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Santos sofre com falta de mão de obra qualificada

Leonardo Menezes da Silva teve uma carreira bem-sucedida até aqui. Em seis anos, passou de analista de controladoria a gerente da área no Terminal para Contêineres da Margem Direita do Porto de Santos (Tecondi), e teve o salário multiplicado por onze vezes no período. Silva não revela números absolutos. Mas, de acordo com a última pesquisa do site de classificados de vagas e currículos Catho, o salário médio para o cargo na Baixada Santista é de R$ 9.712,00. Na grande São Paulo, gira em torno de R$ 13.422,00.

A rápida escalada do executivo de 34 anos é um retrato do atual momento da mão de obra no maior porto do país: quem tem qualificação adequada, tem chances reais de crescer. O problema é que pouca gente está devidamente preparada como Silva, que é formado em ciências contábeis, tem MBA em gestão portuária e atualmente conclui um segundo, em finanças e controladoria.

Segundo empresários ouvidos pelo Valor, o porto de Santos vive um apagão de mão de obra. A carência é para todo tipo de profissional – do mais qualificado a técnicos de mecânica e elétrica. Essa realidade tem levado a uma disputa acirrada entre as empresas, que lançam mão de inúmeros programas de capacitação e benefícios financeiros para fidelizar talentos, numa estratégia que atrai profissionais de outros países.

Dos novos onze portêineres da Tecon Brasil, somente oito puderam operar devido à falta de profissionais

“Isso é geral em função do aquecimento da economia e dos baixos níveis de capacitação e treinamento. Agora, se em atividades clássicas como engenharia o país já tem escassez grande, imagina num setor que exige um conhecimento ainda mais específico como o portuário”, pondera o diretor de logística e supply chain no Brasil da consultoria Ernst & Young, Leonardo Lacerda.

Para diminuir o fosso entre demanda e oferta, os terminais passaram a investir não só na formação dos profissionais de que necessitam, mas também em mão de obra excedente. Assim, formam contingente para abastecer um mercado hoje restrito – e, de quebra, diminuir o assédio do vizinho. A Associação Brasileira de Terminais e Recintos Alfandegados (Abtra) está finalizando uma pesquisa salarial do mercado. O objetivo é saber quanto cada empresa está pagando pelo profissional. “Não adianta ficar leiloando o funcionário. Quem perde é o porto, é a carga”, afirma o secretário-executivo Matheus Miller.

Neste ano, os terminais de contêineres estão pelo menos duplicando os investimentos em programas de formação. O Tecondi está ampliando em 270% o aporte, ritmo que será mantido em 2012, afirma o diretor comercial Luiz Araújo. Para ele, porém, o trabalhador não busca só o melhor salário. Ter perspectivas dentro da companhia pesa na decisão do funcionário. Hoje, 86% dos cargos de direção no Tecondi são ocupados por profissionais que vieram da base. “Isso gera um valor agregado inestimável para a empresa”, diz Araújo.

A escassez em Santos é mais nítida no setor de contêineres, nicho com alto nível de automação e cuja movimentação cresce a dois dígitos sobre uma base já muito alta. Soma-se a isso a entrada em operação de duas novas empresas até 2013, criando 2,7 mil empregos diretos. “Antigamente a gente disputava mercado e capital. Hoje disputamos mercado, capital e arduamente mão de obra”, afirma o presidente da Santos Brasil, Antônio Carlos Sepúlveda.

Em 2009, o Tecon Santos – terminal da Santos Brasil – perdeu 30% de produtividade por falta de gente. Dos novos onze portêineres (pórticos sobre rodas que deslocam o contêiner entre o navio e o cais), somente oito puderam operar devido à inexistência de mão de obra para comandá-los. “Estamos assistindo a uma movimentação horizontal inclusive para outras indústrias, especialmente a química”, diz Sepúlveda. No total das atividades, o deficit de pessoal no Tecon Santos naquele ano foi de 450 pessoas. A solução foi ampliar os treinamentos internos e o aporte em capacitação nas cinco empresas que compõem o grupo.

Em 2010, a Santos Brasil investiu R$ 1,3 milhão e realizou 82 mil horas de treinamento. Neste ano, até o mês de julho os investimentos em pessoal chegaram a R$ 2,3 milhões, aumento de 77%, e foram ministradas 51% horas a mais do que no ano passado todo. Entre as ações realizadas estão: programas de idiomas, desenvolvimento de lideranças, capacitação operacional e treinamentos legais.

O volume de contratação também aumentou. Os 673 funcionários admitidos até julho já ultrapassam o contingente do mesmo período de 2010. Somente o recrutamento no Tecon Santos aumentou 82,5%, com a admissão de 376 pessoas.

A mobilidade também vem crescendo. Foram promovidos 376 funcionários em todo o grupo, aumento de 44% sobre o mesmo intervalo de 2010. No Tecon Santos, 275 pessoas ascenderam, alta de 195,6%.

