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Brasília, em 14 de julho de 2011.

Produção dos submarinos convencionais representa o primeiro passo para a construção do submarino com propulsão nuclear brasileiro. Presidenta Dilma  comparecerá ao evento.

O corte de uma chapa de aço, em cerimônia a ser realizada neste sábado (16), em Itaguaí (RJ), com a presença da Presidenta Dilma Rousseff, marca oficialmente o início da construção dos submarinos convencionais (S-BR) da classe Scorpène, de tecnologia francesa, no Brasil. A iniciativa faz parte do Acordo Estratégico Brasil-França que originou o Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB) da Marinha do Brasil.

O evento – previsto para começar às 16h, na sede da Nuclebrás Equipamentos Pesados (NUCLEP) – tem enorme importância simbólica para o País. A fabricação dos S-BR, como são chamados os quatro submarinos convencionais incluídos no PROSUB, representa o primeiro passo para a construção do submarino com propulsão nuclear brasileiro (SN-BR) – marco maior do programa, firmado entre o Brasil e a França, no final de 2008.

Considerado um dos mais complexos meios navais já idealizados pelo homem, o submarino com propulsão nuclear tem vantagens táticas e estratégicas significativas. Com enorme autonomia, pode desenvolver velocidades elevadas por longos períodos de navegação, aumentando sua mobilidade e permitindo a patrulha de áreas mais amplas no oceano. O modelo é considerado também extremamente seguro e de difícil detecção.

Parte dos equipamentos desenvolvidos para os quatro submarinos convencionais, de propulsão diesel-elétrica, poderá ser aproveitada no submarino de propulsão nuclear brasileiro, que será fabricado com os mesmos métodos, técnicas e processos de construção desenvolvidos junto aos franceses.

Esse processo de capacitação da indústria de defesa nacional, que envolve transferência de tecnologia e expressiva nacionalização dos equipamentos, permitirá que a qualificação obtida pelos profissionais brasileiros, sobretudo na fabricação do SN-BR, possa ser utilizada em vários outros segmentos da indústria nacional.

O submarino movido a energia nuclear é desenvolvido com tecnologia altamente sensível, dominada por um seleto grupo de países. Atualmente, apenas China, Estados Unidos da América, França, Inglaterra e Rússia detêm esse domínio tecnológico. Com o PROSUB, o Brasil passará a integrar essa lista, já que o SN-BR terá reator nuclear e propulsão desenvolvidos pelo próprio País.

Repasse de know how

Entre os acordos assinados com a França, o contrato de transferência de tecnologia é visto como o mais estratégico por especialistas brasileiros. Pelo acordo, os franceses terão de repassar know how para determinadas indústrias fabricarem no Brasil itens usados nos submarinos.

Estima-se que cada um dos submarinos a ser produzido no Brasil contará com mais de 36 mil itens produzidos por mais de 30 empresas brasileiras. Entre esses equipamentos estão quadros elétricos, válvulas de casco, bombas hidráulicas, motores elétricos, sistema de combate, sistemas de controle, motor a diesel e baterias especiais de grande porte, além de serviços de usinagem e mecânica.

O estímulo, pelo PROSUB, à indústria de fornecedores nacionais, aliado ao grande processo de capacitação empreendido, é considerado o maior trunfo do programa. Entende-se que, uma vez capacitado e com parque industrial ativo, o Brasil não irá depender de outro país para fazer submarinos convencionais e de propulsão nuclear.

Nova empresa

Para viabilizar o programa de submarinos brasileiro foi constituída uma nova empresa, a Itaguaí Construções Navais (ICN), parceria entre a francesa DCNS e a construtora brasileira Norberto Odebrecht. A união foi formada com a participação da Marinha do Brasil, que detém golden share (direito de veto) sobre questões referentes à atuação da empresa. Caberá à ICN a construção de cinco submarinos.

Além da fabricação dos submarinos, o PROSUB contempla a construção de um estaleiro e de uma sofisticada base naval para abrigar as embarcações. As obras incluem também a instalação de uma Unidade de Fabricação de Estruturas Metálicas (UFEM).

O local escolhido para as novas instalações foi a Ilha da Madeira, localizada no município de Itaguaí, na região metropolitana do Rio de Janeiro. A UFEM será alojada  num terreno situado ao lado NUCLEP, estatal encarregada de produzir as seções cilíndricas que formarão os corpos dos submarinos.

