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O Governo Indiano sancionou um aumento de preço de US$ 1 bilhão nos custo dos 6 submarinos Scorpène que foram encomendados.

O aumento nos custos é resultado de problemas de construção, absorção de tecnologia e aumento da infraestrutura e compra de materiais para a Mazagon Dock Ltd.

Foi dito que o último dos seis submarinos será entregue na segunda metade de 2018.

FONTE: Forecast International

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Francisco Góes

Indústrias brasileiras que produzem máquinas e equipamentos, motores, sistemas de propulsão elétrica e outros bens vão participar do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub), acertado em 2008 entre Brasil e França, orçado em 6,7 bilhões. A nacionalização de partes e peças das embarcações está prevista em contrato, assim como a exigência de transferência de tecnologia da França para o Brasil. Um exemplo de parceria nessa área é o da Saturnia Sistemas de Energia, que assinou acordo com o governo francês para produzir as baterias dos submarinos para a Marinha brasileira.

Indústrias brasileiras que produzem máquinas e equipamentos, motores e sistemas de propulsão elétrica, compressores e baterias, entre outros bens, começam a identificar oportunidades que vão surgir com o Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub), acertado em 2008 entre Brasil e França. Responsável pelo programa, orçado em 6,7 bilhões, a Marinha do Brasil está avaliando o que as empresas poderão produzir localmente. As indicações até agora são favoráveis, embora ainda existam dúvidas, em alguns casos, sobre o processo de transferência de tecnologia.

A análise recai sobre as condições para se produzir no Brasil determinados componentes e equipamentos para os submarinos cumprindo índices de conteúdo nacional. A nacionalização de partes e peças dos submarinos está prevista em contrato, assim como a exigência de transferência de tecnologia da França para o Brasil. Pelo acordo, os franceses terão de transferir tecnologia para determinadas indústrias fabricarem no Brasil itens usados nos submarinos. Seria uma espécie de compensação pelos pagamentos feitos pelo Brasil à França dentro do programa dos submarinos.

“O potencial da indústria brasileira é fantástico”, disse o almirante de esquadra José Alberto Accioly Fragelli, coordenador geral do Prosub na Marinha. Ele disse que a Marinha promoveu seminário do qual participaram empresas de diversos setores interessadas no programa. “Queremos ver quais os produtos que as empresas podem nacionalizar.” Há uma série de itens em que existe potencial de produção no mercado brasileiro, incluindo as baterias, os sistemas de propulsão elétrica, circuitos elétricos e os sistemas de periscópio, entre outros, e para os quais se prevê a transferência de tecnologia da França.

No início das discussões, imaginou-se, por exemplo, que não seria possível produzir um aço especial sem costura para tubos de torpedo, um dos armamentos que vão equipar os submarinos. Mas depois provou-se que é possível fazer esse aço no Brasil. Eduardo Fantin, diretor da Bardella Indústrias Mecânicas, disse que o Prosub poderá oferecer oportunidades para a indústria nacional na fabricação de componentes para os submarinos. Outra área de interesse são as instalações que darão apoio na construção, operação e manutenção das embarcações.

No total, o programa prevê a construção de quatro submarinos convencionais e o casco de um submarino de propulsão nuclear. E inclui a instalação de um estaleiro e de uma base naval em Itaguaí, na região metropolitana do Rio de Janeiro. O co-presidente da Jaraguá Equipamentos Industriais, Cristian Jaty Silva, disse que a empresa participou de processo de auditoria feito pela Marinha no qual se avaliou o potencial e o interesse de empresas nacionais no programa.

As empresas selecionadas poderão receber contratos de absorção de tecnologia e de nacionalização de componentes. A Jaraguá tem interesse em produzir partes estruturais dos submarinos e participar na construção do estaleiro. Umberto Gobbato, diretor superintendente da WEG Automação, afirmou que a empresa mantém entendimentos com a Marinha para fornecer sistemas de propulsão elétrica para os submarinos. “A WEG foi consultada pela Marinha para aumentar índices de nacionalização de sistemas de propulsão elétrica”, disse Gobbato.

O mais difícil a ser feito no Brasil é o sistema de armas, reconhece o almirante. Segundo Fragelli, o processo de transferência de tecnologia está em andamento. Este mês a Marinha vai mandar 26 engenheiros navais para a França, onde ficarão um ano e meio participando de curso da Marinha francesa para aprender a projetar um submarino nuclear. Em 2011, irão mais 20 engenheiros e, em 2012, outros 20. “Esse será o núcleo que vai receber toda a transferência de tecnologia que os franceses vão passar para o Brasil.”

Um exemplo de parceria na área de transferência de tecnologia é o da Saturnia Sistemas de Energia, com fábrica em Sorocaba (SP). A empresa assinou acordo com o governo francês pelo qual ficou acertado que produzirá as baterias dos submarinos para a Marinha brasileira. Luiz Antonio Baptista, presidente da Saturnia, disse que apesar do acordo existe preocupação de garantir a transferência de tecnologia para a fabricação das baterias no país.

Antes de conseguir fechar o acordo sugiram dificuldades para a transferência da tecnologia das baterias para a Saturnia, disse Baptista. A francesa DCNS, que tem contratos com a Marinha do Brasil para a construção dos submarinos, teria informado que a bateria original utilizada no submarino não era produzida por ela, mas por uma empresa americana. Essa empresa não tinha interesse em vender a tecnologia.

