Página 1 de 212

prosub_grande1

vinheta-clipping-navalA inauguração da Unidade de Fabricação de Estruturas Metálicas (Ufem) faz com que o Brasil entre no seleto grupo de países que têm submarinos de propulsão nuclear, e que integram o Conselho de Segurança das Nações Unidas. A avaliação foi feita pela presidenta Dilma Rousseff, nesta sexta-feira, em cerimônia de inauguração da fábrica que integra o Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB) e reaquece a indústria naval brasileira.

“Nós podemos dizer, com orgulho, que essa obra, ela é produto da iniciativa de várias, de múltiplas instituições privadas e públicas. Podemos dizer que, de fato, com ela nós entramos no seleto grupo que é aquele dos integrantes do Conselho de Segurança das Nações Unidas – únicas nações que têm acesso ao submarino nuclear: Estados Unidos, China, França, Inglaterra e Rússia”, disse.

O ministro da Defesa, Celso Amorim, que participou da solenidade, endossou o discurso da presidenta Dilma. Amorim lembrou que o Brasil tem incrementado sua indústria de defesa e, como resultado, o setor tem proporcionado a geração de milhares de postos de trabalho. O ministro lembrou também a recente vitória da Embraer para a venda de aviões Super Tucano aos Estados Unidos.

“Estamos todos emocionados em poder estar aqui numa obra que é símbolo desse Brasil que está sendo criado”, afirmou.

Submarinos

A presidenta Dilma iniciou o discurso informando que estivera no mesmo local há três anos, e que naquele instante “era um momento especial para todos nós – naquela época eu era ministra-chefe da Casa Civil da Presidência da República, durante o governo do presidente Lula”. E lembrou: “De lá para cá, toda essa fantástica estrutura foi construída, e aqui neste lugar se erigiu um projeto que é muito importante para o Brasil.”

prosub_pequena2E continuou: “E eu me refiro tanto à unidade de fabricação de estruturas metálicas que está nesse momento sendo inaugurada, como a toda a infraestrutura construída aqui nessa região. Foram três anos e, por isso, é muito importante que a gente dirija uma saudação especial à Marinha do Brasil, aos seus oficiais, a todos aqueles da Marinha que contribuíram para que isso, junto com o Ministério da Defesa, ficasse de pé.”

No discurso, Dilma Rousseff enfatizou a parceria com o governo fluminense e o empenho da Odebrecht, que ergueu a estrutura física da obra. “Junto com o programa nuclear da Marinha, nós estamos vendo que aqui também se cria um polo de referência. Um polo de referência baseado nesse contrato que nós firmamos com a França em dezembro de 2008. E esse contrato tem por objetivo garantir a transferência de tecnologia e a formação de profissionais brasileiros na construção de submarinho”, contou.

A presidenta também fez menção ao desenvolvimento da indústria nacional. “Eu gostaria de louvar um fato que é muito importante: uma indústria da defesa, como disse o ministro Celso [Amorim], é uma indústria da paz. Mas eu acho que a indústria da defesa é, sobretudo, a indústria do conhecimento. Aqui se produz tecnologia, aqui tem também um poder imenso de difundir tecnologia”, afirmou.

Segundo Dilma, o fato de o Brasil viver em paz com seus vizinhos e de não se envolver em disputas bélicas não afasta a noção de que o mundo é complexo. Esse cenário exige do país a capacidade de se inserir no contexto internacional de forma cada vez mais pacífica e dissuasória.

“Todos nós temos consciência, no entanto, que o mundo é um mundo complexo. O Brasil assumiu, nos últimos anos, uma grande relevância. Um país como o Brasil tem esse mérito de ser um país pacífico. Isso não nos livra de termos uma indústria da defesa e temos toda uma contribuição a dar na garantia da nossa soberania, e nos inserirmos cada vez de forma mais pacífica e dissuasória preventivamente no cenário internacional”, disse.

Cerimônia

Logo pela manhã, era intensa a movimentação nas imediações da Nuclebrás. Pessoas chegavam apressadamente para participar da cerimônia de inauguração da Ufem. Políticos, empresários e operários se movimentavam. Tropas da Marinha circulavam pelo local para ordenar o fluxo de pessoas.

prosub3Em poucas horas, o pátio central da unidade fabril estava tomado pelo público, que aguardava a chegada da presidenta Dilma e das demais autoridades. O ato foi iniciado com a saudação do prefeito de Itaguaí (RJ), Luciano Mota, que destacou a importância do empreendimento para o desenvolvimento econômico do município.

Coube ao comandante da Marinha, almirante Julio Soares de Moura Neto, elencar as características do programa de construção de submarinos naquela base.  O empreendimento iniciado em 2011 prevê investimentos de R$ 7,8 bilhões e deve estar concluído em 2017, quando entrará em operação o primeiro dos quatro submarinos convencionais. O PROSUB vai empregar 9 mil pessoas e produzir outros 32 mil postos de trabalho indiretos.

O governador do Rio, Sergio Cabral, destacou em discurso a importância da parceria com o governo federal e disse que os resultados permitem alavancar a economia fluminense. Ao término do evento, os jornalistas presentes visitaram as obras de Itaguaí.

FONTE: Ministério da Defesa

VEJA TAMBÉM:

 Prosub Itaguaí 037a

vinheta-clipping-navalO Brasil está mais perto de ter seu submarino nuclear, um projeto dos militares há 40 anos. Se tudo andar conforme o cronograma da Marinha do Brasil, o SNBR, sigla para Submarino Nuclear Brasileiro, estará navegando em 2025. Hoje será inaugurada em Itaguaí, no Rio de Janeiro, a unidade de produção de onde sairão seus componentes internos e dos outros quatro submarinos convencionais que vão substituir a atual frota.

A presidente Dilma Rousseff inaugura hoje de manhã a Unidade de Fabricação de Estruturas Metálicas (Ufem), iniciada em 2010. Trata-se de uma fábrica grande, com um galpão de 40 metros, 90 mil m2, sendo 53 mil m2 de área construída. Fica a três quilômetros da Nuclebrás Equipamentos Pesados S.A. (Nuclep), ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. A Nuclep constrói os cilindros do casco, a parte do submarino onde ficam os tripulantes. Enquanto a Nuclep fabrica o corpo do submarino, a Ufem faz as estruturas mais leves e internas – os convés, as anteparas, as bases da tubulação e dos equipamentos além da proa e da popa.

