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Sem conseguir convencer o Ministério do Planejamento a descontingenciar R$3,1 bilhões do seu orçamento, a Marinha enviou ontem ao Congresso uma força-tarefa a fim de obter a liberação de R$1,5 bilhão para a compra do submarino nuclear (sic) francês Scorpene. Para evitar o calote, o Comando remanejou de outras áreas R$1 bilhão e, em maio, terá de desembolsar mais R$500 milhões. Se não pagar, a multa é de R$160 milhões.

FONTE: Coluna Panorama Político, O Globo

 
  1. Esclarecendo a nota do  Ex-Blog do Cesar Maia sobre matéria na imprensa relativa ao encontro do Comandante da 4ª frota americana em Brasília, tenente-brigadeiro Douglas Fraser, com o objetivo dos EUA criarem uma base no Rio de Janeiro para formar um tripé de monitoramento, controle e combate ao narcotráfico e contrabando, principalmente de armas, além de vigilância antiterrorista. O tripé seria com as bases americanas em Key West , na Flórida, e em Lisboa. Não é bem assim.
  2. O Brasil, por conta dos acordos da NATO, discute, em termos geopolíticos dos interesses nacionais, com os EUA a criação da base de São Luís e uma atuação brasileira mais efetiva em nossas águas territoriais, inclusive diante do pré-sal. A matéria errou ao dizer que o tripé seria com a única Esquadra que a nossa marinha tem hoje, que fica no Rio. O narcotráfico sai pela foz do Amazonas. A preocupação é ao Norte. Daí a criação pelo Brasil da 2ª Esquadra em São Luís. É uma ação mais ampla e vai contar com o apoio brasileiro no Rio, claro.
  3. O Plano Estratégico de Defesa elaborado pelo Ministério da Defesa prevê a necessidade estratégica de construir na costa do Nordeste uma Base Naval de grandes proporções com o posicionamento de diversos tipos de navios e submarinos. A Marinha do Brasil praticamente já decidiu que será em São Luís do Maranhão que irá estabelecer a base da sua 2ª Esquadra. As condições do porto, com o maior calado natural do país, a proximidade da foz do Amazonas e da Venezuela foram fatores determinantes.

A nota do dia 31.03:

Brasil fortalece a Quarta Frota dos EUA do Comando Sul!

(Estado SP, 31) Brasil discute com EUA criação de base no Rio.  Objetivo seria reforçar combate ao narcotráfico e ao contrabando. A base formaria, com duas já existentes, em Key West (EUA) e em Lisboa (Portugal), o tripé de monitoramento, controle e combate ao narcotráfico e contrabando, principalmente de armas, além de vigilância antiterrorista. O comandante do Comando Sul dos EUA, tenente-brigadeiro Douglas Fraser,  passou o dia de ontem em Brasília.

FONTE: Ex-Blog do Cesar Maia

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vinheta-clipping-navalA presidente da Argentina, Cristina Kirchner, afirmou nesta terça-feira que a postura britânica de manter “o último enclave colonial” no continente deveria “envergonhar” o Reino Unido. A afirmação foi feita durante o segundo e último dia de uma visita de Estado ao Peru.

“O último enclave colonial que ainda subsiste em nosso continente deveria envergonhar o Reino Unido porque vivemos no século XXI, enquanto cegamente ainda temos que suportar situações como essa”, disse, em um discurso diante do Congresso do Peru.

A presidente tocou no tema do litígio de seu país com a Grã Bretanha ao se referir ao apoio que o Peru deu à Argentina durante a guerra entre os dois países em 1982.

O tema das Malvinas esteve presente durante os dois dias da visita de Cristina Kirchner ao Peru, a primeira de um presidente argentino em 16 anos.

Antes, o chanceler argentino, Jorge Taiana, tinha afirmado que a tentativa unilateral britânica de explorar recursos naturais nas Malvinas era um fato grave que afetava não apenas seu país – que exige a soberania dessas ilhas – como toda a região.

“Me parece que apoiando a Argentina em sua rejeição a esse ato unilateral britânico, toda a região não apenas faz um ato solidário de justiça, como também se defende”, completou Taiana.

O início das atividades de uma petroleira britânica nas ilhas Malvidas produziu irritação na Argentina em fevereiro, que exige a soberania das ilhas, ocupadas pela Grã-Bretanha desde 1833.

