A Marinha dos EUA (USN) autorizou o primeiro corte de alumínio para a produção do sexto LCS (Littoral Combatant Ship), o futuro USS Jackson (LCS 6), nas instalações da Austal Manufacturing Modular em Mobile, Alabama, no dia 1º de agosto.
O “primeiro corte” é um marco significativo da construção de navios, o que significa a progressão do navio a partir de desenhos de projeto para a construção.
“O LCS é um componente fundamental de nossa futura frota e exige o melhor de da habilidade das equipes de governo e da indústria”, disse o Diretor de Programa LCS (PEO LCS) contra almirante James Murdoch. “O início da produção da LCS 6 é mais um marco significativo no programa, e demonstra os benefícios da eficiência de nossos acordos “block buy” com os construtores de navios. Estes contratos de preço fixo garantem a eficiência de custos no programa e valorizam melhor o dinheiro do contribuinte.”
O LCS é uma classe inteiramente nova de navios para a USN. São unidades rápidas, ágeis, centradas em rede, de desenho modular e design focado em missões próprias. Estes navios irão fornecer aos comandantes as capacidades de combate necessárias a e a flexibilidade operacional para garantir o domínio marítimo e o acesso para a força combinada. O LCS irá operar em missões tipo “pacote” que empregam veículos tripulados e não tripulados.
FONTE/FOTO: USN
Porta-aviões francês receberá manutenção de rotina
A França anunciou hoje (quinta-feira) a retirada do seu porta-aviões Charles de Gaulle das operações da OTAN na Líbia, forçado a regressar ao seu porto de origem para a manutenção, mas afirma que não fracassará no seu esforço de guerra.
O Charles de Gaulle, com 2.000 pessoas a bordo, “permanecerá na Líbia, pelo menos até 10 de Agosto. Os marinheiros devem regressar a Toulon antes de 15 de Agosto”, declarou o ministro francês da Defesa, Gérard Longuet, numa entrevista ao jornal regional Var-Matin publicada hoje (quinta-feira).
Trata-se do maior navio de guerra a participar em operações militares na Líbia. Possui a bordo aviões – bombardeiros Rafale e Super – Etendard, bem como aeronaves de vigilância aérea Hawkeye.
“Após quatro meses de missao no Oceano Índico, o porta-aviões ficou apenas um mês em Toulon neste Inverno, antes de partir para Líbia a 20 de Março. Não temos necessidade de usar os homens e o material”, explicou Gérard Longuet.
“Regressará com o grupo aéreo a bordo e estará imobilizado durante vários meses para permitir a sua actualização técnica e a reposição da tripulação antes de um eventual reforço operacional”, precisa no seu site internet o ministério francês da Defesa.
Maior navio de guerra europeu, o Charles de Gaulle é o único porta-aviões da Marinha francesa e não pode ser substituído por um navio do mesmo tipo.
No entanto, assegurou Gérard Longuet, “vamos manter o esforço de França, que garante um quarto dos voos e um terço dos ataques” contra o regime de Muammar Kadhafi.
“A rendição será garantida pela Força Aérea”, acrescentou, precisando que seis aviões Rafale seriam enviados inicialmente à base aérea italiana de Sigonella, na Sicília, onde o ministro esteve na semana passada. Estes aparelhos juntar-se-ão aos cinco aviões do mesmo tipo já presentes nesta base.
A França enviou também aviões de combate Mirage 2000 à base Sul de Creta e um porta -helicópteros Mistral ao largo da Líbia.
“Estamos em condições de reenviar os nossos meios para assegurar até ao fim a missão confiada pela OTAN. Kadhafi não deve contar com nenhuma trégua”, sublinhou o ministro.
A decisão francesa de repatriar o Charles de Gaulle ocorre após a retirada das operações líbias do porta-aviões italiano Garibaldi e o fim da participação da Noruega nos ataques aéreos da OTAN. Os últimos quatro caças F-16 noruegueses tiveram as suas últimas saídas no passado fim-de-semana.
FONTE: Angola press
NOTA DO EDITOR: quem tem um, não tem nenhum
A frota russa do Mar Negro receberá seis submarinos convencionais classe Kilo nos próximos anos, informou o comandante da Marinha, almirante Vladimir Vysotsky na sexta-feira passada.