O processo de construção dos submarinos acontece simultaneamente em várias unidades. A intenção é que cada um deles fique pronto em cinco anos, o prazo para que não estejam logo obsoletos, explica o almirante Alan Paes Leme Arthou, gerente do projeto e construção da base e do estaleiro de Itaguaí. O primeiro dos quatro submarinos convencionais – a família dos SBR que terá nome das batalhas navais da Guerra do Paraguai-, deve ficar pronto em 2015. Permanece dois anos em teste e será entregue em 2017. O segundo será entregue 1,5 ano depois e assim por diante até que o quarto fique pronto em 2020.

Cada um dos submarinos convencionais custa € 500 milhões (quase R$ 1,3 bilhão). Substituirão a frota existente, de cinco submarinos (Tupi, Tamoio, Timbira, Tapajó e Tikuna), com vida útil entre 25 e 30 anos e baseados em projeto alemão. A nova família tem cinco metros a mais que os franceses Scorpène, da Direction des Constructions Navales et Services (DCNS). Ali cabem 40 tripulantes.

O submarino nuclear, que será batizado de Álvaro Alberto (homenagem ao militar que introduziu a energia nuclear no Brasil), é bem maior e custará € 2 bilhões (R$ 5,19 bilhões). São cem tripulantes.

O projeto em curso pela Marinha inclui três frentes – a que vai construir o submarino nuclear, a que construirá os quatro submarinos convencionais e as instalações para fazer tudo isso. O plano prevê a construção do estaleiro e de uma base naval. O chamado Prosub (Programa de Desenvolvimento de Submarinos) é o maior contrato militar internacional do Brasil – são € 6,7 bilhões (ou R$ 17 bilhões). Parcela desses recursos para o projeto de defesa brasileiro faz parte de um financiamento a ser pago pelo Brasil em 20 anos, até 2029, a um consórcio formado pelos bancos BNP Paribas, Societé Generale, Calyon Credit Industriel et Commercial, Natixis e Santander.

Cerca de 70 brasileiros estiveram nos estaleiros da DCNS, em Cherbourg, para transferência de tecnologia e capacitação. Uma empresa formada pela DCNS e pela Odebrecht, de propósito específico, constrói a base naval e o estaleiro em Itaguaí.

O projeto de construção dos submarinos faz parte de um acordo entre Brasil e França assinado em setembro de 2009 entre os então presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Nicolas Sarkozy. A França não passa ao Brasil a tecnologia da propulsão nuclear. “Ninguém, no mundo, fornece tecnologia para enriquecer urânio, que é o combustível do submarino nuclear”, diz o almirante. O Brasil já enriquece urânio desde 1985.

Hoje meia dúzia de países têm submarinos nucleares: Estados Unidos e Rússia (já tiveram cerca de 170 cada e agora possuem 70), Inglaterra e França (dez cada), e China (com quatro). A Índia também tem um projeto, como o Brasil.

O almirante Arthou dá uma ideia da complexidade de se fazer um submarino nuclear. “É o bem mais complexo que se pode produzir no mundo”, diz. Um carro tem cerca de 3 mil peças, um avião caça, 100 mil. Um avião comercial de última geração, 150 mil peças. Na Challenger são 180 mil peças. “Um submarino nuclear tem entre 800 mil a 900 mil peças, dependendo do projeto.”

FONTE: Valor Econômico via Resenha do Exército

Parabéns e obrigado, ‘Parnaíba’!

Neste mês de aniversário de 75 anos do monitor Parnaíba, completados em 6 de novembro, a equipe do site Poder Naval / revista Forças de Defesa visitou o navio e a Base Fluvial de Ladário (MS), no 6º Distrito Naval.

Após essa missão, podemos garantir:  a idade não parece pesar nem um pouco nesse navio sem igual, que traz em cada detalhe uma mistura de passado e de modernidade, mostrando-se operativo do primeiro ao último rebite e sem rivais no seu teatro de operações.

Suspendemos com o Parnaíba, comemoramos essa marca histórica junto aos seus dedicados tripulantes e conhecemos o “Jaú do Pantanal” de alto a baixo, de proa a popa. Um navio que começou a fazer história já em seu lançamento, sendo o “casco número 1″ do AMRJ (Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro, na Ilha das Cobras, à época denominado AMIC), marcando em 1937 o início bem-sucedido de um ciclo de construção naval militar às vésperas da Segunda Guerra Mundial, da qual participou.

O navio “Caverna Mestra da Armada” continua fazendo a diferença até hoje, mantendo-se modernizado e fundamental, acumulando décadas de operações, milhares de “dias de mar” e  centenas de milhares de milhas navegadas, numa história que você vai conhecer em breve. Aguarde!

Por hora, deixamos aqui algumas fotos e, principalmente, o nosso muito obrigado ao comandante, oficiais e tripulação do navio e a todos os militares da Flotilha do Mato Grosso e do 6º Distrito Naval da Marinha do Brasil. Parabéns, Parnaíba, e muitos anos de vida operativa!

Veja no vídeo abaixo o canhão de 76mm do Monitor Parnaíba (U17) em ação!

Hoje é dia da Bandeira

A bandeira nacional é um dos símbolos do Brasil, junto com o hino, as armas e o selo nacionais. Foi instituída no dia 19 de novembro de 1889, quatro dias após a proclamação da República. Antes dela, outras bandeiras marcaram os diversos períodos da história do nosso país.

A bandeira do Brasil é uma das poucas bandeiras nacionais que não têm em sua composição as cores preta ou vermelha – geralmente associadas à guerra, ao luto ou ao sangue.

O lema “Ordem e Progresso”, escrito sempre em verde, sintetiza ideais positivistas do filósofo francês Augusto Comte: “o amor por princípio, a ordem por base e o progresso por fim”.

O sentido desse lema é a realização dos ideais republicanos: a busca de condições sociais básicas e a evolução do país em termos materiais, intelectuais e, principalmente, morais.

Não há consenso sobre o significado das cores e formas adotadas na bandeira nacional. Em geral, considera-se que o verde e o amarelo representam, simbolicamente, as famílias reais de que descendiam Dom Pedro I e D. Leopoldina.

O círculo azul é a imagem do céu visto do Rio de Janeiro no dia 15 de novembro de 1889 (dia da Proclamação da República – o Rio de Janeiro era a capital).

Com o passar do tempo, o povo brasileiro adaptou o significado das cores. Assim, o verde representa também as florestas; o amarelo, os minérios e as riquezas do Brasil; o azul, o céu e o branco, a paz.

