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Imagens aéreas

Por Fernanda Pires

 

vinheta-clipping-navalO caos verificado na semana passada nos acessos à Baixada Santista não deve ser atribuído apenas ao polêmico, e talvez inoportuno, decreto da prefeitura de Cubatão (SP) de limitar o horário de funcionamento dos pátios reguladores de caminhões destinados ao porto de Santos. Uma atitude, diga-se, na contramão do recém-lançado programa federal Porto 24 Horas, visando dar maior agilidade nos embarques e desembarques no porto santista.

A medida teve o efeito de agravar problemas há muito tempo existentes nos caminhos que deságuam na maioria dos portos públicos dos país com escala de movimentação. E que ganharam tintas dramáticas na Baixada Santista devido ao fato de o porto de Santos ser responsável por escoar 25,8% da balança comercial brasileira, segundo números de 2012.

Parece não haver dúvida de que ampliar a oferta de infraestrutura na beira do cais é essencial para dar competitividade ao negócio portuário. Mas, sozinha, a recente Medida Provisória (MP) dos Portos terá pouco impacto na redução do chamado custo Brasil. Não existe a bala de prata que resolverá o que se convencionou chamar de “o problema dos portos” – um lugar comum que, muitas vezes, deixa de identificar falhas que estão fora do condomínio aquaviário.

“O desafio não é tanto o porto, mas chegar na área do porto”, disse em recente entrevista Peter Gyde, principal executivo no Brasil da Maersk Line, o maior armador de navios de contêineres do mundo e que, no Brasil, concentra 40% de sua operação em Santos.

Os principais problemas são a falta de áreas para armazenagem de cargas nas zonas de produção, a ineficiência de acessos terrestres e, sobretudo, a subutilização do transporte hidroviário, que ajudaria a pulverizar a chegada da carga. Junto com as deficiências nos portos, são esses fatores que ajudam a onerar, na ponta, o custo do produto brasileiro.

Nos bastidores, especialistas avaliam que tais deficiências podem, inclusive, ser potencializadas pela maior oferta de terminais que o governo pretende com a MP dos Portos caso o país não resolva, na mesma velocidade em que pretende criar novos terminais, os problemas históricos que percorrem a logística da carga.

Hoje, por falta de capacidade na ferrovia, o transporte de grãos rumo a Santos é uma verdadeira anomalia logística. Muitas vezes o dono da carga se vê obrigado a levar a mercadoria do Estado do Mato Grosso até Santos de caminhão, preterindo os trilhos, a escolha mais racional e econômica.

Para citar um exemplo, em 2006, um ano antes do lançamento do Plano Nacional de Logística e Transportes (PNLT), a ferrovia transportou 23% das cargas escoadas pelo cais santista. No ano passado a participação foi menor: 21,03%. Por meio do PNLT, Brasília promete equilibrar a matriz de transporte nacional, aumentando para 32% a participação dos trilhos no transporte de cargas até 2025.

Outro exemplo é a infraestrutura de entrada no porto de santista – a mesma há décadas. Enquanto isso, a movimentação de cargas em Santos cresceu a uma média de 11,5% por ano, muito acima do PIB, nos últimos 15 anos, sempre superando seu próprio recorde, para ficar num recorte de tempo recente.

O governo acena com soluções. No mesmo dia em que a prefeita de Cubatão, Marcia Rosa (PT), suspendeu o desastroso decreto, o ministro dos Portos, Leônidas Cristino, anunciou um plano tripartite de acessibilidade ao porto.

O pacote envolverá viadutos, alças de acesso, pistas e ponte para aumentar as opções de entrada no porto. Dias antes, a Secretaria de Portos (SEP) já havia divulgado a realização de um estudo para usar o potencial hidroviário da Baixada Santista. Segundo a Fundação para o Desenvolvimento Tecnológico da Engenharia (FDTE), os rios da região podem receber até 12 terminais fluviais em áreas com acessos rodoferroviários. Mais uma vez, são soluções a longo prazo para resolver conflitos que são muito antigos.

FONTE: Valor Econômico via Resenha do Exército

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Imagens do PCTC (Pure Car and Truck Carrier) da classe B213 ‘Galaxy Leader’, de 48.710 grt, 189,20 m de comprimento total e capacitado para transportar 5.110 veiculos (autos) , suspendendo de Santos em 17/02/2013.

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A embarcação, foi contruída pelo estaleiro Stocznia Gdynia SA, em Gdynia, Polônia em julho de 2002 é a primeira unidade da classe B213, de um total de duas unidades.

Para mais imagens e informações: http://santosshiplovers.blogspot.com.br/2013/05/pctc-galaxy-leader-c6so2.html

galaxy-leader-9237307-C6SO2-ml-17-02-13-9 copy

galaxy-leader-9237307-C6SO2-ml-17-02-13-3 copyFotos: Marcelo ‘MO’ Lopes – 17/02/2013

 

 

Portos e Terminais Marítimos do Brasil - 3

vinheta-clipping-navalO Brasil precisaria aumentar em três vezes os índices de desempenho da infraestrutura de transportes nacional para chegar aos melhores níveis praticados pelos competidores internacionais do país, conclui estudo da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que será apresentado hoje. “Os investimentos feitos nos últimos 12 anos na área de transporte estão muito aquém das necessidades”, comentou o presidente da Fiesp, Paulo Skaf. “O que falta é uma gestão eficiente, muitos dos investimentos são feitos e acabam custando muito mais do que deveriam”, disse. “Falta planejamento, estratégia, seriedade e coragem para tirar as coisas do papel e fazer acontecer.”

O estudo da Fiesp constatou que a maior malha viária no país, a de rodovias, com uma média de 2,5 km por 10 mil habitantes, é, ainda, 43% menor que o padrão de excelência internacional, de quase 4,8 km por 10 mil habitantes.

Desde o ano 2000 o indicador brasileiro oscila em torno dos 50%. E esse é o item onde o Brasil tem menor diferença em relação ao padrão desejável, o chamado “benchmark”, no jargão técnico. O frete rodoviário, de US$ 51,75 para cada mil toneladas por km (em 2010, último ano com dados internacionais para comparação, pelo estudo da Fiesp) é 270% maior que a média de excelência mundial, de US$ 14.