Depois de negociações que envolveram a Marinha, chegou-se a um acordo entre a DCNS e a Saturnia pelo qual o grupo francês se propôs a transferir para a Saturnia, a partir de uma unidade na Grécia que fabrica o produto para a Marinha francesa, o projeto básico da bateria. “Em setembro, uma equipe da DCNS e da empresa grega [chamada Sunlight] vem ao Brasil para discutir os detalhes do projeto”, disse Baptista.

Segundo ele, a empresa terá de investir entre US$ 1,5 milhão e US$ 2 milhões para ampliar a fábrica de Sorocaba e produzir as baterias dos novos submarinos. No passado, a Saturnia produziu as baterias para os submarinos convencionais do tipo IKL-209, desenvolvidos no Brasil a partir da importação de uma unidade da Alemanha. No acordo com a Alemanha, houve transferência de tecnologia e as baterias foram feitas no Brasil. Procurada, a DCNS disse que não iria comentar o assunto. Para o almirante Fragelli, é importante que a Saturnia obtenha a transferência de tecnologia da Sunlight.

Fragelli disse que o contrato de transferência de tecnologia é o mais importante (entre os acordos assinados com a França) porque, depois de capacitado, o Brasil não vai depender de outro país para fazer submarinos convencionais e nucleares. Ele reconheceu, porém, que transferência de tecnologia “não se recebe, mas se conquista”.

Entre especialistas, há quem acredite que um das dificuldades para a transferência de tecnologia estaria no fato de que o estaleiro que vai produzir os submarinos seja controlado pela DCNS. A DCNS, controlada pelo governo da França, formou uma sociedade de propósito específico (SPE) com a Odebrecht para a construção dos submarinos. A SPE, chamada de Itaguaí Construções Navais (ICN), tem como acionistas a Odebrecht, com 59%, e a DCNS, com 41%. A Marinha do Brasil, por meio da Emgepron, tem ação especial (golden share) que lhe dá direito de veto em determinadas decisões.

Um executivo que acompanha o acordo discordou. Disse que existe forte compromisso contratual na transferência de tecnologia por parte da França e acrescentou que quando o estaleiro for concluído a ICN será extinta passando o estaleiro a ser propriedade da Marinha. Fragelli disse que o estaleiro, desde o início do projeto, pertencerá à Marinha, inclusive porque será construído com recursos do Tesouro Nacional.

Marinha já liberou primeiro pagamento

A Marinha do Brasil começou a fazer os pagamentos do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub). Uma entrada, no montante de R$ 1,5 bilhão, foi paga à DCNS, empresa francesa que tem controle estatal, e à Odebrecht. A DCNS tem contratos com a Marinha para construir os submarinos, os quais também envolvem a Odebrecht. A construtora é a responsável pela obra do estaleiro e da base naval dos submarinos. As instalações serão construídas em Itaguaí (RJ). A DCNS vai transferir tecnologia no projeto.

O almirante José Alberto Fragelli, coordenador do Prosub, disse que o investimento no estaleiro e na base naval é estimado em cerca de 1,7 bilhão, montante que será financiado com recursos do Tesouro Nacional. O dinheiro vai entrar anualmente no orçamento da Marinha e será pago mediante apresentação de faturas de serviços prestados a preços de mercado. Uma preocupação da Marinha é o contingenciamento de recursos do orçamento pela União, o que pode afetar o programa.

Na parte de responsabilidade da França, o Prosub conta com financiamento de cerca de 5 bilhões acertado com um sindicato de bancos liderado pelo francês BNP Paribas, disse Fragelli. Os quatro submarinos convencionais incluídos no programa serão entregues de forma gradativa.

A frota atual de submarinos da Marinha, de cinco unidades, continuará a operar. Fragelli disse que a ideia é fazer mudanças nos submarinos convencionais Scorpène a serem comprados da França. “Temos experiência de construção no arsenal da Marinha [no Rio] e estamos introduzindo modificações nesses submarinos, que serão maiores e mais compridos.”

Ele acrescentou que na parte de propulsão do submarino nuclear a França não pode transferir tecnologia. “Nenhum país transfere nada nesse campo.” (FG)

FONTE: Valor Econômico

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Alana Gandra

Rio de Janeiro – A sustentabilidade da construção naval brasileira ainda depende de fatores como investimentos em pesquisa e desenvolvimento e a formação de recursos humanos, atrelados às políticas para o setor. A observação foi feita pelo professor Floriano Pires, do Programa de Engenharia Oceânica da Coordenação de Pós-Graduação de Engenharia (Coppe) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Ele lembrou que a indústria naval no país se encontra em um momento de efervescência após a retomada das atividades, iniciada no ano 2000. Pires vai falar sobre o tema na 7ª Feira e Conferência da Indústria Naval e Offshore (Navalshore), que começa nesta quarta-feira (11) no Rio.

Segundo o especialista, ao contrário do mercado brasileiro, que está em processo de recuperação, o mercado naval internacional, que vinha aquecido nos últimos anos, com preços elevados, prazos longos de entrega, vive atualmente uma situação inversa. “Hoje, você tem preços em queda, muitos contratos sendo cancelados e os estaleiros tendendo a ficar vazios”. Pires analisou, contudo, que o cenário externo preocupante não afeta a indústria nacional, que está se baseando na demanda interna.

