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Comunicado final condenará exploração de petróleo nas ilhas pelos britânicos

Patrícia Campos Mello

vinheta-clipping-navalOs líderes reunidos em Cancún para a cúpula da unidade dos países latino-americanos vão apoiar “a soberania argentina” das Ilhas Malvinas e condenar a iniciativa da Grã-Bretanha de explorar petróleo na costa das ilhas. No comunicado negociado pelos ministros das Relações Exteriores dos 32 países aqui reunidos, haverá um repúdio à exploração de petróleo pelos britânicos na costa das Malvinas.

“Os chefes de Estado da América Latina reafirmam seu respaldo aos legítimos direitos da República Argentina em sua disputa de soberania (nas Ilhas Malvinas) com a Grã-Bretanha”, diz o documento negociado, que deve ser divulgado amanhã, após as plenárias dos presidentes. Os países latino-americanos dizem que as nações devem evitar “ações unilaterais”, como a prospecção de petróleo empreendida pela Grã-Bretanha na costa das Malvinas.

A presidente Cristina Kirchner, que chegou sábado a Cancún, solicitou ajuda aos países latino-americanos para pressionar a Grã-Bretanha a sentar e discutir a soberania das Ilhas Malvinas. Seu apelo coincidirá com o início dos trabalhos de perfuração da plataforma petrolífera na área marítima ao norte do arquipélago.

O governo argentino pretende evitar as perfurações, temendo que as Malvinas tornem-se um novo centro petrolífero regional. Buenos Aires avalia que a bonança aumentaria o risco de os kelpers (como são chamados os habitantes das ilhas) buscarem a independência, fato que minaria as reivindicações territoriais argentinas. As estimativas sobre as reservas nas ilhas variam desde os mais céticos 8 bilhões de barris, até os otimistas 60 bilhões que os kelpers alegam existir.

Amanhã, na conclusão da cúpula, deve ser divulgado um documento de 90 parágrafos delineando a chamada “OEA do B”. Ainda há muita divergência em relação ao nome da nova organização. O Brasil defende a “União de Estados Latino-americanos”, enquanto países centro-americanos preferem Comunidade da América Latina.

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, e o boliviano, Evo Morales, querem que o novo grupo seja chamado de Organização dos Estados Latino-americanos e se proponha a ser uma OEA sem os Estados Unidos. Mas o Brasil não quer enfatizar esse lado antiamericano, por isso se refere à nova organização como entidade, termo mais neutro. “Não se trata de uma OEA sem os EUA, resolvemos apenas montar um foro só para países da região, coisa que não existia antes”, disse uma fonte brasileira. “A ideia não é substituir, é ter algo novo.”

Segundo Antonio Simões, subsecretário-geral do Itamaraty para América do Sul, o órgão vai se originar da fusão do Grupo do Rio com a Cúpula da América Latina e Caribe (Calc). Por cerca de um a dois anos, as entidades vão continuar mantendo suas agendas paralelas. Será montado um grupo de trabalho que organizará a fusão das duas entidades ao longo desse período.

O órgão, segundo apurou o Estado, não terá um aspecto de defesa, nem abordará as bases americanas na região, como pediam os países da Aliança Bolivariana (Alba). Será mais uma entidade de concertação política. “Um bom paralelo seria a Caricom (Comunidade do Caribe)”, diz Simões. A entidade tratará de mecanismos de cooperação em energia, como biocombustíveis e energia solar, medida que não faz parte do mandato da OEA, por exemplo. O Mercosul seria o mecanismo de maior integração, seguido da Unasul e depois a nova organização.

A ideia de montar uma Organização dos Estados Americanos sem os EUA e o Canadá foi lançada em dezembro de 2008, em Sauipe, Salvador, na primeira cúpula da Calc. Mas o Brasil tenta amenizar a ênfase na entidade como um contraponto ao poder dos EUA.

Na declaração final, também devem ser abordados o tema da reconstrução do Haiti, que deve ficar em termos mais genéricos, depois a Unasul anunciou uma grande doação ao país. Mais uma vez os países vão pedir que os EUA acabem com o embargo contra Cuba . E o líder cubano, Raúl Castro, confirmou presença na reunião, o que deve acentuar o teor anti-EUA nas plenárias, que começam hoje.

FONTE: O Estado de São Paulo

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A revolta dos almirantes

P2V_launch_CVB-42_1951

Muitos brasileiros conhecem a rivalidade entre a FAB e a Marinha do Brasil, por conta da disputa em operar aviões a bordo do primeiro navio-aeródromo brasileiro, o NAeL Minas Gerais, questão que acabou sendo resolvida pelo presidente Castelo Branco em 1965, dando à FAB o direito sobre aviões e à MB, sobre os helicópteros.

Mas poucos sabem que nos EUA, logo após a Segunda Guerra Mundial,  a disputa entre a Força Aérea e a Marinha americanas pelo Poder Aéreo foi bem mais acirrada.

A recém criada USAF, que passou a existir em 1947, queria um novo bombardeiro para alcançar alvos estratégicos na Europa, voando a partir dos EUA, sem precisar usar as bases inglesas.

O bombardeiro XB-36 (foto abaixo ao lado do B-29), cujas especificações eram de 1941, só voou em agosto de 1946. Ele podia voar 6.400km com uma carga útil de 3.600kg.

B-29 e B-36

A Marinha dos EUA tinha dúvidas quanto ao B-36 e os planos da USAF para uma guerra nuclear. Em vista da confiança inicial do SAC nas bases na Grã-Bretanha (1947-1949), os planejadores navais argumentaram que uma capacidade de ataque atômico de longo alcance, baseada em navio-aeródromo, poderia ser útil.

Oficiais da US Navy também ficaram contra o objetivo da USAF de destruição máxima e a favor de ataques nucleares de precisão a alvos industriais e estratégicos.

Foram apresentados esboços de planejamento de guerra, com mapas mostrando  navios-aeródromo operando ao longo da Noruega e da Arábia, no Mediterrâneo e no Mar Amarelo, que podiam atingir alvos no interior da URSS.

O almirante Daniel Gallery, subcomandante naval para mísseis teleguiados, em 1947 argumentou que a Marinha poderia lançar armas nucleares “com maior eficácia do que a Força Aérea”.

Em 1949, aviadores navais decolaram um avião de patrulha P2V-3C Neptune do convés do USS Coral Sea (na foto do alto um Neptune decola com auxílio de foguetes) e fizeram uma missão de 6.500km que envolvia lançar uma falsa bomba nuclear de tamanho padrão.

USS_United_States CVA-58

Desde 1948 a US Navy planejava a construção de um super navio-aeródromo, o USS United States (CVA-58), que deslocaria 80.000 toneladas, quase o dobro dos porta-aviões padrão da Segunda Guerra Mundial.

