QG Airsoft

Operacion Multinacional Alianza

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Em fotos de 12 de maio de 2009, formatura dos navios participantes da Operacion Multinacional Alianza. Na última posição, a fragata Constituição (F-42), que na volta ao Brasil, foi deslocada para participar das buscas ao Airbus do voo AF 447.

Os outros navios são: Blanco Encalada (CF-15), ARC Almirante Padilla (FM-51), ARC Cartagena De Indias (BL-161), BAP Aguirre (FM-55), USS Doyle (FFG-39) and USS Kauffman (FFG-59). (Clique nas imagens para ampliar).

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FOTOS: US Southern Command

 

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A Alemanha já tinha concordado em vender três submarinos U214 aos paquistaneses, mas o fechamento do negócio tem sido postergado por conta da instabilidade política reinante no Paquistão.

Para os alemães o negócio de US$ 2 bilhões é economicamente atraente, mas é politicamente arriscado. Em 2006, o Governo Alemão deu o aval ao Paquistão, inclusive com um crédito de exportação de US$ 1,4 bilhão.

Mas agora que o país tornou-se infestado por insurgentes do Talibã e da al-Qaida, que querem desestabilizar o governo local e lançar ataques ao Afeganistão, a venda dos submarinos foi congelada.

As negociações tem se arrastado e a venda dos submarinos U214 vai precisar da aprovação do conselho de segurança nacional da Alemanha, que repetidamente vem adiando a decisão.

O ministro da defesa do Paquistão esteve visitando os alemães recentemente, mas parece que a decisão final só será tomada após as eleições federais na Alemanha, que ocorrerão em setembro.

NOTA do BLOG: A Índia e o Paquistão são adversários tradicionais também no mar e a compra dos U214 visa fazer frente à ameaça representada pelos submarinos “Scorpène”, que estão sendo construídos pela Índia.

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Duas pesquisas feitas por jornais chineses na internet este mês, revelaram que a maioria dos internautas prefere o nome de “Mao” para o futuro navio-aeródromo do país, em homenagem ao polêmico líder chinês Mao Tsé-Tung.

 

Destroier americano se movimenta para o primeiro teste das novas sanções da ONU contra a Coreia do Norte

KOREA-NORTH/vinheta-clipping-navalUm destroier da Marinha dos EUA está seguindo neste domingo, 21, um navio norte-coreano suspeito de carregar armas ilícitas que ruma em direção a Myanmar, no que pode ser o primeiro teste das novas sanções do Conselho de Segurança da ONU contra a Coreia do Norte, informou a tevê sul-coreana YTN, citando uma fonte do serviço de inteligência da Coreia do Sul.

“Os EUA suspeitam que o Kang Nam 1 pode carregar mísseis ou partes relacionadas e que o navio provavelmente fará escala em Cingapura em sua rota”, disse a fonte, segundo a YTN. O navio é um dos cinco “Kang Nams” – de nomenclatura de 1 a 5 – usados por Pyongyang para transportar armas no passado, segundo a tevê sul-coreana.

O governo militar de Myanmar, que enfrenta um embargo de armas dos EUA e da União Europeia, tem comprado armas da Coreia do Norte. A tevê YTN disse que os EUA enviaram um destroier e está usando satélites para perseguir o navio norte-coreano.

O cargueiro Kang Nam, de 2 mil toneladas, é supostamente o primeiro navio norte-coreano a ser perseguido sob as novas sanções da ONU. Na quinta-feira, 18, duas fontes americanas disseram que a Marinha dos EUA tinha começado a seguir o navio, que deixou o porto de Nampo, na Coreia do Norte, na quarta-feira, 17, e estava viajando através da costa da China. Uma dessas fontes disse que não havia certeza do que o Kang Nam estava carregando, mas essa embarcação esteve envolvida no transporte de armas antes.

Houve uma escalada da tensão na península Coreana desde que a Coreia do Norte decidiu conduzir seu segundo teste de explosão nuclear no dia 25 de maio. Em seguida o governo norte-coreano declarou que iria expandir seu programa de bomba atômica e ameaçou deflagrar uma greve em protesto as sanções impostas pela ONU como resposta a seu teste nuclear.

