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Sarkozy no CDG - foto 2 Marine Nationale

Em apresentação para 500 marinheiros, realizada no último dia 10 de junho no convoo do navio-aeródromo francês de propulsão nuclear Charles De Gaulle, o presidente da França, Nicolas Sarkozy, anunciou a próxima comissão do navio: até o final do ano, o CDG partirá para operações no Oceano Índico e o Golfo Pérsico. Foi a primeira vez que Sarkozy visitou o Charles De Gaulle (R 91) no mar.

“Temos de ajudar os afegãos até que eles sejam capazes de assumir a sua própria segurança e desenvolvimento. Temos de continuar lutando incansavelmente contra o Taliban e a Al Qaeda”, declarou Sarkozy, que realizou a visita ao navio em companhia do Ministro da Defesa, Hervé Morin, e do Chefe do Estado Maior das Forças Armadas, o almirante Edouard Guillaud. Além de realizar a apresentação aos tripulantes, o presidente francês pôde acompanhar manobras das aeronaves do grupo aéreo embarcado.

Em 2007, o Charles De Gaulle operou em apoio às forças internacionais de combate no Afeganistão.

Sarkozy no CDG - foto Marine Nationale

FONTE / FOTOS: Marine Nationale (Marinha Francesa)

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UNITAS LI_01Há 51 anos, a Marinha do Brasil participa da Operação “UNITAS”. Este ano, o evento reuniu navios do Brasil, Argentina, Estados Unidos da América e México.

No período de 13 a 26 maio, foram realizados exercícios de guerra antissubmarino, antissuperfície e antiaérea. Ao final da Comissão, foi simulada uma guerra entre países fictícios (laranja, amarelo e roxo), na qual o Brasil, representando o país laranja, conseguiu cumprir a missão e vencer a simulação.

Na manhã do dia 18 de maio, foi realizada uma Parada Naval, na qual todos os navios participantes se posicionaram no dispositivo cerrado por cerca de 20 minutos.

Após a Parada, o primeiro exercício foi o  Crossdeck, no qual os navios receberam, a bordo, helicópteros de outras unidades.

Nesse exercício, o helicóptero AH-11A Super Lynx, da Fragata “Constituição” (F42), pousou nos convoos dos navios mexicano, ARM ”Baja Califórnia”; argentinos, “ARA Sarandi” e ”ARA Robinson”; e o norte-americano “Spencer” (WMEC 905).

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O exercício também foi executado pelas aeronaves AS565 “Panther” (México), SH-60B “Warrior” (Estados Unidos da América), AS550 “Fennec” e SA-316B “Alouette III”, ambos da Argentina.

No contexto das ações de guerra antissuperfície, foi realizado o exercício de tiro, “Gunnex 603”.

Nesse exercício, a F42 disparou tiros de canhão contra o alvo Killer Tomato, afundando o alvo.

Após o exercício de tiro, a F42 executou o “Leap-Frog” com o navio mexicano ARM “Baja Califórnia” e com os argentinos ARA “Robinson” e ARA “Sarandi”. Nesse exercício, os navios se adestram para a transferência de carga leve executando a aproximação e manutenção da posição, sem efetivar a passagem de material.

UNITAS LI_3

Para o Comandante da Segunda Divisão da Esquadra, Contra-Almirante Edlander Santos, exercícios como esses são importantes para a integração e interoperabilidade entre os países participantes. “Atuando com Forças amigas, nós podemos trocar conhecimento. Aprendemos com eles, e eles conosco”, disse.

Missão Cumprida

Na madrugada do dia 23, ocorreu a simulação de um conflito internacional, no qual o Brasil, Argentina, Estados Unidos da América e México  representaram três países simulados (laranja, amarelo e roxo).

A missão do Grupo Tarefa (GT) Brasileiro (país laranja) era escoltar o Navio-Tanque argentino, ARA “Patagônia”, do país amarelo, até a fictícia Ilha Manuel. Os GT Norte Americano e Mexicano eram os supostos inimigos e tentaram impedir a chegada do Navio-Tanque até a Ilha.