Hoyt_VandenbergTrês membros do Estado-Maior Conjunto aprovaram o plano da Marinha, em 26 de maio de 1948. O chefe do Estado-Maior da Força Aérea, Hoyt Vanderberg, foi contra o plano, argumentando que o gastos era excessivos e que ele deveria fazer parte do plano nacional de guerra atômica.

Ainda assim, o Congresso concedeu a verba para o USS United States e o presidente Truman autorizou sua construção. O secretário da Defesa James Forrestal, defensor do USS United States, entregou o Pentágono ao novo secretário em 1949, Louis A. Johnson, que apoiava a USAF.

JohnLSullivanJohnson logo após assumir o cargo, pediu aos Chefes do Estado-Maior Conjunto um relatório sobre o super porta-aviões. Dessa vez, o chefe do Estado-Maior do Exército modificou a posição anterior e ficou a favor da USAF.

O secretário Johnson enviou um comunicado à imprensa cancelando o trabalho no USS United States. O secretário da Marinha, John Sullivan, pediu demissão logo em seguida.

A campanha pelo Poder Aéreo estava no auge. Na era nuclear, a USAF destacava que uma única bomba nuclear podia destruir uma frota naval tão facilmente quanto uma cidade. A Força Aérea queria ter a primazia.

Ansiosos por serem ouvidos, oficiais da Marinha divulgaram comunicados à imprensa destacando as deficiências do B-36 e as “irregularidades” relacionadas às sua licitação.

No dia 9 de junho de 1949, o deputado da Georgia Carl Vinson, presidente da Comissão de Serviços Armados da Câmara, anunciou audiências sobre o B-36, que consideraram o avião o melhor disponível e relataram não ter encontrado indícios de fraude ou corrupção em sua aquisição.

Louis Emil Denfeld

Nadando contra a corrente, antigos oficiais navais que depuseram em uma segunda rodada de audiências continuaram a atacar a Força Aérea e o B-36. Reagindo a essa “revolta dos almirantes”, o secretário Johnson e o novo secretário da Marinha insistiram na demissão do almirante Louis E. Denfield, o então Chefe de Operações Navais (foto acima).

A Marinha perdeu o United States, mas menos de um ano depois, tropas comunistas invadiram a Coreia do Sul. Mais uma vez em combate, os navios-aeródromo mostraram seu valor.

O B-36 Peacemaker, estava praticamente obsoleto quando entrou em serviço em 1948. A USAF tinha manipulado a verdade, num esforço de vender o avião para o Congresso e o público. Na época, num esforço de relações públicas, tentaram convencer o famoso piloto Chuck Yeager a testemunhar a favor do B-36, dizendo que ele era difícil de interceptar. Chuck se recusou a fazê-lo. Em 1953, 238 aeronaves B-36 estavam em serviço no SAC (Strategic Air Command).

Depois do fracasso do USS United States e da “revolta dos almirantes”, a Guerra da Coreia foi positiva para a Marinha dos EUA. Os navios-aeródromo mostraram sua validade na projeção de poder sobre terra, no apoio aéreo aproximado, imprescindível para as tropas.

O contra almirante Forrest P. Sherman, que sucedeu o almirante Denfield como Chefe de Operações Navais, conseguiu aumentos substanciais do orçamento para a Frota, defendeu a construção do submarino nuclear e conseguiu a aprovação de uma nova classe de navio-aeródromo, cujo primeiro seria o USS Forrestal.

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Las Malvinas son Argentinas

As Malvinas, chamadas pelos britânicos de Falklands, são um arquipélago de dezenas de ilhas ao sul do Oceano Atlântico. O território pertence à Grã-Bretanha, e a grande maioria da população das ilhas é de origem britânica.

A Guerra das Malvinas de 1982 foi resultado de uma disputa territorial entre a Grã-Bretanha e a Argentina. Os argentinos reivindicam a soberania da região desde o século 19. Negociações para resolver a disputa política começaram em 1965, mas não deram resultados. Em 1982, o governo militar argentino resolveu tomar as ilhas à força, o que provocou a reação militar britânica.

História das Ilhas

Existe uma divergência quanto ao primeiro a descobrir a existência das ilhas. Segundo os ingleses, o primeiro navegador a aportar nas Malvinas foi John Davis a bordo da nau Desire. Segundo a versão argentina, foram os Espanhóis e os Portugueses os primeiros a chegarem.

  • 1592 – Descoberta pelos britânicos
  • 1690 – Primeiro desembarque
  • 1764 – Primeira base francesa
  • 1767 – Base francesa passa ao controle espanhol
  • 1770 – Espanha expulsa colonos britânicos
  • 1820 – Argentina recém-independente toma posse das ilhas
  • 1831 – EUA declaram as ilhas “free of government”
  • 1833 – Britânicos retomam a ilha da Argentina

A última ocupação das Malvinas pelos britânicos, em 1831/33, é considerada ilegal pelos argentinos em vista das ilhas terem sido tomadas pela força à Província de Buenos Aires.

Mas foi só a partir de 1964 que as discussões entre os dois países passaram a tomar corpo, provocadas por um cidadão argentino que pousou em Puerto Argentino num pequenino avião e fincou a bandeira argentina.

Os britânicos chamam a localidade Puerto Argentino de Port Stanley, da mesma forma que é comum se referirem à Guerra das Malvinas como Falklands Campaing. Desde então, os argentinos passaram a invocar a soberania sobre as ilhas nos foros internacionais, com ênfase no período de 1975 a 1977.

Em 2 de janeiro de1980, o governo britânico apresentou ao Parlamento uma moção de solução a exemplo de Hong Kong, pela qual a soberania seria cedida aos argentinos com arrendamento ao Reino Unido. Essa idéia, entretanto, foi duramente criticada pelos ilhéus das Malvinas – os chamados “kelpers” – que desejavam a soberania britânica.

Os britânicos sempre enfatizaram, como ponto fundamental nas negociações, que a vontade dos “kelpers” deveria prevalecer na decisão.

Ao final de março de 1982, o governo da Grã-Bretanha já possuía informações sobre a provável invasão argentina, a qual viria a tornar-se realidade em 2 de abril, a despeito do apelo pessoal do Presidente Ronald Reagan, dos Estados Unidos, em conversação telefônica com o Presidente argentino General Leopoldo Fortunato Galtieri, no sentido de evitar a ação armada.

A comunidade internacional criticou o uso da força, não só porque entendia ser uma agressão, como, também, porque existiam negociações diplomáticas em curso. Em decorrência, o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas emitiu a Resolução 502, pela qual a Argentina deveria retirar, imediatamente, suas tropas e procurar a solução pacífica.

