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Aviões anti-submarino russos vão operar a partir de bases venezuelanas

A Rússia e a Venezuela vão realizar exercícios navais no Oceano Atlântico ainda este ano, comentou nesta segunda-feira, 8, um porta-voz da chancelaria russa, confirmando versões similares surgidas no país sul-americano. Andrei Nesterenko disse ainda que Moscou estacionará temporariamente aviões anti-submarino em bases venezuelanas.
O anúncio russo foi feito após o presidente venezuelano, Hugo Chávez, afirmar em seu programa de TV Alo Presidente, a possibilidade de serem realizados exercícios militares conjuntos em nas águas do Caribe. Chávez observou que a manobra militar está ainda em fase de planejamento, mas a expectativa era de que os exercícios navais ocorressem no fim de novembro.
Segundo o porta-voz russo, vários navios da frota russa, incluindo o cruzador de propulsão nuclear Pedro o Grande (Pyotr Velikiy) (classe “Kirov”, foto acima) e o destróier Almirante Chabanenko (classe “Udaloy II”, foto abaixo), chegarão na América do Sul antes do fim do ano. Além disso, Nesterenko ressaltou que os exercícios conjuntos não serão direcionados contra nenhum terceiro país.
O líder venezuelano também reiterou que seu governo é “aliado estratégico” da Rússia. O anúncio sobre a possibilidade de exercícios conjuntos entre Caracas e Moscou ocorreu dias depois de o primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, ter advertido a Otan contra o envio de navios de guerra para o Mar Negro, logo após o conflito entre Moscou e Geórgia pela província separatista da Ossétia do Sul.

NOTA DO BLOG: A presença de um navio do porte do Pedro o Grande em águas da América do Sul é de surpreender. O cruzador nuclear é provavelmente o mais poderoso navio de guerra do mundo, depois dos navios-aeródromos americanos.
Enquanto o mundo gira e as coisas acontecem, o Brasil adia o anúncio e a execução do seu plano estratégico de defesa. A Venezuela, por sua vez, ao permitir a operação de aviões anti-submarino russos a partir do seu território, vai mostrar aos EUA como é bom brincar no quintal dos outros.

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Navios da frota russa virão para o continente sul-americano no final deste semestre com o propósito de realizar exercícios militares. Caso realmente se confirme, será a primeira vez na história que ocorre um evento como esse nesta parte do planeta.

O Contra-Almirante venezuelano Salbatore Cammarata Bastidas informou neste último sábado (6/7) que quatro navios russos, além de uma tropa composta por 1000 combatentes, participarão de um exercício conjunto entre os dois países. O evento ocorrerá ao largo da costa venezuelana e está marcado para os dias 10 a 14 de novembro. A informação foi divulgada pela BBC sem dar maiores detalhes. Ainda não se sabe se os navios russos visitarão outros países na região.

No dia 21 de agosto passado o presidente venezuelano Hugo Chavez deu declarações à TV estatal dizendo que se uma frota da Rússia viesse para este canto do mundo, “seria muito bem recebida”.

 

Bulgária recebe segunda fragata classe Wielingen

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A Marinha da Bélgica transferiu oficialmente a segunda fragata classe Wielingen para a Marinha da Bugária. A cerimônia de transferência da ex-Westdiep (agora Gordi) ocorreu no último dia 22 de agosto na base naval de Zeebrugge. A primeira delas, renomeada Druzki (ex-Wandelaar), foi adquirida em 2005 e espera-se ainda para este ano a transferência da Wielingen.

A classe Wielingen era formada por quatro unidades. Além dos três navios adquiridos pela Bulgária, a Westhinder foi desativada em 1993 e desmontada. Na Marinha da Bélgica estes navios foram substituídos por duas fragatas usadas classe Karel Doorman (batizadas Leopold I e Louise-Marie) adquiridas da Holanda em 2005.

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FREMM – Entregue primeira LM2500+G4

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A GE Marine Itália acaba de entregar a primeira turbina LM2500+G4 ao estaleiro DCNS. A turbina será instalada na primeira FREMM em fabricação na França. As FREMM possuirão um sistema de propulsão tipo CODLAG. A LM2500+G4 é a mais recente versão dessa famosa família de turbinas. Segundo o fabricante, ella oferece 17% mais de potência que a LM2500+.