Cronograma

O evento deste sábado marca o início da construção da Seção de Qualificação, unidade na qual engenheiros, técnicos e operários brasileiros treinados na França poderão comprovar a absorção – com a posterior aplicação – dos conhecimentos técnicos e tecnológicos recebidos. A etapa representa, no calendário do PROSUB, o início efetivo da construção dos S-BR no Brasil.

Pelo cronograma de entregas, o prazo para o fim das obras civis é 2015. A inauguração da UFEM será feita em novembro de 2012. A conclusão do estaleiro é esperada para 2014. Já a base naval deverá ficar pronta seis meses depois. A previsão é de que o primeiro, dos quatro submarinos convencionais a serem construídos, esteja pronto em 2016 e após a realização dos testes de cais e mar seja entregue a MB em meados de 2017. Os demais submarinos convencionais serão entregues a cada ano e meio de defasagem e o primeiro submarino com propulsão nuclear em 2023.

O  Programa de Desenvolvimento de Submarinos da Marinha do Brasil irá gerar, somente durante as obras de construção previstas, mais de 9 mil empregos diretos e outros 27 mil indiretos. Projeta-se para o período de construção dos submarinos, apenas na área de construção naval militar, a criação de cerca de 2 mil empregos diretos e 8 mil indiretos permanentes, com utilização expressiva de mão-de-obra local.

Além da Presidenta Dilma Rousseff, participarão da cerimônia na sede da NUCLEP o Ministro de Estado da Defesa, Nelson Jobim, Embaixador da França no Brasil, Yves Edouard Saint-Geours, o Ministro da Defesa da França, Gérard Longuet, o Comandante da Marinha, Almirante-de-Esquadra Julio Soares de Moura Neto e diversas autoridades civis e militares.

 

 


A Marinha do Brasil inaugurou no dia 05 de julho, às 14:30h, a Vila Naval do Guandú do Sapê, conhecida como Vila Branca, situada em Campo Grande. O local abrigará delegações participantes dos V Jogos Mundiais Militares do Conselho Internacional do Esporte Militar (CISM). Os Jogos da Paz, como foram denominados, serão realizados entre 16 e 24 de julho.

A cerimônia de inauguração foi presidida pelo Comandante da Marinha, Almirante-de-Esquadra Julio Soares de Moura Neto, contando com a presença de membros do Almirantado, Almirantes e diversos Comandantes de Organizações Militares, além de autoridades civis e representantes do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), das Federações e das Confederações Esportivas relacionadas aos Jogos.

Na leitura da Ordem do Dia, o Comandante-Geral do Corpo de Fuzileiros Navais, Almirante-de-Esquadra (FN) Marco Antonio Corrêa Guimarães, coordenador da Marinha do Brasil para os V Jogos Mundiais Militares, lembrou que a construção da Vila Branca “mostra muito mais que uma bela estrutura arquitetônica, pois agrega o empenho e a dedicação de todos os civis e militares que nela trabalharam com afinco para cumprirem prazos e metas, elevando assim o nome do Brasil e da Marinha do Brasil”.

O presidente do CISM, Coronel Hamad Kalkaba Malboum, não pode estar presente à cerimônia, mas enviou uma mensagem que foi lida durante a mesma. Ele expressou sua gratidão ao Comandante da Marinha pelo esforço na construção da Vila Branca. Além disso, destacou que “esta é a primeira vez que o CISM terá instalações construídas especificamente para um de seus Campeonatos ou Jogos Mundiais”. A forma, como a Marinha tem se preparado para receber as delegações estrangeiras, seguramente comprovará, à Comunidade Internacional, que o Brasil é uma Nação empenhada, não apenas com o esporte, mas também com os compromissos assumidos.

O Comandante da Marinha lembrou que “o Brasil e o mundo vivem uma época de rápidas e grandes transformações e a Marinha do Brasil, comprometida com os anseios da sociedade brasileira, tem desenvolvido em seu pessoal, seu maior patrimônio, a motivação e a determinação necessárias para superar os óbices que se apresentam”. Acrescentou, ainda, que “os Jogos Mundiais Militares são a terceira maior competição em nível mundial e é importante o Brasil ter mostrado que é capaz de honrar seus compromissos nesse momento em que se discute se as instalações para a Copa do Mundo, em 2014, e as Olimpíadas, em 2016, ficarão prontas a tempo”.

