Página 4 de 17« Primeira...23456...10...Última »

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou ontem um pacote de medidas de agrado ao ministro Nelson Jobim. A sanção da lei complementar 97 reestrutura o Ministério da Defesa e dá poder de polícia à Marinha e à Aeronáutica nas fronteiras, a exemplo do que o Exército já possui.

O pacote amplia os poderes do ministro da Defesa, que passa a indicar ao presidente da República os comandantes das Forças – antes ele só era ouvido. A nova lei cria o Estado Maior de Defesa Conjunta, cargo para o qual Jobim nomeou o general da reserva gaúcho José Carlos de Nardi, que terá nível hierárquico equivalente ao de coma1212ndante das Forças Armadas e será responsável pela coordenação de ações do ministério, como as ações de militares brasileiros no Haiti.

Além do decreto aprovando a nova estrutura militar de defesa, que cria o Estado Maior de Defesa, o presidente assinou medida provisória criando duas novas secretarias na pasta. A primeira cria a Secretaria de Produtos de Defesa, que definirá a política de compras das Forças Armadas e a política relativa aos equipamentos das três Forças, dentro da Estratégia Nacional de Defesa.

As compras normalmente são feitas em cada Força e um dos objetivos da nova política é ampliar a participação do setor civil e da indústria nacional da produção de materiais de defesa. Foi criada ainda a secretaria de pessoal, ensino, saúde e desporto.

Mais cargos. Lula também encaminhou ao Congresso projeto que cria 647 novos cargos na Defesa. Os titulares das duas secretarias ainda não foram escolhidos. De acordo com a Defesa, a nova estrutura representará gasto adicional de R$ 18,9 milhões ao ano na folha de pagamentos do ministério.

Em seu discurso, Lula elogiou os comandantes militares que souberam compreender a importância das mudanças e comentou que esperava maior debate no Congresso sobre as alterações propostas na legislação e que houvesse mais resistência.

“Quero agradecer ao Congresso pela rapidez com que foi feita a mudança; às Forças Armadas, pela compreensão de que ninguém queria diminuir o papel de nenhuma das Forças. Pelo contrário, o que nós queríamos era fazer uma inovação na forma de entender a questão da Defesa no Brasil”, comentou Lula, ao defender a importância do reequipamento das Forças Armadas.

Lula acrescentou: “Com a descoberta do pré-sal, sabemos o que precisamos reestruturar a Marinha, para que ela possa tomar conta de um patrimônio que a gente ainda não tem dimensão de quanto é. É incalculável, a gente não sabe se tem 8 ou 80 bilhões de barris, a gente não sabe o conjunto da obra que Deus deixou preparado, quando permitiu a divisão do continente, a separação.”

FONTE: O Estado de S. Paulo – 26/08/2010

Acadêmicos, pesquisadores, empresas e Forças Armadas se reúnem no XIII SPOLM para discutir ações e estratégias de defesa nacional

“ A Amazônia Azul e os Desafios da Estratégia Nacional de Defesa” foi o tema do XIII Simpósio de Pesquisa Operacional e Logística da Marinha (SPOLM), organizado pelo Centro de Análises de Sistemas Navais (CASNAV) e pela Diretoria de Abastecimento da Marinha (DAbM). Cerca de 600 representantes das Forças Armadas, dos órgãos de governo, do meio acadêmico e do setor produtivo se reuniram nos dias 12 e 13 de agosto de 2010, na Escola de Guerra Naval, no Rio de Janeiro, a fim de promover o intercâmbio de informações e identificar sinergias para a execução de projetos de desenvolvimento de tecnologia nas áreas de Pesquisa Operacional e Logística.

O Secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação da Marinha, Vice-Almirante Ilques Barbosa Junior, abriu a Sessão Plenária, na manhã do dia 12, ressaltando a importância de trocar informações e conhecimentos. “A Marinha se sente honrada com tão distinto público. O SPOLM está sendo organizado pelo CASNAV, um Centro de excelência com 35 anos de profícuos trabalhos para a Marinha e para o Brasil, que serve como um farol para a nossa instituição, como para nossa sociedade. O Simpósio será um importante passo, uma importante carta de navegação, um fortalecimento da nossa soberania. Aqui está a pedra angular que representa a sobrevivência e a prosperidade do Brasil dentro dos desafios que estão por vir”, declarou o Vice-Almirante Ilques.