Durante o conflito, a equipe de Combat Camera do Brasil enviou  notícias para influenciar a ação dos inimigos. Por meio das notícias simuladas, foi possível criar um contexto histórico da simulação de guerra.

Ao final, o GT brasileiro cumpriu, com sucesso, sua missão na “UNITAS LI”, escoltando o navio “Patagônia” até seu destino.

O encerramento da comissão aconteceu no dia 26 de maio, na Escola de Guerra Naval de Buenos Aires. Representantes dos países falaram sobre lições aprendidas e desafios enfrentados. A partir do dia 27, a Fragata “Constituição” seguiu para Operação “Fraterno XVIII”.

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FONTE: MB

USS Harry S Truman CVN 75 em Gibraltar - foto 2 USN

USS Harry S Truman CVN 75 em Gibraltar - foto USN

Nas duas fotos acima, divugadas em 2 de junho pela USN (Marinha dos EUA), o navio aeródromo USS Harry S. Truman (CVN 75) penetra no Mar Mediterrâneo via Estreito de Gibraltar. Vale a pena reparar  na posição em que as aeronaves estão estacionadas no convoo, além de outros detalhes mais discretos, como o lançador de RAM na plataforma (sponson) próxima à proa, a bombordo.

Segundo a USN, o Harry S. Truman Carrier Strike Group” (Grupo de Ataque do navio aeródromo Harry S. Truman) vai apoiar operações de segurança marítima e esforços de cooperação de segurança no teatro de operações, nas áreas de responsabilidade da 5ª e da 6ª frotas.

USS Harry S Truman CVN 75 com Rafale - foto USN

USS Harry S Truman CVN 75 com Rafale - foto 2 USN

Rafale no hangar do CVN 75 - foto 2 USN.jpg

USS Harry S Truman CVN 75 com Rafale - foto 3 USN

Já as cinco fotos imediatamente acima foram tiradas no Mediterrâneo, no dia 4 de junho, e mostram a operação de um caça Rafale F3 da Marinha Francesa (Marine Nationale) no convoo do CVN 75, além da inspeção do motor da aeronave, já dentro do hangar do navio aeródromo, por parte de uma equipe de manutenção do esquadrão 12F francês, mostrando a interoperabilidade das duas forças.

Enquanto isso, o CVN 69 continua sua comissão no Mar da Arábia

A foto abaixo é de alguns dias antes, 27 de maio, mostrando um F/A-18E Super Hornet do esquadrão VFA 143 enganchando em um cabo de parada do navio aeródromo USS Dwight D. Eisenhower (CVN 69). O Grupo de Ataque do Eisenhower, segundo a USN, está operando no Mar da Arábia como parte da rotação de forças de linha de frente, em apoio a operações de segurança marítima na área de responsabilidade da 5ª Frota.

Super Hornet engancha no CVN 69 - foto USN

FONTE / FOTOS: USN (Marinha dos EUA)

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GAAGueM O Grupo de Avaliação e Adestramento de Guerra de Minas (GAAGueM) foi criado pelo Comandante do 2º Distrito Naval, em 08 fevereiro de 2006, com a missão de produzir informações operacionais de guerra de minas, a fim de contribuir para o desenvolvimento, consolidação, disseminação e atualização de doutrina, procedimentos táticos e emprego dos equipamentos de guerra de minas. O Grupo é subordinado ao Chefe do Estado-Maior do Comando do 2º Distrito Naval e está instalado na sala da Seção de Operações do Distrito e no prédio da Gerência de Navios da Base Naval de Aratu, para facilitação de sua interação com o ComForMinVar e os navios. Sua TL é composta por um Encarregado (DN-80); um Oficial de Avaliação Operacional; um Oficial de Contramedidas de Minagem e um Oficial de Minagem.

