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A Marinha do Brasil e a Marinha Peruana estão realizando, no período de 22 de maio a 3 de junho, a 2ª edição da operação naval binacional, denominada BRAPER. A Fragata “Niterói”, o Navio-Tanque “Marajó” e Navio Escola da Marinha Peruana “Villavisencio”, participantes da Operação,  atracam em Natal nesta quarta-feira (22), às 15 horas, e estarão abertos à visitação pública nos dias 25 e 26 de maio e 1º e 2 de junho, entre 13h e 16h, no porto de Natal. Estão envolvidos na Operação cerca de 600 militares, sendo 360 brasileiros e 240 peruanos.

Entre os objetivos do exercício estão: adestrar os participantes no planejamento e execução de operações navais combinadas destinadas a conduzir e integrar operações de ataque, de esclarecimento, de apoio logístico móvel, além de ações de defesa aeroespacial dentro de um cenário de treinamento real; estabelecer meios de comunicações em proveito do apoio às operações; incrementar a interoperabilidade por meio de procedimentos táticos comuns; e implementar procedimentos de controle positivo dos exercícios, que facilitem o conhecimento da situação em tempo real, permitindo uma realimentação dinâmica dos aspectos positivos e a obtenção de lições aprendidas relevantes.

A Operação, que ocorre ao longo da costa nordestina brasileira, contará com a participação dos seguintes navios: Fragata “Niterói” (F40) e Navio-Tanque “Marajó” (G27), ambos da Marinha do Brasil e o B.A.P. “Villavisencio” (FM-52), da Marinha de Guerra do Peru. Haverá ainda a participação do Submarino “Tikuna” e de três aeronaves: um “Esquilo” (UH-12), helicóptero orgânico à Fragata “Niterói”, além de dois caças “Skyhawk” da Marinha do Brasil, operando a partir de terra, baseados em Natal.
Entre os exercícios que serão realizados na Operação BRAPER 2013 destacam-se: operações aéreas, incluindo pouso a bordo de navio estrangeiro, manobras táticas, reabastecimento de óleo no mar, guerra antiaérea, guerra de superfície, exercícios de tiro diurno e noturno, entre outros.

O Comandante do 1º Esquadrão de Escolta, Capitão-de-Mar-e-Guerra Marco Lucio Malschitzky, exercerá a função de Comandante da Força-Tarefa 51 (CFT), embarcado na Fragata “Niterói”, cujo Comandante é o Capitão-de-Fragata Daniel Américo Rosa Menezes. O Navio-Tanque “Marajó”, que proverá o apoio logístico móvel, o Submarino “Tikuna” e o B.A.P. “Villavisencio”, da MGP, são respectivamente comandados pelos Capitão-de-Fragata José Eduardo Vieira Carneiro, Capitão-de-Fragata Alexandre Madureira de Souza e Capitão-de-Mar-e-Guerra Juan Carlos Romaní Seminario, que também será o Comandante do Grupo-Tarefa Peruano.

A Fragata peruana “Villavisencio” zarpou de Callao, no Peru, em 22 de abril, realizando escalas em Guaiaquil no Equador, passando pelo Canal do Panamá, La Guaira na Venezuela e Fortaleza no Brasil, antes de chegar a Natal em 22 de maio. Em seu regresso, passará por Belém, Cartagena na Colômbia, regressando ao seu país em 28 de junho. Aquele navio, além de realizar a BRAPER 2013 estará realizando a Viagem de Instrução ao Estrangeiro (VIEX 2013), contando com cerca de 80 cadetes do 5º e último ano da “Escuela Naval del Perú”, sendo um panamenho, além de 2 cadetes do Exército e 3 da Força Aérea daquele país.

Ao término da Operação, a Fragata “Niterói” permanecerá na área de jurisdição do Comando do 3º Distrito Naval com a finalidade de apoiar, na área de Recife, durante a Copa das Confederações. O Navio-Tanque “Marajó” iniciará seu retorno ao Rio de Janeiro, perfazendo cerca de 1 mês de afastamento do porto sede localizado na cidade do Rio de Janeiro.

DIVULGAÇÃO: Com3ºDN, via Comunicação Social.

NOTA DO EDITOR: Os jatos AF-1 já se encontram em Natal-RN, mas devido à nebulosidade e aos intensos protestos que estão ocorrendo na cidade, a mobilidade para o entorno da BANT está reduzida, por isso não conseguimos fazer imagens dos aviões.

