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O  porta container de bandeira de Hong Kong ‘Cosco Vietnam’, de propriedade do armador Seaspan Ship Management Ltd., Vancouver/BC, Canada ,   quebrou o ecorde de comprimento linear e capacidade de containers do Porto de Santos/SP.

Com seus 334,00 m de comprimento total, 102.875 dwt, 42,86 m de boca moldada, 14,50 m de calado máximo carregado e 8.500 teus de capacidade, quebrou também o recorde de maior navio com capacidade de containers entrar e operar no porto.

A embrcação atracou hoje ao redor das 11:00 h no Tecon 3 , procedente do Extremo Oriente via Cingapura e Itaguaí/RJpara realizar 1.376 movimentos (Teus e Feus) de descarga para o terminal Santos Brasil.

Construído em abril de 2011 pelo estaleiro Hyundai Heavy INdustries Ltd., em Ulsan, Coréia do Sul, foi entregue ja sob afretamento ao armador COSCO Container Lines Co Ltd (COSCON) – COSCO Shanghai, Shanghai, P.R.C. e está sub afretada ao armador alemão Hamburg Süd na rota do Extremo Oriente/América do Sul, Sua previsão para termino e saída (ETC/D) é para amamnhã, dia 09 ás 10:30 h com destino a buenos aires, via Itapoá/SC.

Mais imagens: http://santosshiplovers.blogspot.com/2012/02/mv-cosco-vietnam-vrid5-algumas-imagens.html

 Fotos: Marcelo ‘MO’ Lopes – 08/02/2012

 

Organização Marítima Internacional iria apresentar evento sobre centenário do navio inglês

 

LONDRES – Uma coletiva agendada pela Organização Marítima Internacional (IMO, na sigla em inglês) para esta segunda-feira que apresentaria o tema do Dia Marítimo Mundial deste ano, “Cem anos depois do Titanic”, foi cancelada em respeito às vítimas do navio italiano Costa Concordia.

O secretário-geral da IMO (que pertence à ONU), Koji Sekimizu, demonstrou condolências pelos envolvidos no acidente.
- Nós devemos considerar seriamente as lições a serem aprendidas e, se necessário, reexaminar as regulações sobre segurança de passageiros de grandes navios à luz das descobertas da investigação do acidente – disse Sekimizu. – No centenário do Titanic, somos lembrados novamente dos riscos envolvidos em atividades marinhas.

O Dia Marítimo Mundial será comemorado em setembro. Lembrando o desastre do Titanic, a edição deste ano analisará o desenvolvimento da segurança marítima desde então e apontará quais áreas da segurança devem ser encaradas como prioridade nos próximos anos.

Uma das consequências do naufrágio do Titanic, em 1912, foi a adoção, dois anos depois, da primeira Convenção Internacional para Segurança no Mar, que já teve várias versões. A Convenção atual está em vigor desde 1974, tendo sofrido apenas alguns ajustes, de acordo com o site da IMO.

- Eu aprecio a Guarda Costeira Italiana por suas operações de resgate durante toda a noite do acidente e os esforços contínuos com o uso de barcos de patrulha, rebocadores, helicópteros e equipes de mergulhadores, que resultaram no maior número de pessoas resgatadas na história da Guarda Costeira italiana – disse o secretário-geral.

Além de elogiar o trabalho de resgate das vítimas, Sekimizu pediu que evitem-se julgamentos precipitados.
- As causas deste acidente ainda não foram estabelecidas. Nós devemos esperar pela investigação e não devemos prejulgar ou especular a esse ponto. Gostaria de pedir ao governo que conduza uma investigação abrangendo todos os aspectos desse acidente e fornecendo todas as conclusões para a IMO, de acordo com o previsto na SOLAS (Convenção Internacional para Segurança no Mar), o mais rápido possível.

FONTE: O Globo

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Foto: Luiz Padilha

RIO — A presidente Dilma Rousseff prometeu nesta sexta-feira que o forte desenvolvimento da indústria do petróleo no Brasil, principalmente com a produção do pré-sal, não vai resultar em exportação de empregos. No discurso, durante solenidade de entrega do navio petroleiro Celso Furtado, no estaleiro Mauá, em Niterói, a presidente reafirmou que vai lutar pelo aumento do conteúdo nacional nas encomendas de plataformas e de navios da Petrobras, que serão feitas nos próximos anos.