Os países do mundo desenvolvido ficaram do lado britânico. A decisão do governo norte-americano de apoiar o Reino Unido, nos aspectos militares, e de bloquear a ajuda à Argentina, no campo econômico e também militar, fortaleceu de maneira decisiva a posição britânica. Igualmente,a Comunidade Econômica Européia, ao resolver suspender o apoio militar e boicotar as importações de produtos argentinos, muito contribuiu para o enfraquecimento do seu esforço de guerra.

O cenário que antecedeu a guerra de 1982

A economia argentina, da mesma forma que a economia mundial, experimentava uma rigorosa crise em 1982. Os protestos do povo argentino contra o seu próprio governo, pela maneira como conduzia os problemas sociais, tornavam-se cada vez mais vigorosos nos dias que antecederam a invasão.

Com o bloqueio econômico dos Estados Unidos e da Comunidade Econômica Européia, o poder nacional da Argentina obviamente se debilitou nos primórdios do conflito, diminuindo em muito a possibilidade da nação conseguir sustentar uma guerra mais prolongada.

O governo britânico anunciou que a despeito dos gastos que a campanha viesse a despender, já existiam recursos no orçamento militar da Grã-Bretanha para cobri-los. Mesmo que isso não fosse rigorosamente verdadeiro, admite-se que a economia britânica teria fôlego suficiente para manter uma campanha não muito demorada contra um país em processo de desenvolvimento, como a Argentina.

O cenário militar

É necessário salientar dois pontos indispensáveis ao entendimento do cenário militar: as características geoestratégicas das ilhas e a comparação dos poderes combatentes, seja no aspecto quantitativo dos meios bélicos de cada país, seja no estado da arte tecnológica dos equipamentos utilizados.

Quanto à geografia da região, as Ilhas Malvinas estão situadas a cerca de 400 milhas a leste da extremidade sul do território continental argentino. Para efeitos de comparação, uma milha náutica equivale a 1.852 m. Aqueles que estão acostumados com o sistema métrico decimal terão uma boa idéia das distâncias envolvidas se considerarem que a milha vale, aproximadamente, 2 km.

As Malvinas ocupam uma posição bastante importante sob o ponto de vista estratégico. Ficam muito próximas da passagem do Cabo Horn, pela qual o Pacífico e o Atlântico Sul se unem, e permitem aos que as dominam um substancial grau de controle das vias de acesso à Antártica. A sua ocupação facilita a projeção do poder militar sobre a área marítima do Atlântico Sul, por onde passavam, no início da década de 80, 70% das mercadorias e bens de interesse dos Estados Unidos e dos países da Europa Ocidental em tempo de paz

A localização geográfica das Malvinas em relação aos territórios metropolitanos dos países em conflito parecia favorecer mais a Argentina, pela proximidade. Afastadas de quase 8 mil milhas do Reino Unido, permitiu uma pequena superioridade aérea inicial argentina, enquanto a Força-Tarefa britânica ainda se deslocava para o Teatro de Operações. Quando chegou nas proximidades das ilhas, a superioridade aérea britânica veio a prevalecer, já que os porta-aviões podiam operar entre 150 e 200 milhas das ilhas.

Mesmo assim, as distâncias envolvidas representavam uma desvantagem respeitável para os britânicos, particularmente sob o aspecto do apoio logístico, isto é, do fornecimento de sobressalentes, substituição de pessoal e material, reabastecimento de toda a ordem etc. Além disso, a aproximação do inverno antártico fazia prever a existência de freqüente mau tempo na área de operações, o que prejudicaria de forma mais intensa o desempenho dos meios de combate britânicos. Eles não tinham a alternativa de poder retirar as suas forças para um local abrigado, próximo e com boa estrutura de apoio, quando fosse necessário.

Ainda no contexto geográfico, a utilização das instalações norte-americanas na Ilha de Ascensão, afastadas de cerca de 3 mil e 800 milhas das Malvinas, foi importante no desfecho da guerra. De lá partiram os ataques dos aviões de bombardeio Vulcan ao aeroporto de Puerto Argentino e vieram os reforços dos 10 Harrier GR III que, reabastecendo-se no ar, incorporaram-se à Força-Tarefa. Formou-se uma corrente de quase 70 navios mercantes e auxiliares entre Ascensão e Malvinas, destacando-se navios-tanque, navios-transporte de tropas e de carga, navio-hospital, rebocadores e navios-oficina.

O Teatro de Operações

FRIX2

As condições de mau tempo e o conseqüente mar agitado iriam prejudicar, igualmente, o desempenho dos navios de superfície. Com relação às operações aéreas, entretanto, os argentinos levariam alguma vantagem, pois operariam os aviões partindo de aeroportos. Os britânicos, ao contrário, teriam que operar seus aviões decolando de conveses de vôo submetidos às más condições do mar. De um modo geral, os argentinos pareciam ser os menos prejudicados pelas influências negativas do clima reinante.

Quanto aos meios de combate – navais e aéreos – a Força-Tarefa britânica possuía 29 navios: 2 porta-aviões, 8 contratorpedeiros lançadores de mísseis guiados, 15 fragatas de emprego geral, 3 submarinos nucleares e 1 convencional. Os argentinos possuíam praticamente a metade, 14 navios: 1 porta-aviões, 2 contratorpedeiros lançadores de mísseis guiados tipo 42, 3 corvetas, 5 contratorpedeiros da Segunda Guerra Mundial de origem norte-americana e 3 submarinos convencionais. Dois desses submarinos eram alemães classe IKL-209, modernos, e o terceiro classe Guppy, de origem norte-americana e também da Segunda Guerra Mundial. Quantitativamente, portanto, o Reino Unido apresentava número superior de navios.

Com relação à dotação de aviões de caça e ataque à jato, os argentinos possuíam 12 da Aviação Naval e 59 da Força Aérea(71 no total), contra 20 Sea Harrier e 10 Harrier GR III dos britânicos (30 no total). Assim, os argentinos possuíam substancial superioridade numérica de aviões. Convém salientar que os Sea Harrier foram projetados para operarem de porta-aviões enquanto os Harrier GR III, baseados em terra, o foram para ataques a objetivos terrestres.

O estado da arte tecnológica dos navios, aviões e respectivos equipamentos sugeria haver superioridade britânica no que concerne à comparação de poderes combatentes navais e aéreos, a despeito do menor número de aviões.

O emprego do Poder Naval argentino na Operação Rosário

No dia 1º de abril de 1982, um Grupo de combate desembarcou do destróier ARA Santíssima Trinidad.
No dia 2 de abril, às 04:30 h, outro Grupo foi desembarcado por helicóptero do Transporte ARA Almte. Irizar. Ainda na madrugada do dia 2, um terceiro grupo foi desembarcado pelo Submarino ARA Santa Fé ao norte de Port Stanley.