“Os seis submarinos Project 636 [classe Kilo] serão construídos para a frota do Mar Negro nos próximos anos” disse Vysotsky para o noticiário russo RIA Novosti.
A frota do Mar Negro, baseada em Sevastopol, possui apenas um submarino, o Project 877 Alrosa, que no momento passa por PGM em Kaliningrad.
Vysotsky disse um ano atrás que a construção de três submarinos Kilo para a frota do Mar Negro já tinha iniciado e os mesmos seriam lançados um a cada ano, começando em 2010.
A frota receberá um total de 15 novas fragatas e submarinos convencionais até 2020, informou o almirante em julho de 2010.
O almirante frisou que a zona operacional da frota do Mar Negro inclui o Mediterrâneo e que os navios também deveriam estar preparados para ações anti-pirataria no Golfo de Aden.
FONTE: RIA Novosti
Durante o Aero Índia 2011, o correspondente da Vayu teve o privilégio de realizar um debate com o Almirante (Reformado) da Marinha dos Estados Unidos (USN) Walter Doran, que é atualmente o presidente da Raytheon Ásia. Abordou brevemente na discussão a cooperação estratégica entre a emergente Marinha Indiana (IN) com a Marinha dos Estados Unidos (USN) na Região do Oceano Índico (IOR) e alguns cenários futuros.
Na verdade, entre a cooperação de vários serviços, a estreita cooperação e sinergia entre o IN e USN progrediram na medida em que tal natureza de cooperação têm o potencial para transformar a Índia em um dos aliados mais próximos dos Estados Unidos no mesmo nível que Grã-Bretanha, Israel e Japão, e, implicitamente, colocá-la como parceira privilegiada estratégica na Ásia-Pacífico.
Enquanto sistemas de vigilância no estado de arte estão, simultaneamente, entrando em serviço na IN e USN, na forma do MMA (Multi-mission Maritime Aircraft)Boeing P-8 Poseidon e, potencialmente, o E-2D Advanced Hawkeye (AEW & C), aconteceu outra ação mais significativa do ponto de vista estratégico. É que Northrop Grumman recebeu e respondeu a um Request for Information (RFI) do Ministério indiano da Defesa para o Northrop Grumman MQ-4C Broad Area Maritime Surveillance (MCA), um sistema aéreo não tripulado (UAS), para a IN (depois de ter obtido liberações necessárias de Governo dos Estados Unidos).
O MQ-4C BAMS UAS (anteriormente conhecido como o RQ-4N) é uma versão modificada para reconhecimento marítimo do RQ-4 Global Hawk, um Veículo Aéreo Não Tripulado (VANT) para Alta Altitude e Longa Duração (HALE), já comprovado em combate.
FONTE: Vayu Aerospace
IMAGENS: Northrop Grumman e Flight Internacional
COLABOROU: Ivan
Mario Cesar Flores
Ressalvado o restrito mundo profissional da defesa, nos últimos decênios nosso sistema militar vem sendo lembrado principalmente na síndrome da insegurança pública e (se tanto) no cenário da criminalidade transnacional fronteiriça, problemas de natureza basicamente policial, embora também militar, nos limites definidos em legislação.
Nas pesquisas de opinião as forças armadas são bem hierarquizadas no quesito confiabilidade. Entretanto, trata-se de confiabilidade relacionada mais à correção ética num universo público visto como venal do que como instrumento de defesa, preocupação ausente. Praticamente não existe no Brasil interesse político e societário pela defesa nacional.
A Estratégia Nacional de Defesa (END), aprovada em dezembro de 2008, é um documento abrangente, aberto ao conhecimento público, sobre a defesa em seus vários aspectos interativos, militares e civis. Pode e deve ser aperfeiçoada – como certamente será -, mas já é um passo positivo, despercebido pela opinião pública e pelo universo político. Vigente há mais de dois anos, qual foi até agora a sua repercussão no Congresso Nacional? Não houve, ao menos em nível que chamasse a atenção da mídia e, por intermédio da mídia, provocasse a da sociedade, em particular, da intelligentzia nacional.
Essa apatia preocupa, porque numa democracia a construção de poder militar eficiente, em coerência com o País e sua inserção internacional, não é viável na contramão do sentimento nacional, principalmente de sua representação política. Depende da aceitação política e societária de que fraqueza, pacifismo autista e jurisdicismo utópico não são virtudes absolutas, não garantem em quaisquer circunstâncias o progresso em tranquilidade.
