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Durante a manhã do dia 4 de maio, foi realizado o lançamento do míssil Aspide. A fragata norte-americana USS “Tach”, que também participa da operação, foi responsável pelo lançamento do alvo remotamente controlado, chamado drone.

Os navios do Grupo-Tarefa utilizaram os seus sistemas de armas e efetuaram disparos de canhão em direção ao alvo. A fragata Independência (F44) lançou o míssil superfície-ar Aspide.

“O lançamento do míssil Aspide se reveste de grande importância, pois além de atuar na qualificação e treinamento da tripulação, também testa a capacidade dos equipamentos utilizados pela Marinha do Brasil”, afirmou o Capitão-de-Corveta Fajard, Chefe do Departamento de Armamento da F44.

Este lançamento também foi importante para aferição de parâmetros de voo e rastreamento do míssil, ao longo de sua trajetória até o alvo.

Por meio de equipamentos de telemetria, instalados a bordo da Fragata Independência, a equipe de técnicos da Mectron, apoiada pelos militares do Cento de Apoio a Sistemas Operativos (CASOP), pôde avaliar o desempenho do míssil.

FONTE e FOTOS: Marinha do Brasil

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O Submarino Tupi (S 30), foi o terceiro navio e o segundo submarino a ostentar esse nome na Marinha do Brasil, em homenagem ao guerreiro e a nação Tupi.

Foi ordenado em fevereiro de 1984, junto ao estaleiro Howaldtswerke Deutsche Werft (HDW), em Kiel, na Alemanha.

Teve sua quilha batida (casco 197) em 8 de março de 1985, foi batizado e lançado em 28 de abril de 1987, tendo como madrinha a Sra. Heloísa Fonseca, esposa do ex-Ministro da Marinha Almirante-de-Esquadra Maximiano Eduardo da Silva Fonseca.

Foi entregue pela HDW em 20 de dezembro de 1988, ficando a partir dai como “navio isolado”, assumindo a função de Encarregado das Provas, Testes e Adestramento do Submarino, o Capitão-de-Fragata Paulo Sérgio Silveira da Costa.

Depois de realizar provas de mar e treinamento da tripulação no Báltico, foi submetido a Mostra de Armamento e incorporado a Armada em Kiel, Alemanha, em 6 de maio de 1989, segundo a Portaria n.º 1055 de 20 de dezembro de 1988, neste mesmo dia, passou a subordinação do Comando de Operações Navais.

A cerimônia de incorporação contou com a presença de autoridades civis e militares, brasileiras e alemãs, dentre elas o Ministro da Marinha, Almirante-de-Esquadra Henrique Sabóia, o ex-Ministro da Marinha, Almirante-de-Esquadra Maximiano da Fonseca e sua esposa, que foi madrinha do navio, o Chefe de Gabinete do MM, VA Jelcias Baptista da Silva Castro, que presidiu o ato de incorporação representando o Chefe do Estado-Maior da Armada, e o Coordenador do PRM, CA (EN) Armando de Senna Bittencourt.

Naquela ocasião, assumiu o comando o Capitão-de-Fragata Paulo Sérgio Silveira da Costa.

Seu atual Comandante é o Capitão-de-Fragata Gilberto Carlos Salles dos Santos.

FOTO: Edson Lucas, via NGB

NOTA do EDITOR: Conheça mais sobre a história do Tupi, acessando o NGB no site Navios Brasileiros

A Fragata Rademaker (F49), ex-HMS Battleaxe (F89), é o primeiro navio a ostentar esse nome na Marinha do Brasil, em homenagem ao Almirante Augusto Hamann Rademaker Grünewald.

Foi construída pelo estaleiro Yarrow Shipbuilders Ltd., em Scotstoun, Glasgow, na Escócia. Incorporada na Royal Navy em 28 de março de 1980.

O contrato de compra da Rademaker, de suas três irmãs e três Varredores da classe River, no valor de aproximadamente US$ 170 milhões (£ 100 milhões), foi assinado entre o Governo Brasileiro e o Ministério da Defesa Britânico em 18 de novembro de 1994, com as transferências ocorrendo a medida que foram dando baixa da Royal Navy.

A F49 foi incorporada a Marinha do Brasil em 30 de abril de 1997, na Inglaterra, em cerimônia presidida pelo Chefe do Estado-Maior da Armada e contou com a presença do Embaixador do Brasil no Reino Unido.

Seu atual Comandante é o CF Marcelo Ribeiro de Sousa.

NOTA do EDITOR: Conheça mais sobre a história da Rademaker acessando o NGB no site Navios Brasileiros.

FOTO: US Navy

A Marinha do Brasil negocia com seis países - Alemanha, Coreia do Sul, Espanha, França, Itália e Inglaterra - a construção de um conjunto de 11 navios cujo custo total pode alcançar € 3,1 bilhões. O modelo definido pela Marinha nessa concorrência prevê que as embarcações sejam construídas no Brasil a partir de um projeto existente e já em operação. A ideia é que seja fechada uma parceria estratégica entre o projetista internacional e um ou mais estaleiros privados brasileiros, incluindo transferência de tecnologia.

Mas enquanto a concorrência não é definida, em um cenário de cortes orçamentários no Ministério da Defesa, surgem propostas provisórias para atender a Marinha. Alan Garwood, diretor de desenvolvimento de negócios da inglesa BAE Systems, disse que o Reino Unido ofereceu ao ministro da Defesa, Nelson Jobim, a possibilidade de que a Marinha do Brasil receba fragata multimissão da Marinha Real Britânica como solução temporária, enquanto o governo brasileiro não define a concorrência dos novos navios.

