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Ao menos… boia

NAe São Paulo A12 - 3

vinheta-clipping-navalUm grupo de peritos navais da Marinha francesa está a caminho do Brasil para uma inspeção técnica no porta-aviões São Paulo. Danificado pelo vazamento de vapor da catapulta, em 2005, que matou três tripulantes, a belonave até hoje não voltou plenamente à ativa, passando a maior parte do tempo no estaleiro.
Isso faz com que sua aquisição à França por US$ 25 milhões, em 2000, tenha sido até aqui o pior negócio militar do mundo. A delegação técnica dirá se existe a possibilidade de ele ter alguma utilidade um dia.

FONTE: Isto É, Coluna Ricardo Boechat / FOTO: Poder Naval

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vinheta-clipping-navalUma embarcação encalhada há 6 meses virou atração na Praia de Búzios, no litoral sul do Rio Grande do Norte. o mesmo local onde chegou. Antes de encalhar, o barco pesqueiro partiu da Nigéria e passou quatro dias à deriva.

Os seis tripulantes da embarcação já voltaram para os seus respectivos países e a embarcação virou atração turística. O surfista André Marques conta que o local é rota dos passeios de buggy e os turistas descem para tirar fotos. O apelo dos surfistas agora é que a embarcação vá para o fundo do mar e vire atração para os mergulhadores.

O comandante da Capitania dos Portos do Rio Grande do Norte, Alan Kardec, diz que existe um procedimento a ser seguido para um pretenso comprador da embarcação. Há ainda necessidade de obtenção de uma licença de importação e exportação da Receita Federal, que já está sendo analisada. Além disso, a Secretaria do Patrimônio da União está acompanhando o processo, uma vez que o barco está em uma área da União.

Barra de Cinco Pixels

FONTE: O Globo

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Marinha quer pacote entre 70 e 80 bi de euros

Encomendas MB - imagen OESP via MB

Projeção de investimentos para 20 anos foi feita por diretor em evento para executivos do setor

Nicola Pamplona

vinheta-clipping-navalOs investimentos no novo plano de reaparelhamento proposto pela Marinha podem superar os 70 bilhões de euros, segundo projeção feita pelo diretor de engenharia naval da Marinha, Francisco Deiana. “São entre 70 e 80 bilhões, mas para um prazo de 20 anos”, afirmou.

Em evento no Rio para executivos do setor naval, o militar detalhou a carteira de encomendas do programa que prevê a construção de diversos tipos de embarcações, sempre a partir da parceria entre uma empresa detentora de tecnologia e umestaleiro brasileiro.

Dois primeiros lotes de pequenas embarcações de patrulha já foram licitadas. Ainda este ano, a Marinha pretende contratar um terceiro lote, de navios-patrulha de grande porte, com custo estimado em R$ 230 milhões cada. O processo é semelhante ao promovido pela Aeronáutica na compra dos caças. A Marinha analisará as propostas de cada interessado e enviará um parecer para a Presidência, que tem a palavra final.

No caso dos caças, o governo se posicionou em favor da proposta da empresa francesa Dassault, após negociações entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Nicolas Sarkozy. O contrato, noentanto,aindanãofoi assinado.

“A Marinha emite um posicionamento técnico, mas sabemos que há também componentes estratégicos e políticos na decisão. Acredito que todos os pontos possam ser conciliados”, afirmouDeiana. Secolocadoemprática, o plano de encomendas também deve ter grande disputa, pela dimensão das contratações.

Apenas no pacote de navios patrulha de grande porte são 12 embarcações. Há ainda um grande pacote de 18 navios-escolta, com canhões e capacidade para transportar helicópteros, com custo estimado em 500 milhões de euros cada. A Marinha vai contratar ainda lotes menores, de 4 navios-patrulha fluviais e cinco navios de apoio logístico.

Submarinos nucleares.

De todas as compras previstas no programa, a Marinha já encomendou dois lotes de navios-patrulha de pequeno porte, um deles junto ao Estaleiro Inace,no Ceará, e outro do Estaleiro Ilha, no Rio. O custo estimado de cada unidade é de R$ 80 milhões.

Além disso, a Marinha fechou um contrato com a francesa DCNS e a Odebrecht para a construção de submarinos nucleares em estaleiro que será construído em Itaguaí, região metropolitana do Rio. A pedra fundamental será lançada em junho em cerimônia que deve contar com a participação do presidente Lula.

Análise: Roberto Godoy

A Marinha do Brasil está recuperando investimentos que deveriam ter sido feitos há 33 anos, quando a frota naval deixou de ser regularmente renovada. O governo do Brasil reivindica 4,5 milhões de km² de área de exploração econômica no Atlântico Sul. É o cenário de86% das principais rotas comerciais de interesse do País, sobre as quais, para garantir o direito de exploração, está assumindo responsabilidades de controle e da segurança da navegação.