Diante da tendência de que os prazos continuem encurtando e os preços sejam reduzidos, ele sinalizou que a indústria naval nacional precisa, dentro de alguns anos, alcançar padrões de desempenho comparáveis aos internacionais. Caso contrário, “a comparação do desempenho nosso fica mais complicada”.

O professor defendeu um esforço de recuperação do desenvolvimento tecnológico e de formação de recursos humanos de forma integrada com as políticas de financiamento e de encomendas. “Hoje, a gente tem um aumento considerável de investimentos em pesquisa e desenvolvimento, mas está muito descolado do processo de desenvolvimento da indústria propriamente dita”. É preciso, segundo ele, que esses investimentos sejam articulados com as estratégias da indústria, abrangendo também o estímulo ao desenvolvimento de fornecedores, entre outros itens.

Outra questão diz respeito à localização dos estaleiros, lembrou Pires, preocupado com a dispersão dos novos investimentos em termos geográficos. “A excessiva dispersão geográfica dos estaleiros, com um em cada lugar, será fator de desvantagem competitiva para o Brasil no futuro”.

Na avaliação do professor, os polos já existentes deveriam ser fortalecidos, com maior volume de investimentos também em novos estaleiros, mas preservando as mesmas regiões.

Floriano Pires aprovou a reativação do antigo Estaleiro Ishibrás, no Caju, zona portuária do Rio, que receberá o nome de Inhaúma, a partir de acordo firmado com a Petrobras, e a construção do estaleiro da Marinha em Itaguaí, para construção de submarinos nucleares. “É muito importante a recuperação do Ishibrás”, destacou. O estaleiro foi um dos mais bem estruturados do setor na década de 70, quando a indústria naval viveu seu apogeu.

Apesar da retomada, Pires admitiu que a indústria naval no Brasil ainda tem custos altos para a construção de navios, em comparação a concorrentes internacionais. Isso se deve, na sua opinião, ao desempenho da indústria e a questões como produtividade. “Não é uma questão que se resolva com ajustes legais”, apontou, referindo-se à carga tributária. Acrescentou que “é preciso melhorar o desempenho, formar gente, ganhar escala, continuidade. São questões industriais e esse processo demora alguns anos para ser superado”.

FONTE: Agência Brasil

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A Navalshore 2010VII Feira e Conferência da Indústria Naval e Offshore terá início nesta quarta-feira 11, no Centro de Convenções Sul América, no Rio de Janeiro (RJ). Esta será a maior edição do evento, com a participação de cerca de 350 empresas de 12 países.

A conferência que acontece paralelamente terá como temas principais as parcerias internacionais na indústria naval brasileira e o desenvolvimento da cadeia de fornecedores. Participarão destes dois painéis a Petrobras, Transpetro, Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, BNDES, Caixa Econômica Federal, Sinaval, Abimaq e a Keppel Fels no Brasil.

A conferência terá ainda palestras abordando Sustentabilidade da construção naval brasileira, projeto hidrodinâmico de cascos e de sistemas de propulsão de navios, seguros e resseguros, Perspectivas da Industria Coreana sobre o Mercado de Construção Naval Brasileiro.

Já o evento paralelo “Negócios em 15 minutos” contará com 11 empresas-âncora. São elas a Transpetro, a Caixa Econômica Federal e os estaleiros Aliança, da Amazônia, Atlântico Sul (EAS), Cassinú, Eisa, Mauá, Rio Nave, STX Brazil e Superpesa.

A rodada visa aproximar empresas com perfil contratador, como estaleiros, e potenciais fornecedores de produtos e serviços destinados a navios, plataformas de petróleo e embarcações em geral. Realizado desde 2005, o evento é um grande sucesso da feira e contou, em 2009, com nove empresas-âncoras e 668 entrevistas realizadas.

Neste ano, uma novidade é a participação da Caixa Econômica Federal, que estreia na Navalshore. A instituição estará disponível para mostrar seu produtos aos interessados da cadeia produtiva da indústria naval e offshore.

A Navalshore 2010 tem os patrocínios da Transpetro, Jaraguá Equipamentos Industriais, Aveva e Sisgraph. A conferência tem os patrocínios da Caixa Econômica Federal, IRB Brasil Re e Brasolda.

O cadastramento para visitar a Navalshore, inscrever-se para o “Negócios em 15 minutos” ou para a conferência pode ser feito pela internet, no endereço http://navalshore.exponexion.com/Pages/Login.aspx

Veja a programação completa da conferência:

11 de agosto de 2010
Painel Parcerias internacionais na indústria naval brasileira