Ambos os países protagonizaram em 1982 uma guerra de 74 dias nas Malvinas que foi encerrada com a rendição das tropas da Argentina, país que nessa época estava sob ditadura.

FONTE: AFP, via G1

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vinheta-clipping-navalSanta Catarina abrigará a sede de um Instituto Tecnológico Naval, a ser desenvolvido pelo grupo EBX em parceria com o Governo do Estado, através da Fundação Certi, Fapesc e secretarias de Articulação Internacional e Assuntos Estratégicos.

Trata-se do primeiro instituto do gênero no País. Vai oferecer ensino de nível superior de técnicas de construção naval avançada, com uso intensivo de tecnologia, informática e mecânica de alto nível.

O investimento inicial previsto será de R$ 15 milhões e o instituto ficará instalado no Sapiens Park, no norte da Ilha de Santa Catarina.

Ao anunciar ao governador Luiz Henrique, neste sábado (14), a disposição do grupo empresarial em investir no complexo educacional, seu presidente Eike Batista destacou que a idéia é ter, em Santa Catarina, um centro de excelência, para o setor naval, com o mesmo significado que o Instituto Tecnológico Aeronáutico (ITA) teve, e continua tendo, para o desenvolvimento da indústria aeronáutica do País.

FONTE: Portal da Ilha, via Portos e Navios

Resumo da Palestra do Prosub

No dia 2 de março, às 10h, no auditório do Centro de Convívio dos Meninos do Mar (CCMar), o coordenador do Programa de Desenvolvimento de Submarino com Propulsão Nuclear (Prosub), almirante-de-esquadra José Alberto Accioly Fragelli, fez uma palestra sobre o assunto, dirigida aos militares, autoridades e pessoas da comunidade interessadas.

Nosso leitor Gilberto Rezende esteve lá e enviou o seguinte resumo:

Primeiro o PLANO da Marinha do Brasil é construir 6 (SEIS) submarinos nucleares. Em três áreas de patrulha oceânicas e cada uma de responsabilidade de dois submarinos.

O Almirante confirmou a finalização da USEXA (usina de conversão de gás de urânio) em junho e o fechamento do ciclo nuclear completo em nível industrial.

O LABGENE que é a planta do reator nuclear piloto em terra está em andamento e será encerrada em 2014. Destacou que este passo é essencial para que o Brasil não repita os insucessos da França e da Índia que partiram diretamente para o seu primeiro submarino nuclear sem fazer o reator piloto em terra.
Segundo ele a Índia ano passado foi simplesmente incapaz de montar seu reator no interior do casco do seu submarino e a França (quando da construção do seu primeiro submarino nuclear) teve problemas tão graves de projeto que acabou por abandona-lo com apenas um ano e meio de vida operacional e a França teve que suportar o prejuízo total de seu primeiro projeto de submarino nuclear… E partir para a segunda tentativa…

Este reator do LABGENE servirá de base tanto para projetar os 6 reatores para os submarinos como para os 3 primeiros reatores civis na faixa de 600 a 800 MW (Angra I tem 1.000 MW) e serão construídos, pelo planejamento da Nuclebrás, após a conclusão de Angra III. O plano é que no futuro as novas plantas nucleares civis brasileiras sejam de projeto brasileiro apenas, sem mais aquisições de usinas no exterior.

Foi informado na palestra que as duas atuais usinas civis brasileiras usam urânio enriquecido de 3,2 a 4% e que o reator do submarino atômico brasileiro usará urânio enriquecido a 7% e que deverá ter a necessidade cíclica operacional de ter seus elementos combustíveis nucleares totalmente substituídos de quatro em quatro anos.

estaleiro_base_naval 1

As imagens e planos exibidos na palestra mostraram dois diques TOTALMENTE COBERTOS para atender a duas embarcações submarinas nucleares ao mesmo tempo na chamada ILHA NUCLEAR onde os futuros submarinos nucleares serão construídos, receberão manutenção e onde se processará a troca do elemento combustível do reator quando necessário. Ela deverá ser construida num recorte da encosta e será instalada sobre leito firme de rocha ao contrário do resto do complexo que será feito sobre aterro e plataformas sobre o mar.