Quando estiver em pleno funcionamento, a província petrolífera do pré-sal implicará numa espécie de arquipélago artificial onde devem trabalhar e viver cerca de 45 mil pessoas. O Comando da Marinha terá de assegurar a integridade desses recursos e negar o acesso a agressores. A frota pretendida, moderna, ágil e com elevado poder de fogo, é o instrumento de dissuasão adequado à situação.

Roberto Godoy é jornalista do ESTADO

FONTE / IMAGEM: O Estado de São Paulo, via sinopse diária da MB

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Marinha quer licitar navios escolta no valor de 9 bi de euros

FREMM França - imagem DCNS

vinheta-clipping-navalRIO DE JANEIRO – A Marinha do Brasil pretende licitar entre o final deste ano e o próximo a construção de 18 navios escolta no valor de 500 milhões de euros cada, uma competição de 9 bilhões de euros e cuja exigência de conteúdo nacional será menor do que a habitual.

“São navios muito complexos, é difícil atingir o índice de nacionalização de outras embarcações por causa das armas”, explicou o contra-almirante Francisco Deiana durante apresentação em seminário do setor naval na Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan). Os navios deverão ser construídos no Brasil em associação com um estaleiro projetista internacional, informou o militar, prevendo o prazo de 5 anos para a construção.

Destinados à proteção da costa, possivelmente na região do pré-sal da bacia de Santos, onde estão localizadas reservas de petróleo que podem mais que dobrar as atuais reservas brasileiras, os navios escolta terão que ter no mínimo 40 por cento de conteúdo nacional, um índice baixo se comparado aos exigidos em programas da Petrobras e suas subsidiárias, em torno dos 70 por cento.

FREMM-Itália-imagem-Marina-Militare

“O modelo estratégico é ter um projeto já consagrado que seja adaptado para a nossa realidade e construído no Brasil”, disse o militar, citando França, Itália e Alemanha como possíveis países que disputariam a encomenda. “São países que possuem projetos semelhantes e já fizeram apresentação para nós, mas não temos preferência”, se apressou em esclarecer antecipando uma possível polêmica que pode surgir nessa compra a exemplo do que ocorreu com a licitação de caças pelo governo brasileiro.

Ele admitiu no entanto que a decisão da compra, assim como no caso dos caças, deverá obedecer às lógicas estratégica e política do governo. “A Marinha emite o parecer técnico, mas existem outros componentes estratégicos e políticos”, afirmou. A licitação faz parte de um plano maior de modernização da frota da Marinha brasileira, já iniciada e que soma ao todo investimentos entre 70 e 80 bilhões de euros nos próximos 20 anos, segundo Deiana.

A primeira iniciativa foi a parceria estratégica com o governo francês em 2008 para construção de quatro submarinos diesel-elétricos convencionais e o primeiro submarino brasileiro com propulsão nuclear, com transferência de tecnologia. A pedra fundamental do estaleiro em Itaguaí, no Estado do Rio de Janeiro para construir o submarino nuclear será lançada em junho, segundo Deiana, em cerimônica com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Deiana informou ainda que o terceiro lote da licitação de 27 navios patrulha de 500 toneladas, no valor de 80 milhões de reais cada, será feita ao longo deste ano para mais 4 ou 6 unidades. O índice de nacionalização esperado é de 60 por cento.

Também até o final deste ano a Marinha espera assinar os contratos das 3 primeiras unidades com opção para mais 2 de uma encomenda de 12 navios patrulha de 1.800 toneladas, ao custo de 230 milhões de reais cada. Outras encomendas estão na lista de compras da Marinha, como embarcações do sistema de segurança aquaviário, de patrulhas fluviais, apoio logístico e navios hidrográficos.

F 219 Type 124 - foto Poder Naval Online

FONTE: Reuters, via Estadão

IMAGENS (de cima para baixo): FREMM versão francesa (imagem DCNS) FREEM versão Italiana (imagem Marinha Italiana) e Fragata Type 124 Sachsen – F219 (foto Poder Naval Online)

NOTA DO BLOG: ilustramos a matéria com imagens de alguns projetos mais recentes de escoltas dos três países citados na reportagem: França, Itália e Alemanha. Para ver matérias anteriores do Blog a respeito desses (e outros) navios que poderiam disputar essa encomenda, clique nos links abaixo.

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F40 Niteroi - by Guilherme Wiltgen - www.naval.com.br

vinheta-clipping-navalRIO – A Marinha de Guerra vai abrir um processo administrativo para apurar as causas do encalhe de uma das fragatas líderes da corporação, nesta terça-feira, na Enseada do Forno, em Arraial do Cabo. A Niterói (F-40) ficou atolada num banco de areia, apesar de ser dotada de ecobatímetro – sonar que mede com precisão a profundidade do mar – e de cartas náuticas elaboradas pela própria Diretoria de Hidrografia e Navegação (DHN) da corporação. O acidente ocorreu na maré seca. No entanto, a tábua de marés também é fornecida pela DHN. A embarcação, que teve problemas às 8h30m, foi desencalhada apenas às 18h15m pelo rebocador da Petrobras Ivan Barreto, com o auxílio de mergulhadores militares.

