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A construção do primeiro dos cinco submarinos, em parceria com a França, deverá começar em 2011

vinheta-clipping-navalO ministro da Defesa, Nelson Jobim, informou hoje (27 de agosto) que os cinco submarinos que o Brasil construirá em parceria com a França ficarão prontos até 2021. Serão fabricados quatro submarinos convencionais e um nuclear. Segundo o ministro, que falou durante audiência pública na Comissão de Relações Exteriores do Senado, o primeiro começará a ser construído em 2011.

Quanto ao submarino nuclear, ele explicou que caberá ao Brasil produzir o propulsor nuclear e à França, a transferência de toda a tecnologia não nuclear para o país. “Isso (tecnologia nuclear) não se transfere para ninguém. Nenhum país transfere tecnologia nuclear para outro”, ressaltou o ministro. O acordo que permitirá a construção dos submarinos foi firmado em dezembro do ano passado pelos dois países e visa à transferência de tecnologia militar francesa para o Brasil.

Ele disse que parte do primeiro submarino será feita na França, onde técnicos brasileiros serão treinados para essa finalidade. Já os restantes, inclusive o nuclear, serão construídos no Brasil. O estaleiro e a base de operações ficarão em Itaguaí, no Rio de Janeiro.

De acordo com o ministro, o reator do submarino nuclear começará a ser desenvolvido em 2010 e deverá estar pronto até 2014. O início da construção do submarino nuclear está previsto para 2016. Jobim garantiu que esse submarino não terá armas atômicas porque a Constituição Federal não permite.

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Jobim informou que o valor total da construção dos submarinos é estimado em E$ 6,690 bilhões e que mais E$ 100 milhões serão destinados ao seguro do projeto de construção. O Brasil vai entrar com uma contrapartida de E$ 592 milhões e terá prazo para pagar até 2026.

O ministro explicou que o Brasil optou pelo acordo com a França, e não com outros países, por causa da questão da transferência de tecnologia. “O que nós queremos é exatamente sair da compra de prateleira para entrar na negociação de parceria. E parceria corresponde a transferência de tecnologia”, afirmou Jobim. Ele informou que outros países foram procurados, mas não estavam dispostos a fazer transferência de tecnologia.

Segundo o ministro, o presidente da França, Nicolas Sarkozy, deve vir ao Brasil no dia 7 de setembro para assinar o acordo que permitirá dar segmento ao projeto de construção dos submarinos.

FONTE: Agência Brasil

IMAGEM DE BAIXO: cronograma apresentado no pdf sobre a palestra, disponibilizado pelo Ministério da Defesa

NOTA DO BLOG: para acessar todas as páginas da apresentação feita pelo Ministro da Defesa, na audiência pública conjunta das comissões de Relações Exteriores e de Ciência e Tecnologia do Senado Federal, clique aqui (o link é para um arquivo em pdf disponível no site do Ministério da Defesa)

SAIBA MAIS:

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José Meirelles Passos

vinheta-clipping-navalAo justificar a compra de quatro submarinos Skorpène , da DCNS, estatal da França, e um casco maior – ao qual seria instalado um propulsor nuclear, que ainda está em desenvolvimento no Brasil – o ministro da Defesa, Nelson Jobim, tem dito que não fechou acordo com uma empresa concorrente, da Alemanha, porque não haveria transferência de tecnologia. A alemã HDW construiu no Arsenal da Marinha, no Rio de Janeiro, os cinco submarinos convencionais que o Brasil vem usando. Segundo Jobim, “depois da Segunda Guerra Mundial, a Alemanha tem limitações, por tratados internacionais, de transferir a tecnologia que precisamos”.

No entanto, em proposta enviada ao Comando da Marinha e a Jobim – e que tem preço mais baixo do que a feita pela França – a firma alemã deixa claro que não há restrição alguma. O documento, protocolado no último dia 6, obtido pelo GLOBO, diz: “Antes de tudo, temos o prazer de informá-lo que o governo da República Federal da Alemanha aprovou o pedido feito pela HDW para transferir à Marinha brasileira a tecnologia do projeto do submarino, para o desenvolvimento de seu próprio grande submarino, que poderá receber a propulsão nuclear, atualmente sendo desenvolvido pela Marinha brasileira”.

O documento deixa mais claro que a opção francesa preferida pelo governo brasileiro – Jobim afirma que o contrato será assinado dia 7 de setembro – é bem mais cara do que a outra oferta. Segundo o Comando da Marinha, só o casco francês custaria cerca de dois bilhões de euros. E a transferência de tecnologia de projeto da embarcação sairia por 900 milhões de euros adicionais. Um total de 2,9 bilhões de euros por um modelo criado dez anos atrás e que só poderia entrar em atividade quando o Brasil conseguir produzir e homologar um propulsor nuclear. A estimativa de técnicos do setor é a de que isso levaria de 15 a 20 anos.

Curiosamente, o mais novo submarino nuclear francês, o Barracuda – tido como o mais avançado do mundo – está orçado em 1,9 bilhão de euros. Ou seja, 1 bilhão de euros a menos do que o casco de submarino que a França pretende vender ao Brasil.

FONTE: O Globo

 

A volta do militarismo

MARCOS NOBRE

vinheta-clipping-navalNÃO FOSSE por Janio de Freitas e José Meirelles Passos, nem sequer haveria discussão pública sobre a aquisição de submarinos da França ao preço de 6,8 bilhões. Apesar da oscilação das explicações e da visível má vontade do Ministério da Defesa em prestar contas da decisão, o fato é que as justificativas apareceram.

Essa é uma discussão que precisa ir ainda mais longe. Porque uma escalada militarista está em curso.

Não é casual que o contrato com a França vá ser assinado no próximo dia 7 de setembro. Não é casual que o Brasil aposte no fortalecimento da Unasul e, principalmente, em uma estratégia comum de defesa dos países sul-americanos.