“Temos rodovias, hidrovias, ferrovias, portos e aeroportos com defasagem, custos altos, tudo isso atrapalha muito a competitividade e o desenvolvimento do Brasil”, reclama Skaf. Os dados sobre rodovias, ferrovias, hidrovias, portos e aeroportos foram reunidos em um único indicador, o Índice de desempenho Comparado da Infraestrutura de Transportes (IDT), que, em 2010 (o último ano da serie calculada pela Fiesp), chegou a 33%. Esse índice indica uma infraestrutura com um terço do desempenho existente nos países que mais competem com o Brasil no mercado internacional.

O IDT, calculado com base em dados das 50 principais regiões metropolitanas brasileiras, e 18 indicadores diferentes, é a primeira tentativa de quantificar a insuficiência e ineficiência da estrutura de transportes no país. “Nossa intenção, com o IDT, é fazer uma radiografia, não estamos apontando as politicas públicas a serem adotadas”, diz o diretor do departamento de infra-estrutura da Fiesp, Carlos Cavalcanti.

Ele comenta, porém, que, ao adotar marcos regulatórios que deixam ao setor público o planejamento e controle e ao setor privado a execução e gestão de obras e serviços, o governo caminha para enfrentar os problemas apontados pelo indicador da Fiesp. “O Brasil adotou, nos últimos anos políticas públicas muito consistentes, muito corretas no sentido defendido pela Fiesp”, disse Cavalcanti.

O caminho a percorrer é longo, no entanto, como apontam os indicadores de oferta, intensidade de uso, qualidade e custo da infraestrutura de transportes reunida pela Fiesp. O Brasil está bem servido de aeroportos, mas com baixa capacidade: em 2010, enquanto os melhores aeroportos mundiais abrigavam 88 pousos e decolagens por hora, os aeroportos da Infraero registravam 38. Esse número representa 43% do benchmark internacional, uma evolução dos 32% referentes ao IDT calculado para o ano 2000.

Os piores desempenhos do Brasil em relação ao padrão de excelência mundial são os relativos a ferrovias (20%) e hidrovias (21%). No caso do transporte ferroviário, embora a capacidade de transporte (tonelagem por quilômetro de linha férrea) seja equivalente ao benchmark internacional, a extensão da malha ferroviária está 93% abaixo do ideal, e o frete por ferrovia é quase 16 vezes maior que o melhor padrão praticado no mundo – no quesito frete ferroviário o benchmark internacional é de apenas 6% do custo brasileiro.

Cavalcanti comenta os altos custos de logística, que fazem, por exemplo, com que as mercadorias que levam 324 minutos para ser liberadas nos aeroportos de padrão mundial levassem quase 3,2 mil minutos nos aeroportos da Infraero, em 2010. O custo de se levar um contêiner de 20 pés da região metropolitana ao local da exportação era de, em média, US$ 621 mil no exterior e de quase US$ 1,8 mil no Brasil – indicador que, no começo de 2012, deve ter sofrido deterioração, com os engarrafamentos da safra nos gargalos logísticos do país. “Uma das medidas urgentes é fazer o desembaraço de carga 24 horas por dia, cargas de bilhões esperam nos portos e os funcionários públicos param de trabalhar às 17 horas”, critica o diretor da Fiesp.

FONTE: Valor Econômico/Sergio Leo | De Brasília

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vinheta-clipping-navalO Governo Federal deverá bancar a contratação de servidores e autorizar a compra de carros, computadores e equipamentos necessários à implantação do porto 24 horas, disse o ministro dos Portos, Leônidas Cristino.

O programa, lançado há duas semanas, prevê expediente administrativo diuturno de órgãos federais como Receita Federal, Vigiagro, Anvisa e Polícia Federal em alguns portos do país.

A Folha visitou na semana passada o porto de Santos, o maior do país, e constatou, no entanto, que os serviços não estavam funcionando durante a madrugada.

O Ministro dos portos reconheceu os problemas, mas afirmou que “não vai abrir mão, sob hipótese nenhuma, do porto 24 horas”. “Se for necessário comprar equipamentos, computadores, carros, deslocar funcionários de uma região para outra, o governo resolverá.”

Além de Santos, estão no programa os portos do Rio e Vitória, e o governo quer incluir Rio Grande, Itajaí, Paranaguá, Suape e Fortaleza.

FONTE: Folha de S. Paulo via Resenha do Exército

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Danilo Tavares da Silva

 

vinheta-clipping-navalEmbora tenha sido editada com o propósito manifesto de viabilizar investimentos no setor portuário, a Medida Provisória 595 contém dispositivos que tendem a produzir o resultado inverso. Isso é especialmente claro no caso dos terminais privados voltados à movimentação de carga própria, os assim chamados “Portos indústria”.

Apesar de o conceito de “carga própria” não fazer parte do texto original da MP 595, ele persiste como realidade econômica – ainda existem e continuarão a existir empresas que possuem interesse em investir em infraestrutura portuária como um elemento de internalização de sua cadeia logística, isso é, com a finalidade principal de atender à própria demanda de transporte.

Em alguns empreendimentos, a possibilidade de se utilizar um terminal para uso predominante de movimentação da própria produção pode ser decisiva para a viabilidade do negócio. Todavia, segundo a MP 595, não se pode afirmar que um agente econômico tem o direito de obter autorização para instalar um terminal para essa espécie de uso, mesmo no caso de possuir terreno defronte ao mar e apto ao devido licenciamento ambiental.

Texto da futura lei deveria contemplar, de maneira detalhada, os mecanismos de solução dos problemas criados

A sistemática de chamada e processo seletivo públicos do texto original da Medida Provisória, que acaba por instaurar um regime de escolha de terminais, restringindo a livre iniciativa, pode produzir resultados interessantes na ampliação da oferta de serviços de movimentação de contêineres, principalmente se for associada a um plano de outorgas bem concebido.

A polêmica concorrencial envolvendo terminais públicos e privados de contêineres foi, talvez, a maior motivação da edição da MP 595, que se destina também a estabelecer uma convivência de regimes de prestação de serviço segundo o qual a iniciativa privada não inviabilize as atividades nos portos públicos concernentes à movimentação de carga geral.

Porém, essa mesma sistemática tende a ser ineficiente na criação de empreendimentos portuários concebidos para “consumo da própria empresa”, por assim dizer. E isso é especialmente prejudicial para os setores da economia que lidam com cargas em granéis, pois, na impossibilidade de o interessado arcar com investimento necessário para viabilizar sua atividade, cria-se uma demanda que pressiona um terceiro a assumir tal tarefa, com consequências que podem ser indesejáveis.

