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A Marinha do Brasil informou em seu site que, a partir do dia 2 de setembro, abrirá para visitação pública no Espaço Cultural da Marinha um modelo em escala natural de uma Nau da época dos descobrimentos, com uma exposição sobre a vida a bordo no final do século XV e início do XVI. Para quem  não conhece, o Espaço Cultural da Marinha (ECM) fica no Rio de Janeiro, próximo à Estação das Barcas (clique aqui para acessar o site do ECM).

Segundo a Marinha, o modelo dessa Nau foi construído em 2.000, para as comemorações do quinto centenário do descobrimento do Brasil e entregue à Marinha do Brasil, em 2008, tendo sido adaptado para essa finalidade e decorado, por meio de um projeto do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha, que se baseou em fontes iconográficas do século XVI.

A Nau, atracada ao  Espaço Cultural da Marinha, poderá  ser visitada todas as tardes, exceto nas segundas-feiras.O complexo cultural da Marinha no Rio de Janeiro, do qual o Espaço Cultural faz parte, é visitado por aproximadamente 200 mil pessoas, anualmente, das quais cerca de 40 mil são estudantes, com suas turmas.

FONTE e FOTO: Marinha do Brasil

NOTA do BLOG: a chamada “Nau Capitânia” ficou tristemente célebre à época de sua construção, pelos atrasos e problemas que não permitiram sua navegação quando das comemorações dos 500 anos do descobrimento, além de críticas sobre o valor gasto e supostos desvios, num projeto que envolvia o Ministério do Esporte e Turismo. Depois, foi objeto de disputas entre esse ministério e o da Cultura, e ficou aguardando destino em Niterói.

É de se louvar, agora, o fato de que finalmente  o navio terá utilidade para a cultura, história e formação da mentalidade marítima, como outras embarcações expostas no Espaço Cultural.

SAIBA MAIS sobre o Espaço Cultural da Marinha, no Rio de Janeiro:

Conhecendo a História através da Marinha – A Diretoria de Patrimônio Histórico e de Documentção da Marinha (DPHDM) disponibiliza para o público em geral obras de grande importância para a cultura militar naval, tanto para quem deseja se aprofundar no estudo da História do Brasil, como para quem quer apenas um bom passatempo.

Segue abaixo a relação das publicações, que podem ser adquiridas na própria DPHDM, na Praça Barão de Ladário, s/nº – Ilha das Cobras – Centro – RJ, cujo pedido deve ser feito pelo e-mail: humberto@dphdm.mar.mil.br ou ainda pelo tel/fax (0xx21)2104-5492, mediante apresentação do comprovante do depósito bancário, no valor dos livros solicitados, em nome do Departamento Cultural do Abrigo do Marinheiro – Banco Real – Agência 0915-6 – C/C 3003212-4 – CNPJ 72.063.654/0011-47.

Veja as Obras disponíveis na tabela clicando aqui.

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64 anos da tragédia do cruzador ‘Bahia’

vinheta-destaqueEm 30 de junho de 1945, o cruzador Bahia suspendeu de Recife com destino à estação de controle n.º 13, onde substituiu o CTE Bauru – Be 3, no controle e apoio ao transporte aéreo das tropas americanas, de regresso da Europa para os Estados Unidos. Na manhã do dia 3 de julho, depois de navegar cerca de 500 milhas em 50 horas, atingiu a sua posição na estação 13.

Na manhã de 4 de julho, durante os preparativos para um exercício com as metralhadoras antiaéreas Oerlikon de 20 mm, o cruzador Bahia parou momentaneamente para lançar ao mar um alvo flutuante para exercício de tiror, mas às 09:10h, foi atingido por uma violenta explosão provocada por um disparo acidental, que acertou as cargas de profundidade na popa.

A violenta explosão ocorreu quando o navio estava próximo aos Rochedos de São Pedro e São Paulo. Na catástrofe, perderam a vida o seu comandante, Capitão-de-Fragata Garcia D’Ávila Pires de Albuquerque e mais 339 dos 372 homens que estavam a bordo, inclusive 4 marinheiros americanos. Em 8 de julho, foram salvos apenas 36 tripulantes pelo mercante inglês S/S “Balfe“. Sua baixa foi oficializada pelo Aviso n.º 1055 de 19 e julho de 1945.

FONTE / FOTO: NGB

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