Existe hoje uma ampla aliança de antiamericanismo e nacionalismo como talvez só se tenha visto nos idos de 1960. Tudo indica que as Forças Armadas conseguiram fincar no coração do sistema político a sua duradoura convicção: a da necessidade de dar ao Brasil um poderio bélico que lhe garanta uma incontestável posição de hegemonia militar na América do Sul.

Sempre quiseram uma indústria bélica nacional forte, embora não tenham conseguido isso nem em 20 anos de ditadura militar. Os desenvolvimentistas fecham com a ideia. O Itamaraty quer de qualquer maneira um assento no Conselho de Segurança da ONU.

A contrapartida institucional interna desse projeto está na nova Estratégia Nacional de Defesa, em exame no Congresso. Segundo a proposta, Marinha e Aeronáutica passarão a ter, em casos específicos, poderes de polícia. Mais significativo ainda, cria-se no Ministério da Defesa uma nova secretaria dedicada exclusivamente à compra de armamentos.

Nesse projeto de longo prazo, os recursos das jazidas de petróleo acabarão servindo para aumentar de maneira espetacular o orçamento militar. O próprio Lula já disse que parte do fundo que virá do pré-sal deve ir para a Marinha.

Se essa velha aliança tiver continuidade nos próximos governos, os problemas não vão ser poucos.

Em relação ao passado, esse acordão vai brindar o aniversário de 30 anos da Lei de Anistia com o enterro definitivo das atrocidades da ditadura militar, de que a encenação patética da busca de corpos de guerrilheiros no Araguaia é apenas o começo.

No presente, ela significa, por exemplo, a infâmia de o Brasil se recusar a assinar o tratado contra bombas de fragmentação.

No futuro, teremos uma América Latina pobre e instável diante de uma corrida armamentista sem precedentes, que irá consumir recursos preciosos que deveriam ser destinados a combater suas desigualdades.

FONTE: Folha de São Paulo

NOTA DO BLOG: Esse texto da Folha mostra infelizmente o tipo de pensamento que ainda existe entre alguns jornalistas da grande mídia. Quando perceberão que o avanço do país está ligado diretamente à organização, reaparelhamento, melhoria e eficiência de suas Forças Armadas e não ao seu sucateamento?

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Despesas com projeto são objeto de polêmica e ainda não tinham sido publicamente detalhadas pela Marinha

vinheta-clipping-navalO governo brasileiro pagará, à estatal francesa DCNS, € 3,66 bilhões pelos cinco submarinos que está comprando da França. A cifra é a soma do custo da construção do casco do primeiro submersível nuclear do País (cerca de € 2 bilhões) com os quatro Scorpène convencionais ( € 415 milhões, cada um), informou a Marinha.

O total dos gastos do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub), porém, será bem maior – € 6.790.862.142 – , por incluir transferência de tecnologia e a compra de sobressalentes, torpedos, um estaleiro e uma base para a nova embarcação. O negócio foi acertado em 2008 entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente francês, Nicolas Sarkozy. As despesas com os submarinos são objeto de polêmica e ainda não tinham sido publicamente detalhadas pela Força.

A Marinha deu as informações por escrito, em resposta a perguntas do Estado. O custo de € 2 bilhões (R$ 5,2 bilhões) do submarino a propulsão nuclear brasileiro é maior (em valores de 2008) que o dos primeiros submarinos nucleares das classes Astute (britânico, 1,5 bilhão de libras ou R$ 4,5 bilhões) e Barracuda (francês, €1,9 bilhão ou R$ 4,97 bilhões). E menor do que o gasto dos EUA com o primeiro Virginia (US$ 4,9 bilhões ou R$ 9 bilhões).

O Brasil, porém, fornecerá o reator. Por cada um dos seis Scorpène comprados em 2004, a Índia pagaria € 400 milhões; o Chile pagou US$ 500 milhões cada, em 1997, o que hoje seria € 350 milhões. A Marinha diz que os Scorpène do Brasil serão cinco metros maiores e com maior autonomia.

“Convém assinalar que existe um custo, previsto em contrato, para a transferência de tecnologia de construção, que em muitos aspectos será diferente e aprimorada, quando comparada à nossa experiência prévia”, diz o texto. “A transferência de tecnologia de projeto de submarinos, incluindo os sistemas de combate e de controle da plataforma, representa aspecto decisivo e crucial, sobretudo pela dificuldade em encontrar parceiros internacionais que realmente estejam dispostos a concretizar tal transferência de tecnologia, o que possibilitará projetar, no futuro, os nossos próprios submarinos.”

O restante do valor do contrato será distribuído da seguinte forma: € 1.868.200.000 (R$ 4.894.684.000), pela base e o estaleiro; € 900 milhões (R$ 2,35 bilhões) pela transferência de tecnologia de projeto do submarino convencional e do nuclear; €100 milhões ( R$ 262 milhões) pela aquisição de torpedos; € 240 milhões (R$ 628 milhões) pelo chamado apoio logístico integrado (sobressalentes para os submarinos).

A Marinha espera que o submarino brasileiro a propulsão nuclear esteja pronto em 12 anos. O Prosub será pago por meio de um empréstimo de €4.324.442.181 (R$ 11,3 bilhões), a ser feito ao Brasil por um consórcio de bancos liberado pelo BNB Paribas, que será pago ao longo de 20 anos. Haverá uma contrapartida brasileira, €598.219.961 (R$ 1,56 bilhão).

A compra de submarinos pelo Brasil tornou-se objeto de controvérsia porque a empresa alemã HDW, fabricante dos cinco submarinos atualmente em atividade na Marinha do Brasil, apesar de ter apresentado uma proposta supostamente mais barata, foi preterida. Vinculada ao grupo ThyssenKrupp, que constroi no Rio de Janeiro a siderúrgica CSA em parceria com a Vale, a HDW é líder no mercado mundial de submarinos não-nucleares. O Brasil preferiu os Scorpène franceses, alegando que poderia, a partir deles, se preparar para construir o submarino a propulsão nuclear.

O enfrentamento entre as duas empresas no Brasil reedita confrontos no Chile, onde a HDW se recusou a fornecer equipamentos para o Scorpène, e na Índia.

