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O estadista britânico Winston Churchill disse uma vez que na guerra a verdade é tão importante, que ela normalmente vem escoltada por muitas mentiras.

O Irã parece que aprendeu bem a lição e volta e meia lança na mídia imagens de “novos” mísseis e armamentos que muitas vezes são velhas armas adquiridas há decadas, mas que são apresentadas com nova roupagem e novos nomes.

Tente descobrir qual é o verdadeiro míssil que nesta semana foi apresentado com o nome de Mehrab e que teria longo alcance e capacidade de escapar de detecção de radares.

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No mesmo dia do aniversário da Esquadra (10 de novembro), foi inaugurado o Centro de Operações da Esquadra (COE), em cerimônia presidida pelo Comandante da Marinha, Almirante-de-Esquadra Julio Soares de Moura Neto.

O COE é um projeto moderno e inovador onde foram utilizados os mais avançados recursos tecnológicos no apoio às atividades de Comando e Controle.

O monitoramento em tempo real, a realização de videoconferência com outros Centros e o compartilhamento de dados, imagens e informações permitirão à Esquadra ter o pleno controle e acompanhamento de seus meios navais e aeronavais.

Com a sua operacionalização, a Esquadra garantirá a agilidade do processo de Tomada de Decisão, extremamente necessária no mundo moderno, onde a velocidade da informação requer reações e decisões rápidas.

Além do enfoque tático, o COE foi concebido para atuar, adicionalmente, em nível operacional, com tecnologia, material e pessoal que lhe capacita a assumir, em caráter contingente, as atribuições do Centro de Comando do Teatro de Operações Marítimas (CCTOM), tema de uma das matérias da segunda edição da Revista Forças de Defesa.

O novo Centro de Comando e Controle dispõe de avançados recursos e nasce para acelerar e enriquecer a consciência situacional marítima, contribuindo, de forma decisiva, para a consecução dos propósitos da Estratégia Nacional de Defesa (END).

FONTE e FOTOS: MB

No dia 4 de outubro, o Vice-Chefe de Operações Navais e Diretor da Inteligência Naval da Marinha dos Estados Unidos da América, Vice-Almirante Kendall L. Card, e comitiva visitaram o Comando do Controle Naval do Tráfego Marítimo (ComCoNTraM), no Rio de Janeiro (RJ). A delegação estava na cidade para participar da IX Conferência Interamericana Especializada de Diretores de Inteligência (CNIE-DI), realizada de 05 a 07 de outubro.

Na ocasião, o grupo percorreu as instalações do ComCoNTraM e, posteriormente, assistiu a uma apresentação no Centro de Controle do Tráfego Marítimo (CCTRAM).

Durante a palestra, foram destacadas as principais ameaças e obstáculos para a condução do Controle Naval do Tráfego Marítimo, bem como o Sistema de Informações Sobre o Tráfego Marítimo (SISTRAM), características, possibilidades e importância para a navegação mercante e pesqueira nas vertentes fluvial e marítima.

Por último, ressaltou-se o Centro Regional de Tráfego Marítimo da Área Marítima do Atlântico Sul, sistema desenvolvido pela Marinha do Brasil para intercâmbio de informações diárias entre as Marinhas da Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. O evento propiciou aos visitantes conhecimentos sobre como o monitoramento do tráfego marítimo realizado pela Marinha contribui para o domínio do conhecimento situacional nas águas de interesse do Brasil.

FONTE: MB

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O Centro de Análises de Sistemas Navais (CASNAV) recebeu, no dia 21 de julho, a visita do Diretor de Comunicações e Tecnologia da Informação da Marinha, Vice-Almirante José Geraldo Fernandes Nunes.

O propósito da visita foi alcançado com as apresentações dos Projetos da Divisão de Criptologia do Departamento de Engenharia de Sistemas do CASNAV, que estão sendo desenvolvidos para atender as necessidades da Diretoria de Comunicações e Tecnologia da Informação da Marinha (DCTIM) no quesito Segurança em Sistemas de Tecnologia da Informação.