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Da France Presse

vinheta-clipping-navalCoreia do Sul e Estados Unidos concluíram nesta terça-feira (30) as manobras conjuntas, o que dá esperança para uma redução da tensão na península coreana, marcada pelas ambições nucleares e militares da Coreia do Norte.

As manobras batizadas de “Foal Eagle” mobilizaram durante meses as Forças Armadas sul-coreanas e um terço dos 28.500 soldados americanos presentes na Coreia do Sul.

“As manobras estão concluídas, mas as tropas sul-coreanas e americanas permanecerão atentas a qualquer provocação potencial da Coreia do Norte, incluindo um disparo de míssil”, declarou o porta-voz do ministério sul-coreano da Defesa, Kim Min-Seok.

Como todos os anos, Pyongyang condenou os exercícios, que compara à invasão de seu território pelo Sul com a ajuda de Washington, que fez muita publicidade do voo em céu sul-coreano de seus caças com capacidade nuclear.

Segundo o ex-ministro sul-coreano da Unificação Lee Jae-Joung, “este ano as manobras foram muito mais agressivas, o que fez com que a Coreia do Norte fosse mais agressiva”.

Estas manobras “são a causa principal’ das tensões que “deixam a península coreana à beira da guerra nuclear”, afirmou o jornal oficial do Partido Comunista norte-coreano, Rodong Sinmun, em um editorial publicado na segunda-feira.

A tensão na Península Coreana aumentou depois da aprovação na ONU de uma nova série de sanções em resposta ao terceiro teste nuclear executado pelo Norte em fevereiro.

Pyongyang faz desde então ameaças de ataques com mísseis, assim como de uma guerra nuclear, e deslocou para sua costa veículos lançadores de mísseis de alcance variável.

“Com o fim das manobras, há menos possibilidades de um confronto acidental”, afirma Paik Hak-Soon, especialista em Coreia do Norte do centro de estudos Sejong Institute de Seul.

O próximo motivo de irritação de Pyongyang pode ser o encontro, previsto para 7 de maio em Washington, entre o presidente Barack Obama e sua colega sul-coreana Park Geun-Hye, que tomou posse em fevereiro.

FONTE: G1 via Resenha do Exército

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No porto de Varna, na Bulgária, iniciaram-se no último sábado (06) as manobras navais internacionais Blackseafor 2013, envolvendo as Marinhas de todos os países situados à beira do Mar Negro.

O Grupo Naval do Mar Negro de Interação Operativa (Blackseafor), é composto pela Bulgária, Geórgia, Romênia, Rússia, Ucrânia e Turquia. A coalizão se tornou um bom instrumento de colaboração internacional na região, que ainda enfrenta problemas de segurança marítima.

De acordo com o capitão-de-mar-e-guerra da Marinha russa, Viacheslav Trukhachev, chefe do Departamento de Informações da esquadra do mar Negro, “o Blackseafor é um sistema de segurança regional criado para consolidar a confiança mútua entre os Estados litorâneos do mar Negro. É raro países, situados à beira do mesmo mar chegarem a um consenso no que se refere à cooperação, e efetivamente colaborarem entre si”. Trukhachev ainda explica que “o objetivo básico das forças de Blackseafor é exercer controle sobre a situação no ar e na superfície, e revistar navios suspeitos. Entre outras finalidades, pode-se mencionar também a prevenção do contrabando e do tráfico de drogas e operações de socorro de todos os tipos.”

Na opinião de do mar-e-guerra, esses exercícios são um fenômeno único em seu gênero, e vão além da função de organizar ações conjuntas entre frotas de diversos países. “Durante essas manobras, são ensaiados episódios que não constam nos ciclos de preparação de combate dessas esquadras em separado. Por exemplo, no quadro de Blackseafor, as tropas praticam a tomada à força de navios de contrabando, para que se faça a revista”

Mais recentemente, os Estados Unidos vêm procurando se inserir nas atividades do grupo, com aceitação de países como Geórgia, Bulgária, Romênia e Turquia. Segundo o perito Viktor Baranets, “os EUA procuram agora trazer para o mar Negro as forças auto-deslocáveis do sistema de defesa antimíssil. Após terem criado um sistema de defesa antimíssil na Europa, os americanos pretendem aderir ao grupo Blackseafor e instalá-las também no mar Negro”.