Em nota, a corporação informou que o problema ocorreu quando a embarcação estava na Enseada do Forno para embarcar uma equipe de especialistas do Centro de Armas da Marinha, que fariam testes operacionais para ajustar os sistemas de bordo. A fragata teria acabado de ser reparada. O navio, que foi construído na Inglaterra e modernizado no Brasil, era comandado pelo capitão de fragata Gilberto Chaves da Silva.

Segundo o mestre Erick Barreto, que pilota embarcações de apoio na região, a fragata encalhou no Baixio da Coroa, onde a profundidade média é de quatro metros, perto do Pontal do Atalaia.

Pescadores de Arraial e especialistas em praticagem nos portos do estado especulam que a fragata pode ter encalhado porque a âncora não estaria bem fixada no fundo e, com isso, correntes marítimas e ventos teriam arrastado a embarcação sem que o comandante notasse.

O presidente da Associação de Pescadores de Arraial do Cabo, Joaquim Rodrigues de Carvalho, o Quinzinho, estranhou o local do acidente:

- Nunca vi um barco grande naquela área. Ali não tem canal. No porto, estão dizendo que o navio foi arrastado pelo vento até encalhar, mas não vi o que aconteceu.

Um funcionário de praticagem, que não quis se identificar, informou que os navios de guerra não usam prático nos portos do estado. Os comandantes da Marinha seriam equiparados aos práticos.

- Acho pouco provável que a fragata tenha encalhado enquanto estava navegando. Os bancos de areia constam das cartas náuticas, e qualquer pessoa com o mínimo de experiência sabe onde eles estão. Uma hipótese plausível é que o navio estava fundeado e, por alguma razão, a âncora correu pelo fundo.

Para o mergulhador e profissional de resgate Jorge Luís de Paula, de 42 anos, seja qual for a causa, o encalhe foi um erro.

- Trata-se de um vacilo grande numa época em que as embarcações possuem a tecnologia de sonares, GPS e outros equipamentos de navegação – disse o mergulhador.

O especialista em defesa Alexandre Galante, editor do site Poder Naval, disse que pode ter havido avaria:

- Se as pás de hélice, as aletas estabilizadoras ou o domo do sonar tiverem sido danificados, o prejuízo foi de milhões. Esse risco existe.

No Acre, outro barco da Marinha também encalhado

Galante lembrou um acidente semelhante que aconteceu com a Marinha americana em fevereiro do ano passado, nos corais próximos ao Aeroporto Internacional de Honolulu, no Havaí. Na ocasião, para vergonha da corporação, um cruzador ficou à vista de turistas. O fato causou tanto embaraço à corporação, que o comandante da embarcação foi destituído de suas funções.

A fragata Niterói, construída em 1976, tem 192 metros, conta com uma tripulação de 217 militares e é dotada de mísseis antinavio e antiaéreo, canhões, lançadores para torpedos e foguetes antissubmarino, além de dois helicópteros. Atinge a velocidade máxima de 30,5 nós. A fragata participa de ações no Brasil e no exterior.

A Marinha do Brasil estava com outro barco encalhado até a última segunda-feira. O navio-hospital Doutor Montenegro ficou 26 dias encalhado no Rio Juruá, no Acre, devido a um suposto erro de cálculo do período da maré vazante. Outra situação embaraçosa ocorreu em 25 de dezembro de 2000, quando um acidente levou ao fundo do mar o submarino brasileiro Tonelero. O detalhe é que o naufrágio aconteceu em pleno cais do Arsenal do 1º Distrito Naval, na Praça Mauá, no Rio, onde o submarino estava sendo reparado. A Marinha informou que uma “sequência de avarias em válvulas do sistema hidráulico” inundou os compartimentos da embarcação. O submarino estava avaliado em US$ 150 milhões.

FONTE: O Globo / FOTO: Guilherme Wiltgen – Poder Naval

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Fragata Niterói encalhada

vinheta-clipping-navalRIO – A Fragata Niterói (F-40), da Marinha de Guerra, encalhou, na manhã desta terça-feira, num banco de areia entre a Prainha e a Ilha do Farol de Cabo Frio, onde fazia manobras, próximo ao porto de Arraial do Cabo. Por volta das 10h30m, o rebocador Ivan Barreto, da Petrobras (sic), tentou desencalhar a fragata, mas não conseguiu. O comando de Operações Navais da Marinha do Brasil, então, deslocou o rebocador de alto-mar Almirante Guillobel, do Primeiro Distrito Naval, para o local, que fica a cem metros da costa, na Reservar Extrativista de Arraial do Cabo. Por volta das 14h, um helicóptero da Marinha começou a resgatar técnicos que estavam a bordo da fragata.