A bandeira nacional tem hoje 27 estrelas, que representam os 26 estados brasileiros e o Distrito Federal. Quando foi criada, em 1889, a bandeira tinha apenas 21 estrelas, referentes aos 20 estados existentes na época e à capital, que era o Rio de Janeiro.

A última modificação da bandeira nacional ocorreu em 1992, com a criação do Amapá, de Rondônia, de Roraima e de Tocantins. Foram acrescentadas quatro novas estrelas.

Em todo esse período, apesar da mudança do número de estrelas, as formas da bandeira permaneceram praticamente inalteradas. Uma particularidade interessante é que o Brasil é um dos poucos países cuja bandeira respeita a posição astronômica das estrelas.

A Bandeira Nacional deve ser hasteada em dias de festa ou de luto nacional, em todas as repartições públicas, nos estabelecimentos de ensino e sindicatos.

Nas escolas públicas ou particulares, é obrigatório o hasteamento pelo menos uma vez por semana, durante o ano letivo. Durante a noite, a bandeira, se hasteada, deve ficar sempre iluminada.

Se várias bandeiras são hasteadas ou arriadas simultaneamente, a bandeira nacional deve ser a primeira a atingir o topo e a última a descer.

A estrela acima da faixa branca representa o Pará. A capital desse estado, Belém, era a que ficava mais ao norte na época da proclamação da República.

FONTE: planalto.gov

Tagged with:
 

-

Cerimônia de comissionamento da ‘Cristóbal Colón’ (F-105) foi realizada em Ferrol nesta terça-feira – as fragatas F-100 foram as primeiras a integrar o sistema de combate AEGIS

-

A Marinha Espanhola (Armada Española) informou que na manhã desta terça-feira, 23 de outubro, foi realizada a cerimônia de “puesta a disposición de la Armada” (comissionamento / incorporação) da fragata F-105 Cristóbal Colón (Cristóvão Colombo). A cerimônia foi realizada no Arsenal Militar de Ferrol, sendo presidida pelo almirante chefe daquele estabelecimento, o vice-almirante Manuel Garat Caramé.

Segundo a Marinha Espanhola, trata-se de seu sexto navio a receber o nome do célebre almirante.

A partir de agora, o navio inicia as atividades programadas para alcançar o grau de operatividade exigido. Essas atividades incluem avaliações e qualificações operativas, assim como adestramento.

As F-100, classe à qual pertence a Cristóbal Cólon e que também é conhecida pelo nome do primeiro navio, a Álvaro de Bazan, foram as primeiras fragatas a integrar o sistema de combate AEGIS, pois até então ele só era instalado em navios de muito maior deslocamento, como destróieres e cruzadores. No projeto da Cristóbal Colón foram aplicadas soluções e tecnologias vigentes no século XXI e que colocam o navio, segundo a Marinha Espanhola, na vanguarda mundial de meios de sua categoria.

O contrato para construção da F-105 foi realizado em 5 de julho de 2006, com o início do corte das chapas um ano depois e batimento de quilha em 20 de fevereiro de 2009. O lançamento foi feito em 4 de novembro de 2010, tendo como madrinha a Alteza Real Infanta Doña Margarita de Borbón y Borbón-Dos Sicilias.

Com esta, são cinco as fragatas F-100 na Marinha Espanhola. As quatro outras são:  Ávaro de Bazán (F-101), Almirante Juan de Borbón (F-102), Blas de Lezo (F-103) e Méndez Núñez (F-104), que se agrupam na chamada “31ª Escuadrilla de Escoltas”. Na relação de unidades da “Armada Española”  também constam seis unidades da classe “Santa María”, que são uma versão da OHP norte-americana e integram a “41ª Escuadrilla de Escoltas”.

Para saber mais sobre as F-100 espanholas, que têm uma versão oferecida para programa Prosuper da Marinha do Brasil pela Navantia, você pode clicar aqui para acessar arquivo pdf em espanhol no site da empresa. Veja também matérias já publicadas aqui no Poder Naval, nos links abaixo.

FONTE / FOTOS: Marinha Espanhola (tradução e edição do Poder Naval a partir de original em espanhol)

VEJA TAMBÉM:

Duzentos anos de diferença…

Fragata USS ‘Constitution’ da Marinha americana, e o contratorpedeiro HMS ‘Dauntless’ da Marinha Real britânica

 

A Constitution foi construída nos anos 1790, e participou da chamada Guerra de 1812, ou Segunda Guerra de Independência, travada pelos Estados Unidos contra a interferência do Reino Unido sobre a ex-colônia recém emancipada. O conflito durou até 1815. A fragata é o navio mais antigo ainda em serviço no mundo, e atualmente se mantém aberta para visitação durante todo o ano.

HMS Dauntless é o segundo navio Tipo 45 a entrar em serviço na Marinha Real britânica. O contratorpedeiro (ou, mais exatamente, destróier de defesa aérea) foi comissionado em 2010. No início de 2012, foi enviado às Ilhas Malvinas.

Tagged with:
 

Amanhã (06) acontecerá a cerimônia de comissionamento do contratorpedeiro USS ‘Michael Murphy’ (DDG 112) da Marinha americana. O evento será sediado em Manhattan.

O navio foi nomeado em homenagem ao Navy SEAL, Tenente Michael Murphy, que recebeu postumamente a Medalha de Honra, por sua atuação na Operação Red Wings, no Afeganistão, em 28 de junho de 2005.

Murphy comandava uma equipe com mais quatro homens, com a missão de encontrar um líder do Talibã no terreno montanhoso próximo a Asadabad, quando foram emboscados por uma força maior e em posição de vantagem tática. Ferido mortalmente, Murphy propositalmente deixou sua posição protegida em busca de sinal que lhe permitisse se comunicar com o centro de comando da operação.

Enquanto era atingido repetidas vezes, o tenente informou a localização de sua equipe e pediu apoio imediato. Em seguida, retornou à posição para continuar o combate, até que não resistiu aos ferimentos.

O secretário da Marinha, Ray Mabus, conduzirá a cerimônia de entrega, e Maureen Murphy será a madrinha do navio que leva o nome de seu filho.