 

HMCS Ville de Quebec no WFP

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A fragata canadense da classe “Halifax” HMCS Ville de Quebec começou no mês passado sua missão de escolta ao World Food Programme (WFP).
Os carregamentos do WFP tem como objetivo ajudar 2,4 milhões de Somalis que dependem de ajuda externa para alimentação, 90% da qual chega pelo mar. O fluxo de ajuda para a Somália é ameaçado por piratas que atuam próximos da costa e, de acordo com o International Maritime Bureau, os piratas já atacaram 24 navios este ano e 31 navios no ano passado.
O WFP entregou 112.500t de comida escoltados por navios de guerra da Dinamarca, França e Holanda, entre novembro de 2007 e junho de 2008.

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O SSBN russo Dmitrii Donskoy receberá em breve novos sistemas que o tornarão apto a disparar os mais recentes míssies desenvolvidos na Rússia. O Dmitrii Donskoy é um submarino da classe Akula (ou Thyphoon na OTAN) que tem sido utilizado para testar novas tecnologias para as futuras classes de SSBN russos.

Recentemente o Dmitrii Donskoy realizou um lançamento bem sucedido de um míssil Bulava. Esta nova tecnologia será aplicada nos submarinos da classe Borey (quarta geração), cujo primeiro exemplar é o Yuri Dolgorukii, lançado ao mar em abril de 2007.

 

O Almirante Eduard Baltin da Marinha da Rússia disse que pode aniquilar a força naval da OTAN enviada para o Mar Negro em vinte minutos. “Se for necessário, uma única salva de SSM do cruzador Moskva e de dois ou três outros navios seria suficiente para aniquilar todo o grupo” – afirmou o almirante ao site russo NOVOSTI.

O grupo do Moskva merece respeito e inclui, além do cruzador, três contratorpedeiros, duas fragatas, quatro corvetas e seis unidades menores. Do outro lado estão dez navios da OTAN, sendo três da USN, a fragata polonesa General Pulaski (Perry), a fragata alemã Lubeck (Bremen), a fragata espanhola Almirante Juan de Borbon (F100) e outros quatro navios turcos. Espera-se que mais oito navios se juntem ao grupo. Segundo a inteligência russa, a força da OTAN entrou no Mar Negro carregando mais de 100 mísseis Tomahawk.

 

Liberal na PANAMAX 2008

Fonte: MB

A Fragata Liberal (F43) participou, entre os dias 10 a 21 de agosto, da Operação PANAMAX-08, exercício combinado realizado na área do Caribe e América Central entre Marinhas Amigas, que envolveu 21 países e 32 navios.

Embarcados na F43, um destacamento do Grupamento de Mergulhadores de Combate (GRUMEC) participou de diversos exercícios durante a operação, entre os quais a retomada simulada do Navio “Diamond River” que transportava, também simuladamente, carga ilícita, e havia aprisionado toda a sua tripulação.

No dia 13 de agosto o Embaixador do Brasil no Panamá, Eduardo Prisco Paraiso Ramos, foi recebido a bordo da “Liberal” pelo Comandante da 2ª Divisão da Esquadra, Contra-Almirante Carlos Alberto Guimarães de Almeida e Albuquerque, onde pôde conhecer as principais instalações do navio, em especial o novo Sistema de Controle Tático e Armas (SICONTA MK II), o Sistema de Controle e Monitoração da Propulsão e Auxiliares (SCMPA) e o Sistema de Controle de Avarias (SCAV), desenvolvidos pela Marinha do Brasil no Projeto de Modernização das Fragatas Classe Niterói (MODFRAG).

Nota do BLOG: A Liberal recentemente participou da VENBRAS 2008 entre os dias 27 de julho e 5 de agosoto.

A operação PANAMAX é um dos maiores exercícios navais da América Latina. O objetivo principal do exercício é a defesa do Canal do Panamá. Neste ano os EUA participaram com sete navios: USS Tarawa (LHA 1), USS Forrest Sherman (DDG 98), USS Farragut (DDG 99), USS Kaufman (FFG 59), USS Devastator (MCM 6), USS Chief (MCM 14) e o USCGC Harriet Lane.

 

A despedida dos Buckeye

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Depois de treinar aviadores navais por 50 anos, o T-2 Buckeye da Marinha dos EUA despediu-se do serviço ativo. No último dia 22 de agosto, numa cerimônia ocorrida em Pensacola, foi dado o adeus definitivo. Ao longo de sua história, o Buckeye acumulou mais de 3,4 milhões de horas de vôo. Agora as aeronaves remanescentes serão encaminhadas ao AMARG (ex-AMARC), no deserto do Arizona. A missões de treinamento continuarão com os T-45 Goshawk, que deverá continuar em serviço pelos próximos 20 anos.