As novas sanções da ONU endureceram um embargo de armas anterior contra a Coreia do Norte e autorizou a realização de buscas nos navios em uma tentativa de impedir os programas nuclear e de mísseis balísticos do país. A resolução pede a todos os 192 membros da ONU que inspecionem os navios em mar aberto se eles tiverem informações que proporcionem motivos razoáveis para acreditar que a carga contenha armas proibidas ou material para construí-las, e se uma aprovação for dada pelo país da bandeira do navio. Se o país se recusar a dar a aprovação, o navio deve ser direcionado “para um porto apropriado e conveniente para a inspeção das autoridades locais”.

FONTE: Agência Estado / AP

 

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Marinha quer se aproximar de fornecedores nacionais de navipeças para superar gargalos e garantir aumento de conteúdo nacional de suas próximas embarcações

cl54-bridgevinheta-especialSe depender do Programa de Reaparelhamento da Marinha, tanto os estaleiros brasileiros como os fornecedores nacionais de navipeças têm bons motivos para se animar. Depois de amargar alguns anos em banho-maria devido à escassez de recursos em seu orçamento, a Marinha do Brasil está agilizando o processo de renovação de sua frota. A intenção da instituição é contratar 27 navios-patrulha de 500 toneladas até 2016 e 12 navios-patrulha oceanográficos, de 1.800 toneladas em prazo ainda não definido. Além disso, segundo o coordenador do Programa de Reaparelhamento da Marinha, contra-almirante Antonio Carlos Frade Carneiro, a intenção é utilizar cada vez mais equipamentos produzidos por fabricantes nacionais. “Temos o desafio de trazer as micro, mini, pequenas e médias empresas para participar de licitações da Marinha”, afirmou ele em recente evento na Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), no Rio de Janeiro.

Sem dúvida que a meta de contratar tamanha quantidade de embarcações é ambiciosa principalmente se for levado em conta a atual dificuldade na obtenção de crédito tanto no Brasil quanto no exterior. Mas como o próprio governo Federal já manifestou sua vontade de modernizar os sistemas de defesa do país e de incentivar a indústria nacional de defesa, são maiores as chances de que dessa vez as propostas se concretizem. Em 2009 as Forças Armadas tiveram um aumento no orçamento de R$ 6 bilhões para R$ 9 bilhões, além de uma otimização de mais R$ 1 bilhão de execução orçamentária.

Outra boa notícia é que, segundo a Lei nº 11.768/2008, os royalties do petróleo que passarem a constituir receita do orçamento da Marinha não poderão ser contingenciados, o que proporcionou maior segurança ao planejamento financeiro da Marinha.

Atualmente os dois primeiros navios-patrulha de 500 toneladas estão em construção no estaleiro cearense Inace. As propostas comerciais para outros quatro estão em análise pela Marinha desde o final do ano passado. Três estaleiros apresentaram propostas: Mauá, Eisa e o próprio Inace. Somente os dois últimos seguem na disputa e o resultado final deve ser divulgado ainda neste semestre. A previsão da Marinha é de que os quatro entrem em operação até 2012. Os recursos para eles estão garantidos no orçamento da Marinha.

O contra-almirante Frade Carneiro explica que como mais uma medida para combate à crise econômica atual, o governo pretende selecionar projetos que têm possibilidades de execução imediata e outros seis dos 27 navios-patrulha poderão estar entre eles. “A antecipação da construção pode ser vista como mais uma medida do governo brasileiro para minimizar os efeitos da crise econômica, fomentando a indústria naval brasileira”, avalia, acrescentando que a Marinha aguarda decisão, para breve, sobre a autorização governamental para início de mais este processo licitatório. A meta é de que as obras sejam concluídas até 2016.

Em todos estes casos a construção será feita em estaleiro nacional e de preferência em unidades industriais distintas, para facilitar a difusão do conhecimento. “A intenção é ter diversos estaleiros capacitados para tocar as obras, para que o know-how não fique concentrado em um só estaleiro e a Marinha tenha condições de encomendar em diversos parques industriais ao mesmo tempo”.