A proposta foi levada a Jobim, na terça-feira, pelo ministro-adjunto de Segurança e Estratégia Internacional do Reino Unido, Gerald Howarth, no primeiro dia da LAAD 2011, maior evento da área de segurança e defesa da América Latina, que termina amanhã no Rio. O Valor apurou que a transferência de navios da Marinha Britânica poderia ser ainda maior, envolvendo até quatro fragatas que poderiam ser incorporadas à frota da Marinha brasileira, substituindo outras embarcações.

Em resposta por escrito, a Marinha do Brasil informou que busca contratar a construção de cinco navios-patrulha de 1.800 toneladas cada um, cinco fragatas de 6.000 toneladas e um navio de apoio logístico. Os navios-patrulha oceânicos têm custo unitário estimado de € 95 milhões e a expectativa é de que alcancem índice de nacionalização superior a 60%. As fragatas deverão ter índice de conteúdo local superior a 40% e o custo de cada navio pode ficar em cerca de € 500 milhões.

O navio de apoio logístico, com 13 mil toneladas, terá índice de nacionalização acima de 55% e o seu custo estimado é de € 200 milhões. A construção dos diferentes navios poderá demandar 775 empregos diretos por unidade e 3,1 mil indiretos por embarcação.

A Marinha não comentou o efeito que o corte de R$ 4 bilhões no orçamento deste ano do Ministério da Defesa terá sobre a encomenda de navios, que é prevista para ser entregue a médio prazo. Fonte que conhece o programa disse que a Marinha precisaria das novas embarcações a partir de 2016-2017. Mas o Ministério da Defesa informou, via e-mail, que as diferentes Forças (Exército, aeronáutica e Marinha) enviaram propostas de alocação dos cortes, já considerando o valor do contingenciamento.

Agora a área responsável pelo orçamento no Ministério da Defesa estuda as informações recebidas e, a partir dessa análise, a área técnica vai encaminhar as informações a Jobim, que definirá as prioridades e a forma como se dará a alocação dos cortes nos projetos e ações da pasta. As definições são esperadas para este mês, mas há orientação de poupar projetos com compromissos internacionais assumidos pelo Brasil, como o Pró-Sub (programa dos submarinos acertado com a França) e o KC-390, o cargueiro em desenvolvimento pela Embraer.

Os navios que a Marinha pretende contratar estarão amparados por acordos governamentais acertados pelo Brasil e os diferentes países interessados no projeto. Mas, mesmo assim, não fica claro se o programa ficará a salvo dos cortes no orçamento.

Paolo Pozzessere, vice-presidente de vendas da Finmeccanica, empresa que tem participação do governo da Itália, disse que o projeto da fragata italiana é o mais avançado. A Finmeccanica participa do projeto de fornecer navios à Marinha em uma proposta cujo contratante principal é a também italiana Fincantieri. Pozzessere tem a expectativa de que o governo brasileiro possa tomar uma decisão sobre a parceria estratégica nos navios ainda este ano.

Olivier Michel, diretor comercial para a América Latina da francesa DCNS, disse que a empresa está interessada em participar do programa de construção de novos navios da Marinha. “Temos todas as soluções e especificações requeridas pelo Brasil”, disse Michel. A DCNS tem contratos com a Marinha para construção de submarinos, os quais envolvem também a brasileira Odebrecht.

Fonte: Valor Econômico por 

Francisco Góes e Virgínia Silveira

 

Quartéis iriam fechar um dia por semana para reduzir gastos com comida, água e luz

Marco Aurélio Reis

Batizado internamente nos quartéis da Marinha de ‘licença-fome’, o dia sem expediente já estava programado para ocorrer hoje e no dia 29, conforme a Coluna Força Militar de O DIA revelou no último sábado de março. Para o mês que vem, já estava pronto documento fixando folga-pagamento para o dia 6 e licenças para economia de despesas para as sextas-feiras 13, 20 e 27. A volta do expediente provocou correria em algumas unidades do Rio, de modo a reprogramar a alimentação das tropas para o dia hoje.

Oficialmente, o Ministério da Defesa se limitou a confirmar o recuo nas licenças na Marinha. Mas, internamente, a informação é que a Força Naval se precipitou ao determinar medidas para corte de despesas, antes que elas fossem analisadas pelas áreas técnicas da pasta.

“A análise foi concluída. Cada comando enviou suas propostas e elas ainda estão em estudo”, disse uma fonte civil da Defesa. “A licença não contava com respaldo”, completou.

Intenção é preservar o reaparelhamento dos quartéis

Mantidas com discrição dentro dos comandos das Forças Armadas, as medidas sugeridas para corte de despesas miram na preservação dos planos de reaparelhamento. Por isso, apontam para alteração da rotina dos quartéis, desde que a medida sirva para manter o fluxo de recursos dos projetos com compromissos internacionais assumidos.

Neste caso, estariam o Pró-Sub (Programa de Desenvolvimento de Submarinos, acertado entre Brasil e França e orçado em R$ 6,7 bilhões) e o KC-390 (desenvolvimento de avião de assalto ao custo de R$ 3 bi). Ainda assim, fontes internas dão conta de que R$ 1,2 bi do reaparelhamento será afetado pelo contingenciamento do orçamento do governo federal para 2011.

