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vinheta-destaqueA entrevista a seguir foi publicada no Jornal do Brasil em 11/12/1988, mas parece que foi feita hoje. O almirante Mário César Flores, então diretor-geral de Material da Marinha e conhecido pensador naval brasileiro, por seus artigos publicados na Revista Marítima Brasileira, abria já naquela época a discussão que hoje fazemos nos fóruns e blogs de Defesa brasileiros.

Guardamos essa página de jornal por 20 anos, achando que um dia ela teria seu valioso conteúdo exposto novamente para uma audiência maior e num momento mais adequado. Essa é a hora, boa leitura e discussão!

Entrevista / almirante Mário César Flores

Por Mauro Malin

mcf-by-iqueJB – A vigência da nova Constituição favorece a discussão da questão militar pela sociedade?

Alte. Mário César Flores: A Constituição, como documento normativo, não vai ajudar nem atrapalhar diretamente. Indiretamente, ela ajuda, na medida em que amplia a área de atuação e a responsabilidade do Congresso. O Congresso, com os novos poderes, não mais pode se omitir de uma participação responsável, forte, no que diz respeito à segurança nacional, à defesa nacional.

JB – O senhor afirma que um projeto naval complexo iniciado hoje dá frutos daqui a 10 ou mais anos. Por quê?

Alte. Mário César Flores: A formulação do projeto naval, no mundo tecnológico de hoje, é muito longa. Um projeto de navio-escolta, como o da primeira corveta que nós estamos terminando de construir*, foi decidido em 1978 e começou em 1979. Existem equipamentos cujo fornecimento leva de dois a três anos, não são equipamentos de prateleira. Se eu hoje decidir que devo ter determinado sistema de armas, leva oito, dez anos para ficar pronto. Não é para tudo. Evidentemente que um caminhão transportador de soldados eu posso ter dentro de dois anos, um ano. Mas estou me referindo a esses sistemas que desbalanceiam estrategicamente. Se decido a construção de determinado tipo de submarino, é porque tenho de prever que dentro de dez a vinte anos haverá problemas que justifiquem esse submarino. Porque os problemas do momento não serão resolvidos por ele.

Essa projeção não pode ficar apenas no âmbito militar. É essencialmente política e de estadismo. Mesmo no mundo político, é preciso tem algum gênio de estadista para acertar.

olho-1JB – O que a Marinha do Brasil pode fazer numa situação bélica?

Alte. Mário César Flores: Atividades muito limitadas – proteção ao tráfego marítimo – em águas próximas ao Brasil. Não temos condições de fazer proteção ao tráfego marítimo, mesmo brasileiro, a grandes distâncias do Brasil. A marinha pode fazer, com muitas limitações, algumas operações de caráter ofensivo com submarinos, aí sim mais distantes. Não muito distantes, porque são submarinos convencionais.

JB – Quantos submarinos o Brasil tem?

Alte. Mário César Flores: Sete submarinos, dos quais três relativamente modernos – são submarinos de procedência inglesa, classe “Oberon” – e quatro residuais do MAP (Military Assistance Program), norte-americanos, que ainda são submarinos fornecidos ao Brasil na vigência do Acordo Militar de 1952. Esses quatro submarinos têm uma validade mais de instrução. Como instrumentos de guerra, deixam a desejar. Na verdade, para fins militares mesmo, nós estamos limitados aos três.

Esses podem atuar um pouco mais distante. Num cenário em que não exista participação de outro país poderoso, não teremos como obter cobertura aérea. A cobertura aérea para as operações navais está limitada àquela que pode ser provida a partir de terra.

Porque o pequeno porta-aviões de que nós dispomos só opera aviões anti-submarino. Então, para fins anti-submarino ele poderia contribuir. Mas para a finalidade de proteção aérea, ele não serve em nada. Ao contrário: é um alvo.

Se nos afastarmos do litoral, não teremos proteção aérea. Não vejo como a gente vá superar isso no futuro previsível.

JB – Então, a Marinha está limitada a operar ao longo do litoral?

Alte. Mário César Flores: É preciso que se debata, com os fóruns da sociedade adequados a isso, se realmente precisamos operar longe do litoral. Isto não é uma decisão naval. É uma decisão nacional. Se realmente precisamos ter capacidade de operar longe do litoral, a instrumentalização operativa passa a ser um problema naval. Vai ter que ter porta-aviões, vai ter que ter avião de interceptação embarcado, passa a ser um problema profissional.

Mas a decisão de que o Brasil pode ter problema de ordem política, de ordem estratégica, de segurança em geral que nos obrigue a operar, vamos dizer, no meio do Atlântico, ou junto às costas da África, transcende a Marinha. Essa é a minha tese fundamental.