Depois, Dilma seguiu para cumprimentar os operários do estaleiro. A presidente fez um discurso rápido, de apenas 16 minutos, e foi bastante aplaudida pelas autoridades e trabalhadores presentes.

— Eu não vou permitir que a encomenda de navios e plataformas represente a exportação de empregos. Lutarei pelo conteúdo nacional. A entrega deste navio é um exemplo da capacidade da indústria nacional — afirmou a presidente.

O navio Celso Furtado é o primeiro navio construido no Brasil nos últimos 14 anos, e faz parte de uma encomenda total da Petrobras de 49 navios junto à indústria nacional.

Fundo da Marinha Mercante libera R$16 bilhões

O conselho do Fundo Nacional de Marinha Mercante em reunião realizada na quinta-feira aprovou o financiamento para 284 projetos da indústria naval do país, com investimento total de R$ 16 bilhões . O anúncio foi feito nesta sexta-feira pelo presidente do Sindicato da Indústria Naval (Sinaval), Ariovaldo Rocha, durante solenidade de entrega do navio petroleiro Celso Furtado à Transpetro, no estaleiro Mauá em Niterói.

FONTE: O Globo

Foto: Luiz Padilha

 

 

Evento ocorrerá no Centro Cultural da Marinha

 

O Estaleiro Aliança realiza amanhã, quinta-feira, 24 de novembro, a cerimônia de batismo e entrega do PSV CBO Atlântico à Companhia Brasileira de Offshore (CBO). O evento será realizado no Centro Cultural da Marinha, no Rio de Janeiro. A embarcação é a décima nona da frota da CBO e vai operar para a Petrobras.

Com 76,3 metros de comprimento e 3.200 toneladas de porte bruto, a embarcação tem boca de 16 metros e calado máximo de 6,3 metros. O financiamento é do Fundo da Marinha Mercante, através do BNDES. A madrinha do navio será Ana Carla Abreu, esposa do presidente da Cedae, Wagner Victer, que foi secretário estadual de Energia, Indústria Naval e Petróleo de 1999 a 2007.

Inovação tecnológica – Além deste PSV, a CBO também está construindo no estaleiro Aliança outros cinco navios de apoio marítimo. As embarcações incorporam inovações tecnológicas a partir do formato do casco X-Bow, projetado pela norueguesa Ulstein. Segundo a CBO, o formato da proa propicia melhor comportamento em mar agitado, melhorando o desempenho no apoio marítimo a plataformas de petróleo em campos distantes da costa.

A companhia destaca também que a série de embarcações tem sistema híbrido de transporte de carga, que permite o transporte de drill cuttings, material retirado durante operações de perfuração no solo submarino. Os navios também serão dotados de sistema de propulsão diesel-elétrico, proporcionando maior flexibilidade no uso do conjunto de motores, principalmente nas aplicações que exigem muitas manobras. Segundo a CBO, as embarcações também contarão com sistemas de comunicação de dados e de voz via satélite e sistemas de posicionamento dinâmico com redundância, o que possibilita maior segurança das operações. (Da Redação)

FONTE: Portos e Navios

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O Ministério dos Transportes transferiu a sede do Departamento do Fundo da Marinha Mercante (DFMM), atualmente instalada no Rio de Janeiro, para Brasília. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União da última quinta-feira, 3 de novembro. Segundo a portaria, foram transferidas a Coordenação-Geral de Projetos e a Coordenação Geral de Programação e Controle do Departamento em outras localidades. As demais atividades no DFMM serão executadas no escritório do Rio de Janeiro, que manterá a estrutura física necessária para atender a demanda local.

A publicação revoga a portaria n.º 12, de abril de 2003, que subdelegava competência ao diretor do Departamento para desempenhar as atividades do DFMM. Entre elas estão designar servidores para constituir comissões de processos administrativos, licitações, inventários, avaliações e alienações de bens; celebrar e aprovar contratos, ajustes e convênios, com prévio parecer da Consultoria Jurídica do Ministério dos Transportes; e ordenar despesas na Coordenação Geral do Fundo da Marinha Mercante na prática dos atos de gestão orçamentária e financeira dos recursos alocados. Com a decisão, a competência passou a ser exercida pela Subsecretaria de Assuntos Administrativos.