Caso esse terceiro seja o Estado, impelido a expandir a capacidade de um porto público, serão utilizados recursos de toda a sociedade para atender ao interesse de um grupo – que tende a ser composto de reduzido número de empresas. Haverá, pois, uma socialização de custos, exigindo uma avaliação das vantagens econômicas em geral propiciadas pelo investimento público em prol de um setor específico.

Se esse terceiro for uma empresa privada vencedora de um processo de chamada e seleção, não se tem a garantia de que o terminal privado vá possuir as especificações técnicas suficientes para a movimentação que lhe será demandada; além disso, o regime de liberdade de preços em favor do autorizatário não garante que o acesso ao serviço se fará em condições comerciais condizentes com o modelo de negócios concebido pelas empresas que demandam a operação portuária.

Em verdade, na medida em que os interesses do demandador do serviço portuário (menor preço e garantia de movimentação futura) e os do autorizatário do terminal privado (menor custo na implantação do empreendimento e maior preço) sejam conflitantes – e o texto original da MP 595 não atenua tal conflito potencial -, os agentes viabilizadores da infraestrutura dificilmente chegarão a um acordo eficiente e socialmente desejado, criando-se o risco de haver terminais privados sem carga para movimentar e empresas produtoras sem soluções logísticas que lhes sejam adequadas. Trata-se de um cenário indesejado, uma hipótese realmente extremada, mas que não deve ser desconsiderada.

Por isso é que o texto que resultará da conversão da Medida Provisória 595 em lei poderia contemplar, de maneira minimamente detalhada e clara, os mecanismos de solução destes e de outros problemas e impasses que acabam por ser decisivos no sucesso da atração de investimentos privados, tais como: os critérios de seleção dos terminais privados, os parâmetros das condições de acesso às instalações e as hipóteses de “reversão sem ônus” à União (na verdade, um confisco de duvidosa constitucionalidade) das instalações no caso de cessação das atividades.

Todos esses temas podem receber aperfeiçoamentos sem que se desvirtue em nada a essência do projeto do governo. Nesse sentido, o projeto de lei de conversão apresentado pelo relator da MP parece ter sido bem-sucedido.

Caso se mantenha o texto original da MP 595 e, por consequência, o detalhamento dos temas aqui expostos fique por conta exclusivamente dos regulamentos a que alude a Medida Provisória em diversos dispositivos, cabe esperar pelo conteúdo dos futuros decretos presidenciais, atos da Secretaria Especial dos Portos e resoluções da Antaq para que se consiga, enfim, entender por inteiro a política portuária que se pretende implantar. E que ela seja capaz de promover os investimentos a tempo e modo compatíveis com os desafios de provimento de infraestrutura em favor do crescimento da economia brasileira.

Danilo Tavares da Silva é mestre em direito econômico pela USP, professor de direito econômico da Universidade São Judas Tadeu e da Fundação Getúlio Vargas/GVLaw. Advogado associado do escritório Sampaio Ferraz Advogados.

FONTE: Valor Econômico via Resenha do Exército

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Superporto do Açu, em São João da Barra (RJ) - dificuldade em atrair investimentos

Previsto para ser um empreendimento industrial de porte inédito no Brasil, o Superporto do Açu (município de São João da Barra, no litoral norte do Estado do Rio) limita-se até agora às obras de um píer e um estaleiro

 

vinheta-clipping-navalPrevisto para ser um empreendimento industrial de porte inédito no Brasil, o Superporto do Açu (município de São João da Barra, no litoral norte do Estado do Rio), passados cinco anos e meio do início da construção, limita-se até agora às obras de um píer e um estaleiro e a canteiros de três empresas em fases diversas de implantação de unidades.

O polo siderúrgico que reuniria no entorno do porto dois gigantes internacionais do setor está ameaçado. A chinesa Wuhan abandonou o projeto. A argentina Ternium esbarrou em obstáculos judiciais relacionados às licenças ambientais e teme os efeitos da crise global na siderurgia. Sua saída do empreendimento, embora ainda não anunciada, é considerada certa tanto pela EBX, holding do grupo controlado pelo empresário Eike Batista, quanto pelo governo do Rio.

O mineroduto de 525 quilômetros de extensão que ligará o Açu às jazidas de ferro da mineradora Anglo American, em Minas Gerais, está longe de terminar. A Anglo e a LLX, empresa de logística do grupo EBX responsável pelo porto, estimam o início das operações para o segundo semestre de 2014, um atraso de dois anos em relação ao planejamento original.

O porto foi projetado para funcionar como um complexo portuário privativo de uso misto, adjacente a um distrito industrial moderno marcado pela presença de algumas das mais importantes empresas do planeta. O desenho do empreendimento inclui dois terminais de embarque e desembarque de cargas variadas, em um trecho do litoral fluminense afastado 150 km dos principais campos petrolíferos da Bacia de Campos.

Haverá, conforme o projeto, 7 km de atracadouros capacitados para receber embarcações de grande tonelagem, como petroleiros e navios empregados no comércio internacional de minério de ferro e aço.

A principal questão a afetar o projeto não é nem o atraso, já que o empreendimento emprega, no momento, cerca de 8 mil profissionais e as obras avançam dia a dia. O píer que entra 3 km mar adentro – um mar violento, o que dificulta o desenvolvimento da obra-, o gigantismo do enrocamento de 2.250 metros de proteção contra as ondas e a construção do megaestaleiro dão a quem visita o Açu a noção de que os serviços estão se desenvolvendo em ritmo acelerado.

Empresários

O problema que parece ser mais grave é a hesitação do empresariado-alvo (grandes indústrias vinculadas aos setores de óleo e gás, mineração, siderurgia, fabricação de componentes pesados e serviços). Afugenta os empresários não só a crise mundial, que atinge com rigor as empresas de Eike. A logística do Açu ainda é bastante complicada.

O porto está sendo construído em uma área abandonada por séculos. Terras ermas que não foram ocupadas por contingentes populacionais numerosos por causa da violência do mar. As cidades mais próximas cresceram no interior. É o caso de Campos, principal município do norte Fluminense, a 40 km do oceano.