JB – Quais são os cenários previsíveis de guerra ou de conflito em que o Brasil poderia se envolver?

olho-2Alte. Mário César Flores: É novamente uma resposta política. Teríamos de esboçar algumas hipóteses de cenário. Uma, o cada vez mais improvável conflito envolvendo blocos, os EUA e a União Soviética. Com relação a esta hipótese, nossa participação seria tão marginal, no sentido de influenciar a decisão, seria, fora das águas litorâneas, tão pequena, praticamente simbólica, que não justifica preocupações de preparo militar.

Quando você não vai ter nenhuma influência, para que se preocupar com seu preparo militar? Outro cenário é o de confrontos decorrentes de interesses conflitantes – e isso no mar é muito provável – por percepções diferentes a respeito do direito internacional marítimo, por exemplo. Essa convenção da Jamaica, os Estados Unidos não a aceitam, e com eles algumas potências marítimas, inclusive a URSS (trata-se da terceira Conferência das Nações Unidas sobre a Lei do Mar, assinada em 1982; seus pontos mais polêmicos dizem respeito à mineração submarina).

Amanhã ou depois nós podemos ter pressões de potências maiores com alguma coerção militar. Eu vejo assim, gostaria muito de discutir isso com o civil. O poder militar brasileiro deve ser capacitado para aumentar o patamar de risco de uma potência desenvolvida que queira introduzir na sua pressão uma coerção militar.

JB – O que significa aumentar o patamar de risco?

olho-3Alte. Mário César Flores: Os interesses são de tal ordem que uma potência chega a querer introduzir uma coerção militar. Fazer vir uma força naval para respaldar a atuação econômica ou de pesquisa. Algo que fira nossos interesses e a nossa percepção do direito internacional marítimo.

Para isso, convém que o nosso poder militar – não podemos pretender vencer uma potência grande num conflito clássico -, pelo menos faça com que custe caro, aumente o patamar de risco de sua atuação militar, ela faça o balanço para ver se vale a pena. Os interesses são tão vitais que justificam ela se empenhar fortemente? Vamos dar um exemplo não-brasileiro. No caso das Malvinas, que decididamente não é um interesse de que decorra a sobrevivência da Inglaterra, se a Argentina tivesse condições de pôr em risco, mas eu digo risco grave – a atuação inglesa, quem sabe se a Inglaterra não teria sido mais flexível nas negociações.

JB – Mas a Argentina não achou que ia fazer?

Alte. Mário César Flores: A Argentina subestimou a capacidade inglesa. Aí houve erro político. A direção política da Argentina entendeu que a Inglaterra não iria usar meios militares. Mas, vamos supor: mesmo com esse erro político, se a Argentina tivesse uma dúzia de submarinos modernos… O grande calcanhar de Aquiles da Inglaterra nessa operação foi o imenso cordão umbilical logístico, Inglaterra-Ascensão-Malvinas. Ora, se houvesse condições de pôr em risco este cordão umbilical,a complicação para a Inglaterra seria imensa, Porque na verdade a Inglaterra só estava sujeita a ações na área das Malvinas.

olho-4Se tivesse que proteger sua frota, já não digo desde a Inglaterra, mas basta admitir de Ascensão às Malvinas, o número de navios-escolta, de navios de proteção, seria muito grande.

A aviação argentina era boa, mas de raio de ação limitado. Eles voavam daquela área de Comodoro Rivadavia, ali por perto, chegavam às Malvinas com poucos minutos de vôo de operação e tinham de regressar. Se a aviação argentina dispusesse de aviões de maior raio de ação, como dispõem os russos, que podem voar o dobro, decididamente o problema inglês seria complicadíssimo. Esse é o segundo cenário que eu penso. Considero válido a gente se preparar para ele.

Termos um poder militar capaz de servir de dissuasor contra o uso da coerção militar em confrontos de interesses que não são vitais. Evidentemente que se os interesses foram vitais a grande potência vem com tudo o que tem e estamos conversados. Mas a maioria desses interesses não são vitais. Não necessariamente apenas no mar. Poder haver outro.

JB – De que tipo?

Alte. Mário César Flores: Às vezes a gente fica pensando. Com o desenvolvimento industrial brasileiro, começamos a ser um fator perturbador, amanhã ou depois começa a surgir um incremento de confrontos. De certa forma, ocorreu isso antes da Primeira Guerra Mundial com a ascensão da Alemanha em termos industriais, complicando a vida da Inglaterra. Bom, este é o segundo cenário. Para este eu justifico um preparo do poder militar.

JB – E o terceiro cenário?

Alte. Mário César Flores: O cenário regional. Embora tenha a improbabilidade imensa, essa improbabilidade é reforçada na medida em que exista um poder militar dissuasor. Evitar aventuras regionais. Facilitar o entendimento pacífico através da existência de um poder militar que complique a via militar. Suponha que nós tenhamos confronto de interesses com um país regional. Se nós tivermos um poder militar que faça com que reciprocamente nos respeitemos no plano militar, o entendimento pela via pacífica se impõe, não tem outra saída.

Então, embora a América do Sul hoje seja muito mais propensa a contemporizar, a conciliar, esse caminho pacífico é ajudado pela existência de um poder militar.