O Diretor do CASNAV, Contra-Almirante Pontes Lima, fez uma apresentação sobre o CASNAV e destacou a importância do tema Amazônia Azul. Em suas palavras, o compromisso de divulgar mais o SPOLM para gerar maior integração entre militares, setor acadêmico e empresas. “Nosso intuito é desenvolver e promover a Pesquisa Operacional e Logística, divulgando, integrando e disseminando experiências militares e acadêmicas em todo o país. Tenho certeza que essa iniciativa proporcionará bons frutos”, avaliou o Contra-Almirante Pontes Lima.

A abertura do SPOLM contou com a ilustre presença do Almirante-de-Esquadra Mauro Cesar Rodrigues Pereira, Ex-Ministro da Marinha e primeiro Diretor do CASNAV. Ele destacou a importância do SPOLM. “Não é só para a Marinha que esse Simpósio é importante, mas para toda a comunidade acadêmica. É através da indústria, da comunidade acadêmica e dos empresários que participam do evento, que se leva o conhecimento para a sociedade. O nome Amazônia Azul é uma forma de chamar a atenção do público da imensidão da nossa responsabilidade. A palestra de hoje mostrou com tanta facilidade como nós precisamos levar a sério esse tema. É preciso de apoio de toda a sociedade brasileira.”

Artigos Científicos

O XIII SPOLM recebeu 108 artigos inscritos, sendo 57 selecionados pelo Comitê Científico, formado por 72 professores e pesquisadores de institutos e universidade federais, estaduais e privadas. Eles foram convidados especialmente para avaliar cada trabalho submetido no Simpósio.

Os dois melhores artigos foram premiados com um notebook e exposição do tema para os congressistas. A estudante de Doutorado Mônica do Amaral, da Universidade Federal de São Carlos, autora do melhor artigo de Logística, na área de Seleção de Rotas Intermodais, recebeu do Vice-Almirante Ilques o Prêmio SPOLM Logística. “Essa é a segunda vez que eu participo do SPOLM. Esse artigo foi escrito juntamente com o projeto FINEP, que é um trabalho que vem sendo desenvolvido pelo grupo de Pesquisa Operacional da Universidade Federal de São Carlos, há três anos. É muito gratificante para gente receber uma premiação desse tipo porque parte do trabalho que a gente vem desenvolvendo, embora seja um trabalho acadêmico, é bem contextualizado com a realidade. Fiquei muito feliz em poder participar do Simpósio e, principalmente, em poder participar com o artigo premiado”, comentou Mônica.

O Aluno Adriano Soares Koshiyama, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, autor do melhor artigo na área de Modelos Econométricos Espaciais, recebeu o Prêmio SPOLM Pesquisa Operacional”, entregue pelo Diretor do CASNAV. Adriano é estudante de Economia e está no 6º período. “Meu professor orientador, Wagner Tassinari, me informou que existia esse Simpósio e que seria muito bom para a parte de Estatística e Modelagem. O meu objetivo era participar dos minicursos e das palestras sobre esse assunto. Tive a oportunidade de submeter um artigo escrito junto com a equipe de Zootecnia e de Estatística. Ficamos todos muito felizes, principalmente por participar de um evento reconhecido nacionalmente pela sua renomada comissão científica. O “aceite” da banca já foi maravilhoso, mas quando recebi o prêmio, em nome da equipe, fiquei muito feliz. Será bom para todo mundo. Vai repercutir muito dentro da minha universidade”, disse Adriano.

Ele destacou também a possibilidade de assistir no SPOLM aplicações para a estratégia da Defesa Nacional. “A palestra sobre Submarino com Propulsão Nuclear foi ótima. O que começa a ser feito hoje será para as gerações futuras. Vou levar do Simpósio uma nova visão sobre as Forças Armadas, sobre as outras universidades na área de pesquisa científica. A gente vê aqui que as Forças Armadas reconhecem o pesquisador. Esse vento alia a Marinha à pesquisa científica, o que é muito bom”, analisou Adriano.