A região foi esquecida pelo poder público. Ela é cortada por estradas de chão só há pouco niveladas, faltam rodovias de grande porte, sem falar nas ferrovias que poderiam trazer e levar dali as mercadorias exportadas e importadas. O abastecimento de água encanada inexiste e o de energia só agora começa a chegar nas dimensões apropriadas a um projeto como o do distrito industrial.

Atrapalha a implantação do complexo a questão fundiária, pois as desapropriações demoraram a acontecer, já que os donos da terra (famílias de baixa renda estabelecidas há décadas) não conseguem comprovar a propriedade por meio de documentos. Sem as escrituras, os terrenos não podem ser desapropriados. Grupos políticos locais atuaram, também, para dificultar o progresso nas negociações.

A solução encontrada pelo secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Júlio Bueno, foi a de o governo estadual intermediar a negociação entre posseiros e representantes da EBX. Assim, o dono vende a terra para a empresa, que mais adiante buscará regularizá-la.

Em uma primeira fase, foram mapeadas 151 propriedades rurais, numa área de 23 km². Havia, segundo o governo estadual, apenas 16 famílias residentes, que aderiram integralmente ao programa de reassentamento em vilas erguidas para abrigá-las na mesma região. Dos 151 lotes, 93 foram adquiridos pela EBX.

O plano de se construir no Açu uma grande cidade, projetada pelo escritório do arquiteto brasileiro Jaime Lerner, está muito longe de ser implementado. Idealizada por Eike, a chamada Cidade X tem como objetivo receber, com condições adequadas de moradia e lazer, as cerca de 50 mil pessoas que o empresário calcula que serão atraídas para a região pelo complexo industrial. São João da Barra, a cidade mais próxima, tem cerca de 30 mil habitantes.

FONTE: O Estado de S. Paulo

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porto_natal_mar2013

vinheta-clipping-navalUm estudo contratado pela Companhia Docas do Rio Grande do Norte (Codern), Federação das Indústrias (Fiern) e Federação do Comércio (Fecomércio) fará um levantamento de demanda de mercadorias no estado, para auxiliar na implantação de uma linha de navegação de cabotagem no Porto de Natal. A cabotagem é o transporte marítimo de mercadorias entre portos do mesmo país.

De acordo com informações da Codern, o estudo identificará ainda os gargalos que atualmente impedem a instalação desse tipo de navegação no RN. A análise, que será feita pela Agência Porto, custará R$ 300 mil e a previsão é que esteja pronta em quatro meses.

A contratação do estudo foi anunciada ontem, durante entrevista coletiva na Casa da Indústria. Na oportunidade, os presidentes da Fiern e da Codern, Amaro Sales e Pedro Terceiro de Melo, fizeram um balanço da participação do RN na Feira de Logística e Transporte Intermodal South America, que aconteceu em São Paulo entre os dias 2 e 4 de abril. Segundo o presidente da Codern, Pedro Terceiro de Melo, quatro armadoras (Maestra, Aliança, Mercosul Line e Log-in) se prontificaram a dar as informações necessárias para ajudar na composição do estudo. O governo do Estado também ficou de repassar os números oficiais de recebimento e saída de mercadorias do RN, para contribuir com a formatação do diagnóstico.

“A ampliação do porto e a instalação de linhas regulares de cabotagem são necessidades reais.  Sem a cabotagem, a alternativa é o transporte rodoviário e isso implica em custos mais elevados, tanto financeiros, quando logísticos e ambientais”, disse Amaro Sales.

Os consultores que farão os estudos no Porto de Natal já estiveram com os diretores da Fiern e da Codern, na Intermodal South América. Durante o evento, que é a maior feira da América Latina e segunda maior do mundo para os setores de logística, transporte de cargas e comércio exterior, foram feitos contatos iniciais com armadores que atuam na área de cabotagem. Pelo menos quatro desses empresários demonstraram interesse em operar no Porto de Natal.

Mas os armadores também revelaram preocupação com a falta de área para estocagem, que só poderá ser ampliada com a retirada da comunidade de Maruim das proximidades do Porto. Essa remoção, segundo a Prefeitura de Natal, está em andamento.

“Mas é o trabalho da consultoria que vai mostrar todos os gargalos e, mais do que isso, o que e como devem ser enfrentadas essas dificuldades. A Fiern e a Fecomércio estão empenhadas para encontrar as soluções e buscar as parcerias necessárias aos projetos, obras e programas que foram identificados como essenciais”, afirmou o presidente da Fiern.

Obra do terminal deve ficar pronta em outubro

Outro destaque da Intermodal foi a viabilização de mercado para o Terminal Marítimo de Passageiros, que está sendo construído e tem previsão de conclusão para outubro de 2013. Quanto a esse assunto, Pedro Terceiro informou que já há viagens de cruzeiros sendo vendidas para partirem do Terminal de Passageiros.

“A empresa é a BCR Representation e isso já está acertado. Inclusive eles já estão vendendo esses pacotes e  passaram para a Codern as datas dos cruzeiros. A temporada começa em dezembro. Serão 21 escalas, sendo que todos os navios partirão do Terminal Marítimo de Passageiros”, afirma Terceiro.

Ainda de acordo com ele, a obra do Terminal Marítimo, além de ser de fundamental importância para o desenvolvimento econômico do estado, é importante para a revitalização do bairro da Ribeira. Segundo ele, com a construção do Berço 4 do Porto, do Museu da Rampa e do Terceiro Distrito da Marinha, a Ribeira terá um novo formato, o que é importante também para o turismo do estado.

Fonte: Tribuna do Norte Foto:Poder Naval

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Por Leandra Peres

De Brasília

 

vinheta-clipping-navalO governo vai fixar um teto para o valor das manobras exigidas entre a entrada e o atracamento dos navios nos portos brasileiros. As novas regras de preço para a praticagem, como esse serviço é conhecido, devem começar a ser implementadas a partir de julho.

De acordo com o secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, Antonio Henrique Silveira, ainda não há definição sobre os portos onde o teto de preços será inicialmente aplicado ou a velocidade em que será estendido às 22 zonas portuárias do país.

“A praticagem deve ter um tratamento equivalente a um serviço público regulado com preços adequados para cada porto”, explicou o secretário.

A intenção do governo é aumentar a eficiência e com isso reduzir preços. Para isso, propõe uma metodologia que incorpore ganhos de qualidade ao longo do tempo.