 

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2009:

USNS SATURN (T-AFS 10) – SINKEX
USNS CONCORD (T-AFS 5) – SINKEX
USNS SAN JOSE (T-AFS 7) – SINKEX
USNS HAYES (T-AG 195) – SINKEX
USS JUNEAU (LPD 10) – Inactive Fleet
USS NASHVILLE (LPD 13) – Inactive Fleet
USS TARAWA (LHA 1) – Inactive Fleet
USS KITTY HAWK (CV 63) – Inactive Fleet

2010:

USNS KILAUEA (T-AE 26) – SINKEX
USNS MOUNT BAKER (T-AE 34) – SINKEX
USS MCINERNEY (FFG 8 ) – Foreign Military Sales
USS LOS ANGELES (SSN 688) – Scrap
USS PHILADELPHIA (SSN 690) – Scrap

2011:

USNS FLINT (T-AE 32) – SINKEX
USNS KISKA (T-AE 35) – SINKEX
USNS SHASTA (T-AE 33) – SINKEX
USS MEMPHIS (SSN 691) – Scrap

2012:

USS BOONE (FFG 28) – Foreign Military Sales
USS STEPHEN W GROVES (FFG 29) – Foreign Military Sales
USS JOHN L HALL (FFG 32) – Foreign Military Sales
USS DUBUQUE (LPD 8 ) – Inactive Fleet
USS CLEVELAND (LPD 7) – Inactive Fleet

2013:

USS JARRETT (FFG 33) – Foreign Military Sales
USS UNDERWOOD (FFG 36) – Foreign Military Sales
USS CROMMELIN (FFG 37) – Foreign Military Sales
USS DOYLE (FFG 39) – Foreign Military Sales
USS KLAKRING (FFG 42) – Foreign Military Sales
USS DENVER (LPD 9) – Inactive Fleet
USS ENTERPRISE (CVN 65) – Scrap

 

O tumulto da IV Frota

Mario Cesar Flores
Almirante-de-esquadra (reformado)

A criação da IV Frota da Marinha dos EUA – IV Esquadra, à semelhança da II Esquadra (Atlântico), III Esquadra (Pacífico), VI Esquadra (Mediterrâneo) etc. – tem freqüentado nossa mídia com notícias mais ou menos especulativas ou sensacionalistas. O que realmente significa?

De conformidade com sua visão da segurança global, a condução estratégica dos EUA dividiu o mundo em regiões estratégicas (grandes comandos) – uma divisão antipática e arrogante, é claro, mas inerente à condição de superpotência global. Uma delas é o Comando Sul, que abrange o Caribe, as Américas Central e do Sul e seus entornos marítimos.

Esse comando (com sede em Miami) é de diminuta expressão quanto às forças militares que, ademais, lhe são alocadas em caráter conjuntural porque não existem razões que as justifiquem permanentes e ponderáveis, como justifica o Oriente Médio. Cabe essencialmente ao Comando Sul acompanhar a situação da segurança regional, promover o relacionamento com as Forças Armadas regionais (intercâmbio e exercícios, apoio como ocorre na Colômbia) e planejar/executar ações eventuais.

O Comando Sul sempre contou com força naval formada por navios destacados transitoriamente das Esquadras do Atlântico ou do Pacífico, irrelevante senão simbólica, mas satisfatória para os exercícios conjuntos (é o caso da Unitas realizada há 50 anos) e “demonstração de bandeira”, atividade tradicional de qualquer potência naval.

A criação da IV Esquadra padronizou a organização do Comando Sul, que passou a ter um Comando Naval, mas sua IV Esquadra continua pendente do destaque conjuntural de navios das esquadras do Atlântico e do Pacífico. O que mudou, portanto, é o fato de que o Comando Sul tem agora uma estrutura naval apta a acompanhar os acontecimentos regionais que digam respeito ao mar, a planejar e conduzir o relacionamento com as Marinhas regionais (que os EUA desejariam focar hoje no combate ao tráfico de drogas pelo mar, exercícios conjuntos que até recentemente enfatizavam a defesa do tráfico marítimo – herança da II Guerra Mundial esticada na Guerra Fria, e hoje perdendo relevância dada a improbabilidade da ameaça).