FAB pode fixar meio-expediente

Na Força Aérea, estuda-se adiar treinamentos de voo e fixar meio expediente, também como a Coluna Força Militar antecipou em março. A jornada ficaria de segunda a quinta-feira, das 13h às 17h, e às sextas, das 8h às 12h. Tal medida depende, porém, do respaldo do Ministério da Defesa.

No Exército, discute-se reduzir a incorporação de recrutas que ingressam no segundo semestre. A deste semestre não sofreu alteração ante a indefinição sobre medidas de contenção.

http://odia.terra.com.br/portal/economi … 58003.html

 

A Fragata Constituição (F-42), é o terceiro navio a ostentar esse nome na Marinha do Brasil.

Foi a terceira unidade da classe Niterói a ser construída pela Vosper Thornycroft Ltd., em Woolston, Hampshire, Inglaterra.

Teve sua quilha batida em 13 de março de 1974, foi lançada e batizada em 15 de abril de 1976, tendo como Madrinha a Sra. Stella de Oliveira Campos, esposa do Embaixador do Brasil na Inglaterra Dr. Roberto de Oliveira Campos.

Entre 31 de outubro e 15 de dezembro, realizou suas primeiras saídas para o mar a fim de realizar a provas de casco, maquinas e sistemas a cargo do estaleiro construtor e nessa ocasião, foram navegadas 3.175.5 milhas e feitos 14.5 dias de mar.

Em 10 de março, iniciou as provas finais de aceitação.

Depois de realizar as provas de mar, foi aceita e incorporada em 31 de março de 1978, assumiu o comando o Capitão-de-Mar-e-Guerra Heitor Alves Barreira Júnior.

Seu atual Comandante é o CF Armando de Moura Ferraz, que assumiu o posto em 14.07.2010.

NOTA do EDITOR: Conheça mais sobre a história do “Urso” acessando o NGB no site Navios Brasileiros.

A Marinha do Brasil, representada pelo NPaFlu “Pedro Teixeira” (P20) e um helicóptero orgânico UH-12 “Esquilo” do Esquadrão HU-3 participou de maneira fundamental com a Polícia Federal, na captura de todos os integrantes de uma extensa e complexa rede de atuação no tráfico internacional de entorpecentes e armas praticado na fronteira do Estado do Amazonas com o Peru e a Colômbia, chefiada pelo traficante Jair Ardela, o “Javier”, durante uma Patrulha Naval realizada no rio Javari, em 1º de março de 2011.

Conhecida como uma das organizações criminosas mais violentas do Peru, devido aos crimes bárbaros cometidos na região, a quadrilha de “Javier” é acusada por diversos assassinatos, dentre eles o de dois Policiais Federais em operação no Rio Solimões em novembro de 2010.

Tal operação deveu-se ao convênio realizado entre o Comando do 9º Distrito Naval e a Superintendência da Polícia Federal do estado do Amazonas, contribuindo sobremaneira para o fortalecimento do combate ao narcotráfico nas áreas de fronteira com países sul-americanos na região Norte do Brasil.

Destaca-se o êxito da ação devido ao minucioso planejamento realizado entre os comandantes das unidades da MB e integrantes da PF, conduzindo ao emprego coordenado dos meios disponíveis, resultando na captura dos bandidos sem a necessidade do uso de força letal, restringindo qualquer tipo de resistência opositora.

No dia 24 de fevereiro, o Contra-Almirante Luiz Henrique Caroli assumiu o Comando da Força-Tarefa Marítima (FTM) da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL). A cerimônia ocorreu a bordo da Fragata Turca “Yildirim”, atracada na Base Naval de Beirute.

A solenidade foi presidida pelo Comandante da UNIFIL, Major-General Alberto Asarta Cuevas, e contou com a presença do Embaixador do Brasil em Beirute, Paulo Roberto Campos Tarrisse da Fontoura, dos Embaixadores latino-americanos (Argentina, Chile, Colômbia, Cuba, México, Paraguai, Uruguai e Venezuela) e de países com navios na FTM (Alemanha, Turquia e Indonésia), além de Oficiais-Generais da UNIFIL, do Comandante da Marinha libanesa e de Adidos Militares de diversas nacionalidades.

Na manhã do dia 25 de fevereiro, como parte da programação de assunção do Comando da FTM, o Contra-Almirante Caroli, acompanhado dos Oficiais brasileiros do Estado-Maior da Força-Tarefa, suspendeu com os navios da Força-Tarefa Marítima para a realização do exercício FOTEX.

A UNIFIL foi criada em 1978 para monitorar a retirada das Forças israelenses do território libanês. Já a FTM surgiu em 2006 sob o mandato da Resolução 1701 (2006) do Conselho de Segurança das Nações Unidas e em atendimento à solicitação do Governo libanês. Ela tem como tarefas principais impedir a entrada ilegal nos portos do Líbano de armas e materiais afins e treinar a Marinha libanesa para que, no futuro, possa assumir o controle de suas águas jurisdicionais. Atualmente, a Força tem sob seu comando cerca de 800 militares e oito navios de cinco nacionalidades (Alemanha, Bangladesh, Grécia, Indonésia e Turquia).

A FTM é o primeiro componente naval de uma missão de paz da ONU e pela primeira vez será comandada por um país não integrante da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).