FONTE: Portos e Navios

O descompasso entre o ritmo de formação de profissionais de marinha mercante (marítimos oficiais e subalternos) e a absorção desses trabalhadores pelas empresas é atualmente um dos maiores entraves ao crescimento da navegação de cabotagem no País. Os navios que transportam cargas ao longo da costa brasileira disputam homem a homem com as embarcações de longo curso e, principalmente, com as petroleiras, os escassos profissionais.

Quem explica a situação é Gustavo Costa, gerente de cabotagem da Aliança Navegação e Logística. “A questão da falta de tripulação é muito séria. Com as encomendas da Petrobras, a formação de oficiais de marinha mercante tornou-se menor que a demanda. É necessário aumentar a quantidade de formandos, por isso, as entidades de classe discutem com a Marinha o aumento de vagas ou a permissão para que estrangeiros possam trabalhar, sobretudo nas operações de offshore”, afirma ele.

O déficit de oficiais deixará em aberto cerca de 1,2 mil postos de trabalho até 2013, segundo estima o gerente geral de frotas e operações da Mercosul Line, Claudio Marcos Rosa. Ele revela que mesmo a Petrobrás e suas empresas parceiras – que absorvem grande parte desses trabalhadores – sentem a defasagem. O executivo conta que, apesar de a Marinha já ter reativado o processo de formação, os profissionais que estão sendo preparados só chegarão ao mercado em 2014.

A formação destes profissionais é atribuição exclusiva da Marinha do Brasil, que mantém duas Escolas de Formação de Oficiais de Marinha Mercante (Efomm), O Centro de Instrução Almirante Braz de Aguiar (Ciaba), em Belém do Pará, e o Centro de Instrução Almirante Graça Aranha (Ciaga), no Rio de Janeiro. Segundo informações da assessoria de imprensa da Marinha, o crescimento na oferta de marítimos, tanto oficiais quanto subalternos, só deverá ultrapassar a demanda em 2015.

Segundo a instituição, em 2000, foram disponibilizados 99 novos oficiais. Dez anos depois o número de formandos chegou a 580 e o ano de 2011 deve encerrar com a graduação de 700 oficiais para a marinha mercante. A expectativa da Marinha é que, ainda em 2011, sejam formados 15 mil novos marítimos subalternos. A formação de oficiais deve chegar a mil profissionais por ano em 2014.

A ampliação dos serviços de transporte marítimo de cargas nacionais esbarra, também, em outro dos reflexos da expansão da atividade petroleira no País e das perspectivas criadas pelos poços encontrados na camada pré-sal. Os estaleiros do Brasil estão, quase em sua totalidade, dedicados a construir embarcações para a extração e o transporte de petróleo.

Como admite o executivo da Aliança, o mercado potencial existe, mas o crescimento está limitado à capacidade de transporte dos armadores. O aumento dessa capacidade demanda um número maior de navios ou a substituição dos atuais (no Rio Grande do Sul a empresa opera com embarcações full contêiner 1500 PIUs) por outros maiores. “A verdade é que, nesse setor, faltam até engenheiros navais”, lamenta Costa.

Uma realidade que não chega a surpreender. Costa lembra que, apesar do extenso litoral e do uso do modal marítimo para o transporte interno de cargas desde o período colonial, o Brasil “abandonou” a cabotagem na década de 1950, quando as políticas públicas passaram a incentivar transporte por rodovias. O período de hiperinflação, entre 1980 e 1994, também penalizou o modal, considerado lento. “A cabotagem praticamente só ressurgiu em 1998, quando a Aliança retomou as atividades. Agora, em 2011, chegamos à marca de quatro grandes armadores operando no mercado”, afirma Costa.
Estado envia produtos, mas recebe poucas cargas pelo mar