Não vamos ignorar que os governos não são perfeitos, as idiossincrasias nacionais existem. Isso é recíproco: a ausência de um poder militar no outro faz crescer a hipótese da aventura. Então, eu diria que este é o terceiro cenário.

JB – As questões regionais se esgotam na dissuasão?

olho-5Alte. Mário César Flores: Dentro desse cenário regional, existe um subcenário de menor importância, do ponto de vista de preparo militar. Não é que seja pouco importante para o país; agora, ele não exige evidentemente um preparo muito forte. São essas ações que preocupam hoje na Amazônia, e que de certa forma ajudaram a alicerçar o Projeto Calha Norte, que é a existência, nas fronteiras pouco desenvolvidas, de intromissões ilegais.

Ou seja, organizações ilegais de outro país atuando do nosso lado, à revelia do governo do outro país. Mas nós sabemos que existe esse tipo de coisa: narcotráfico, ou guerrilha de outros países, como é o caso do M-19 (movimento guerrilheiro da Colômbia). Por enquanto ainda não temos como decididamente afirmar que não passam para o nosso lado – não com o intuito de nos ameaçar, mas de fazer manobras independentemente da fronteira política. É um cenário regional que não exige grande preparo militar, exige mais uma distribuição de forças adequadas para zelar pelas fronteiras.

JB – Há mais algum cenário que possa orientar o preparo militar do Brasil, em sua opinião?

Alte. Mário César Flores: Há um cenário adicional com que não podemos deixar de nos preocupar, que é o uso de poder militar em defesa da ordem e da salvaguarda da vida humana. Se amanhã ou depois for conveniente o exercício de uma capacidade apaziguadora, na América do Sul ou no Atlântico Sul – eu não quero dizer longe, porque aí já é um problema secundário para o Brasil, mas já houve, em Suez — , nós não podemos deixar de admitir essa possibilidade.

Há aspectos discutíveis, do ponto de vista ideológico. A República Dominicana (intervenção comandada pelos EUA em 1965, da qual o Brasil participou) teve um ingrediente que não é exatamente o que eu estou dizendo. Mas, amanhã ou depois, um problema como em Biafra (guerra civil na Nigéria, entre 1967 e 1970), uma grande mortandade, agressão interna… Esse tipo de problema pode vir a exigir, particularmente na América do Sul e no Atlântico Sul, a participação brasileira. Isto tem alguma influência sobre a configuração militar, porque afeta a projeção de poder.

JB – O senhor pode dar um exemplo?

Alte. Mário César Flores: Vamos fazer uma suposição. Se a questão do Cone Sul africano levar a uma solução para o problema da Namíbia, que implique, provisoriamente, um abafador entre a África do Sul e Angola – é um palpite político que eu não devia dar, porque sou militar – , é pouco lógico que o Brasil, que tem defendido o afastamento das grandes potências desse cenário sul-atlântico, não participe desse abafamento.

Teremos que ter uma capacidade de operações em terra através de um cordão logístico a partir do Brasil. É o quarto cenário. Um cenário de apoio à estabilidade, à ordem – sobretudo à salvaguarda da vida humana, porque estabilidade e ordem podem ter conotações ideológicas, interferências do confronto URSS-EUA, e aí eu boto as minhas barbas de molho.

JB – A discussão com os representantes da sociedade se esgota nas linhas gerais da estratégia ou pode descer a detalhes?

olho-6Alte. Mário César Flores: Eu gostaria muito de entrar numa comissão de defesa nacional, ou que nome venha a ter, e discutir esse tipo de assunto. Na medida em que isto se transforma em preocupações mais concretas, você vai conseguindo visualizar de que poder militar você precisa. Eu preciso de uma Marinha capaz de atuar na defesa próxima do litoral, e que possa ter alguma defesa em profundidade, para não deixar – como eu mencionei no caso da Argentina – que haja tranqüilidade no acesso.

Preciso de uma Força Aérea capaz de defender pontos selecionados do território nacional, diante dessa possibilidade de confronto, e também preciso de uma Força Aérea que contribua para a dissuasão regional. Ela vai ter que ter uma capacidade ofensiva, de atuar nas distâncias do cenário regional.

É lógico que descer mais no detalhe, se é o avião X ou Y, que escolta vamos usar, é um problema mais profissional.

JB – A postura será sempre defensiva, nunca ofensiva?

Alte. Mário César Flores: Eu não visualizo problema de segurança para o Brasil que me obrigue a exercer um esforço agressivo.

JB – Nem com a Argentina?

Alte. Mário César Flores: Nem com a Argentina. Esforço defensivo, sim. Nós somos um país de status quo, de objetivos não agressivos. Então, o principal é que não nos aborreçam aqui. Não vamos aborrecer ninguém em lugar nenhum.