FONTE: Estadão

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vinheta-clipping-navalAtivistas do Greenpeace realizaram uma manifestação neste sábado, no Centro do Rio, contra a transferência de tecnologia francesa para a construção de submarinos nucleares no Brasil. O governo está prestes a adquirir da empresa estatal francesa DCNS (Direction des Constructions Navales Services) quatro submarinos convencionais (diesel-elétricos) Skorpène, mais um casco que – daqui a 20 anos – viria a receber um reator nuclear desenvolvido pelo Brasil.

Durante a manifestação, os ativistas simularam uma situação de vazamento de energia nuclear e ficaram dez minutos deitados no chão como se estivessem mortos. O Greenpeace defende o uso de fontes de energia renováveis, uma vez que o modelo nuclear é mais caro e gera mais riscos de danos ao meio ambiente e à população.

Na semana passada, reportagem do jornal O GLOBO revelou que o custo do pacote negociado pelo Brasil com a França equivale a cerca de R$ 19 bilhões – dois anos de Bolsa Família. Ao justificar a compra, a Marinha sugeriu – em carta enviada ao GLOBO – que a operação tem como objetivo final permitir ao país construir um submarino nuclear com a ajuda francesa.

A carta dá a entender que a França se comprometeria a transferir tecnologia nuclear ao Brasil – o que não é verdade, de acordo com a Parceria Estratégica assinada em dezembro passado pelos presidentes Nicolas Sarkozy e Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo a Marinha, a decisão foi a de “buscar parcerias estratégicas com países detentores de tais tecnologias e que estivessem dispostos a transferi-la”.

Mais adiante afirma: “A parceria teria que ser buscada junto a países que produzissem, simultaneamente, submarinos convencionais e nucleares. Depois de longo e acurado processo de escolha, a França foi o país selecionado. É preciso enfatizar que somente quem constrói submarinos nucleares tem condições de transferir a tecnologia necessária para tanto”.

No entanto, o acordo entre Lula e Sarkozy estabelece claramente que “a concepção (expressão dos requisitos e projeto básico), a construção e a manutenção da infraestrutura e dos equipamentos necessários às operações de construção e de manutenção da parte nuclear do submarino nuclear estão excluídas do âmbito do presente acordo”.

FONTE e FOTO: O Globo

NOTA do BLOG: para entender como o Greenpeace vê essa questão,  fomos até a página da organização e encontramos o texto mais abaixo, sobre a manifestação realizada.

Independentemente da interpretação do Greenpeace a respeito do acordo entre o Brasil e a França ser correta ou não, o fato é que a simples citação da  palavra “nuclear” certamente dá margens a reações e interpretações diversas, conforme cada público e interesse – como os leitores do Blog do Poder Naval podem perceber analisando o que saiu na mídia nas últimas semanas e frequentou as páginas do Blog.

É certo que o submarino nuclear da Marinha do Brasil, bem antes de ter sua quilha batida, já luta sua primeira batalha, a da informação. Segue o texto do Greenpeace:

“O Greenpeace organizou hoje uma mobilização relâmpago, a chamada “flash mob”, para protestar contra o acordo de transferência de tecnologia nuclear que o Brasil e está fechando com a França. Três capitais, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo, participaram da manifestação que foi realizada simultaneamente em frente a prédios que abrigavam eventos da programação do Ano da França no Brasil. Quase 250 pessoas participaram nos protestos – cerca de 100 em São Paulo, 70 no Rio de Janeiro e 70 em Salvador. Elas deitaram no chão simulando uma morte coletiva.

A estatal francesa Areva é uma das principais patrocinadoras das comemorações que oficialmente tem apenas o objetivo de promover a cultura francesa no Brasil. Entre uma programação e outra, no entanto, os presidentes Lula e Sarkozy vão costurando uma negociação que prevê a venda da falida tecnologia nuclear francesa para o Brasil. Essa transação marca a retomada do Programa Nuclear Brasileiro. “Já assistimos esse filme na década de 70, quando o Brasil pagou bilhões pela sucateada indústria nuclear alemã”, diz André Amaral, coordenador da campanha de nuclear do Greenpeace.

A transação entre os dois países inclui o desenvolvimento de um submarino nuclear, e a construção de um estaleiro e de uma base para submarinos nucleares no Rio de Janeiro, o que custaria aos cofres públicos brasileiros cerca de R$ 28,38 bilhões. No dia sete de setembro o presidente francês estará no Brasil para concluir o processo de venda do navio, que teve início em dezembro do ano passado.

Um bom negócio para a estatal francesa que de acordo com o relatório “Fracassos Nucleares Franceses”, lançado pelo escritório do Greenpeace na França, amargou, em 2008, queda de 20% em seu lucro líquido, na comparação com 2007.

Além de arrombar o erário, os negócios franco-brasileiro, são um atentado contra acordos internacionais que impedem a transferência de tecnologia nuclear para evitar a proliferação de armamentos nucleares no mundo. “Esse pode ser o primeiro passo para o Brasil construir sua bomba nuclear”, diz Amaral.

Do ponto de vista ambiental essa também não é uma boa solução. “O investimento na geração de energia nuclear tem se mostrado um obstáculo para a França cumprir suas metas de redução de emissões dos gases de efeito estufa, o que derruba argumento dos que defendem seu uso para o combate ao aquecimento globa (sic)“, avalia.”

FONTE: página do Greenpeace

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Marinha ganhará poder de polícia

A Aeronáutica e a Marinha ganharão poderes de polícia em situações específicas, o Ministério da Defesa criará uma secretaria para organizar melhor a compra de armamentos e o país terá uma nova cartilha para a hipótese de guerra. Essas mudanças serão apresentadas sexta-feira ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pelo ministro Nelson Jobim, como os primeiros desdobramentos concretos da recém- adotada Estratégia Nacional de Defesa. Eles vão analisar os instrumentos legais, como projetos de lei complementar e decretos presidenciais, necessários para implementar tais alterações.