Profissional de resgate, Jorge Luís de Paula, que já trabalhou em mais de cem resgates na área onde o navio encalhou, disse que já foram feitas várias tentativas em vão de desencalhe da fragata:

- Estão puxando a fragata pela popa. Está errado. Ela tem que ser puxada pela proa. Do jeito que estão fazendo, há risco de o navio bater nas pedras e causar um desastre ambiental – alertou.

Segundo o arrais Erick Barreto, a fragata encalhou por volta de 7h no Baixio da Coroa, onde a profundidade média é de quatro metros. Ele acredita que vai ser difícil desencalhar a embarcação militar porque a maré está baixando e só volta a subir depois das 16h. O rebocador da Marinha leva oito mergulhadores para auxiliar no trabalho de desencalhe da embarcação. Uma equipe especializada em desencalhe de embarcações também está seguindo para Arraial do Cabo.

A Fragata Niterói F-40, comandada pelo Capitão-de-Fragata Gilberto Chaves da Silva, foi construída em Hampshire, na Inglaterra, e incorporada à Marinha Brasileira em 1976. O navio possui 129,2 metros de comprimento e consegue atingir a velocidade máxima de 30,5 nós com seus quatro motores a diesel e suas duas turbinas a gás. Ela carregava uma tripulação de aproximadamente 200 militares e costuma participar de operações no Brasil e no exterior, como a Operação Unitas, com as Marinhas dos Estados Unidos, Uruguai e Argentina.

A fragata estava na Enseada do Forno para embarcar uma equipe de especialistas do Centro de Armas da Marinha. Eles iriam realizar testes operacionais específicos de alinhamento dos sistemas de bordo da embarcação militar.

FONTE: O Globo

Navio Hospital Doutor Montenegro

O Navio Hospital Doutor Montenegro, que estava há 26 dias abarrancado no município de Marechal Thaumaturgo, conseguiu sair para prosseguir viagem para a cidade Manaus. Com a cheia do rio Juruá, foi possível a locomoção do Navio do local aonde está sobre pedras, para retomar a navegação e chegar a Cruzeiro do Sul nesta segunda-feira, 03. A tripulação observa atendetamente o comportamento do nível do rio para seguir viagem com destino a capital amazonense.

O navio saiu de Marechal Thaumaturgo por volta das 03h30 horas da madrugada e chegou na manhã desta segunda-feira, (03). A tripulação do navio esperava ansiosamente a cheia do rio Juruá. O rio encheu os quatro metros esperados por todos para seguir viagem.

De acordo com o comandante Gleiber , os dias em que o navio ficou abarrancado foram dias de superação. “O rio secou e nós ficamos sem puder navegar, mas preparamos o navio para o momento do repiquete. Pedimos a Deus e Ele nos deu o repiquete para que pudessemos chegar a Cruzeiro”.

comandante GleiberAinda de acordo com o comandante Gleiber, o navio não havia encalhado, problemas técnicos aconteceram no motor e a tripulação teve que abarrancar a embarcação.

“É um erro conceitual que as pessoas têm de falar que o navio encalhou. Encalhar é quando o navio vem navegando e ele sobe em cima de um banco de areia ou de uma pedra. Na verdade não foi isso que aconteceu, o problema foi em um dos motores, nós tivemos que abarrancar o navio e fazer o reparo com os mergulhadores. O reparo não foi simples e nesse período o rio secou rapidamente, não tinha mais água no local. O termo encalhar não é correto, nós abarrancamos e o rio secou”- explicou.

Dependendo das condições do rio, o Navio Hospital Doutor Montenegro prossegue a viagem nesta terça-feira, (04). “Precisamos ver bem as condições do rio, especialmente neste trecho até Envira que é um trecho muito complicado”-afirmou o comandante.

Atendimentos

Mesmo abarrancado o navio Dr. Montenegro continuou prestando atendimento em Marechal Thaumaturgo. Um médico e um dentista foram deslocados para Cruzeiro do Sul para prestar atendimento no município. Mais de 16.400 pessoas receberam atendimento pela equipe de profissionais em saúde da Marinha totalizando 43.649 procedimentos realizados em 84 localidades no Vale do Juruá.

“Eu avalio positivamente o tempo em que o navio ficou parado. Nós fizemos uma coisa que pretendíamos, foi o que eu falei quando eu cheguei aqui, que nós temos muita vontade de fazer um trabalho com muito amor e carinho para essas pessoas que precisam, que estão isolados. Era esse povo que precisava que nós chegássemos lá. Nós chegamos e voltamos. Tudo bem que nós tivemos essa adversidade, mas podemos continuar por um tempo prolongado esse trabalho com a população” – conclui o comandante.