“Este navio honra o serviço, a coragem e o sacrifício do tenente Michael Murphy, assim como seus irmãos da Operação Red Wings, seus companheiros SEALs, operadores especiais e pessoal em serviço, que respondem ao chamado do dever todos os dias”, declarou Mabus. “É absolutamente apropriado que o USS Michael Murphy carregue o tridente símbolo dos SEALs em seu brasão pois, assim como Michael e cada Navy SEAL que conquistou a honra de usar esse tridente, este navio é feito para combater às ameaças na superfície e abaixo dos oceanos, e também no ar e na terra”.

O Ct Michael Murphy é o 62º contratorpedeiro da classe Arleigh Burke, capacitado para operações de presença marítima em tempos de paz, gerenciamento de crise e controle do mar, e projeção de poder. O navio é capaz de combater alvos na superfície, submersos e no ar simultaneamente, e será armado com um arsenal de defesa variado.

“O USS Michael Murphy é o navio mais flexível, letal e versátil de sua classe. E representa a espinha dorsal da nossa frota de superfície”, declarou o Almirante Jonathan Greenert, chefe de operações navais. “É um dos melhores contratorpedeiros do mundo, e navegará ao redor do globo conquistando aliados, projetando poder e defendendo nossa nação. Assim como o tenente Michael Murphy, que lhe dá o nome, este navio servirá para proteger e vencer nessa era de incertezas”.

O Capitão-de-Fragata Thomas E. Shultz será o comandante à frente do contratorpedeiro e sua tripulação de 279 oficiais e praças. O USS Michael Murphy desloca 9.200 toneladas, com 155 metros de comprimento, 20m de boca,  9,30m de calado. O navio é movido por quatro turbinas a gás que lhe conferem velocidade de até 30 nós.

FONTE: Naval Today

 

A Marinha Real britânica se despediu hoje do contratorpedeiro tipo 42 HMS York (D 98). A cerimônia de descomissionamento, realizada na base naval de Portsmouth, contou com a presença de ex-comandantes, familiares dos 240 tripulantes e autoridades da cidade que dá nome ao navio.

O comandante do York, capitão-de-fragata Rex Cox declarou em seu discurso:

“Como último comandante do HMS York, eu tenho a honra e o privilégio de garantir que o adeus ao nosso navio seja dado conforme as tradições.

O HMS York prestou 27 anos de serviço exemplar à Marinha Real ao redor do planeta. Ao longo de sua vida útil, foram os tripulantes que tornaram o HMS York o que ele é hoje.

É hora de nos despedirmos de uma ‘dama’ distinta, que foi um lar e um estilo de vida para muitos. Sentiremos sua falta, mas ao invés nos entristecermos, devemos olhar para o seu legado ao longo desses 27 anos.

O HMS York foi comissionado em 1985, e enviado ao Extremo Oriente em sua primeira missão.

Em 2011, durante sua última operação internacional, o contratorpedeiro foi enviado para a ilha de Malta, para auxiliar na evacuação de cidadãos britânicos durante as revoltas na Líbia.

FONTE: Naval Today

 

-

…e entrava na Segunda Guerra Mundial, respondendo ao afundamento de navios brasileiros em nossa costa, com a Marinha despreparada e atrasada na renovação de seus meios

-

Vinte e dois de agosto de 1942: o presidente Getúlio Vargas reuniu seu Ministério para um exame da situação. E essa situação era grave. Nos dias anteriores, cinco navios mercantes brasileiros e uma barcaça haviam sido afundados na costa nordestina, resultando na morte de mais de 600 pessoas. A esses ataques alemães concentrados em poucos dias (entre 15 e 19 de agosto), que mais tarde soube-se que eram obra de um único submarino, somavam-se vários outros realizados mais esporadicamente nos primeiros meses daquele ano na costa americana, e até a um metralhamento e bombardeio de um navio de bandeira brasileira ainda em março de 1941, no Mediterrâneo.

As reações populares nas ruas e cidades do Brasil, traduzidas nas notícias e editoriais de jornais, eram claras: revolta e apreensão com a guerra chegando à costa brasileira, enquanto os náufragos sobreviventes relatavam os ataques por submarino e corpos chegavam às praias da Bahia e do Sergipe. Era esse o pano de fundo para a reunião ministerial daquele 22 de agosto. E o resultado foi a declaração de “Estado de Beligerância” com a Alemanha, fazendo o Brasil entrar de vez na Segunda Guerra Mundial, o que foi ratificado pelo Decreto 10358 do dia 31 daquele mês, oficializando o “Estado de Guerra” contra a Alemanha e a Itália.

A agressão veio do mar, então qual era a resposta que a Marinha poderia dar naquele momento? É certo que as relações diplomáticas com os países do Eixo já estavam cortadas desde 28 janeiro de 1942, como resposta dos países do Continente Americano (à exceção da Argentina e do Chile) ao ataque japonês a Pearl Harbor, em 7 de dezembro de 1941, e à declaração de guerra pela Alemanha aos Estados Unidos. E, desde então, estavam sendo feitos entendimentos com os EUA para que a Marinha do Brasil recebesse unidades capazes de proteger o tráfego marítimo, lembrando que, em acordo firmado em 1º de outubro de 1941, era disponibilizada pelos EUA uma verba de 200 milhões de dólares em material militar, com redução de 65% no valor de tabela. Tudo isso, porém, só traria resultados concretos após a entrada do Brasil na Guerra: em setembro de 1942, os dois primeiros caça-submarinos seriam recebidos, em Natal, onde já operavam unidades da Marinha dos Estados Unidos (USN). Mas o que era possível fazer ainda naqueles primeiros dias, e o que a Marinha podia contrapor às agressões por submarinos?

Um exemplo veio dois dias mais tarde, em 24 de agosto, quando foi constituído o “Grupo Patrulha do Sul” e definida a sua primeira missão: escoltar pequenas embarcações que transportavam carvão de Imbituba (Santa Catarina) para São Paulo e Rio de Janeiro, onde essa matéria-prima era transformada no indispensável gás de cozinha. E os navios de guerra que iriam escoltar esses carvoeiros eram, coincidentemente, velhos navios com caldeiras alimentadas a… carvão!

Partiu do Rio de Janeiro o velho contratorpedeiro Santa Catarina (foto acima), unindo-se em Santos aos igualmente “velhinhos surdos e cegos” (MARTINS, 1985: 48) Piauí e Rio Grande do Norte. Os três já tinham participado da DNOG (Divisão Naval de Operações de Guerra) que partiu do Brasil rumo à Europa no final da Primeira Guerra Mundial, quando já podiam ser considerados ultrapassados como contratorpedeiros (deslocavam apenas 600 toneladas numa época em que os contratorpedeiros construídos em massa pela Inglaterra e EUA já deslocavam mais de 1.000t e tinham capacidade muito superior em potência e armamento).