Dentre as atribuições do GAAGueM destacam-se:

a) Avaliação Operacional Continuada dos navios-verredores revitalizados, por meio da criação/aperfeiçoamento de exercícios operativos (EXOPs), a fim de constatar a real capacidade de varredura, bem como quantificar seu desempenho;

b) Supervisionar o planejamento e as operações de minagem;

c) Manter, gerenciar e atualizar o banco de dados das assinaturas magnéticas dos navios de interesse para a MB;

d) Subsidiar estudos para obtenção e/ ou desenvolvimento de minas mais modernas e de navios de CMM;

e) Criação de exercícios padronizados, tipo EXOP, não só no âmbito do Com2ºDN, mas também para navios da Esquadra e dos demais Distritos Navais, no que se refere ao planejamento e execução de Operações de Minagem e Contramedidas de Minagem;

f) Coordenação/Realização de exercícios de minagem e CMM; g) Avaliação dos Produtos Especiais para Operações de Minagem e de Contramedidas de Minagem;

h) Criação, ou atualização, de publicações normativas sobre Guerra de Minas;

e i) Condução dos cursos atinentes à Guerra de Minas (GUEM-OF, VAR-OF, VAR-PR e VAR-ET). Durante a realização dos cursos os instrutores procuram transmitir conhecimentos atuais sobre equipamentos e meios utilizados na guerra de minas. Tais informações visam também à orientação de oficiais selecionados para intercâmbios, na área de guerra de minas, quanto a equipamentos, meios e táticas usados nas diversas marinhas.

NV Albardão M20 - 2

Principais realizações:

a) Desenvolvimento de EXOP específicos e fomentado diversas atividades sobre o tema Guerra de Minas;

b) Apoio ao desenvolvimento de Sistema de Apoio à Decisão (ferramenta para uso no planejamento, avaliação e cálculo do risco de operações de CMM), que servirão para a criação do Banco de Dados de Guerra de Minas (BDGM);

c) Diversos adestramentos e cursos;

d) Estudos sobre a modernização de Minas de Combate e de Exercício;

e) Aquisição do software MCM EXPERT (Mine Countermeasures Exclusive Planning, Evaluation, Risk Assessment Tool), utilizado pela OTAN, para emprego em Operações de CMM;

f) Avaliação das cartas de minagem dos portos nacionais; g) Apoio à instalação do Armário de Regulação nos NV Varredores; e h) Desenvolvimento de um ROV nacional, para operação nas CMM.

O Futuro da GM na MB

Em face das novas demandas que se apresentam para os próximos anos, como, por exemplo, a construção do Submarino Nuclear, o Comando de Operações Navais julgou necessário efetuar a reestruturação da GM na MB. O Plano de Equipamento e Articulação da MB (PEAMB) prevê a inclusão de navios caça-minas (NCM) ao inventário da MB e, como se sabe, este é hoje um meio imprescindível para as operações navais de CMM.

É proposto na reestruturação, que estes navios sejam distribuídos em esquadrões, estrategicamente posicionados, para prover canais varridos com elevado grau de limpeza, assegurando a saída e entrada dos submarinos nucleares de sua base e atender às necessidades de caça de minas nos demais pontos do litoral brasileiro.

Além disso, envolve a criação de uma OM para a “coordenação geral” dos assuntos afetos à GM, que identifique e priorize as necessidades, permitindo assim atingir um maior grau de eficiência e economia de recursos. Isto é, o GAAGueM se tornará um Centro de Guerra de Minas (CGM ), com tarefas específicas quanto a:

  • desenvolvimento de doutrinas e táticas nessa área;
  • manutenção de bancos de dados de interesse;
  • execução e análise operacional dos meios e sistemas de GM;
  • orientação e realização de cursos; e concentração do acervo de conhecimentos existentes.

Adicionalmente, pretende criar um plano de capacitação que busca contemplar as necessidades nos níveis de especialização, graduação, e de pós-graduação, do pessoal militar (oficiais e praças) e civil, no exercício das atividades afetas à Guerra de Minas.

NOTA DO PODER NAVAL: o futuro submarino nuclear brasileiro poderia ser neutralizado por minas depositadas bem na saída da base de submarinos. Por isso a importância das contramedidas de minagem e o domínio de tão importante conhecimento pela Marinha do Brasil.

vinheta-clipping-navalO Pentágono anunciou hoje a realização de exercícios navais conjuntos com a Coreia do Sul, em um momento em que crescem as pressões e as acusações contra a Coreia do Norte devido ao suporto ataque a uma embarcação militar sul-coreana em março.