Dentre os projetos desenvolvidos pelo CASNAV, destacam-se três: o Volume Criptografado (VolCript), destinado a gerenciar e proteger arquivos digitais para reduzir o risco de sabotagem e adulteração por pessoas não autorizadas; o Metodologia para Avaliação e Homologação de Aplicações de Sistemas Criptográficos, que agrega robustez ao processo de homologação de sistemas para garantir a qualidade e a segurança do software criptográfico indicado para uso na Marinha do Brasil; e o Projeto Guerra Cibernética Objetiva (GUERCIB), composto por softwares inteligentes, com o fito de minimizar ataques praticados nos sistemas de informações digitais da Marinha.

DIRETORIA DE COMUNICAÇÕES E TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO DA MARINHA

Comunicações por satélite na Marinha do Brasil – Dando continuidade ao Plano de Desenvolvimento e de Implantação do Sistema de Comunicações Militares por Satélite ( PDI – SISCOMIS), foi concluída com sucesso a substituição da Estação Móvel Naval (EMN), na banda X do NAe São Paulo, devolvendo ao navio a capacidade de comunicações por satélite em banda larga, com alto desempenho e disponibilidade.  A nova EMN do Capitânia da Esquadra opera com 2 antenas giroestabilizadas de última geração, que se revesam na transmissão de voz e dados, proporcionando ao navio, mesmo em deslocamento, acesso aos sistemas corporativos da Marimha do Brasil, à Intranet, à Internet, além da realização de chamadas telefônicas para a RETELMA, SISCOMIS e rede pública ( local, celular, DDD e DDI), contribuindo para o êxito de suas atividades operativas.

Também com recursos do MD, foi criada uma rede operacional no navio, segregada da rede administrativa, com instalação  de equipamento de videoconferência e telefonia IP. A antiga EMN, integrante da primeira geração de Estações Táticas do SISCOMIS, foi originalmente instalada no ex-NAel Minas Gerais, onde operou de 1999 até 2001, tendo sido posteriormente transferida para o NAe São Paulo. Ressalto a importância da participação  do  CRepSupEspCFN e do  CMS na execução das diversas etapas da instalação, coordenadas por esta Diretoria Especializada, cuja presteza e desempenho foram essenciais à prontificação do sistema.

 

‘Desafio Poder Naval’ 9

Clique na imagem e identifique nos círculos os armamentos antiaéreos que a China já instalou no navio aeródromo Shi Lang (ex-Varyag).

BATE-PAPO ONLINE: Converse com outros leitores sobre este e outros temas navais, no ‘Xat’ do Poder Naval, clicando aqui.

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Acadêmicos, pesquisadores, empresas e Forças Armadas se reúnem no XIII SPOLM para discutir ações e estratégias de defesa nacional

“ A Amazônia Azul e os Desafios da Estratégia Nacional de Defesa” foi o tema do XIII Simpósio de Pesquisa Operacional e Logística da Marinha (SPOLM), organizado pelo Centro de Análises de Sistemas Navais (CASNAV) e pela Diretoria de Abastecimento da Marinha (DAbM). Cerca de 600 representantes das Forças Armadas, dos órgãos de governo, do meio acadêmico e do setor produtivo se reuniram nos dias 12 e 13 de agosto de 2010, na Escola de Guerra Naval, no Rio de Janeiro, a fim de promover o intercâmbio de informações e identificar sinergias para a execução de projetos de desenvolvimento de tecnologia nas áreas de Pesquisa Operacional e Logística.

O Secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação da Marinha, Vice-Almirante Ilques Barbosa Junior, abriu a Sessão Plenária, na manhã do dia 12, ressaltando a importância de trocar informações e conhecimentos. “A Marinha se sente honrada com tão distinto público. O SPOLM está sendo organizado pelo CASNAV, um Centro de excelência com 35 anos de profícuos trabalhos para a Marinha e para o Brasil, que serve como um farol para a nossa instituição, como para nossa sociedade. O Simpósio será um importante passo, uma importante carta de navegação, um fortalecimento da nossa soberania. Aqui está a pedra angular que representa a sobrevivência e a prosperidade do Brasil dentro dos desafios que estão por vir”, declarou o Vice-Almirante Ilques.

O Diretor do CASNAV, Contra-Almirante Pontes Lima, fez uma apresentação sobre o CASNAV e destacou a importância do tema Amazônia Azul. Em suas palavras, o compromisso de divulgar mais o SPOLM para gerar maior integração entre militares, setor acadêmico e empresas. “Nosso intuito é desenvolver e promover a Pesquisa Operacional e Logística, divulgando, integrando e disseminando experiências militares e acadêmicas em todo o país. Tenho certeza que essa iniciativa proporcionará bons frutos”, avaliou o Contra-Almirante Pontes Lima.