No primeiro caso, será preciso enviar ao Congresso uma proposta para mudar a lei complementar 97/1999, que dispõe sobre as normas a organização, o preparo e o emprego das Forças Armadas. A intenção do ministro é fechar o cerco ao narcotráfico nas regiões de fronteira. Sua avaliação é que, depois da Lei do Abate, grande parte do transporte de drogas, antes feito por pequenas aeronaves, migrou para barcos nos rios da Amazônia.

Por isso, Jobim defende que a Marinha também passe a ter o direito – hoje inexistente – de atuar como polícia e combater traficantes em águas fluviais. A Lei do Abate, de 2004, permitiu à FAB dar tiros de advertência e até derrubar (mediante autorização pessoal do ministro da Defesa) aeronaves sem plano de voo e com evidências claras de transporte de drogas. Ela fez diminuir muito o número de voos suspeitos, segundo Jobim. Mas ele acha que é preciso ir além e outorgar poder de polícia à Aeronáutica.

Em junho, a FAB divulgou um vídeo do primeiro avião que foi alvo de tiros desde a entrada em vigor da Lei do Abate. Um monomotor com matrícula da Bolívia, que sobrevoava o território de Rondônia, foi identificado e, diante da recusa de tomar o caminho de volta, recebeu tiros de advertência de uma aeronave Super Tucano. O monomotor pousou em uma rodovia do Estado. O curioso é que os militares da FAB ficaram impedidos de providenciar uma ação de captura do piloto-traficante e tiveram que monitorar a tentativa de fuga enquanto esperavam a chegada de policiais. Pela legislação atual, cabe exclusivamente à polícia, desde o pouso de qualquer aeronave, a ordem de prisão. Jobim quer uma lei mais flexível para permitir que a Aeronáutica faça esse papel, na ausência de policiais.

Em outra iniciativa, conforme previa a Estratégia de Defesa em dezembro, a pasta de Jobim criará a Secretaria de Produtos de Defesa. De acordo com o ministro, o objetivo dela será ” fixar políticas e diretrizes para as compras ” das Forças Armadas, embora os comandos preservem integralmente seus orçamentos para reaparelhamento. A propósito, Jobim entregará a Lula os planos de articulação e reaparelhamento desenhados pelas três Forças.

Esses planos incluem o volume de investimentos necessários para sua modernização, com uma definição de prioridades, e a redistribuição territorial das tropas. O Exército aumentará sua presença na Amazônia e a Marinha deverá instalar uma nova base no Norte e no Nordeste, deixando de ficar concentrada no Rio de Janeiro. Os planos terão um horizonte de trabalho previsto até 2030.

A última mudança a ser examinada sexta-feira é a do decreto de 1980 que estabelece a estrutura militar de guerra, definindo a organização das forças brasileiras em situações de conflito bélico. O documento tornou-se desatualizado e o sinal mais óbvio disso é que, na época, sequer havia Ministério da Defesa. A nova ” estrutura militar de defesa ” , se aprovada pelo presidente, preverá um comando operacional único e a nomeação de um comandante – espécie de ” ministro da guerra ” . ” O fundamental é que a doutrina muda. Vamos sair de um modelo de ações combinadas para um modelo de ações conjuntas ” , afirmou Jobim.

FONTE: Daniel Rittner – Valor Econômico

NOTA DO BLOG: Ao invés de dar poder de polícia à Marinha, o Governo poderia pensar em criar uma Guarda Costeira, para livrar a Força das tarefas subsidiárias e permitir que ela se prepare melhor para a guerra, que é a sua função primordial.

O almirante Maximiano (Ministro da Marinha de 1979 a 1984), era da opinião de que o poder de polícia exercido pela Marinha, no setor marítimo, fluvial e lacustre, é exercido de forma precária, constituindo-se num desvio do cumprimento de suas tarefas constitucionais.

É claro que a criação da Guarda Costeira só faria sentido se o orçamento dela fosse desvinculado do orçamento da Marinha.

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vinheta-clipping-navalO contra-almirante Antônio Carlos Frade Carneiro, coordenador do programa de reaparelhamento da Marinha do Brasil revelou, durante o primeiro dia da conferência da Navalshore 2009, ontem (19), que o ministro da Defesa, Nelson Jobim, irá apresentar o ambicioso programa de reaparelhamento da Marinha à presidência da República amanhã (21).
Os planos poderão ser reprovados, aprovados ou aprovados parcialmente.

Eisa ganha licitação para a construção do segundo lote de navios patrulha da Marinha

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O almirante Frade anunciou também que a licitação do segundo lote de navios patrulha foi vencida pelo Estaleiro Ilha S.A (Eisa) – quatro navios patrulha de 500 toneladas cada.

O contra-almirante disse ainda que a entrega das duas primeiras embarcações do grupo estão previstas para 2011. As outras duas deverão ser entregues em 2012.

FONTE: Portos e Navios

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Acordo fechado

vinheta-clipping-navalO presidente Luiz Lula da Silva bateu o martelo em relação à polêmica compra de 41 helicópteros de transporte para o Exército e quatro submarinos Scorpène, de tecnologia francesa. Os veículos serão fabricados no Brasil, respectivamente, pela Helibras e um estaleiro a ser construído pela Oderbrecht, com uma nova base naval na baía de Mangaratiba (RJ). O pacote prevê a construção de um submarino nuclear pela Marinha, com tecnologia de propulsão nacional e os demais equipamentos franceses. O acordo militar do Brasil com a França será assinado no próximo 7 de setembro, por Lula e o presidente francês, Nicolas Sarkozy.

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, confirmou a compra ontem, durante gravação de entrevista para a TV Brasil, que vai ar hoje, às 22h. A compra de 36 caças Rafale, que o governo francês queria incluir no pacote, está fora do acordo. Segundo Jobim, o governo ainda analisa a oferta francesa, ao lado das propostas dos caças norte-americanos F/A-18 e dos suecos Gripen. “A melhor opção será em função datransferência de tecnologia. Queremos construir os aviões no Brasil”, garante Jobim.