O porto de Rio Grande é o terceiro maior emissor de cargas por cabotagem do País, atrás apenas de Manaus (que movimenta, sobretudo, as cargas de eletroeletrônicos da Zona Franca) e de Santos, que concentra as atividades da região Sudeste. Segundo as empresas de logística, o maior volume de embarques gaúchos corresponde ao envio de arroz para as regiões Sudeste, Norte e Nordeste, mas o transporte de tabaco e carnes também é importante para a navegação pela costa. O arroz gaúcho, que embarca embalado, vai de navio para clientes de todo o País. Segundo Gustavo Costa, gerente de cabotagem da Aliança Navegação e Logística, os principais destinos são São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Ceará e Pernambuco. “O que fazemos é um transporte porta a porta. Então recolhemos nas indústrias de beneficiamento e entregamos aos supermercados ou distribuidores. As grandes indústrias têm a cabotagem como principal elo logístico, sobretudo para Norte e Nordeste”, afirmou.

Para a Mercosul Line, que ainda estuda o mercado emissor gaúcho, o transporte do arroz torna-se interessante não só pelo volume de cargas, mas também pela constância. As remessas do cereal para os demais estados não têm flutuação decorrente da safra, como acontece com outros produtos agrícolas, como é o caso do tabaco – o terceiro item na escala do transporte por cabotagem no Estado. Na lista dos três mais aparecem, ainda, as carnes frigorificadas, que viajam em contêineres climatizados. Os principais destinos das carnes congeladas de gado e de frango (produzidas tanto no Rio Grande do Sul quanto em Santa Catarina) são os estados do Nordeste, com destaque para a Bahia e Pernambuco.

Em todas essas operações, o transporte marítimo é combinado com dois trechos rodoviários, entre a indústria e o porto de origem e entre o porto de destino e o supermercado. A retirada dos caminhões das estradas é apontado, pelas empresas de navegação, como um dos impactos mais positivos da cabotagem. Na avaliação de Costa, a modalidade não deve ser vista como um concorrente “social” do transporte rodoviário, já que demanda o serviço para trechos menores e possibilita que os caminhoneiros tenham um ganho de qualidade de vida, ao não se ausentarem de casa por longos períodos.

“Além da sustentabilidade social que a cabotagem proporciona, temos uma redução importante do impacto ambiental do transporte. Vamos exemplificar com o transporte de mil toneladas de arroz, entre Pelotas (RS) e Fortaleza (CE) – ou seja, entre os portos de Rio Grande e Pecém. Para cada quilo de arroz transportado por rodovia temos a liberação de 225 gramas de gás carbônico na atmosfera. Com a cabotagem, a emissão de CO2 cai para 70 gramas por quilo transportado, uma redução de quase 70%.” O gerente geral de frotas da Mercosul Line, Claudio Rosa, aponta a segurança como grande diferencial da cabotagem. Ele explica que o custo do frete em si é muito próximo ao cobrado pelo transporte rodoviário, mas a redução de riscos torna o transporte por navio mais interessante. Um fator, disse ele, que ganha relevância em proporção ao valor da carga. “Quem faz uso constante disso são as indústrias instaladas em Manaus, que mandam eletroeletrônicos para os outros estados do País. Este transporte chega ao Sul do País depois de uma conexão, normalmente feita no porto de Santos.”

Outro ponto favorável é o alívio proporcionado aos estoques domésticos. Rosa explica que a vazão das redes de varejo para a indústria nem sempre acompanha o ritmo de produção, então, como forma de incentivo, as empresas de transporte marítimo oferecem armazenagem gratuita por tempo livre. “Já a carga importada tem, por determinação das autoridades portuárias, uma cobrança de armazenagem, que é calculada sobre o preço da mercadoria. Essa coordenação pode ser um entrave para a fluidez da cabotagem, mas também é vista como uma vantagem pelo varejo. Nessa época do ano, de preparação para o Natal, os eletrônicos são recebidos de imediato, em outras épocas, a loja já está cheia e o produto precisa esperar para ser levado ao estoque.”