FONTE: MB

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A Corveta Frontin (V-33), ex-Almirante Frontin, é o primeiro navio a ostentar esse nome na Marinha do Brasil, em homenagem ao Almirante Pedro Max Fernando de Frontin, comandante da Divisão Naval em Operações de Guerra (DNOG) em 1917-18.

A Frontin é a quarta e última unidade de uma série de 4 corvetas da classe Inhaúma.

Foi autorizada em novembro de 1981 e o Contrato n.º 510/066/86, foi assinado em 9 de junho de 1986, sendo construída no estaleiro Verolme Estaleiros Reunidos do Brasil S.A., em Angra dos Reis, RJ.

Teve sua quilha batida em 15 de dezembro de 1987, foi lançada e batizada em 6 de fevereiro de 1992, tendo como madrinha a Sra. Glória Maria de Frontin Muniz Freire Pereira de Souza, sobrinha-neta do Almirante Frontin, em cerimônia presidida pelo Ministro da Marinha, Almirante-de-Esquadra, Mario César Flores e que contou com a presença do ex-MM, AE Henrique Sabóia, entre outras autoridades civis e militares.

Depois de realizar as provas de mar, foi submetida a Mostra de Armamento e incorporada à Armada em 11 de março de 1994, em cerimônia realizada no estaleiro EMAQ-Verolme.

Naquela ocasião, assumiu o comando o Capitão-de-Fragata Luis Fernando Carvalho dos Santos.

FOTO: Rogério Cordeiro/Santos Shiplovers

NOTA do EDITOR: Conheça mais sobre a história do ”O Carrasco dos Mares” acessando o NGB no site Navios Brasileiros.

SAIBA MAIS SOBRE AS CORVETAS CLASSE INHAÚMA:

BATE-PAPO ONLINE: Converse com outros leitores sobre este e outros temas navais no ‘Xat’ do Poder Naval, clicando aqui.

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A Fragata Defensora (F-41) é o segundo navio a ostentar esse nome na Marinha do Brasil, o primeiro foi a corveta Defensora construída em 1828.

A Defensora foi a segunda de uma série de 6 fragatas da classe Niterói ordenadas em 20 de setembro de 1970, como parte do Programa de Renovação e Ampliação de Meios Flutuantes da Marinha, e a segunda construída pela Vosper Thornycroft Ltd., em Woolston, Hampshire, Inglaterra.

A construção da Defensora foi iniciada em 13 de setembro de 1972, tendo a quilha batida em 14 de dezembro, foi lançada e batizada em 27 de março de 1975, tendo como madrinha a Sra. Zazi Aranha Correia da Costa, esposa do Embaixador Sérgio Correia da Costa.

Fez-se ao mar pela primeira vez em 27 de setembro de 1976 para verificação de dados táticos e provas de máquinas e casco, que se estenderam até o dia 9 de novembro.

Neste período foram navegadas 4994,8 milhas e feitos 15.5 dias de mar.

No período de 10 a 13 de dezembro de 1976 realizou as provas finais de mar sendo aceita e incorporada em 5 de março de 1977.

Naquela ocasião, assumiu o comando, o Capitão-de-Mar-e-Guerra Haroldo Basto Cordeiro Júnior.

NOTA do EDITOR: Conheça mais sobre a história da ” A Deusa” acessando o NGB no site Navios Brasileiros.

DIRETORIA DE COMUNICAÇÕES E TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO DA MARINHA

Comunicações por satélite na Marinha do Brasil – Dando continuidade ao Plano de Desenvolvimento e de Implantação do Sistema de Comunicações Militares por Satélite ( PDI – SISCOMIS), foi concluída com sucesso a substituição da Estação Móvel Naval (EMN), na banda X do NAe São Paulo, devolvendo ao navio a capacidade de comunicações por satélite em banda larga, com alto desempenho e disponibilidade.  A nova EMN do Capitânia da Esquadra opera com 2 antenas giroestabilizadas de última geração, que se revesam na transmissão de voz e dados, proporcionando ao navio, mesmo em deslocamento, acesso aos sistemas corporativos da Marimha do Brasil, à Intranet, à Internet, além da realização de chamadas telefônicas para a RETELMA, SISCOMIS e rede pública ( local, celular, DDD e DDI), contribuindo para o êxito de suas atividades operativas.

Também com recursos do MD, foi criada uma rede operacional no navio, segregada da rede administrativa, com instalação  de equipamento de videoconferência e telefonia IP. A antiga EMN, integrante da primeira geração de Estações Táticas do SISCOMIS, foi originalmente instalada no ex-NAel Minas Gerais, onde operou de 1999 até 2001, tendo sido posteriormente transferida para o NAe São Paulo. Ressalto a importância da participação  do  CRepSupEspCFN e do  CMS na execução das diversas etapas da instalação, coordenadas por esta Diretoria Especializada, cuja presteza e desempenho foram essenciais à prontificação do sistema.

 

Brasil, Rússia, Índia e China (Bric) são países em desenvolvimento que têm se destacado no cenário mundial pelo rápido crescimento das suas economias. Além da aproximação política e comercial entre os Bric nos últimos anos, parcerias no campo da defesa também vêm sendo estabelecidas. É o caso das Marinhas do Brasil e da Índia. Há três anos as Forças realizam exercícios operativos entre seus militares e meios navais.