Foi explicado que o projeto da base e estaleiro de Itaguaí teve um processo EXTREMAMENTE COMPLEXO de licenciamento ambiental e licenciamento nuclear na CNEN (Comissão Nacional de Energia Nuclear) e as múltiplas exigências fizeram que o projeto tivesse 24 variações de lay-out até a aprovação final e mesmo com as primeiras obras do estaleiro/base de Itaguaí tendo sido iniciadas em fevereiro (sem cerimônia oficial ainda) a parte da chamada ILHA NUCLEAR, que é o coração do projeto, ainda não teve a licença final da CNEN deferida. O que deve ocorrer ainda neste primeiro semestre de 2010.

estaleiro_base_naval 2

O Estaleiro/Base ficará a cerca de 4 Km da Nuclep que é responsável pela construção das grandes seções cilindricas do casco submarino e uma unidade de integração de unidades metálicas ficará na área da Nuclep onde uma substancial parte de itens do submarino serão incorporadas nas seções feitas ali mesmo na Nuclep e seguirão por uma via reforçada até ao túnel de acesso do Estaleiro/Base que será grande o suficiente para possibilitar o acesso seguro das seções de submarino ao complexo.

Face ao período muito curto de troca dos elementos combustíveis nucleares nos modelos brasileiros, comparativamente em relação aos modelos americanos, ingleses e franceses, uma boa parte do esforço de engenharia do projeto do reator naval brasileiro estará se dando no sentido de permitir a troca dos elementos combustíveis num tempo bem mais curto que o normalmente é conseguido nos modelos de outras origens. A realização bem sucedida desta característica do projeto será essencial para permitir a maior operacionalidade possível da frota submarina nuclear que o Brasil pretende construir. Foi dito que quando a base estiver operacional tanto os submarinos convencionais como a própria força de submarinos da marinha sairão da Base de Mocanguê em Niteroi e passarão para Itaguaí… Como mostrado nos modelos tridimensionais do projeto onde uma das TAGs apontava um prédio como COMANDO DA FORÇA DE SUBMARINOS.

Outra imagem mostrou que o projeto brasileiro será de um hélice propulsionado por dois motores elétricos de propulsão. Portanto a energia nuclear será usada para mover uma turbina que movimentará um gerador elétrico para gerar força aos motores elétricos de propulsão.

Outras informações relevantes:

Sobre as ultracentrífugas brasileiras foi destacado que, sem qualquer ufanismo, elas são o melhor equipamento disponível a nível mundial e o maior segredo tecnológico militar-civil do Brasil. Sem obviamente detalhar seu funcionamento foi explicado que duas características básicas as tornam tão superiores ao modelos de outras nações:

1) seu motor eletromagnético de base que sustenta, alinha e ao mesmo tempo rotaciona o cilindro interno da centrífuga que é o verdadeiro “ovo de colombo” do sistema.

2) o próprio cilindro interno da centrífuga nacional que ao contrário do modelo original estrangeiro sobre que a Marinha se baseou no seu projeto que era de alumínio e pesava 7 Kg, nosso modelo nacional é feito de fibra de carbono e pesa apenas 700g!!!

Código secreto:
Talvez o grande segredo seja o que não foi falado, como se faz para rotacionar magneticamente um cilindro de fibra de carbono que supostamente é amagnético…

Destas características decorre que seu funcionamento, sem qualquer atrito mecânico significativo, torna virtualmente desnecesária a sua substituição operacional em tempo previsível. Isto significa que foi dito que a primeira centrífuga 100% operacional está em serviço CONTÍNUO a 20 anos em Aramar sem queda observável do seu desempenho original. O cilindro de fibra de carbono por ser 10 vezes mais leve que o similar metálico (e no mínimo tão resistente estruturalmente) demanda muito menos energia para seu acionamento e no caso improvável de falha durante o regime de plena rotação, a menor massa do cilindro interno em relação ao cilindro externo resulta que um acidente neste tipo de construção não tem o mesmo efeito catrastófico de uma falha de uma centrífuga mecânica onde a parte que é cineticamente girada pesa 10 vezes mais. Foi declarado que em geral as ultracentrífugas mecânicas usados por outros países rotacionam na faixa de 30/35 mil RPM (rotações por minuto) e a última geração das centrífugas brasileiras estariam atinguindo cerca de 66 mil RPM.