Por outro lado, Baranets aponta os efeitos positivos das atividades navais conjuntas nas relações entre as nações já participantes. “Aparentemente, são atividades banais – navegamos em conjunto, fazemos visitas de amizade, aprendemos a falar a mesma língua. Mas assim, sentimos a presença do vizinho, e compreendemos que os membros do grupo ajudarão um ao outro no futuro”.

As manobras do Blackseafor vão até o dia 23 de abril. Os navios de guerra ipassarão seis dias em alto mar, e 13 dias nos portos. De acordo com o cronograma da operação, a frota multinacional deve fazer escala em Varna, na Bulgária, Constanza, na Romênia e Sevastopol, na Ucrânia.

FONTE: Voz da Rússia e RIA Novosti (edição e adaptação do Poder Naval a partir de original em português e inglês)

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CLÁUDIA TREVISAN, ENVIADA ESPECIAL / PYONGYANG – O Estado de S.Paulo

vinheta-clipping-navalUma eventual guerra na Península Coreana vai começar por um ataque dos Estados Unidos ou um “erro de cálculo”, disse ontem Kim Yong Chol, general da Coreia do Norte, em briefing à comunidade diplomática no país, sem especificar qual dos lados poderia cometer equívocos.

Em uma crítica velada à Coreia do Norte, o presidente chinês, Xi Jinping, disse ontem que nenhum país tem o direito de jogar a região ou o mundo todo no caos em razão de objetivos egoístas (mais informações nesta página).

O general norte-coreano acusou os americanos de provocarem um nova escalada na crise, com o envio à região de dois contratorpedeiros e do porta-aviões Nimitz, que está em direção ao Pacífico para atividades de treinamento planejadas anteriormente. “Se uma bala atingir as águas ou o território de nosso país, nós vamos reagir”, disse o general. Segundo Pyongyang, a estabilidade na região só será obtida com a suspensão das sanções do Conselho de Segurança da ONU e a retirada dos 28 mil soldados americanos estacionados na Coreia do Sul – condições que dificilmente serão atendidas.

O regime atribuiu a serviços de inteligência norte-coreanos a informação sobre o deslocamento das embarcações americanas, mas o envio dos destróieres foi confirmado na semana passada pela Marinha dos EUA.

O navio-aeródromo Nimitz está realmente a caminho do Pacífico, como parte de uma missão de treinamento que aparentemente não tem relação com a situação na Península Coreana.

Reportagem publicada na quinta-feira pelo Wall Street Journal afirmou que Washington não pretendia revelar o deslocamento dos contratorpedeiros, com o temor de que a informação agravasse ainda mais a tensão e provocasse reações indesejadas de Pyongyang.

Durante encontro com a comunidade diplomática, o general norte-coreano Kim Yong Chol reiterou que o país não tomará a iniciativa de realizar ataques e atribuiu o aprofundamento da crise às “hostilidades” americanas.

No Coreia do Sul, o diretor de Segurança Nacional, Kim Jang-soon, afirmou que existe a possibilidade de Pyongyang lançar um míssil antes do fim desta semana. De acordo com Seul, o Norte colocou dois mísseis de “considerável alcance” em bases móveis na costa leste do país.

Na quinta-feira, o ministro da Defesa sul-coreano, Kim Kwan-jin, avaliou ser pouco provável que a Coreia do Norte direcione eventuais disparos a outros países e previu que o regime de Kim Jong-un usará as armas para testes ou exercícios militares.

Evento. No dia 15, os norte-coreanos vão celebrar o aniversário de nascimento de Kim Il-sung, o avô do atual ditador do país venerado como um semideus. A data é a mais importante da Coreia do Norte e costuma ser marcada com eventos grandiosos.

No ano passado, o então recém-empossado Kim Jong-un realizou em 13 de abril o fracassado lançamento de um foguete de longo alcance, que caiu no mar um minuto após decolar. Para os americanos e aliados, o disparo foi um teste de míssil balístico intercontinental, proibido pelas resoluções do Conselho de Segurança da ONU.

Representações diplomáticas e de organismos internacionais decidiram permanecer em Pyongyang, apesar da oferta do governo de transferi-las a outras regiões do país, já que a capital seria o primeiro alvo na hipótese de um conflito.

O governo alemão protestou ontem contra o prazo (quarta-feira) dado por autoridades norte-coreanas para que os diplomatas informem se pretendem sair do país. Em nota, o ministro das Relações Exteriores, Guido Westerwelle, classificou de “inaceitável” a exigência.