FONTE: Voz do Norte – O jornal do Juruá / FOTOS: Aureo Neto / SUGESTÃO: Walmor e Azevedo

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Submarinos: como anda o acordo com a DCNS

vinheta-clipping-naval Os presidentes Lula e Nicolas Sarkozy assinaram com grande pompa em dezembro de 2008 o contrato para a compra de cinco submarinos franceses, um deles de propulsão nuclear. Até hoje, no entanto, nenhum centavo foi repassado para a fabricante DCNS. Depois de muito reclamar, a empresa aceitou receber este ano três parcelas de 500 milhões de euros. Mas o primeiro semestre já vai longe e nada. Para agravar, o Ministério do Planejamento resolveu cortar R$ 2 bilhões do orçamento do Comando da Marinha, que terá apenas metade dos recursos para honrar o pagamento de pessoal e a manutenção de suas unidades.

FONTE: Isto É, via resenha do EB

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vinheta-clipping-navalO navio de assistência hospitalar Dr. Monte Negro, que está na região do Juruá desde janeiro e tinha previsão para retorna à Manaus no início de abril, poderá permanecer todo este ano no Vale Juruá. O navio chegou a Cruzeiro do Sul em 29 de janeiro e tinha previsão de retornar para Manaus dia 13 de abril, mas por conta da vazante rápida do Rio Juruá este retorno pode estar comprometido.

O navio encontra-se encalhado nas pedras que ficam no leito do Juruá, próximo ao município de Marechal Thaumaturgo. Uma equipe de resgate se deslocou de Cruzeiro do Sul em direção ao navio, em uma balsa contratada pelo Governo do Estado, mas também ficou encalhada nas rochas antes de chegar ao local.

A preocupação é que o Rio Juruá continua vazando e não há previsão de uma nova enchente. Se isto acontecer, o navio vai ficar no local até o próximo ano aguardando a subida das águas do Juruá. Esta é a segunda vez que o navio encalha no Rio Juruá por conta do volume baixo de água, uma equipe da Secretaria Estadual de Saúde já está se articulando com o comando do navio e da própria Marinha caso a embarcação não consiga sair este ano de Cruzeiro do Sul.

Esta é a décima expedição da equipe de médicos e enfermeiros da Marinha do Brasil realizando atendimento à população ribeirinha do Vale do Juruá. O navio hospital já se tornou uma referência para os ribeirinhos que têm dificuldades em chegar a um posto de saúde devido à distância dos centros urbanos. O que impressiona os profissionais é que a cada ano aumenta o número de atendimentos. A preocupação do comando da Marinha e do Governo do Estado do Acre é que este ano o navio iria passar por reforma, depois de 10 anos de funcionamento.

FONTE: Portal do Purus / FOTOS ENVIADAS: Walmor Rosa

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No dia 08 de abril, a Marinha do Brasil, representada pelo Comandante da Base Naval de Aratu (BNA), Capitão-de-Mar-e-Guerra Cláudio Viola, assinou contrato com a empresa B3BOAT, Indústria de Embarcações, representada pelo Sr. Danilton Camilo da Cunha, para a construção de 100 (cem) Lanchas Escolares, destinadas ao Fundo Nacional do Desenvolvimento do Ensino (FNDE), do Ministério da Educação.

As Lanchas Escolares, fabricadas em alumínio, com 7 metros de comprimento e capacidade para transporte de até 20 alunos, fazem parte da encomenda do FNDE de 600 embarcações contratadas junto às Bases Navais de Val-de-Cães (300), Natal (200) e Aratu (100) e serão utilizadas no bojo do Programa Federal “Caminho da Escola”, que tem por finalidade viabilizar o transporte escolar nas localidades não atendidas por meio rodoviário.

A cerimônia, realizada nas instalações da empresa B3BOAT, localizadas no Centro Industrial de Aratu, Município de Simões Filho, contou com a presença do Comandante do 2º Distrito Naval, Vice-Almirante Arnon Lima Barbosa, representantes da B3BOAT e Oficiais da Base Naval de Aratu.

Nos termos do Acordo assinado, a B3BOAT construirá as 100 embarcações nas instalações da BNA, no prazo de 24 meses, o que permitirá a essa Organização Militar Prestadora de Serviço (OMPS) adquirir capacitação na macro função de Construção Naval e em solda do tipo MIG, empregada nos trabalhos com alumínio.

FONTE: MB

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vinheta-clipping-naval O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o premier italiano, Silvio Berlusconi, manterão um encontro bilateral nesta segunda-feira (12) em Washington, a partir das 14h15 (15h15 no horário de Brasília).

Os dois chefes de Governo estarão na capital dos Estados Unidos para participar da Cúpula de Segurança Nuclear, convocada pelo presidente norte-americano, Barack Obama. O evento reunirá governantes de mais de 40 países e termina na terça-feira (13).

Após as conversas, Lula e Berlusconi presidirão uma cerimônia para a assinatura de atos, às 14h45 locais. O encontro ocorrerá na residência da Embaixada do Brasil e contará também com a presença do chanceler Celso Amorim.