Aqueles três velhos contratorpedeiros eram alguns dos remanescentes de um total de dez recebidos na chamada  “Esquadra de 1910″,  encomendada à Inglaterra em 1906, e cujo núcleo eram os encouraçados Minas Gerais e São Paulo, assim como os cruzadores leves (“scout cruisers”, usados no apoio aos ataques dos contratorpedeiros) Bahia e Rio Grande do Sul. E, naqueles primeiros dias da participação brasileira na Segunda Guerra Mundial, partiam para o sul do Brasil armados com canhões de 101mm e pequenas cargas de profundidade de 40 libras, e sem quaisquer meios de localizar submarinos sob a água. Suas tripulações, ao longo do caminho, iam se cobrindo da  fuligem da queima do carvão.

Vale citar um pequeno trecho das lembranças do então jovem oficial Hélio Leôncio Martins, sobre aquela missão:

“Eram uns 30 ou 40 pequenos barcos de umas 100 toneladas de carga, que navegavam sem cessar entre os centros de produção e de consumo. Na realidade, nenhum deles valia um torpedo, mas os receios eram grandes e, assim, o Comandante Araújo determinou que seguissem uma rota colada à costa, enquanto os contratorpedeiros executavam uma grega, de forma que, na pernada dirigindo-se para o litoral, fossem vistos pelos protegidos, com o que sentir-se-iam seguros, pelo menos psicologicamente.”

“Nós também não merecíamos o dispêndio de um valioso torpedo, mas esperávamos que um econômico submarinista alemão decidisse acabar-nos, e aos carvoeiros, com tiros de canhão, que poderíamos tentar responder à altura com nossa velha e cansada artilharia de 101mm.”

Em setembro, o Grupo Patrulha do Sul foi renovado com navios mais recentes: o contratorpedeiro Maranhão, de 1.000 toneladas, ex-veterano britânico da Batalha da Jutlândia adquirido na década de 1920 (uma das poucas belonaves recebidas após a aquisição da Esquadra de 1910, e visto na foto acima) e que já queimava óleo em suas caldeiras. O Maranhão estava acompanhado dos novos navios mineiros “classe C” de 600 toneladas Camocim e Cananéia, que foram adaptados para o serviço como corvetas antissubmarino, tendo as minas substituídas por bombas de profundidade – mais tarde, também receberiam sonar. A Cananéia é vista na foto abaixo.

No subtítulo desta matéria, falamos em renovação de meios. Pois era justamente o que representavam esses dois navios mineiros, de uma série de seis unidades recém-construídas pelo também recém-estabelecido Arsenal de Marinha da Ilha das Cobras (AMIC). Eles faziam parte de um Programa Naval aprovado em 1932 (e atualizado ao longo da década) e que só naquele início dos anos 40 começava a mostrar seus resultados, em importantes iniciativas de construção naval no Brasil – embora utilizando aço e equipamentos importados.

Nos dois anos anteriores à entrada do Brasil na Guerra, houve também três lançamentos bastante relevantes: três contratorpedeiros “classe M”, baseados no projeto da ainda recente classe “Mahan” norte-americana, e construídos a partir de 1937 com planos e materiais enviados pelos Estados Unidos. Mas só iriam ser incorporados em novembro de 1943, e ainda com armamento antiquado e provisório (canhões de 120mm retirados dos encouraçados da Marinha quando estes passaram por modernizações). As armas e os sensores modernos só viriam em 1944, instalados nos EUA. Na imagem acima, o Greenhalgh (M3) pronto para o lançamento, em julho de 1941 e, abaixo, os três contratorpedeiros em fase de acabamento no AMIC, tendo à frente dois de seus “avôs” da Esquadra de 1910.

Nas carreiras, estavam em construção nada menos que seis outros contratorpedeiros (a “classe A”, baseada em projeto inglês adaptado para receber maquinaria e equipamentos norte-americanos). Tivesse o Programa Naval sido iniciado um pouco antes ou cumprido com mais celeridade, talvez outros navios estivessem nas carreiras, pois aquelas obras em andamento eram justamente para substituir seis contratorpedeiros encomendados à Inglaterra e não recebidos:  isso porque estavam sendo completados nos estaleiros ingleses quando a guerra eclodiu na Europa, em 1939, e foram adquiridos pela Marinha Real, conforme previsto em contrato. Vale lembrar que a Argentina foi mais rápida em encomendar e pagar navios similares, conseguindo recebê-los antes da guerra começar.

Resumo da história dessa importante iniciativa de construção naval: apesar dos grandes esforços, os seis contratorpedeiros “classe A” só ficaram prontos depois da guerra (na foto acima, o Amazonas após o lançamento em 1943, iniciando obras de acabamento que se estenderiam até 1949). Até o final do conflito, a Marinha teve que cumprir sua parte nas operações militares com os dois velhos cruzadores e contratorpedeiros remanescentes da Esquadra de 1910 (os primeiros recebendo sonar e calhas lançadoras de bombas de profundidade para escoltas de comboios, e os últimos usados para patrulha costeira).

Além desses, somavam-se os seis navios-mineiros adaptados como corvetas antissubmarino, traineiras e navios auxiliares transformados também em corvetas e, é claro, embarcações provenientes da ajuda norte-americana: nada menos do que vinte e quatro navios de escolta recebidos entre 1942 e 1945, desde pequenos mas bem armados caça-submarinos de madeira, até os mais sofisticados contratorpedeiros de escolta diesel-elétricos dedicados à guerra antissubmarino, ligeiramente menores que os contratorpedeiros que eram construídos aqui no Brasil.

Hoje está fazendo 70 anos desde que a agressão vinda do mar, resultando em afundamentos seguidos e centenas de mortos, levou o Brasil à Segunda Guerra Mundial. Depois de amanhã, serão 70 anos desde o  início das escoltas do “Grupo Patrulha do Sul”, com velhos navios alimentados a carvão e cuja substituição já era necessária desde meados da década de 1920. E, ao longo dos três próximos anos, outras datas completarão 7 décadas, marcando tragédias e sucessos relacionados àquele conflito.

