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DDH Hyuga

A JMSDF está planejando construir um terceiro “destróier porta-helicópteros” (na foto, o DDH Hyuga), mas desta vez com 284m de comprimento, capacidade para 14 aeronaves, 4.000 militares e 50 veículos.

A aquisição faz parte de um pacote maior do Ministério da Defesa japonês, que inclui a compra de 40 jatos F-35, segundo o jornal Kyodo News. O F-35 Joint Strike Fighter (JSF) tem um custo projetado em torno de £61 milhões (9 bilhões de yen).

A decisão do Japão de expandir suas capacidades militares a despeito de sua postura pacífica após a Segunda Guerra é resultado do crescimento do poder militar dos países vizinhos.

O novo destróier porta-helicópteros será o maior navio da JMSDF e poderá prover combustível para os outros navios da frota, além de transporte e assistência em calamidades e missões de paz.

Os helicópteros embarcados terão como missão principal caçar submarinos, que são a principal ameaça nas águas ao redor do Japão.

A missão principal do navio será patrulhar os mares contestados pela China, que tem reforçado suas capacidades navais. Destróieres armados com mísseis de cruzeiro tem sido avistados operando próximo a campos de gás no Mar da China Oriental.

As novas aquisições de defesa do Japão também se devem ao aumento de tensões com a Coreia do Norte e com o estreitamento das relações desta com a China.

FONTE: The Telegraph

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Brasil com um pé na África

Acordo secreto entre os dois países, que ganhou carimbo de “secreto” no Ministério da Defesa, autoriza o Brasil a instalar uma base naval na Namíbia, país africano que adquiriu navios de guerra produzidos aqui.

Namibia

FONTE: Colunista Cláudio Humberto

NOTA DO EDITOR: A projeção do Brasil sobre a África é natural, tendo em vista os interesses econômicos do Brasil na região. Mesmo que não seja instalada uma “base naval” brasileira na Namíbia, a Marinha do Brasil, que formou a Marinha desse país amigo, teria plena liberdade para fazer escalas lá, se necessário.

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Pode não parecer, mas tema tem muito a ver com cotidiano de todos os brasileiros

globo news painel

O mestre em resolução de conflitos, Heni Ozi Cokier, o professor da Escola Nacional de Guerra, Gustavo Heck e o professor de relações internacionais da FAAP, Gunter Rudzit, são os convidados da semana do Programa Globo News Painel. Eles explicam o novo plano de defesa nacional e a segurança na América do Sul. Clique na imagem para assistir ao vídeo do Programa.

CCJ aprovou a proposta, que seguirá para análise do Senado

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou ontem o Projeto de Lei 5916/09, do Poder Executivo, que autoriza o aumento de efetivo da Marinha em 36%, passando de 59,6 mil para 80,5 mil. Segundo os ministros da Defesa, Nelson Jobim, e do Planejamento, Paulo Bernardo, que encaminharam o texto ao Congresso, esse aumento será gradual, completando-se em 20 anos.

De acordo com o governo, o reforço da Marinha é justificado pela necessidade de maior presença naval nas águas brasileiras, em razão do pleito de extensão dos limites exteriores da plataforma continental e da defesa das plataformas de exploração de petróleo no mar.

O projeto, que já havia sido aprovado pelas comissões de Relações Exteriores e de Defesa Nacional; e de Finanças e Tributação, seguirá para o Senado, a menos que haja recurso para sua análise em plenário.

O relator na CCJ, deputado Colbert Martins (PMDB-BA), recomendou a aprovação da proposta e da emenda da Comissão de Finanças e Tributação. A emenda condiciona a criação dos cargos, postos e graduações à sua expressa autorização em anexo próprio da lei orçamentária anual.

FONTE: Agência Câmara

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P 47 próximo plataforma - foto Padilha - Alide

Relator destina para o Fundo Social 100% da verba de participação especial e ‘royalties’ pertencente à União dos campos já licitados Texto inicial de Palocci previa que parte dos recursos iria para pasta da Ciência e Tecnologia e para o Comando da Marinha

FERNANDA ODILLA
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

vinheta-clipping-navalPara garantir recursos imediatos de áreas do pré-sal para serem aplicados em ações sociais e de desenvolvimento regional, uma comissão especial da Câmara dos Deputados aprovou ontem relatório que destina 100% dos recursos de participação especial e royalties à União dos campos já licitados para o Fundo Social proposto pelo governo.