O grupo Libra está duplicando o volume de investimentos previsto para treinamento em 2012. Hoje a companhia ministra cursos de operadores de máquina, motoristas e técnico de manutenção de equipamentos. Em 2012, terá início um treinamento de formação de profissionais na área de planejamento.

Mas a capacitação não anda sozinha. “Nos estruturamos muito mais fortemente do ponto de vista de remuneração, cuidando para oferecer um salário competitivo. Entramos com PPR (programa de participação nos resultados) e, no caso dos gerentes, também com remuneração variável”, afirma a diretora de RH e sustentabilidade, Claudia Falcão. As ações incluem ainda mudanças no clima organizacional. A meta é fazer com que trabalhar na Libra seja uma “escolha preferencial”, diz.

O pacote tem atraído gente de fora. Recentemente um candidato uruguaio teve o melhor desempenho na seleção para uma vaga de nível gerencial. Claudia ressalta não achar que se trate de uma tendência de importação de mão de obra. “Especificamente no nosso caso, foi uma questão pontual.”

Mas para o diretor de novos negócios da Strong Educacional Esags (instituição conveniada da FGV), Fábio Ribeiro, o caminho já está aberto. “Muitos profissionais estrangeiros que trabalham em portos de outros países vêm atuar no Brasil para complementar esse quadro”.

A Esags, por exemplo, receberá 25 executivos angolanos das áreas de portos, comércio exterior e petróleo para fazer um curso de complementação em pós-graduação em Santos. Será a primeira de cinco turmas que devem vir ao Brasil ao longo dos próximos cinco anos. É gente com potencial para disputar vagas com brasileiros, principalmente devido à proximidade cultural (mesmo idioma).

Para Ribeiro, existe contingente de mão de obra local, mas faltam talentos. “Hoje, cerca de 4 mil pessoas se formam por ano nas universidades da região em cursos superiores de porto, logística, comércio exterior e petróleo. Mas muitos jovens saem da graduação e não tomam a devida atenção da qualidade que o mercado está exigindo”, diz.

A Abtra está desenvolvendo um trabalho junto à comunidade acadêmica da região para afinar a grade curricular das faculdades às necessidades do mercado. “As pessoas hoje no mercado são treinadas pelas empresas”, adverte Matheus Miller. Uma das saídas, cita, seria direcionar o trabalho de conclusão de curso. “O setor precisa de soluções e estudos”. A iniciativa envolverá a criação de uma espécie de selo de qualidade Abtra.

FONTE: Valor Econômico/ Fernanda Pires | Para o Valor, de Santos

A partir de novembro, base brasileira na região vai substituir o diesel mineral pelo etanol hidratado como matéria-prima para a produção de energia

Por Eduardo Magossi

O Brasil será o primeiro país a ter energia elétrica gerada tendo como matéria-prima o etanol no continente antártico. A partir de novembro, a Estação Antártica Comandante Ferraz vai substituir o diesel mineral por etanol hidratado na produção de eletricidade.

A iniciativa conta com investimentos de R$ 2,5 milhões vindos de parceria entre a Petrobrás Biocombustível, Vale Soluções em Energia (VSE) e pela Marinha do Brasil.

De acordo com o diretor de etanol da Petrobrás Biocombustível, Ricardo Castello Branco, a iniciativa abre a expectativa de criação de um novo campo de uso para o etanol brasileiro na produção de energia elétrica, além de possuir um forte efeito simbólico. “Queremos desenvolver na geração de energia elétrica limpa o mesmo conhecimento e competência que temos na área de etanol combustível”, disse Castello Branco.

O executivo explica que, a partir de novembro, será realizado um teste na estação Antártica que deve durar um ano, para que a utilização de etanol sob condições climáticas extremas seja analisada.

O teste deve consumir 350 mil litros de etanol hidratado, que serão disponibilizados pela Petrobrás, assim como o transporte até a estação. “Desenvolvemos tanques especiais para levar o etanol até lá, construídos sobre trenós para que ele deslize sobre o gelo”, explica.

Segundo o executivo, a utilização de etanol para geração de eletricidade pode ser um mercado importante no médio prazo. “Veja a necessidade de energia do Japão, por exemplo. Grandes geradores que funcionem a partir de etanol poderiam suprir parte dessa demanda”, disse.

Parceira do empreendimento, a Vale Soluções em Energia (VSE) produziu o gerador, com capacidade de 250 quilowatts. Segundo o presidente da VSE, James Pessoa, esse volume de energia é suficiente para abastecer e iluminar toda a estação de pesquisa na Antártica. A VSE é uma parceria entre a Vale (que detém 53% da empresa) e o BNDESPar (dono dos outros 47%), que investe em pesquisa, desenvolvimento e produção de sistemas de geração sustentável.