E apta também a planejar/executar convincente “demonstração de bandeira” onde os fatos a sugiram conveniente (como seria, por exemplo, a que indicasse atenção ao reaparelhamento naval venezuelano e ao relacionamento naval Venezuela-Rússia); e eventuais ações efetivas, cuja necessidade por ora não se vislumbra. Em suma, o Comando Sul passou a estar organizacionalmente equipado com a “inteligência” e o know-how naval que não dispunha de forma estável. Mas quanto à força naval em si, nada mudou significativamente.

A associação da criação da IV Esquadra com o petróleo no mar sob jurisdição econômica brasileira aparenta um tanto inflada. Aos EUA parece convir que a complicada hipótese pré-sal tenha sucesso e não seja um “pré-sal olímpico” sensacionalista, mas frustrante: comprar-nos-ão o petróleo, quem sabe assim reduzindo a dependência do venezuelano.

Além do que, convenhamos: não existem hoje razões que as justifiquem, mas se vierem a existir preocupações norte-americanas relevantes no entorno marítimo centro e sul-americano, os EUA têm como formar rapidamente uma esquadra à altura.

Têm feito isso mundo afora (como fazia a Grã-Bretanha no seu tempo) e não haveria de ser a inexistência da IV Esquadra formal que os impediria de fazê-lo.

Finalizando: a criação formal da IV Esquadra, além do recado “estamos atentos também ao mar”, tem mais a ver com a organização do Comando Sul e sua capacidade de acompanhamento/avaliação (Inteligência) e planejamento no que tange ao mar, do que com a constituição de força estável e significativa, que pode ser formada rapidamente, se e como necessário.

Como disse uma autoridade naval brasileira, devemos nos preocupar mais com a situação de nossa “única” esquadra, do que com a IV, norte-americana.

FONTE: O Globo

 

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Chanceler francês diz que Moscou pode ter interesse em outros países vizinhos com grupos pró-independência

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MOSCOU – Um embarcação da Frota do Mar Negro, o cruzador Moskva (classe “Slava”, conhecida como “matador de porta-aviões”), atracou nesta quarta-feira, 27, em Sukhumi, capital da região separatista georgiana da Abkházia, cuja independência, além da Ossétia do Sul, foi reconhecida por Moscou na terça. Os navios chegaram à região no mesmo dia em que o chanceler francês, Bernard Kouchner, afirmou que a Rússia pode ter interesse em outros países vizinhos, como a Ucrânia e a Moldávia – países que possuem movimentos separatistas -, depois da operação russa na Geórgia.
Vários navios foram recebidos com aplausos pelos habitantes da cidade, assim como pelo presidente da Abkházia, Serguei Bagapsh, e pelas autoridades locais. Segundo o vice-chefe do Estado Maior russo, general Anatoly Nogovitsin, a Rússia ordenou ainda que sua frota no Mar Negro vigie o crescente número de barcos da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e afirmou que Moscou não tem interesses de aumentar sua própria presença militar no mar. Nesta quarta, o porto georgiano de Batumi recebeu o navio americano Dallas, com ajuda humanitária.
Tropas russas continuam em partes da Geórgia, e Moscou reconheceu na terça formalmente a independência das províncias separatistas da Geórgia – Ossétia do Sul e Abkázia -, e irritou o governo americano e os principais líderes da União Européia. A decisão foi anunciada pelo presidente russo, Dmitri Medvedev, um dia depois de as duas câmaras do Parlamento russo terem aprovado uma resolução que pedia pelo reconhecimento. “Essa não é uma escolha fácil, mas é a única chance de salvar a vida das pessoas”, disse Medvedev.
Questionado sobre se a Rússia poderia optar pelo confronto com o Ocidente ao invés de cooperar, o ministro de Relações Exteriores francês afirmou: “isso não é impossível”. “Repito que isso é muito perigoso, e que existem outros objetivos, em particular na Criméia, Ucrânia e Moldávia”. Como a Geórgia, a Ucrânia tem um presidente apoiado pelo Ocidente e que pretende integrar a Otan, se afastando da esfera de influência do Kremlin, e que possui muitos cidadãos de origem russa. A península ucraniana da Criméia, uma região tradicionalmente reivindicada pela Rússia, que abriga a frota russa do mar.
Medvedev advertiu a Moldávia – outra república ex-soviética – para que “não cometer o mesmo erro da Geórgia” de recorrer à força para tentar tomar o controle da região separatista de Transdniester. “Depois que a Geórgia perdeu seus trunfos, todos os problemas pioraram e um conflito militar começou”, disse Medvedev ao presidente da Moldávia, Vladimir Voronin. “Esse é um alerta sério e creio que devemos lidar com outros conflitos em andamento que têm o mesmo contexto.”
Kouchner reiterou seu apelo para que a Rússia cumpra com seus compromissos internacionais, incluindo o cessar-fogo com a Geórgia mediado pela França. “Não podemos aceitar essas violações das leis internacionais, acordos de segurança e cooperação com a Europa, com as resoluções da ONU e pela primeira invasão de um território por um Exército depois de muito tempo”.