Sessão Plenária é destaque no primeiro dia do SPOLM

O primeiro tema da palestra foi “O Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul”, proferida pelo Vice-Almirante Elis Treidler Oberg, Diretor de Sistemas de Armas da Marinha. “O Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (SisGAAz) será um conjunto de diversos sistemas que nós já temos hoje. Ele vai possibilitar um total conhecimento sobre o que se passa na superfície, na subsuperfície e no espaço aéreo das águas jurisdicionais brasileiras e em boa parte do Atlântico Sul. Ele vai ser constituído por fases. A primeira fase nós estamos começando a delinear a arquitetura, que será integrar toda uma série de sistemas que a Marinha já opera e, posteriormente, robustecendo as suas partes, agregando uma série de sensores e veículos aéreos não tripuláveis. Vamos partir do simples e ir aumentando as necessidades implementando outros sensores e outros sistemas de forma a ter total cobertura do que nós necessitamos saber dentro das águas jurisdicionais brasileiras, dentro da parte submarina e do espaço aéreo”, explicou o Vice-Almirante Oberg.

Para ele, por ser um evento tradicional, o SPOLM se torna fundamental inclusive para o Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul, uma vez que as ferramentas de apoio à decisão que vão estar dentro do Sistema terão a sua origem no CASNAV e nos acadêmicos de Pesquisa Operacional que no futuro estarão apoiando os sistemas a serem usados.

O tema Amazônia Azul também fez parte da palestra do Gerente-Geral da Unidade de Serviços de Transporte e Armazenamento da PETROBRAS, Ricardo Albuquerque Araújo, sobre “Dificuldades Logísticas na Exploração de Petróleo Offshore”.

“A Petrobras é uma empresa que tem uma atuação fortemente focada na área marítima, exatamente na Amazônia Azul. Todas as operações da Petrobras, oitenta e cinco por cento do petróleo que a Petrobras produz, está localizada no mar. Com o advento do Pré-sal, esse percentual deve crescer muito mais no Brasil, se aproximando dos cem por cento. Essa aproximação da Petrobras com a Marinha é vista pela alta direção da empresa como um assunto absolutamente estratégico. Nós verificamos que a Marinha está tomando o cuidado de se preparar para uma nova realidade da atividade econômica no mar territorial brasileiro, que é a produção do petróleo, muito focado agora no Pré-Sal. As outras áreas de produção no mar também vão crescer, mas o Pré-Sal traz uma significância muito maior da Amazônia Azul. Eu não quero restringir as operações da Petrobras somente ao polo Pré-sal. A gente hoje tanto tem perspectivas de explorar a margem equatorial brasileira, como de ampliar a nossa prospecção no Nordeste e mais ao Sul. É possível que novas fronteiras petrolíferas apareçam no mar territorial e a natureza tem mostrado que é na Amazônia Azul onde se mostra muito mais promissor para descobrirmos novas riquezas. A Petrobras tem conseguido com muito sucesso explorar essas oportunidades e a empresa tem plena consciência que, sem o apoio da Marinha, não vamos chegar lá. Eventos como esse são da mais absoluta importância. A integração da Petrobras com a Marinha do Brasil já é muito efetiva, mas pode se estreitar cada vez mais”, concluiu o Gerente-Geral da Petrobras.

A convite da organização do evento, o Professor Doutor Hugo Passos Simão, Pesquisador do Departamento de Pesquisa Operacional e Engenharia Financeira da Universidade de Princeton – USA, proferiu a palestra “Aplicações de Pesquisa Operacional para Defesa da Amazônia Azul: Aprendizado Ótimo – Como Coletar Dados Eficientemente na Era da Informação”.

“É uma maneira de tentar orientar o processo de coleta de informação dentro dos recursos que se possui para tomar a melhor decisão. O desafio principal foi apresentar a modelagem matemática, embora não seja extremamente complicada e dá uma ideia da utilidade da metodologia, como ela pode ser usada, sem alienar o público por causa dos detalhes matemáticos. Esse assunto apresentado no SPOLM tem sido desenvolvido pela Universidade de Princeton ao longo de cinco a seis anos. É um assunto novo a metodologia especificamente e nós achamos que essa seria uma oportunidade de expor para o público brasileiro essa técnica. Como somos pessoas trabalhando em Pesquisa Operacional, interessados em otimização, nós aproximamos essa técnica com o ponto de vista ligeiramente diferente dos Engenheiros de Computação. Essa que é a novidade. A técnica foi desenvolvida por pessoas trabalhando em Pesquisa Operacional e Logística que tinha uma necessidade de manusear dados daquela maneira de informação”, explicou o professor.