Sem aditivo. Pessoa explica que a VSE desenvolveu o gerador que opera com etanol hidratado para geração de energia. “Ao contrário do motor que desenvolvemos para ônibus coletivos que estão sendo testados em São Paulo, o gerador da Antártica não precisa de um aditivo extra e funciona apenas com o etanol hidratado puro”, disse.

A VSE também construiu geradores para a Amazonas Energia, da Eletrobrás, para produzir energia elétrica na Amazônia de forma mais limpa e reduzir a utilização de diesel na região.

Em 2012, a presença brasileira na Antártica completará 30 anos, e a expectativa é de que toda a eletricidade gerada durante a cerimônia que será realizada venha do etanol. Uma das prioridades do Programa Antártico Brasileiro (Proantar) é a qualidade ambiental das operações do Brasil na Antártica.

Por meio desse programa, gerenciado pela Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (CIRM), o Brasil realiza estudos sobre os impactos do aumento da concentração de gases de efeito estufa no planeta, além de pesquisas científicas sobre os fenômenos que ocorrem no continente.

FONTE: O Estado de S. Paulo

FOTO: MB

A Base Naval de Val-de-Cães (BNVC) entregou, no dia 31 de agosto, 21 Lanchas Escolares para o Governo do Estado do Pará. Com a entrega, a BNVC atingiu a marca de 212 embarcações produzidas e entregues, cumprindo o cronograma de produção estabelecido.

Mais de mil alunos da rede estadual, moradores de 38 ilhas próximas à Belém, serão beneficiados pelo programa “Caminhos da Escola” do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). As Lanchas facilitarão o transporte das crianças até as unidades de ensino.

Em 14 de setembro, as Lanchas Escolares foram expostas em Brasília, no evento “Gestão de Compras Governamentais – A Experiência da Educação”, que ocorreu no Hotel Royal Tulip. A iniciativa é coordenada pelo Ministério da Educação com direção do FNDE em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Também estiveram em exposição ônibus escolares, equipamentos médicos, consultórios itinerantes e uniformes.

A Marinha do Brasil participou com duas lanchas escolares produzidas pela Base Naval de Aratu. Fruto de uma parceria realizada entre o FNDE e a Marinha, o projeto visa construir 600 lanchas escolares para contribuir com o acesso e permanência dos alunos na escola, em especial, às comunidades que margeiam os rios da região amazônica.

A Base Naval de Aratu já entregou, aos municípios contemplados pelo projeto, 55 lanchas escolares, de um total de 100 unidades a serem produzidas por ela.

FONTE: Marinha do Brasil

Começa amanhã o XIV Simpósio de Pesquisa Operacional e Logística (SPOLM) que acontecerá na Escola de Guerra Naval, no Rio de Janeiro, nos dias 15 e 16 de setembro. O tema será “a Pesquisa Operacional na Amazônia Azul”.

O evento conta aproximadamente com mil inscritos e já está sendo considerado como um evento importante neste campo no Brasil, bem como na América Latina, segundo o site da DCNS GROUP.

Os participantes vão ter a oportunidade de compartilhar informações, identificar sinergias para a execução de projetos de desenvolvimento tecnológico, formar parcerias e captação de recursos humanos qualificados e contribuir para a divulgação do  estado-da-arte da ciência e da tecnologia.

No dia 15 de setembro, já estão confirmados na Sessão Plenária os palestrantes Contra-Almirante Marcos José de Carvalho Ferreira, Secretário da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar; o Contra-Almirante Jair Alberto Ribas Marques, Assessor do LEPLAC da Diretoria de Hidrografia e Navegação; José Luiz Marcusso, Gerente Geral da Unidade de Operações de Exploração e Produção da Bacia de Santos da PETROBRAS; e a Professora Doutora Ana Isabel Barros, Netherlands Defence Academy/Netherlands Organization for Applied Scientific Research (TNO).

Haverá minicursos sobre Modelagem e Simulação Computacional, com José Karam Filho, Doutor e Professor-pesquisador do Laboratório Nacional de Computação Científica; Problemas de Clusterização em Otimização Combinatória, com Luiz Satoru Ochi, Professor titular no Instituto de Computação da UFF (IC-UFF) e pesquisador do CNPq; e Análise Decisória Entrópica Multicriterial, com Nelson Hein, Professor do Departamento de Matemática da Universidade Regional de Blumenau (FURB).