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vinheta-destaqueReproduzimos abaixo a opinião do leitor “Flal” do BlogNAVAL, sobre os PEAMB “Planos de Equipamento e Articulação da Marinha do Brasil”. O leitor mostra como será difícil colocar em prática os planos de reequipamento da MB e como pensa parte do pessoal da Marinha a respeito do assunto.

Senhores,

Infelizmente os custos são esses mesmos que o Blog informou nesse post. Cerca de R$ 1,8 bilhão a versão de EG e cerca de R$ 2,3 bilhões a versão de EG, mas com ênfase em AAW.

Não está nada fora da realidade mundial. Caso a MB optasse por adquirir esses meios no exterior, os custos de aquisição seriam aqueles anunciados pelos fabricantes. Senão vejamos:

  • FREMM EG – 600 MILHÕES DE EUROS, cerca de R$ 1,62 bilhões (Cotação do Euro a R$ 2,7);
  • FREMM AAW – 750 MILHÕES DE EUROS, cerca de R$ 2,03 bilhões (cotação do Euro a R$ 2,7);
  • KDX II – 600 MILHÕES DE DÓLARES, cerca de R$ 1,1 bilhão (cotação do Dólar a R$ 1,84);
  • KDX III – 1,1 BILHÃO DE DÓLARES, cerca de R$ 2,02 bilhões (cotação do dólar a R$ 1,84);
  • Arleigh Burke – 1,1 BILHÃO DE DÓLARES, cerca de R$ 2,02 bilhões (cotação do dólar a R$ 1,84)

Já deu para se ter uma noção dos preços. Lembro mais uma vez, que esses preços são para os meios fabricados pelos seus respectivos estaleiros. Como a MB quer produzi-los aqui, sob licença, vai ter que pagar a mais por isso.

Também já deu para perceber, pelos valores apresentados pelo Blog, que nós vamos de FREMM mesmo.

Com relação ao PEAMB, cabem algumas considerações:

PEAMB significa: “Planos de Equipamento e Articulação da Marinha do Brasil”. Esse plano é uma imposição do Ministério da Defesa, para que as 3 Forças Singulares apresentem a necessidade de meios para os próximos anos e as ações de articulação com a indústria de defesa nacional.

Isso não significa que a MB vai conseguir obter tudo o que está descrito nele.

Cabe salientar que, a MB divide o seu planejamento estratégico em:

“Marinha de Hoje” – Curto prazo;
“Marinha de Amanhã” – Médio Prazo; e
“Marinha do Futuro” – Longo prazo.

Nos corredores dos navios, da Ilha das Cobras e da Ilha do Mocanguê, esse PEAMB é chamado de “Marinha do Nunca”, ou mesmo PEAMB = Pura Enrolação dos Almirantes para os Marinheiros Burros”. Pois, a maioria dos oficiais e praças acham esse plano impossível de ser concretizado em sua totalidade.

Os números apresentados nele são pura ficção. Em 30 anos, serão cerca de 8 governos diferentes, alguém acredita que não sofrerá mudanças, que vão contingenciar orçamentos, como sempre ocorre.

Ademais, colocar a culpa somente na classe política é no mínimo simplificar muito as coisas. Existe sim má administração e falta de planejamento dentro da MB. Quem está dentro, sabe do que estou falando.

Exemplificando o que estou dizendo, quando o NAe São Paulo foi adquirido, existia uma previsão de orçamentos futuros, que contava com os Royaltes do Petróleo e outras fontes. Se esses orçamentos tivessem sido mantidos, o NAe estaria 100% operacional até hoje. Contudo, houve um contingenciamento dos orçamentos, os Royaltes não foram mais repassados para a MB. Nesse caso seria necessário então utilizar um “Plano B”. Pois bem, qual era o “Plano B”? Ele simplesmente não existia!

Dessa forma, resolveu-se usar o navio até o talo, fazendo, apenas, manutenções naquilo que não tivesse mais jeito. Os resultados, todos conhecem.

Acho que o primeiro “Plano” que a MB deveria fazer, seria em seu recursos humanos. Tem que investir primeiro no pessoal que irá operar tudo isso. Temos tripulações reduzidas, 120 homens tendo que fazer o trabalho de 200. Para a maioria, o “embarque” é uma punição. Só ficou mesmo o pessoal que tem amor pelo que faz, porque o resto se esconde no chão.

A MB está selecionando o pessoal do quadro auxiliar (engenheiros e técnicos) para irem à Europa fazer os cursos de formação e aperfeiçoamento. Poucos são os voluntários, e quando paramos para conversar com eles (voluntários) vemos que a intenção é fazer o curso, voltar, “pagar” (período obrigatório de permanência quando o militar retorne de um curso como este), e então dar baixa para ganhar 5 vezes mais fora da MB.

Desculpe o desabafo, mas se querem realmente reestruturar a MB, reequipá-la com meios modernos, sejam os 10 primeiros como dito nesse post, ou os 16 apresentados, é necessário primeiro investir no pessoal, porque a situação está ficando bastante complicada.