SPH pretende retomar transporte fluvial para abastecer os portos

Retomar o transporte de contêineres por barcaças na Lagoa dos Patos e rio Jacuí até o porto do Rio Grande é uma das metas da Superintendência de Portos e Hidrovias (SPH) e um desejo dos armadores diz o superintendente da SPH, Vanderlan Vasconselos. Entretanto, Claudio Rosa, da Mercosul Line, diz que o impacto sobre a cabotagem deve ser pequeno. O executivo, que estuda o mercado gaúcho e pensa em operar no Estado em 2012, explica que a falta de berços apropriados para as barcaças em Rio Grande dificulta a passagem das cargas para os navios. “Percebo que desde o momento em que as cargas passaram a ser transportadas em contêineres, o fluxo de barcaças fluviais, com carga solta, tem diminuído. Essa modalidade sobrevive sobretudo na região norte, entre Manaus e Belém, mas tem potencial de retomada tanto na Lagoa dos Patos quanto no rio Paraná”, diz Rosa.

Rosa explica que a vantagem do transporte fluvial está atrelada à proximidade entre o porto e a planta industrial, além do conhecimento necessário para vencer a burocracia. Vasconcelos está convencido de que a retomada da navegação fluvial é o que há de mais favorável à logística do Estado. Ele explica que o SPH tem feito diversas reuniões, mas que ainda não encontrou uma empresa que atenda às necessidades do Estado.

O superintendente espera o apoio de uma entidade privada para abrir uma licitação. “Hoje não temos os recursos necessários, então abrimos a possibilidade para que algum empreendedor faça os estudos de viabilidade técnica, econômica e o licenciamento ambiental. Queremos licitar os portos de Porto Alegre, Pelotas e Cachoeira do Sul e a empresa vencedora levaria um contrato de 25 anos”, revela ele.

Burocracia diminui o número de embarques

A concorrência no transporte de cabotagem não é feita entre os armadores, as empresas de logística que operam as embarcações, mas entre a modalidade e o transporte rodoviário. Isso porque a documentação exigida para o embarque das cargas é muito diferente e, muitas vezes, representa um empecilho para a efetivação do transporte. A questão central, segundo os armadores, é a exigência do registro da carga junto ao Siscomex Carga, um sistema da Receita Federal que controla a movimentação de embarcações, cargas e contêineres vazios pelos portos brasileiros.

Embora tenha sido desenvolvido como um instrumento de controle aduaneiro (ou seja, para atender o comércio exterior), todas as cargas transportadas pelos navios que fazem a cabotagem precisam estar registradas, o que demanda uma estrutura de pessoal permanente nos portos para dar conta da burocracia. Outra exigência feita às cargas nacionais é o recolhimento de uma taxa de marinha mercante. O não recolhimento desse imposto provoca o bloqueio da carga, ou seja, sem a quitação não é possível embarcar o produto. Como os portos brasileiros funcionam, sem sua maioria, em capacidade máxima, o tempo de atracação é limitado e, se o proprietário da carga não faz a quitação a tempo, perde o embarque – o que provoca o imediato direcionamento dos contêineres para o transporte rodoviário, que tem como exigência burocrática apenas a nota fiscal.

O congestionamento se explica pela disputa de berços (pontos de atracação) entre os navios de cabotagem e as embarcações usadas por armadores de longo curso. “Por ética e por reconhecer o valor estratégico da cabotagem, os terminais têm dado espaço, mas a estrutura não permite ampliação nos portos de Paranaguá, Suape, Santos e Rio Grande”, afirmou Claudio Rosa, ao apontar que o terminal gaúcho melhorou muito a performance, porém ainda limita a cabotagem a apenas três berços de atracação. A quantidade é considerada pequena, pela análise do potencial de cargas. Dados da Mercosul Line indicam que apenas um quinto das cargas que viajam em longas distâncias no Brasil (mais de 1.500 quilômetros) são transportadas por navios de cabotagem.

FONTE: Jornal do Commercio (RS)/Clarisse de Freitas

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Embarcação deveria ter sido entregue em setembro do ano passado

O Estaleiro Atlântico Sul confirmou nesta quinta (20) que o navio João Cândido só será entregue em dezembro, completando 50 meses de construção. A fase de testes será iniciada em novembro, e depois da prova de mar, é que ele poderá ser entregue à Transpetro. O Navio estava previsto para ser entregue em setembro do ano passado. Essa é uma das informações obtidas pelo JC no evento Pernambuco Petróleo Business, que termina hoje no Enotel em Porto de Galinhas.