O problema é que atualmente não há dados disponíveis nem mesmo sobre os valores cobrados em cada porto, pois os contratos são privados. Dessa forma, o governo pretende primeiro criar um banco de dados para estabelecer uma referência do que seria um serviço de qualidade. A partir desse padrão é que seriam exigidos ganhos de qualidade para reduzir tarifas. Cada porto terá seu preço específico.

Atualmente não há limites ao que os práticos podem cobrar dos armadores, donos dos navios e responsáveis pelo pagamento dos serviços. A regra é a livre negociação.

O governo entende, porém, que o mercado tem grandes barreiras à entrada e não se organiza segundo regras da livre concorrência. Os práticos precisam passar por um concurso público feito pela Marinha e são altamente especializados. Por outro lado, são obrigados a prestar o serviço mesmo se não forem pagos pelos armadores.

Nos últimos cinco anos tem se registrado uma crescente judicialização das disputas entre associações de práticos e armadores. Pelo sistema atual, quando não há acordo, cabe à Marinha arbitrar as diferenças. Essas decisões também têm sido questionadas na Justiça.

O Conselho Nacional de Praticagem (Conapra), que representa os práticos, ainda avalia a proposta do governo. “Lembramos que os preços atuais estão em linha com a realidade internacional e que não há críticas quanto à qualidade profissional dos serviços no Brasil”, afirmam em nota à imprensa. O Syndarma, entidade que representa os armadores, não respondeu aos pedidos de entrevista.

A regulamentação desse setor por órgão público é a regra na maior parte do mundo. Na Holanda, por exemplo, é o Ministério dos Transportes que aprova ou não o reajuste. Nos Estados Unidos, a Guarda Costeira fixa preços levando em conta a distância percorrida e o tipo de manobra necessário.

A determinação para estabelecer regras de preço no setor foi determinada no fim de 2012 pelo governo em reação a reclamações dos empresários de que o custo estava muito elevado. A metodologia proposta pelo governo estará em consulta pública até o início de abril.

FONTE: Valor Econômico via Resenha do Exército

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Mais um lote de portainers é entregue no BTP, procedente de Shanghai, P.R.C.,  por ocasião da atracação do heavy lift de bandeira de San Vincent & Granadinas “Zhen Hua 19” na manhã do dia 07/03 em Santos/SP, destinados ao terminal Brasil Terminal Portuário (BTP),  desta vez comporto pelos portainers 07 e 08.

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Mais imagens disponiveis em

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Com a atracação do ZH 19 quase ocorreu um fato inusitado em Santos, pois o ‘Zhen Hua 10‘ permanece atracado no Embraport, em operação de descarga, o ‘Zhen Hua 11‘ suspendeu quarte feira, dia 06/03, em retorno a Shanghai e o ‘Zhen Hua 19‘, que estava fundeado na barrra, atracou na manha de quinta feira, nunca três navios tipo “Zhen Hua”‘ estiveram em Santos simultâneamente e por questão operacional do BTP por pouco não tivemos dois atracados ao mesmo tempo em um terminal !.

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Fotos: Marcelo ‘MO’ Lopes e Silvio Roberto Smera – 07/03/2013

 

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Imagens do Heavy Lift de bandeira de St. Vincent & Granadinas “Zhen Hua 11“, que atracou no domingo, dia 24/02 no cais do  em construção do terminal BTP em Santos, transportando mais um lote de portainers e RTG´s.

O Terminal segue em finalização dos trabalhos de acabamento de suas obras e esta continua completando sua dotação de equipamentos para movimentação de cargas.

Os equipamentos foram fabricados e embarcados pela empresa Shanghai Zhenhua Port Machinery Co. Ltd. (ZPMC), em Shanghai, P.R.C.

Caracteristicas do navio:

  • Nome: Zhen Hua 11
  • IMO: 7917446
  • Bandeira: St. Vincent & Granadinas
  • Indicativo de Chamada: J8B3190
  • Porto de Registro: Kingstown
  • Armador: Shanghai Zhenhua Shipping Co. Ltd., Shanghai, P.R.C.

Mais imagens em: http://santosshiplovers.blogspot.com.br/2013/03/mv-zhen-hua-11-j8b3190-entrega-de-novo.html

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Fotos: Marcelo ‘MO’ Lopes – 24/02/2013

 

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Novas imagens do HL “Zhen Hua 10″, de angulo diferente (vista superior) por ocasião da entrada no navio em Santos no final da manhã do dia 15.02.2013.

Zhen Hua 20 - 27 out 2012 - 4

Mais imagens: http://santosshiplovers.blogspot.com.br/2013/02/mv-zhen-hua-10-j8b3026-novas-imagens.html

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FOTOS: Silvio Roberto Smera – 15/02/2013

 

O navio de produtos Sérgio Buarque de Holanda, construído pelo Estaleiro Mauá, do Rio de Janeiro, começou a operar no início de julho. O petroleiro é a terceira embarcação entregue dentro do Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef), incluído na segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) e responsável pela revitalização da indústria naval brasileira. Junto com essa renovação da frota, ganha participação a cabotagem, um modal ainda pouco valorizado no Brasil.

O avanço das economias do Norte e do Nordeste, que vêm apresentando altas taxas de crescimento, e o ingresso de mais pessoas na classe C têm criado oportunidades para a cabotagem, principalmente com o transporte de eletrônicos e granéis sólidos. O Promef contribui para esse crescimento com a encomenda de 49 navios a estaleiros nacionais. “O segmento tem grande potencial de expansão principalmente nos navios porta-contêineres e graneleiros, para transporte de grãos e minérios. Os estaleiros brasileiros estão construindo ambos os tipos de navios, mas as encomendas ainda são modestas diante das perspectivas de expansão desse setor”, conta Ariovaldo Rocha, presidente do Sindicato Nacional da Indústria de Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval).

A perspectiva de aumento de participação da cabotagem atinge tanto a indústria naval quanto os operadores marítimos. Para o vice-presidente executivo do Sindicato Nacional das Empresas de Navegação Marítima (Syndarma), Roberto Galli, “a cabotagem pode ajudar – e muito – diminuindo os custos de logística da distribuição interna de produtos”. “Até 1994, com o advento do Real, a cabotagem não podia concorrer. Viajar de navio leva mais tempo do que de caminhão e o prazo de recebimento das vendas era fundamental, sem o que, a inflação corroía o resultado da venda. Desde então, entendeu-se que a cabotagem poderia ser possível, o desafio é que seja tão desonerada e desburocratizada quanto o modal rodoviário”, lembra.