O relator do projeto, deputado Antonio Palocci Filho (PT-SP), alterou o próprio texto, que inicialmente destinava apenas uma parte desses recursos ao Fundo Social.

Pelo texto, o Comando da Marinha e o Ministério da Ciência e Tecnologia não terão mais direito aos recursos de campos como Tupi, Iara, Carioca, Júpiter e Guará.

Das áreas já licitadas do pré-sal, só o teste de longa duração na área de Tupi resultou em pagamento de royalties, que começaram a ser distribuídos em junho. Contudo a ANP (Agência Nacional do Petróleo) informou não ser possível precisar o valor exato já repassado.

O próprio relator já espera reação das pastas que deixarão de ganhar esses recursos. “Vamos receber reclamações dos setores que recebem esses recursos. Mas não estamos ferindo em nada os ministérios [Marinha e Ciência e Tecnologia] e não mexi nenhum centavo dos Estados e municípios”, disse o ex-ministro da Fazenda. Palocci afirma que “há recursos de sobra para esses ministérios”.

Palocci também decidiu deixar para o Executivo definir, via projeto de lei, se usará apenas os rendimentos do fundo ou seu patrimônio nos investimentos sociais. A prioridade continua a sendo aplicar os recursos em saúde, educação, ciência e tecnologia, ambiente, cultura e combate à pobreza.

Petro-Sal

Ontem, também foi aprovado o projeto que cria a estatal para gerenciar os recursos do pré-sal, com o nome provisório de Petro-Sal. Foram feitas poucas alterações no projeto pelos deputados, que fixaram mandatos de quatro anos para os membros do Conselho de Administração da estatal e instituiu quarentena de quatro meses para pessoas que deixarem o conselho.

A pedido do líder do PR, Sandro Mabel (GO), foi adiado o início da discussão do projeto de capitalização da Petrobras. O pedido foi interpretado por governistas como um sinal de que parte da base aliada está disposta a colaborar com os prazos do governo apenas se emendas parlamentares ao Orçamento, hoje contingenciadas, forem liberadas.

Aprovados ou não pelas comissões, os projetos começam a ser debatidos e votados no plenário da Câmara na próxima terça, antes de seguirem para o Senado. Ontem, o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), disse que deve dar prioridade aos projetos já apreciados pelas comissões especiais, para dar tempo de solucionar eventuais pendências nas matérias mais polêmicas.

Os líderes governistas querem esperar o presidente Lula, que está no exterior, para definirem os valores da partilha dos royalties do pré-sal. União e Estados e municípios produtores de petróleo disputam parcela maior dos recursos.

Prevista para a noite de hoje, a discussão do principal projeto do pré-sal pode ser adiada para a próxima semana. “Se a União achar que pode abrir mão de recursos, não faria oposição, mas, até lá, meu relatório é “imexível”", disse o relator do projeto que muda o modelo de exploração, Henrique Eduardo Alves (RN), líder do PMDB da Câmara. Ele se encontra no final de semana com o governador Sérgio Cabral (RJ), defensor do aumento dos repasses de royalties para Estados produtores.

FONTE: Folha de São Paulo / Via NOTIMP

FOTO: Luiz Padilha, da Alide (via NGB)

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JS Myoko 2

vinheta-destaqueNa foto acima um míssil Standard 3 (SM-3) é lançado do destróier japonês JS Myoko (DDG 175), num exercício de interceptação conjunta feito ontem, com a Missile Defense Agency americana, no Oceano Pacífico. O míssil SM-3 interceptou com sucesso um míssil balístico de médio alcance disparado minutos antes da Pacific Missile Range Facility (PMRF), no Havaí. A tripulação do Myoko detectou e rastreou o míssil alvo, desenvolveu a solução de tiro e lançou o SM-3.