  • 14h – A Indústria Naval brasileira: situação e perspectivas
  • Palestrante: Ariovaldo Rocha – presidente do Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval)
  • 14h30 – A experiência da Keppel Fels no Brasil
  • Paletrante: Alceu Mariano – Institutional Relations Director – Keppel FELS Brasil S/A
  • 15h – BNDES – produtos e serviços para a indústria naval e offshore
  • Palestrante: Luiz Marcelo Martins Almeida, gerente do Departamento de Gás e Petróleo e Cadeia Produtiva
  • 15h30 – A demanda Transpetro
  • Palestrante: Arnaldo Arcadier – Gerente executivo do Promef (Transpetro)
  • 16h – Debates
  • 16h30 – Coffee break
  • 16h50 – Petrobras – Programa EBN
  • Palestrante:Rogério Fernandes Figueiró – Gerente Geral de Transporte Marítimo do Abastecimento-Logística da Petrobras
  • 17h20 Debates
  • 17h40 – Caixa Econômica Federal
  • Apresentação institucional: Edalmo Porto Rangel – Superintendente Regional Petrobras/BNDES
  • 18h10 – Debates

12 de agosto de 2010
Painel Conteúdo local – Desenvolvimento da cadeia de fornecedores

  • 14h – Ações de governo para o desenvolvimento da cadeia produtiva
  • Palestrante: Carlos Eduardo Macedo – Coordenador-Geral das Indústrias de Transporte Aéreo e Aeroespacial da Secretaria de Desenvolvimento da Produção do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior
  • 14h30 – Financiabilidade da indústria naval – o papel da Caixa na promoção da cidadania e do desenvolvimento sustentável
  • Palestrante: Júlio Cesar da Silva Costa – Gerente Regional da Caixa Econômica Federal
  • 15h – Demandas e ações da indústria frente à necessidade de crescimento da cadeia de fornecedores do setor de indústria naval e offshore
  • Palestrante: Cesar Prata – Presidente da Câmara Setorial de Equipamentos Navais da Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos)
  • 15h30 – Debates
  • 16h – Coffee break
  • 16h20 – Transpetro
  • Agenor Cesar Junqueira Leite- Diretor de Transportes Marítimos da Transpetro, apresentação institucional
  • 16h50 – Debates
  • 17h10 – “A Formação de Centros de Serviço como tendência no desenvolvimento da Indústria Naval Brasileira”
  • Palestrante: Heine Stuart Moura Quintão – Gerente de Comercialização de Blanks e Estampagens da Usiminas Mecânica
  • 17h40 – Debates

13 de agosto de 2010
Seguros e resseguros – Um olhar externo – Cenário futuro – Tecnologia

  • 14h – O setor de seguros e o mercado de construção naval no Brasil – Como é calculado o valor dos prêmios
  • Palestrante: Steven Weiss – Vice-Presidente; Mauricio Aguiar Giuntin – Superintendente Marine (Grupo Liberty Brasil)
  • 14h30 – Debates
  • 14h50 – Perspectivas da Industria Coreana sobre o Mercado de Construção Naval Brasileiro
  • Palestrante: Kim Doo Young, Diretor-Geral da KOTRA no Brasil (KOTRA – Korea Trade-Investment Promotion Agency)
  • 15h20 – Debates
  • 15h40 – Sustentabilidade da construção naval brasileira
  • Palestrante: Professor Floriano Pires – Programa de Engenharia Oceanica – COPPE – UFRJ
  • Departamento de Engenharia Naval e Oceanica – Escola Politecnica – UFRJ
  • 16h10 – Debates
  • 16h30 – Coffee break
  • 16h50 – Importância do projeto hidrodinâmico de cascos e de sistemas de propulsão de navios – estudos de casos
  • Palestrante: Carlos Daher Padovezi – Diretor do Centro de Engenharia Naval e Oceânica do Instituto de Pesquisas Tecnológicas – IPT
  • 17h20 – Debates
  • 17h40 – A importância do Resseguro no Mercado de Construção Naval
  • Palestrante: Jose Farias de Sousa – Gerente Comercial do IRB Brasil Re
  • 18h10 – Debates

FONTE: Portos e Navios

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A Vale realizou ontem (4) a cerimônia de batismo dos rebocadores “Brucutu” e “Itabira”, duas das 51 embarcações encomendadas pela empresa a estaleiros brasileiros, para garantir segurança e competitividade na ampliação de suas operações portuárias e marítimas. Construídos no Estaleiro Detroit, em Santa Catarina, os rebocadores receberam investimentos de cerca de R$ 24 milhões.

Os rebocadores “Brucutu” e “Itabira” incorporados à frota de apoio às operações do porto de Tubarão e estão entre as embarcações mais modernas e eficientes que operam nos portos brasileiros. Com 55 toneladas de tração estática, irão aumentar a produtividade do porto, além de proporcionar mais segurança às manobras de atracação e desatracação dos maiores navios graneleiros que operam hoje no mundo.

As encomendas da Vale a estaleiros nacionais totalizam investimentos de R$ 403,9 milhões e contribuem para o aquecimento da indústria naval brasileira, com a geração de 2.465 empregos diretos e indiretos. Além do “Brucutu”, do “Itabira” e do “Sossego” (este último entregue ano passado), estão sendo construídos outros 12 rebocadores, dois comboios fluviais – formados por 32 barcaças e dois empurradores – e dois catamarãs para transporte de passageiros, totalizando 51 embarcações.

Os rebocadores irão operar no Complexo de Tubarão (ES), no Terminal Marítimo de Ponta da Madeira (MA), no Terminal da Ilha Guaíba -TIG (RJ), no porto de Vila do Conde e em Porto Trombetas (PA). Os catamarãs, por sua vez, farão o transporte de empregados da Vale que trabalham no Terminal da Ilha Guaíba (TIG). Já os comboios fluviais atenderão à Mina de Urucum, em Corumbá (MS).