O encontro, o segundo produzido pelo Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP), do RIo de Janeiro, tem por objeto captar empresas da cadeia de petróleo, gás e off shore a investir no Estado. O evento foi considerado um sucesso. Atraiu 47 empresas, que participaram de exposição e outras 20 na rodada de negócios. Empresas do Brasil e exterior participam da feira. Entre as empresas que o PPB pretende atrair estão indústrias da cadeia produtiva, calderarias, metalmecânica, prestadores de serviços, como restaurantes para atender a indústrias, tubulações e outras.
FONTE: Jornal do Commercio (PE)

Três novos rebocadores já integram a frota que apoia as operações da Vale no Terminal de Ilha Guaíba (TIG), localizado em Mangaratiba, sul do Rio de Janeiro. “Timbopeba”, “Guaíba” e “Mutuca” são três das 51 embarcações encomendadas pela empresa a estaleiros brasileiros para garantir segurança e competitividade na ampliação de suas operações portuárias e marítimas.

A tração estática do “Timbopeba” é de 75 toneladas e a do “Guaíba” e do “Mutuca”, de 55. As embarcações irão aumentar a produtividade do porto, além de proporcionar mais segurança às manobras de atracação e desatracação dos navios graneleiros que operam no local.

Além de “Timbopeba”, “Guaíba” e “Mutuca”, serão entregues nos próximos meses mais dois comboios fluviais – formados por 32 barcaças – e dois empurradores. Outros 12 Rebocadores e 2 catamarãs já foram entregues, totalizando 51 embarcações.

Os rebocadores irão operar no Complexo de Tubarão (ES), no Terminal Marítimo de Ponta da Madeira (MA), no Terminal da Ilha Guaíba -TIG (RJ), no porto de Vila do Conde e em Porto Trombetas (PA). Os catamarãs, por sua vez, fazem o transporte de empregados da Vale que trabalham no Terminal da Ilha Guaíba (TIG). Já os comboios fluviais atenderão à Mina de Urucum, em Corumbá (MS).

Estaleiros brasileiros

Dos 15 novos rebocadores, 11 foram construídos no estaleiro Detroit, em Itajaí (SC), e os outros quatro, no estaleiro Santa Cruz, em Aracaju (SE). Com eles, a Vale passará a contar com 27 rebocadores. Somente com a construção dessas embarcações foram gerados 1.530 novos empregos, entre diretos e indiretos.

Os três rebocadores entregues recentemente representam investimentos de cerca de R$ 16 milhões por parte da mineradora e estão entre as embarcações mais modernas e eficientes que operam nos portos brasileiros.

As encomendas da Vale a estaleiros nacionais totalizam investimentos de R$ 403,9 milhões e contribuem para o aquecimento da indústria naval brasileira, com a geração de 2.465 empregos diretos e indiretos.

Os dois comboios estão sendo construídos no estaleiro Rio-Maguari (PA) e os dois catamarãs foram construídos no estaleiro Arpoador, em Angra dos Reis. As demais encomendas deverão ser entregues em 2010 e 2011. A construção dos comboios e catamarãs geraram 695 empregos diretos e outros 140 empregos indiretos

Características dos rebocadores:

“Timbopeba”
Boca Máxima (largura): 11,60 metros
Pontal moldado (distância da linha de base ao convés): 5,36 metros
Comprimento: 32,00 metros
Calado máximo: 3,80 metros
Tração estática: 75 Toneladas
Estaleiro: Detroit Brasil LTDA. Itajaí – Santa Catarina
Sociedade Classificadora: RBNA

“Guaíba” e “Mutuca”
Boca Máxima (largura): 10,25 metros
Pontal moldado (distância da linha de base ao convés): 4,31 metros
Comprimento: 24,40 metros
Calado máximo: 2,90 metros
Tração estática: 55 Toneladas
Estaleiro: Detroit Brasil LTDA. Itajaí – Santa Catarina

FONTE: Vale

Por Marcelino André Stein
 

Estimativas das mais diversas apontam que cerca de 95% do comércio internacional são transportados em navios e a maioria desses navios opera no regime de bandeiras de conveniência.