Com relação ao SPOLM, o professor Hugo destacou a exposição e o conhecimento adquiridos no estágio das pesquisas e da política militar brasileira. “Aprendi muitas coisas interessantes e importantes, um benefício pessoal. Eu espero que a minha interação com as outras pessoas no Simpósio tenha sido capaz de fornecer uma ideia do que a gente está fazendo fora do Brasil e, quem sabe, fomentar a possibilidade de futura interação.”

Encerrando a Sessão Plenária, a exposição do Almirante-de-Esquadra José Alberto Accioly Fragelli, Coordenador-Geral do Programa de Desenvolvimento do Submarino com Propulsão Nuclear, chamou a atenção do público presente. “A palestra foi muito interessante. Ela deu para a gente uma visão muito boa de como a Marinha está se preparando para fazer o controle e o monitoramento da Amazônia Azul, não somente com seus submarinos convencionais, mas com os futuros submarinos nucleares que têm maior agilidade e que vão permitir um maior deslocamento e controle dessa área tão rica e necessária para o nosso país”, ressaltou o professor assistente da Escola de Engenharia Industrial Metalúrgica de Volta Redonda da Universidade Federal Fluminense (UFF), Antônio Carlos Sá de Gusmão, onde leciona disciplinas no curso de Engenharia de Produção, entre as quais se inclui Logística.

De acordo com o projeto de construção de submarino nuclear, a grande novidade é a construção de um estaleiro e da Base Naval de submarinos na Ilha da Madeira, em Itaguaí, Rio de Janeiro. “Será o maior estaleiro que a Marinha terá”, informou o Almirante-de-Esquadra Fragelli.

Para o Secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação da Marinha, Vice-Almirante Ilques Barbosa Junior, no âmbito do SPOLM, deve-se ter sempre em mente a dimensão do desafio que se tem pela frente, que é de conhecer cada vez mais profundamente a Amazônia Azul, um espaço tridimensional. “Temos que conhecer o ambiente da profundidade, da superfície e do espaço aéreo. Para isso, um evento dessa magnitude, envolvendo as Forças Armadas, a comunidade científica e a academia, com a hospitalidade da EGN, se traduz em um evento marcante. É mais um passo de fortalecimento de nossa soberania e de situações estratégicas.”

O envio de pilotos da Marinha Real para treinar em caças F-18, segundo jornal inglês, levanta especulações sobre compra de caças navais mais baratos do que o F-35 B

 

O Portsmouth Today noticiou nesta sexta-feira, 20 de agosto, que pilotos da Royal Navy (Marinha Real) foram mandados para a América para treinar em caças a jato lançados por catapulta, o que levanta especulações de que caças mais baratos deverão ser comprados para os novos navios-aeródromo britânicos, que serão baseados em Portsmouth.

Os dois navios, da classe Queen Elizabeth, deverão ter capacidade para abrigar até 150 aviões F-35, segundo o jornal. Os F-35 B, produzidos pela Lockheed Martin, deverão decolar em pista curta e pousar verticalmente(VSTOL) – a mesma técnica utilizada pelos Harriers. Porém, os custos estimados para esse modelo cresceram dramaticamente nos últimos nove anos, ainda segundo o Portsmouth Today.

O Ministério da Defesa (MoD) confirmou que um grupo de 12 pilotos da Marinha Real passará por treinamento junto ao Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA (US Marine Corps) pelos próximos oito anos, incluindo treinamento em caças a jato F-18, lançados por catapulta.

Discute-se que, como parte da revisão de gastos do governo britânico com defesa, o MoD esteja procurando outras opções, podendo comprar a versão do F-35 que pode ser lançada por catapulta, e que é mais barata (nota do Blog: trata-se da versão F-35 C, enquanto que a versão VSTOL da aeronave é a F-35 B. Para mais detalhes, ver o primeiro link da lista ao final da matéria).

Mas, recentemente, uma companhia especializada em conversão de energia, a Converteam, informou o recebimento de um contrato de 650.000 libras do Ministério da Defesa, com o objetivo de desenvolver uma catapulta eletromagnética apta aos novos navios-aeródromo. A decisão sobre qual modelo do F-35 adquirir não precisa ser feita antes do início de 2011, segundo o jornal. O MoD negou que estivesse pensando em cortar os jatos. 

O Portsmouth Today tambén informou que  um porta-voz do MoD disse que “não seria errado supor” que haja uma preferência para a versão do F-35 lançada por catapulta.