A escalada

Realizada a invasão, ficou claro que os britânicos utilizariam o Poder Militar caso falhassem as tentativas para uma saída pacífica.

A Primeira Ministra Mrs. Margareth Thatcher anunciou o envio de uma força-tarefa em direção ao Atlântico Sul.
As primeiras unidades britânicas zarparam de seus portos no Mar do Norte no dia 5 de abril, apenas três dias depois da invasão.

O conflito durou 74 dias. Morreram em combate 649 argentinos e 255 britânicos. Três habitantes das ilhas morreram durante os bombardeios.

Misperception

General Belgrano

A invasão das Malvinas pela Argentina pode ser um bom exemplo de misperception. A Junta Militar equivocou-se ao pensar que a Grã-Bretanha não optaria pela via militar para a recuperação das Ilhas. O descaso do governo inglês pelas Malvinas era apenas aparente, pois se os ingleses cedessem, outras possessões britânicas também poderiam ser contestadas.

O regime militar argentino entrou em colapso, e o país realizou eleições democráticas em 83. O plano do general Leopoldo Galtieri, presidente da Argentina, de ganhar apoio popular com a invasão, teve, no final, efeito inverso.

Do lado britânico, a vitória consolidou o governo da primeira-ministra Margaret Thatcher. Para a comunidade das ilhas, a guerra acabou trazendo efeitos positivos, já que a Grã-Bretanha renovou seu compromisso com o arquipélago e passou a investir no lugar.

Como está a situação diplomática hoje?

Argentina e Grã-Bretanha têm hoje boas relações diplomáticas. Os argentinos continuam a reivindicar a soberania das ilhas, mas os britânicos não aceitam negociar. Os habitantes das ilhas voltaram a aceitar a entrada de argentinos no lugar em 1999, mas a relação entre o arquipélago e o continente ainda é ruim.

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HMS York

vinheta-clipping-navalO primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, afirmou nesta quinta-feira que seu país já fez “todos os preparativos necessários” para proteger sua soberania sobre as ilhas Malvinas (chamadas de Falklands pelos britânicos). As declarações foram feitas em meio ao aumento da tensão diplomática com a Argentina na disputa pelo controle das ilhas.

“Fizemos todas as preparações que são necessárias para garantir que as ilhas Malvinas estejam adequadamente protegidas”, disse o premiê. Apesar disso, Brown disse que não planeja o envio de um reforço militar à região e que espera que prevaleçam as “discussões sensatas” com a Argentina.

Um decreto do governo argentino na terça-feira determinou a exigência de que todos os barcos que transitarem entre o país e as Malvinas peçam autorização prévia às autoridades argentinas.

A medida foi anunciada após o governo britânico ter autorizado, no começo de fevereiro, o início da exploração de petróleo na região nesta semana. A disputa sobre as ilhas Malvinas, sob controle britânico desde 1833, já foi objeto de uma guerra em 1982, quando os argentinos foram derrotados após tentarem uma invasão.

Reforço

O Ministério da Defesa britânico negou relatos publicados pelo tabloide britânico “The Sun” de que estaria ordenando o envio de um reforço naval para as Malvinas. Em uma entrevista à BBC nesta quinta-feira, o deputado William Hague, ex-líder do Partido Conservador (oposição) e atual porta-voz do partido para assuntos de Defesa, defendeu em entrevista à BBC o aumento da presença  naval britânica na região.

“Algum tipo de presença naval maior -pode ser somente um navio em visitas regulares–, este tipo de coisa mostraria claramente à Argentina -com quem, novamente, queremos manter relações amistosas- que estamos firmes em relação a isso”, disse Hague.

“Seria um sinal para que não interpretassem mal as intenções britânicas. Uma das coisas que deram errado nos anos 1980 foi que os argentinos acharam que nós não estávamos realmente comprometidos com as ilhas Falklands. Então, não podemos cometer o mesmo erro novamente. Nosso comprometimento deve ser muito claro”, afirmou.

O Ministério da Defesa britânico afirmou que não necessita aumentar sua presença na região por já contar com uma presença permanente que inclui quatro navios e mais de mil soldados estacionados nas ilhas. A presença britânica foi reforçada após a guerra de 1982, que resultou na morte de 649 soldados argentinos e de 255 britânicos.

Escalada

Para a especialista da BBC em questões de Defesa Caroline Wyatt, o governo britânico parece disposto a evitar uma escalada na disputa sobre a exploração de gás e petróleo no Atlântico Sul, apesar das medidas anunciadas pela Argentina na terça-feira.

O correspondente da BBC em Buenos Aires Andrew Harding diz que é difícil encontrar alguém na Argentina que acredite que haja algum risco de as Malvinas gerarem um novo conflito militar. Mas o vice-ministro das Relações Exteriores da Argentina, Victorio Taccetti, disse que seu país tomará “as medidas adequadas” para impedir a exploração do petróleo na região.

Antes de estabelecer o controle do tráfego naval para as ilhas, o governo argentino já havia ameaçado proibir as empresas que participassem da exploração de gás e petróleo nas águas do entorno do território de operar na Argentina. Apesar disso, a empresa britânica Desire Petroleum, que ganhou uma concessão para a exploração na região, afirmou que poderia iniciar as perfurações já na próxima semana.

Na semana passada, um navio levando equipamentos para perfuração foi interceptado pelas autoridades argentinas.

Grandes reservas

Geólogos dizem que o leito oceânico no entorno das Malvinas pode conter grandes reservas de gás e petróleo. No ano passado, a Argentina submeteu às Nações Unidas um pedido para o reconhecimento de soberania sobre uma vasta extensão do Atlântico Sul, baseado em pesquisas sobre a extensão da plataforma continental do país. O pedido aumentaria o território marítimo argentino em 1,7 milhão de quilômetros quadrados e incluía as ilhas controladas pelo Reino Unido. As águas no entorno das Malvinas são consideradas pelo Reino Unido como território britânico além-mar.

Nesta quinta-feira, um porta-voz do Ministério da Defesa britânico disse que o governo está “totalmente comprometido” com as ilhas Malvinas. O Ministério das Relações Exteriores britânico, por sua vez, disse que o Reino Unido e a Argentina são “parceiros importantes” em questões como a economia global e o combate às mudanças climáticas.

“E queremos, e já oferecemos, uma cooperação em questões relacionadas ao Atlântico Sul. Vamos trabalhar para desenvolver ainda mais este relacionamento”, afirmou um porta-voz.

FONTE: BBC Brasil, via Folha online

FOTO: Royal Navy (Marinha Real) – HMS York, destróier de defesa aérea Tipo 42, que no ano passado fez viagem ao Atlântico Sul, fazendo escala no Rio de Janeiro. O navio rendeu o HMS Gloucester (outro destróier Tipo 42) na patrulha da região austral, que inclui as Malvinas / Falklands. A matéria do jornal The Sun, citada no texto acima, era ilustrada por esta foto – mas vale lembrar mais uma vez que a presença naval britânica na região é constante.