O porta-voz do Departamento de Defesa dos EUA, Bryan Whitman, disse hoje que as manobras serão feitas “em um futuro próximo” e terão o objetivo de melhorar a capacidade dos dois países de detectar a presença de submarinos inimigos e bloquear a passagem de embarcações com carga nuclear.

O anúncio representa a maior resposta dos EUA às crescentes tensões entre as duas Coreias, após o afundamento de um navio sul-coreano em março, que matou 46 marinheiros.

Na semana passada, foi publicado um relatório elaborado por analistas internacionais que confirma a responsabilidade da Coreia do Norte pelo ataque.
O Governo do presidente americano, Barack Obama, “deu ordens a seus comandantes para que se coordenem estreitamente com seus pares sul-coreanos, para garantir que estão preparados e impedir futuras agressões”, segundo um comunicado emitido nesta madrugada, no qual a Casa Branca expressa seu “inequívoco” apoio militar à defesa da Coreia do Sul.

FONTE: Efe, via Terra

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USS Harry S. Truman (CVN 75)

O site DEBKAfile informou que a administração Obama vai enviar o navio-aeródromo USS Harry S. Truman para reforçar as unidades já em operação no Mediterrâneo e no Golfo Pérsico.

O navio vai capitanear o Carrier Strike Group 10, que vai zarpar de Norfolk no próximo dia 21 de maio.

Quando chegar na área de operações, o USS Harry S. Truman se somará a outro navio-aeródromo que está no local, o USS Dwight D. Eisenhower, que reforça a pressão diplomática com Teerã.

Pela primeira vez um navio de guerra alemão fará parte de uma força-tarefa americana em oposição ao Irã, a FGS Hessen, que ficará sob comando americano.

Segundo o site, fontes militares americanas disseram que o Pentágono planeja ter até agosto, de 4 a 5 navios-aeródromos na área.

O USS Truman leva a Carrier Air Wing Three (Battle Axe), com 7 esquadrões: 4 de F/A-18 Super Hornet e F/A-18 Hornet, um de E-2 Hawkeye, o Electronic Attack Squadron 130 de guerra eletrônica e o Squadron 7 de helicópteros antissubmarino.

Outros quatro navios se juntarão ao Strike Group do Truman: cruzador USS Normandy e destróieres USS Winston S. Churchill, USS Oscar Austin e USS Ross.

O Truman Strike Group vem há quatro meses treinando para as missões no Golfo Pérsico e no Mediterrâneo.

NOTA DO PODER NAVAL: o pessoal da Marinha dos EUA gosta de chamar os porta-aviões da classe “Nimitz” de “90.000 toneladas de diplomacia”.

SAIBA MAIS:

A Marinha do Brasil e a realidade orçamentária

v30-sem-mm40 - foto Nunão - PN Online

vinheta-clipping-navalSegundo dados do Siafi 2010, disponibilizados em http://contasabertas.uol.com.br/, a dotação autorizada do Ministério da Defesa para este ano é de R$ 60,72 bilhões. Os recursos destinados às forças singulares totalizam R$ 24,55 bilhões para o Exército, R$ 16,27 bilhões para a Marinha e R$ 13,79 bilhões para a Aeronáutica (Força Aérea).

Dos recursos previstos para o Comando da Marinha, R$ 10,87 bilhões (66,8%) correspondem à despesa com pessoal e encargos sociais, R$ 960,52 milhões (5,9%) a outras despesas correntes e R$ 4,43 bilhões (27,2%) a investimentos. No total do Ministério da Defesa, tais porcentagens são de 70,3% para pessoal, 11,8% para despesas correntes e 14,9% para investimentos.

O orçamento da Marinha para este ano registra aumento dos recursos destinados aos investimentos, mas não ao custeio de outras despesas correntes. Todavia, o aumento dos investimentos deverá levar a um aumento dos gastos correntes, para assegurar a operação e a manutenção dos novos meios previstos no Plano de Equipamento e Articulação da Marinha do Brasil (PEAMB).