FONTE: Estadao.com.br

NOTA DO BLOG:

O navio Dallas, da Guarda Costeira dos EUA, deve chegar hoje a Poti, a cidade portuária mais importante da Geórgia. Áreas em torno da cidade também estão ocupadas por militares russos.
No domingo (24), o destróier americano USS McFaul chegou ao porto de Batumi. Ainda não está confirmado se o McFaul vai acompanhar o navio da USCG em Poti.
Segundo um porta-voz da Embaixada dos Estados Unidos na Geórgia, os dois navios estão na região a pedido do governo do país distribuindo ajuda humanitária aos georgianos que ficaram desabrigados pela guerra na Ossétia do Sul.
O governo americano disse que não existe chance de ação militar no solo da Geórgia. Mas a presença de militares americanos dentro de território naval da Geórgia é um sinal para os russos de que os Estados Unidos apoiarão seus aliados com mais do que palavras.
Mais uma vez o Poder Naval tem mostrado seu valor político-estratégico. Abaixo, uma foto em close do cruzador Moskva, enviado à Geórgia.

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Krivak -I

No último dia 21 de agosto a OTAN retirou o convite feito à Rússia para que um de seus navios integrasse o grupo naval que participará da Operação ‘Active Endeavour’. Este exercíco militar, que ocorrerá no Mar Mediterrâneo, terá foco em ações anti-terroristas. A fragata candidata a particifar da operação era a Legkiy (930), uma das duas fragatas classe Krivak -I modernizada ainda em atividade. Esta decisão está relacionada à recente escalada de violência na Ossétia do Sul.

 

Mk 8 já tem substituto na RN

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A BAE Systems desenvolverá um canhão naval de 155mm (foto) para equipar os atuais e futuros navios da RN. O contrato, firmado com o MoD do Reino Unido, foi avaliado em quatro milhões de libras esterlinas.

O futuro canhão substituirá os atuais Mk 8 de 4.5″ (114 mm). Segundo informado, as vantagens serão: maior proteção para os navios, redução de custos e melhoria nos aspectos logísticos, pois a munição será a mesma empregada pelos canhões do Exército britânico.

Os navios que serão contemplados com o novo armamento serão as fragatas Tipo 23 remanescentes e os novos contratorpedeiros Tipo 45. A classe Tipo 22 não foi citada. O acompanhamento desde projeto é importante para a MB, pois a quase totalidade do seu armamento de tubo de médio calibre é composta pelos Mk 8 de 4,5″.

 

Mais Perry para a Turquia

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A Marinha da Turquia receberá em breve mais duas fragatas classe “O. H. Perry” da USN. Uma será adquirida por compra e a outra será doada, mas ambas serão reformadas pelos EUA antes da entrega. A duas unidades foram recentemente retiradas do serviço ativo da USN. Atualmente a Marinha da Turquia já opera seis fragatas desta classe, todas adquiridas de sgunda-mão. Atualmente as “Perry” desempenham um papel secundário na USN e perderam muito da sua capacidade operacional. Esta classe, que já se aproxima dos 30 anos, será substituída pelos novos LCS.