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A França aceitou vender um porta-helicópteros/navio de assalto anfíbio do tipo BPC Mistral à Russia e estuda a venda de outras três unidades mais deste tipo, informou hoje a agência francesa DGA (Direction Génerále de L’armement).

“Já não se trata somente de um navio, porque a França estuda a solicitação de venda de mais três unidades à Rússia”, declarou o chefe do departamento internacional da DGA, Jacques Lajugie, citado pela France Presse.

Lajugie assinalou que se trata de uma “solicitação técnica” do estado maior russo e que a respectiva solicitação de nível política,  não havia sido emitida, ainda. Um alto oficial do estado maior da Marinha de Guerra russa havia comentado no final do ano passado, que a Rússia tencionava comprar junto à França, um porta-helicópteros classe Mistral mais a tecnologia necessária para a contrução na Rússia de mais quatro unidades deste tipo.

O navio de assalto anfíbio Mistral tem um comprimento de 200 metros e pode levar seis helicópteros, quatro lanchas de desembarque de tropas, além de  dois “hovercrafts”. Assim mesmo é capaz de comportar mais 450 efetivos militares.

FONTE: RIA Novisti

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NAe São Paulo (A12) 2007 - by www.naval.com.br

O IPRISInstituto Português de Relações Internacionais e Segurança, publicou um artigo em inglês que trata do acordo entre o Brasil e a China para treinamento de tripulações na operação de navios-aeródromo.

A trabalho diz que o Brasil vai ganhar prestígio e orgulho com o acordo, bem como estreitar suas relações com a China. Enquanto isso, os chineses vão receber um benefício mais tangível, que é a abreviação do tempo necessário para começar as operações de sua aviação naval.

No longo prazo, porém, o Brasil poderá ser o grande ganhador, se sua assistência se converter em apoio à sua entrada no Conselho de Segurança da ONU.

Independentemente dos resultados a longo prazo, o acordo dá um sinal claro ao mundo que o equilíbrio global de poder está mudando, não só economicamente, mas também militarmente, pois os grandes países emergentes do grupo BRIC procuram traduzir o poder fiscal em capacidades de projeção de força.

Para acessar o artigo em formato PDF do IPRIS, clique aqui.

FOTO: Poder Naval

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A12

vinheta-opiniao-navalO terremoto no Haiti vai mostrar novamente a fragilidade da capacidade de apoio logístico das Forças Armadas brasileiras, em particular a da Marinha.

Logicamente, ainda é cedo para se saber tudo o que é necessário mandar para a área (já há informações sobre o envio de equipamento capaz de produzir água potável), embora os EUA já tenham se antecipado enviando um navio-aeródromo de propulsão nuclear, que de imediato pode contribuir com suas instalações médicas e seus helicópteros. Há que se levar em conta, porém, que a distância dos EUA para o Haiti é pequena. Mas o fato é que os EUA são um país preparado para oferecer o mesmo tipo de assistência em âmbito global, devido a seus interesses também globais.

O Brasil, por sua vez, não pode enviar o NAe São Paulo, que ainda não voltou a operar depois do longo período de reparos.

Conta-se nos dedos de uma mão os navios que a Marinha poderá dispor para enviar ao Haiti, na sua maioria navios comprados usados e que não estão com suas máquinas em condição 100%.

Novamente também, o fato da Marinha estar quase toda concentrada no Rio de Janeiro (no caso da esquadra e suas unidades de grande porte) não permite uma reação rápida para locais mais distantes, como aconteceu na operação de resgate do voo AF447.

É preciso que nossas autoridades percebam que uma Marinha não se improvisa e que leva décadas para se preparar uma força de apoio logístico capaz de atuar com eficiência tanto na paz quanto na guerra, em qualquer lugar de interesse nacional.

O Brasil almeja um lugar no Conselho de Segurança da ONU e quer ampliar ainda mais sua participação no cenário internacional. Mas, infelizmente, sua capacidade militar e de projeção de poder atuais não dão respaldo a essa aspiração.

NOTA DO EDITOR: com o objetivo de debater o tema de forma construtiva, estamos convidando os leitores a imaginar cenários e propor soluções na forma de navios, levando em conta os disponíveis atualmente e as possibilidades futuras, com base no PEAMB e na END.

SAIBA MAIS:

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O PEAMB

A Estratégia Nacional de Defesa (END), formulada em 2008, organizou-se em torno de três eixos estruturantes.

O primeiro diz respeito à organização e à orientação das Forças Armadas, para melhor desempenharem sua destinação constitucional e suas atribuições na paz e na guerra.

O segundo refere-se à reorganização da indústria nacional de material de defesa, para assegurar que o atendimento das necessidades de equipamento das Forças Armadas apóie-se em tecnologias sob domínio nacional.

O terceiro versa sobre a composição dos efetivos das Forças Armadas e sobre o futuro do Serviço Militar Obrigatório.

No que diz respeito ao primeiro eixo, foi determinado às Forças Armadas elaborarem os respectivos Planos de Articulação e de Equipamento, os quais deveriam contemplar uma proposta de distribuição espacial das instalações militares e de quantificação dos meios necessários ao atendimento eficaz das Hipóteses de Emprego. Além disso, deveriam rever, a partir de uma política de otimização do emprego de recursos humanos, a composição dos efetivos, de modo a dimensioná-los para atender adequadamente ao disposto na END.

Em decorrência, o Comando da Marinha elaborou o “Plano de Articulação e de Equipamento da Marinha do Brasil” (PEAMB), estabelecendo projetos e metas para o reaparelhamento, expansão e redistribuição de suas Organizações Militares (OM) e para o incremento e capacitação de seu efetivo, consoante sua missão.

ATENDIMENTO DAS DIRETRIZES DA END

Na elaboração do PEAMB, procurou-se levantar todas as ações a serem implementadas para dotar a MB de organizações militares, meios navais, aeronavais e de fuzileiros navais, sistemas, armamento, munição e efetivos de pessoal necessários ao atendimento das diretrizes estabelecidas na END.

Considerando que a tarefa de “negar o uso do mar ao inimigo” deve orientar, de modo preponderante, a estratégia de defesa marítima do País, a Marinha dará prosseguimento à construção dos submarinos convencionais e ao projeto de desenvolvimento do submarino de propulsão nuclear, e construirá uma Base e um Estaleiro em Itaguaí (RJ), com vistas à construção e ao apoio a seus submarinos.