Quando isso ocorrer, eu e a maioria dos Oficiais de Marinha acreditaremos em PEAMB, ou END, e outros mais que forem criados.

Desculpem!

SAIBA MAIS:

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Nas fotos, o NDD americano USS Oak Hill (LSD 51), operando ao largo do Rio de Janeiro com a Aviação Naval e Fuzileiros Navais do Brasil, como parte do exercício Southern Exchange 2009, uma comissão de três meses de duração com Marinhas da América do Sul.

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vinheta-clipping-navalParis, 13 jul (EFE).- O ministro da Defesa brasileiro, Nelson Jobim, justificou hoje a opção da França para a compra de submarinos convencionais porque o contrato que está terminando de negociar prevê a possibilidade de construir a partir deles, no Brasil, submarinos de propulsão nuclear.

Jobim, que se reuniu em Paris com o ministro da Defesa francês, Hervé Morin, ressaltou, em declarações à imprensa, que os quatro submarinos Scorpène franceses que o Brasil pretende adquirir comportam transferências tecnológicas e uma estrutura que depois permitirão aos brasileiros desenvolver propulsão nuclear.

Os franceses não transferem a tecnologia nuclear, mas a estrutura dos Scorpène permite integrá-la depois, disse Jobim, que insistiu nisso e em outros aspectos que diferenciam a oferta dos estaleiros estatais franceses DCNS da opção por submarinos alemães.

“É a diferença entre um carro e um Fórmula 1″, disse o ministro, em sua argumentação.

Jobim, que disse que a negociação “avança sem problemas”, não quis dar números do contrato dos submarinos, que poderia ser oficializado por ocasião da visita ao Brasil do presidente francês, Nicolas Sarkozy, em 7 de setembro.

Também disse que é uma questão que não está ainda fechada, na qual estão trabalhando técnicos dos dois países e que, mais do que um montante fixo, é um projeto em processo durante muitos anos que inclui transferência de tecnologia e também a construção dos submarinos no Brasil.

Jobim também abordou com Morin outro contrato que está sendo finalizado e que também deve ser assinado por Sarkozy e pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em setembro: a aquisição de 50 helicópteros de transporte de tropas Cougar EC-725 da Eurocopter, filial da EADS.

Neste caso também haveria transferência de tecnologia e os helicópteros seriam fabricados no Brasil pela filial local da Eurocopter, a Helibras, em sua unidade de Itajubá (MG), que produzia aparelhos civis.

A França também está interessada em vender ao Brasil seus caças Mirage (sic), mas, neste caso, as autoridades brasileiras não decidiram ainda que avião escolherão, algo que dependerá das ofertas que serão feitas pelo fabricante francês Dassault, mas também pelos outros candidatos, americanos ou europeus.

O ministro brasileiro enfatizou hoje que o processo para a seleção chegará a uma fase importante durante a primeira quinzena de agosto.

Jobim, que permanece na França até a próxima sexta-feira, começou a visita de trabalho esta manhã com um encontro com o presidente da Air France, Pierre Henri Gourgeon, cuja companhia operava o avião que caiu em 1º de junho no Oceano Atlântico quando realizava o voo entre Rio de Janeiro e Paris.

A agenda de Jobim inclui sua presença amanhã ao tradicional desfile militar da Festa Nacional nos Champs-Elysées da capital, assim como reuniões com responsáveis do Exército e das grandes companhias de armamento.

FONTE: EFE

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Os maiores submarinos nucleares do mundo  permanecerão em serviço na Marinha Russa, segundo informação de 26 de junho do comandante daquela força, almirante  Vladimir Vysotsky.

A classe “Typhoon” de submarinos nucleares portadores de mísseis balísticos, que desloca 24.000 toneladas na superfície, entrou em serviço na Marinha Soviética da década de 1980 e ficou famosa por causa do filme “Caçada ao Outubro Vermelho”. Três dos seis submarinos originais permanecem em serviço.

O submarino Dmitry Donskoy foi modernizado para funcionar como plataforma de testes para os mísseis balísticos Bulava. Os outros dois submarinos, Arkhangelsk e Severstal continuam na reserva na base naval de Severodvinsk, no norte da Rússia, esperando uma revisão geral.

Eles serão modernizados para levar mísseis de cruzeiro, e assim rivalizar com os submarinos americanos da classe “Ohio”, convertidos para SSGN.

Os Typhoons serão substituídos futuramente pela classe “Borei” de SSBN, equipados com mísseis balísticos nucleares Bulava.

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FONTE: Ria Novosti

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Pela primeira vez, um submarino israelense cruza o canal para participar de manobras no Mar Vermelho

Um submarino israelense classe Dolphin adentrou o canal de Suez, durante o dia, em 05 de julho,  escoltado por embarcaçõs  egípcias, em manobras que não foram detalhadas. Até agora, os submarinos israelenses tinham que rodear o continente africano para chegar ao Mar Vermelho.