O JS Myoko é o quarto navio da JMSDF equipado com o sistema Aegis de defesa antiaérea e este foi o primeiro exercício com disparo de míssil balístico sem aviso. Os navios da US Navy USS Paul Hamilton e USS Lake Erie apoiaram o exercício, detectando e rastreando o alvo.

Antes de retornar ao Japão, o Myoko será carregado com mísseis SM-3 adicionais Block IA, garantindo com os outros navios da classe a segurança do seu país contra ataques de mísseis balísticos vindos da Coreia do Norte.

Ao todo, o Ballistic Missile Defense System conseguiu acertar 40 alvos em 51 exercícios de tiro desde 2001, e 16 em 19, desde 2007.

JS Myoko

FOTOS: US Navy

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CVF 1

vinheta-destaqueA Marinha Real Britânica (Royal Navy) concordou em sacrificar um de seus dois novos porta-aviões (CVF) para economizar cerca de 8,2 bilhões de libras esterlinas do orçamento de defesa.

Os almirantes, que lutaram duas décadas para garantir as duas aquisições de 65.000 toneladas, foram obrigados a recuar devido ao custo crescente das aeronaves de produção norte-americana, o Joint Strike Fighter (JSF ou F-35B) e que deveriam equipar os dois navios. O movimento é um duro golpe no prestígio da Marinha e veio na esteira do anúncio de Gordon Brown no mês passado, que esta deveria cortar um dos quatro submarinos de dissuasão nuclear, os Trident.

No entanto, é tarde demais para a Marinha renegar os contratos de construção dos dois porta-aviões, o HMS Queen Elizabeth que deve entrar em serviço em 2016 e o HMS Prince of Wales que deverá seguir-se em 2018. Apesar de ser construído, o “Prince” deverá ser utilizado como um navio de comando anfíbio, tendo a bordo somente helicópteros em vez das aeronaves JFS.

O movimento deixará a Royal Navy sem um porta-aviões quando o “Queen” estiver em manutenção e reparos, deixando em aberto a possibilidade de a Marinha, neste caso, ter que solicitar um porta-aviões emprestado à Marinha Francesa. Em uma reunião com Brown no ano passado, Nicolas Sarkosy, presidente francês, tinha sugerido que os respectivos “refits” dos navios desta classe de ambas as marinhas fossem coordenados.

A decisão de ter apenas um porta-aviões novo vai cortar o número de JSF a ser pilotado por esquadrões da RAF (Royal Air Force) de 138 para cerca de apenas 50 unidades, salvando ao orçamento cerca de 7,6 bilhões de libras. A preços correntes o avião vai custar perto de 90 milhões de libras cada um, mas isto pode subir para o até 100 milhões de libras.

Usando o “Prince of Wales” como navio anfíbio, poderá se salvar mais de 600 milhões de libras, o montante que poderia ter sido necessário para substituir o navio de desembarque anfíbio “Ocean”, que deve sair do serviço ativo em 2018. A decisão de reduzir o número de aeronaves JSF foi acordado entre os comandantes das duas forças nas discussões de preparação para a revisão da defesa estratégica. Tanto os políticos trabalhistas quanto os conservadores se comprometeram a realizar uma revisão da defesa estratégica após as eleições gerais, que devem acontecer no final da primavera.

Um alto oficial da Marinha Real disse: “ Nós sempre soubemos que o custo real do projeto era a frota de aviões JSF a ser utilizada nos navios. Isto não nos custaria menos do que 12 bilhões de libras, se adquiríssemos todos os aviões originalmente planejados. Nós estamos acordando para o fato de que todos os aviões seria exorbitante. Mais da metade dos contratos de 5 bilhões de libras para a construção dos dois navios foram já contratados, por isso é demasiado tarde para cancelar a construção dos mesmos. Desta forma pelo menos teremos o “Ocean” coberto quando este der baixa da frota.”

Uma vez que ambos os navios serão construídos é pouco provável a perda de empregos nos estaleiros Rosyth, perto do círculo eleitoral de Brown. As aeronaves JSF estão sendo construídas em Fort Worth, Texas, com a participação da BAE Systems.

A RAF que tinha planejado substituir os seus aviões Tornado pelos JSF, agora pretende substituir todos seus aviões de primeira linha pelos Eurofighter.