Segundo ele, a Convenção de Viena obriga os países a proteger as representações diplomáticas estrangeiras em caso de conflito.

FONTE: O Estado de S. Paulo

Cleared for public release by Lt.Cmdr. Terry Dudley, USS Kitty Hawk Public Affairs Officer

vinheta-clipping-navalAs tensões na Península Coreana sugerem que qualquer provocação ou exagero pode levar a um conflito de proporções inimagináveis. No fim da tarde de ontem, a Marinha dos Estados Unidos anunciou o envio do contratorpedeiro USS Fitzgerald — equipado com o sistema de mísseis Aegis — e uma estação de radar em banda X (SBX, pela sigla em inglês) para a costa da Coreia do Norte. A decisão se segue à mobilização de bombardeiros B-2 Spirit e de caças F-22 Raptor e à realização de testes militares conjuntos com a Coreia do Sul. O USS Fitzgerald participava dos exercícios e foi transferido para o sudoeste da Península Coreana, em vez de retornar à base de origem, no Japão. “O deslocamento (do navio) é uma iniciativa prudente, para oferecer mais opções de defesa antimísseis, se forem necessárias”, confidenciou uma autoridade norte-americana à agência France-Presse, sob condição de anonimato.

Ao mesmo tempo que as manobras militares aconteciam, a Casa Branca colocava em xeque a ameaça representada pelo ditador Kim Jong-un, que declarou guerra ao vizinho e prometeu “dissolver” o território norte-americano. “Apesar da dura retórica que estamos ouvindo de Pyongyang, não estamos vendo mudanças na posição militar norte-coreana, como mobilizações em larga escala e posicionamento de forças”, afirmou o porta-voz da Presidência dos Estados Unidos, Jay Carney. “Não vimos ação que apoie a retórica. (…) Deixo para os analistas avaliarem o significado desta desconexão entre a retórica e as ações”, acrescentou.

A presidente sul-coreana, Park Geun-hye, não parece disposta a esperar por sinais concretos. Ela aumentou ontem o tom beligerante e mandou um recado claro e direto aos vizinhos comunistas. “A razão da existência do Exército é proteger o país e o povo de ameaças. Se houver qualquer provocação contra a Coreia do Sul e contra seu povo, haverá uma resposta poderosa e imediata, sem quaisquer considerações políticas”, declarou. “Como comandante em chefe das forças armadas, eu confio no julgamento dos militares sobre provocações abruptas e de surpresa, por parte da Coreia do Norte. (…) Por favor, cumpram com sua missão de zelar pela segurança do povo, sem se distrair um minuto”, emendou a presidente, citada pela agência de notícias Yonhap.

“É preciso ter em mente que tanto Park quanto o norte-coreano, Kim Jong-un, são líderes novos e tentam estabelecer sua credibilidade, por meio da liderança militar. Na prática, a presidente da Coreia do Sul terá a palavra final sobre uma eventual retaliação”, afirmou ao Correio Steven Weber, professor de ciência política e de relações internacionais da Universidade da Califórnia-Berkeley. Ele alerta para o risco de os envios do radar e do destróier à costa norte-coreana serem interpretados como um convite à guerra. “As manobras defensivas de um país geralmente parecem ofensivas para o outro lado”, observa.

Diretor do Centro para Estudos Coreanos da Universidade de Columbia, em Nova York, o historiador Charles K. Armstrong adverte que uma resposta poderosa de Seul a uma provocação de Pyongyang, ou até mesmo um ataque preventivo, poderia escalar a tensão até uma guerra aberta. “Seria uma catástrofe para ambas as Coreias”, sustenta, em entrevista por e-mail. Ele também aposta que o regime de Kim Jong-un vai considerar a presença do radar naval norte-americano e do destróier como uma “ação provocativa” e mais um sinal da “política hostil” americana para com a Coreia do Norte. Um cenário que, segundo Armstrong, obrigará Pyongyang a intensificar ainda mais suas ameaças, levando os Estados Unidos a anunciarem novas ações militares. Um círculo vicioso perigoso e imprevisível.

Armas nucleares

Em sua edição de ontem, o jornal The Washington Post afirmou que autoridades norte-americanas e especialistas independentes concluíram que a Coreia do Norte deu passos incomuns para ocultar detalhes da arma nuclear testada em fevereiro. Duas análises da detonação de 12 de fevereiro confirmam que os efeitos da explosão foram excepcionalmente contidos, com poucos traços radioativos liberados na atmosfera. Um provável indicativo de mudança do projeto da bomba atômica, com o uso de urânio altamente enriquecido em seu núcleo.