Os temas bilaterais incluiriam, além da série de acordos econômicos – entre os quais poderia estar a venda de navios à Marinha brasileira -, o caso de Cesare Battisti, ex-integrante do grupo de esquerda Proletários Armados pelo Comunismo (PAC) que está detido no Brasil e cuja extradição é requisitada pela Itália.

Estava previsto que o premier italiano viesse ao país sul-americano no início de março, mas a visita foi cancelada por questões de agenda.

FONTE: DCI

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Ministério da Defesa foi o mais cortado nas verbas de custeio

Clique aqui para ver matéria (clipping) publicada no Blog das Forças Terrestres. E comente aqui no Naval o que você acha desse contingenciamento em relação à Marinha do Brasil (deixe o espaço no ForTe para comentários sobre os reflexos para Forças Terrestres).

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vinheta-clipping-navalNuma solenidade simbólica na manhã desta quinta-feira (18), na Base Aérea de Porto Velho, o governador Ivo Cassol recebeu das mãos do vice-almirante José Geraldo Fernandes Nunes, comandante do 9º Distrito Naval, sediado em Manaus, armamentos para uso das polícias militares e civil do estado de Rondônia.

Os fuzis de calibre .762 eram usados pelos fuzileiros navais e foram doados pela Marinha ao Governo do Estado em virtude da substituição dos armamentos daquela Força por outros mais leves, de calibre .556, mais apropriados para o uso na selva e transporte de tropas armadas.

Todos os armamentos foram inspecionados antes da entrega e, por serem de grosso calibre e pesados serão empregados principalmente na guarda de presídios, batalhões de fronteira e combate ao tráfico de drogas. Tanto a Polícia Militar quanto a Polícia Civil serão beneficiadas com as armas, tidas como das mais letais em uso nas forças armadas.

O almirante Fernandes explicou que a Marinha dispunha de uma grande quantidade de armas deste calibre que estão sendo substituídas por novos modelos, mais leves e de fácil transporte, e que os estados que solicitaram foram atendidos com a doação. “A Marinha do Brasil é parceira do Governo do Estado de Rondônia e com certeza estes armamentos serão bem empregados no combate à criminalidade no estado, por isso a doação”, disse.

Segundo o sub-comandante da Polícia Militar, coronel Maciel, parte das armas serão enviadas para a IMBEL em Itajubá – M.G., fabricante dos fuzis, para que sejam transformados em modelos portáteis, com a coronha dobrável, facilitando o uso de tropas de deslocamento rápido, como a C.O.E., que utilizará o equipamento. Soldados daquela corporação, inclusive, acompanharam e aprovaram o uso do armamento, considerado um dos melhores do mundo.

Acompanharam a solenidade o secretário de Segurança, Evilásio Sena, o sub-chefe da Polícia Civil, delegado Deraldo, e o delegado fluvial de Porto Velho, capitão de corveta Luberiaga.

A Base Aérea de Porto Velho, através de seu comandante, coronel aviador Jason Sakai, mais uma vez se prontificou a ceder seu espaço, infra-estrutura e segurança para a entrega do armamento ao Governo do Estado.

FONTE: Rondônia Dinâmica

 

Pacote italiano para a MB?

vinheta-clipping-navalOs dois governos [Brasil e Itália] também discutem formas para compensar a excessiva aliança do Brasil com a França na área de defesa, em detrimento da Itália, apesar dos laços históricos e da forte colônia italiana no Brasil, principalmente ao sul do país.

Lula e Berlusconi deverão aproveitar a visita para formalizar a compra de dez navios para a Marinha operar na costa brasileira. Serão fragatas, navios patrulha e um navio multiuso de logística.

Outro acordo já foi firmado em dezembro passado, para a fabricação de 2.044 blindados para o Exército pela Iveco de Sete Lagoas (MG), subsidiária da Fiat italiana. O valor do pacote de blindados foi de R$ 7 bilhões, em 20 anos.

FONTE: Folha de São Paulo

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vinheta-clipping-navalRIO – O porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Philip Crowley, afirmou na terça-feira que o país é “neutro” em relação à disputa entre Argentina e Reino Unido pela soberania sobre as Ilhas Malvinas, mas, ao mesmo tempo, acrescentou que o governo Barack Obama reconhece a “atual administração britânica”, segundo reportagem do jornal argentino “La Nacion”. Diante do retorno da questão das Malvinas à agenda internacional, provocado pela exploração de petróleo por uma companhia britânica no arquipélago, Crowley disse que os EUA poderão considerar a possibilidade de mediar uma solução para o conflito caso os dois países tenham interesse.

O porta-voz também aproveitou sua habitual conferência de imprensa para incentivar Argentina e Reino Unido a resolverem a questão por meio do “diálogo”. Apesar de serem membros de um acordo de defesa com os países latino-americanos (o Tratado Interamericano de Assistência Recíproca), os EUA ficaram do lado britânico durante a Guerra das Malvinas, que matou 649 soldados argentinos e 255 britânicos em 1982.