Além destas embarcações, a Log-In Logística Intermodal, empresa coligada da Vale, está construindo sete novos navios, sendo cinco porta-contêineres e dois navios para transporte de bauxita. As encomendas foram feitas ao Estaleiro Ilha S/A – EISA, localizado na Ilha do Governador (RJ) e somam R$ 700 milhões.

Dos 15 novos rebocadores, 11 estão sendo construídos no estaleiro Detroit, em Itajaí (SC), e os outros quatro, no estaleiro Santa Cruz, em Aracaju (SE). Quando estiverem prontos, a Vale passará a contar com 29 rebocadores. Somente com a construção dessas embarcações serão gerados 1,53 mil novos empregos, entre diretos e indiretos.
Os dois comboios estão sendo construídos no estaleiro Rio-Maguari (PA) e os dois catamarãs estão em construção no estaleiro Arpoador, em Angra dos Reis. As encomendas deverão ser entregues em 2010 e 2011. A construção dos comboios e catamarãs vai gerar 695 empregos diretos e outros 140 empregos indiretos.

Características dos rebocadores “Brucutu” e “Itabira”:
Boca Máxima (largura): 10,25 metros
Pontal moldado (distância da linha de base ao convés): 4,31 metros
Comprimento: 24,40 metros
Calado máximo: 2,90 metros
Tração estática: 55 Toneladas
Estaleiro: Detroit Brasil LTDA. Itajaí – Santa Catarina
Sociedade Classificadora: RBNA

FONTE: Portos e Navios

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A BAE Systems ganhou um contrato que pode chegar a US$ 500 milhões, para modernizar 11 navios da classe “Arleigh Burke” (DDG 51).

A companhia vai começar a executar o contrato em agosto, com o planejamento, modernização, manutenção e reparos no navio líder da classe, USS Arleigh Burke.

Serão realizadas obras no casco, modificações mecânicas e elétricas, bem como atualizações no sistema de combate.

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A Capitania dos Portos informa que, na noite de ontem, o navio de bandeira das Bahamas “AUK ARROW” sofreu uma explosão enquanto se submetia a reparos nas dependências do estaleiro RENAVE/ENAVI, na cidade de Niterói, causando, infelizmente, o óbito de dois operários e ferindo seis outros, que foram removidos para o Hospital Estadual Azevedo Lima, naquela cidade.

Pela madrugada, logo após ser informada pelo estaleiro, uma equipe de Inspetores Navais desta Capitania esteve no local de forma a realizar uma perícia inicial; pela manhã outra equipe de inspetores conduzirá uma perícia complementar.

A Capitania dos Portos abrirá inquérito administrativo de forma a apurar as causas deste acidente, com prazo de conclusão de noventa dias.

FONTE: Seção de Comunicação Social do 1º Distrito Naval

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Testes de mar do navio de patrulha Scarborough começaram em 16 de julho

O segundo Offshore Patrol Vessel (OPV) da série de três para a Guarda Costeira de Trinidad e Tobago está em sua fase final de testes. Durante o período de duas semanas no mar, o navio construído em Clyde, estaleiro da BAE Systems em Scotstoun, Escócia, embarca em um programa de testes extensivos que inclui a verificação da propulsão, velocidade, dirigibilidade e de armas.

Os navios fazem parte do contrato assinado em 2007 para construção, integração, testes e comissionamento de três navios para o Governo da República de Trinidad e Tobago. Eles têm 90 metros de comprimento e serão usados para a proteção da Zona Econômica Exclusiva (ZEE), em operações que vão desde o combate ao tráfico de drogas até o apoio em missões de socorro. A BAE Systems providenciará manutenção e suporte durante os próximos cinco anos.

Nesse mesmo dia foi inaugurado o navio San Fernando, da mesma classe do Scarborough.

“Os eventos de hoje são prova da habilidade e do trabalho árduo de todos envolvidos no programa e destacam o tremendo progresso feito ao longo deste último ano. O lançamento do San Fernando ocorre apenas oito meses após o lançamento do primeiro e do segundo navios da classe, e isso, junto com o embarque do Scarborough para testes finais, demonstra nosso comprometimento em entregar estes navios ao Governo da República de Trinidad e Tobago”, disse Scott Jamieson, Diretor de Programas internacionais da BAE Systems Surface Ships.

Em um momento em que a BAE Systems pretende expandir as oportunidades de exportação, os versáteis navios de patrulha marítima são capazes de acomodar uma diversidade de papéis, o que os torna atraentes para outras marinhas ao redor do mundo. É o caso da experiência comprovada dos OPV da Classe “River”, em serviço na Royal Navy do Reino Unido.

SAIBA MAIS:

 

O terceiro estaleiro pernambucano começou a ganhar forma. O grupo mineiro Orteng se juntou à Construcap, que já havia manifestado o interesse em construir a fábrica de navios. O martelo só será batido de verdade com o resultado do processo licitatório da Petrobras, em setembro, como adiantou o secretário de Desenvolvimento Econômico, Fernando Bezerra Coelho. “Foi mais uma associação entre grandes empresas para construir mais um estaleiro no Estado. Eles (o grupo) vão fabricar módulos para plataformas e sondas de petróleo”, disse o gestor.