O coordenador do PRM explica que a Marinha comprou o projeto francês utilizado nos dois navios em construção no Inace e está promovendo uma espécie de customização. Com isso será possível inserir mais itens nacionais, além de facilitar a aquisição de sobressalentes, a assistência técnica e a cotação de preços dos materiais. “Queremos que as empresas que fornecem para os navios-patrulha venham para o Brasil. Ou para fabricar aqui ou para fazer parcerias”, explica o coordenador do projeto. Cada navio-patrulha custa cerca de R$ 75 milhões.

Segundo ele, ainda não é possível ter números exatos sobre o índice de nacionalização dos navios-patrulha em construção no Inace porque, dentre outros motivos, muitos sistemas e equipamentos ainda estão em fase de seleção. Para os próximos, a Marinha pretende, com o aumento da escala de construção, atingir um índice de nacionalização cada vez maior. “A meta para o segundo lote é iniciar com no mínimo 50% de conteúdo nacional”, afirma o coordenador do PRM.

Frade Carneiro sugere que seja formado um pool de micro e pequenas indústrias para viabilizar a participação delas em projetos grandes. “Queremos que o major contractor se responsabilize por alguns procedimentos que seriam dos fornecedores. As empresas menores em geral não têm condições de produzir a documentação necessária, seja por dificuldades de entendimento das especificações técnicas fornecidas pela Marinha, seja por contar com departamentos comerciais frágeis. Mas o contato com a Marinha não é a única dificuldade. Exigências ambientais, fiscais, exigências de ensaios e certificações também inviabilizam ou inibem a participação do pequeno fornecedor.” Ele apontou ainda a falta de comunicação entre a Marinha e os fornecedores como outro entrave. Às vezes, a Marinha abre uma licitação e não tem a participação que esperava. “Até para o pequeno fornecedor fazer chegar até nós a sua dúvida é difícil”, afirma o contra-almirante, que pretende buscar uma aproximação maior entre a Marinha e os fornecedores nacionais.

Mais encomendas

A Marinha também planeja encomendar 12 navios-patrulha oceânicos de 1,8 mil toneladas. A licitação dos três primeiros, com opção de mais dois, é estimada para junho de 2010. A confirmação, no entanto, só virá após a aprovação do novo Plano de Equipamento e Articulação da Marinha (Peamb) pelo governo federal. Os recursos financeiros deverão ser provenientes do orçamento da Marinha. Cada um deles custa cerca de R$ 230 milhões e a intenção é de que as obras, a serem executadas em estaleiros nacionais, tenham 60% de conteúdo nacional.

Construir no Brasil um navio com tal nível de sofisticação não será tarefa simples. Questionários multidisciplinares elaborados por especialistas de diversos setores da Marinha serão enviados para projetistas tradicionais interessados em fornecer o projeto. Estes projetistas devem ter condições de atender aos requisitos da Marinha e dispor de projetos executados, já em uso em outras marinhas do mundo. “De posse das respostas, três deles serão escolhidos para compor uma short list para negociarmos e escolhermos os que nos derem as melhores condições. “Diremos o que queremos e escolheremos o que se dispuser não só a fazer aqui como a ter parceria com estaleiros nacionais para prepará-los para as construções. Pretendemos, por exemplo, estabelecer uma pontuação conforme o índice de nacionalização apresentado na proposta de licitação”, detalha o contra-almirante, acrescentando ainda que a Engeprom está se capacitando para que a construção dos canhões também possa ser feita no Brasil. Cada um dos navios-patrulha oceanográficos será equipado com um canhão de 76 milímetros e duas metralhadoras de 20 milímetros.O sistema de armas destes navios representa cerca de 50% de seu custo.

Entre os poucos estaleiros que têm know how para tocar essa encomenda estão o italiano Fincantieri, o alemão Thyssen e o espanhol Navantia.

Em sua apresentação na Abimaq, o coordenador do Programa afirmou que outras embarcações previstas no PRM somam cerca de R$ 400 milhões para encomenda até 2017. São chatas de água e óleo, rebocadores de portos, agências-escolas, lanchas, botes, etc

O PRM prevê ainda a construção de cinco navios-patrulha logísticos até 2028 com previsão de início em 2010. Eles também terão projeto estrangeiro e construção no Brasil. O custo total do PRM é estimado em cerca de R$ 2,7 bilhões.