A falta de interesse decorre de quatro razões.
Primeira: o preconceito gerado pelas interveniências militares na vida nacional, tema superado, mas ainda influente em segmentos do sectarismo anacrônico.
Segunda: no sistema militar não há espaço para a cultura clientelista e patrimonialista – o que reduz ainda mais o já precário interesse dos políticos brasileiros pautado nessa cultura.
Terceira: a defesa nacional não gera votos, tanto assim que na discussão política o tema militar praticamente se limita ao que afeta o humor eleitoral corporativo (salário, por exemplo).
E quarta: a mais que centenária ausência de ameaça clássica em que o Brasil tivesse vivido papel protagônico ou ao menos significativo (na 2.ª Guerra Mundial fomos atores coadjuvantes). Depois de Rio Branco, que via espaço para o poder militar, a política brasileira não o tem enfatizado – propensão insegura no incerto maior prazo, porque poder militar moderno não se improvisa ao se manifestar sua necessidade. Solução emergencial ao estilo “voluntários da Pátria” mal armados e mal preparados, da Guerra do Paraguai, seria hoje catastrófica; lembremos a esse respeito nosso despreparo na entrada na 2.ª Guerra Mundial, que compulsou à dependência tutelar dos EUA. Curiosamente, o ministro do Exterior não está explicitado no rol de ministros responsáveis pela formulação da END; a ser real a ausência, é, no mínimo, instigante!
O sentido desta última razão está sintetizado no final dessa frase de professor universitário, proferida com tranquila convicção no coffee break de seminário numa universidade: “Realmente os militares ganham pouco, mas por que pagar-lhes mais se não precisamos deles?”! Remuneração à parte, sem espaço neste artigo, a afirmação “não precisamos deles” é preocupante.
Sintoma emblemático do descaso: na votação do Orçamento a outorga ou a negação de recursos independem de seus efeitos na defesa nacional. Não se pode pretender do Congresso atenção detalhada, mas os recursos são concedidos ou negados à revelia daqueles efeitos, embora na democracia o Congresso também seja responsável pela defesa.
Na conciliação do preparo militar com as limitações orçamentárias – compreensíveis, errado é atuarem no bojo da apatia refletida no corte abstrato, tanto na tramitação congressual como na liberação pelo Executivo -, o orçamento da defesa precisa ser estruturado com a visão que assegure continuidade aos projetos prioritários, em geral longos e caros. Esse quesito não tem sido atendido, exigindo ajustagens que tumultuam o preparo militar e prejudicam o desenvolvimento tecnológico de interesse da defesa e a continuidade da indústria de defesa, insustentável sem demanda segura.
Não havendo trauma de risco que a precipite dramaticamente, a elevação da sensibilidade nacional sobre defesa é processo cultural que se estenderá por longo tempo. O processo deve esclarecer por que, como e quanto a dimensão estratégica do poder continua atuante no século 21, deve contextualizar a segurança do Brasil na sua região e no mundo, sem arroubos ufanistas, mas também sem escapismos utópicos como se o mundo vivesse a paz kantiana, embora Hobbes continue vivo nele…
Na medida em que ocorra a elevação, a defesa nacional passará a assunto de mérito, vista com responsabilidade e menos sujeita a mudanças radicais com as eleições porque é assunto de Estado, transcende os governos. Será resgatada da apatia e exercerá seu papel de respaldo ao progresso em tranquilidade e à interação do Brasil com o mundo, cujas turbulências pedem atenção, sem exageros, mas prudente.
Voltando à END: embora de fato um primeiro passo positivo, falta-lhe o aval do sentimento nacional, dependente do interesse político e societário pela defesa, sobretudo do político, hoje em claro déficit. A configuração do sistema militar é problema profissional, interno ao Ministério da Defesa, mas sua moldura é política. A dúvida que permeia as agendas nacionais dos países relevantes em todo o mundo, sobre o sistema militar que responde às vulnerabilidades e aos interesses do País nas circunstâncias do século 21, não terá resposta consistente sem aquele aval.
ALMIRANTE DE ESQUADRA(REFORMADO)
FONTE: O Estado de São Paulo, via Notimp
NOTA DO EDITOR: grifos nossos
Pelas fotos divulgadas no último fim de semana na Internet, falta pouco para o primeiro porta-aviões chinês ir ao mar pela primeira vez. O convoo já aparece limpo, com marcações pintadas e a chaminé produziu espessa fumaça. A previsão da primeira saída era para julho.