O Workshop de Logística terá a presença da Profa. Dra. Branca Terra, Professora adjunta da UERJ e   líder do grupo de pesquisa Inovação e Sociedade; Prof. Dr. Eduardo Siqueira Brick, coordenador adjunto do Núcleo de Estudos Estratégicos (NEST) da UFF; Prof. Dr. Kleber Fossati Figueiredo, Diretor do COPPEAD e Coordenador do Centro de Estudos em Gestão de Serviços de Saúde; Engº Paulo Augusto Vivacqua, Presidente da Academia Nacional de Engenharia; Prof. Dr. Alexandre Medeiros Rodrigues, do COPPEAD/UFRJ; e Sr Ricardo Mota da Costa, analista sênior dos CORREIOS. Também serão realizadas a mesa redonda de aplicações militares e apresentação de artigos científicos selecionados.

Todas as informações e a programação completa do XIV SPOLM podem ser acessadas no site http://www.casnav.mar.mil.br/spolm/.

Outras informações e credenciamento da imprensa:

Assessoria de Comunicação Social do CASNAV

1T (RM2-T) Crislane Lima – Tel: (21) 2197-7479 – crislane@casnav.mar.mil.br

O ovo da serpente

Quem vive o dia-a-dia das atividades portuárias sabe que está em gestação um problema que, mais cedo ou mais tarde, vai colocar em xeque o desenvolvimento econômico do País: a falta de investimentos públicos não só na infraestrutura de transporte como a retração de investimentos privados na construção de novos terminais portuários.

O ovo da serpente foi colocado e vem sendo acalentado pelo próprio governo desde 2008, quando, por meio do decreto nº 6620, passou a exigir que os investidores que pretendam construir terminais portuários tenham de comprovar que o empreendimento destina-se a movimentar carga própria e não de terceiros.

Como se sabe, a metáfora – que já foi utilizada pelo cineasta sueco Ingmar Bergman (1918-2007) para intitular um famoso filme de 1977 – expressa a comprovação de uma grande adversidade em processo de incubação. Afinal, ao colocar-se o ovo da serpente de encontro à luz é possível ver, através da transparência da casca, a serpente (o monstro) que irá nascer.

Se empreendimentos vultosos como o da Embraport e o da Brasil Terminais Portuários (BTP) no Porto de Santos, que devem entrar em funcionamento em 2012, escaparam daquela restrição draconiana, os demais projetos que estavam em gestação foram prudentemente arquivados. O resultado disso, segundo estimativa da Associação Brasileira de Terminais Portuários (ABTP), é que R$ 6 bilhões deixaram de ser investidos.

Ora, isso ocorre exatamente num momento em que todos os estudos indicam um crescimento da demanda para mercadorias em contêineres. Em 2010, os terminais portuários brasileiros movimentaram 74 milhões de toneladas de cargas conteinerizadas, 14% a mais que em 2009, segundo dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). E, ao que tudo indica, neste ano, deverá movimentar mais ainda, pois, só no primeiro semestre, esse crescimento andou ao redor de 20%, o que significa que, faltamente, em poucos anos, poderão faltar terminais para atender a essa demanda crescente.

Hoje, segundo dados da Associação dos Usuários de Portos da Bahia (Usuport), já há um déficit de US$ 4 bilhões em novos terminais de contêineres. Em outras palavras: em vez de estimular a iniciativa privada para que esse déficit seja reduzido, o governo decidiu fazer exatamente o contrário, desestimulando um setor que, desde o processo de privatização iniciado há 18 anos com a Lei de Modernização dos Portos (8630/93), investiu cerca de US$ 2 bilhões em terminais de contêineres.

No Porto de Santos, os terminais estão com capacidade para atender até 3,2 milhões de TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés) e, de fato, ainda há uma certa “folga”, pois, em 2010, o volume chegou a 2,7 milhões de TEUs. Mas é só uma questão de tempo, pois a situação afigura-se mais que preocupante, como constata quem desce a Via Anchieta a qualquer hora do dia e vê a situação caótica do trânsito de carretas com contêineres em direção às vias de acesso ao cais.

Aparentemente, isolados em seus gabinetes refrigerados em Brasília, os responsáveis pela condução da política portuária brasileira não enxergaram ainda a gravidade do problema, pois, em vez de facilitar e estimular o investimento privado, o que mais fazem é aumentar não só a carga tributária como embaraçar os processos para a aprovação de novos terminais portuários – que hoje levam de cinco a seis anos para sair do papel. Quer dizer: há um ovo de serpente depositado e um monstro em gestação.

FONTE: Portos e Navios/Milton Lourenço

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Brasileiro chefia Marinha da ONU no Líbano há 4 meses de escritório em terra, enquanto espera por embarcação

Por Luis Kawaguti

À espera da chegada de um navio de guerra brasileiro à missão de paz da ONU no Líbano, o Contra-Almirante Luiz Henrique Caroli está há quatro meses comandando uma esquadra internacional a partir de um escritório em terra.

O Brasil assumiu o comando da Força Tarefa Marítima da Unifil (missão da ONU no Líbano) em fevereiro de 2011, como parte dos esforços do Itamaraty, iniciados no governo Lula, para fazer do país um ator relevante no cenário do Oriente Médio.