Novo estaleiro para submarinos

Em dezembro, durante visita do presidente da França, Nicolas Sarkozy, o consórcio Odebrecht e DCNS (estatal francesa com administração privada) firmaram acordo que prevê a construção de uma base naval na Ilha da Madeira, em Itaguaí (RJ). A área tem 95 mil metros quadrados e pertence à Companhia Docas do Rio de Janeiro, com quem a Marinha está negociando a cessão do terreno. A cargo desta base estará a construção de quatro submarinos de propulsão diesel-elétrica. O primeiro deve começar a ser construído no próximo ano e fica pronto até 2014, o segundo até 2016, o terceiro até 2018. A intenção da Marinha é que o último submarino convencional fique pronto em 2021.

As seções dos submarinos deverão ser construídas na Nuclep e o transporte delas até a base será feito por outra estrada a ser construída especialmente para que não seja utilizada a estrada do porto de Itaguaí.

Para possibilitar a construção da base da Marinha foram feitas modificações no projeto do porto da EBX, vizinho ao da Marinha. O projeto de ampliação do porto de Itaguaí também foi preservado.

É um projeto de € 7 bilhões e o maior empreendimento da Marinha em toda a sua existência.

O contrato com a francesa DCNS prevê que ela deverá qualificar indústrias nacionais para produção de itens menores do empreendimento. No momento está sendo montado um cadastro de empresas brasileiras que possam participar da obra.

A intenção da Marinha é que enquanto a base e os submarinos convencionais estejam em construção, seja alicerçada a base para o primeiro submarino nuclear construído no Brasil.

FONTE: Portos e Navios

 

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A aquisição de duas fragatas holandesas muito modernas com baixa assinatura radar e excelente equipamento de combate a juntar às três “Vasco da Gama” e a próxima chegada a Portugal dos dois submarinos NRP “Tridente” e NRP “Arpão” (U-209PN) vieram proporcionar à Marinha de Guerra portuguesa um excelente poder militar.

A Espanha possui armamento naval muito superior. Contudo, na leitura de certos blogs militares do país vizinho, verifica-se que está a causar um engulho muito grande a presença dos dois U-209PN (U-214) naquilo que para a Marinha espanhola foi sempre o seu mar e para os portugueses é naturalmente o mar português que se estende à vasta zona exclusiva marítima dos Açores e da Madeira. Os espanhóis escrevem algumas vezes que as águas territoriais portuguesas são a ponte marítima entre o Norte e o Sul da Espanha, sendo, por isso, vitais para os interesses castelhanos.

Além disso, para a Marinha Espanhola, Portugal foi sempre um pequeno país pobre e coitadinho, apesar de estar no trigésimo lugar entre os mais ricos per capita no Mundo num universos de quase 200 nações.
Portugal mostrou já que foi capaz de conter o défice e construir condições para o investimento público. Claro, a crise económica e financeira mundial veio alterar a situação, mas neste campo, os países mais avançados estão a sofrer muito mais que Portugal.

Não devemos esquecer que da grande crise e depressão de 1929-39 resultaram duas guerras importantes para Portugal, a guerra civil espanhola de 1936-39 e a II. Guerra Mundial de 1939-45. Em ambas, Portugal não foi envolvido porque possuía uma liderança forte e o país estava unido, mesmo que à força, mas isso blindou Portugal das influências e apetites estrangeiros que poderiam atirar o País para uma guerra que não era a sua e de que sairia sempre muito prejudicado, principalmente em vidas humanas.

Alguns sinais de uma possível ameaça espanhola começam a ser vislumbrados hoje, traduzida na forma agressiva como empresas de comunicação social, inteiramente detidas por capitais espanhóis, leia-se Prisa, procuram desestabilizar a governação portuguesa e impedir que o País venha a ser dotado de uma liderança forte que não se vergue a medos patológicos. As pátrias subsistem ao longo de séculos com sacrifícios pessoais e raramente só com benefícios imediatos. Perdida ou reduzida uma independência é que se vem a saber qual o custo dessa perda. O medo é sempre o maior inimigo de um povo.

Os dois novos submarinos serão, sem dúvida, respeitados por qualquer submarino nuclear de ataque norte-americano como os da classe “Los Angeles” muito ruidosos ou da nova classe “Virgínia” muito simplificados.
Há quem diga que duas unidades são poucas, mas a verdade é que a manutenção dos U 209PN é mais rápida e simples, como dizem os especialistas, e se o ideal de ter três unidades não foi conseguido, as duas representam já algo.