- Estamos cientes do problema e de sua história. Os Estados Unidos têm uma posição neutral em relação à questão da soberania, mas reconhecem a atual administração britânica das ilhas. E, assim como fazemos em todas as áreas onde há disputas, incentivamos soluções alcançadas por meio do diálogo – respondeu Crowley quando perguntado sobre a nova crise, segundo o “La Nacion”.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, também na terça-feira, que a Argentina tenha soberania sobre as Malvinas, questionando que a administração das ilhas caiba a um país localizado a 14 mil quilômetros. Em discurso na cúpula do Grupo do Rio em Playa del Carmem, no México, Lula pediu o início de um debate na Organização das Nações Unidas (ONU) sobre a polêmica envolvendo a exploração de petróleo na região. No mesmo dia, o Reino Unido rejeitou nesta terça-feira as objeções argentinas à prospecção de petróleo na costa das ilhas Malvinas, alegando que tal perfuração não viola o direito internacional.

FONTE: O Globo

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Segundo Marco Aurélio Garcia, ‘as Malvinas têm de ser reintegradas à soberania argentina’

vinheta-clipping-navalCANCÚN, México – O assessor internacional do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Marco Aurélio Garcia, declarou neste domingo, 21, que “as Malvinas têm de ser reintegradas à soberania argentina”. Garcia disse ainda que na Cúpula da América Latina e Caribe, que terá início nesta segunda-feira, 22, no balneário mexicano Cancun, “o Brasil manterá a posição histórica de solidariedade com a Argentina”. A nova polêmica surgiu depois de o Reino Unido ter decidido explorar petróleo nas Ilhas Malvinas. Garcia acompanha Lula na viagem presidencial de cinco dias ao México, Cuba, Haiti e El Salvador.

“Seguramente os países sairão daqui com uma posição de apoio firme às Malvinas, embora não saiba em que termos”, comentou Marco Aurélio Garcia. Segundo ele, “esta é uma questão de alta sensibilidade para toda a região” e, “diferentemente do passado, hoje há uma posição consensual na América Latina de apoio às reivindicações da Argentina no que diz respeito a soberania das Malvinas”.

Ele lembrou que, quando houve a Guerra das Malvinas, “a situação era diferente”. Naquela época, observou, houve países que apoiaram os ingleses, além do fato de que a Argentina “vivia um regime cruel, militar e tudo isso poderia tornar mais turva a situação”. Mas, mesmo naquele momento e naquelas circunstância, salientou, a posição da diplomacia brasileira foi de apoio à Argentina.

FONTE: Estadão

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O Brasil já foi à guerra

NAe São Paulo A-12 - 2

Meio século depois, um novo porta-aviões repete a sátira de Juca Chaves

O Brasil já vai a guerra, comprou um porta-aviões/Um viva pra Inglaterra, de oitenta e dois bilhões/Ahhhh! mas que ladrões. A sátira “Brasil já vai a guerra”, composta em 1958 pelo menestrel Juca Chaves, ainda parece perfeita para descrever o destino dos porta-aviões da Marinha brasileira.

Composta para ironizar a compra do NAeL Minas Gerais, o primeiro porta-aviões do país, depois vendido como sucata, a canção parece ter sido feita para o São Paulo, comprado em 2001. Em função de um acidente trágico, em que morreram três tripulantes, o novo porta-aviões passou cinco anos no estaleiro e já custou R$ 140 milhões em manutenção e reparação – sete vezes o preço de compra.

Anacrônico, o São Paulo não é capaz de transportar os caças que a FAB pretende comprar na célebre concorrência de US$ 5 bilhões que mobiliza franceses, suecos e americanos. Segundo a Marinha, eles são pesados demais para o porta-aviões. Procurado para falar sobre o assunto, Juca Chaves mandoudizer que está de férias.

FONTE: Revista Época / FOTO: Poder Naval

NOTA DO EDITOR: Mais uma matéria que sai na grande imprensa depreciando o único navio-aeródromo brasileiro. Na última enquete do Poder Naval, a maioria dos leitores acha que a Marinha deve continuar investindo em porta-aviões e aviação naval.

Na contramão, a grande imprensa continua a detonar o porta-aviões brasileiro por conta própria, por ignorância ou má fé. Mas a Marinha também deveria fazer melhor a sua parte, divulgando com mais profissionalismo as atividades do São Paulo e da Aviação Naval e sua importância.

O Poder Naval Online está à disposição da Marinha para facilitar esse trabalho de divulgação, temos equipamentos profissionais de foto e vídeo, tempo disponível e muita vontade de trabalhar. Só estamos aguardamos o convite da Marinha do Brasil.

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HMS York

vinheta-clipping-navalO primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, afirmou nesta quinta-feira que seu país já fez “todos os preparativos necessários” para proteger sua soberania sobre as ilhas Malvinas (chamadas de Falklands pelos britânicos). As declarações foram feitas em meio ao aumento da tensão diplomática com a Argentina na disputa pelo controle das ilhas.