A BAE, que constrói os novos navios-aeródromo, afirmou que não seria necessário um reprojeto significativo nos navios para equipá-los com catapultas, pois  foram projetados como plataformas flexíveis. A entrada em serviço dos dois classe Queen Elizabeth está planejada para 2016 e 2018 e há temores, na Câmara dos Comuns, de que os caças que deverão operar só sejam entregues depois da entrada dos navios em serviço.

NOTA DO BLOG: no blog Poder Aéreo há um resumo desta matéria, aberta a comentários. Se em seu comentário você desejar relacionar esta notícia ao programa F-X2 da FAB (e atualmente sempre há quem queira fazê-lo), sugerimos que o faça somente no Poder Aéreo, deixando o foco da discussão aqui em navios-aeródromo e caças embarcados (e, preferencialmente, a questão britânica).

FONTE: Portsmouth Today

FOTO DO ALTO (lançamento de F-18): U.S. Navy (Marinha dos EUA)

FOTO DE BAIXO (F-35 no convoo de NAe britânico) via Militaryphotos.net

VEJA TAMBÉM:

Tagged with:
 

A Marinha Russa

Clique no gráfico para conhecer a distribuição das Frotas Russas e seus navios.

Tagged with:
 

Poder Naval americano em decadência?

O gráfico mostra no número de navios de guerra em operação na Marinha dos Estados Unidos (US Navy) desde 1900. O Governo de Barak Obama parece que vai cortar ainda mais navios. Mahan ficaria satisfeito com o que está acontecendo com o Poder Naval americano?

BATE-PAPO ONLINE: Converse com outros leitores sobre este e outros temas navais no ‘Xat’ do Poder Naval, clicando aqui.

Tagged with:
 

O almirante Julio Soares de Moura Neto, comandante da Marinha do Brasil, está visitando a Índia entre 8 e 13 agosto de 2010, a convite do Almirante Nirmal Verma, Comandante do Estado-Maior da Marinha da Índia.

Esta é a primeira visita do Comandante da Marinha do Brasil àquele país. Durante sua visita a Nova Deli, o almirante Moura Neto teve discussões com o almirante Nirmal Verma e fez contatos de cortesia com o Ministro da Defesa Rajya Raksha Mantri Shri MM Pallam Raju, o Comandante da Força Aérea, Air Chief Marshal PV Naik e com o Comandante do Estado-Maior do Exército, VK Singh.

As discussões entre os dois almirantes cobriram as áreas de interesse comum relativas à segurança marítima, operações e interoperabilidade, design e fabricação de navios e a operação que será realizada em setembro próximo entre as Marinhas do Brasil, Índia e África do Sul (IBSAMAR, segunda edição), ao largo da costa da África do Sul.

Este exercício trilateral foi iniciado como resultado do IBAS (Fórum de diálogo em nível ministerial Índia, Brasil, África do Sul).
Além de Delhi, o Almirante Moura Neto também irá visitar o Comando Naval Ocidental em Mumbai.

FONTE: Sandeep Unnithan, correspondente do Poder Naval na Índia / FOTOS: Indian Navy

NOTA DO EDITOR:  Uma aproximação maior entre as Marinhas do Brasil e da Índia poderá trazer bons frutos, já que a última possui vários programas interessantes, como o submarino nuclear próprio, o novo navio-aeródromo Vikrant (baseado no Cavour italiano) e o jato Tejas Naval.

A Associated Press noticiou que os estrategistas navais americanos estão preocupados com o míssil balístico chinês Dong Feng 21D, capaz de atingiar navios-aeródromos americanos a uma distância de 1.900 milhas (3.000km).

O Departamento de Defesa dos EUA vem acompanhando o desenvolvimento de uma versão convencional do DF-21, um míssil balístico antinavio (ASBM – anti-ship ballistic missile).

Este seria o primeiro míssil balístico capaz de acertar um navio-aeródromo em movimento, disparado a partir de lançadores móveis. O míssil seria dotado de veículos de reentrada (MaRVs) com algum tipo de guiagem terminal.

O primeiro míssil pode ter sido testado entre 2005-6 e o lançamento dos satélites como o Jianbing-5/YaoGan-1, Jianbing-6/YaoGan-2 entre outros, poderá dar aos chineses informações de localização dos alvos e imagens SAR para o míssil.