Citação:
Observação minha, as ultracentrifugas brasileiras por sua durabilidade/estabilidade virtualmente plena fariam assim ser praticamente desnecessárias as constantes paradas para substituição de mancais/centrífugas dos modelos mecânicos e PRINCIPALMENTE o tenso controle contínuo de desempenho de cada elemento individual exigido na operação das cascatas mecânicas (para evitar-se acidentes que levem a um colapso catastrófico em série) seja incomparavelmente menos crítico nas cascatas de ultracentrífugas por levitação magnética de projeto brasileiro.
Em cascatas de 3 a 4 mil ultracentrífugas como, por exemplo, as atuais da usina iraniana de NATANZ que já chegou a possuir no passado até 8.700 centrífugas, o lixo atômico gerado pelas ultragentrífugas que tem de ser substituídas e o custo econômico de substituí-las para manter o nível operacional da intalação torna o custo de operação industrial extremamente elevado e o fluxo de produção industrial intermitente.

http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=69092

Quanto ao trabalhos de engenharia o Almirante Fragelli relatou que a Marinha apartir de agosto de 2010 mandará 4 turmas de 20 engenheiros (uma a cada 6 meses) e cada turma ficará em na França por 18 meses fazendo cursos sobre construção de submarinos e sistemas de submarinos nucleares (exceto propulsão). Um gráfico apresentado de emprego de engenheiros navais no projeto prevê um pico de mais de mais de 400 engenheiros navais empregados no programa PROSUB em 2016. Mas relatou que o gráfico refere-se unicamente a primeira unidade a ser produzida a ser entregue em 2020/21, assim que seja decidido a construção das demais unidades este numero poderá ser estabilizado próximo a este nível por um grande período.

Outra informação MUITO INTERESSANTE foi que atualmente a Engepron só pode contratar engenheiros navais para remuneração de 1.900 reais por mês… O que obviamente colide com o objetivo de contratar excelentes profissionais para se construir um submarino nuclear…
Por isso ainda este semestre a MB e o GF madarão uma lei para o congresso uma lei para criação de uma empresa estatal que se chamará AMAZUL (AMAZônia AZUL) que ficará responsável pela contratação dos engenheiros navais com salários a preço de mercado para trabalhar para o PROSUB, sobre este ponto o Almirante Fragelli dirigiu-se (após a palestra) aos jovens que compõe este ano a primeira turma do curso de Engenharia Naval que a FURG passa a oferecer (universidade federal local) que foram assistir a palestra para que estudem com afinco pois a necessidade da MB é tão grande que a USP e UFRJ (os dois tradicionais cursos brasileiros) não terão capacidade de, sozinhas, fornecer a quantidade de engenheiros navais que serão necessárias a MB (e não só ao programa PROSUB) e que ele está trabalhando para que estas vagas sejam disponibilizadas para uma atividade de ponta e bem remunerada.

Não foi dada nenhuma informação sobre os armamentos do submarino e foi citado que a marinha, a princípio, desistiu da construção de estações de VLF para envio de mensagens aos submarinos nucleares pelo custo elevado, por ser unidirecional (o navio não pode responder em VLF), estar em via de desuso pelos EUA e França e porque possivelmente depois de 2020 (quando a primeira unidade ficar pronta) o país deverá já dispor de um sistema orgânico de comunicação satélite militar.
Além da própria construção do submarino foi declarado que ainda está em estudo preliminar de que forma será modelada a carreira dos militares que servirão nestas unidades, requisitos, cursos e por que tempo. Que terá que ser diferenciada e ter estímulos específicos. Mas encontra severas restrições nas leis que regem a remuneração militar geral que teram de ser vencidas ou contornadas.

SAIBA MAIS:

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No dia 2 de março, às 10h, no auditório do Centro de Convívio dos Meninos do Mar (CCMar), o coordenador do Programa de Desenvolvimento de Submarino com Propulsão Nuclear (Prosub), almirante-de-esquadra José Alberto Accioly Fragelli, fará palestra sobre este Programa. A palestra é dirigida aos militares, autoridades e pessoas da comunidade interessadas no assunto. Fragelli deve chegar a Rio Grande no próximo domingo, 28, e será recebido pelo Comando do 5º Distrito Naval.