A retomada da expansão da frota ainda conta com pouca participação para a cabotagem. O pré-sal tem puxado encomendas para a indústria off-shore, de óleo e gás. O presidente da Associação Brasileira da Indústria Naval e Offshore (Abenav), Augusto Mendonça, estima que a construção de navios especificamente para a cabotagem ainda seja de apenas 5%. “A Petrobras é dona de quase metade da frota de cabotagem no Brasil. Com a renovação da frota, deve ficar com participação ainda maior. Mas existem planos do governo, a longo prazo, de mudar o foco dos modais de transporte brasileiros, diminuindo sensivelmente o rodoviário e partindo para investimentos no ferroviário e no marítimo, o que dá esperança para a cabotagem”, afirma.

FONTE: Terra – Portal Transporte & Logística

SAIBA MAIS:

 

Atracou no Porto de Santos na sexta-feira, dia 21/09 para ser entregue ao terminal BTP em Santos/SP, o 2° lote de equipamentos para movimentação de cargas, transportado pelo Heavy Lift de bandeira de San Vicente & Granadinas “Zhen Hua 21″.

Este segundo lote foi composto por transteiners (RTG´s) apenas, fabricados pela empresa Shanghai Zhenhua Heavy Industry Co., Ltd. (ZPMC), Shanghai, P.R.C. e foram construídos e carregados no porto de Shanghai.

A embarcação também transporta um Shiploader em trânsito para o Porto de Mobile/AL, EUA.

SAIBA MAIS:

FOTOS: Silvio Roberto Smera e Marcelo ‘MO’ Lopes – 21/09/2012

 

 

Imagens do Heavy Lift de bandeira de San Vincent e Granadinas “Zhen Hua 14″ demandando o canal de acesso do Porto de Santos para primeira atracação no cais do terminal BTP – Brasilterminais.

O navio fundeou na barra às 21h30 do dia 23/08 aonde permaneceu aguardando a combinação de fatores favoráveis a sua atracação.

A embarcação transporta os primeiros 4 portainers tipo post panamax e 6 rtg´s para o novíssimo terminal, ainda em fase de acabamento de sua construção, construídos pela empresa ZPMC em Shanghai, P.R.C., aonde foram embarcados os PT´s 01, 02, 03 e 04, de um total de 12 PT´s encomendados.

Devido a restrições de altura devido a fiação elétrica da Codesp a Usina Hidroelétrica de Itatinga o navio teve que lastrar para atingir o calado de 11,50 m e a baixamar para poder passar com segurança por baixo da fiação de alta tensão que cruza o canal do porto na altura do armazém sugador do 26.

Ao chegar ao terminal o navio fundeará nas proximidades, aguardando preamar para atracação enquanto deslastra, adequando o calado e borda livre para atracação e posterior desembarque dos equipamentos.

Os preparativos para descarga devem demandar alguns dias até que o primeiro equipamento seja descarregado.

Para ver e saber mais:

 

A LLX Açu, subsidiária da LLX, empresa de logística do Grupo EBX, assinou na última sexta-feira (25) contrato com a Subsea7 para a instalação de uma unidade para fabricação e revestimentos de dutos rígidos submarinos de grande extensão no Superporto do Açu, em construção em São João da Barra, no norte fluminense.

Com a assinatura deste contrato, a LLX terá uma receita de aproximadamente R$ 21 milhões por ano com aluguel de área e utilização de infraestrutura pelos próximos 10 anos.

“A cada novo contrato fechado, fica evidente que o Superporto do Açu é o site definitivo para as indústrias de suporte ao setor de Petróleo e Gás. Além da localização privilegiada em relação às Bacias de Campos, Santos e Espírito Santo e aos novos blocos de exploração de petróleo do pré-sal, as indústrias que optaram por instalar suas unidades no terminal TX2 do Superporto, também terão acesso direto ao mar através de um canal de águas abrigadas, tendo à sua disposição um cais próprio”, comentou Otávio Lazcano, Diretor Presidente da LLX.

Com píer de 250 metros de extensão e dois berços para atracação de embarcações, a unidade da Subsea7 será instalada na entrada do canal do TX2, em sua margem sul. A empresa tem o início de suas atividades previsto para o ano de 2014.

A Subsea 7 é líder global em engenharia e construção submarina e fornecedora de serviços para a indústria de energia offshore em todo o mundo, com mais de 12 mil empregados e receita de US$ 5,5 bilhões em 2011.

Conheça a LLX

A LLX foi criada em março de 2007 com o propósito de prover o país com infraestrutura e competências logísticas, principalmente no setor portuário. Atualmente a empresa desenvolve o Superporto do Açu, maior investimento em infraestrutura portuária da América Latina. Com dois terminais – um offshore e outro onshore, o Superporto do Açu está em construção em São João da Barra (RJ), próximo à área responsável por 85% da produção de petróleo e gás do Brasil.

Com construção iniciada em outubro de 2007 e início de operação previsto para 2013, o Superporto do Açu contará com 17 km de píeres, que poderão receber até 47 embarcações, incluindo de grande porte. Ele poderá movimentar até 350 milhões de toneladas por ano, o que o coloca entre os três maiores portos do mundo.

O Superporto do Açu contará com 2 terminais: o TX1, um terminal offshore com uma ponte de acesso com 3 quilômetros de extensão, píer de rebocadores, píer de minério de ferro, canal de acesso e bacia de evolução – todos já concluídos. O terminal terá profundidade inicial de 21 metros (com expansão para 26 metros), e poderá movimentar até 100 milhões de toneladas de minério de ferro por ano.

O outro terminal, o TX2, está sendo construído no entorno de um canal para navegação, com 6,5 km de extensão e 300 metros de largura. O TX2 contará com mais de 13 quilômetros de cais, onde serão movimentados produtos siderúrgicos, petróleo, carvão, ferro gusa, escória e granito, além de granéis líquidos e sólidos.