Os conservadores disseram que qualquer decisão de cortar um dos navios seria uma “absolutamente inaceitável” e típico de um governo de “caótica, incoerente e incompetente política de contratos de defesa”.

“É desconcertante para a Marinha, é confuso para a indústria e completamente incompatível com todo o conceito de defesa em execução, uma decisão independente”

O Ministério da Defesa, disse Bob Ainsworth, secretário de defesa, manteve-se 100% comprometido com os porta-aviões, mas “a média das circunstâncias financeiras em algumas decisões difíceis terão que ser tomadas de modo a hierarquizar os esforços de nossas forças no Afeganistão”.

A Marinha Real tem atualmente três porta-aviões menores, de pouco mais de 20.000 toneladas, o Illustrius, o Ark Royal e o Invencible, em processo de baixa.

CVF 2

FONTE: Times On Line

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19º Simpósio Internacional do Poder Marítimo no Naval War College dos EUA

Começou hoje no Naval War College, em Newport-Rode Island, o 19º Simpósio Internacional do Poder Marítimo (Internacional Seapower Symposium ISS), para líderes de todo o mundo.

Celebra-se este ano o 40º aniversário do simpósio bienal, que teve início em 1969. O ISS oferece uma oportunidade sem precedentes para os líderes de marinhas de todo o mundo, para aumentar a confiança mútua, através da discussão dos desafios marítimos e melhorar a cooperação na segurança marítima.

Mais de 200 oficiais, oficiais generais e líderes civis estão participando do encontro, vindos de 106 países. O tema do simpósio deste ano é “Conectando Marinhas, Construindo Parcerias”.

Espantando o fantasma da IV Frota

José Meirelles Passos

vinheta-clipping-naval Quando a IV Frota Naval dos Estados Unidos, desativada em 1950, foi restabelecida subitamente em meados do ano passado, com a missão de monitorar o litoral de toda a América Latina, vários países da região – em especial Brasil, Argentina, Bolívia e Venezuela – manifestaram desconfiança e suspeitas. Agora, 14 meses mais tarde, voltou a surgir com mais frequência entre os brasileiros – em especial devido ao início da exploração de gigantescas reservas de petróleo descobertas no fundo do oceano – o receio de que, em algum momento, aquela força poderia ser utilizada pelos EUA para se apossar dessa riqueza.

Tal cenário seria um absurdo, segundo o contra-almirante Victor G. Guillory, 54 anos, que há três meses assumiu a chefia das Forças Navais do Comando Sul e também o comando da IV Frota Naval:

- Embora eu creia que já tenhamos explicado isso várias vezes, acho que essa suspeita jamais será completamente afastada através de uma reunião ou de uma entrevista. Vai demorar um pouco. E, como o novo comandante, estou preparado para dedicar todo o tempo necessário para desfazer as suspeitas toda vez que me perguntarem a respeito – disse Guillory em entrevista exclusiva ao GLOBO sexta-feira passada, ao fim de uma visita de cinco dias ao Brasil.

Na patente, diretor de guerra de superfície

O problema é que a própria ficha profissional de Guillory reforça as teses conspiratórias. Antes de assumir a frota, ele trabalhou três anos em Washington como diretor de guerra de superfície, da Marinha, com a responsabilidade de cuidar das necessidades para combates navais e recursos materiais para todos os navios de guerra e sistemas de combate dos EUA.

- Eu continuo sendo um oficial de guerra de superfície, mas estou muito grato aos meus superiores pelo fato de terem me nomeado para esse novo trabalho que inclui missões humanitárias, e considerar o que temos em comum com nossos parceiros na região, além de melhorar a parceria com os países com os quais enfrentamos ameaças em comum – disse o contra-almirante.

De acordo com a Estratégia Cooperativa para a Força Naval do Século XXI, dos EUA, a sua Marinha enfrenta “muitos desafios na capacidade de exercitar o controle dos mares. Talvez nenhum deles seja tão significativo quanto o crescente número de nações operando submarinos, tanto convencionais quanto a propulsão nuclear”, diz um trecho. Mais adiante ela registra um alerta significativo: “Nós devemos ter a capacidade de impor controle local do mar onde quer que seja necessário, idealmente com a concordância de amigos e aliados, mas por nossa própria conta, se formos obrigados a isso.”