Ponto de vista

Jogo perigoso e barganha

“Os norte-coreanos têm um histórico de provocar a Coreia do Sul, inclusive com ataques mortíferos contra alvos menores. A melhor forma de pensarmos sobre o panorama na Península Coreana é visualizarmos uma competição de tomada de riscos. Pyongyang tenta levantar o perigo de uma guerra, a fim de aumentar o seu poder de barganha. Trata-se de um jogo perigoso, que funcionou no passado. Os EUA farão tudo o que puderem para melhorar sua capacidade de defesa na região, enquanto tentam se abster de realizar manobras que possam ser consideradas agressivas e provocadoras, por parte da Coreia do Norte.”

Steven Weber – Professor de ciência política e relações internacionais da Universidade da Califórnia-Berkeley

Uma situação muito perigosa

“Eu não acho que a Coreia da Norte deliberadamente tentará provocar o Sul. No entanto, ela pode responder ao que vê como provocação — exercícios militares sul-coreanos no mar, por exemplo — com algum ataque em pequena escala. Isso é o que a Coreia do Norte fez em novembro de 2010, quando bombardeou uma ilha sul-coreana. Infelizmente, o que cada lado vê como dissuasão é visto pelo outro lado como provocação. Permanecemos em uma situação muito tensa e perigosa. A Coreia do Sul adotou, desde ontem, um novo nível de retórica. Em parte, é uma tentativa da presidente Park Geun-hye de mostrar que ela é uma líder forte e que se levantará contra as ameaças norte-coreanas.”

Charles K. Armstrong – Professor de história e diretor do Centro para Estudos Coreanos da Columbia University (em Nova York)

Um “espião” em alto-mar

A estação de radar em banda X pode rastrear e avaliar mísseis balísticos e está conectado a 10 sistemas interceptadores sediados em Fort Greely (Alasca) e na Base da Força Aérea Vandenberg (Califórnia). Com 73m de largura por 118m de comprimento (o tamanho de dois campos de futebol), e 85m de altura, o SBX detecta os mísseis balísticos no espaço, durante os 20 minutos nos quais esses artefatos permanecem fora da atmosfera da Terra. O radar transmite informações para uma central de operações, que calcula uma missão de interceptação e lança um novo míssil. O SBX consegue diferenciar as ogivas das chamadas iscas — ogivas falsas para confundir os sistemas de detecção. O custo estimado do projeto é de US$ 900 milhões.

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FONTE: Correio Braziliense via Resenha do Exército (adaptação do Poder Naval. Título original “Manobras de Guerra“)

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Na última quinta-feira (28), o presidente russo, Vladmir Putin, deu ordem para a realização de exercícios surpresa em todo o litoral sul do país, mobilizando cerca de 7 mil militares, 30 navios, 250 blindados, 20 peças de artilharia e 20 aeronaves. O foco das manobras foi avaliar a prontidão para o combate no Distrito Militar do Sul.Os navios da Frota do Mar Negro realizaram exercícios de tiro no último sábado (30).

Putin, eleito para seu terceiro mandato no ano passado, tem feito da recuperação do poder militar da Rússia uma de suas prioridades. O governo destacou 20 trilhões de rublos (perto de US$ 645 bilhões) até 2020 para um programa de modernização militar prevendo a aquisição de centenas de aviões e helicópteros e centenas de navios militares entre outros armamentos.

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FONTE: RIA Novosti e Agência Estado (tradução e adaptação do Poder Naval a partir de original em inglês)

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De acordo com informações do jornal South China Morning Post, a Marinha do Exército de Libertação Popular da China participará  pela primeira vez do Rim of The Pacific (RIMPAC) – o maior exercício naval multinacional na atualidade. Porém, a atuação chinesa deve se restringir a atividades não ligadas ao combate, como treinos de alívio em caso de desastres. As manobras do RIMPAC do ano passado, no Havaí, envolveram Marinhas de 22 países e mais de 40 navios de superfície e submarinos.