Datas menos conhecidas por serem simples registros de monótonas e incessantes missões de escolta aos inúmeros comboios, mas que escondem desde os tensos momentos de lançamento de bombas de profundidades a possíveis alvos no fundo do mar, até o cansaço dos intermináveis dias de patrulha, a maioria das vezes em navios menores do que o recomendável para as longas missões em alto-mar (na foto abaixo, um caça-submarino enfrentando as ondas).

Ou datas pouco divulgadas como o início da operação de novas bases navais como a de Natal, estabelecidas quase a partir do zero, contando com o recrutamento de pessoal local que em breve já apoiava a operação de navios brasileiros e aliados.

E também as datas de missões que ganharam notoriedade, como a escolta ao longo da costa, pelos três primeiros contratorpedeiros construídos no Brasil, ao Primeiro Escalão da FEB (Força Expedicionária Brasileira) que partia para a Europa. As escoltas dos escalões seguintes, cruzando o Atlântico até Gibraltar. O afundamento de um submarino alemão por um avião da FAB (Força Aérea Brasileira). As vitórias e reveses da FEB e da FAB contra os alemães, nos campos de batalha italianos.

Tudo isso irá completar 70 anos em breve, mas o que vai ficar é a reflexão, especialmente sobre uma guerra que chegou ao Brasil vinda do mar. Nossa Marinha hoje está em melhor ou pior situação para enfrentar os desafios do presente e do futuro, quando comparada àquela das vésperas da Segunda Guerra Mundial? Nosso atual reequipamento naval, longamente planejado mas  iniciado há relativamente pouco tempo, será bem-sucedido? Se uma nova ameaça chegasse hoje às nossas costas, nossa Marinha teria novamente que contar com ajuda externa para cumprir suas missões?

Bibliografia e leituras recomendadas:

  • BITTENCOURT, Júlio Regis (1882 – 1964). Memórias de um engenheiro naval: uma vida, uma história. Rio de Janeiro, Serviço de Documentação da Marinha, 2005.
  • CÂMARA, Eduardo G. A construção naval militar brasileira no século XX. Rio de Janeiro: edição do próprio autor, 2011.
  • HISTÓRIA NAVAL BRASILEIRA. Quinto volume, tomo II. Rio de Janeiro: Serviço de Documentação Geral da Marinha, 1985.
  • MARTINS, Hélio Leôncio e CASTRO, Antonio Augusto Cardoso de. Estórias navais brasileiras. Rio de Janeiro: Serviço de Documentação Geral da Marinha, 1985.
  • MIRANDA, Veiga. Quatorze mezes na pasta da Marinha. São Paulo: Secção de obras d´ O Estado de S. Paulo, 1923.
  • MONTEIRO, Marcelo. U-507: o submarino que afundou o Brasil na Segunda Guerra Mundial. São Paulo: Schoba, 2012.

FOTOS via NGB

NOTA: conheça mais sobre a construção de navios de guerra no Brasil durante a Segunda Guerra Mundial na Revista Forças de Defesa 5, onde essa história faz parte de um extenso artigo sobre a construção das fragatas classe “Niterói” no mesmo Arsenal, 30 anos depois (imagem abaixo). Clique aqui para adquirir o seu exemplar.

 

Prestes a dar baixa, HMS Liverpool se despede de Liverpool

O destróier de defesa aérea HMS Liverpool, que acumula 30 anos de serviço, deverá ser descomissionado pela Marinha Real Britânica (Royal Navy) ainda neste mês. Assim, pela última vez o navio visitou a cidade que homenageia com seu nome. Foram cinco dias de visita, com cerimônias, parada com marcha de um terço da tripulação (de 240 pessoas) pelas ruas da cidade, salvas de canhão e celebrações do navio, que é baseado em Portsmouth.

Nos últimos 12 meses, a tripulação do navio esteve nas manchetes dos jornais devido ao seu emprego no conflito da Líbia. O Liverpool disparou seu canhão principal de 4,5 polegadas mais de 200 vezes no conflito, sendo também o primeiro navio da Marinha Real Britânica a estar sob fogo inimigo nos últimos 30 anos.

Mas ainda há uma última missão antes do descomissionamento: o Liverpool deverá se juntar ao Illustrious e ao Bulwark e a outros navios aliados no exercício Cold Response da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte), nos fiordes da Noruega.

FONTE / FOTOS: Royal Navy (Marinha Real Britânica)

NOTA DO EDITOR: o que não vem faltado nos últimos anos é notícia relacionada ao descomissionamento de navios de guerra britânicos, com especial destaque para os Tipo 42 (que de qualquer forma atingiram o limite de sua vida útil e vêm sendo substituídos por um número menor de destróieres Tipo 45, bem mais capazes). Abaixo, uma  lista com parte das notícias já publicadas no Poder Naval sobre os Tipo 42 quando na ativa ou à época de suas baixas e sucateamento.

VEJA TAMBÉM:

Tagged with:
 

Família F/A-18 chega à marca de 8 milhões de horas de voo

Na terça-feira passada, 12 de julho, a família de aviões de combate F/A-18 atingiu o marco de 8 milhões de horas de voo acumuladas desde que entrou em serviço na Marinha dos EUA (USN), há aproximadamente 35 anos. O marco foi noticiado no site da Marinha dos EUA, a maior operadora desses aviões, mas o número inclui as horas voadas não só pela USN e USMC (Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA) e o esquadrão de demonstração Blue Angels, mas de todos os sete países que empregam as aeronaves da família.

Representantes tanto dos F/A-18 Hornet quanto do F/A-18 Super Hornet e do mais novo membro, o EA-18G Growler, estavam voando missões de combate quando o marco foi atingido. O capitão Mark Darrah, que é gerente de programa do escritório responsável pelos programas F/A-18 e EA-18G, disse que “estamos orgulhosos em comemorar esse marco no ano do centenário da aviação naval (norte-americana).”

Atualmente, há 1.478 aviões da família (entre Hornet, Super Hornet e Growler) que fazem parte de 63 esquadrões da ativa, da reserva, de treinamento e pesquisa, desenvolvimento, teste e avaliação da USN e do USMC (Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA). Como reconhecimento pela contribuição para atingir o marco, todas as tripulações voando F/A-18 e EA-18G às 9horas da manhã (em seus horários locais) de 12 de julho de 2011 receberão uma bolacha comemorativa e um certificado.