O almirante-de-esquadra Fragelli foi comandante do 5º DN entre 1996 e 1998, com sede em Rio Grande. Já na Reserva, foi escolhido pelo Alto Comando da Força para gerenciar o principal projeto da Marinha do Brasil e assumiu a Coordenadoria-Geral do Programa de Desenvolvimento de Submarino com Propulsão Nuclear (Cogesn) em setembro de 2008.

Conforme o Comando do 5º DN, o Programa Nuclear da Marinha vem sendo desenvolvido desde os anos 70, mas esta é a fase de melhores resultados e da formação de acordos e parcerias com países que já dominam a tecnologia nuclear. O evento em Rio Grande integra um ciclo de palestras que serão realizadas em todos os Distritos Navais com o intuito de esclarecer a comunidade sobre a importância do bom preparo da Marinha do Brasil para proteger as fronteiras marítimas brasileiras e garantir a preservação das riquezas do Brasil no mar e a soberania da Pátria.

“A grandeza do nosso litoral, onde recentemente foram descobertas reservas de petróleo que poderiam ser consideradas inimagináveis há alguns anos, demanda uma postura responsável e zelosa, para que as riquezas que a ‘Amazônia Azul’ encerra em suas profundezas sejam exploradas em prol do povo brasileiro nesta e em futuras gerações”, destaca a Marinha.

A instituição observa que, desta forma, o submarino com propulsão nuclear na Esquadra Brasileira significa a assunção de um sério compromisso com a sociedade, “que anseia por uma Marinha com real poder dissuasório e que nela deposita a confiança de ver resguardadas as riquezas naturais imprescindíveis ao desenvolvimento econômico e social do País.

A Cogesn tem como atribuições gerenciar os projetos e as construções do estaleiro dedicado aos submarinos e da base de submarinos e o projeto de construção de Submarino com Propulsão Nuclear, entre outras.

FONTE: Jornal Agora

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Fleet Command Malvinas-1

O simulador de Guerra Naval Jane’s Fleet Command traz uma missão chamada “Nuestras Malvinas”, cujo objetivo é romper um bloqueio naval argentino nas ilhas Falklands/Malvinas, para possibilitar a chegada de uma força anfíbia britânica.

Fleet Command Malvinas-4

O jogador luta do lado inglês (nas telas abaixo, com as forças azuis) e tem que enfrentar ondas de aeronaves de ataque argentinas (em vermelho) armadas com mísseis antinavio Exocet.

Um detalhe interessante da missão é que o Brasil fez uma aliança com a Argentina, como descreve a tela abaixo:

Fleet Command Malvinas-5

Num momento em que o Brasil dá apoio à Argentina na questão das Malvinas, o Fleet Command ajuda a pensar como seria uma nova Guerra pelas Malvinas, agora que a Royal Navy não possui mais o Sea Harrier para garantir a superioridade aérea sobre a Frota.

Fleet Command Malvinas-3

SAIBA MAIS:

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vinheta-clipping-navalRIO – O porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Philip Crowley, afirmou na terça-feira que o país é “neutro” em relação à disputa entre Argentina e Reino Unido pela soberania sobre as Ilhas Malvinas, mas, ao mesmo tempo, acrescentou que o governo Barack Obama reconhece a “atual administração britânica”, segundo reportagem do jornal argentino “La Nacion”. Diante do retorno da questão das Malvinas à agenda internacional, provocado pela exploração de petróleo por uma companhia britânica no arquipélago, Crowley disse que os EUA poderão considerar a possibilidade de mediar uma solução para o conflito caso os dois países tenham interesse.

O porta-voz também aproveitou sua habitual conferência de imprensa para incentivar Argentina e Reino Unido a resolverem a questão por meio do “diálogo”. Apesar de serem membros de um acordo de defesa com os países latino-americanos (o Tratado Interamericano de Assistência Recíproca), os EUA ficaram do lado britânico durante a Guerra das Malvinas, que matou 649 soldados argentinos e 255 britânicos em 1982.