A confirmação da presença da China nos exercícios conjuntos, que acontecerão em 2014, vem em um momento de tensão entre o país, os Estados Unidos e o Japão devido às disputas em torno das ilhas Senkaku/Dayou, além do desconforto de Washington diante do potencial crescente de Pequim em termos de armamentos e guerra cibernética. Nem todos os países que participam do RIMPAC são aliados dos EUA. No ano passado estiveram presentes a Rússia e a Índia. E segundo o Pentágono, Pequim se limitou a enviar observadores ao exercício em 1998.

O vice-secretário de defesa americano, Ashton Carter confirmou que a China participará do RIMPAC de 2014 durante discurso feito na última quarta-feira (20) em Jacarta. Carter declarou que estava “satisfeito por eles terem aceito” o convite estadunidense, feito ano passado pelo então secretário de defesa, Leon Panetta. Na época, Panetta afirmou ter convidado Pequim a enviar um navio para as manobras, e as autoridades chinesas responderam que iriam “considerar positivamente” a proposta. No portal do Departamento de Defesa norte-americano, consta a declaração de Carter: “nós buscamos fortalecer e aumentar nossas relações militares com a China, acompanhando o crescimento das nossas relações políticas e econômicas”.

Porém, a legislação americana proíbe o Pentágono de firmar contratos militares com o Exército de Libertação Popular, caso esses acordos “venham a criar riscos à segurança nacional por conta de exposição inapropriada” a atividades como operações conjuntas de combate. Mas há exceção para operações e manobras de busca e salvamento ou ajuda humanitária, e a China já participou de exercícios de combate à pirataria com os EUA no ano passado.

A tenente-coronel e porta-voz do Pentágono, Catherine Wilkinson, reforçou que a Marinha americana está tomando as devidas precauções para não revelar informações sigilosas durante as manobras. “A US Navy possui salvaguardas operacionais para proteger dados sobre tecnologia, estratégias, técnicas e procedimentos empregados pelos Estados Unidos”, declarou Wilkinson. A porta-voz preferiu não comentar acerca de qual será exatamente a participação chinesa no RIMPAC. “As inteações militares entre a China e os EUA podem incluir uma série de atividades em áreas de interesse mútuo, como segurança marítima, medicina militar, assistência humanitária e alívio em sutuação de desastre”.

O capitão-de-mar-e-guerra e porta-voz da Marinha dos Estados Unidos, Charles Brown, declarou que a primeira conferência para o planejamento do RIMPAC acontecerá em maio deste ano.

FONTE: South China Morning Post via Naval Open Source Intelligence (tradução e adaptação do Poder Naval a partir de original em inglês)

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vinheta-clipping-navalSob o Comando do Comandante do Grupamento de Patrulha Naval do Sudeste, três Navios de Distritos Navais distintos suspenderam para a Operação “PAMPAREX/2013”, no período de 12 de março a 8 de abril.

A operação, que envolve cerca de 180 militares, teve início com o deslocamento do Navio-Patrulha “Gravataí” de Salvador para o Rio de Janeiro, onde se juntou ao Navio-Patrulha Oceânico “Amazonas”, prosseguindo até Rio Grande (RS), onde a Corveta “Imperial-Marinheiro” foi incorporada, formando o Grupo-Tarefa 113.1.

A operação contempla a realização de uma série de exercícios no mar, como manobras táticas entre navios em formatura, aproximação de navios para transferência de carga entre os navios, operações aéreas, combate a incêndios e alagamentos, dentre outros. Além disso, a “PAMPAREX/2013” serve como importante ferramenta de estreitamento de laços entre a Marinha do Brasil e as Armadas da República Argentina (ARA) e da República Oriental do Uruguai (AROU), por ocasião da visitação aos portos de Mar Del Plata, Argentina, e Montevidéu, Uruguai.

FONTE: Nomar

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Quatro embarcações da MB estão previstas para atracar na tarde de, 22/03, entre o cais da Mortona e o Armazém 30:

  • S ‘Timbira‘ (s 32)
  • F ‘Liberal‘ (F 43)
  • F ‘Bosísio‘ (F 48)
  • NT ‘Marajó’ (G 27)

Os navios em viagem de adestramento, devem suspender na segunda feira, dia 25/03

Mais informações/horários em:

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FOTOS: Marcelo ‘MO’ Lopes e NGB

 


vinheta-clipping-navalA Coreia do Norte disse que pode atacar bases militares dos Estados Unidos no Japão e na ilha de Guam, no Pacífico, se for provocada, um dia depois de o líder norte-coreano, Kim Jong-un, supervisionar a simulação de um ataque com uma aeronave não-tripulada à Coreia do Sul.