A abertura do SPOLM contou com a ilustre presença do Almirante-de-Esquadra Mauro Cesar Rodrigues Pereira, Ex-Ministro da Marinha e primeiro Diretor do CASNAV. Ele destacou a importância do SPOLM. “Não é só para a Marinha que esse Simpósio é importante, mas para toda a comunidade acadêmica. É através da indústria, da comunidade acadêmica e dos empresários que participam do evento, que se leva o conhecimento para a sociedade. O nome Amazônia Azul é uma forma de chamar a atenção do público da imensidão da nossa responsabilidade. A palestra de hoje mostrou com tanta facilidade como nós precisamos levar a sério esse tema. É preciso de apoio de toda a sociedade brasileira.”

Artigos Científicos

O XIII SPOLM recebeu 108 artigos inscritos, sendo 57 selecionados pelo Comitê Científico, formado por 72 professores e pesquisadores de institutos e universidade federais, estaduais e privadas. Eles foram convidados especialmente para avaliar cada trabalho submetido no Simpósio.

Os dois melhores artigos foram premiados com um notebook e exposição do tema para os congressistas. A estudante de Doutorado Mônica do Amaral, da Universidade Federal de São Carlos, autora do melhor artigo de Logística, na área de Seleção de Rotas Intermodais, recebeu do Vice-Almirante Ilques o Prêmio SPOLM Logística. “Essa é a segunda vez que eu participo do SPOLM. Esse artigo foi escrito juntamente com o projeto FINEP, que é um trabalho que vem sendo desenvolvido pelo grupo de Pesquisa Operacional da Universidade Federal de São Carlos, há três anos. É muito gratificante para gente receber uma premiação desse tipo porque parte do trabalho que a gente vem desenvolvendo, embora seja um trabalho acadêmico, é bem contextualizado com a realidade. Fiquei muito feliz em poder participar do Simpósio e, principalmente, em poder participar com o artigo premiado”, comentou Mônica.

O Aluno Adriano Soares Koshiyama, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, autor do melhor artigo na área de Modelos Econométricos Espaciais, recebeu o Prêmio SPOLM Pesquisa Operacional”, entregue pelo Diretor do CASNAV. Adriano é estudante de Economia e está no 6º período. “Meu professor orientador, Wagner Tassinari, me informou que existia esse Simpósio e que seria muito bom para a parte de Estatística e Modelagem. O meu objetivo era participar dos minicursos e das palestras sobre esse assunto. Tive a oportunidade de submeter um artigo escrito junto com a equipe de Zootecnia e de Estatística. Ficamos todos muito felizes, principalmente por participar de um evento reconhecido nacionalmente pela sua renomada comissão científica. O “aceite” da banca já foi maravilhoso, mas quando recebi o prêmio, em nome da equipe, fiquei muito feliz. Será bom para todo mundo. Vai repercutir muito dentro da minha universidade”, disse Adriano.

Ele destacou também a possibilidade de assistir no SPOLM aplicações para a estratégia da Defesa Nacional. “A palestra sobre Submarino com Propulsão Nuclear foi ótima. O que começa a ser feito hoje será para as gerações futuras. Vou levar do Simpósio uma nova visão sobre as Forças Armadas, sobre as outras universidades na área de pesquisa científica. A gente vê aqui que as Forças Armadas reconhecem o pesquisador. Esse vento alia a Marinha à pesquisa científica, o que é muito bom”, analisou Adriano.

Sessão Plenária é destaque no primeiro dia do SPOLM

O primeiro tema da palestra foi “O Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul”, proferida pelo Vice-Almirante Elis Treidler Oberg, Diretor de Sistemas de Armas da Marinha. “O Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (SisGAAz) será um conjunto de diversos sistemas que nós já temos hoje. Ele vai possibilitar um total conhecimento sobre o que se passa na superfície, na subsuperfície e no espaço aéreo das águas jurisdicionais brasileiras e em boa parte do Atlântico Sul. Ele vai ser constituído por fases. A primeira fase nós estamos começando a delinear a arquitetura, que será integrar toda uma série de sistemas que a Marinha já opera e, posteriormente, robustecendo as suas partes, agregando uma série de sensores e veículos aéreos não tripuláveis. Vamos partir do simples e ir aumentando as necessidades implementando outros sensores e outros sistemas de forma a ter total cobertura do que nós necessitamos saber dentro das águas jurisdicionais brasileiras, dentro da parte submarina e do espaço aéreo”, explicou o Vice-Almirante Oberg.