No entanto, no espírito de afastar suspeitas e desconfianças, Guillory insistiu em repetir um conceito utilizado pela chefia das forças navais do Comando Sul, baseado na Flórida, desde a reativação da IV Frota, 14 meses atrás:

- Eu não tenho navio algum designado permanentemente a nós. E tampouco disponho de aviões ou submarinos permanentes. Conto apenas com um grupo de aproximadamente 140 homens e mulheres.

Tal situação, no entanto, engloba um segundo conceito: o de que a IV Frota pode, a qualquer momento, requisitar quaisquer tipos de embarcações que achar necessárias para uma determinada missão – reconheceu Guillory, ponderando a seguir:

- Eu posso obter os navios adequados (a uma determinada situação). Para outras frotas talvez seja mais apropriado o uso de um porta-aviões. Mas acredito que os tipos de desafios que enfrentamos juntos aqui na região demandem outro tipo de embarcações – disse ele, citando como exemplo os navios-hospitais que têm atendido à população mais pobre na América Central, e embarcações de pequeno porte que têm sido utilizadas para conter o tráfico de cocaína através do Caribe.

O narcotráfico, segundo Guillory, é hoje a maior preocupação da Marinha americana na região. Por isso, durante a sua viagem ao Brasil – o único país até agora visitado por ele – conversou com os oficiais locais sobre a necessidade de os países da região abraçarem o conceito de “consciência de domínio marítimo” que, segundo Guillory, se tornou uma alta prioridade para os EUA.

Visita às instalações da Marinha brasileira

Semana que vem em Newport, estado de Rhode Island, haverá um simpósio específico sobre isso. O almirante Julio Soares de Moura Neto, comandante da Marinha do Brasil, estará presente, segundo Guillory:

- Vamos tratar de ampliar a nossa capacidade de monitorar o tráfego de navios em nossa região, atentos à atividades suspeitas. Notar, por exemplo, embarcações pescando em áreas onde não há peixes; ou transitando onde normalmente não é rota de embarcações. Captando, enfim, sinais de navios realizando operações ilícitas – disse ele.

Guillory contou ter vindo ao Brasil por recomendação de vários de seus superiores, que lhe disseram que além de oferecer uma visão clara sobre a Marinha nacional, o governo brasileiro lhe ofereceria perspectivas sobre a região.

- Apreciamos nossa tremenda comunicação com a Marinha brasileira, que foi generosa em nos dar a oportunidade de visitar as suas instalações – disse ele, acrescentando, de forma a mostrar que não existem desconfianças, que também teve acesso aos planos de defesa do Brasil.

FONTE: O Globo

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Alega-se que a redução de 4 para apenas 3 submarinos lançadores de mísseis balísticos não seria por motivos econômicos, mas políticos

Os substitutos da atual frota de submarinos lançadores de mísseis balísticos (SSBN), composta pelas quatro unidades da classe Vanguard, poderá ser somar apenas três embarcações. Gordon Brown, Primeiro Ministro Britânico, está preparando a redução do sistema Trident de dissuasão nuclear, como contribuição da Inglaterra para o corte de arsenais nucleares do mundo. Da mesma forma, a quantidade e o poder das 160 ogivas nucleares britânicas também poderão ser reduzidos.

Brown quer deixar claro que essa redução não é devido a fatores econômicos, mas que é parte de um esforço liderado pelo presidente dos EUA, Barack Obama para reduzir os estoques de armas nucleares e forçar países como o Irã a abandonar seus projetos de construção de armas atômicas.

A redução da futura frota para apenas três unidades levanta questões sobre sua real efetividade como elemento de dissuasão, dado que, numa frota de três submarinos, um sempre estará na base, a qualquer momento, deixando apenas dois em patrulha.

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Toda essa movimentação estaria no contexto da decisão de Obama de não levar adiante o sistema de defesa anti-mísseis da Europa Oriental, e da resposta favorável da Rússia a essa decisão, levando a um prognóstico de que um novo acordo de não proliferação poderia ser assinado no segundo trimestre do ano que vem. Embora a proposta britânica de redução pareça insignificante, quando comparada aos arsenais nucleares dos EUA e da Rússia, Brown deverá argumentar que representará mais pressão para que o Irã se junte a um futuro tratado.