O termo bandeira de conveniência descreve uma prática de negócios no mercado da navegação internacional que consiste na inscrição de um navio mercante em um Estado soberano diferente do Estado dos reais proprietários ou operadores do navio. Esse país cobra impostos e taxas mínimos, por vezes nulos, e não tem desejo, nem a capacidade física ou financeira, de aplicar sua legislação interna ou a internacional, pertinente a registros de navios, para que um armador arvore sua bandeira. Na maioria das vezes, não mantém vínculos de qualquer natureza com estes armadores, senão o objetivo de ganhos financeiros imediatos.

Não existe um regime global que regule ou até desregule o registro de navios em determinados países, que obrigue ou desobrigue o registro nos países de que são cidadãos os proprietários dessas embarcações, instalando-se aí um verdadeiro “salve-se quem puder”, valendo qualquer regra para a manutenção barata de um navio.

Fazendo uma analogia ao caso concreto, podemos comparar com o tempo em que no Brasil era fato corriqueiro o emplacamento de carros em Curitiba, pois lá o IPVA era bem menor. Isso mudou, depois da reação estadual de São Paulo.

Este é o cerne do problema. Se países como Bolívia e Mongólia, que nem costa possuem, são hoje países de “registro aberto” – esse é o nome que se dá a esses países, onde a legislação é, digamos, mais frouxa -, quem regula as condições de trabalho em alto mar dessas tripulações? Não esquecendo que esses salários aviltantes causam também o chamado dumping social. Quem verifica os cascos e condições de navegabilidade desses navios? Quem dá a devida atenção ao fato de o Brasil deixar de arrecadar impostos ao não ter uma marinha mercante forte, deixando de criar um mercado de trabalho?

Esses países oferecem subsídios e isenções de impostos e taxas aos proprietários dos navios, criando uma competição desleal no mercado global, dando uma imensa vantagem competitiva a esses proprietários. Para regrar esse comércio não regulado, trazendo igualdade de competição às marinhas mercantes de todos os participantes do comércio internacional, faz-se necessário um “poder maior”, supranacional.

Com o advento da criação da Organização Mundial do Comércio (OMC), também sob o manto da ONU, surgiu um novo e poderoso instrumento para a eliminação de práticas desleais de comércio, mormente, com a promulgação, em 1995, do General Agreement of Tariffs in Services (Gats), sob a égide da OMC, que viria a tornar realidade uma maior transparência e progressiva liberalização do comércio internacional, em bases mais igualitárias.

Nada mais natural que defender a instituição criada para desfazer a “ordem natural” citada por Hobbes, no Leviatã, a “lei do mais forte”: as Nações Unidas – e dentro dela a OMC e, dentro da OMC, o órgão criado para lidar com os assuntos da navegação marítima internacional, o Gats, e, dentro do Gats, o Grupo de Trabalho de Serviços Marítimos.

Infelizmente, até o momento, a Rodada Uruguai, que culminou com a criação da OMC, não obteve ainda o sucesso esperado, ao menos no quesito de incluir e fazer valer os serviços marítimos sob as normas da OMC – e sob a égide do Gats. Hoje, a Rodada Doha tem timidamente o assunto em seu escopo de discussões, mas, aparentemente, esse assunto não tem encontrado países que patrocinem essa ideia com o devido entusiasmo, nem mesmo o Brasil.

Sustenta-se que todos os países possam usar uma legislação equânime para que haja não somente igualdade entre os contratantes, mas que, acima de tudo, haja respeito aos direitos humanos dos trabalhadores marítimos, segurança marítima e melhor proteção ao meio ambiente.

A omissão do Estado brasileiro e dos seus pares – membros da OMC e principais prejudicados pela injusta competição internacional, causada pelas bandeiras de “(in)conveniência”, que lançam mão de práticas desleais, e por vezes ilegais – impede o surgimento de uma marinha mercante e de uma indústria naval brasileira e, até mesmo, a criação de um poder marítimo digno da grandeza e das necessidades do Brasil.