 

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A costa croata é mais quente que a finlandesa, mas também possui uma linha costeira extensa, com águas restritas e muitas ilhas próximas ao litoral, possibilitando a adoção de soluções semelhantes em termos de emprego de meios navais. Em 17 de julho de 2008 a Croácia comprou duas Lanchas de Patrulha e Ataque Rápido (FAC – Fast Attack Craft) da Finlândia, pertencentes à classe “Helsinki” e que são adequadas para operação nesse tipo de cenário.
O contrato de aquisição foi assinado em Zagreb pelo Ministro da Defesa croata Branko Marjomaa e representantes da firma finlandesa Patria Aviation Ou, e engloba as lanchas Oulu (62) e Kotka (63). Segundo o Ministro da Defesa, essas embarcações não eram previstas nas metas do Plano de Desenvolvimento e Reequipamento das Forças Armadas Croatas, que abrange o período de 2006 a 2015, sendo sim um compra de oportunidade que foi realizada depois de um contato realizado por representantes do país junto a autoridades croatas, informando a disponibilidade desses meios para venda. Foi também levado em consideração a fato desses navios serem compatíveis com meios que já estão em serviço na Marinha deste país.
A classe “Helsinki” é também conhecida pelos finlandeses como “PB 80” e é formada por quatro navios, tendo a construção da primeira unidade sido autorizada em outubro de 1978 e às três subseqüentes em janeiro de 1983. A construção de unidades adicionais foi cancelada em favor dos novos navios da classe “Rauma”.
Os quatro navios foram construídos pelo estaleiro Wärstila, de Helsinki sendo a Halsinki (60) incorporada em setembro de 1981, a Turku (61) em junho de 1985, a Oulu (62) em outubro de 1985 e finalmente a Kotka (63) em junho de 1986.
Construídas em casco de alumínio, tem um comprimento de 45.0 metros, boca de 8.9 metros e calado de 3.0 metros (propulsores), um deslocamento leve de 250 toneladas e carregado de 280 toneladas. Podem atingir até 30 nós de velocidade máxima que é proporcionada por três motores MTU 16V538 TB92 acoplados a três propulsores gerando um total de 12.000 bhp. Conta com uma tripulação de cerca de 30 homens.
O armamento é formado por até oito lançadores de mísseis superfície-superfície RBS-15SF, um canhão de duplo emprego Bofors SAK Mk-1 de 57 mm/70, dois reparos duplos de canhões AAé Sako de 23 mm/87, duas calhas de cargas de profundidade (três cargas cada uma) e minas.
Em missões de minagem é necessário que sejam desmontadas as calhas para cargas de profundidade e os mísseis RBS-15 para poderem ser instalados os trilhos para as minas. Os canhões Sako são uma versão local e modificada do ZU-23-2 russo e são instalados em reparos que podem ser modificados para receber, em seu lugar até 6 mísseis Mistral.
São equipadas com um radar de vigilância de superfície Phillips 9GA 208, um radar de navegação Raytheon ARPA, um radar de direção de tiro Phillips 9LV 225, uma diretora de tiro optrônica Saab EOS-400, duas alças Galileo para os canhões de 23mm, sonar de casco de alta freqüência Simrad SS 304 e Towed Array Finnyards SONAC-PTA. Para Guerra Eletrônica conta com o conhecido MAGE Thales DR-2000U e com dois lançadores de foguetes de chaff e flare do tipo Wallop Barricade, para 32 foguetes cada.
A alça optrônica EOS-400, modelo semelhante ao instalado em nossas Corvetas classe Inhaúma, é usada para controlar o canhão de 57 mm e foi instalada inicialmente sobre o passadiço das três ultimas unidades da classe, que tinham um desenho de superestrutura um pouco diferente da Helsinki. A Helsinki sofreu mais tarde modificações em sua superestrutura e passou a ter a mesma configuração das unidades mais novas.
A quantidade de mísseis RBS-15 varia de acordo com a configuração dos navios, podendo ir de quatro a oito mísseis, mas com a instalação do Towed Array a boreste, passaram a carregar apenas três containeres de mísseis.

 

O fim da Tbilisi

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A PGGK (Fast Attack Craft-Missile Hydrofoil) Tbilisi, classe “Matka” (Project 206MP), da Marinha da Geórgia, atingida pelas forças russas.

 

O defeito do IKL-214

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A tela capturada mostra a imagem feita do periscópio do submarino grego Papanikolis (S120), Type 214 , nos testes de mar iniciais que levaram à reprovação do submarino pela Marinha da Grécia.
Os documentos abaixo confirmam que o submarino apresentou mais de 45 graus de inclinação lateral, navegando na cota periscópica. O Papanikolis encontra-se atuamente em novos testes de mar na Alemanha e desta vez espera-se que todos os problemas estejam solucionados.

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