Além disso, com base na premissa de que a Força deve organizar-se sob a égide do trinômio monitoramento/controle, mobilidade e presença, a Marinha ampliará o Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (SisGAAz), incluindo aeronaves, radares fixos e veículos aéreos não-tripulados (VANT), e modernizará os seus recursos de comunicações militares. Para assegurar maior ação de presença nas proximidades da foz do Rio Amazonas, nas Bacias Amazônica e do Paraguai-Paraná e maior controle da faixa litorânea entre Santos (SP) e Vitória (ES), implantará uma 2ª Esquadra e uma 2ª Divisão Anfíbia na Região N/NE do País, ampliará ou criará novas OM operativas, do Sistema de Segurança do Tráfego Aquaviário (SSTA) e de apoio logístico, as quais serão estrategicamente distribuídas pelo território nacional, e renovará sua frota mediante a obtenção de meios navais, aeronavais e de fuzileiros navais adequados.

No encalço dessas providências, estará, também, assegurando o incremento de sua capacidade para compor força de manutenção de paz, de realizar ações humanitárias e de resgate de não combatentes no exterior, de executar operações de busca e salvamento (SAR) e de contribuir para a garantia da lei e da ordem.

Tendo em vista a necessidade de rever, a partir de uma política de otimização do emprego de recursos humanos, a composição dos efetivos das três Forças, de modo a dimensioná-las para atender adequadamente ao disposto na END, a MB incrementará sua capacidade de obtenção, formação e capacitação de recursos humanos, por meio da ampliação, modernização e construção de novas Escolas e Centros de Instrução.

Adicionalmente, aperfeiçoará o atendimento da Família Naval, propiciando a elevação do nível de satisfação profissional de seu pessoal, mediante a construção de Próprios Nacionais Residenciais (PNR) e a ampliação, modernização e construção de hospitais e núcleos do Sistema de Assistência Integrada.

O estabelecimento do conjunto de ações e respectivas metas físico-financeiras não esteve condicionado a questões de ordem orçamentária e de capacitação do parque industrial – nacional e estrangeiro. Nos estudos sobre o dimensionamento, procurou-se responder às necessidades estratégicas da Marinha, de modo a torná-la apta a assegurar os interesses do País.

Releva mencionar que não consta do referido Plano projeto para dotar a Força de segmento espacial próprio, haja vista que a necessidade de cobertura por satélite, tanto para monitoramento/controle quanto para comunicações, deve ser integrada e formulada pelo Ministério da Defesa, por envolver as três Forças Armadas.

Pensou-se em uma Marinha crível, que deixe claro aos possíveis opositores a nossa capacidade de sobrepujar as forças antagônicas.

ORGANIZAÇÃO DO PEAMB

O PEAMB está dividido em dois volumes, conforme a seguir especificado:

Volume I – Equipamento e Articulação

Compreende o PEAMB propriamente dito, dividido em três partes distintas. As Partes I e II apresentam, de forma sintética, todos os Projetos Individualizados (PI) necessários para a adequação da MB à END. A Parte III trata das necessárias alterações na composição dos efetivos da MB, para fazer frente à demanda de pessoal decorrente da execução do planejamento contido nas duas partes anteriores:
Parte I – Equipamento;
Parte II – Articulação; e
Parte III – Recursos Humanos.

A fim de facilitar a compreensão, os Projetos da Parte I – Equipamento – estão agrupados em cinco grandes áreas e organizados em capítulos, num total de 72 Projetos Individualizados:
Capítulo 1 – Meios Navais;
Capítulo 2 – Meios Aeronavais;
Capítulo 3 – Meios de Fuzileiros Navais;
Capítulo 4 – Munição; e
Capítulo 5 – Embarcações para o Sistema de Segurança do Tráfego Aquaviário (SSTA) e Embarcações de Apoio.

Da mesma forma, a Parte II – Articulação – está organizada nos seguintes capítulos, num total de 138 Projetos Individualizados:
Capítulo 1 – Complexo Naval da 2ª Esquadra/ 2ª Divisão Anfíbia;
Capítulo 2 – Forças de Fuzileiros Navais, Forças Distritais e Órgãos de Apoio;
Capítulo 3 – Apoio Logístico;
Capítulo 4 – Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (SisGAAz) e Comunicações Militares;
Capítulo 5 – Órgãos do Sistema de Ensino Naval, de Apoio de Saúde e de Assistência Social e Próprios Nacionais Residenciais (PNR); e
Capítulo 6 – Sistema de Segurança do Tráfego Aquaviário.

Por sua vez, na Parte III – Recursos Humanos – o assunto pessoal está subdividido nos seguintes capítulos, nos quais são apresentadas as ações a serem implementadas para atender às necessidades impostas pelos Equipamentos e pela Articulação detalhadas nas Partes I e II, respectivamente:
Capítulo 1 – Pessoal Militar;
Capítulo 2 – Pessoal Civil;
Capítulo 3 – Capacitação; e
Capítulo 4 – Custeio.
O Capítulo 1 engloba as medidas relacionadas com os militares, sendo detalhadas as ações de adequação de efetivo, obtenção, formação e seleção.
O Capítulo 2 identifica as medidas relacionadas com os servidores civis, sendo igualmente descritas as ações de adequação de efetivo e obtenção.
O Capítulo 3 apresenta as ações a serem desenvolvidas para a capacitação do pessoal, inclusive junto ao meio acadêmico, voltadas para o domínio de conhecimentos de áreas de interesse da Defesa.
O Capítulo 4 detalha os reflexos no orçamento de pessoal.

Anexos ao Volume I encontram-se o “Mapa de Custos”, com o resumo dos recursos necessários para cada um dos PI (Anexo ­A), a intenção de “Distribuição dos Meios Navais, Aeronavais e de Fuzileiros Navais” pelos diversos órgãos operativos da Marinha (Anexo B) e as “Prioridades para Atendimento dos Projetos Individualizados” ( Anexo C).

Volume II – Detalhamento

Esse volume apresenta o detalhamento das ações internas de cada um dos Projetos Individualizados relacionados nas Partes I e II do Volume I. Está subdividido em duas partes, cujos capítulos guardam homonomia com os correspondentes do Volume I.

Na Parte I – Equipamento, para cada tipo de meio a ser adquirido ou modernizado são detalhados o conceito de emprego e a justificativa estratégica do meio, o quantitativo histórico e a situação atual do inventário, o sumário do planejamento de baixas, modernizações e obtenções, dados orçamentários e cronograma de metas físicas.

Na Parte II – Articulação, para cada OM a ser criada, modernizada ou ampliada são detalhados o propósito, localização, Comando a que está subordinada, conceito de emprego, justificativa para o dimensionamento, bem como todas as ações internas relacionadas à sua consecução, com o respectivo cronograma físico-financeiro.