O total de investimentos previsto no PEAMB é de US$ 84,4 bilhões, dos quais US$ 8,95 bilhões em 2010-2014, US$ 29,36 bilhões em 2015-2022, US$ 30,50 bilhões em 2023-2030 e US$ 15,62 bilhões após 2030. A concretização de tais metas, porém, depende do fluxo contínuo de recursos financeiros, durante duas décadas.

A renovação do Poder Naval não se limita à obtenção de novos meios ou à modernização dos existentes, pois será preciso atender à demanda de pessoal qualificado e adestrado. A lei nº 12.216, sancionada em 11/03/2010, autoriza a ampliação dos quadros de pessoal militar da Marinha, com a criação de 21.507 vagas (3.507 oficiais e 18 mil praças) no período 2010-2030.

O efetivo autorizado da Marinha do Brasil deverá passar de 59,6 mil para 80,5 mil oficiais e praças até 2030, o que corresponde a um aumento de 36%. Nos próximos anos, deverão ser criadas, em média, 218 vagas para oficiais e 771 para praças por ano. Isto resultará em despesa adicional de R$ 27,9 milhões em 2010, de R$ 72,1 milhões em 2011 e de R$ 118,5 milhões em 2012.

Como o Orçamento da União não é impositivo, as verbas autorizadas são passíveis de cortes e contingenciamentos durante o exercício. Este ano, já foram anunciados cortes de R$ 21,5 bilhões, nos recursos para investimento e custeio. O Ministério da Defesa foi o mais atingido, ficando com apenas R$ 10 bilhões dos cerca de R$ 16 bilhões originalmente previstos. Da Marinha teriam sido contingenciados R$ 3,1 bilhões.

O PEAMB vem dar continuidade ao Plano de Reaparelhamento da Marinha (PRM), ora em fase de execução. A Marinha realizou estudos para determinar o quantitativo estratégico de meios flutuantes, aéreos e de fuzileiros navais necessário, numa moldura de tempo que ultrapassa 2030. Entretanto, nada garante que tais estimativas venham a se converter em encomendas firmes.

As metas prioritárias para os próximos anos incluem projetos previstos no PRM e outros que não estavam incluídos naquele plano. Tais projetos incluem a substituição de meios cuja baixa ocorreu recentemente ou deve ocorrer em breve, assim como a modernização de outros, que terão sua vida útil estendida e sua capacidade operativa atualizada.

Até 2017, deve ser concluída a modernização de cinco submarinos, a um custo total de R$ 614,9 milhões, e adquirido um lote de novos torpedos, a um custo de R$ 107,6 milhões. O programa de construção de cinco novos submarinos (quatro convencionais e um nuclear) tem seu custo estimado em 6,7 bilhões de euros. Numa primeira etapa, está prevista a instalação, até 2015, de um estaleiro e de uma base em Itaguaí (RJ).

Foi entregue o primeiro dos seis navios-patrulha de 500 toneladas encomendados, devendo os demais ser entregues até 2014, a um custo unitário de R$ 80 milhões. A construção de um lote inicial de três NPa de 1.800 toneladas (com opção para mais dois), a um custo de R$ 194,7 milhões cada um, deve ser contratada em breve. Até 2015, também serão construídos quatro NPa de 200 toneladas, para águas costeiras e fluviais, por R$ 168 milhões de custo total.

Um lote inicial de três fragatas de 6.000 toneladas (com opção para mais duas) deve ser encomendado, a um custo unitário de cerca de 450 milhões de euros. Um navio de apoio logístico (NApLog) de 20.000 toneladas (com opção para mais quatro), com custo unitário de US$ 150 milhões, também está previsto. Além disso, estão sendo modernizados o navio-aeródromo (NAe) São Paulo, os navios de escolta e diversos navios empregados no serviço de hidrografia e navegação.