Segundo analistas, a nova arma representará um enorme salto na capacidade chinesa de negar o uso do mar ao redor de Taiwan.

SAIBA MAIS:

BATE-PAPO ONLINE: Converse com outros leitores sobre este e outros temas navais no ‘Xat’ do Poder Naval, clicando aqui.

Tagged with:
 

Ação, perigo e muita adrenalina. Foi nesse ritmo que os Mergulhadores de Combate (MEC) da Marinha se infiltraram na Plataforma de Petróleo P-43, da Petrobrás, na Bacia de Campos, litoral norte do Rio.

A missão era retomar o local, dominado por terroristas, e resgatar os reféns com vida.

Mesmo se tratando de uma simulação preparada especialmente para a Operação Atlântico II, a ousadia das ações do Grupo Especial de Retomada e Resgate (GERRMEC), impressionou pela veracidade e precisão das manobras.

A operação foi apoiada por duas aeronaves UH-14 Super Puma, que efetuaram a aproximação, cumprindo requisitos de apoio mútuo. Enquanto uma delas efetuava o lançamento dos militares, a outra permanecia em posição propícia para efetuar a cobertura e proteção, no momento crucial da ação, a descida por fast rope.

Por este método, o grupo especial desce por um cabo fixado na aeronave e se posiciona para efetuar o reconhecimento da área.

Após a descida, a aeronave se afasta e os MEC iniciam a busca pelos elementos hostis e seus reféns, até encontrá-los, dois conveses abaixo do heliponto da plataforma.

O Comandante do Grupamento de Mergulhadores de Combate (GRUMEC), Capitão-de-Fragata Carlos Eduardo Horta Arentz, descreve as atividades realizadas pelos mergulhadores: “Nós fazemos operações em ambientes de risco elevado, empregamos táticas e equipamentos não convencionais, além de utilizarmos vários tipos de armamentos”.  Segundo o Comandante, os militares também passam por muitas provações físicas e psicológicas, durante os adestramentos, a fim de exercitar o autocontrole e o domínio emocional.

Ele considera que os MEC utilizam seu entusiasmo, para, com patriotismo, manter elevada a chama da motivação, pela pátria e pela nação.

Mergulhador de Combate há 20 anos, o Primeiro-Sargento Heleno é o líder da equipe de assalto do GERRMEC.

Orgulhoso, ele revela como se tornou um MEC: “Para se transformar num mergulhador de combate é preciso ter muita determinação, companheirismo e paixão pelo que faz”, conclui.

Tagged with:
 

O governo britânico está preparando o maior corte de gastos em seu Ministério da Defesa desde a Segunda Guerra Mundial. Fontes dizem que o total de corte de gastos pode chegar a 20% de todo o orçamento do ministério.

As primeiras vítimas devem ser os jatos que sendo desenvolvidos para a nova geração da Força Aérea. O programa deve ser eliminado. Discute-se também a diminuição de dezenas de milhares de soldados no efetivo das Forças Armadas.

O governo já havia anunciado cortes adicionais nos efetivos da Marinha, reduzindo drasticamente o número de navios. Não só estão colocados na situação de reserva 13 navios, como sairão definitivamente de serviço outros 6. Dos navios em reserva, o porta-aviões HMS Invincible só estaria operacional depois de 18 meses da eventual decisão de o recolocar na ativa.

Agora, discute-se também a diminuição do número de ogivas nucleares no país e o afastamento do serviços de alguns submarinos.

Segundo a imprensa britânica, o Ministério da Defesa está protestando contra o que chama de “exigências pouco razoáveis” de cortes por parte do Tesouro. Autoridades de defesa estariam reclamando de que as exigências estão sendo feitas sem que haja discussão com o setor sobre as implicações dos cortes e sobre as possibilidades de remanejamento de verbas.

O governo tem de fechar os planos de corte até outubro, quando apresenta seu novo Orçamento ao Parlamento.

FONTE: Valor Econômico / Agências Internacionais

Tagged with:
 

O navio-aeródromo de propulsão nuclear Charles De Gaulle, como foi anunciado anteriormente, deve mesmo ser deslocado para o Mar Arábico, para operar sobre o Afeganistão em apoio às forças terrestres que estão combatendo os talibãs, segundo o almirante Christophe Prazuck, do Estado Maior das Forças Armadas Francesas.