FONTE: Correio Brasiliense – Luis Carlos Azedo

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O estaleiro russo Yantar está negociando um acréscimo de 60 milhões de dólares para concluir as três fragatas em construção para a Marinha da Índia.

Os três navios são da classe Krivak IV (Project 11356) e sua construção foi constratada em julho de 2006 por 1,6 bilhão de dólares.

O estaleiro já havia pedido um empréstimo ao banco Vnesheconombank (VEB) de 110 milhões de dólares, mas necessita de mais 60 milhões. Segundo informações prestadas por um representante do estaleiro à agência russa Ria Novosti, o problema financeiro foi causado por “flutuações da cotação rublo-dólar nos últimos anos”.

Quando o contrato foi assinado a cotação era de 28,2 rublos para cada dólar, mas este valor caiu posteriormente para 23,5 rublos por dólar. Nas contas do representante do estaleiro houve uma perda de 500 milhões de rublos. Atualmente a cotação está em 31 rublos por dólar.

 

São Gabriel da Cachoeira ganhará destacamento

São Gabriel da Cachoeira (AM), município localizado a 860 quilômetros de Manaus, na fronteira com Venezuela e Colômbia, vai ganhar seu primeiro destacamento da Marinha em setembro, na Semana da Pátria. Até então, o controle do tráfego fluvial era feito por embarcações sediadas na capital do estado. “A competência da Marinha é estritamente essa: ver se a embarcação tem documentos em dia e se é segura”, explica o comandante Dennis Teixeira, capitão dos portos da Amazônia Ocidental.

Embora a atribuição básica do novo posto seja controlar a documentação e as condições de segurança dos barcos que trafegam pela região, a presença reforçada será importante para “guarnecer a fronteira nacional”, segundo Teixeira. A Marinha poderá operar de forma conjunta com a Polícia Federal para controlar, por exemplo, o tráfico de drogas na região.

Num primeiro momento, a Marinha conta com o apoio da Brigada de Infantaria e Selva do Exército, já instalada em São Gabriel, que vai ceder um imóvel para abrigar os nove marinheiros destacados para irem para a região. O destacamento contará com duas embarcações, segundo o comandante Teixeira.

O município amazonense se situa numa região remota da Amazônia, a chamada Cabeça do Cachorro. De importância estratégica por fazer fronteira com dois países vizinhos, é também uma das cidades com maior presença indígena no país – o prefeito e seu vice são índios de duas etnias distintas.

Por um acordo internacional, embarcações colombianas tem livre tráfego pelos rio brasileiros, desde que notifiquem as autoridades da rota que pretendem fazer.

Perguntado por que só agora a Marinha passará a ter presença permanente nesta zona, o comandante Teixeira explicou que a vastidão da Amazônia dificulta o trabalho de vigilância dos militares. “A região da Amazônia Ocidental representa 22% do território nacional”, destaca.

FONTE: Dennis Barbosa/Globoamazonia /FOTO: MB

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vinheta-clipping-navalA SUSPEITA DE que a França passaria em segredo a tecnologia nuclear para um submarino brasileiro, tal como fez para Israel produzir bombas nucleares, emerge como a possibilidade de explicação racional para as estranhíssimas circunstâncias e o custo gigantesco da transação com submarinos que o Brasil negocia na França.

A transferência de tecnologia nuclear fere acordos internacionais, inclusive compromissos com a ONU, tanto por parte de quem proporcione como de quem receba as informações tecno-científicas.

Nem por isso o então presidente De Gaulle deixou de surpreender-se ao descobrir que seu país instruíra os israelenses. Assim como o também presidente Kennedy, com informações de seus serviços secretos, foi ludibriado quando quis ver a central nuclear de Israel: montaram às pressas para mostrar-lhe, confiantes em seu desconhecimento específico, as aparências de uma central para uso civil -e, desde ali, Kennedy e seu governo passaram a defender Israel das acusações de nuclearização transgressora. Estes fatos estão documentados, embora também mantidos em quase segredo pela historiografia e pelo jornalismo.

O Paquistão e a Índia são dois outros exemplos de nuclearização transgressora, o primeiro por intermédio dos Estados Unidos; a outra, da União Soviética depois Rússia.

O acordo básico assinado pelos presidentes Lula e Sarkozy é explícito na afirmação de que os fornecimentos pelos franceses não envolverão transferência de conhecimentos nucleares. Mas há muito está comprovada a insuficiência de tal garantia.

O alarme inicial com o acordo não decorreu, porém, de suspeita nessa linha. Começou com a data de sua assinatura: 23 de dezembro de 2008. Claro que com o mínimo de repercussão e curiosidade, a data foi vista como propósito de manter despercebido um acordo de fins militares neste país que proclama o pacifismo absoluto. Com a nova suspeita, a data passa a ser vista como mais condicionada pela distração natalina exterior.

O acordo, cuja assinatura final está planejada para 7 de setembro, incluirá quatro submarinos da classe Scorpène, ao preço de 1 bilhão de euros cada um. Ou uns R$ 2,7 bilhões cada um no câmbio atual, mas, por certo, bem mais quando o câmbio for reposto em níveis racionais e não especulativos. São submarinos pequenos e simples, de 1,5 tonelada, desprezados para compra em toda a Europa e não usados nem pela própria França.

Essas características conduzem a um aspecto importante da transação. O Scorpène foi descartado pelo alto comando da Marinha, nos estudos concluídos há dois anos, para ampliação da frota brasileira de submersíveis. A escolha recaiu na conveniência, por técnica militar e de engenharia, de acrescentar submarinos da mesma linhagem dos quatro já existentes, construídos no Brasil, consideradas apenas as modificações por inovação. A escolha previu, como conviria ao Brasil, menos da metade do custo, por unidade, previsto no acordo com a França.