- Estamos cientes do problema e de sua história. Os Estados Unidos têm uma posição neutral em relação à questão da soberania, mas reconhecem a atual administração britânica das ilhas. E, assim como fazemos em todas as áreas onde há disputas, incentivamos soluções alcançadas por meio do diálogo – respondeu Crowley quando perguntado sobre a nova crise, segundo o “La Nacion”.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, também na terça-feira, que a Argentina tenha soberania sobre as Malvinas, questionando que a administração das ilhas caiba a um país localizado a 14 mil quilômetros. Em discurso na cúpula do Grupo do Rio em Playa del Carmem, no México, Lula pediu o início de um debate na Organização das Nações Unidas (ONU) sobre a polêmica envolvendo a exploração de petróleo na região. No mesmo dia, o Reino Unido rejeitou nesta terça-feira as objeções argentinas à prospecção de petróleo na costa das ilhas Malvinas, alegando que tal perfuração não viola o direito internacional.

FONTE: O Globo

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Para presidente, assento permanente no Conselho de Segurança pode favorecer Reino Unido na disputa

vinheta-clipping-navalCANCÚN – Em um forte discurso, durante sua intervenção na reunião de cúpula dos países latino-americanos e do Caribe, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva condenou a Organização das Nações Unidas e o Conselho de Segurança da ONU por não se posicionarem a favor da soberania das Ilhas Malvinas pela Argentina.

“A nossa atitude é de solidariedade à Argentina”, avisou Lula, que indagou “qual é a explicação geográfica, política e econômica da Inglaterra estar na Malvinas?”. E emendou: “qual é a explicação de as Nações Unidas nunca terem tomado esta decisão? Não é possível que a Argentina não seja dona (das Malvinas) e seja a Inglaterra a 14 mil quilômetros de distância”.

Lula questionou se a ONU age desta forma não é justamente porque a Inglaterra é membro permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Ele voltou a defender uma reformulação do órgão, ampliando sua representatividade.”Será por que a Inglaterra é membro permanente que a eles pode tudo e aos outros nada? É preciso que a gente comece a instigar para que o secretário das Nações Unidas reabra este debate”, afirmou.

Lula criticou ainda a reunião do clima de Copenhagen ter sido “a mais desorganizada” que ele já participou e da “pobreza de espírito” dos “governantes de países importantes” que dedicavam horas de discussões em parágrafos ou artigos do tratado. “Copenhagen não deu certo porque não tinha organização e coordenação”, acusou, cobrando ainda dos países que poluíram, responsabilidade na ajuda aos países em desenvolvimento.”Não é favor”, disse.

A disputa

A Argentina diz que a autorização para a exploração de petróleo na região viola sua soberania e impôs restrições à navegação no entorno da ilha, localizada no Atlântico Sul. A companhia britânica Desire Petroleum alega que não quer se envolver nas disputas entre a Grã-Bretanha e a Argentina. A plataforma está localizada firmemente dentro das águas britânicas”, afirma o porta-voz da companhia. Segundo ele, a Argentina está começando seu próprio programa de exploração de petróleo nas águas a oeste das ilhas.

FONTE: Estadão

malvinas

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“Inclusive por se dar no entorno imediato da potência, a competição com o Brasil possui imensa importância geopolítica e tem potencial para, no médio prazo, constituir-se em uma ameaça aos EUA (sic). Isso é confirmado (…) pela manutenção pela Administração Obama da política de acordos bilaterais e de exibição de força bruta (IV Frota, bases na Colômbia, golpe em Honduras e reafirmação do bloqueio contra Cuba). É nesse marco que vem se travando o debate sobre a renovação do equipamento das FFAA brasileiras (sic), o submarino de propulsão nuclear e a compra de jatos de combate junto à indústria francesa.”

Trecho do documento A Política Internacional do PT, examinado no congresso do Partido dos Trabalhadores na semana passada. Leia mais no ForTe, clicando aqui. (Comentários deste post somente no Forças Terrestres).

Reino Unido ainda domina o Atlântico Sul

Atlântico Sul dominio UK

A imagem acima, que foi mostrada numa apresentação do Ministério da Defesa sobre o programa de submarinos da Marinha do Brasil, mostra as ilhas do Atlântico Sul sob domínio do Reino Unido.