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Um submarino nuclear chinês estacionado perto do porto de Dalian, no norte da China, sofreu um acidente e está vazando radiação. A notícia foi dada no site Boxun.com e depois no blog de um ex-piloto de caça japonês.
O acidente teria ocorrido próximo da base onde está atracado o navio-aeródromo chinês.
Como acontece com todas as notícias militares chinesas vindas de fontes japonesas, esta deve ser lida com uma saudável dose de ceticismo. Nenhuma grande mídia confirmou o ocorrido.
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O navio de patrulha offshore classe Gowind L’Adroit deu início aos seus testes de mar na quarta-feira 27 de julho para que a DCNS possa validar características de navegabilidade e outras qualidades náuticas do navio.
Estes testes iniciais marcam o início da próxima fase do programa Gowind, que lidera os esforços da DCNS para ganhar uma fatia maior dos mercados de navios de superfície de pequeno e médio deslocamento. Os testes de mar estão começando em linha com o cronograma do contrato, apenas 14 meses após a construção iniciada da L’Adroit, um navio de patrulha marítima inovador projetado para missões de patrulha e vigilância.
“O início destes testes de mar é um marco simbólico que atesta o trabalho de equipe entre a DCNS, os investidores do projeto e co-contratantes, e as tripulações”, disse o gerente do programa Gowind OPV, Marc Maynard. “Todo mundo trouxe seu conhecimento e experiência para a mesa, e o compromisso incansável destas pessoas tornou possível para atender os ambiciosos objetivos industriais do programa.”
Durante os testes no mar, mais de 50 técnicos a bordo do navio realizarão uma campanha de ensaios intensivos para validar suas características marinheiras e outras qualidades náuticas. Depois de testar o sistema de combate a incêndios, controle de alagamento e outros sistemas de segurança, a equipe de bordo realizara testes com o sistema de propulsão e manobrabilidade do navio. Paralelamente a estes testes no mar, testes também serão realizados a bordo do navio na área de navegação, plataformas inerciais e outros sistemas relacionados.
Quando o navio regressar ao cais, a instalação dos equipamentos e o trabalho de pintura vai continuar. A conclusão da construção está prevista pela DCNS para o final de 2011.
O início de testes no mar com a OPV Gowind L’Adroit novamente demonstra a capacidade da DCNS para projetar e construir um navio altamente inovador em menos de 24 meses e em estrita conformidade com as autorizações orçamentais.
O OPV L’Adroit está sendo construído ao abrigo de um programa financiado pela DCNS e serão colocados à disposição da Marinha francesa durante três anos após a conclusão. O período de empréstimo de três anos permitirá que a Marinha qualifique o OPV, dando à DCNS um argumento excepcionalmente forte ao promover a família Gowind no mercado internacional.
A Marinha irá demonstrar a relevância da Gowind e o valor operacional para as missões atuais e futuras em alto-mar como vigilância da área, anti-pirataria, luta contra o terrorismo, a pesca de policiamento, interdição de drogas, proteção ambiental, salvamento e marítimo e ajuda humanitária.
O OPV L’Adroit tem um comprimento de 87 metros, podendo operar por até 3 semanas e um alcance de 8.000 milhas náuticas. Com uma velocidade máxima de 21 nós, o navio tem um convés de vôo e pode acomodar UAV (veículo aéreo não tripulado). Ele é projetado para tripulação reduzida, com um complemento de 30 homens e espaço para outros 30 passageiros.
O navio apresenta uma série de inovações importantes para as marinhas e guarda costeira: visibilidade panorâmica de 360 ° a partir do passadiço, um mastro único e integrado para o 360 º de cobertura radar, lançamento de barcos de commando rápido em menos de 5 minutos e provisão para UAVs e USVs (veículos não tripulados de superfície). A família Gowind também se beneficia da vasta experiência da DCNS em TI e sistemas de informação de comando. Embarcações na família Gowind podem ser facilmente adaptadas para a vigilância de área estendida quando operando em conjunto com os centros de controle em terra e outros navios em rede, para a detecção automática de comportamento suspeito por navios e outras embarcações.
FONTE: DCNS






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