Segundo a imprensa israelense (Yediot Aharonot Daily), esta viagem supõe a demonstração conjunta de Israel e Egito, ante a ameaça de um Irã nuclear. Nenhum oficial das duas armadas quis comentar ou dar detalhes do fato inédito.

Além de seis tubos lançadores de torpedos, os submarinos classe Dolphin possuem dois tubos de 650 mm, se se crê sejam para lançamento de uma versão de lançamento submarino dos mísseis Popeye Turbo, que poderiam levar cargas nucleares.

FONTE: El Tirador Solitário

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A Alide divulgou a apresentação em Powerpoint do Ministro Nelson Jobim na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional. Para ver a apresentação completa clique aqui. No slide da apresentação mostrado acima, confirma-se a criação da 2a. Esquadra no Nordeste e a nova base de submarinos em Itaguaí.

 

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Em fotos de 12 de maio de 2009, formatura dos navios participantes da Operacion Multinacional Alianza. Na última posição, a fragata Constituição (F-42), que na volta ao Brasil, foi deslocada para participar das buscas ao Airbus do voo AF 447.

Os outros navios são: Blanco Encalada (CF-15), ARC Almirante Padilla (FM-51), ARC Cartagena De Indias (BL-161), BAP Aguirre (FM-55), USS Doyle (FFG-39) and USS Kauffman (FFG-59). (Clique nas imagens para ampliar).

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FOTOS: US Southern Command

 

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A Alemanha já tinha concordado em vender três submarinos U214 aos paquistaneses, mas o fechamento do negócio tem sido postergado por conta da instabilidade política reinante no Paquistão.

Para os alemães o negócio de US$ 2 bilhões é economicamente atraente, mas é politicamente arriscado. Em 2006, o Governo Alemão deu o aval ao Paquistão, inclusive com um crédito de exportação de US$ 1,4 bilhão.

Mas agora que o país tornou-se infestado por insurgentes do Talibã e da al-Qaida, que querem desestabilizar o governo local e lançar ataques ao Afeganistão, a venda dos submarinos foi congelada.

As negociações tem se arrastado e a venda dos submarinos U214 vai precisar da aprovação do conselho de segurança nacional da Alemanha, que repetidamente vem adiando a decisão.

O ministro da defesa do Paquistão esteve visitando os alemães recentemente, mas parece que a decisão final só será tomada após as eleições federais na Alemanha, que ocorrerão em setembro.

NOTA do BLOG: A Índia e o Paquistão são adversários tradicionais também no mar e a compra dos U214 visa fazer frente à ameaça representada pelos submarinos “Scorpène”, que estão sendo construídos pela Índia.

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Duas pesquisas feitas por jornais chineses na internet este mês, revelaram que a maioria dos internautas prefere o nome de “Mao” para o futuro navio-aeródromo do país, em homenagem ao polêmico líder chinês Mao Tsé-Tung.

 

Destroier americano se movimenta para o primeiro teste das novas sanções da ONU contra a Coreia do Norte

KOREA-NORTH/vinheta-clipping-navalUm destroier da Marinha dos EUA está seguindo neste domingo, 21, um navio norte-coreano suspeito de carregar armas ilícitas que ruma em direção a Myanmar, no que pode ser o primeiro teste das novas sanções do Conselho de Segurança da ONU contra a Coreia do Norte, informou a tevê sul-coreana YTN, citando uma fonte do serviço de inteligência da Coreia do Sul.

“Os EUA suspeitam que o Kang Nam 1 pode carregar mísseis ou partes relacionadas e que o navio provavelmente fará escala em Cingapura em sua rota”, disse a fonte, segundo a YTN. O navio é um dos cinco “Kang Nams” – de nomenclatura de 1 a 5 – usados por Pyongyang para transportar armas no passado, segundo a tevê sul-coreana.

O governo militar de Myanmar, que enfrenta um embargo de armas dos EUA e da União Europeia, tem comprado armas da Coreia do Norte. A tevê YTN disse que os EUA enviaram um destroier e está usando satélites para perseguir o navio norte-coreano.

O cargueiro Kang Nam, de 2 mil toneladas, é supostamente o primeiro navio norte-coreano a ser perseguido sob as novas sanções da ONU. Na quinta-feira, 18, duas fontes americanas disseram que a Marinha dos EUA tinha começado a seguir o navio, que deixou o porto de Nampo, na Coreia do Norte, na quarta-feira, 17, e estava viajando através da costa da China. Uma dessas fontes disse que não havia certeza do que o Kang Nam estava carregando, mas essa embarcação esteve envolvida no transporte de armas antes.

Houve uma escalada da tensão na península Coreana desde que a Coreia do Norte decidiu conduzir seu segundo teste de explosão nuclear no dia 25 de maio. Em seguida o governo norte-coreano declarou que iria expandir seu programa de bomba atômica e ameaçou deflagrar uma greve em protesto as sanções impostas pela ONU como resposta a seu teste nuclear.