O pacote inclui ainda um casco de submarino nuclear -só o casco, com nuclearização a ser criada pelo Brasil daqui a 10 a 20 anos- e a exigência de construção de uma base naval com novo estaleiro (o Arsenal de Marinha já tem) a serem construídos, obrigatoriamente, pela empreiteira Odebrecht e sem licitação. Um pacote de quase 7 bilhões de euros que, no câmbio atual, vão a cerca de R$ 20 bilhões, mas na recuperação do euro irão até não se sabe onde.

A Comissão de Defesa Nacional prevê para hoje a audiência antes marcada para dia 19. A figura central, ministro Nelson jobim, recusa a ida “por compromissos”. Embora a audiência e sua presença estivessem agendadas há um mês e, no dia 26, ele tenha marcada outra audiência na Câmara, mas a porta fechada e sobre as bases da Colômbia para os Estados Unidos, sem questões sobre submarinos.

Nem o comandante da Marinha, designado para substituir jobim hoje, comparecerá. Dispôs-se a falar sobre o submarino nuclear, mas não sobre os quatro convencionais e o restante do pacote francês. A explicação é que não se trata de assunto militar, mas político. O comandante da Marinha integrou o alto comandou que elegeu, para a Armada, submarinos diferentes dos negociados por Nelson jobim e Lula.

A exigência de base e estaleiros novos, feitos sem licitação por empreiteira de tradições conhecidas, e o preço multiplicado das unidades navais alimentam a suspeita com a possibilidade de divisão, entre os diferentes equipamentos e serviços, de sobrepreço que remunerasse um fornecimento não declarado. E não declarável.

FONTE: Folha de São Paulo, via Notimp

NOTA DO BLOG: As opiniões contidas no texto acima não necessariamente refletem as opiniões do blog. Trata-se apenas de uma transcrição.

NOTA 2: Será que o Jânio de Freitas chegou a entrar num submarino de verdade, uma única vez? Aliás, faria bem a Marinha do Brasil em convidar uma lista de famosos formadores de opinião, para conhecer de perto como é a vida a bordo dos seus submarinos e navios. Afinal, para opinar com propriedade sobre assuntos especializados, o mínimo que se espera é um pouco de experiência na área.

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vinheta-clipping-navalNão adiantam choro, nem vela: a decisão é sigilosa, mas o governo já fez opção pela proposta da França. Vai comprar 36 aviões caça para a FAB e, para a Marinha, quatro submarinos convencionais e a obra da Base Naval para construir um submarino nuclear de grande porte. O problema são os custos: só na Marinha, a proposta francesa é de 6,7 bilhões de euros, 4 bilhões mais cara do que a alemã, de € 2,6 bilhões.

FONTE: http://www.claudiohumberto.com.br/

Roberto Godoy

vinheta-clipping-navalO financiamento internacional coordenado pelo grupo bancário francês BNP Paribas, para custear o programa de renovação da frota de submarinos do Brasil, vai cobrir 4,3 bilhões de euros do valor total de 6,7 bilhões de euros.

A diferença, 1,4 bilhão de euros, terá contrapartida nacional da ordem de 598,2 milhões de euros assumida pelo governo. O vencimento final, projetado para 2031, combina, ao longo de 22 anos, prazos de carência e as parcelas de amortização. O pacote compreende o custeio das obras de um estaleiro e de uma base naval especializada até o teto de 1,8 bilhão de euros. Os recursos virão do Tesouro Nacional. O comunicado, da Comissão de Financiamentos Externos (Cofiex), foi publicado na edição de ontem do Diário Oficial da União. O parceiro brasileiro é a Odebrecht Engenharia.

O negócio cobre a contratação na França de quatro submarinos diesel-elétricos, classe Scórpene, de 1.700 toneladas, a serem construídos no País, o desenvolvimento do casco de um submarino nuclear e as instalações civis em Itaguaí, no litoral sul do Rio.

De acordo com o BNP Paribas, a taxa de juros será de 5,50% ao ano. A carência é de seis meses após a entrega do primeiro submarino convencional, cerca de sete anos depois da assinatura dos compromissos secundários, prevista para setembro.

A taxa oferecida no início da negociação era de 5,38% cobrindo 85% da transação. Todavia, os técnicos brasileiros optaram por limitar essa cobertura apenas aos navios convencionais, estendendo a fiança do crédito para o casco do modelo atômico em até 95%, o que acabou determinando a elevação em 2,12%.

FONTE: O Estado de São Paulo, via Sinopse Diária

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Lula quer que Marinha leve recursos do pré-sal para vigiar plataformas; fundo social pode ter recurso de royalties da mineração

vinheta-clipping-navalA última versão da nova Lei do Petróleo entregue ao presidente Lula reduz a alíquota dos royalties nos campos do pré-sal de 10% para 5% e fixa em “até 30%” a participação mínima da Petrobras para que ela seja a operadora dos blocos.

Esses pontos, porém, ainda estão em debate no governo e serão definidos amanhã, em reunião da comissão interministerial que estuda as novas regras de exploração da região.

Lula decidiu que divulgará a proposta da nova Lei do Petróleo em reunião ministerial agendada para o dia 19. Em seguida, encaminhará os projetos em regime de urgência ao Congresso. A exploração comercial em larga escala do pré-sal só deve começar em 2015. A redução da alíquota dos royalties para 5% valeria só para os campos do pré-sal que ainda não foram leiloados. Nos demais, continuaria de 10%, seguindo as mesmas regras de repartição que beneficiam os Estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo.

Lula quer não só reduzir a alíquota como também modificar a distribuição dos royalties do pré-sal, adotando um sistema que beneficie todo o território nacional. Como esse ponto é polêmico e vem sendo criticado pelo governador Sérgio Cabral (RJ), a decisão será política.

A mudança nas alíquotas dos royalties, que no ano passado arrecadaram R$ 10,94 bilhões, significa mais dinheiro em caixa para a União. Como as empresas terão um custo menor com o pagamento de royalties, poderão oferecer uma parcela maior do petróleo extraído ao governo federal.