Estão previstas no PRM a obtenção de quatro novos helicópteros multiemprego S-70B Seahawk e a modernização de 12 helicópteros de esclarecimento e ataque AH-11A Lynx, assim como a obtenção de diversos tipos de armamento e munição. A aquisição de material para o Corpo de Fuzileiros Navais (CFN) também está incluída.

Constituem projetos extra-PRM a modernização de 12 aeronaves de interceptação e ataque AF-1/AF-1A Skyhawk e a obtenção de 16 helicópteros de emprego geral EH 725 Caracal, assim como a seleção, obtenção e modernização de um lote de aeronaves de alarme aéreo antecipado, transporte e reabastecimento em vôo.

Aos projetos acima, que cobrem o horizonte temporal até 2015, devem seguir-se projetos de médio e longo prazo, previstos no PEAMB. O novo plano, que visa à expansão dos meios e à revisão da articulação das forças navais, aeronavais e de fuzileiros navais, demandará consideráveis recursos. Estará o Brasil à altura de tal desafio?

Eduardo Italo Pesce

Especialista em Relações Internacionais, professor no Cepuerj e colaborador permanente do Centro de Estudos Político-Estratégicos da Escola de Guerra Naval (Cepe/EGN).

FONTE: Monitor Mercantil (os destaques em negrito são do Blog)  FOTO: Poder Naval Online

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Os novos princípios para aquisições da Marinha dos EUA

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Secretário da Marinha dos EUA, Ray Mabus, anunciou cinco princípios para as futuras aquisições da Marinha e do Corpo de Fuzileiros Navais do país

No simpósio anual de Mar, Ar e Espaço da Liga da Marinha, realizado no último dia 5 de maio, o Secretário da Marinha dos EUA, Ray Mabus, anunciou os cinco princípios para novas aquisições da Marinha e do Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos.

Entre os objetivos da aplicação desses princípios, estão a capacitação dos gestores dos programas para buscar redução de custos, estabelecer parâmetros de referência de desempenho para os programas da USN (Marinha dos EUA) e USMC (Corpo de Fuzileiros Navais), e são similares aos cinco “energy goals” (metas de energia, numa tradução literal) da USN e do USMC, delineados em outubro passado. Porém, Mabus fez uma distinção entre os princípios e os “energy goals”: tratam-se de obrigações, não de metas: “Para construir a frota que precisamos – tanto a Marinha quanto o Corpo de Fuzileiros e os parceiros industriais, nós temos que fazer todas essas coisas”.

São esses os cinco princípios que a Marinha planeja implementar:

1 – Identificar claramente os requerimentos

Todos os programas passarão pelo “Gate Review Process”, que permitirá às equipes responsáveis pela aquisição analisar apropriadamente os requerimentos antes de conceder contratos. Segundo o Secretário, essa análise será feita em tudo, o que inclui os futuros SSBN que substituirão a classe Ohio.

2 – Elevar o nível de desempenho

Basicamente, a qualidade tem que melhorar, as horas-homem têm que ser reduzidas e metas e orçamentos têm que ser cumpridos – esse é o nível a ser elevado. Para isso, tanto a indústria quanto as equipes de aquisição devem ser mais responsáveis por aquilo que fazem. O Secretário aanunciou uma nova política para mudanças em encomendas (tanto de aeronaves quanto de navios), para garantir que tanto o custo unitário quanto operacional ao longo da vida útil (total ownership cost) sejam considerados antes que mudanças sejam aprovadas. Os padrões de aquisição serão redefinidos para permitir uma maior colaboração da indústria.

3 – Reconstruir a força de trabalho de aquisição

Segundo Mabus, tanto a Marinha quanto o Corpo de Fuzileiros Navais estão criando grandes oportunidades para o futuro dos EUA que trarão grandes benefícios ao país. Assim, o desafio às equipes de aquisição é ajudar nesse esforço com um planejamento para duplicar, até 2015, o alcance em ciências, tecnologia e engenharia do Departamento de Marinha.

4 – Apoiar a base industrial

Foi anunciada a criação de um Conselho de Base Industrial que fará sua primeira reunião até o final deste ano. O Conselho deverá unir representantes das maiores empresas de construção naval e de aviação e será uma oportunidade para a USN e o USMC informarem-se melhor sobre as preocupações da indústria.