Para ele, por ser um evento tradicional, o SPOLM se torna fundamental inclusive para o Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul, uma vez que as ferramentas de apoio à decisão que vão estar dentro do Sistema terão a sua origem no CASNAV e nos acadêmicos de Pesquisa Operacional que no futuro estarão apoiando os sistemas a serem usados.

O tema Amazônia Azul também fez parte da palestra do Gerente-Geral da Unidade de Serviços de Transporte e Armazenamento da PETROBRAS, Ricardo Albuquerque Araújo, sobre “Dificuldades Logísticas na Exploração de Petróleo Offshore”.

“A Petrobras é uma empresa que tem uma atuação fortemente focada na área marítima, exatamente na Amazônia Azul. Todas as operações da Petrobras, oitenta e cinco por cento do petróleo que a Petrobras produz, está localizada no mar. Com o advento do Pré-sal, esse percentual deve crescer muito mais no Brasil, se aproximando dos cem por cento. Essa aproximação da Petrobras com a Marinha é vista pela alta direção da empresa como um assunto absolutamente estratégico. Nós verificamos que a Marinha está tomando o cuidado de se preparar para uma nova realidade da atividade econômica no mar territorial brasileiro, que é a produção do petróleo, muito focado agora no Pré-Sal. As outras áreas de produção no mar também vão crescer, mas o Pré-Sal traz uma significância muito maior da Amazônia Azul. Eu não quero restringir as operações da Petrobras somente ao polo Pré-sal. A gente hoje tanto tem perspectivas de explorar a margem equatorial brasileira, como de ampliar a nossa prospecção no Nordeste e mais ao Sul. É possível que novas fronteiras petrolíferas apareçam no mar territorial e a natureza tem mostrado que é na Amazônia Azul onde se mostra muito mais promissor para descobrirmos novas riquezas. A Petrobras tem conseguido com muito sucesso explorar essas oportunidades e a empresa tem plena consciência que, sem o apoio da Marinha, não vamos chegar lá. Eventos como esse são da mais absoluta importância. A integração da Petrobras com a Marinha do Brasil já é muito efetiva, mas pode se estreitar cada vez mais”, concluiu o Gerente-Geral da Petrobras.

A convite da organização do evento, o Professor Doutor Hugo Passos Simão, Pesquisador do Departamento de Pesquisa Operacional e Engenharia Financeira da Universidade de Princeton – USA, proferiu a palestra “Aplicações de Pesquisa Operacional para Defesa da Amazônia Azul: Aprendizado Ótimo – Como Coletar Dados Eficientemente na Era da Informação”.

“É uma maneira de tentar orientar o processo de coleta de informação dentro dos recursos que se possui para tomar a melhor decisão. O desafio principal foi apresentar a modelagem matemática, embora não seja extremamente complicada e dá uma ideia da utilidade da metodologia, como ela pode ser usada, sem alienar o público por causa dos detalhes matemáticos. Esse assunto apresentado no SPOLM tem sido desenvolvido pela Universidade de Princeton ao longo de cinco a seis anos. É um assunto novo a metodologia especificamente e nós achamos que essa seria uma oportunidade de expor para o público brasileiro essa técnica. Como somos pessoas trabalhando em Pesquisa Operacional, interessados em otimização, nós aproximamos essa técnica com o ponto de vista ligeiramente diferente dos Engenheiros de Computação. Essa que é a novidade. A técnica foi desenvolvida por pessoas trabalhando em Pesquisa Operacional e Logística que tinha uma necessidade de manusear dados daquela maneira de informação”, explicou o professor.