Em 2010, uma comitiva naval brasileira foi à Índia conhecer a Marinha daquele país. E esse ano, os indianos vieram ao Brasil. Entre os dias 7 e 11 de fevereiro de 2011, o Chefe do Estado-Maior da Marinha da República da Índia, Almirante-de-Esquadra Nirmal Verma, e comitiva, visitaram Organizações Militares da Marinha, nas cidades de São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro.

“Brasil e Índia têm muito em comum: a semelhança entre as Marinhas, o tamanho dos países e a economia. Existem inúmeras lições a serem aprendidas por ambos”, avaliou o Almirante indiano. “Nesses dias que estou aqui, pude ver que a Marinha do Brasil é muito forte e poderosa”, completou.

Além de reuniões no Ministério da Defesa e no Comando da Marinha, em Brasília (DF), a programação dos militares da Índia contemplou visitas ao Centro Experimental Aramar, em Iperó (SP); e no Rio de Janeiro, ao Navio-Aeródromo “São Paulo”, ao Centro de Instrução Almirante Átilla Monteiro Aché, ao Navio de Socorro Submarino “Felinto Perry”, ao Submarino “Timbira”, à Corveta “Barroso” e ao Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro (AMRJ).

Da mesma forma que o Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro constroi, mantém e repara seus meios navais há 247 anos, a Marinha da Índia possui uma vasta experiência no campo da construção naval. “Isso mostra que, mais do que nunca, estamos aumentando nossa interoperabilidade”, expressou o Comandante da Marinha, Almirante-de-Esquadra Julio Soares de Moura Neto. “Estou seguro de que juntos daremos passos concretos, estabelecendo uma parceria”, enfatizou.

FONTE / FOTOS: Marinha do Brasil (Nomar Online)

VEJA TAMBÉM:

A Marinha do Brasil nas redes sociais

A Marinha do Brasil, por meio do Centro de Comunicação Social da Marinha, disponibiliza, a partir de hoje (16/02), suas páginas nas Redes Sociais Youtube, Twitter, Facebook e Flickr.

O propósito é ampliar a divulgação das atividades da Marinha junto aos públicos Interno e Externo.

Acompanhe a Marinha do Brasil nos endereços abaixo:

Marinha do Brasil (Oficial)

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@marmilbr

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Você sabe o que é uma URA? São as “Unidades de Refrigeração de Água”, peças chave no sistema de refrigeração da maioria dos navios, militares ou não. Muito pouco se sabe sobre elas  e o Poder Naval tentará mostrar um pouco sobre a modernização das mesmas no NAe São Paulo.

Nas URA, uma tubulação que conduz água doce troca calor e tem sua temperatura abaixada por um agente resfriador. Posteriormente, essa água doce, agora gelada, é transportada por todo o navio, resfriando nos diversos locais de bordo, equipamentos eletrônicos e também produzindo ar frio nas unidades condicionadoras de ar, para o conforto da tripulação.

O agente refrigerante, aquecido pela troca de calor com a água doce nas URA, é novamente resfriado pela ação da água do mar. O NAe São Paulo possui 4 URA e as que o equipavam quando foi adquirido pela Marinha do Brasil, ainda datavam de 1956, ou seja, possuiam a mesma idade do navio.

Durante todos os anos em que o ex-Foch operou, elas funcionaram bem e pelo visto, nunca houve a necessidade de troca-las. Porém, com a incorporação do ex-Foch na Marinha do Brasil, agora denominado NAe São Paulo, muita coisa mudaria. Abaixo imagens de uma URA original em funcionamento.

Com o inicio das operações no Atlântico Sul, verificou-se que o sistema de refrigeração do navio apresentava menor rendimento, principalmente pelo fato da temperatura da água do mar nas nossas águas ser, em média, bem superior às do Atlântico Norte, prejudicando a ação resfriadora da água do mar sobre o agente refrigerante e, consequentemente, deste sobre a água doce.

Para a tripulação isto gerou algum desconforto, além do que, com maiores consequências, diminuiu a capacidade de resfriamento dos equipamentos eletrônicos de bordo. Todos os sistemas eletrônicos do navio começaram a apresentar aquecimento, provocando “apagões” nos equipamentos e leituras incorretas, pondo em risco as operações no navio, algo inimaginável para um navio de guerra.

Estes fatos, aliados à cada vez maior dificuldade de manutenção do sistema, pela dificuldade de obtenção de sobressalentes, contribuíram para a decisão de substituí-las.

Após a seleção do equipamento, fez-se a encomenda junto ao fabricante de 4 novas URA e assim que chegaram aproveitou-se a parada do NAe São Paulo para trocá-las. O AMRJ então, deu inicio a troca da  URA B, em 2008.

Logo após a troca, o clima dentro do navio mudou para melhor. E com apenas a primeira instalada, os equipamentos eletrônicos do navio passaram a trabalhar normalmente uma vez que não mais apresentavam problemas de aquecimento, voltando o navio a utilizar todo o seu potencial.

Vejam abaixo como esta faina é trabalhosa. Retirada da URA antiga.

A instalação das novas URAs e posição aproximada de cada uma das 4 URAS

Com a planta do porta aviões Clemenceau, irmão gêmeo do ex-Foch, agora NAe São Paulo, tentamos mostrar de forma aproximada a localização destas unidades. As quatro URA antigas possuiam uma potência de 2.180.000 BTU cada (obsoletas), e as atuais possuem 2.500.000 BTU cada.