A Vila Branca recebeu a bênção do Capelão Chefe do Serviço de Assistência Religiosa da Marinha, Capitão-de-Mar-e-Guerra (CN) Nelson Dendena, e, finalizando a cerimônia, o Comandante da Marinha e o Comandante-Geral do Corpo de Fuzileiros Navais descerraram a placa de inauguração.

O projeto sustentável da Vila Branca

A Vila Olímpica foi construída em uma área total de 81.836,99 m², em terreno situado na área do Centro de Instrução Almirante Mílciades Portela Alves (CIAMPA). Com uma área construída de 65.982,28 m², ela é composta por 22 blocos de três pavimentos e dispõe de 476 vagas de estacionamento. As áreas comuns dos edifícios incluem salão de festas com cozinha, banheiros e sala de administração. As dependências do complexo dispõem ainda de áreas de lazer urbanizadas, quadra de esportes, playground para crianças e churrasqueira.

Os 396 apartamentos, de cerca de 112 m², são compostos de três quartos, varanda e dependências de empregada. Cada unidade poderá receber durante os Jogos até oito atletas com total conforto. Segundo o Almirante Moura Neto, futuramente as instalações servirão como moradia para militares da Marinha do Brasil. A Vila Branca tem também um restaurante com capacidade para 912 atletas, salas de reunião, musculação e acesso à internet, além de um centro de serviços religiosos.

A Vila foi projetada de forma a reduzir seu impacto ambiental, com a adoção de medidas de sustentabilidade: cisternas em cada um dos prédios para aproveitamento das águas das chuvas na irrigação dos jardins; pavimentação com “bloquetes” de concreto intertravados que permitem melhor infiltração das águas pluviais; estação de controle e tratamento de resíduos e esgoto; e descargas ecológicas nos banheiros de todos os apartamentos. O Instituto Estadual do Ambiente (INEA) aprovou a utilização da faixa marginal de proteção do Rio Capenga e do Rio da Prata do Mendanha. Desta forma, a Marinha do Brasil manteve mais uma vez seu compromisso de preservação ambiental de suas áreas de responsabilidade.

O projeto arquitetônico, além de excepcional área verde – são 11.046,33 m², com um total de 448 mudas plantadas – permite agradável insolação e ventilação das unidades, gerando economia de energia elétrica, principalmente no uso de condicionadores de ar.

Ginásio Poliesportivo “Gorro de Fita”

Nesse mesmo dia, foi inaugurado, ao lado da Vila Branca, o Ginásio “Gorro de Fita”, que possui projeto arquitetônico que lembra o gorro de fita, tradicional peça do uniforme dos Fuzileiros Navais da Marinha do Brasil. Projetado para atender os requisitos das competições olímpicas, o ginásio abrigará o Boxe nos 5º Jogos Mundiais Militares.

Construído em área coberta de 70m x 40m, possui facilidades como: vestiários independentes para duas equipes e para arbitragem; ampla sala de musculação e área para aquecimento; instalações para posto médico, salas para anti-dopping, árbitros, informática e  segurança; arquibancada para 300 pessoas, podendo ser ampliada conforme a modalidade esportiva; instalações para mídia televisiva, sala de imprensa e local para entrevistas; três lanchonetes independentes; amplo estacionamento; e circulação atendendo aos padrões olímpicos para público, equipes, arbitragem e serviços.

Fonte: Marinha do Brasil


 

O Concurso Cultural “Operação Cisne Branco 2011″ realizado pela Marinha do Brasil busca despertar, no ambiente escolar, o interesse pela mesma e assustos relativos ao mar, premiando as melhores redações com laptops e uma viagem no Navio-Veleiro Cisne Branco, com acompanhante. Destinados a alunos do 6º ano do Ensino Fundamental a alunos do Ensino Médio, divididos em temas especificos.

O Concurso Cultural Cisne Branco é uma otima forma de estreitar laços entre os ambitos militar e educacional na difusão e fomento do Poder Naval Brasileiro entre os jovens.

Temas:

  • Ensino Fundamental – “Navegando na Amazonia Azul, o mar que nos pertence”
  • Ensino Médio – “A presença constante da Marinha do Brasil até os limites da Amazônia Azul”

Para participar as redações deverão ter de 20 a 40 linhas e ser escritas de próprio punho. Na avaliação serão considerados os seguintes critérios:
Conteúdo: abrangência, profundidade, objetividade e afinidade dos assuntos abordados com o tema da redação; Desenvolvimento: concatenação lógica, capacidade de análise e de síntese; Domínio da linguagem escrita: correção ortográfica, gramatical, pontuação e riqueza no vocabulário empregado; e Criatividade: inovação na forma de abordagem do tema, procurando expressá-lo com estilo e entusiasmo.