Segundo os últimos dados da indústria paulista Construcap, o empreendimento receberá investimentos na ordem de R$ 200 milhões e ficará em uma área de 40 hectares no Porto de Suape. Cerca de 1,5 mil empregos serão gerados durante a construção e outras sete mil vagas devem ser abertas em meados de 2010, quando iniciar a operação. O terminal marítimo já contempla o Estaleiro Atlântico Sul (EAS), que está em operação, e o Promar, também em fase de instalação.

A questão é saber se o Estado terá mão de obra qualificada suficiente para atender tantos empreendimentos. “Pernambuco está pagando pela falta de investimentos em Educação. Não só no último governo, mas ao longo de anos. Será preciso investir no ensino básico e médio, mas isso não acontecerá em quatro anos. Vai ser resolvido em dez ou 12 anos de investimentos. Podemos dizer que é um problema bom”, defendeu Bezerra Coelho.

FONTE: Folha de Pernambuco(PE), via Portos e Navios

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SÃO PAULO – O nordeste já desponta como nova caminho para os investimentos da indústria naval. De acordo com o Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval), 80% dos investimentos planejados para o setor até 2013 serão feitos na região.

Segundo o Sinaval, dos R$ 7,6 bilhões de recursos destinados ao setor naval no período, R$ 6,1 bilhões terão como destino o nordeste. Ao todo serão pelo menos 17 os novos estaleiros, nove dos quais estarão no nordeste.

“É um avanço e tanto para uma região que, até o ano passado, quando foi inaugurado o estaleiro Atlântico Sul, em Suape (PE), nunca tinha tido nenhum empreendimento voltado para a indústria naval ou petroleira”, disse o presidente do Sinaval, Ariovaldo Rocha.

Com a demanda crescente nos estaleiros, a indústria de equipamentos para navios, ou navipeças, também se movimenta para acompanhar o mercado. Boa parte das peças utilizadas no Brasil ainda é importada, mas existe uma mudança em curso neste quadro. “No ano de 2000, o setor gerava cerca de 2 mil empregos diretos e, atualmente, estamos na casa dos 47 mil”, disse o presidente da Câmara Setorial de Equipamentos Navais e Off-shore da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Carlos Prata.

Mesmo com o aumento na mão de obra, o setor ainda precisa de reforços. “Nos locais onde os novos estaleiros serão construídos nós estamos fazendo seminários de incentivo à produção local de peças”, disse Prata.

Atualmente muitas empresas produzem equipamentos para o setor naval. De acordo com o executivo da Abimaq, estão disponíveis no mercado garrafas de ar; equipamentos de habitação, como ventiladores, exaustores, equipamentos para tratamentos de dejetos e de água; motores a diesel, geradores e alternadores; e equipamentos auxiliares (compressores, bombas e outros), entre outros. E “todos esses equipamentos podem ser produzidos com as tecnologias que já temos aqui, desde que tenham preço, qualidade e prazo”, disse Prata.

Atualmente, o setor de navipeças brasileiro é composto por 200 indústrias de máquinas, componentes, equipamentos e acessórios. “Boa parte delas já está no Brasil desde as décadas de 1970 e 1980, quando o País construía muitos navios. Depois do apagão naval da década de 1990, todas essas empresas passaram a direcionar seus produtos a outros setores, com mais investimentos, como são os mercados industrial, siderúrgico, de mineração, alimentício, agrícola, de bioenergia e petróleo”, disse o executivo.

De acordo com Prata, a falta de incentivo do governo à produção local e as facilidades de importação são os principais vilões do setor de navipeças. “Muitos fornecedores originalmente de navipeças oferecem produtos de altíssima tecnologia e qualidade: o problema não está na capacidade das dos fornecedores, nem no prazo, está no preço. Sem proteção do governo, as peças chinesas, por exemplo, saem muito mais em conta”, analisou.

Rio de Janeiro

O grande investimento no nordeste brasileiro não está deixando o polo fluminense para trás, pois o local tem também um grande plano de ampliações nos próximos anos. O total de investimentos do polo será de R$ 1 bilhão a R$ 2 bilhões, o que inclui a retomada pela Petrobras do hoje desativado Ishibrás e a possível migração do estaleiro da EBX para o Porto de Açu depois de ter licença negada em Santa Catarina.
“O Rio continua sendo o principal polo do Brasil”, aponta o presidente do Sinaval, “mas Pernambuco e Rio de Grande do Sul surgem como novos centros. O preço dos terrenos, bem mais atraente que no Rio ou em São Paulo, e o apoio do governo local são elementos que pesam.”

Transpetro

A China venceu mais uma disputa feita pela Transpetro para fornecimento de aço à construção de navios no País: desta vez foram 18,3 mil toneladas, dentro do Programa de Modernização e Expansão da Frota da Transpetro (Promef), que prevê a construção de 49 navios até 2014.

O presidente da companhia, Sérgio Machado, conta que participaram da concorrência 15 siderúrgicas de oito países, inclusive do Brasil, mas o preço chinês foi o mais competitivo.

