de São Pedro D’Aldeia (BAeNSPA), transportando por via terrestre todo o material que constituía os acessórios das aeronaves para o Depósito Secundário – DepSec (atual Depósito Naval de São Pedro D’Aldeia – DepNavSPA) e para o Departamento de Operações da Base (atual DIACTA), e instalando-se inicialmente no Hangar nº I, o único existente à época, dividindo-o com os Esquadrões HU-1 e HI-1.

BAeNSPA

Em 1967 passou a ocupar o Hangar nº II e, finalmente, em 14/07/95 também o Hangar nº III, após a desocupação deste pela 2ª ELO (Esquadrilha de Ligação e Observação) da FAB que deixava a área de São Pedro D’Aldeia, mantendo-se nestes dois hangares até os dias de hoje.

A primeira missão Antissubmarino

Ainda entre os meses de Agosto e Outubro de 1965, se intensificaram os adestramentos operativos, tendo sido apresentada a teoria da Operação ASW em cursos de apenas uma semana no Centro de Adestramento Almirante Marques Leão (CAAML), de modo que ao final do mesmo ano, na Operação UNITAS VI, deu-se a primeira participação de aeronaves A/S brasileiras baseadas no NAel “Minas Gerais” (A-11), recém-incorporado à Marinha do Brasil.

O adestramento foi incrementado para a participação da UNITAS VII no ano seguinte, porém devido à situação das aeronaves, não fora concluído a tempo, tendo o HS-1 cumprido apenas tarefa de aeronave-guarda durante essa comissão.

O primeiro lançamento de torpedo

O HS-1 foi o primeiro esquadrão a lançar um torpedo de um helicóptero (N-3001) da MB em 21/07/67, colocando-se na vanguarda do emprego de armamentos aerotransportados.

SH-34J_N-3001

O primeiro pouso a bordo noturno

Apesar de homologado para operações ASW noturnas, o veterano SH-34J apresentava limitações operacionais nessas condições de voo.

Esse fato foi contornado apenas mais tarde, entre os anos de 68 e 70, com o regresso de oficiais treinados na US Navy e com a chegada dos modernos SH-3D, homologados oficialmente para IFR (Instruments Flight Rules), traziam de volta este tipo de voo para a MB, que tinha até então o seu uso conhecido apenas nos antigos aviões que operava.

O Esquadrão realizou o primeiro pouso noturno a bordo do NAel “Minas Gerais” em 01/05/69.

A chegada dos “Sea King” ao Brasil

Em 28/04/70, chegaram ao Brasil, a bordo do USS “America” , os quatro primeiros SH-3D (denominação americana), de numerais N-3007, N-3008, N-3009 e N-3010.

Essas aeronaves começaram a operar no NAel “Minas Gerais” no mesmo ano.

Nos anos seguintes, chegaram as aeronaves N-3011 e N-3012.

Chegada-SH-3D_N-3012

O moral da tripulação novamente estava alto com a aquisição das novas aeronaves e o excelente treinamento de oficiais e praças que foi realizado nos EUA.

O voo por instrumentos

Em 1975, o HS-1, único esquadrão na época homologado para voo por instrumentos pelo Ministério da Aeronáutica (Of. 064/75 do EMAer), transmitiu aos pilotos do 1º Esquadrão de Helicópteros de Instrução (HI-1) a experiência do IFR, que teria a técnica então, disseminada aos futuros Aviadores Navais, e alavancaria o emprego dessas regras de voo  na Força Aeronaval, tornando-se uma referência nessa modalidade.

No início de 1977, o Esquadrão qualificou pela primeira vez a bordo do NAel “Minas Gerais” seus pilotos de SH-3D em pousos noturnos por instrumentos (IFR/IMC).

O primeiro Reabastecimento em voo (HIFR)

O HS-1 realizou o primeiro HIFR (Helicopter In-Flight Refueling) na MB, em Janeiro de 1978, com a Fragata “Defensora” (F-41), em uma operação que durou cinco minutos e foram transferidos 1.200l de combustível, o que proporcionou uma ampliação das possibilidades de emprego desses meios aéreos, extendendo suas autonomias e possibilitando que a aeronave permaneçam “on station” por mais tempo.

1° HIFR MB

As aeronaves SH-3 italianas

No ano de 1984, o Esquadrão recebeu quatro helicópteros designados SH-3A (N-3013, N-3014, N-3015 e N-3016), fabricadas pela empresa AGUSTA na Itália e trazidas a bordo do Navio-Transporte de Tropa (NTTr) “Barroso Pereira” (G-16).
A 15/01/87, as aeronaves SH-3D N-3007, N-3010, N-3011 e N-3012, embarcaram no NTTr “Barrosos Pereira”, para serem transportadas para o porto de La Spezia (Itália), e encaminhadas para a fábrica da AGUSTA para modernização e capacitação para o lançamento do MAS “EXOCET” AM-39.

Retornaram ao Brasil em Maio de 1988 e também receberem a denominação de SH-3A no Esquadrão.

SH-3A N-3016 (Guerreiro 16) com domo no trail

O Míssil AM-39 “EXOCET”

Em Abril de 1991, foi realizado o primeiro pouso a bordo do NAel “Minas Gerais” de um SH-3A armado com Míssil Ar-Superfície (MAS) AM-39 “EXOCET”.

No dia 11/11/92 foi realizado o primeiro lançamento real desse míssil, com a aeronave embarcada no NDD “Rio de Janeiro” (G-31) contra o casco do ex-CT “Mato Grosso”.

A realização desse evento fez com que o SH-3A se tornasse, até os dias de hoje, o maior braço armado da nossa Marinha.

SH-3A-lançando-Exocet_01

O recebimento dos SH-3 americanos

Em 13/05/96, seis SH-3 (N-3017, N-3018, N-3019, N-3029, N-3030, N-3031), equipados com sonares mais modernos, foram recebidos pela MB na NAS Pensacola (FL) e trazidos para o Brasil a bordo do NAel “Minas Gerais”, quando então receberam a denominação de SH-3B.

SH-3B N-3017 (Guerreiro 17)

Seahawk, o futuro Guerreiro

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Em 2008, foram adquiridas 4 aeronaves Sikorsky S-70B Seahawk, com opção para mais duas unidades, de um total que poderá chegar a 12.

O modelo adquirido pela MB é semelhante ao modelo Strikehawk (MH-60R) da US Navy, capaz de realizar missões ASuW e ASW.

Para missões ASuW, utilizará o seu radar AN ∕ APS-143(V) e mísseis AGM 119B Penguin MK2 MOD7 e para missões ASW, utilizará o sonar AN ∕ AQS-18(V), torpedos MK.46 e cargas de profundidade.

Assim, o 1° Esquadrão de Helicópteros Anti-Submarino, com seu passado repleto de glórias e de pioneirismo, continua através dos anos fiel ao seu lema ” AD ASTRA PER ASTRA” (É ARDUO O CAMINHO PARA OS ASTROS), esforçando-se para que sejam cumpridas as tarefas que lhe são atribuídas com eficiência, demonstrando a dedicação e o profissionalismo dos “GUERREIROS”, chamada-fonia dos helicópteros do HS-1 e nome dado pelos “esquadrões-irmãos” no passado, devido às diversas dificuldades encontradas desde sua criação, porém sempre superadas ao longo de sua gloriosa história.

Seu atual Comandante é o Capitão-de-Fragata Rogério de Oliveira Miranda, que assumiu o posto em 30.01.2009.

FOTOS: Esqd. HS-1, ComForAerNav, CCSM e Guilherme Wiltgen/Poder Naval.

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