Por serem modernas, todo o sistema funciona com muito mais eficácia. As outras três foram instaladas em 2009. Não é preciso dizer que o navio está muito bem refrigerado, com alguns tripulantes afirmando que após a troca, quem trabalha nas caldeiras, teria que ir de casaco. Brincadeiras a parte, a tripulação e os equipamentos eletrônicos agradecem

Terminado o serviço de soldagem os trabalhos internamente se intensificaram para colocar o quanto antes a URA em funcionamento. As novas URA possuem controle 100% automatizado.

Em cada estação existe um painel de controle digital em que é possivel ao operador, total controle sobre o funcionamento da unidade com um sistema que mostra até os problemas que eventualmente possam ocorrer, dizendo onde e a hora em que ocorreram, facilitando o trabalho de reparo.

Um detalhe importante também é que com esta troca, o navio não usa mais o gás -R-12- passando a usar o -R-134a- que além de ser muito mais eficiente, é um refrigerante não prejudicial ao meio-ambiente que evita a degradação da camada de ozônio.

Com mais esta etapa concluída, o navio segue seu cronograma para o retorno operativo junto à Esquadra.

Em breve, mais artigos sobre o NAe São Paulo. Aguardem!

 

Nosso colaborador Ícaro Luiz “Joker” Gomes esteve ontem (28.01) na cerimônia de passagem de comando do Grupamento de Patrulha Naval do Nordeste (ComGptPatNavNE), em Natal-RN.

No evento, o Capitão-de-Corveta Ricardo Alexandre Fernando Chaves passou o comando ao Capitão-de-Fragata Guilherme Wagner de Azevedo Cordeiro (em destaque, na foto abaixo). A cerimônia foi presidida pelo Vice-Almirante Airton Teixeira Pinho Filho, Comandante do 3° Distrito Naval.

Comando do Grupamento de Patrulha Naval do Nordeste

“Daqui Patrulhamos a maior parcela da nossa Amazônia Azul e guarnecemos as águas jurisdicionais Brasileiras no Nordeste”

Histórico

A origem deste grupamento remota a década de 40, quando da criação do Esquadrão de caça Submarino, que depois da Segunda Guerra Mundial foi transformado em Força-Patrulha Costeira do Nordeste (FORPACONE) e , posteriormente, no Grupamento Naval do Nordeste (GNNe), por meio do Aviso Reservado do Ministro da Marinha n° 2106 de 08/09/1967, que adotou a nova Organização Administrativa para as Forças Navais.

Na ocasião, o Grupamento Naval do Nordeste era composto pelos seguintes navios:

  • Corveta “IPIRANGA”
  • Corveta “FORTE DE COIMBRA”
  • Corveta “PURUS”
  • Corveta “CABOCLO”; e
  • Navio-Patrulha “PIRAJÚ”.

Em 10/07/1981, o GNNE deixou de ser subordinado ao Comando da Base Naval Ary parreiras (atual Base Naval de Natal), e passou a constituir um Comando de Força independente, sob a denominação de Comando do Grupamento Naval do Nordeste (ComGrupNNE), com a nomeação para Comandante de um Capitão-de-Mar-e-Guerra de Corpo da Armada. A partir de 26/01/1996 o Comando passou  a ser exercido por um Capitão-de-Fragata. Em cumprimento a Portaria n° 192/MB/2006, o Comando do Grupamento Naval do Nordeste (ComGrupNNE) teve sua denominação alterada para Comando do Grupamento de Patrulhamento Naval do Nordeste (ComGptPatNavNE).

A Missão

O ComGptPatNavNE tem como missão, na área do jurisdição do 3° Distrito Naval, realizar socorro e salvamento marítimo, patrulha costeira e inspeção naval, a fim de contribuir para a salvaguarda da  vida humana e para a segurança e controle dos interesses do Brasil no mar.

Constituem atividades do ComGptPatNavNE:

  • Executar o serviço de busca e salvamento marítimo, apara ao qual são mantidos 2 navios de prontidão, designados “Navio de Serviço Distrital e Navio de Salvamento”, e cuja finalidade é a salvaguarda da vida humana no mar e o salvamento de material que ofereça perigo à navegação. Nossa área de atuação abrange 1553500 milhas náuticas quadradas e estende se além da ilha de Ascensão, no meio do Oceano Atlântico. Tal área corresponde à cerca de 63% do território nacional ou 50% do continente europeu, incluindo a região ocidental da Rússia; Para que se tenha uma melhor idéia das distâncias envolvidas, a distância em linha náutica corresponde à distância terrestre entre o Rio de Janeiro e a cidade de Maceió.
  • {A área marítima, sob jurisdição do 3º Distrito Naval, é compreendida entre as linhas de marcação de 019º e 115º, com origem, respectivamente, nos pontos do litoral brasileiro das dividas entre os Estados de Piauí-Ceará e Alagoas-Sergipe, bem como a área marítima correspondente às ilhas de Fernando de Noronha, Arquipélago de São Pedro e São Paulo e Atol das Rocas.(https://www.mar.mil.br/com3dn/paginas/fotosar1.html);( https://www.mar.mil.br/com3dn/paginas/fotosar2.html) }*[ retirado do link https://www.mar.mil.br/com3dn/paginas/salvamarne.html]
  • Efetuar a patrulha costeira, realizada permanentemente até os limites da ZEE, para fiscalizar e proteger os interesses nacionais oriundos da Convenção das Nações Unidas para o Direito do Mar;
  • Efetuar a inspeção naval, eventualmente em conjunto com o IBAMA, para garantir o cumprimento da legislação e regulamentação relativas a seguranças de navegação e a preservação das espécies marinhas;
  • Participar das operações navais e exercícios determinados pelo 3° Distrito Naval, como as operações de defesa de porto e de reboque, entre outras; e
  • Presta apoio eventual a manutenção da Estação Cientifica do Arquipélago de São Pedro e São Paulo, bem como as atividades náuticas da sociedade local ou atividades de defesa civil.