Com relação ao SPOLM, o professor Hugo destacou a exposição e o conhecimento adquiridos no estágio das pesquisas e da política militar brasileira. “Aprendi muitas coisas interessantes e importantes, um benefício pessoal. Eu espero que a minha interação com as outras pessoas no Simpósio tenha sido capaz de fornecer uma ideia do que a gente está fazendo fora do Brasil e, quem sabe, fomentar a possibilidade de futura interação.”

Encerrando a Sessão Plenária, a exposição do Almirante-de-Esquadra José Alberto Accioly Fragelli, Coordenador-Geral do Programa de Desenvolvimento do Submarino com Propulsão Nuclear, chamou a atenção do público presente. “A palestra foi muito interessante. Ela deu para a gente uma visão muito boa de como a Marinha está se preparando para fazer o controle e o monitoramento da Amazônia Azul, não somente com seus submarinos convencionais, mas com os futuros submarinos nucleares que têm maior agilidade e que vão permitir um maior deslocamento e controle dessa área tão rica e necessária para o nosso país”, ressaltou o professor assistente da Escola de Engenharia Industrial Metalúrgica de Volta Redonda da Universidade Federal Fluminense (UFF), Antônio Carlos Sá de Gusmão, onde leciona disciplinas no curso de Engenharia de Produção, entre as quais se inclui Logística.

De acordo com o projeto de construção de submarino nuclear, a grande novidade é a construção de um estaleiro e da Base Naval de submarinos na Ilha da Madeira, em Itaguaí, Rio de Janeiro. “Será o maior estaleiro que a Marinha terá”, informou o Almirante-de-Esquadra Fragelli.

Para o Secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação da Marinha, Vice-Almirante Ilques Barbosa Junior, no âmbito do SPOLM, deve-se ter sempre em mente a dimensão do desafio que se tem pela frente, que é de conhecer cada vez mais profundamente a Amazônia Azul, um espaço tridimensional. “Temos que conhecer o ambiente da profundidade, da superfície e do espaço aéreo. Para isso, um evento dessa magnitude, envolvendo as Forças Armadas, a comunidade científica e a academia, com a hospitalidade da EGN, se traduz em um evento marcante. É mais um passo de fortalecimento de nossa soberania e de situações estratégicas.”

A parceria estratégica Brasil-Itália estabelecida entre os Presidentes dos dois países, em abril desse ano, resultou em um ato concreto de fortalecimento de suas relações militares.

Na manhã do último dia 24, foi assinado um Acordo de Cooperação Técnico-militar e de Defesa, entre o Subsecretário do Ministério da Defesa da Itália, o Ministro da Defesa do Brasil e os Comandantes das Marinhas das duas nações, no Salão Nobre do Ministério da Defesa, em Brasília-DF.

O acordo entre as Marinhas brasileira e italiana visa desenvolver um relacionamento privilegiado no campo da defesa, embasado na parceria industrial e transferência de tecnologia.

Além disso, será estabelecido o intercâmbio regular de visitas de oficiais, buscando um diálogo regular no campo do Controle Naval do Tráfego Marítimo.

O Subsecretário do Ministério da Defesa da Itália, Guido Crosetto, expressou ser uma honra participar da assinatura de um acordo como esse: “Nossa aliança não deve ser apenas técnica, mas de cultura, valores e pensamentos”, registrou. Segundo ele, a cooperação estabelecida é fruto do respeito e amizade que sempre existiu entre as duas Marinhas.

Na opinião do Ministro da Defesa, Nelson Jobim, o Acordo de Cooperação é um marco no processo de concretização da Estratégia Nacional de Defesa e, em especial, do projeto de Reaparelhamento da Marinha do Brasil.

FONTE e FOTO: MB

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GAAGueM O Grupo de Avaliação e Adestramento de Guerra de Minas (GAAGueM) foi criado pelo Comandante do 2º Distrito Naval, em 08 fevereiro de 2006, com a missão de produzir informações operacionais de guerra de minas, a fim de contribuir para o desenvolvimento, consolidação, disseminação e atualização de doutrina, procedimentos táticos e emprego dos equipamentos de guerra de minas. O Grupo é subordinado ao Chefe do Estado-Maior do Comando do 2º Distrito Naval e está instalado na sala da Seção de Operações do Distrito e no prédio da Gerência de Navios da Base Naval de Aratu, para facilitação de sua interação com o ComForMinVar e os navios. Sua TL é composta por um Encarregado (DN-80); um Oficial de Avaliação Operacional; um Oficial de Contramedidas de Minagem e um Oficial de Minagem.