O Norte também realizou exercícios de ataques aéreos, na quinta-feira, depois de acusar os Estados Unidos de prepararem um ataque militar usando aviões de bombardeio que sobrevoaram a península coreana, como parte de exercícios militares da Coreia do Sul junto com forças norte-americanas.

A Coreia do Norte intensificou sua retórica em resposta ao que chama de exercícios militares “hostis” da Coreia do Sul com os Estados Unidos. O país também ficou irritado com a imposição de novas sanções da ONU, que veio após o teste nuclear realizado no dia 12 de fevereiro.

“Os Estados Unidos são aconselhados a não esquecerem que nossas ferramentas de precisão de alvo tem dentro de sua faixa de alcance a base Anderson da Força Aérea, em Guam, de onde o B-52 decola, bem como o continente japonês, onde submarinos nucleares estão alocados e bases da Marinha em Okinawa”, informou o porta-voz do Supremo Comando Militar do Norte, segundo a agência de notícias KCNA.

Bases no Japão e no Pacífico norte-americano estão na faixa de abrangência dos mísseis de médio alcance da Coreia do Norte.

A Coreia do Norte disse que revogou o armistício que encerrou a Guerra da Coreia de 1950 a 1953 e ameaçou um ataque nuclear contra os Estados Unidos.

Separadamente, a Coreia do Sul disse que um ataque de hackers aos servidores de emissoras locais de TV e bancos, na quarta-feira, teve origem a partir de um endereço de IP da China, levantando suspeitas de que a intrusão veio da Coreia do Norte.

FONTE: O Estado de S. Paulo

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A 14ª Frota de Escolta da Marinha do Exército de Libertação Popular da China está realizando treinamentos de combate em condições adversas. As manobras acontecem no Oceano Índico, com a finalidade de testar a capacidade de resposta das tropas em situações de emergência.


FONTE: Navy Recognition

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Uma frota da Marinha do Exército de Libertação Popular (ELP) da China concluiu o primeiro exercício de treinamento deste ano no oeste do Oceano Pacífico. Os navios regressaram nesta sexta-feira à cidade portuária de Qingdao após 18 dias no Mar do Sul da China.

O contingente é composto pelo contratorpedeiro antimísseis Quingdao, e duas fragatas equipadas com mísseis, Yantai e Yancheng, que transportavam três helicópteros. As embarcações fizeram um percurso de quase seis mil milhas. Mais de 700 oficiais e soldados da Marinha participaram na expedição.

Durante a patrula, foram realizados exercícios. Os treinamentos, conduzidos na região das ilhas Nansha, incluíram manobras de combate a ataques de piratas e para rechaçar navios simulando violações à integridade marítima chinesa.

A expedição e as manobras na região são um resultado direto das disputas entre China e Japão em torno das ilhas Dayou/Senkaku e de incidentes recentes na região do arquipélago, em que um navio da Marinha chinesa teria apontado armas contra uma embarcação das Forças de Autodefesa japonesas.

FONTE: China Rádio Internacional e Naval Today (tradução e adaptação do Poder Naval a partir de original em inglês)

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A Coreia do Sul e os Estados Unidos lançaram um exercício naval conjunto nesta segunda feira. Um porta-voz do ministério da Defesa da Coreia do Sul confirmou que a operação de três dias estava ocorrendo no Mar do Leste (conhecido também como Mar do Japão) próximo ao porto sul-coreano de Pohang.O exercício acontece em meio à escalada das tensões na península coreana desencadeada pelo teste nuclear que a Coreia do Norte pretende realizar.

Participam das manobras o submarino nuclear USS ‘San Francisco‘ e o cruzador USS ‘Shiloh‘ (CG-67), armado com o sistema de mísseis Aegis. O contingente sul-coreano é de dez navios, incluindo um contra-torpedeiro também equipado com mísseis Aegis, uma corveta e submarinos a diesel Tipo-214. Também foram mobilizados aviões e helicópteros para vigilância.

Embora oficiais sul-coreanos tenham ressaltado que a operação foi agendada antes das ameaças do Norte, a presença do submarino norte-americano tem sido considerada como um aviso para Pyongyang. A Coreia do Norte afirmou que o exercício tem natureza “belicosa”.

As informações são da Dow Jones.