FONTE / FOTOS: Marinha dos EUA (USN)

Mais uma fragata OHP vai para a reserva: USS Jarret

Escondidas em meio a quatro grandes navios-aeródromo, duas fragatas fazem parte da frota da reserva da Marinha dos EUA, a chamada “mothball fleet”, em Bremerton, no Estado de Washington, costa noroeste dos EUA. Segundo o jornal Seatle Times (com informações do site Kitsapsin), uma terceira vai se juntar a elas no próximo dia 15 de julho: trata-se da fragata  USS Jarrett (FFG33) da classe OHP, que fará companhia a suas irmãs USS George Philip e USS Sides.

A Jarrett serviu por 27 anos e deverá ser colocada à venda, com a possibilidade de virar sucata se nenhum comprador aparecer nos próximos anos. As outras duas, apesar de terem servido por menos tempo (22 anos) e despertado interesse em Portugal e Turquia, não foram vendidas e continuam atracadas.

Em Bremerton também estão os navios-aeródromo USS Ranger, USS Constellation, USS Kitty Hawk e USS Independence, que podem se tornar museus ou memoriais, serem afundados como alvos ou tornarem-se recifes artificiais. O Kitty Hawk, visto na foto acima em operação com a Jarrett, será mantido na reserva até 2015, quando o novo CVN (navio-aeródromo de propulsão nuclear) Gerald Ford entrar em serviço.

A cidade de Wilmington, na Carolina do Norte, quer que o navio se torne um museu flutuante, atracado ao lado do encouraçado North Carolina. Já os outros três não estão mais no Registro de Navios da Marinha dos EUA (Naval Vessel Register). Um grupo sem fins lucrativos trabalha para que o Ranger vá para Fairview, no Oregon, para se tornar um museu naval e aeroespacial, centro educacional e palco de eventos. Os outros dois, que foram usados para fornecer peças para a frota em serviço, provavelmente serão sucateados nos próximos anos. À exceção do Kitty Hawk, os demais navios-aeródromo estão na catetoria de reserva X, e não recebem nem manutenção nem preservação, sendo protegidos apenas contra fogo, alagamento e roubo. O Kitty Hawk está na categoria B, recebendo manutenção para o caso de uma emergência.

  

Também em Bremerton está o comando da ”Puget Sound Naval Shipyard and Intermediate Maintenance Facility”, que controla várias instalações nos EUA e no Japão. Sob seus cuidados estão navios e submarinos de propulsão nuclear inativos, classificados na categoria Z, aguardando reciclagem. É o caso do cruzador lançador de mísseis guiados USS Long Beach e de 16 submarinos nucleares de ataque: USS Salt Lake City, USS Atlanta, USS Augusta, USS Hyman G. Rickover, USS Minneapolis-St. Paul, USS Portsmouth, USS Baltimore, USS Phoenix, USS Indianapolis, USS New York City, USS Birmingham, USS Groton, USS Cincinnati, USS Omaha, USS Los Angeles e USS Narwhal.

FONTE: Kitsapsin via Seatle Times (tradução, adaptação e edição: Poder Naval)

FOTOS via navsource

Tagged with:
 

Veterano da Guerra do Golfo dá baixa da Marinha Real Britânica

-

HMS ‘Gloucester’, destróier Tipo 42 creditado com primeiro abate de míssil por outro míssil, deixa o serviço na Royal Navy

-

Após 29 anos de serviço, que incluiu uma histórica participação na Guerra do Golfo, o destróier Tipo 42 HMS Gloucester foi descomissionado da Royal Navy (Marinha Real Britânica).

Entre os destaques da carreira do navio, está a participação na chamada Primeira Guerra do Golfo, em 1991. No ano anterior, em 30 de agosto, o Gloucester deixou o Reino Unido para apoiar o embargo das nações unidas contra o Iraque. Em 17 de janeiro de 1991, já na região do Golfo Pérsico, o destróier escoltou os primeiros navios dos EUA a lançar mísseis de cruzeiro Tomahawk contra o Iraque. Nas primeiras horas da manhã de 25 de fevereiro, enquanto escoltava o encouraçado USS Missouri, da Marinha do EUA que realizava operações de bombardeio com seus canhões de 16 polegadas, próximo à costa do Kuwait, o navio empregou seu sistema Sea Dart em combate.

 

Um míssil iraquiano Seersucker foi disparado contra o Missouri e, em menos de 90 segundos, o Gloucester destruiu o míssil com o disparo de dois mísseis antiaéreos Sea Dart, no que foi creditado como o primeiro engajamento bem-sucedido, num combate marítimo, de um míssil por outro míssil.

O Poder Naval faz uma homenagem a esse veterano com uma seleção de fotos de sua carreira, incluindo uma interessante sequência de municiamento de seus mísseis  Sea Dart, protagonistas do engajamento daquela manhã de 25 de fevereiro de 1991.

FONTE / FOTOS: Royal Navy

‘Afundem o Bismark’

70 anos depois protagonista do ataque ainda lembra como se fosse ontem

Aconteceu há exatos 70 anos e até hoje é conhecido como um dos mais famosos confrontos da Segunda Guerra Mundial. O único veterano britânico sobrevivente do naufrágio do navio de guerra alemão Bismarck ainda lembra como se fosse ontem.

Agora passado dos 90 anos de idade, John Moffat jamais esquecerá os acontecimentos do dia 26 de maio, 1941. John mora perto de Dunkeld, mas nasceu em Swinton e foi para a escola em Earlston.

Na semana passada, ele visitou a RNAS Culdrose em Cornwall, uma das maiores bases de helicópteros da Marinha Real e local que abrigava a sua antiga unidade, o 820º Esquadrão. O propósito era reunir os membros da Royal Navy Air Fleet em um jantar comemorativo para marcar a ocasião.

Foi um avião Fairey Swordfish do 820º Esquadrão que decretou o destino do Bismarck em um ataque ousado que marcou a ascensão do poder aeronaval na história.

Dois mil marinheiros alemães morreram no naufrágio, que aconteceu apenas dois dias depois que o Bismarck destruiu o cruzador de batalha britânico HMS Hood, com a perda de 1.418 membros da tripulação.

A perda do Hood foi a causa do líder britânico Winston Churchill emitir sua famosa ordem: “afundem o Bismarck“.

E foi um único torpedo de 1600 libras, lançado pelo Swordfish de John, que mergulhou em um céu cheio de nuvens e sob uma chuva de fogo inimigo, que danificou o leme Bismark.

Esse único golpe devastador permitiu que a frota britânica se aproximasse do encouraçado alemão de 56.000 toneladas e cumprisse as ordens de Churchill.