As novas sanções da ONU endureceram um embargo de armas anterior contra a Coreia do Norte e autorizou a realização de buscas nos navios em uma tentativa de impedir os programas nuclear e de mísseis balísticos do país. A resolução pede a todos os 192 membros da ONU que inspecionem os navios em mar aberto se eles tiverem informações que proporcionem motivos razoáveis para acreditar que a carga contenha armas proibidas ou material para construí-las, e se uma aprovação for dada pelo país da bandeira do navio. Se o país se recusar a dar a aprovação, o navio deve ser direcionado “para um porto apropriado e conveniente para a inspeção das autoridades locais”.

FONTE: Agência Estado / AP

 

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Marinha quer se aproximar de fornecedores nacionais de navipeças para superar gargalos e garantir aumento de conteúdo nacional de suas próximas embarcações

cl54-bridgevinheta-especialSe depender do Programa de Reaparelhamento da Marinha, tanto os estaleiros brasileiros como os fornecedores nacionais de navipeças têm bons motivos para se animar. Depois de amargar alguns anos em banho-maria devido à escassez de recursos em seu orçamento, a Marinha do Brasil está agilizando o processo de renovação de sua frota. A intenção da instituição é contratar 27 navios-patrulha de 500 toneladas até 2016 e 12 navios-patrulha oceanográficos, de 1.800 toneladas em prazo ainda não definido. Além disso, segundo o coordenador do Programa de Reaparelhamento da Marinha, contra-almirante Antonio Carlos Frade Carneiro, a intenção é utilizar cada vez mais equipamentos produzidos por fabricantes nacionais. “Temos o desafio de trazer as micro, mini, pequenas e médias empresas para participar de licitações da Marinha”, afirmou ele em recente evento na Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), no Rio de Janeiro.

Sem dúvida que a meta de contratar tamanha quantidade de embarcações é ambiciosa principalmente se for levado em conta a atual dificuldade na obtenção de crédito tanto no Brasil quanto no exterior. Mas como o próprio governo Federal já manifestou sua vontade de modernizar os sistemas de defesa do país e de incentivar a indústria nacional de defesa, são maiores as chances de que dessa vez as propostas se concretizem. Em 2009 as Forças Armadas tiveram um aumento no orçamento de R$ 6 bilhões para R$ 9 bilhões, além de uma otimização de mais R$ 1 bilhão de execução orçamentária.

Outra boa notícia é que, segundo a Lei nº 11.768/2008, os royalties do petróleo que passarem a constituir receita do orçamento da Marinha não poderão ser contingenciados, o que proporcionou maior segurança ao planejamento financeiro da Marinha.

Atualmente os dois primeiros navios-patrulha de 500 toneladas estão em construção no estaleiro cearense Inace. As propostas comerciais para outros quatro estão em análise pela Marinha desde o final do ano passado. Três estaleiros apresentaram propostas: Mauá, Eisa e o próprio Inace. Somente os dois últimos seguem na disputa e o resultado final deve ser divulgado ainda neste semestre. A previsão da Marinha é de que os quatro entrem em operação até 2012. Os recursos para eles estão garantidos no orçamento da Marinha.

O contra-almirante Frade Carneiro explica que como mais uma medida para combate à crise econômica atual, o governo pretende selecionar projetos que têm possibilidades de execução imediata e outros seis dos 27 navios-patrulha poderão estar entre eles. “A antecipação da construção pode ser vista como mais uma medida do governo brasileiro para minimizar os efeitos da crise econômica, fomentando a indústria naval brasileira”, avalia, acrescentando que a Marinha aguarda decisão, para breve, sobre a autorização governamental para início de mais este processo licitatório. A meta é de que as obras sejam concluídas até 2016.

Em todos estes casos a construção será feita em estaleiro nacional e de preferência em unidades industriais distintas, para facilitar a difusão do conhecimento. “A intenção é ter diversos estaleiros capacitados para tocar as obras, para que o know-how não fique concentrado em um só estaleiro e a Marinha tenha condições de encomendar em diversos parques industriais ao mesmo tempo”.

O coordenador do PRM explica que a Marinha comprou o projeto francês utilizado nos dois navios em construção no Inace e está promovendo uma espécie de customização. Com isso será possível inserir mais itens nacionais, além de facilitar a aquisição de sobressalentes, a assistência técnica e a cotação de preços dos materiais. “Queremos que as empresas que fornecem para os navios-patrulha venham para o Brasil. Ou para fabricar aqui ou para fazer parcerias”, explica o coordenador do projeto. Cada navio-patrulha custa cerca de R$ 75 milhões.

Segundo ele, ainda não é possível ter números exatos sobre o índice de nacionalização dos navios-patrulha em construção no Inace porque, dentre outros motivos, muitos sistemas e equipamentos ainda estão em fase de seleção. Para os próximos, a Marinha pretende, com o aumento da escala de construção, atingir um índice de nacionalização cada vez maior. “A meta para o segundo lote é iniciar com no mínimo 50% de conteúdo nacional”, afirma o coordenador do PRM.