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Pelas suas características de silêncio absoluto, quase nula assinatura sonar e capacidade para navegarem em profundidade durante um largo tempo sem serem detectados por navios ou submarinos adversos, os U 209PN serão verdadeiros “guerrilheiros” do mar, temíveis por poderem atacar submarinos, navios de superfície e mesmo importantes alvos terrestres.

Curiosamente, a detecção deste tipo de submarinos por forças adversas baseia-se não na procura do ruído que não fazem, mas antes na ausência de ruído, isto é, num chamado “buraco de silêncio” relativamente ao ruído habitual dos peixes no mar, o que pode ser evitado pela emissão de ruído marítimo gravado no submarino.
Os novos submarinos poderão impedir o apoio marítimo a uma tentativa independentista dos arquipélagos da Madeira e dos Açores que poderão procurar noutros lados os apoios financeiros que o Continente pode não estar em condições de dar. E não têm faltado ameaças de, pelo menos, um governo regional.

Os EUA teriam sempre interesse numa Madeira e nuns Açores independentes que se tornariam em seus protectorados. Uma Espanha também teria o mesmo interesse, principalmente se Portugal estivesse desgovernado por falta de uma maioria parlamentar ou por lutas intestinas muito graves.

Numa situação dessas, do exterior poderia não haver invasão, mas apenas “apoio humanitário” em medicamentos e, porque não, armas como mísseis anti-navio e anti-aéreos embalados em caixotes com o emblema da Cruz Vermelha Internacional, embarcados num navio mercante. O torpedeamento ou obrigação de paragem de navios “humanitários” faria mudar a situação radicalmente sem que as marinhas estrangeiras estivessem interessadas num combate. É que os meios bélicos próprios para o combate não servem sempre para isso sob o ponto de vista político. Uma coisa é a “ajuda humanitária”, outra coisa é o combate em águas territoriais de outro país. O inverso não é o mesmo. A nação jurídica tem todo o direito de travar combate seja contra quem for no seu território ou no mar adjacente e o direito internacional não o pode impedir.

Os dois submarinos são um instrumento do direito do Estado português que pode ameaçar todo e qualquer contraventor desse mesmo direito e podem impedir a tempo uma situação do tipo Kosovo. Nenhum marinha estaria à vontade nos mares insulares, sabendo da presença de um terrível e invisível inimigo.
As forças armadas de um pequeno país destinam-se a obrigar um agressor a travar combate. Esse facto é intolerável no âmbito do direito internacional, apesar de nem sempre ser bem sucedido.

Recorde-se que apoios “humanitários” do tipo referido não têm faltado no Mundo desde 1945 até hoje.
A crescente desorganização da União Europeia devido à crise leva-nos a imaginar o seu quase desmembramento. Actualmente, cada nação trabalha por sua conta. Já não há disciplina na zona Euro e ninguém sabe o que fazer. O proteccionismo instala-se e pouco falta para surgirem apetites bélicos para desviar as atenções dos 30 a 40 milhões de desempregados que poderão ser registados até ao fim do ano corrente.

A tão morosa unidade europeia pode desaparecer de um dia para o outro e ser substituída por eixos como o de Paris-Berlim e, porque não, Paris-Berlim-Madrid. Esse sim, muito perigoso para Portugal a oeste e para a Polónia a leste.
Mesmo fora de um cenário europeu. Os dois submarinos ultra-silenciosos podem intervir para a defesa de cidadãos e interesses portugueses na Guiné, por exemplo, apesar de que as actuais fragatas serão aí suficientes como se verificou no passado relativamente recente. Mas uma unidade submarina pode fazer desembarcar mais facilmente uma pequena força de fuzileiros para libertar portugueses, salvar um chefe de Estado ou observar de perto certas situações ameaçadoras. Os dois submarinos não servem verdadeiramente como arma de agressão, mas apenas como arma defensiva e psicológica com poder real.