Trata-se de tema importante para os interesses estratégicos de longo prazo do Estado brasileiro. A elaboração de uma política marítima de estado é fundamental para um país que tem uma das maiores costas e malhas hidroviárias do mundo e, tradicionalmente, estruturado desde o seu descobrimento, de “costas para o oceano”.

Estranho e revelador o fato de, até hoje, o Brasil não contar com uma guarda costeira, por exemplo, não explorar os benefícios de um cluster marítimo (no qual poderiam ser fabricados navios e embarcações), não ter mantido uma marinha mercante (hoje inexistente), não desenvolver as hidrovias (60 % da matriz de transportes é rodoviária), não desenvolver a navegação de cabotagem e não fortalecer a indústria naval, a fim de se tornar uma referência mundial em produtividade e competitividade marítima e portuária.

Marcelino André Stein é mestre em direito das relações econômicas internacionais pela PUC-SP, advogado e sócio do escritório Duarte Garcia, Caselli Guimarães e Terra Advogados

FONTE: Valor Econômico Online via Marinha do Brasil

 

A Vale realizou na última sexta-feira, em Busan (Coréia do Sul), o batismo de dois novos navios VLOC (very large ore carriers), Vale Rio de Janeiro e Vale Itália, encomendados ao estaleiro Daewoo Shipbuilding & Marine Engineering Co. Além do Vale Brasil, os dois mineraleiros também fazem parte de uma encomenda de sete navios ao estaleiro sul-coreano. O Vale Rio de Janeiro foi entregue nesta sexta-feira e o Vale Itália está previsto para ser entregue em outubro deste ano.

De acordo com a mineradora, o desenvolvimento deste projeto representou um enorme desafio tecnológico em termos de inovação. “Os navios permitem uma grande velocidade de carregamento e descarregamento, são adequados aos portos mais modernos do mundo e possuem eficiente sistema de drenagem, capaz de bombear água livre nos porões através de seis pocetos em cada um deles. Estes navios reduzem as emissões de carbono em 35% por tonelada de minério transportada. Em maio, o projeto recebeu o Nor-Shipping Clean Ship Award, prêmio internacional da indústria de navegação”, informou a empresa.

Uma infra-estrutura logística altamente eficiente constitui-se em elemento-chave para a competitividade no mercado de minério de ferro. Com o intuito de maximizar a eficiência de suas operações e atender ao crescimento da demanda global, a Vale está desenvolvendo várias iniciativas para obter economias de escala.

Os navios encomendados farão parte da solução logística entre os terminais marítimos da empresa no Brasil e os clientes europeus e asiáticos. Os mineraleiros têm alto padrão de segurança e contribuirão para reduzir o custo de transporte transoceânico de minério de ferro para as empresas siderúrgicas.

“Nosso objetivo é ter uma frota própria dedicada para parte de nossas exportações, uma frota que seja mais eficiente, sustentável, com alto padrão de segurança operacional e que contribua significativamente para a redução da volatilidade no mercado de frete”, afirma o diretor executivo de Marketing, Vendas e Estratégia, José Carlos Martins.

FONTE: Monitor Mercantil

O ComCoNTraM opera o Centro de Dados Regional do LRIT Brasil-Uruguai (Long Range Identification and Tracking) – CDRL, sistema de monitoramento marítimo que, por estar instalado na maioria dos navios mercantes acima de 300AB e utilizar informações satélites e criptografadas, tem se mostrado em âmbito internacional uma ferramenta moderna e confiável no monitoramento do Tráfego Marítimo e na contribuição ao combate a ilícitos transnacionais.

O CDRL recebeu autorização do Comando de Operações Navais para ativar, pela primeira vez, por um período de três dias, a área de monitoramento das 200 milhas marítimas, depositada na Organização Marítima Internacional (OMI).

O monitoramento dos Navios Mercantes, em trânsito nessa região, por meio do LRIT, permitirá analisar os custos do uso da ferramenta, identificar a viabilidade e as possibilidades decorrentes, com vistas a contribuir para o conhecimento do que ocorre em águas jurisdicionais e de interesse do Brasil e, em conseqüência, para a Consciência do Domínio Marítimo no âmbito de parte do Atlântico Sul.

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