Projetado com base no moderno conceito porto-indústria, o Superporto do Açu contará com um Distrito Industrial em área contígua, onde serão instaladas siderúrgicas, cimenteiras, base de estocagem para granéis líquidos, polo metalmecânico, Unidade de Construção Naval, complexo termelétrico, plantas de pelotização de minério de ferro, Unidade para Tratamento de Petróleo, indústrias offshore, indústrias de tecnologia da informação que constituirão o futuro vale do silício brasileiro e pátio logístico, entre outros.

A previsão é que o Complexo Industrial que será instalado na retroárea do empreendimento seja responsável pela atração de cerca de US$ 40 bilhões em investimentos para a região.

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Santos sofre com falta de mão de obra qualificada

Leonardo Menezes da Silva teve uma carreira bem-sucedida até aqui. Em seis anos, passou de analista de controladoria a gerente da área no Terminal para Contêineres da Margem Direita do Porto de Santos (Tecondi), e teve o salário multiplicado por onze vezes no período. Silva não revela números absolutos. Mas, de acordo com a última pesquisa do site de classificados de vagas e currículos Catho, o salário médio para o cargo na Baixada Santista é de R$ 9.712,00. Na grande São Paulo, gira em torno de R$ 13.422,00.

A rápida escalada do executivo de 34 anos é um retrato do atual momento da mão de obra no maior porto do país: quem tem qualificação adequada, tem chances reais de crescer. O problema é que pouca gente está devidamente preparada como Silva, que é formado em ciências contábeis, tem MBA em gestão portuária e atualmente conclui um segundo, em finanças e controladoria.

Segundo empresários ouvidos pelo Valor, o porto de Santos vive um apagão de mão de obra. A carência é para todo tipo de profissional – do mais qualificado a técnicos de mecânica e elétrica. Essa realidade tem levado a uma disputa acirrada entre as empresas, que lançam mão de inúmeros programas de capacitação e benefícios financeiros para fidelizar talentos, numa estratégia que atrai profissionais de outros países.

Dos novos onze portêineres da Tecon Brasil, somente oito puderam operar devido à falta de profissionais

“Isso é geral em função do aquecimento da economia e dos baixos níveis de capacitação e treinamento. Agora, se em atividades clássicas como engenharia o país já tem escassez grande, imagina num setor que exige um conhecimento ainda mais específico como o portuário”, pondera o diretor de logística e supply chain no Brasil da consultoria Ernst & Young, Leonardo Lacerda.

Para diminuir o fosso entre demanda e oferta, os terminais passaram a investir não só na formação dos profissionais de que necessitam, mas também em mão de obra excedente. Assim, formam contingente para abastecer um mercado hoje restrito – e, de quebra, diminuir o assédio do vizinho. A Associação Brasileira de Terminais e Recintos Alfandegados (Abtra) está finalizando uma pesquisa salarial do mercado. O objetivo é saber quanto cada empresa está pagando pelo profissional. “Não adianta ficar leiloando o funcionário. Quem perde é o porto, é a carga”, afirma o secretário-executivo Matheus Miller.

Neste ano, os terminais de contêineres estão pelo menos duplicando os investimentos em programas de formação. O Tecondi está ampliando em 270% o aporte, ritmo que será mantido em 2012, afirma o diretor comercial Luiz Araújo. Para ele, porém, o trabalhador não busca só o melhor salário. Ter perspectivas dentro da companhia pesa na decisão do funcionário. Hoje, 86% dos cargos de direção no Tecondi são ocupados por profissionais que vieram da base. “Isso gera um valor agregado inestimável para a empresa”, diz Araújo.

A escassez em Santos é mais nítida no setor de contêineres, nicho com alto nível de automação e cuja movimentação cresce a dois dígitos sobre uma base já muito alta. Soma-se a isso a entrada em operação de duas novas empresas até 2013, criando 2,7 mil empregos diretos. “Antigamente a gente disputava mercado e capital. Hoje disputamos mercado, capital e arduamente mão de obra”, afirma o presidente da Santos Brasil, Antônio Carlos Sepúlveda.

Em 2009, o Tecon Santos – terminal da Santos Brasil – perdeu 30% de produtividade por falta de gente. Dos novos onze portêineres (pórticos sobre rodas que deslocam o contêiner entre o navio e o cais), somente oito puderam operar devido à inexistência de mão de obra para comandá-los. “Estamos assistindo a uma movimentação horizontal inclusive para outras indústrias, especialmente a química”, diz Sepúlveda. No total das atividades, o deficit de pessoal no Tecon Santos naquele ano foi de 450 pessoas. A solução foi ampliar os treinamentos internos e o aporte em capacitação nas cinco empresas que compõem o grupo.

Em 2010, a Santos Brasil investiu R$ 1,3 milhão e realizou 82 mil horas de treinamento. Neste ano, até o mês de julho os investimentos em pessoal chegaram a R$ 2,3 milhões, aumento de 77%, e foram ministradas 51% horas a mais do que no ano passado todo. Entre as ações realizadas estão: programas de idiomas, desenvolvimento de lideranças, capacitação operacional e treinamentos legais.

O volume de contratação também aumentou. Os 673 funcionários admitidos até julho já ultrapassam o contingente do mesmo período de 2010. Somente o recrutamento no Tecon Santos aumentou 82,5%, com a admissão de 376 pessoas.

A mobilidade também vem crescendo. Foram promovidos 376 funcionários em todo o grupo, aumento de 44% sobre o mesmo intervalo de 2010. No Tecon Santos, 275 pessoas ascenderam, alta de 195,6%.

O grupo Libra está duplicando o volume de investimentos previsto para treinamento em 2012. Hoje a companhia ministra cursos de operadores de máquina, motoristas e técnico de manutenção de equipamentos. Em 2012, terá início um treinamento de formação de profissionais na área de planejamento.

Mas a capacitação não anda sozinha. “Nos estruturamos muito mais fortemente do ponto de vista de remuneração, cuidando para oferecer um salário competitivo. Entramos com PPR (programa de participação nos resultados) e, no caso dos gerentes, também com remuneração variável”, afirma a diretora de RH e sustentabilidade, Claudia Falcão. As ações incluem ainda mudanças no clima organizacional. A meta é fazer com que trabalhar na Libra seja uma “escolha preferencial”, diz.

O pacote tem atraído gente de fora. Recentemente um candidato uruguaio teve o melhor desempenho na seleção para uma vaga de nível gerencial. Claudia ressalta não achar que se trate de uma tendência de importação de mão de obra. “Especificamente no nosso caso, foi uma questão pontual.”