FONTE: DCI, via Portos e Navios

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Apesar do sorriso que o primeiro-ministro Silvio Berlusconi exibiu em sua visita ao país, a tentativa italiana de vender fragatas para o Brasil pode dar errado. Os italianos querem vender embarcações prontas para uso, mas cresce na Marinha brasileira a visão de que o país deveria avançar no desenvolvimento de uma indústria própria. Neste caso, a prioridade vai para o fornecedor que aceite transferir tecnologia.

FONTE: Época – Vamos Combinar – 05/07/2010

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Banco libera R$2,6 bi para Transpetro e R$1,3 bi para estaleiro em PE

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou ontem a aprovação de um financiamento de R$3,9 bilhões para a indústria naval brasileira. A Transpetro (braço logístico da Petrobras) receberá R$2,6 bilhões para a compra de sete petroleiros já encomendados ao Estaleiro Atlântico Sul (EAS) – localizado em Pernambuco -, que obterá R$1,3 bilhão para financiar parte da produção dos sete navios-tanque.

De acordo com o banco, o financiamento aprovado para a Transpetro corresponderá a 90% do valor do investimento a partir da conclusão e entrega dos navios. Já o financiamento de R$1,3 bilhão para o EAS corresponde à parcela do estaleiro durante a construção dos sete petroleiros.

O financiamento – para quatro navios do tipo Suezmax e três Aframax – é o primeiro da segunda etapa do Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef II) da Transpetro, que prevê a construção de 26 navios. O BNDES também financiou a primeira parte do programa, que licitou 23 navios.

Ainda serão liberados R$9,2 bi de Fundo

Segundo projeções do BNDES, a construção das sete embarcações deverá gerar cerca de quatro mil empregos.

Os dois projetos serão realizados com recursos do Fundo da Marinha Mercante (FMM) e fazem parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Atualmente, o BNDES tem uma carteira de projetos de R$11,39 bilhões de financiamentos com recursos do FMM. Desse total, ainda restam ser liberados R$9,20 bilhões.

FONTE: Agência O Globo

O futuro Rescue Submarine Mother Ship (SNR-MOSHIP) da Marinha turca será capaz de evacuar a tripulação de um submarino em profundidades de até 600 m, de acordo com a Istanbul Shipyard.

Detalhes do projeto MOSHIP mostram o navio com 91 m de comprimento, 18,5 m de largura, calado de 5 m, velocidade máxima de 18 nós, alcance de 4.500 milhas a 14 nós e será equipado com ROV (Remotely Operated Vehicle) e ADS (Atmospheric Diving Suit).

Novo estaleiro foi confirmado ontem e já tem encomenda de oito embarcações do Promef

Mais um martelo foi batido na consolidação da indústria naval pernambucana. Ontem, no Palácio do Campo das Princesas, foi anunciado mais um estaleiro para o Estado: o Promar. Sob investimentos de R$ 300 milhões, a previsão é de que ele esteja completamente instalado em um ano, na Ilha de Tatuoca, no Complexo Industrial Portuário de Suape.

O empreendimento da sul coreana STX, em parceria com a PJMR, já venceu a licitação para construir oito navios gaseiros do Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef). O pacote está orçado em US$ 536 milhões. A primeira embarcação será entregue em dezembro de 2012 e as outras até o fim de 2014.

Serão gerados ao todo dez mil empregos, sendo 1,2 mil na construção e 1,5 mil na edificação dos navios (diretos). O restante poderá ser criado indiretamente. Na próxima segunda-feira, representantes da indústria se reúnem para um encontro técnico junto a membros do Porto de Suape para avaliar o projeto geográfico.

Ainda na semana que vem, será assinado o contrato para que as obras possam começar. A fábrica ocupará uma área de 80 hectares, nas proximidades do Estaleiro Atlântico Sul (EAS). Serão duas embarcações com capacidade para transportar sete mil metros cúbicos (m3) de gás, duas com potencial de 12m3 e mais duas para 4m3.

O estaleiro ficaria no Ceará, mas como a licença de instalação para o vizinho não foi aprovada, o Promar precisou correr para cumprir o prazo até 30 de junho (anteontem) para apresentar uma alternativa viável. “Num tempo recorde, a equipe do Governo nos atendeu, mesmo no momento difícil que vive o Estado, que tem sofrido com as enchentes.

Em duas semanas achamos a área e conseguimos a licença preliminar para apresentar à Transpetro. Isso vai resultar na chegada de outras empresas por aqui. O cluster naval brasileiro mudará de posição e será em Pernambuco”, ressaltou o presidente da STX Brasil, Waldemiro Arantes.

O presidente da Transpetro, Sérgio Machado, também ressaltou a competência da gestão estadual. Para ele, a história do Promef está amplamente ligada a Pernambuco, tanto no aspecto econômico, quanto social. “O estaleiro pode ser virtual, mas o terreno precisa ser real. Ainda há o problema da licença ambiental. Só que o Estado respondeu rapidinho. São investimentos que, além de tudo, têm cunho social. Cerca de 90% dos funcionários do EAS são da região”.

FONTE: Folha de Pernambuco/AUGUSTO LEITE, via Portos e Navios

A parceria estratégica Brasil-Itália estabelecida entre os Presidentes dos dois países, em abril desse ano, resultou em um ato concreto de fortalecimento de suas relações militares.