5 – Fazer valer cada dólar

O Secretário também encorajou as empresas mais destacadas em desempenho para aprimorá-lo ainda mais, de forma a se qualificar para um “Preferred Provider Program” (programa de fornecedor preferencial), que deverá ser publicado para debate no “Federal Register” (equivalente ao “Diário Oficial”) até o final deste mês. Pelo programa, empresas contratadas serão recompensadas com termos, condições e cronogramas de pagamentos favoráveis nos seus contratos, em troca de desempenho consistente e exemplar no cumprimento dos mesmos. Produtos de maior eficiência energética e capacidade de fabricação serão parte dos critérios para entrar no programa.

O Secretário também acrescentou que a Marinha voltará aos contratos de custo fixo, para fazer “cada dólar valer”. Contratos do tipo “cost-plus” somente serão empregados em sistemas de alto risco, como é o caso do primeiro navio de uma nova classe.

FONTE / FOTO: USN (Marinha dos EUA)

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Marinha quer licitar navios escolta no valor de 9 bi de euros

FREMM França - imagem DCNS

vinheta-clipping-navalRIO DE JANEIRO – A Marinha do Brasil pretende licitar entre o final deste ano e o próximo a construção de 18 navios escolta no valor de 500 milhões de euros cada, uma competição de 9 bilhões de euros e cuja exigência de conteúdo nacional será menor do que a habitual.

“São navios muito complexos, é difícil atingir o índice de nacionalização de outras embarcações por causa das armas”, explicou o contra-almirante Francisco Deiana durante apresentação em seminário do setor naval na Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan). Os navios deverão ser construídos no Brasil em associação com um estaleiro projetista internacional, informou o militar, prevendo o prazo de 5 anos para a construção.

Destinados à proteção da costa, possivelmente na região do pré-sal da bacia de Santos, onde estão localizadas reservas de petróleo que podem mais que dobrar as atuais reservas brasileiras, os navios escolta terão que ter no mínimo 40 por cento de conteúdo nacional, um índice baixo se comparado aos exigidos em programas da Petrobras e suas subsidiárias, em torno dos 70 por cento.

FREMM-Itália-imagem-Marina-Militare

“O modelo estratégico é ter um projeto já consagrado que seja adaptado para a nossa realidade e construído no Brasil”, disse o militar, citando França, Itália e Alemanha como possíveis países que disputariam a encomenda. “São países que possuem projetos semelhantes e já fizeram apresentação para nós, mas não temos preferência”, se apressou em esclarecer antecipando uma possível polêmica que pode surgir nessa compra a exemplo do que ocorreu com a licitação de caças pelo governo brasileiro.

Ele admitiu no entanto que a decisão da compra, assim como no caso dos caças, deverá obedecer às lógicas estratégica e política do governo. “A Marinha emite o parecer técnico, mas existem outros componentes estratégicos e políticos”, afirmou. A licitação faz parte de um plano maior de modernização da frota da Marinha brasileira, já iniciada e que soma ao todo investimentos entre 70 e 80 bilhões de euros nos próximos 20 anos, segundo Deiana.

A primeira iniciativa foi a parceria estratégica com o governo francês em 2008 para construção de quatro submarinos diesel-elétricos convencionais e o primeiro submarino brasileiro com propulsão nuclear, com transferência de tecnologia. A pedra fundamental do estaleiro em Itaguaí, no Estado do Rio de Janeiro para construir o submarino nuclear será lançada em junho, segundo Deiana, em cerimônica com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Deiana informou ainda que o terceiro lote da licitação de 27 navios patrulha de 500 toneladas, no valor de 80 milhões de reais cada, será feita ao longo deste ano para mais 4 ou 6 unidades. O índice de nacionalização esperado é de 60 por cento.