Para maiores informações acessem: www.mar.mil.br/hotsites/ocb2011/index.html ou contatem a Seção de Comunicação Social da Marinha mais proxima de você.

Nota: Na Operação Cisne Branco 2010 um de nossos leitores  foi premiado pela excelente redação produzida.

 

Agradecimento de um Brasileiro

A todos os grande Brasileiros, que fazem o Poder Naval.

Sou civil, não tive a honra de servir as forças armadas pois fui dispensado, com minha revelia, do tiro de Guerra que existe em minha cidade.

Por um acaso, a mais ou menos um ano atrás encontrei na net, esta grande confraria e desde então acompanho o blog diariamente. Confesso que desde então ate a canção do marinheiro já esta no meu “seletivo” repertório.

Na verdade quero primeiramente agradecer os relevantes serviços que senhores estão prestando a nossa nação, nos informando de tudo que passa em nossas forças armadas e apesar dos abandonos que nossos militares sofrem por parte de “nossos políticos” e também da sociedade, esses ilustres brasileiros, dos quais incluo todos deste blog, jamais abandonaram o Brasil.

Sou estudante universitário ( faço faculdade de direito) e graças as informações que obtenho aqui por diversas vezes serviram para que eu defenda as nossas FFAA em plena sala de aula como também, sempre que oportuno, mostro a todos a real necessidade de olharmos com mais carinho e seriedade , aqueles que são treinados para agir quando ninguém ( nem as leis ) podem resolver alguma coisa.

Peço também as minhas sinceras desculpas por ainda não contribuir com o blog pois no momento estou desempregado e espero o mais breve possível poder “pagar” pelo menos uma parte do que os senhores me proporcionam, pois aqui sinto orgulho de ser Brasileiro .

Me perdoem os erros de português e me coloco desde já a inteira disposição para servi-los quando os senhores precisarem

Bonicley Preston Cordeiro Leite

Mossoró/ RN

Brasileiro e fã da Marinha do Brasil.

 

O Navio-Escola “Brasil” (NE Brasil) foi construído a partir de projeto desenvolvido pela Diretoria de Engenharia Naval. Sua construção foi iniciada em setembro de 1981, com o batimento da quilha no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro. O Navio foi lançado ao mar em setembro de 1983 e incorporado à Marinha em 21 de agosto de 1986, ocasião em que foi transferido à Esquadra.

Anualmente, é realizada por este navio a Viagem de Instrução de Guardas-Marinha (VIGM), a fim de complementar, de forma prática, os conhecimentos teóricos adquiridos na Escola Naval, onde os Guardas-Marinha (GM) habilitaram-se nos Corpos da Armada, de Fuzileiros Navais e de Intendência, e aperfeiçoar suas formações culturais. Considerada o último ciclo na formação do futuro Oficial de Marinha, a Viagem tem como tarefas ministrar aulas eminentemente práticas de Navegação; Meteorologia; Marinharia; Operações Navais; Controle de Avarias; Administração Naval; Embarque e Carregamento; além de Liderança, bem como proporcionar a participação ativa dos GM na vida de bordo.

Durante a XXV Viagem de Instrução, com partida prevista para julho de 2011, o Navio visitará 20 portos no Brasil e no exterior, entre os meses de julho e dezembro de 2011, a saber: Salvador (BA), Tenerife (Espanha), Amsterdam (Holanda), São Petersburgo (Rússia), Hamburgo (Alemanha), Le Havre (França), Londres (Inglaterra), Lisboa (Portugal), Pireu (Grécia), Civitavecchia (Itália), Valência (Espanha), Baltimore e Fort Lauderdale (EUA), Nassau (Bahamas), Cartagena (Colômbia), Guayaquil (Equador), Callao (Peru), Valparaíso (Chile), Montevidéu (Uruguai) e Buenos Aires (Argentina). Em cada uma destas localidades, o Navio será visitado por autoridades civis e militares, brasileiros a serviço do Estado e estrangeiros, bem como por representantes da sociedade local, a convite de nossas Embaixadas, contribuindo para o estreitamento dos laços de amizade com as nações amigas, atuando como uma embaixada itinerante. Neste sentido, são realizadas exposições a bordo sobre temas relativos à cultura nacional.