EXECUÇÃO DO PEAMB

O prazo para execução do PEAMB é até 2030, subdividido em ações de curto prazo (2010-2014), de médio prazo (2015-2022) e de longo prazo (2023-2030).
Tendo em vista a complexidade e grandeza do empreendimento, a obtenção de alguns meios para o atingimento da Quantidade Estratégica Necessária só poderá ser concluída após 2030.

Da mesma forma, a carreira militar tem a duração de trinta anos. A obtenção de todo o efetivo requerido pelo PEAMB, em espaço temporal de vinte anos, criaria uma distorção indesejável no fluxo de carreira. Assim, torna-se necessário considerar que as ações de longo prazo tenham uma duração que ultrapasse o ano previsto de 2030.

CONSIDERAÇÕES ECONÔMICAS E SOCIAIS

Não obstante as considerações de ordem estratégica conexas à Segurança Nacional, valem, também, as de cunho econômico e social. A consecução do PEAMB impulsionará de forma ímpar a indústria nacional. A indústria naval é considerada uma indústria de base e seu incremento implica no crescimento de outros segmentos, com intenso reflexo na cadeia produtiva de vários outros campos de atividade econômica, tais como o eletro-eletrônico, metalúrgico, mecânica pesada, motores de propulsão marítimos, armamentos e informática, entre outros, tamanha a diversidade de equipamentos existentes a bordo dos navios de guerra. A alta tecnologia utilizada na construção e na manutenção dos navios e a necessidade de autosuficiência para manter os meios militares operativos fazem com que o País procure sua independência tecnológica nas mais diversas áreas.

Na vertente social, estima-se a criação de 30.000 novos empregos diretos e de 100.000 indiretos, adicionalmente às oportunidades geradas em decorrência do aumento do efetivo pleiteado, de cerca de 70.000 novos cargos de civis e militares. Tal acréscimo se traduzirá na geração anual de expressivas oportunidades de trabalho direto, promovendo a inclusão e o aprimoramento na formação de milhares de cidadãos oriundos das mais diversas classes sociais, contribuindo substancialmente para o engrandecimento do País.

Tudo isso representará, ainda, um incremento na arrecadação de impostos da ordem de R$ 7,5 bilhões/ano.

SITUAÇÃO ATUAL

Atualmente, o PEAMB encontra-se em análise no Ministério da Defesa, de modo a constituir, juntamente com os Planos das outras Forças, o Plano de Articulação e Equipamento das Forças Armadas.

FONTE: MB

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GW

vinheta-destaqueUm artigo perturbador intitulado “How the United States Lost the Naval War of 2015″ descreve a destruição e afundamento do navio-aeródromo USS George Washington, no Mar da China, em 2015.

A história fictícia foi publicada na revista Orbis, do Foreign Policy Research Institute na Filadélfia e está repercutindo nos fóruns da internet.

O autor James Kraska, ex-consultor de política e estratégia do US Joint Chiefs of Staff, defende em seu trabalho que o Poder Naval americano está em declínio, enquanto o da China está em franca ascensão.

Kraska descreve o ataque ao USS George Washington, que opera desdobrado no Japão, feito por um míssil balístico antinavio (ASBM), que está operacional nas forças armadas da China. O míssil é uma variante do DF-21 (CSS5) com sensores terminais que permitem realizar um ataque de decapitação num CSG (Carrier Strike Group) americano.

O gráfico abaixo, publicado no “China Military Power Report 2009″, feito pelo Departamento de Defesa dos EUA para o Congresso Americano, mostra como o novo míssil funciona.

China anti carrier balistic missile

Além da ameaça do novo míssil, Kraska cita também a vulnerabilidade da Marinha dos EUA aos modernos submarinos da China. Em outubro de 2006, um submarino convencional chinês da classe “Song” sombreou e emergiu no meio de uma força-tarefa americana capitaneada pelo USS Kitty Hawk. Se fosse numa situação real, a US Navy poderia ter perdido um navio-aeródromo.

James Kraska critica o amolecimento da política internacional dos EUA e o enfraquecimento da US Navy, que tem despendido muito do seu tempo e treinamento nas operações de paz e de segurança marítima, em detrimento da preparação para a guerra no mar. (E realmente, podemos constatar pelos diversos incidentes ocorridos nos últimos anos que o nível de treinamento na US Navy está em declínio).

Enquanto isso, a China tem investido e treinado para vencer uma guerra no mar. Não foi à toa que o Comandante da Marinha da China (PLA Navy), almirante Liu Huaqing, afirmou que “o século XXI será o século do mar”.

China Balistic Missiles Range

FOTO: Poder Naval

SAIBA MAIS:

vinheta-clipping-navalA aprovação do marco regulatório do pré-sal é a prioridade do governo nas duas Casas do Congresso em 2010. Como em todo ano eleitoral, a previsão é que ocorra votações no máximo até junho. A partir daí, os parlamentares ficam nos Estados, cuidando de suas campanhas. E, após a eleição, o esforço será pela aprovação do orçamento da União para 2011. A batalha mais importante do governo, nesses meses reservados a votações, ocorrerá no Senado, onde a oposição é mais forte. Em fevereiro, começa a tramitar na Casa o projeto de lei que trata do sistema de partilha de produção, modelo de exploração da nova reserva petrolífera. A primeira comissão do Senado encarregada da análise dos projetos do pré-sal é a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), presidida por Demóstenes Torres (DEM-GO), um dos senadores mais atuantes da oposição. Ele pretende designar para relatar os projetos do novo marco regulatório somente integrantes de partidos que não são da base aliada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Os quatro relatores serão da oposição para contrabalançar o que foi feito na Câmara dos Deputados, onde todos era governistas”, afirma Demóstenes. Ele já indicou Tasso Jereissati (PSDB-CE) relator do projeto que cria a empresa pública responsável pela gestão dos contratos de partilha, o primeiro aprovado pelos deputados. No Senado, cada projeto do pré-sal terá de passar por, pelo menos, três comissões, além da CCJ: a de Assuntos Econômicos (CAE), a de Infraestrutura e a do meio ambiente. Na Câmara, por questões regimentais, eles passaram apenas pela comissão especial.

O governo enviou os projetos com urgência constitucional, mas teve de retirar o pedido, por pressão dos partidos. O governo tem pressa na aprovação do marco regulatório do pré-sal. Uma das razões deve-se à expectativa de que os poços já concedidos comecem a produzir em 2010 e o projeto da partilha trata, também, da distribuição das receitas governamentais oriundas dessa exploração. O outro foco de preocupação do governo refere-se às futuras licitações. Se os projetos forem aprovados e sancionados até março, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) calcula que, por razões técnicas, os editais só podem ser lançados no final do ano. O que significa que os leilões das novas áreas só poderiam ser realizados no início de 2011.