Frade Carneiro sugere que seja formado um pool de micro e pequenas indústrias para viabilizar a participação delas em projetos grandes. “Queremos que o major contractor se responsabilize por alguns procedimentos que seriam dos fornecedores. As empresas menores em geral não têm condições de produzir a documentação necessária, seja por dificuldades de entendimento das especificações técnicas fornecidas pela Marinha, seja por contar com departamentos comerciais frágeis. Mas o contato com a Marinha não é a única dificuldade. Exigências ambientais, fiscais, exigências de ensaios e certificações também inviabilizam ou inibem a participação do pequeno fornecedor.” Ele apontou ainda a falta de comunicação entre a Marinha e os fornecedores como outro entrave. Às vezes, a Marinha abre uma licitação e não tem a participação que esperava. “Até para o pequeno fornecedor fazer chegar até nós a sua dúvida é difícil”, afirma o contra-almirante, que pretende buscar uma aproximação maior entre a Marinha e os fornecedores nacionais.

Mais encomendas

A Marinha também planeja encomendar 12 navios-patrulha oceânicos de 1,8 mil toneladas. A licitação dos três primeiros, com opção de mais dois, é estimada para junho de 2010. A confirmação, no entanto, só virá após a aprovação do novo Plano de Equipamento e Articulação da Marinha (Peamb) pelo governo federal. Os recursos financeiros deverão ser provenientes do orçamento da Marinha. Cada um deles custa cerca de R$ 230 milhões e a intenção é de que as obras, a serem executadas em estaleiros nacionais, tenham 60% de conteúdo nacional.

Construir no Brasil um navio com tal nível de sofisticação não será tarefa simples. Questionários multidisciplinares elaborados por especialistas de diversos setores da Marinha serão enviados para projetistas tradicionais interessados em fornecer o projeto. Estes projetistas devem ter condições de atender aos requisitos da Marinha e dispor de projetos executados, já em uso em outras marinhas do mundo. “De posse das respostas, três deles serão escolhidos para compor uma short list para negociarmos e escolhermos os que nos derem as melhores condições. “Diremos o que queremos e escolheremos o que se dispuser não só a fazer aqui como a ter parceria com estaleiros nacionais para prepará-los para as construções. Pretendemos, por exemplo, estabelecer uma pontuação conforme o índice de nacionalização apresentado na proposta de licitação”, detalha o contra-almirante, acrescentando ainda que a Engeprom está se capacitando para que a construção dos canhões também possa ser feita no Brasil. Cada um dos navios-patrulha oceanográficos será equipado com um canhão de 76 milímetros e duas metralhadoras de 20 milímetros.O sistema de armas destes navios representa cerca de 50% de seu custo.

Entre os poucos estaleiros que têm know how para tocar essa encomenda estão o italiano Fincantieri, o alemão Thyssen e o espanhol Navantia.

Em sua apresentação na Abimaq, o coordenador do Programa afirmou que outras embarcações previstas no PRM somam cerca de R$ 400 milhões para encomenda até 2017. São chatas de água e óleo, rebocadores de portos, agências-escolas, lanchas, botes, etc

O PRM prevê ainda a construção de cinco navios-patrulha logísticos até 2028 com previsão de início em 2010. Eles também terão projeto estrangeiro e construção no Brasil. O custo total do PRM é estimado em cerca de R$ 2,7 bilhões.

Novo estaleiro para submarinos

Em dezembro, durante visita do presidente da França, Nicolas Sarkozy, o consórcio Odebrecht e DCNS (estatal francesa com administração privada) firmaram acordo que prevê a construção de uma base naval na Ilha da Madeira, em Itaguaí (RJ). A área tem 95 mil metros quadrados e pertence à Companhia Docas do Rio de Janeiro, com quem a Marinha está negociando a cessão do terreno. A cargo desta base estará a construção de quatro submarinos de propulsão diesel-elétrica. O primeiro deve começar a ser construído no próximo ano e fica pronto até 2014, o segundo até 2016, o terceiro até 2018. A intenção da Marinha é que o último submarino convencional fique pronto em 2021.

As seções dos submarinos deverão ser construídas na Nuclep e o transporte delas até a base será feito por outra estrada a ser construída especialmente para que não seja utilizada a estrada do porto de Itaguaí.

Para possibilitar a construção da base da Marinha foram feitas modificações no projeto do porto da EBX, vizinho ao da Marinha. O projeto de ampliação do porto de Itaguaí também foi preservado.

É um projeto de € 7 bilhões e o maior empreendimento da Marinha em toda a sua existência.

O contrato com a francesa DCNS prevê que ela deverá qualificar indústrias nacionais para produção de itens menores do empreendimento. No momento está sendo montado um cadastro de empresas brasileiras que possam participar da obra.

A intenção da Marinha é que enquanto a base e os submarinos convencionais estejam em construção, seja alicerçada a base para o primeiro submarino nuclear construído no Brasil.

FONTE: Portos e Navios

 
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