Dentre as atribuições do GAAGueM destacam-se:

a) Avaliação Operacional Continuada dos navios-verredores revitalizados, por meio da criação/aperfeiçoamento de exercícios operativos (EXOPs), a fim de constatar a real capacidade de varredura, bem como quantificar seu desempenho;

b) Supervisionar o planejamento e as operações de minagem;

c) Manter, gerenciar e atualizar o banco de dados das assinaturas magnéticas dos navios de interesse para a MB;

d) Subsidiar estudos para obtenção e/ ou desenvolvimento de minas mais modernas e de navios de CMM;

e) Criação de exercícios padronizados, tipo EXOP, não só no âmbito do Com2ºDN, mas também para navios da Esquadra e dos demais Distritos Navais, no que se refere ao planejamento e execução de Operações de Minagem e Contramedidas de Minagem;

f) Coordenação/Realização de exercícios de minagem e CMM; g) Avaliação dos Produtos Especiais para Operações de Minagem e de Contramedidas de Minagem;

h) Criação, ou atualização, de publicações normativas sobre Guerra de Minas;

e i) Condução dos cursos atinentes à Guerra de Minas (GUEM-OF, VAR-OF, VAR-PR e VAR-ET). Durante a realização dos cursos os instrutores procuram transmitir conhecimentos atuais sobre equipamentos e meios utilizados na guerra de minas. Tais informações visam também à orientação de oficiais selecionados para intercâmbios, na área de guerra de minas, quanto a equipamentos, meios e táticas usados nas diversas marinhas.

NV Albardão M20 - 2

Principais realizações:

a) Desenvolvimento de EXOP específicos e fomentado diversas atividades sobre o tema Guerra de Minas;

b) Apoio ao desenvolvimento de Sistema de Apoio à Decisão (ferramenta para uso no planejamento, avaliação e cálculo do risco de operações de CMM), que servirão para a criação do Banco de Dados de Guerra de Minas (BDGM);

c) Diversos adestramentos e cursos;

d) Estudos sobre a modernização de Minas de Combate e de Exercício;

e) Aquisição do software MCM EXPERT (Mine Countermeasures Exclusive Planning, Evaluation, Risk Assessment Tool), utilizado pela OTAN, para emprego em Operações de CMM;

f) Avaliação das cartas de minagem dos portos nacionais; g) Apoio à instalação do Armário de Regulação nos NV Varredores; e h) Desenvolvimento de um ROV nacional, para operação nas CMM.

O Futuro da GM na MB

Em face das novas demandas que se apresentam para os próximos anos, como, por exemplo, a construção do Submarino Nuclear, o Comando de Operações Navais julgou necessário efetuar a reestruturação da GM na MB. O Plano de Equipamento e Articulação da MB (PEAMB) prevê a inclusão de navios caça-minas (NCM) ao inventário da MB e, como se sabe, este é hoje um meio imprescindível para as operações navais de CMM.

É proposto na reestruturação, que estes navios sejam distribuídos em esquadrões, estrategicamente posicionados, para prover canais varridos com elevado grau de limpeza, assegurando a saída e entrada dos submarinos nucleares de sua base e atender às necessidades de caça de minas nos demais pontos do litoral brasileiro.

Além disso, envolve a criação de uma OM para a “coordenação geral” dos assuntos afetos à GM, que identifique e priorize as necessidades, permitindo assim atingir um maior grau de eficiência e economia de recursos. Isto é, o GAAGueM se tornará um Centro de Guerra de Minas (CGM ), com tarefas específicas quanto a:

  • desenvolvimento de doutrinas e táticas nessa área;
  • manutenção de bancos de dados de interesse;
  • execução e análise operacional dos meios e sistemas de GM;
  • orientação e realização de cursos; e concentração do acervo de conhecimentos existentes.

Adicionalmente, pretende criar um plano de capacitação que busca contemplar as necessidades nos níveis de especialização, graduação, e de pós-graduação, do pessoal militar (oficiais e praças) e civil, no exercício das atividades afetas à Guerra de Minas.