Também até o final deste ano a Marinha espera assinar os contratos das 3 primeiras unidades com opção para mais 2 de uma encomenda de 12 navios patrulha de 1.800 toneladas, ao custo de 230 milhões de reais cada. Outras encomendas estão na lista de compras da Marinha, como embarcações do sistema de segurança aquaviário, de patrulhas fluviais, apoio logístico e navios hidrográficos.

F 219 Type 124 - foto Poder Naval Online

FONTE: Reuters, via Estadão

IMAGENS (de cima para baixo): FREMM versão francesa (imagem DCNS) FREEM versão Italiana (imagem Marinha Italiana) e Fragata Type 124 Sachsen – F219 (foto Poder Naval Online)

NOTA DO BLOG: ilustramos a matéria com imagens de alguns projetos mais recentes de escoltas dos três países citados na reportagem: França, Itália e Alemanha. Para ver matérias anteriores do Blog a respeito desses (e outros) navios que poderiam disputar essa encomenda, clique nos links abaixo.

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A Rússia deverá manter os submarinos nucleares  estratégicos da classe Typhoon (projeto 941) até 2019, de acordo com a declaração do Comandante da Marinha russa  na última  sexta-feira.

Os submarinos da classe Typhoon entraram em serviço Marinha Soviética nos anos 1980. Três dos seis navios construídos ainda estão em uso.

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“Eles  permanecerão em operação até 2019, devido ao potencial de modernização ”, disse o Almirante Vladimir Vysotsky .

O Dmitry Donskoy – TK 208, foi modernizado como uma plataforma de teste para os novos misseis balísticos SS-NX-30 Bulava. Testes de lançamento foram realizados entre outubro e dezembro de 2005. Os outros dois submarinos remanescentes, e presentemente na reserva, o Arkhangelsk – TK 17 e  Severstal – TK 20, estão aguardando modernização na Base Naval de Severodvinsk, norte da Rússia, incluindo a adaptação para lançamento dos misseis Bulava.

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Nome

Batimento de Quilha

Lançamento

Comissionamento

Status

Dmitriy Donskoy – TK 208

30.06.76

27.9.80

29.12.81

Comissionado

TK – 202

22.04.78

23.09.82

28.12.83

Desativado em  junho de 1999 , desmontado20 03-2005

Simbirsk – TK – 12

19.04.80

17.12.83

26.12.84

Desativado em 1996, desmontado 20 06-2008

TK – 13

23.02.82

30.04.85

26.12.95

Desativado em 1997, desmontado em 2007-2009

Arkhangelsk – TK – 17

09.08.83

12.12.86

15.12.87

Na reserva

Severstal – TK-20

27.08.85

11.04.88

19.12.89

Na reserva

TK – 210

1986

1990

 

Nunca completado, desmontado em 1990

typhoon6

FONTE: Shipping news clippings 130- 10/05/2010

Navy Program Guide 2010

Clique na imagem para fazer o download do Programa da Marinha dos EUA para 2010 no formato PDF. A publicação dá uma visão geral dos sistemas, programas e iniciativas da US Navy para promover e assegurar os interesses dos EUA.

Navy Program Guide 2010

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Navy commander Rear Admiral Habibollah SayyariA Marinha Iraniana está realizando um exercício militar de grandes proporções nas águas do Golfo Pérsico e no Mar de Omã, de acordo com o comandante da Marinha, almirante Habibollah Sayyari. O nome da operação é Velayat 89 e teve início hoje.

Ele disse que a operação será realizada em seis fases e oito dias. O comandante disse que a área coberta será de 250.000 km quadrados do Estreito de Ormuz, até o norte do Oceano Índico.

O exercício pretende mostrar a força do Irã na defesa do território do país e carregar a mensagem de “paz e amizade” para os países regionais, disse Sayyari.

O grande exercício naval vem menos de duas semanas após o treino militar maciço do Corpo de Guardas da Revolução Islâmica, no Golfo Pérsico e no Estreito de Hormuz, com o objetivo principal de preservar a segurança da região.

O Estreito de Ormuz, um canal estreito entre o Irã e Omã, liga o Golfo Pérsico ao Mar de Omã. Quase 40 por cento do petróleo do mundo passa por esse canal.

FONTE: PressTV.ir

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