O ComGptPatNavNE também contribui, em apoio ao Hospital Naval de Natal (HNNa), para o tratamento das doenças descompressivas resultantes de acidente de mergulho, por meio de sua Câmara de Recompressão.

Navios Subordinados/Meios Operativos:

  • RbAM “TRIUNFO”
  • P-40 “GRAJAÚ”
  • P-41 “GUAÍBA”
  • P-42 “GRAÚNA”
  • P-43 “GOIANA”
  • AviPa “BARRACUDA”

Veja outras fotos da passagem de comando, clicando aqui.

O Plano de Articulação e Equipamento da Marinha do Brasil (PAEMB) prevê investimentos de US$ 84,4 bilhões. Contudo, somente depois que o Projeto de Lei de Equipamento e Articulação da Defesa Nacional (PLEADN) for examinado, votado e aprovado pelo Congresso Nacional, a Estratégia Nacional de Defesa (END) e os documentos dela decorrentes passarão efetivamente a constituir políticas de Estado.


Caso o PAEMB seja totalmente executado, a distribuição dos meios navais e aeronavais ficará da seguinte forma:

A Primeira Esquadra, sediada no Rio de Janeiro, terá a seguinte dotação:

  • 01 Navio-aeródromo
  • 03 Navios de Propósitos Múltiplos
  • 18 Escoltas
  • 03 Navios de Apoio Logístico
  • 02 Rebocadores de alto-mar
  • 01 Navio Hospital
  • 03 Navio-transporte de Apoio
  • 06 Veículo de Desembarque de Colchão de Ar
  • 12 Embarcação de Desembarque de Carga Geral
  • 24 Embarcação de Desembarque de Viaturas Motorizadas

A Segunda Esquadra, situada no Norte/Nordeste, teria a seguinte dotação:

  • 01 Navio-aeródromo
  • 01 Navio de Propósitos Múltiplos
  • 12 Escoltas
  • 02 Navios de Apoio Logístico
  • 01 Rebocadores de alto-mar
  • 01 Navio de Socorro Submarino
  • 01 Navio-transporte de Apoio
  • 02 Veículo de Desembarque de Colchão de Ar
  • 04 Embarcação de Desembarque de Carga Geral
  • 08 Embarcação de Desembarque de Viaturas Motorizadas

Força de Submarinos, sediada em Itaguaí (RJ), teria a seguinte dotação:

  • 15 S-BR
  • 06 SN-BR
  • 04 Navio caça-minas
  • 01Navio de Socorro Submarino

Os meios aeronavais também seriam divididos em duas Esquadras. A primeira, em São Pedro da Aldeia (RJ), teria a seguinte dotação:

  • 24 Aviões de interdição e ataque de alto desempenho
  • 04 Aviões de Alarme aéreo antecipado
  • 04 Aviões de transporte administrativo e reabastecimento em voo
  • 04 Aviões de Vigilância de Superficie
  • 31 Helicópteros de Múltiplo emprego
  • 35 Helicópteros médios de emprego geral
  • 22 Helicópteros leves de emprego geral
  • 30 Helicópteros de instrução
  • 06 Veículos Aéreos Não-tripulados

A Força Aeronaval da Segunda Esquadra, situada no Norte/Nordeste, terá a seguinte dotação:

  • 24 Aviões de interdição e ataque de alto desempenho
  • 04 Aviões de Alarme aéreo antecipado
  • 04 Aviões de transporte administrativo e reabastecimento em voo
  • 04 Aviões de Vigilância de Superficie
  • 19 Helicópteros de Múltiplo emprego
  • 15 Helicópteros médios de emprego geral
  • 02 Helicópteros leves de emprego geral
  • 04 Veículos Aéreos Não-tripulados

O PAEMB pretende manter duas divisões anfíbias, uma no Rio de Janeiro e outra no Norte/Nordeste

A Primeira Divisão Anfíbia teria a seguinte dotação:

  • 52 Carros de Lagarta Anfibio
  • 17 Carros de Combate
  • 54 Viaturas Blindadas de Transporte de Pessoal sobre rodas
  • 54 Viaturas Blindadas de Transporte de Pessoal sobre Lagartas
  • 18 Obuseiros de 105 mm
  • 06 Obuseiros de 155 mm
  • 01 Lançador Múltiplo de Foguetes
  • 01 Sistema de Defesa Antiaérea
  • 01 Sistema de Guerra Eletrônica
  • 03 Pontes Modulares
  • 30 VANT

A Segunda Divisão Anfíbia teria a seguinte dotação:

  • 26 Carros de Lagarta Anfibio
  • 09 Carros de Combate
  • 18 Viaturas Blindadas de Transporte de Pessoal sobre rodas
  • 18 Viaturas Blindadas de Transporte de Pessoal sobre Lagartas
  • 12 Obuseiros de 105 mm
  • 01 Sistema de Defesa Antiaérea
  • 01 Sistema de Guerra Eletrônica
  • 01 Pontes Modulares
  • 08 VANT
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No dia 19 de janeiro, o Exmo Sr. Raymond Edwin Mabus Jr., Secretário da Marinha dos EUA, e comitiva, visitaram as instalações do Comando do 9º Distrito Naval (Com9ºDN).