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As Malvinas, de novo

Antônio Machado
(*) Paulo Paiva – Interino

vinheta-clipping-navalUm dos argumentos do governo para gastar US$ 10 bi em armamento é a proteção do petróleo no pré-sal. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o Ministério da Defesa acabam de ganhar um presente de sua colega argentina, Cristina Kirchner. Lula e o ministro da Defesa, Nelson Jobim, vêm defendendo com unhas e dentes o programa de modernização das Forças armadas brasileiras, que prevê gastos de aproximadamente US$ 10 bilhões em aquisição de aviões de combate (caças), helicópteros, fragatas e submarinos – inclusive nucleares –, com transferência de tecnologia para o país. Os franceses são os favoritos para reequipar as tropas brasileiras, embora, na questão dos caças, ainda enfrentem a concorrência de americanos e suecos.

Pois bem. Cristina acaba de ressuscitar o fantasma da Guerra das Malvinas, em 1982, quando Argentina e Reino Unido foram às armas pela posse da pequena ilha (Falkland, para os ingleses) no Atlântico Sul. Na época, a Junta Militar que governava os argentinos ia mal das pernas e queria um factóide para recuperar a popularidade. O resultado todo mundo sabe: bombas, navios afundados de lado a lado, mísseis Exocet, caças Harrier ingleses destruindo armamentos inimigos e uma derrota humilhante dos hermanos: o Reino Unido recuperou a ilha (que havia sido invadida por forças argentinas em abril daquele ano) às custas da morte de 644 militares argentinos e 255 britânicos.

Agora, Cristina, que também vai mal das pernas (não no sentido literal, claro), trouxe as Malvinas de volta. Desta vez, o motivo é geoestratégico: o primeiro-ministro inglês, Gordon Brown, anunciou que pretende explorar petróleo nas águas territoriais da ilha. Tudo bem, não fosse um pequeno detalhe: resolução da Organização das Nações Unidas (ONU), em vigor desde o fim da guerra, determina que todas as decisões referentes às Malvinas (cujo dono ainda não foi oficialmente definido, já que a ilha foi ocupada pelos britânicos em 1833 e os argentinos reclamam a posse desde então) devem vir de consenso entre Argentina e Reino Unido. Ou seja, Brown está tomando uma decisão unilateral. E Cristina reagiu, determinando que todos os navios que passem pela região precisam ter autorização expressa da Casa Rosada. O clima anda tenso nesse lado do Atlântico.

Eu não disse?

Por que a questão das Malvinas é boa para Lula e Jobim? Porque um dos argumentos do governo para gastar US$ 10 bilhões em armamento é exatamente a proteção da camada de petróleo no pré-sal, recém-descoberta pelo Brasil.

Jobim tem dito que um submarino nuclear, além de caças e helicópteros modernos, funcionam como força de dissuação, ou seja, fazem com que um país hostil pense duas vezes antes de querer invadir alguma área em águas brasileiras.

Há lógica nisso. Somente os muito ingênuos – e o pior é que eles existem – acreditam que as grandes potências não estejam de olho no petróleo e outras riquezas brasileiras, como urânio, água e titânio. Brown e as forças de Sua Majestade são a prova cabal disso. A ONU impede que a Inglaterra tome decisões unilaterais em relação às Malvinas. Mas a ONU… ora, a ONU… Que ONU? A essa hora, Lula já pode falar: “Eu não disse?”. As siglas que guiam Brown são outras: Otan (ou Nato, em inglês), a Organização do Tratado do Atlântico Norte, a união militar que congrega desde os Estados Unidos aos países da Europa Ocidental, e que neste momento está em guerra no Paquistão.

Alguém duvida?

O fato é que a decisão de Brown mostra que as grandes potências farão o que for necessário, agora e no futuro, para garantir o suprimento de matérias-primas estratégicas, como petróleo, urânio, metais e água. Os EUA de George W. Bush e a Inglaterra de Tony Blair invadiram o Iraque para garantir petróleo, mentindo descaradamente para o mundo sobre armas de destruição em massa escondidas por Saddam Hussein. Agora, Brown começa a colocar as asinhas de fora – e aqui, no quintal brasileiro.

São as commodities – como petróleo, minérios e grãos – que sustentam a economia global. Sem elas, ninguém come, se locomove ou constrói. Alguém ainda duvida de que eles, os senhores das armas, farão o que achar necessário para ter acesso a elas? Que venha o pacote de defesa de Lula.

FONTE: O Estado de Minas

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