Internamente, a questão não é simples de resolver: Brown tem sofrido pressões dos que defendem a opinião de que a Inglaterra não poderá arcar com os custos de substituição das atuais plataformas, algo entre 15 e 20 bilhões de libras. Por outro lado, essa atitude não agradará os Conservadores. Assessores também têm deixado claro que a redução de quatro para três unidades não reduzirá na mesma proporção (25%) os custos de construção e manutenção.

Uma decisão final sobre o tamanho da futura frota de SSBN britânicos deverá ser tomada após uma recomendação do sub-comitê do Gabinete, o que é esperado para antes do final deste ano. Os substitutos dos atuais submarinos não deverão entrar em serviço antes de 2025, mas decisões cruciais de design precisam ser tomadas nos próximos dois ou quatro anos.

O desafio da próxima classe poderá ser, então, diminuir as necessidades de manutenção de rotina e pesada, assim como aumentar o tempo de operação em relação a esses períodos de aprontamento. Estima-se que a substituição da atual frota por outros quatro submarinos, combinada à extensão da vida útil dos estoques atuais de mísseis Trident D5, que receberiam uma ogiva aprimorada, custaria entre 15 e 20 bilhões de libras: 14 bilhões para as embarcações, 2 a 3 bilhões para os mísseis e 2 a 3 bilhões para infraestrutura. O sistema Trident atual, com os quatro submarinos classe Vanguard, custou 14,5 bilhões de libras.

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Os atuais submarinos classe Vanguard

A classe é composta pelos HMS Vanguard (S28) Victorious (S29), Vigilant (S30) e Vengeance (S31). O primeiro da classe foi lançado em 1993. Deslocam 15.980 toneladas submersos, e têm comprimento de 149,9 metros, 12,8 metros de boca e 12 metros de calado.

São operados por 135 tripulantes e o armamento é composto por 16 tubos verticais lançadores de mísseis balísticos Trident II D5, além de 4 tubos de torpedos (Spearfish). São equipados com sonares na proa, nos bordos, de interceptação ativa e também do tipo Towed Array. Os mísseis Trident II D5 têm alcance de 4.000 milhas náuticas, e capacidade para carregar 12 ogivas cada um.

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FONTES: Times Online e Royal Navy

FOTOS: Royal Navy Colaborou: Franz Neeracher

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vinheta-exclusivoA América do Sul passa por um momento de transição. À medida que cresce sua importância no mundo, principalmente devido às suas grandes reservas de petróleo e gás, sua imensa biodiversidade, tanto no continente, quanto nos oceanos Atlântico e Pacífico, e, principalmente, abundância de água potável, tem feito com que os interesses das “Nações Centrais” se voltem para nossa região.

Hoje, é possível perceber um movimento das “Nações Centrais” para criar áreas de influência na região. A Rússia, nos últimos anos aproximou-se da Venezuela e tenta expandir sua área de influência também para o Equador, Bolívia e Paraguai. Os Estados Unidos mantém fortes laços com a Colômbia e o Chile, e tenta uma aproximação maior com o Peru. Já há algum tempo, a China tenta uma aproximação com a Argentina e o Uruguai.

O Brasil, que tem sua própria visão para o futuro do continente, com maior independência para os países, tem procurado não entrar em nenhuma dessas áreas de influência. Dessa forma, buscou uma parceria estratégica que permitisse à Nação, se contrapor a essa nova geopolítica. Como resultado dessa visão, foi assinado o acordo com o Governo Francês.

Para manter sua autonomia e representatividade, não só na região sulamericana, como, também, no restante do mundo, o Governo Brasileiro entendeu que é necessário manter Forças Armadas bem equipadas e treinadas, com quantidade de meios suficiente para fazer valer seus interesses.

Nesse contexto, o Ministério da Defesa solicitou às Forças Armadas, a elaboração de seus respectivos Planos de Equipamento e Articulação (PEA). Cada plano deveria conter as necessidades de meios para os próximos anos e as ações de articulação com a indústria de defesa.