No caso da participação mínima, diante das pressões da Petrobras para que fosse fixada em 30%, a comissão decidiu buscar um meio-termo. O projeto entregue a Lula diz que esse percentual será decidido caso a caso pelo CNPE (Conselho Nacional de Política Energética, comandado pelo governo) “em até 30%”.

Para defender sua proposta, a Petrobras alegou que hoje a ANP (Agência Nacional do Petróleo) exige que as operadoras tenham ao menos 30% do consórcio formado para explorar um campo. O governo resiste a fixar esse percentual mínimo, alegando que ele precisa ser analisado de acordo com a conjuntura do momento do leilão -como preço do barril.

Fundo

O governo decidiu ainda que, para ajudar na capitalização do futuro Fundo de Desenvolvimento Social, destinará a ele não só a renda do pré-sal mas também a receita dos royalties do setor de mineração. Hoje, essa arrecadação é pequena, mas o governo está propondo que as alíquotas cobradas das mineradoras sejam elevadas.

Lula deu ainda a determinação de que sejam garantidos recursos para a Marinha, a fim de que ela possa se aparelhar para vigiar as plataformas de exploração do petróleo do pré-sal -a 300 km da costa brasileira.

Hoje, a Marinha já tem uma participação da receita do petróleo, mas quase sempre fica bloqueada no Tesouro. O presidente, porém, disse que sua equipe econômica terá não só de acabar com esses bloqueios mas também garantir mais receita para a Marinha.

A nova Lei do Petróleo será formada por três projetos de lei. Um criará o sistema de partilha de produção nos campos do pré-sal -ganhará o leilão o consórcio que oferecer a maior parte da produção de óleo à União; outro tratará da criação da NEP (Nova Estatal do Petróleo), que irá gerir toda a riqueza dessas reservas e o terceiro definirá as regras do Fundo de Desenvolvimento Social.

FONTE: Folha de S.Paulo / Via Portos e Navios

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Vitória da FREMM?

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A revista Le Monde Diplomatique Brasil, em seu número de agosto, traz um artigo escrito por seu editor, intitulado “O PAC das Forças Armadas”.

O tom do artigo dá como certa a vitória da FREMM como futura escolta para a Marinha do Brasil. Diz assim um trecho do texto:

FRAGATAS

Ainda dentro do acordo França-Brasil serão construídas seis fragatas, da classe Fremm, nos estaleiros do Arsenal da Marinha, no Rio de Janeiro, que para tanto sofrerá modernização. O custo previsto desta iniciativa supera os US$ 2 bilhões. (…)

Clique nas imagens 3D da FREMM, para ampliar e nos links abaixo para conhecer mais sobre o navio.

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IMAGENS: DCNS

SAIBA MAIS:

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Em relação à matéria “Um negócio ofensivo”, publicada em 23 de julho de 2009, na qual é abordado o Programa de Desenvolvimento de Submarinos, a Marinha do Brasil (MB) esclarece os seguintes aspectos:

“A IMINENTE submissão do governo Lula à exigência francesa, para a venda ao Brasil de quatro submarinos convencionais, não só da construção de uma nova base naval paga aos vendedores, mas até de que a obra seja entregue à empreiteira Odebrecht, compromete mais do que a moralidade governamental, sempre duvidosa nos negócios. Implica, antes de tudo, a sujeição a um desrespeito ofensivo à soberania brasileira por parte do governo francês, representado pela estatal Direction des Constructions Navales.”

As construções de um estaleiro que atenda aos requisitos tecnológicos e ambientais essenciais, para que nele se possa construir um submarino de propulsão nuclear, bem como de uma nova base naval capaz de abrigá-lo, constituem necessidades apresentadas pela MB desde o final dos anos 1970, quando deu início ao seu Programa Nuclear.

Dessa forma, considera-se equívoco atribuir tais construções à hipotética exigência francesa. Essas obras são necessárias porque os referidos requisitos não são atendidos, hoje, por nenhum dos estaleiros existentes no Brasil. A atual base de submarinos, por exemplo, localizada no interior da Baía de Guanabara, junto à ponte Rio-Niterói, sequer tem profundidade junto ao cais para permitir a atracação de um submarino desse tipo, além de não atender aos requisitos ambientais que se impõem.

Da mesma forma, consiste, no mínimo, exagero, dizer que houve imposição de entrega à empreiteira Odebrecht. Na verdade, existe transferência de tecnologia nessas construções e, como não seria razoável uma empresa francesa executar obras civis no Brasil, houve necessidade de a Directions des Constructions Navales (DCNS), que opera legalmente como empresa privada, associar-se a uma construtora brasileira, para esse mister.

A escolha da parceria com a Odebrecht obedeceu a critérios exclusivos da DCNS, tratando-se de livre associação entre duas empresas privadas. A pergunta que cabe é: que argumentos teria o Governo Brasileiro para recusar a contratação de um consórcio do qual faz parte a Odebrecht?

“Além da compra de submarinos contestados, em um pacote já estimado em dez vezes outras propostas (“O Globo”, 12.jul), a exigência francesa retira do Brasil o domínio de uma obra militar sua e em seu território. Com isso, o Brasil perde o controle dos custos, reajustes e outros expedientes das empreiteiras, e perde os segredos convenientes a uma base militar que se pretenderá estratégica.”

As afirmativas mostram falta de maiores esclarecimentos sobre o assunto, resultando, aparentemente, do uso – sem contestação – de matéria publicada no jornal “O Globo”, edição de 12 de julho. A assertiva de que se possa estar negociando “um pacote já estimado em dez vezes outras propostas” não condiz com a realidade dos fatos.

Caso a MB tivesse sido consultada antes da edição da matéria, ficaria claro que o apresentado como “outras propostas” diz respeito à proposta alemã, referente à construção de, tão-somente, dois submarinos convencionais (isto é, com propulsão diesel-elétrica), que em nada se assemelha ao pacote em questão.