Num país com uma certa força aérea, a presença invisível de submarinos portugueses poderia servir também como arma psicológica na defesa de cidadãos portugueses e interesses se acontecesse uma profunda alteração política anti-Portugal ou anti-Europa.
Nessa situação, o bloqueio psicológico ou real de um porto poderia levar a soluções pacíficas sem causar vítimas ou prejuízos para ambas as partes e serenar os ânimos belicosos, fazendo imperar o bem senso e o respeito mútuo.

No contexto actual de crise económica, uma Paz tida como garantida até agora pode repentinamente deixar de o ser. Mesmo um país como Portugal não pode descurar a posse de forças verdadeiramente operacionais, mesmo que em número limitado. Mais importante que o número é, sem dúvida, a dupla operacionalidade dos homens e do material moderno.
O registo contabilístico da despesa com a compra dos dois submarinos vai afectar um pouco o défice orçamental em 2010. Como estes navios são entregues a Portugal em 2010, o Governo é obrigado, segundo o Eurostast, a registar nesse ano os 973 milhões de euros, com juros incluídos, gastos na sua aquisição. Como o custo dos submarinos representa 0,5 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), em 2010, o défice das contas públicas aumentará de 0,4 por cento, previsto no Plano de Estabilidade e Crescimento (PEC), para 0,9 por cento.

A preço de contrato, os submarinos custaram 779 milhões de euros. Acresce 194 milhões em juros. Total: 973 milhões. Em 2010 estima-se que o PIB seja de 180 mil milhões. Assim, uma despesa de 973 milhões implica a subida do défice previsto para 0,9%. Claro, com a actual crise, as contas públicas de todos os países do Mundo, sem excepções, estão a sofrer profundas alterações.

Para o Ministro das Finanças, a alteração exigida pelo Eurostat não se pode aplicar à compra destes submarinos porque isso representaria um efeito retroactivo, dado que a decisão de Bruxelas é posterior à compra dos submarinos.

Os submarinos serão pagos ao longo de vinte anos num misto de crédito/leasing, pelo que a influência nas despesas públicas de 2010 é quase virtual.
Mas é curioso que uma empresa que adquira bens de equipamento não pode contabilizar o custo total dos mesmos num só ano, pelo terá de considerar os períodos de amortização legais que variam conforme os bens em causa. Porque razão a Comissão Europeia resolveu exigir algo de diferente?

Por Dieter Dellinger – redactor da Revista de Marinha – dedica-se à História Náutica, aos Navios e Marinha e apresenta o seu livro “Um Século de Guerra no Mar”

 

“Temos que pensar grande”. A frase foi empregada pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, para dar o tom das relações do Brasil com os demais países. Em entrevista de uma hora, concedida à Agência Brasil no dia em que o Ministério da Defesa completou dez anos, Jobim disse que o país tem autoridade moral perante a comunidade internacional. Leia o restante da matéria, publicada no Blog ForTe, clicando aqui.

 

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O ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou que a operação de resgate dos destroços do avião da Air France, que caiu no Oceano Atlântico no último dia 31, trouxe ensinamentos para o país, entre eles a necessidade de uma base naval no Norte do país.

“A base naval brasileira hoje é exclusivamente no Rio de Janeiro. Temos que estabelecer uma base no Norte”, afirmou.

Jobim disse que estava na Namíbia quando ocorreu o acidente, e que, quando chegou, a FAB (Força Aérea Brasileira) já tinha montado todo o processo logístico, e foi definido o programa da Marinha. “A montagem de tudo mostra que temos capacidade, cabeça. Mostramos agilidade, integração e capacidade decisória.”

O ministro afirmou que ainda não sabe dizer o custo da operação. “Ainda não tenho esse custo. Como eu estou indo à França, pedi um levantamento aos nossos comandos da Marinha e da Aeronáutica. Já temos cerca de 100 horas de voo*. Pedi também o número de milhas percorridas pelos navios. Na operação, contamos com 12 aeronaves, sendo dois helicópteros. O acerto que se tem é que, para o resgate de corpos, que são trazidos pelos navios da Marinha até 250 milhas de Fernando de Noronha e de lá são resgatados pelos helicópteros.”

Além disso, segundo ele, outra informação do Comando da Marinha é que “já estão aparecendo corpos além da área sob responsabilidade brasileira, ou seja, já sob a responsabilidade de Dacar [capital do Senegal]“. “Mesmo assim, esses corpos estão sendo resgatados, e a operação continua.”