O PA Charles de Gaulle é o orgulho da Marine Nationale e já cumpriu quatro campanhas na Guerra do Afeganistão, que duraram de 4 a 7 meses cada, de 2001-02, 2004, 2006 e 2007.

Não está claro ainda se somente o Rafale será empregado ou os Super Éntendard também, em apoio às tropas da OTAN que combatem os insurgentes no Afeganistão. O CdG tem capacidade para cerca de 35 jatos e 5 helicópteros.

A França tem cerca de 3.500 soldados apoiando as operações da OTAN no Afeganistão. Eles foram deslocados a partir de janeiro de 2002, depois da queda do regime Talibã.

NOTA DO EDITOR: O Afeganistão não possui fronteira marítima, por isso os voos tem que passar sobre espaço aéreo paquistanês. Há quem diga que as operações aéreas a partir das bases no Afeganistão já seriam suficientes, mas a Marinha Francesa, além de outros motivos, tem que justificar a utilidade do seu único navio-aeródromo.

Tagged with:
 

Brasília, 24/06/2010 – O ministro da Defesa do Brasil, Nelson Jobim, e o Sub-Secretário de Defesa da Itália, Guido Crosetto, assinaram nesta quinta-feira (24/06) um “Ajuste complementar” ao Acordo sobre cooperação em defesa existente entre os dois países. O Acordo foi assinado entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o primeiro ministro italiano, Silvio Berlusconi, em 12 de abril, quando ambos se encontraram em Washington (NOTA DO BLOG – VEJA TRECHOS DO TEXTO DO ACORDO EM LINK AO FINAL DESTA MATÉRIA).

Na cerimônia de hoje foi assinado também um “Ajuste Complementar Técnico” ao mesmo acordo, entre os comandantes da Marinha do Brasil, Almirante de Esquadra Júlio Soares de Moura Neto, e da Itália, Almirante Bruno Branciforte.

Segundo Guido, o acordo será útil aos dois países, especialmente na facilitação das trocas de tecnologia. “Este acordo representa a conclusão de um percurso de amizade e respeito”, afirmou. Ele lembrou que o impulso dado à Embraer deveu-se em grande parte às parcerias com a indústria aeronáutica italiano, a ponto de a empresa brasileira hoje superar suas parceiras.

O ministro Jobim explicou que o entendimento na área de defesa se soma aos de outros setores, como cultura e meio ambiente. “Significa a intensificação das relações com a Itália, de entendimentos que possam aproximar mais a Itália, além daquelas,digamos relações que já temos a muitos anos, de simpatia e amizade”, comentou Jobim.

O aprofundamento dos acordos facilitam, entre outras coisas, a absorção de tecnologia italiana na construção de navios destinados à proteção das riquezas do Atlântico, a nossa Amazônia Azul. “É um dos elementos de concretização (da Estratégica Nacional de Defesa),tendo em vista que um dos objetivos fixados na Estratégica Nacional de Defesa é a dissuasão em relação do Atlântico e monitoramento do Atlântico”, disse Jobim.

FONTE: Ministério da Defesa (Assessoria de Comunicação Social)

VEJA TAMBÉM:

Segundo colunista do ‘Monitor Mercantil’, Brasil rompe negociações e fecha pacote bélico com Itália – acordo poderá ser sancionado na terça-feira

Nesta quinta-feira, o Brasil firmou com a Itália um inesperado acordo militar. Isso implicará o desenvolvimento de projetos para a construção de navios de guerra, em especial, navios de patrulha oceânica, fragatas e navios de apoio logístico. Assinado pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, e pelo subsecretário de Defesa da Itália, Guido Crosetto, o acordo inclui também transferências de tecnologia e desenvolvimento de sistemas de combate, navegação, armamento e radares. O documento abrange o desenvolvimento de mecanismos de segurança para a comunicação militar por meio de satélites. Atingirá ainda os sistemas utilizados pelo Projeto Amazônia Azul, responsável por proteger a costa brasileira.