Na manhã do último dia 24, foi assinado um Acordo de Cooperação Técnico-militar e de Defesa, entre o Subsecretário do Ministério da Defesa da Itália, o Ministro da Defesa do Brasil e os Comandantes das Marinhas das duas nações, no Salão Nobre do Ministério da Defesa, em Brasília-DF.

O acordo entre as Marinhas brasileira e italiana visa desenvolver um relacionamento privilegiado no campo da defesa, embasado na parceria industrial e transferência de tecnologia.

Além disso, será estabelecido o intercâmbio regular de visitas de oficiais, buscando um diálogo regular no campo do Controle Naval do Tráfego Marítimo.

O Subsecretário do Ministério da Defesa da Itália, Guido Crosetto, expressou ser uma honra participar da assinatura de um acordo como esse: “Nossa aliança não deve ser apenas técnica, mas de cultura, valores e pensamentos”, registrou. Segundo ele, a cooperação estabelecida é fruto do respeito e amizade que sempre existiu entre as duas Marinhas.

Na opinião do Ministro da Defesa, Nelson Jobim, o Acordo de Cooperação é um marco no processo de concretização da Estratégia Nacional de Defesa e, em especial, do projeto de Reaparelhamento da Marinha do Brasil.

FONTE e FOTO: MB

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No dia 16 de junho, a Corveta Barroso (V-34) atracou no Porto de Walvis Bay, na Namíbia, após 11 dias de mar e cerca de 3.200 milhas náuticas, realizando sua primeira travessia do Oceano Atlântico, sem a necessidade de reabastecimento.

A comissão África 2010 é a primeira comissão operativa do navio, após o período de comissionamento de equipamentos e sistemas, testes no mar e Inspeção Operativa.

Walvis Bay foi, também, o primeiro porto em que atracou a Corveta “Barroso”.

Como parte das comemorações do Aniversário da Batalha Naval do Riachuelo – Data Magna da Marinha, foi realizada, no dia 11 de junho, uma cerimônia alusiva à data, que possui um significado especial para a Corveta Barroso, já que o navio ostenta o nome do comandante que conduziu a Armada Brasileira à vitória na Batalha do Riachuelo.

Hoje, os sinais de Barroso servem de incentivo à tripulação do mais novo escolta da Esquadra.

Também componente do Grupo-Tarefa, o Navio-Tanque Almirante Gastão Motta atracou em Walvis Bay, em 19 de junho.

A comissão incluirá, ainda, os seguintes Portos: Luanda (Angola), Malabo (Guiné Equatorial), São Tomé (São Tomé e Príncipe), Lagos (Nigéria), Acra (Gana) e Recife (PE).

FONTE e FOTO: MB

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vinheta-clipping-navalNo dia 17 de Junho, em Kiel, na Alemanha, ocorreu a cerimónia da recepção provisória do submarino Tridente, presidida pelo Chefe do Estado-Maior da Armada, Almirante Fernando Melo Gomes.

O submarino Tridente permanecerá durante as próximas semanas em Kiel para serem realizados treinos da guarnição a bordo, que culminarão com novos testes de mar.
O NRP Tridente é comandado pelo Comandante Salgueiro Frutuoso e tem uma guarnição de 33 militares.

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Marinha do Brasil vai de FREMM

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Segundo a revista ISTOÉ, edição n° 2118 na coluna Brasil Confidencial escrita por Octávio Costa, a Marinha do Brasil fechou um pacote de US$ 12,7 bilhões com a Itália, para a compra de 18 fragatas FREMM, 10 NaPaOc da classe Comandante e 01 LSV da classe Etna.

Afirma ainda que a primeira entrega estará limitada a 3 fragatas e 3 NaPaOc e que o acordo será assinado em julho, durante a visita de Silvio Berluscone ao Brasil.

Leia a nota em sua íntegra:

“Italianos ao mar

A Marinha brasileira avança em seu programa de reaparelhamento. Acaba de fechar com a Itália um pacote de US$ 12,7 bilhões para a compra de 18 fragatas multimissão ítalo-francesa FREMM e dez navios-patrulha da classe Comandante, com capacidade de transportar helicópteros EC 725.

Foi incluso no negócio um navio de apoio Etna, que servirá para ações como abastecimento e carregamento de munição. A primeira entrega estará limitada a três navios e três fragatas, com opção de entrega para mais cinco embarcações. O acordo será assinado em julho, na visita do premiê italiano, Silvio Berlusconi.”

FREMM Itália - imagem 2 Marina Militare

FOTO DO ALTO: Guilherme Wiltgen/Poder Naval. A foto é de uma outra classe franco-italiana, a Horizon, de maior porte e mais especializada na defesa aérea. Na comparação com a ilustração de baixo (viaOrizzonte Sistemi Navali), do projeto FREMM para a  Marinha Italiana, pode-se ver como as duas classes se assemelham em sensores e alguns outros detalhes, diferentemente da configuração da FREMM francesa, que pode ser vista clicando aqui. Uma diferença fácil de identificar na Horizon em relação à FREMM italiana, além do porte que confere uma maior capacidade de mísseis superfície-ar e mais canhões de dupla função, é a presença de um grande radar de busca aérea no navio maior.

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