NOTA DO PODER NAVAL: o futuro submarino nuclear brasileiro poderia ser neutralizado por minas depositadas bem na saída da base de submarinos. Por isso a importância das contramedidas de minagem e o domínio de tão importante conhecimento pela Marinha do Brasil.

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A Rússia pretende construir um satélite para detecção e rastreamento de submarinos a partir do espaço, disse na quinta-feira um representante da indústria de defesa.

Vladimir Boldyrev, do centro de ciência e tecnologia Kosmonit, disse que o grupo desenvolveu um módulo de satélite que pode fazer o sensoriamento remoto do oceano e detectar submarinos submersos.

“Esperamos que seja testado no espaço no início de 2011″, disse, adicionando que o trabalho no módulo começou há uma década.

Ele não informou quando o novo satélite entrará em serviço nas forças armadas russas.

Boldyrev disse ainda que o módulo de função dual será usado para propósitos civis e militares, provendo dados meteorológicos.

FONTE: RIA Novosti

NOTA DO EDITOR: A guerra tecnológica para criar novos meios de detecção de submarinos continua. Sendo a única plataforma de armas verdadeiramente “stealth”, os submarinos, mesmo os convencionais, são muito difíceis de detectar, sendo necessária a mobilização de dezenas de navios, aeronaves e submarinos para obter alguma chance de sucesso contra apenas um submarino inimigo.

Visando contrabalançar esse cenário, esforços têm sido feitos no sentido de se obter a detecção antecipada de submarinos, facilitando seu engajamento.

Um submarino submerso navegando em alta velocidade, dependendo da profundidade, produz turbulência com seu hélice, que altera o padrão das ondas do mar. Essa alteração no padrão das ondas já era detectada na Guerra Fria pelos radares “Over-The-Horizon” OTH-B Backscater.

Quando um submarino navega próximo à superfície, na cota periscópica por exemplo, ocorre também uma elevação da água sobre o casco. O satélite SEASAT, lançado em 1978, já podia detectar efetivamente ondas e esteiras de navios usando radar de abertura sintética (SAR) e rádio-altímetro de resolução vertical de 10cm.

Cientistas russos também reportaram que podiam detectar submarinos submersos por causa da turbulência na superfície. Mais tarde, em 1992, uma junta de cientistas americanos e russos, usando imagens do satélite ERS-1, também conseguiu detectar a alteração de ondas na superfície do mar.

SAIBA MAIS:

Desafio ‘Poder Naval’ 1

Identifique qual o navio da foto e sua classe.

Desafio Poder Naval 1

SAIBA MAIS:

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Manta UUV

A Marinha dos EUA está financiando o desenvolvimento de um submarino autônomo que reúne informações de inteligência militar em águas costeiras e portos, através da implantação de pequenos veículos submarinos não-tripulados (UUV).

O Office of Naval Research fechou contrato com a Science Applications International Corp (SAIC) no valor de US$ 2,5 milhões em novembro para a construção de um protótipo de UUV que possa lançar UUVs menores. O contrato faz parte do Programa chamado “Autonomous UUV Delivery and Communication.”

Pequenos UUVs já podem ser lançados em águas hostis por submarinos tripulados, mas a US Navy acredita que um veículo submarino autônomo poderia cumprir essa missão, sem o risco de exposição de um submarino nuclear.

Sob o contrato, a SAIC vai demostrar como um UUV mãe pode carregar, lançar e recuperar pequenos UUVs.  A nave mãe também poderá fazer o download dos dados coletados pelos pequenos drones.

Nos últimos 24 meses tem havido significativa atividade no mercado de UUV. A BAE Systems recentemente lançou o Talisman L, um UUV especializado para águas costeiras.

Empresas também estão aumentando as capacidades dos UUV através de aquisições. Por exemplo, a iRobot adquiriu a Nekton Research em 2008, uma fornecedora de sistemas subaquáticos e tecnologias.

FONTE: Defense Systems

SAIBA MAIS:

NOTA DO EDITOR: No futuro próximo, os UUV poderão se tornar a principal ameaça a submarinos tripulados. UUVs “suicidas” poderão ficar à espreita aguardando a passagem de submarinos inimigos para acionarem os motores e atacarem seus alvos.

Seria bom se o Brasil também começasse a investir pesado nesse tipo de tecnologia submarina, a exemplo do que está fazendo na área de veículos aéreos não-tripulados (VANT).

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