Jobim admitiu ainda que as Forças Armadas precisam se modernizar. “A operação mostrou que precisamos nos capacitar mais, ter mais R99 [avião da FAB equipado com radar], que é vital. Precisamos também desse projeto de fabricação dos helicópteros, que é fundamental, o do Super Cougar. Temos intenção de produzir no Brasil 50 Super Cougar. A estratégia para o equipamento das Forças está vinculada à capacitação nacional. Isso significa um enorme arrasto de tecnologia para o país.”

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Fonte: Folha Online / Agência Brasil

* Segundo Nota Oficial da Força Aérea Brasileira, na manhã de 11 de junho o total já era de 700 horas de voo somando aeronaves de outros países, com quase 600 horas só de aeronaves da FAB

Fotos (MB) e complemento do Blog: a foto do alto da matéria mostra a Base Naval de Val-de-Cães, em Belém, Região Norte do País. A de baixo mostra a capacidade de seu dique seco. Segundo a Marinha do Brasil, a Base dispõe dos seguintes meios para cumprir sua missão, vários dos quais podem ser vistos nas fotos:

  • Dique seco Almirante Raul Barros com 225m de comprimento, 25m de boca e 40.000 ton. de capacidade;
  • Carreira para embarcações de até 120 ton; Oficinas de Máquinas, Mecânica Naval, Estruturas e Metalurgia,Eletricidade, Motores e Refrigeração, Carpintaria e Fundição; Grupo de Reparos de Eletrônica e Armamento (GRETARM);
  • Guindaste de 12 ton. para apoio aos navios docados; Bacia de manobras, Rebocador de porto SCHRAMM, Chata de óleo;
  • Pier para atracação de navios com facilidades de apoio;
  • Heliponto, permitindo o pouso de todos os helicópteros existentes na Marinha do Brasil;
  • Frigorífica para apoio aos navios docados.
 

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O anúncio de que o Programa de Submarinos da Marinha do Brasil atingirá a cifra de R$ 17 bilhões trouxe preocupação com relação aos recursos para aquisição de novos navios escoltas, para substituir a classe “Niterói” (foto acima) e “Greenhalgh”.

Fragatas como a FREMM (abaixo) poderão custar cerca de R$ 1 bilhão por unidade, sem contar os custos de modernização do AMRJ e de transferência de tecnologia.

As atuais escoltas brasileiras vão durar no máximo até o ano 2025, quando a atual Força de Superfície da Marinha do Brasil deve desaparecer. Sendo assim, não será possível postergar por muito tempo a aquisição de novos navios.

Além das escoltas, a Marinha terá de adquirir navios-patrulha, um navio-aeródromo de “propósitos múltiplos” e mais helicópteros, dentre outros equipamentos. Veja aqui os principais programas de aquisição da Marinha do Brasil.

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NOTA do BLOG: Segundo o site DIDDefense Industry Daily, o custo de cada fragata FREMM em 2005 era de 400 milhões de euros, o que daria hoje mais de R$ 1 bilhão, sem contar a inflação e o aumento natural dos preços de projetos dessa natureza.

 

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A docagem recente do casco do navio-aeródromo ex-Varyag na China aumentou a especulação sobre as obras que estão sendo feitas no navio e sua possível ativação.

Ao mesmo tempo, as declarações dadas pelo Ministro da Defesa Nelson Jobim, de que a Marinha do Brasil vai treinar oficiais da Marinha do Exército de Libertação Popular da China (PLAN) em operações aéreas embarcadas a bordo do NAe São Paulo, estão provocando muita discussão e preocupação de americanos em blogs e fóruns de Defesa na internet. Muitos não concordam que o Brasil repasse o conhecimento adquirido dos EUA e da França para a China e alguns propõem que a US Navy não treine mais pilotos navais brasileiros.

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Presidente diz que EUA manterão sua supremacia militar no mundo e só entrarão em guerras se necessário

obama_apO presidente Barack Obama, interessado em pôr fim aos atrasos de programação e custos superiores nos gastos de defesa dos EUA, assinou uma lei na sexta-feira, 22, para reformar a maneira pela qual o Pentágono compra grandes sistemas de armamentos. “Como comandante em chefe, farei o que for preciso para proteger o povo americano”, disse Obama na cerimônia de assinatura da lei, na Casa Branca. “Mas rejeito a ideia de que tenhamos que desperdiçar bilhões de dólares para manter esta nação em segurança.”