O Comandante do Navio-Escola “Brasil” é o Capitão-de-Mar-e-Guerra Luiz Octávio Barros Coutinho, que assumiu o cargo em 11 de janeiro de 2011.

A Turma é composta por 195 Guardas-Marinha, sendo 133 do Corpo da Armada, 30 do Corpo de Fuzileiros Navais e 32 do Corpo de Intendentes de Marinha. Participam, ainda, como convidados, um 2º Tenente da Força Aérea Brasileira, um Aspirante-a-Oficial do Exército Brasileiro, dois integrantes da Marinha Mercante Nacional, um diplomata do Ministério das Relações Exteriores e um Oficial da Marinha do Uruguai.

A Cerimônia Oficial de Despedida do NE Brasil rumo a XXV Viagem de Instrução ocorrerá no dia 06 de julho. É imprescindível que os órgãos da mídia interessados em cobrir o evento se credenciem previamente junto ao Comando-em-Chefe da Esquadra pelos telefones (21) 2189-1097 ou (21) 9635-4978 (Tenente Viviane Soares) ou pelo e-mail: viviane@comemch.mar.mil.br. No dia 06 de julho, os órgãos credenciados deverão se encaminhar ao Cais da Bandeira, no Comando do Primeiro Distrito Naval – Praça Barão de Ladário, s/nº, às 8h. Uma lancha será disponibilizada até o local do evento.

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A Marinha do Brasil informa que os seis tripulantes da embarcação “Wiltamar III” foram resgatados na noite de 27 de junho, todos com vida e aparentemente em bom estado de saúde. O navio mercante “Marola” atendeu ao pedido de socorro da embarcação, que se encontrava a 290 milhas sudeste do Rio de Janeiro. O “Wiltamar III” desatracou de Cabo Frio no dia 01 de junho e a previsão de volta seria por volta do dia 09 do mesmo mês.

No dia 10 de junho último, o Comando do 1º Distrito Naval após tomar conhecimento de que a embarcação não havia retornado ao porto de destino, determinou a abertura de um evento de Busca e Salvamento (Search and Rescue – SAR), acionando o sistema de salvaguarda da vida humana no mar, mobilizando navios e aeronaves da Marinha para tentar localizar a referida embarcação, e acionando por meio de chamadas rádio todos os navios mercantes que trafegavam ou viriam a trafegar na área, de modo que os pescadores pudessem ser assistidos e resgatados, o que felizmente ocorreu .

A chegada do navio “Marola” está prevista para terça-feira às 12h. O Navio-Patrulha Gurupá, do Comando do Grupamento de Patrulha Naval do Sudeste, irá acompanhar o mercante até a entrada da Baía de Guanabara, onde uma lancha da Capitania dos Portos do Rio de Janeiro irá receber os tripulantes, trazendo para sede da Capitania dos Portos, e ambulâncias estarão aguardando para a realização dos primeiros socorros e encaminhamento para hospitais.

A cerimônia em comemoração ao 146º aniversário da Batalha Naval do Riachuelo, Data Magna da Marinha, será realizada no dia 10 de junho, às 10h, na Escola Naval. Na ocasião, será realizada a “Imposição da Medalha Ordem do Mérito Naval”. A condecoração se destina a agraciar autoridades, instituições, pessoas civis e militares, brasileiros ou estrangeiros, que tenham prestado relevantes serviços, no sentido de divulgar ou fortalecer as tradições da Marinha do Brasil, honrando seus feitos ou realçando seus vultos históricos.

A Batalha Naval do Riachuelo é considerada, pelos historiadores, como uma batalha decisiva da Guerra da Tríplice Aliança contra o Paraguai (1864-1870) – o maior conflito militar na América do Sul, somente superado em vítimas no Novo Mundo pela Guerra Civil Americana (1861-1865). A importância da vitória nessa batalha está ligada ao fato que, até aquela data, o Paraguai tinha a iniciativa na guerra e a Marinha do Brasil inverteu a situação, garantindo o bloqueio e o uso pelo Brasil dos rios, que eram as principais artérias do teatro de operações de guerra.

Os veículos de comunicação interessados em realizar a cobertura jornalística do evento deverão se credenciar pelo e-mail com.social @1dn.mar.mil.br ou, pessoalmente, até às 9h do dia 10 de junho, no local da cerimônia.