O PEA da Marinha do Brasil, conhecido como PEAMB, apresenta a necessidade de meios para os próximos 30 anos. Orçado em cerca de R$ 250 bilhões, é bastante ambicioso, nele a MB apresentou suas reais necessidades para fazer frente a esse novo contexto.

O PEAMB, prevê a necessidade de 2 navios-aeródromo com cerca de 40.000 toneladas; 4 LHD com cerca de 20.000 toneladas; 30 navios de escolta; 15 S-BR; 5 SN-BR; além de 62 navios de patrulha.

São números ambiciosos que objetivam acabar com o perigoso vazio de poder existente no Atlântico Sul. A MB tem consciência da necessidade de preencher ostensivamente o vácuo estratégico em nosso Teatro de Operações, pois se não o fizer, certamente alguém o fará.

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info-pag3_globo

Forças Armadas mostram preocupação com vulnerabilidade do espaço marítimo brasileiro, incluindo a área do pré-sal

Chico Otavio

vinheta-clipping-navalPrimeiro, foram as fronteiras do Sul do país. Depois, a Amazônia. Agora, o eixo da inquietação dos militares se volta para a vulnerabilidade do mar brasileiro. Embora não admitam publicamente, as Forças Armadas reconhecem, em apresentações internas, que a defesa dos espaços marítimos brasileiros, incluindo a área do pré-sal, é um desafio abissal. Além da conhecida defasagem tecnológica, cenários não afastam a possibilidade de questionamentos futuros sobre a soberania nacional nos campos mais remotos de exploração oceânica de petróleo.

No passado, os militares concentravam tropas e armas na fronteira gaúcha por acreditar que, caso necessário, teriam pela frente um conflito clássico. Na Amazônia, apostam até hoje no território inóspito como aliado e na guerra assimétrica (não convencional) para derrotar um inimigo mais forte. Mas, no caso da defesa em alto-mar, sabem que o emprego da melhor tecnologia é decisivo. E que, mesmo com a compra de submarinos e caças modernos, como o governo pretende, o país continuará longe de se opor a uma potência inimiga porque a diferença é muito grande.

Os problemas, porém, não se restringem à hipótese bélica. Nem todos os países reconhecem os direitos de outros sobre as águas mais distantes da costa. Em outubro do ano passado, o capitão-de-mar-e-guerra Marcos Almeida, oficial do Estado-Maior da Armada, em palestra no Centro de Instrução e Adestramento Aeronaval, alertou que 40 nações, entre as quais Estados Unidos e Venezuela, não haviam assinado a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (1982).

A convenção fixa os direitos de exploração de um país oceânico em sua Zona Econômica Exclusiva (ZEE), faixa de 200 milhas náuticas situada além de seu mar territorial. No caso do Brasil, é a área onde fica a maior parte do pré-sal. Marcos Almeida destacou que a Inglaterra, mesmo sendo signatária da convenção, fez ressalvas sobre o alcance da soberania em tais áreas, incluindo restrições “àqueles que reivindicam jurisdição do Estado costeiro sobre todas as instalações e estruturas”.

A autonomia de uma nação em sua ZEE é limitada pela convenção. Além de permitir o sobrevoo e a “navegação inocente” (pacífica), um país não pode impedir que outro instale e opere cabos e dutos submarinos no local. Como os mapas mostram que um pedaço do pré-sal está localizado além da ZEE, em área reivindicada pelo Brasil, ele teoricamente ainda é patrimônio da humanidade e pode ser explorado por qualquer um.

A reivindicação brasileira que incorpora esta franja do pré-sal é baseada em outro dispositivo do tratado, que garante aos países direitos sobre a sua “plataforma continental” (áreas submarinas que se estendem além do mar territorial, em toda a extensão do prolongamento natural de seu território).

Em 2004, o governo requereu à ONU direitos sobre 960 mil quilômetros quadrados de plataforma continental, mas a entidade até agora não decidiu – respondeu parcialmente a favor em 2007, mas deixando de fora cerca de 200 mil quilômetros quadrados, “o que representa aproximadamente 5% da Amazônia Azul ou 20% da plataforma continental”, disse o oficial da Marinha.