O Senado e a Câmara dos Deputados aprovaram a legislação por unanimidade no início da semana. O presidente do Comitê da Câmara para os Serviços Armados, Ike Skelton, disse que a medida conquistou apoio amplo devido à frequência com que os programas de armas superam seus custos previstos e apresentam atrasos de programação. Citando um relatório do governo que detalhou 295 bilhões de dólares em desperdícios e custos superiores aos previstos em contratos de defesa, Obama disse: “É chegada a hora, finalmente, de acabar com este desperdício e ineficiência.”

O Escritório de Responsabilidade Fiscal do Governo estimou que quase 70% dos 96 maiores programas de armas do Pentágono excederam seus orçamentos em 2008. A nova lei prevê a criação de um escritório do Pentágono responsável por estimar o custo de programas novos. O escritório será encabeçado por um diretor que se reportará ao secretário de Defesa.

A nova lei também prevê ênfase maior em testar armas novas antes de entrarem em produção, para assegurar que as tecnologias sejam suficientemente desenvolvidas, e garante aos comandantes militares uma voz maior na formulação das exigências relativas a qualquer arma nova. As modificações estão sendo acompanhadas de perto pelas maiores fornecedoras do Pentágono: a Lockheed Martin Corp., a Boeing, a Northrop Grumman, a General Dynamics e a britânica BAE Systems Plc.

Supremacia militar no mundo

Obama, disse que o país manterá sua supremacia militar, durante um discurso perante a nova promoção dos Marines, aos quais prometeu enviar para a guerra só se for “absolutamente necessário”. O líder assegurou aos recém graduados da Academia Naval de Annapolis, no estado de Maryland, que dará todo o equipamento que precisarem para realizar sua tarefa, tanto agora como no futuro.

“Em outras palavras, manteremos a superioridade militar americana e faremos com que continuem sendo a melhor força que o mundo já viu”, afirmou o presidente em cerimônia da qual participaram cerca de 30 mil pessoas, segundo porta-vozes da Marinha. Entre os novos graduados estava Jack McCain, filho do senador republicano e rival de Obama durante as eleições presidenciais do ano passado, John McCain.

Obama assegurou ao jovem McCain e a seus companheiros que enquanto ele for comandante-em-chefe os enviará ao combate apenas quando for “absolutamente necessário e com a estratégia e os objetivos bem definidos, o equipamento e o respaldo necessários” para realizar a tarefa encomendada.

Obama diz que entre essas tarefas está a de colocar fim de forma “responsável” à Guerra do Iraque e a de perseguir uma estratégia nova e ampla para “desmantelar e derrotar” a organização terrorista Al-Qaeda e seus aliados no Afeganistão e no Paquistão. Destacou que entre as ameaças enfrentadas pelo país está a luta contra redes terroristas, o avanço de tecnologias letais e ideologias que impulsionam o ódio, a pirataria ao mais puro estilo do século XVIII e os perigos cibernéticos do século XXI.

FONTE: Estadão / Agências Internacionais

 

A Frente Parlamentar da Defesa Nacional, cujo lema é “Paz, Segurança e Desenvolvimento”, tem caráter suprapartidário e conta com 227 parlamentares.
O Presidente da Frente é o Deputado Raul Jungmann (PPS-PE), autor da proposta de criação do grupo. Os diretores são os deputados Aldo Rebelo (PC do B – SP), Ibsen Pinheiro (PMDB-RS), Michel Temer (PMDB-SP) e José Genoíno (PT-SP).

O Blog da Frente pode ser acessado no seguinte endereço:

http://www.frentedadefesa.com.br/

NOTA do BLOG: Pode-se notar que o Blog da Frente da Defesa é pouco frequentado e pouco atualizado, reflexo de como o tema Defesa ainda é tratado no Brasil.

O estado atual das Forças Armadas é diretamente proporcional à qualidade da Política do país, pois a Estratégia de Defesa é instrumento da Política e não o  contrário.

 
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