De hoje, 7, até a próxima quinta-feira, 9, a cidade do Rio de Janeiro será palco da ConMar – Conferência Nacional de Segurança e Proteção Marítima, que reunirá oficiais da Marinha do Brasil, de órgãos de segurança como a Polícia Federal, entidades do setor marítimo e portuário, além de consultores em segurança, executivos da indústria setorial de defesa e segurança, acadêmicos e juristas. O evento acontece no hotel Windsor Barra.

Na abertura, o almirante-de-esquadra João Afonso Prado Maia de Faria, chefe do Comando de Operações Navais da Marinha do Brasil, falará sobre a importância da proteção marítima para a Defesa Nacional. O contra-almirante Marcos José de Carvalho Ferreira, secretário da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar da Marinha (SCIRM), explanará sobre as potencialidades econômicas marítimas da fronteira brasileira pelo mar e sobre a proteção dos recursos da “Amazônia Azul” – uma área que corresponde à metade do território continental do Brasil, ou seja, 4,5 milhões de quilômetros quadrados, recentemente ainda mais valorizada a partir das descobertas de jazidas petrolíferas no chamado pré-sal.

Em seguida, o gerente de segurança empresarial da Petrobras, Pedro Aramis de Arruda, apresenta a visão da empresa sobre a importância da proteção patrimonial em alto mar, o investimento da empresa em proteção “intramuros”, a interação com órgãos públicos para articular a defesa e a segurança de bens e pessoas, e sobre a troca de informações com as autoridades entre outros temas.

Uma atualização sobre o andamento do projeto Leplac (Levantamento da Plataforma Continental – onde se baseiam os argumentos brasileiros para o exercício da soberania nacional sobre a vasta extensão marítima), os benefícios e as oportunidades decorrentes da ampliação dos limites da plataforma continental, também integra a agenda da Conferência e será conduzida pelo contra-almirante Jair Alberto Ribas Marques, assessor para o Leplac da Diretoria de Hidrografia e Navegação da Marinha.

A legislação brasileira para assuntos marítimos, a segurança dos portos e sua importância para o desenvolvimento do País, a regulamentação do tráfego aquaviário brasileiro, a atuação do Tribunal Marítimo, o modelo de inspeção da Conportos para a declaração de conformidade, a atuação das guardas portuárias e sua relevância no cenário de Segurança Pública Nacional serão outros temas presentes na agenda do encontro.

Encerra a conferência uma sessão especial sobre segurança de portos e aeroportos, que inclui debates sobre o uso de tecnologia, treinamento de pessoal e investimentos da Infraero. Para esta sessão também foram convidados representantes da Antaq, Polícia Federal e Anac.

A ConMar – Conferência Nacional de Segurança e Proteção Marítima é promovida pela Clarion com o patrocínio da AEL Sistemas e apoio da Abimde e ABTP. Mais informações sobre o evento e inscrições no site www.confmaritima.com.br ou pelo telefone (11) 3893.1300, ramal 231

FONTE: Jornal Agora (RS)

Leia no Poder Aéreo artigo que mostra as características técnicas que levaram a Marinha do Brasil a optar pelo jato A-4 Skyhawk no seu retorno às operações de aeronaves de asa-fixa.

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Poder Naval trabalhando

Nossos editores Guilherme Wiltgen e Guilherme Poggio estão na Base Aérea Naval de São Pedro de Aldeia (BAeNSPA) realizando a cobertura dos 50 anos do Esquadrão HU-1. Nas fotos deste post, os dois aparecem nas aeronaves enquanto faziam as imagens em voo de formatura.

O Esquadrão HU-1 foi a primeira unidade aérea operativa da Marinha do Brasil. Foi criado em 1961 e, desde a sua ativação, vem participando de quase todas as operações aeronavais.

Está equipado com helicópteros Esquilo mono-turbina (UH-12) e Esquilo bi-turbina (UH-13) para emprego em missões de ligação e observação; esclarecimento; lançamento de pára-quedistas e de mergulhadores de combate; transporte de tropa; serviços hidrográficos; guarda de aeronaves em navio-aeródromo; busca e salvamento; apoio humanitário; apoio às atividades na Antártica e muitas outras, razão pelo qual seu lema é “IN OMNIA PARATUS” – PREPARADO PARA TUDO; o título do Esquadrão é: “O FAZ TUDO”.

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