A negociação com a ONU, delineada em agosto de 2010, incluía o envio de uma fragata no primeiro semestre de 2011 e de até 300 fuzileiros e especialistas em desminagem no futuro.

Caroli e seus assessores são hoje responsáveis por oito navios militares, cedidos à ONU por Bangladesh (2), Alemanha (3), Grécia (1), Indonésia (1) e Turquia (1).

Só a embarcação brasileira não chegou, e Caroli precisa contar com a boa vontade desses países para missões em alto-mar.

A frota tem o objetivo de impedir o contrabando de armas pelo mar para o Líbano.

“Todos os navios vêm [de seus países] com a tripulação completa e não têm como acomodar o Estado-Maior do comandante. Então eu tenho que comandar de terra”, disse Caroli à Folha.

De um escritório da base da ONU no Líbano, o Contra-Almirante traça estratégias, planeja operações e controla as estatísticas da missão.

Quando acontece um evento fora do comum, como o encontro de um navio suspeito ou à deriva, ele é informado por rádio e toma decisões à distância.

“Os embarques que eu faço [em navios] são esporádicos, [começam] de manhã [e vão] até a tarde ou a noite. Eu embarco e desembarco de helicóptero. Só dormi [no mar, durante a missão] duas vezes, em um navio da Indonésia e em um da Turquia”.

Segundo o Contra-Almirante, o problema é que, longe da ação, não é possível ter o controle tático da esquadra.

“O que a Unifil espera, ou esperava, era eu exercer o controle no mar. Seria melhor”, afirmou ele.

A pedido do Ministério da Defesa, a Marinha do Brasil concluiu no início de abril um estudo favorável ao envio ao Líbano da fragata Independência. Ela seria comandada por Caroli e se tornaria o navio capitânia da frota da ONU.

A fragata, navio de grande porte armado com canhões e mísseis antinavios, levaria 257 militares e um helicóptero. Ela ficaria ao menos seis meses no Líbano.

Porém, após o retorno do estudo ao Ministério da Defesa, a iniciativa travou, à espera de envio ao Itamaraty e à Casa Civil, para depois ser submetida ao Congresso.

O Ministério da Defesa afirmou que o assunto ainda está sendo estudado porque, na prática, significa enviar tropas ao exterior.

A Folha apurou que diplomatas do Itamaraty envolvidos na negociação são favoráveis ao envio da fragata.

PRESSÃO

Em quatro meses, os brasileiros subiram a média de navios investigados na missão de 16 para 60 por mês.

Mas isso não diminuiu a pressão sobre Caroli, exercida pela ONU, pelo envio imediato da fragata brasileira.

“Minha resposta tem sido: a Marinha está pronta, mas está aguardando a decisão do Ministério da Defesa e do Congresso’”, diz Caroli.

FONTE: Folha

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(Rio de Janeiro, 24 de maio de 2011) – - A segurança dos portos brasileiros é destaque na agenda da ConMar – Conferência Nacional de Segurança e Proteção Marítima, que a Clarion realiza no Rio de Janeiro entre os dias 7 e 9 de junho. O evento terá a participação de oficiais da Marinha Brasileira e de representantes da Secretaria de Portos, ABTP, ANTAQ, Conportos e Autoridades Portuárias, entre outros.

Para abrir o debate sobre segurança portuária a Clarion convidou a Secretaria de Portos, que deve atualizar os participantes sobre projetos como o VTMS – que prevê o controle e monitoramento eletrônico de embarcações. Complementa a discussão a palestra sobre a melhoria da segurança marítima nos portos e em suas proximidades, conduzida pelo diretor técnico da ABTP – Associação Brasileira de Terminais Portuários, Luis Fernando Resano.

A atuação da Autoridade Marítima na garantia e regulamentação do tráfego aquaviário no Brasil será tema da palestra do Vice-Almirante Eduardo Bacellar Leal Ferreira, diretor de Portos e Costas da Marinha. Em seguida, o Vice-Almirante Luiz Augusto Correia falará sobre a atuação e a missão do Tribunal Marítimo Brasileiro, entidade que preside desde 2006.

A Conportos – Comissão Nacional de Segurança Pública nos Portos, Terminais e Vias Navegáveis falará sobre os benefícios reais das auditorias das normas de ISPS Code nas instalações portuárias e sistemas de segurança, além de mostrar como será o modelo de auditoria adotado. Das 241 instalações portuárias brasileiras, atualmente 75% delas possuem a declaração de cumprimento do ISPS Code, e mais de 15% estão com o termo de aptidão, que funciona como uma declaração provisória.