“Fizemos todas as preparações que são necessárias para garantir que as ilhas Malvinas estejam adequadamente protegidas”, disse o premiê. Apesar disso, Brown disse que não planeja o envio de um reforço militar à região e que espera que prevaleçam as “discussões sensatas” com a Argentina.

Um decreto do governo argentino na terça-feira determinou a exigência de que todos os barcos que transitarem entre o país e as Malvinas peçam autorização prévia às autoridades argentinas.

A medida foi anunciada após o governo britânico ter autorizado, no começo de fevereiro, o início da exploração de petróleo na região nesta semana. A disputa sobre as ilhas Malvinas, sob controle britânico desde 1833, já foi objeto de uma guerra em 1982, quando os argentinos foram derrotados após tentarem uma invasão.

Reforço

O Ministério da Defesa britânico negou relatos publicados pelo tabloide britânico “The Sun” de que estaria ordenando o envio de um reforço naval para as Malvinas. Em uma entrevista à BBC nesta quinta-feira, o deputado William Hague, ex-líder do Partido Conservador (oposição) e atual porta-voz do partido para assuntos de Defesa, defendeu em entrevista à BBC o aumento da presença  naval britânica na região.

“Algum tipo de presença naval maior -pode ser somente um navio em visitas regulares–, este tipo de coisa mostraria claramente à Argentina -com quem, novamente, queremos manter relações amistosas- que estamos firmes em relação a isso”, disse Hague.

“Seria um sinal para que não interpretassem mal as intenções britânicas. Uma das coisas que deram errado nos anos 1980 foi que os argentinos acharam que nós não estávamos realmente comprometidos com as ilhas Falklands. Então, não podemos cometer o mesmo erro novamente. Nosso comprometimento deve ser muito claro”, afirmou.

O Ministério da Defesa britânico afirmou que não necessita aumentar sua presença na região por já contar com uma presença permanente que inclui quatro navios e mais de mil soldados estacionados nas ilhas. A presença britânica foi reforçada após a guerra de 1982, que resultou na morte de 649 soldados argentinos e de 255 britânicos.

Escalada

Para a especialista da BBC em questões de Defesa Caroline Wyatt, o governo britânico parece disposto a evitar uma escalada na disputa sobre a exploração de gás e petróleo no Atlântico Sul, apesar das medidas anunciadas pela Argentina na terça-feira.

O correspondente da BBC em Buenos Aires Andrew Harding diz que é difícil encontrar alguém na Argentina que acredite que haja algum risco de as Malvinas gerarem um novo conflito militar. Mas o vice-ministro das Relações Exteriores da Argentina, Victorio Taccetti, disse que seu país tomará “as medidas adequadas” para impedir a exploração do petróleo na região.

Antes de estabelecer o controle do tráfego naval para as ilhas, o governo argentino já havia ameaçado proibir as empresas que participassem da exploração de gás e petróleo nas águas do entorno do território de operar na Argentina. Apesar disso, a empresa britânica Desire Petroleum, que ganhou uma concessão para a exploração na região, afirmou que poderia iniciar as perfurações já na próxima semana.

Na semana passada, um navio levando equipamentos para perfuração foi interceptado pelas autoridades argentinas.

Grandes reservas

Geólogos dizem que o leito oceânico no entorno das Malvinas pode conter grandes reservas de gás e petróleo. No ano passado, a Argentina submeteu às Nações Unidas um pedido para o reconhecimento de soberania sobre uma vasta extensão do Atlântico Sul, baseado em pesquisas sobre a extensão da plataforma continental do país. O pedido aumentaria o território marítimo argentino em 1,7 milhão de quilômetros quadrados e incluía as ilhas controladas pelo Reino Unido. As águas no entorno das Malvinas são consideradas pelo Reino Unido como território britânico além-mar.

Nesta quinta-feira, um porta-voz do Ministério da Defesa britânico disse que o governo está “totalmente comprometido” com as ilhas Malvinas. O Ministério das Relações Exteriores britânico, por sua vez, disse que o Reino Unido e a Argentina são “parceiros importantes” em questões como a economia global e o combate às mudanças climáticas.

“E queremos, e já oferecemos, uma cooperação em questões relacionadas ao Atlântico Sul. Vamos trabalhar para desenvolver ainda mais este relacionamento”, afirmou um porta-voz.

FONTE: BBC Brasil, via Folha online

FOTO: Royal Navy (Marinha Real) – HMS York, destróier de defesa aérea Tipo 42, que no ano passado fez viagem ao Atlântico Sul, fazendo escala no Rio de Janeiro. O navio rendeu o HMS Gloucester (outro destróier Tipo 42) na patrulha da região austral, que inclui as Malvinas / Falklands. A matéria do jornal The Sun, citada no texto acima, era ilustrada por esta foto – mas vale lembrar mais uma vez que a presença naval britânica na região é constante.

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