Com a espessa camada de nuvens produzindo má visibilidade, John e seus companheiros do porta-aviões HMS Ark Royal foram enviados para encontrar o Bismarck.

O navio alemão foi descoberto por acaso por um Catalina e John, com apenas 21 anos, e duas outras aeronaves do Esquadrão 820, perseguiram a sombra do monstro do Atlântico Norte durante várias horas antes de receber a ordem de ataque antes que o Bismarck chegasse em segurança à costa francesa.

A equipe de John comandou o ataque: “Nós lançamos nosso único torpedo de cerca de 1.500 metros e, em seguida, deixamos o local o mais rápido que pudemos”, lembrou. “Eu não cheguei a ver o impacto, mas a tripulação seguinte viu. O Bismarck guinou e forneceu-nos um grande alvo à ré. Ele estava ligeiramente avariado e tinha perdido a sua capacidade de manobra. ”

Isso permitiu que os navios da Royal Navy chegassem perto. Projeteis e torpedos dos navios de guerra britânicos começaram a cair sobre o Bismark. O esquadrão de John tinha ordens para lançar um novo ataque. Mas na hora que eles voltaram à cena, o Bismarck havia emborcado e acredita-se que o capitão Lindemann tenha ordenado o seu afundamento, lançando centenas de homens ao mar. Sobrevoando a cena a apenas 50 pés, John nunca mais vai esquecer.

“Foi uma visão horrível – vendo todos aqueles homens na água sem nenhuma chance de se salvar”, explicou John. “Mas no período entre a saída do Bismarck do porto e o seu afundamento, ela tinha tirado a vida de 5.000 (sic) marinheiros por isso tinha de ser destruído.”

De sua tripulação de 2200 homens, apenas 115 marinheiros sobreviveram. “Churchill não estava brincando quando ordenou o afundamento do Bismarck. O navio era uma ameaça para todos os aliados”.

Apesar de não haver exaltação da parte de John pelas mortes de homens que ele considera colegas marinheiros, agora há um sentimento de orgulho e dignidade por ter executado um trabalho difícil.

John diz que os jovens pilotos e tripulantes que ele encontra em eventos como o da semana passada sempre gostam de ouvir sobre a missão do Bismarck. “Eu sempre tenho uma recepção calorosa quando estou na companhia deles – eles me recebem de volta como um dos seus, não importa que tenha passado um longo tempo desde que eu usava uniforme”, explicou John, que terminou a guerra como capitão de corveta.

Um livro escrito por John, em colaboração com Mike Rossiter, denominado” I sunk the Bismarck”, foi publicado em 2009 pela Bantam Press e ainda está disponível.

FONTE E FOTOS: Berwick Advertiser/Illustration Art Gallery

TRADUÇÃO E ADAPTAÇÃO: Poder Naval

Tagged with:
 

Hoje tem lançamento

Hoje, 24 de maio, às 18h30, haverá o lançamento do livro “A Construção Naval Militar Brasileira no Século XX” de autoria do engenheiro naval Eduardo G. Câmara e com distribuição pela SOBENA (Sociedade Brasileira de Engenharia Naval).

O livro, que teve sua “quilha batida” em 2001 e foi produzido com recursos do próprio autor, será lançado no Museu Naval do Rio de Janeiro - Rua D. Manuel, 15 – Centro. O Poder Naval estará presente!

Foto do alto via NGB

SAIBA MAIS:

HMS Diamond: a mais nova joia da Coroa

-

Terceiro destroyer de defesa aérea Type 45 é formalmente comissionado pela Royal Navy

-

Na última sexta-feira, 6 de maio, a Marinha Real Britânica (Royal Navy) comissiounou oficialmente o HMS Diamond, o terceiro de seis destroyers Type 45, que têm como missão principal a defesa aérea de área, empregando o sistema de mísseis Sea Viper (denominação britânica para o sistema que emprega os mísseis Aster).

A cerimônia foi realizada na Base Naval de Portsmouth. A madrinha do navio, Lady Johns, que lançou o navio no estaleiro Govan da BAE Systems em novembro de 2007, inspecionou a parada realizada pela tripulação. O bolo cerimonial do navio foi cortado pela esposa do CO (Commanding Officer) do HMS Diamond, Comandante Ian Clarke, acompanhada pelo Engineering Technician Ross Hindmarch, o mais novo membro da tripulação, com 17 anos de idade.

Todos os destroyers  Type 45 serão baseados em Portsmouth. O primeiro deles a ser comissionado foi o HMS Daring, em julho de 2009, seguido pelo HMS Dauntless, em junho do ano passado. O quarto da classe, HMS Dragon, deverá aportar em Portsmouth pela primeira vez em setembro deste ano, e todos os seis deverão estar em serviço por volta de 2015.  

Segundo o informe da Marinha Real, além da dotação normal de 190 tripulantes, o navio também pode embarcar 60 soldados equipados, ou mesmo transportar até 700 pessoas em apoio a uma evacuação de civis.

FONTE / FOTOS: Royal Navy (Marinha Real Britânica)

VEJA TAMBÉM:

Tagged with:
 

US Navy descomissiona o USS ‘Nassau’

A US Navy descomissionou o navio de assalto anfíbio USS Nassau (LHA 4) ontem, dia 31 de março. A cerimôia ocorreu na base naval de Norfolk (Virgínia).

Depois de 31 anos, transportando Marines e atuando em distantes teatros como o Líbano, o Iraque e o Haiti, o quarto navio da classe Tarawa deixa o serviço ativo.

FONTE: US Navy

Tagged with:
 

Fotos da cerimônia de descomissionamento do HMS Manchester


A cerimônia oficial de baixa do serviço do HMS Manchester na Royal Navy (Marinha Real), conforme antecipado aqui no Poder Naval (veja matéria no primeiro link da lista abaixo), ocorreu na quinta-feira da semana passada, 24 de fevereiro. Trata-se de uma desativação já esperada, devido à entrada em serviço dos novos destróieres de defesa aérea Tipo 45, sucessores dos Tipo 42.

Porém, como se pode perceber lendo outra reportagem de hoje sobre a Royal Navy, sobre as operações em Malta, enquanto vão sendo desativados navios da Marinha Real, os compromissos internacionais continuam presentes, o que pode causar impacto numa frota cada vez menor e, ao mesmo tempo, cada vez mais exigida.

FOTOS: Royal Navy (Marinha Real britânica)

VEJA TAMBÉM:

Página 1 de 212