Estão programadas para o dia 9 de junho as apresentações do diretor da ANTAQ, Thiago Pereira Lima, sobre o papel da agência na supervisão e fiscalização dos portos, e do delegado da Polícia Federal Luiz Carlos de Carvalho Cruz, sobre o Plano Nacional de Segurança em resposta a incidentes de proteção de navios, plataformas e instalações portuárias.

Ainda sobre segurança portuária, merece destaque na agenda da ConMar  o painel sobre a importância das Guardas Portuárias no cenário da Segurança Pública Nacional com a participação do Comandante Celso Simonetti Trench Junior, Superintendente da Guarda Portuária do Porto de Santos – CODESP. Este painel terá a presença do Delegado da Polícia Federal Luiz Carlos de Carvalho Cruz, além de representantes de outras instituições convidadas.

A ConMar – Conferência Nacional de Segurança e Proteção Marítima é promovida pela Clarion com o patrocínio da AEL Sistemas, G4S, L3 Communication e McJee, e apoio institucional da ABIMDE e ABTP. Mais informações sobre o evento e inscrições no site www.confmaritima.com.br ou pelo telefone 11-3893-1300, ramal 231.

AGENDA

ConMar – Conferência Nacional de Segurança e Proteção Marítima
De 7 a 9 de junho de 2011.
Local: Hotel Windsor Barra – Rio de Janeiro, RJ
Organização: Clarion Events
Informações: 11-3893-1300 ramal 231
www.confmaritima.com.br

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No período de 26 de abril a 06 de maio o UH-14 Super Puma N-7071 (Pégasus 71), do 2° Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral (HU-2), esteve embarcado no Navio de Desembarque de Carro de Combate (NDCC) Almirante Sabóia, apoiando o Destacamento do Posto Oceanográfico da Ilha da Trindade (DsTPOiT).

Foram efetuados os transportes de pessoal e de carga externa (VERTREP), totalizando 58 fainas de VERTREP para o transporte de 53 toneladas de material.

Na ocasião foram realizadas, também, a qualificação de um Aviador Naval e a requalificação de outros três, lotados no Esquadrão.

FONTE e FOTOS: Esqd. HU-2

DIRETORIA DE AERONÁUTICA DA MARINHA
EXTRATO DE CONTRATO Nº 1

Carta de Oferta e Aceite BR-P-SDI
Processo:NUP 63003.000415/2010-53; Objeto: Aquisição de 08 (oito) células de aeronaves C1-A Enquadramento: Decreto nº 3.831, de 1º de Junho de 2001; Partes: Acordo por Troca de Notas celebrado entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo dos Estados Unidos da América. Valor: U$ 234.806,00 Vigência:
06/08/2010; Assinatura 06/08/2010. CA DILERMANDO RIBEIRO LIMA Adido Naval nos Estados Unidos da América e no Canadá.

EXTRATO DE DISPENSA DE LICITAÇÃO Nº 1
Carta de Oferta e Aceite BR-P-SDI Processo:NUP 63003.000415/2010-53; Objeto: Aquisição de 08 (oito) células de aeronaves C1-A Enquadramento: Decreto nº 3.831, de 1º de Junho de 2001; Partes: Acordo por Troca de Notas celebrado entre
o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo dos Estados
Unidos da América. Valor: US$ 234.806,00.Vigência: 16/07/2010 ;Assinatura 16/07/2010. S CA DILERMANDO RIBEIRO LIMA Adido Naval nos Estados Unidos da América e no Canadá.

EXTRATOS DE INEXIGIBILIDADE DE LICITAÇÃO
TCAL Nº 63003000194/2010-13; Objeto: Transporte de oito células de aeronaves C-1 A TRADER adquiridas junto ao Governo dos Estados Unidos da América por meio do programa FOREIGN MILITARY SALES -FMS CASE; Enquadramento: Caput do Art. 25, I
da Lei 8.666/1993; Justificativa:; Valor: U$ 99.969,00 (Noventa e nove mil, novecentos e sessenta e nove dólares americanos)DAT 11/03/2010. CMG RÔMULO BRANDÃO MAIA – Ordenador de Despesas. Ratificação: 11/03/2010 por CA NELSON GARRONE
PALMA VELLOSO – Diretor de Aeronáutica da Marinha

TCAL Nº 63003000238/2010-13; Objeto: Aquisição de cinquenta e seis capacetes de voo Enquadramento: Caput do Art. 25, I da Lei 8.666/1993; Justificativa:; Valor: U$ 99.512,00 (Noventa e nove mil, quinhentos e doze dólares americanos)DAT 24/03/2010. CMG RÔMULO BRANDÃO MAIA – Ordenador de Despesas Ratificação:
24/03/2010 por CA NELSON GARRONE PALMA VELLOSO – Diretor
de Aeronáutica da Marinha

TCAL Nº 63003000277/2010-11; Objeto: Visita técnica para inspeção
das células da aeronave S-2G Tracker no Uruguai Enquadramento:
Caput do Art. 25, I da Lei 8.666/1993; Justificativa:; Valor: U$7.991,00 (Sete mil, novecentos e noventa e um dólares americanos) DAT 31/03/2010. CMG RÔMULO BRANDÃO MAIA – Ordenador
de Despesas – Ratificação: 31/03/2010 por CA Nelson Garrone
Palma Velloso – Diretor de Aeronáutica da Marinha

NOTA DO EDITOR: O Grumman C-1 Trader é uma variante carrier-onboard delivery (COD) do S-2 Tracker, que foi operado pela FAB no NAeL Minas Gerais.