Na ocasião, o Secretário, acompanhado do Comandante da Marinha, Almirante-de-Esquadra Moura Neto, teve a oportunidade de visitar o Batalhão de Operações Ribeirinhas, onde foi proferida uma palestra com o tema: “A Atuação da Marinha na Amazônia Ocidental” pelo Vice-Almirante Fernandes, Comandante do 9º Distrito Naval.

Após o desfile do Grupamento de Fuzileiros Navais da Força de Emprego Rápido do Com9ºDN a comitiva sobrevoo Manaus e pousou com uma aeronave UH-12 Esquilo do 3º Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral (HU-3) no navio de Assistência Hospitalar (NaSH) Oswaldo Cruz, enquanto este navegava no encontro das águas dos Rios Negro e Solimões.

A bordo do NaSH foram visitadas as instalações do Navio da Esperança e apresentado filme com o trabalho desenvolvido pela Marinha em prol dos ribeirinhos.

FONTE: 9ºDN

FOTOS: US Navy

A Marinha do Brasil, desde a época da operação do NAeL Minas Gerais, utilizava o procedimento de lançamento de cargas-teste por meio das catapultas, para atualização e homologação dos chamados “Boletins de Lançamento”.

Tal documento consiste numa grande tabela onde constam as correspondências entre o peso de decolagem das aeronaves a serem lançadas, a velocidade final alcançada na trilha da catapulta e a pressão de vapor aplicada na catapulta, por ocasião do respectivo lançamento.

A carga-teste, na forma de um carrinho, era carinhosamente chamado de ‘Amélia’ pela tripulação do navio. Com a chegada do  NAe São Paulo, a MB, que já contava com a ‘Amélia’ do saudoso ‘Mingão’, ganhou dois novos personagens para testes: as ‘Brigittes’! A MB passou assim, a  ter mais opções para poder simular as cargas com esses 3 “personagens” .

Tais carrinhos permitem a colocação, em partes, de blocos metálicos em seu interior, permitindo a regulagem do seu peso, simulando,assim, as diversas configurações de lançamento das aeronaves. O NAe São Paulo, com suas duas catapultas a vapor Mitchell-Brown BS-5 de 52 metros, é capaz de lançar aeronaves com peso entre 15-20 toneladas, a 110 nós. Uma está instalada a vante (20 ton), e a outra no convés em ângulo (15 ton). O NAe São Paulo, após realizar manutenção nas catapultas, precisa testá-las para certificar-se de que tudo está 100% com os sistemas, bem como atualizar o Boletim de Lançamento”, citado anteriormente, antes de se fazer ao mar para operar com as aeronaves do VF-1. É nessa hora que a ‘Amélia’ e as ‘Brigittes’ entram em ação.

Cabe uma observação sobre a diferença de capacidade entre as catapultas. Ambas são iguais e podem operar com carga máxima de 20 ton, porém, por uma questão estrutural nas chapas que compõe o seu trilho de lançamento, a catapulta lateral só opera com 15 ton.

Muito se fala que as catapultas poderiam operar com 10% a mais de carga, mas muitos se esquecem que se a MB optar por este tipo de uso, o número de disparos/lançamentos diminuirá de forma muito significativa, o que acarretará em paradas precoces para retrofit das mesmas.

O numero de lançamentos após um retrofit gira em torno de 3.000 disparos com o uso dentro dos parâmetros normais.

Vários disparos são efetuados antes de se atrelar os carros à catapulta. O som é igual ao de um canhão e o navio todo estremece.

Cabe ao Oficial da Catapulta disparar os carros de testes de carga e checar a cada disparo a velocidade que os mesmos irão alcançar, tudo coordenado pelo Chefe do Departamento de Aviação.

Com a dilatação que ocorre no trilho da catapulta, a cada disparo a velocidade aumenta e quando atinge a velocidade desejada, a mesma está apta a lançar o carro com uma carga que ficará entre 7 ton e 10 ton.

Após cair na água, um mergulhador rapidamente prende cabos no carro e o mesmo é içado para o cais, onde será levado para o convôo do NAe São Paulo e preparado para mais um “mergulho”.

As fotos que estão neste artigo foram feitas em 2005 uma semana antes da saída para execução da VSA do NAe São Paulo.

Infelizmente, nesta saída ocorreu a ruptura de um dos tubos da rede de vapor auxiliar da catapulta de vante do navio, no momento em que a mesma tinha sua pressão aumentada,  preparando-se para os lançamentos programados para aquele dia, com as aeronaves AF-1 do esquadrão VF-1.

Nesta oportunidade realizamos fotos bem interessantes dos testes com as ‘Brigittes’. Vejam abaixo:

O NAe São Paulo sofreu, após este infortúnio várias reformas e atualizações , incluindo o retrofit de sua catapulta lateral, executada pela RR.

A catapulta de vante irá queimar seus disparos até o fim, quando então a mesma também será retrofitada e a lateral cuidará de todos os lançamentos até que a de vante esteja apta novamente.

Em breve, mais artigos inéditos sobre o NAe São Paulo.

 
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