Mas para o diretor de novos negócios da Strong Educacional Esags (instituição conveniada da FGV), Fábio Ribeiro, o caminho já está aberto. “Muitos profissionais estrangeiros que trabalham em portos de outros países vêm atuar no Brasil para complementar esse quadro”.

A Esags, por exemplo, receberá 25 executivos angolanos das áreas de portos, comércio exterior e petróleo para fazer um curso de complementação em pós-graduação em Santos. Será a primeira de cinco turmas que devem vir ao Brasil ao longo dos próximos cinco anos. É gente com potencial para disputar vagas com brasileiros, principalmente devido à proximidade cultural (mesmo idioma).

Para Ribeiro, existe contingente de mão de obra local, mas faltam talentos. “Hoje, cerca de 4 mil pessoas se formam por ano nas universidades da região em cursos superiores de porto, logística, comércio exterior e petróleo. Mas muitos jovens saem da graduação e não tomam a devida atenção da qualidade que o mercado está exigindo”, diz.

A Abtra está desenvolvendo um trabalho junto à comunidade acadêmica da região para afinar a grade curricular das faculdades às necessidades do mercado. “As pessoas hoje no mercado são treinadas pelas empresas”, adverte Matheus Miller. Uma das saídas, cita, seria direcionar o trabalho de conclusão de curso. “O setor precisa de soluções e estudos”. A iniciativa envolverá a criação de uma espécie de selo de qualidade Abtra.

FONTE: Valor Econômico/ Fernanda Pires | Para o Valor, de Santos

A partir de novembro, base brasileira na região vai substituir o diesel mineral pelo etanol hidratado como matéria-prima para a produção de energia

Por Eduardo Magossi

O Brasil será o primeiro país a ter energia elétrica gerada tendo como matéria-prima o etanol no continente antártico. A partir de novembro, a Estação Antártica Comandante Ferraz vai substituir o diesel mineral por etanol hidratado na produção de eletricidade.

A iniciativa conta com investimentos de R$ 2,5 milhões vindos de parceria entre a Petrobrás Biocombustível, Vale Soluções em Energia (VSE) e pela Marinha do Brasil.

De acordo com o diretor de etanol da Petrobrás Biocombustível, Ricardo Castello Branco, a iniciativa abre a expectativa de criação de um novo campo de uso para o etanol brasileiro na produção de energia elétrica, além de possuir um forte efeito simbólico. “Queremos desenvolver na geração de energia elétrica limpa o mesmo conhecimento e competência que temos na área de etanol combustível”, disse Castello Branco.

O executivo explica que, a partir de novembro, será realizado um teste na estação Antártica que deve durar um ano, para que a utilização de etanol sob condições climáticas extremas seja analisada.

O teste deve consumir 350 mil litros de etanol hidratado, que serão disponibilizados pela Petrobrás, assim como o transporte até a estação. “Desenvolvemos tanques especiais para levar o etanol até lá, construídos sobre trenós para que ele deslize sobre o gelo”, explica.

Segundo o executivo, a utilização de etanol para geração de eletricidade pode ser um mercado importante no médio prazo. “Veja a necessidade de energia do Japão, por exemplo. Grandes geradores que funcionem a partir de etanol poderiam suprir parte dessa demanda”, disse.

Parceira do empreendimento, a Vale Soluções em Energia (VSE) produziu o gerador, com capacidade de 250 quilowatts. Segundo o presidente da VSE, James Pessoa, esse volume de energia é suficiente para abastecer e iluminar toda a estação de pesquisa na Antártica. A VSE é uma parceria entre a Vale (que detém 53% da empresa) e o BNDESPar (dono dos outros 47%), que investe em pesquisa, desenvolvimento e produção de sistemas de geração sustentável.

Sem aditivo. Pessoa explica que a VSE desenvolveu o gerador que opera com etanol hidratado para geração de energia. “Ao contrário do motor que desenvolvemos para ônibus coletivos que estão sendo testados em São Paulo, o gerador da Antártica não precisa de um aditivo extra e funciona apenas com o etanol hidratado puro”, disse.

A VSE também construiu geradores para a Amazonas Energia, da Eletrobrás, para produzir energia elétrica na Amazônia de forma mais limpa e reduzir a utilização de diesel na região.

Em 2012, a presença brasileira na Antártica completará 30 anos, e a expectativa é de que toda a eletricidade gerada durante a cerimônia que será realizada venha do etanol. Uma das prioridades do Programa Antártico Brasileiro (Proantar) é a qualidade ambiental das operações do Brasil na Antártica.

Por meio desse programa, gerenciado pela Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (CIRM), o Brasil realiza estudos sobre os impactos do aumento da concentração de gases de efeito estufa no planeta, além de pesquisas científicas sobre os fenômenos que ocorrem no continente.

FONTE: O Estado de S. Paulo

FOTO: MB

A Base Naval de Val-de-Cães (BNVC) entregou, no dia 31 de agosto, 21 Lanchas Escolares para o Governo do Estado do Pará. Com a entrega, a BNVC atingiu a marca de 212 embarcações produzidas e entregues, cumprindo o cronograma de produção estabelecido.

Mais de mil alunos da rede estadual, moradores de 38 ilhas próximas à Belém, serão beneficiados pelo programa “Caminhos da Escola” do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). As Lanchas facilitarão o transporte das crianças até as unidades de ensino.

Em 14 de setembro, as Lanchas Escolares foram expostas em Brasília, no evento “Gestão de Compras Governamentais – A Experiência da Educação”, que ocorreu no Hotel Royal Tulip. A iniciativa é coordenada pelo Ministério da Educação com direção do FNDE em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Também estiveram em exposição ônibus escolares, equipamentos médicos, consultórios itinerantes e uniformes.

A Marinha do Brasil participou com duas lanchas escolares produzidas pela Base Naval de Aratu. Fruto de uma parceria realizada entre o FNDE e a Marinha, o projeto visa construir 600 lanchas escolares para contribuir com o acesso e permanência dos alunos na escola, em especial, às comunidades que margeiam os rios da região amazônica.

A Base Naval de Aratu já entregou, aos municípios contemplados pelo projeto, 55 lanchas escolares, de um total de 100 unidades a serem produzidas por ela.

FONTE: Marinha do Brasil

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