São quatro os projetos do pré-sal: o que cria a estatal, o que define as regras do novo modelo de exploração, o que autoriza a União a capitalizar a Petrobras e o que trata da constituição do Fundo Social (FS), por meio do qual a riqueza do pré-sal será usada para financiar programas de desenvolvimento social e regional. Em fevereiro, quando o Congresso retoma as atividades, o Senado começa a analisar o projeto da nova empresa pública e o do modelo da partilha. A Câmara, por sua vez, tenta aprovar o projeto da capitalização e o do Fundo Social, para depois enviá-los ao Senado. Se mudados pelos senadores, retornam à Câmara. “Como em qualquer ano eleitoral, temos praticamente três meses para votar – de março a maio. O que vamos discutir no Senado, basicamente, será a legislação do petróleo. Deixamos a pauta limpa em 2009″, diz o líder do governo na Casa, Romero Jucá (PMDB-RR).

Por causa da pressa do governo e da expectativa de dificuldades impostas pela oposição, Jucá pretende restabelecer a tramitação das propostas do pré-sal em regime de urgência constitucional, pelo qual a Casa tem 45 dias para votar cada uma. Após esse prazo, começa a trancar a pauta. A oposição não concordará, diz Demóstenes. “A urgência constitucional é intenção dele (Jucá). Mas ele precisa da nossa colaboração. E não vai ter. Se insistir, vai colocar governo contra oposição. Nós queremos o rito normal, com as discussões e audiências públicas necessárias. Sem boicote, mas sem açodamento.” Além desse tema, os senadores deverão votar basicamente as medidas provisórias a ser editadas por Lula. Ao menos duas já estão previstas – uma sobre a política de reajuste do salário mínimo e outra sobre o aumento das aposentadorias e pensões do INSS. Na Câmara, o líder do governo, Henrique Fontana (PT-RS), também prevê que a atenção estará voltada para a conclusão dos projetos do pré-sal e das MPs.

Segundo ele, o governo quer votar o projeto de decreto legislativo que aprova o texto de modificações ao Convênio Constitutivo do Fundo Monetário Internacional, que trata da reforma da expansão da capacidade de investimento e renda do FMI e da distribuição de quotas e do poder de voto dos países membros. O líder também acredita que a Câmara pode votar o projeto a ser enviado por Lula que torna hediondo os crimes de corrupção e endurece as penas para crimes correlatos como peculato, corrupção ativa e passiva. Cita, ainda, como passíveis de votação, a PEC da revitalização do Rio São Francisco e a que inclui o cerrado (e a caatinga) na relação dos biomas considerados Patrimônios Nacionais. Fontana acredita que outros temas possam ser votados, desde que não sejam polêmicos. “Em ano eleitoral, temos que procurar projetos de grande interesse nacional, que possibilitem acordo com a oposição. Não é ano de votar projetos acirrados, como a reforma tributária”, diz.

Também está praticamente descartada a possibilidade de ser votada a proposta de emenda constitucional (PEC) que reduz a jornada de trabalho semanal de 44 para 40 horas, reivindicação das centrais sindicais. O setor empresarial é contra e se dispôs a iniciar negociações com as centrais. O líder do PT, Cândido Vaccarezza (SP), acha possível que a Câmara vote a proposta que Lula pretende mandar ao Congresso para regulamentar de forma definitiva as políticas sociais do governo federal, a Consolidação das Leis Sociais (CLS). Outro projeto que precisa ser aprovado, segundo Vaccarezza, é o da reestruturação das Forças Armadas – fortalece o Ministério da Defesa e dá poder de polícia para a Aeronáutica e a Marinha. Embora seja curto, o período de votações deverá contar com a mobilização dos parlamentares. Em ano eleitoral, é importante a exposição que conseguem por meio das TVs Câmara e Senado, que transmitem debates e reuniões das duas Casas.

FONTE: Valor Econômico/Raquel Ulhôa, de Brasília

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Sea King - foto RN 

Nova estratégia britânica para helicópteros inclui 22 novos Chinook para a RAF, aposentadoria mais cedo dos Sea King e padronização no Merlin e Wildcat para a Marinha Real

Nesta terça-feira, dia 15, o Ministério da Defesa Britânico anunciou a encomenda de 22 novos helicópteros Chinook, para reforçar a frota em operação no Afeganistão (clique no link do Poder Aéreo, ao final desta matéria, para saber mais). A compra está incluída numa nova estratégia relativa a helicópteros, que também envolve a Marinha Real (Royal Navy)

Na nova estratégia, a frota dos veteranos Sea King, parte da qual vem sendo intensamente empregada pela RN e RAF no Teatro de Operações afegão, deverá ser retirada do serviço mais cedo. Os futuros requerimentos da RN para helicópteros deverão ser atendidos por uma combinação de aeronaves Merlin e Wildcat (nova versão do Lynx).

O Exército também deverá operar os Wildcats juntamente com os Apaches. Assim, quando a frota de helicópteros Puma (veja item a respeito desse modelo mais abaixo) for  aposentada em 2022, as Forças Armadas Britânicas deverão estar operando apenas quatro tipos principais: Chinook, Apache, Wildcat and Merlin (com as frotas de cada tipo variando entre 65 e 75 unidades).

CU09_0206

Wildcat - foto RN

Os anúncios desta terça-feira incluem progressos que vêm sendo realizados no último ano, dentro de um investimento total de aproximadamente 6 bilhões de libras para a próxima década, segundo o Ministério da Defesa Britânico:

  • Aumento das horas de voo de helicópteros da ordem de 95%.
  • Modernização dos motores dos Lynx.
  • Início do emprego do Merlin no Afeganistão.
  • Modernização cotada em 408 milhões de libras para a frota de Chinook, com novos motores e painéis parcialmente digitais.
  • Modernização cotada em 300 milhões de libras para a frota de Puma, de modo a extender o serviço do modelo até pelo menos 2022.
  • Entrega do primeiro Chinook Mk3 convertido.

FONTE / FOTOS: Royal Navy

LEIA MAIS SOBRE A ESTRATÉGIA BRITÂNICA DE HELICÓPTEROS NO BLOG DO PODER AÉREO: CLIQUE AQUI.

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jobimchico

“A Presidência da República aplicou um calote na Marinha e até hoje não a reembolsou dos gastos com a busca dos destroços do vôo da Air France, que caiu no mar em 31 de maio deste ano. A Marinha está em dificuldades. O Palácio do Planalto deveria fazer o reembolso em novembro, mas, até agora, nada. São R$ 212 milhões gastos com combustíveis e a utilização de navios brasileiros e franceses envolvidos nas buscas.” (Claudio Humberto)

FONTE: http://pracadarmas.zip.net/

NOTA DO EDITOR: sem comentários. E ainda acreditam quando dizem que haverá recursos para o projeto e construção de um submarino nuclear…

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