Militares temem ação preservacionista de ONGs

Outro temor dos militares é a forte conotação ambiental da convenção, que relaciona a exploração dos recursos naturais do mar, do solo e do subsolo ao compromisso de proteger e preservar o meio marinho.

Como o Brasil quer tirar petróleo do pré-sal, atividade reconhecidamente poluidora, há um temor de que as organizações ambientalistas, unidas em torno de uma rede global de reservas marinhas, pressionem pelo veto ao acesso e à exploração de 25 áreas estratégicas espalhadas pelo planeta, sendo uma delas localizada no Centro-Sul Atlântico.

Diferentemente das fronteiras secas, protegidas pela força das armas ou pela ocupação civil, a defesa do mar exige recursos de última geração, embarcados em modernos navios, submarinos e aviões de combate.

- Somente com um único submarino nuclear, a Inglaterra manteve toda a frota argentina parada no porto durante a Guerra das Malvinas – lembra o presidente do Clube Militar, general Gilberto Figueiredo.

Para alavancar as Forças Armadas, o governo Lula investe numa parceria estratégica com a França. Este acordo prevê, entre outros equipamentos, a montagem de quatro submarinos convencionais Scorpène, a integração do reator brasileiro a um submarino nuclear e a construção de uma base e um estaleiro, incluindo a transferência tecnológica. O presidente Lula também manifestou interesse na compra de 36 aviões caça Rafale, franceses, que formariam três esquadrões.

Mas tudo isso é futuro. Hoje, embora não existam dados oficiais disponíveis, é possível indicar que pelo menos metade dos cerca de 100 caças da FAB (modelos F-2000 Mirage, AMX e F-5 modernizado) em atividade não apresenta condições de voo. Além disso, dos 23 caças Skyhawk comprados para embarcar no porta-aviões “São Paulo”, apenas quatro estão voando.

A situação se repete no mar. Dos 18 navios de guerra da Armada, só dez navegam. O próprio “São Paulo” é um dos que estão em manutenção, parado há dois anos, depois da explosão de uma tubulação de vapor.

Marinha tem plano para a defesa do pré-sal

pre-sal-dez2007

Força elabora sistema de gerenciamento para garantir a soberania nas áreas marinhas

Indagada sobre o que falta, hoje, para garantir a soberania brasileira no pré-sal e outros campos de exploração de riquezas marinhas, a Marinha brasileira respondeu que, visando a intensificar a sua presença nas “águas jurisdicionais brasileiras”, a Força apresentou ao Ministério da Defesa um projeto para a criação do “Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul” (SisGAAz), que terá a capacidade de efetuar o monitoramento contínuo das águas nacionais. “Como apenas o monitoramento não é suficiente para a garantia da soberania no mar, a ação de presença, efetuada por meios navais, se faz necessária nas áreas marítimas de interesse”, informou.

A Marinha também informou que, em decorrência da Estratégia Nacional de Defesa (END), elaborou o seu Plano de Equipamento e Articulação, com metas de curto, médio e longo prazos, contemplando uma proposta de “distribuição espacial das instalações militares e a quantificação dos meios necessários ao atendimento eficaz das hipóteses de emprego”. A nota garante que a aprovação e a execução do plano produzirão “reflexos positivos para a economia nacional, estimulando diversos setores da cadeia produtiva associados à indústria naval e de defesa, bem como a geração de novos empregos”.

Sobre a defesa da soberania na exploração do pré-sal, a Marinha disse que só haveria preocupação com os países não signatários da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, que estabelece todos os direitos inerentes aos Estados quanto à exploração e ao aproveitamento dos seus recursos econômicos no mar, solo e subsolo marinhos.

“A preocupação só seria válida pela possibilidade de violação dos direitos previstos ou mesmo em conflitos de interpretações destes e pela não aceitação desse direito por parte de um país não signatário”, disse o Centro de Comunicação Social da Marinha. E argumentou que os EUA, apesar de não assinarem, têm dado demonstrações de respeito ao acordo.

FONTE: O Globo

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NOTA DO BLOG: O Poder Naval Online auxiliou o repórter do Globo nesta matéria. Ver o crédito na Arte do jornal.

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