FONTE: O Estado de S. Paulo e Naval Open Source Intelligence (adaptação e edição do Poder Naval)

Frota do Norte navega para o golfo de Aden

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O  navio anti-submarino Severomorsk, um rebocador de salvamento e um petroleiro da Frota do Norte da Rússia navegam hoje para o Golfo de Aden a fim de garantir a segurança da navegação civil.

A unidade participou da fase ativa dos exercícios da força conjunta dos navios da Marinha russa no Mediterrâneo. Hoje, os barcos partiram para o Canal de Suez.

Antes de entrar no Canal, a tripulação do Severomorsk treinou a escolta de comboio e a liberação “de navio mercante sequestrado por piratas”.

FONTE: Voz da Rússia (adaptação do Poder Naval)

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Fuzileiros Navais americanos conduziram exercícios de tiro com membros das Forças de Autodefesa do Japão no último dia 24, no campo de treinamento dos U.S. Marines em Pendleton, na California. As manobras fazem parte do exercício Iron Fist 2013. Os treinamentos devem durar pelas próximas três semanas, e têm como objetivo reforçar a interoperabilidade e as relações entre as forças de ambos os países, bem como aprimorar habilidades essenciais.

 

 

 

 

FONTE: Militaryphotos.net (tradução e adaptação do Poder Naval a partir de original em inglês)

 

 

O contratorpedeiro da classe Arleigh Burke USS ‘William P. Lawrence’ (DDG 110) participou do exercício de guerra anti-submarino USWEX juntamente com o Nimitz Strike Surface Action Group (SAG). A finalidade das manobras é experimentar as capacidades de combate contra submarinos em cenários reais. A tripulação do ‘Lawrence’ pôde treinar identificação e rastreamento de alvos usando técnicas ativas e passivas de detecção.

O contratorpedeiro está em sua primeira missão como parte do SAG, do qual também fazem parte o USS ‘Stockdale’ (DDG 106), USS ‘Higgins’ (DDG76) e USS ‘Shoup’ (DDG 86). O grupo de ataque será enviado para a região oeste do Pacífico, onde participará de operações de segurança marítima e manutenção da estabilidade regional.

FONTE: Naval Today (tradução e adaptação do Poder Naval a partir de original em inglês)

 

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Foram divulgadas hoje imagens da primeira operação de reabastecimento no mar da fragata ‘Aquitaine‘, primeira da nova classe FREMM da Marinha francesa. O reabastecimento fez parte dos testes de qualificação do navio, e aconteceu durante exercícios realizados com outras duas fragatas anti-submarino: ‘Georges Leygues‘ e ‘Latouche Tréville‘. A ‘Aquitaine‘ está a caminho da base naval de Toulon para ser formalmente integrada à Marine Nationale.

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FONTE: Navy Recognition (tradução e adaptação do Poder Naval)

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Forças navais russas realizarão exercícos anti-terrorismo no Mar Negro durante os próximos dias. As informações da assessoria de imprensa do Ministério da Defesa da Rússia foram divulgadas ontem.

O contingente é comporto de navios das Frotas do Mar Negro, Báltico e do Norte, e as manobras envolvem interoperabilidade com aeronaves de longo alcance da Força Aérea, e unidades de defesa anti-aére nas regiões do Mediterrâneo e do Mar Negro. “No momento, os navios de guerra estãoem áreas estratégicas. Nos próximos dois dias, serão feitos exercícios de combate a invasões e operações contra ameaças terroristas”, comunicou um porta-voz do MD russo. Entre as embarcações participantes estão o contratorpedeiro Severomorsk (classe Udaloy) e os navios de escolta Smetlivy e Yaroslav Mudry.

Ainda segundo a fonte, os navios anfíbios Kaliningrad e Alexander Shabalin também participam das operações, junto com uma unidade de infantaria naval, e deverão praticar desembarque e operações anfíbias no litoral do Mar Negro.

“O objetivo dessas manobras é exercitar a formação de forças combinadas fora da Federação Russa, planejar seu uso e realizar operações conjuntas”, declarou outra fonte do MD à agência de notícias Interfax-AVN.

O comando das manobras está baseado no cruzador Moskva, que se encontra no Mediterrâneo. Segundo o porta-voz do ministério, o navio conta com sistemas de controle e comunicações que devem garantir a coordenação dos exercícios em tempo real.

FONTE: RIA Novosti e Naval Today (tradução e adaptação do Poder Naval)

 
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