O Trader é mais “gordinho” que o Tracker, com maior volume interno na célula, para transporte de 9 passageiros ou 1.600kg de carga. A versão AEW era conhecida como E-1 Tracer, das quais foram produzidas 88 unidades. A Marinha do Brasil foi esperta em escolher essa versão para modernizar, por ele terá muito mais espaço para aviônicos e combustível.

Foram produzidos ao todo 83 C-1 Traders, que saíram de serviço em 1988. Alguns ainda permanecem em voo com operadores civis.

SAIBA MAIS:

BATE-PAPO ONLINE: Converse com outros leitores sobre este e outros temas navais no ‘Xat’ do Poder Naval, clicando aqui.

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Em sua 13ª edição, o Simpósio de Pesquisa Operacional e Logística da Marinha (SPOLM 2010), organizado pelo Centro de Análises de Sistemas Navais (CASNAV) e pela Diretoria de Abastecimento da Marinha (DAbM), vai reunir nos dias 12 e 13 de agosto de 2010, na Escola de Guerra Naval, no Rio de Janeiro, representantes das Forças Armadas, dos órgãos de governo, do meio acadêmico e do setor produtivo, que atuam em atividades de Pesquisa Operacional e Logística. O intuito é promover o intercâmbio de informações e identificar sinergias para a execução de projetos de desenvolvimento de tecnologia nesses ramos do conhecimento.

O tema do SPOLM 2010 será “ A Amazônia Azul e os Desafios da Estratégia Nacional de Defesa”. Minicursos, palestras, workshops, mesas-redondas e apresentação de artigos científicos fazem parte da programação.

Áreas temáticas:

  • Análise Envoltória de Dados
  • Métodos de Apoio a Decisão Multicritério
  • Metaheurística
  • Programação Matemática
  • Otimização Combinatória
  • Teoria de Grafos
  • Simulação
  • Estatística Aplicada e Atuária
  • Otimização Estocástica
  • Logística e Transportes
  • Teoria dos Jogos
  • Gestão de Produção
  • Gestão da Qualidade

Programação – dia 12 de agosto:

  • 08:30 – 09:00 – Abertura e premiação dos melhores artigos
  • 09:00 – 09:45 – Palestra “O Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul”
  • Vice-Almirante Elis Treidler Öberg, Diretor de Sistemas de Armas da Marinha
  • 09:45 – 10:30 – Palestra “Dificuldades Logísticas na Exploração de Petróleo offshore” – Ricardo Albuquerque Araújo, Gerente-Geral da Unidade de Serviços de Transporte e Armazenamento da PETROBRAS
  • 11:00 – 11:45 – Palestra “Aplicações de Pesquisa Operacional para Defesa da Amazônia Azul: Aprendizado Ótimo – Como Coletar Dados Eficientemente na Era da Informação” – Prof Dr. Hugo Passos Simão, da Princeton University – EUA
  • 11:45 – 12:30 – Palestra “Programa de Desenvolvimento do Submarino com Propulsão Nuclear” – Almirante-de-Esquadra (Ref) José Alberto Accioly Fragelli, Coordenador-Geral do Programa de Desenvolvimento de Submarino com Propulsão Nuclear
  • 14:30 – 18:00 – Sessões Temáticas
  • Minicursos “Desenho e Análise de Experimentos” e “Aprendizagem de Máquinas”
  • Palestra “Apoio à Decisão Estratégica”

Programação – dia 13 de agosto:

08:30 – 11:50 – Sessões Temáticas

  • Minicurso “Modelagem em Simulação”
  • Workshops “Gerenciamento Estratégico” e “Logística e Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos”
  • Mesa Redonda “Análise Operacional de meios: Perspectivas e Desafios Futuros”

14:00 – 16:15 – Sessões Temáticas

  • Minicurso “Desenho e Análise de Experimentos”
  • Palestras “Raio Espectral e Grafos Hamiltonianos” e “Pesquisa Operacional no Desenvolvimento da Rede de Sensores Sem Fio”

16:15 – Coquetel de encerramento

Acesse o site do XIII SPOLM http://www.casnav.mar.mil.br/spolm/ e confira toda a programação.