Por outro lado, a proposta francesa inclui quatro submarinos convencionais, com respectiva transferência de tecnologia de construção; a transferência de tecnologia de projeto de submarinos, inclusive de seus sistemas de combate; o projeto e a construção de um submarino de propulsão nuclear; o projeto e a construção de um estaleiro dedicado à fabricação de submarinos de propulsão nuclear (e convencionais) e de uma nova base naval, capaz de abrigá-los.

Considerar tal pacote como “estimado em dez vezes outras propostas”, com certeza, não retrata a totalidade dos fatos.

Da mesma forma, fica difícil compreender como uma obra realizada em território brasileiro, por empresa brasileira, mediante transferência de tecnologia para a MB e para essa mesma empresa possa, em sã consciência, ser considerado como retirar do “Brasil o domínio de uma obra militar sua e em seu território”.

Também, imaginar que um estaleiro e uma base construídos por brasileiros e operados pela MB poderá levar à perda de “segredos convenientes a uma base militar que se pretenderá estratégica”,requer esforço de imaginação fora do comum.

Quanto ao controle dos custos e reajustes, o contrato de construção, ainda em negociação, vem sendo acompanhado, desde já, pelo Tribunal de Contas da União.

“Sob tudo isso perpassa um mistério: que exóticas transações intrometeram a empreiteira Odebrecht em negócios franceses de submarinos? A ponto de os levarem a planejar um negócio de dimensões estapafúrdias, que o governo Lula mostrou-se automaticamente pronto a aceitar.
É muito recomendável a dúvida entre estas duas hipóteses: a intromissão da empreiteira Odebrecht vem de lá para cá, como aparenta, ou foi remetida daqui para entrar lá no negócio e vir com ele, já sem concorrências e outros incômodos, até os gabinetes ministeriais, palácios e cofres brasileiros? Lula se dispõe a assinar o contrato com os franceses no Sete de Setembro, quando da esperada visita do presidente francês. É uma data bem eloquente, para um negócio que submete a soberania.”

Qualquer que fosse a empresa escolhida para construir esse estaleiro, as obras seriam isentas de processo licitatório, tendo em vista as características de sigilo de que, obrigatoriamente, se revestem: são plantas de instalações nucleares militares, envolvendo características que não podem ser objeto de divulgação pública. Como as obras civis de construção do estaleiro e da base serão realizadas no Brasil, somente uma empresa nacional poderá fazê-lo. Como já apresentado acima, não haveria sentido em contratar para isso, por exemplo, uma construtora francesa.

Não existem exóticas nem misteriosas transações nesse processo. Elas são transparentes e públicas até onde permitem os sigilos naturais em qualquer país do mundo, quando se trata de aquisição de equipamentos militares. Esse é um programa concebido e planejado pela MB, e não por qualquer outro país. O processo de escolha dos modelos e fabricantes de submarinos, com análise detalhada de várias opções, foi longo, criterioso, rigorosamente técnico e, sobretudo, determinado pelos altos interesses estratégicos e soberanos do Brasil.

CENTRO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DA MARINHA

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Ele veio da Inglaterra, depois que foi incorporado à MB

Passando pelo litoral do Nordeste, o navio Desembarque de Carros de Combate (NDCC) Almirante Sabóia vai estar aberto à visitação pública, nesta sexta-feira e amanhã. O horário de visitação é das 14h às 18h.

O navio veio da Inglaterra, depois que foi incorporado à Marinha do Brasil, em maio deste ano. Ele já passou por cidades brasileiras e, desde ontem, está em Maceió.

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Dimensões

O navio possui a missão de realizar o transporte de carga e tropa, transbordos de pessoal, movimento Navio-Terra (MNT), por superfície ou helitransportado, abicagens e Operações Aéreas, podendo, ainda, realizar lançamentos e recolhimentos de Carros Lagarta Anfíbios, a fim de contribuir para a realização de Operações Anfíbias, Ribeirinhas e de Apoio Logístico Móvel.

Ele pode deslocar até 6,7 toneladas, tem 137,50m de comprimento e atinge a velocidade de 16 nós. A embarcação ainda possui duas metralhadoras e tem capacidade de levar 150 tripulantes.

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FONTE: http://www.tudonahora.com.br / COLABOROU: Francisco Alcântara

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Navio bate em balsa no Guarujá (SP)

vinheta-clipping-navalUm navio bateu contra uma balsa que estava atracada em Guarujá, no litoral de São Paulo, no início da noite desta quinta-feira. De acordo com a Dersa (empresa responsável pela travessia) e o Corpo de Bombeiros, o acidente ocorreu por volta das 19h40, mas ninguém ficou ferido.

No momento da batida, a balsa se preparava para fazer a travessia Guarujá-Santos, e havia passageiros na embarcação. A Dersa não soube informar quantas pessoas estavam no local, porém, informou que a balsa tem capacidade para 66 veículos.

Apesar do susto, nenhum veículo caiu no mar, informou a empresa. Uma pessoa teria sido socorrida por uma ambulância em decorrência do susto com o acidente, mas não se feriu, informaram os bombeiros.

Mesmo após a batida, o navio não parou e teria colidido ainda contra dois pequenos barcos no trajeto entre Guarujá e Santos. Segundo informações preliminares dos bombeiros, dois ocupantes das embarcações tiveram de nadar até a praia após as colisões –mas o dado não foi confirmado pela Capitania dos Portos.

A reportagem ainda não conseguiu contato com a Capitania dos Portos sobre o acidente.

FONTE: Folha Online / FOTO: Silvio Roberto Smera – Santos Shiplovers

MAIS INFORMAÇÕES DO PODER NAVAL: O navio é o Zhen Hua 27, de bandeira de Hong Kong. Após a colisão, o navio recuperou máquinas e prosseguiu demandando a barra. Depois de curta navegação, a cerca de uma milha adiante, perdeu novamente máquinas/leme e seguiu em direção à Praia do Goes, aonde atingiu as catraias.

Quando chegaram os rebocadores (foto), reposicionaram o navio no canal novamente, que recuperou máquinas e seguiu demandando novamente a barra, aonde fundeará, aguardando inquérito da CPSP. (Marcelo “Ostra” – Santos-SP)

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