Mas nem tudo é tão simples como parece. Na verdade, a Marinha do Brasil tinha emitido cartas-convite a grandes produtores mundiais de navios-patrulha. Assim, há mais de um ano, vinha negociando especificações e preços com gigantes da área bélica internacional, como: BVT (Inglaterra); Navantia (Espanha); Daewoo (Coréia do Sul); ThyssenKrupp e Fassmer (Alemanha); e Damen (Holanda). Da noite para o dia, o Brasil enviou uma carta a essas empresas – todas ligadas a seus governos, pois isso é fundamento básico na área de defesa – informando que o governo desistia de fazer encomendas isoladas e estava interessado em fechar um pacote mais amplo com um governo. Logo após receberem a carta, as empresas e seus governos ficam sabendo do acordo Brasil-Itália, que poderá ser sancionado na terça-feira, em Brasília, na presença do primeiro-ministro Silvio Berlusconi. “Segundo a Estratégia Nacional de Defesa, o país prefere priorizar parcerias estratégicas para aquisição de “pacotes”, em vez e negociar a compra isolada de meios navais”.

O que se comenta é que o caso Cesare Battisti provocou um curto-circuito nas relações entre Brasília e Roma. A Itália queria ficar com Battisti, que lá tinha diversas condenações, e o Brasil, impulsionado pelo então ministro da Justiça, Tarso Genro, defendia a manutenção do preso por aqui, por considerá-lo criminoso político e não comum. Lula e Berlusconi desenvolveram, então, uma forma de pacificação, que vem a calhar para os europeus, diante da crise econômica e de emprego por lá: um pacote de compras.

Com a França, Lula assinou um contrato de R$ 19 bilhões, que envolve cinco submarinos, um estaleiro e uma base naval. E pode ainda comprar 36 aviões Rafale, da Dassault, por R$ 8 bilhões. Com a Itália, o interesse econômico passaria por cima de rusgas de relacionamento político. Mais uma vez Lula mostra que é um negociador de alto nível. E tudo vem a calhar, pois a primeira-dama, Marisa Letícia, e os filhos do casal presidencial têm cidadania italiana. O pacote italiano é estimado em R$ 3 bilhões, mas ninguém sabe que valor final poderia atingir.

Desagrado externo

No documento enviado aos licitantes, a Marinha afirmava que, caso as empresas possam fornecer todo o conjunto – navios-patrulha, navios-escola e navios de apoio logístico, “em parceria estratégica de governo a governo”, as negociações poderão ser mantidas. Com a rápida assinatura do acordo bilateral, confirma-se o que todos já desconfiavam: a parceria estratégica já está selada com a Itália e não adianta os demais interessados perderem tempo.

Sabe-se que muitos desses empresários comunicaram a seus governos seu desapontamento com a mudança de orientação do Brasil, o que pode provocar um desgaste de curto prazo, sem implicações graves no futuro.

Fontes empresariais já jogam no ar que os navios-patrulha italianos seriam pequenos e inadequados para operar no Atlântico Sul. Um consultor comentou com a coluna: “Empresas de todo o mundo investiram na licitação brasileira e agora estão aborrecidos, achando que o Brasil fechou um acordo comercial com viés político, com a Itália. Mas os demais governos, talvez só para dificultar a ação brasileira, vão mobilizar suas embaixadas, fazer contatos comerciais, apresentar propostas, nem que seja só para obrigar o governo brasileiro a ter muito trabalho e sofrer algum desgaste com ingleses, espanhóis, coreanos, alemães e holandeses”. Ou seja, haverá leve retaliação dos preteridos.

Pazes com a Itália

Há dias, informou o site Tecnologia & Defesa que, no dia 12 de abril último, Lula assinou, em Washington, com o primeiro-ministro Silvio Berlusconi, acordo de parceria estratégica. “Com base neste acordo, a Itália teria apresentado através da Orizzonti Sistemi Navali, joint venture entre a Fincantieri e a Finmeccanica, uma proposta de parceria que abrangeria a construção no Brasil, com total transferência de tecnologia, de fragatas tipo Fremm, designadas localmente por Classe Carlo Bergamini, navios de patrulha oceânicos da Classe Commandante e de apoio logístico da Classe Etna. Existem indicações de que a Marinha do Brasil teria sido autorizada a iniciar as negociações quanto ao chamado “pacote italiano”".

As fragatas de 5.800 toneladas da Classe Carlo Bergamini são a versão italiana da Classe Aquitaine francesa, construídas pela DCNS. Comenta-se que os navios italianos, em princípio, teriam custo menor que os franceses, o que permitira a obtenção de um lote inicial de cinco unidades.

FONTE: Monitor Mercantil (coluna de S. Barreto Motta)

VEJA TAMBÉM:

 
Página 4 de 17« Primeira...23456...10...Última »