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No dia 4 de agosto, na Diretoria-Geral do Material da Marinha, foi assinado o Termo de cessão de uso do terreno para construção de um Estaleiro e de uma Base Naval em Itaguaí (RJ).

O documento foi assinado pelo Diretor-Geral do Material da Marinha, Almirante-de-Esquadra Luiz Umberto de Mendonça, e pelo Presidente da Companhia Docas do Rio de Janeiro, Jorge Luiz de Mello.

O Termo é fruto de um criterioso trabalho e de ações empreendidas pela Diretoria de Administração da Marinha no processo de aquisição do terreno.

A assinatura do documento é um grande passo para a concretização do Programa de Desenvolvimento de Submarino com Propulsão Nuclear, uma vez que permite o uso imediato do terreno para as instalações da Marinha.

Sob a coordenação da Diretoria-Geral do Material da Marinha, o Programa abrange a construção de um Estaleiro, uma Base Naval, uma Unidade de Fabricação de Estrutura Metálica, quatro submarinos convencionais e um submarino com propulsão nuclear.

No evento, estavam presentes o Coordenador-Geral do Programa de Desenvolvimento de Submarino com Propulsão Nuclear, Almirante-de-Esquadra (Ref) José Alberto Accioly Fragelli; o Diretor de Administração da Marinha, Vice-Almirante (IM) Indalecio Castilho Villa Alvarez; e o Diretor de Obras Civis da Marinha, Vice-Almirante Luiz Guilherme Sá de Gusmão.

Alana Gandra

Rio de Janeiro – A sustentabilidade da construção naval brasileira ainda depende de fatores como investimentos em pesquisa e desenvolvimento e a formação de recursos humanos, atrelados às políticas para o setor. A observação foi feita pelo professor Floriano Pires, do Programa de Engenharia Oceânica da Coordenação de Pós-Graduação de Engenharia (Coppe) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Ele lembrou que a indústria naval no país se encontra em um momento de efervescência após a retomada das atividades, iniciada no ano 2000. Pires vai falar sobre o tema na 7ª Feira e Conferência da Indústria Naval e Offshore (Navalshore), que começa nesta quarta-feira (11) no Rio.

Segundo o especialista, ao contrário do mercado brasileiro, que está em processo de recuperação, o mercado naval internacional, que vinha aquecido nos últimos anos, com preços elevados, prazos longos de entrega, vive atualmente uma situação inversa. “Hoje, você tem preços em queda, muitos contratos sendo cancelados e os estaleiros tendendo a ficar vazios”. Pires analisou, contudo, que o cenário externo preocupante não afeta a indústria nacional, que está se baseando na demanda interna.

Diante da tendência de que os prazos continuem encurtando e os preços sejam reduzidos, ele sinalizou que a indústria naval nacional precisa, dentro de alguns anos, alcançar padrões de desempenho comparáveis aos internacionais. Caso contrário, “a comparação do desempenho nosso fica mais complicada”.

O professor defendeu um esforço de recuperação do desenvolvimento tecnológico e de formação de recursos humanos de forma integrada com as políticas de financiamento e de encomendas. “Hoje, a gente tem um aumento considerável de investimentos em pesquisa e desenvolvimento, mas está muito descolado do processo de desenvolvimento da indústria propriamente dita”. É preciso, segundo ele, que esses investimentos sejam articulados com as estratégias da indústria, abrangendo também o estímulo ao desenvolvimento de fornecedores, entre outros itens.

Outra questão diz respeito à localização dos estaleiros, lembrou Pires, preocupado com a dispersão dos novos investimentos em termos geográficos. “A excessiva dispersão geográfica dos estaleiros, com um em cada lugar, será fator de desvantagem competitiva para o Brasil no futuro”.

Na avaliação do professor, os polos já existentes deveriam ser fortalecidos, com maior volume de investimentos também em novos estaleiros, mas preservando as mesmas regiões.

Floriano Pires aprovou a reativação do antigo Estaleiro Ishibrás, no Caju, zona portuária do Rio, que receberá o nome de Inhaúma, a partir de acordo firmado com a Petrobras, e a construção do estaleiro da Marinha em Itaguaí, para construção de submarinos nucleares. “É muito importante a recuperação do Ishibrás”, destacou. O estaleiro foi um dos mais bem estruturados do setor na década de 70, quando a indústria naval viveu seu apogeu.

Apesar da retomada, Pires admitiu que a indústria naval no Brasil ainda tem custos altos para a construção de navios, em comparação a concorrentes internacionais. Isso se deve, na sua opinião, ao desempenho da indústria e a questões como produtividade. “Não é uma questão que se resolva com ajustes legais”, apontou, referindo-se à carga tributária. Acrescentou que “é preciso melhorar o desempenho, formar gente, ganhar escala, continuidade. São questões industriais e esse processo demora alguns anos para ser superado”.

FONTE: Agência Brasil

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