COLABOROU: Azevedo
Uma pequena comunidade quilombola na Ilha de Marambaia, no litoral fluminense, virou a maior dor de cabeça para o projeto do submarino nuclear da Marinha. A parte mais complexa, o enriquecimento de urânio e a construção do reator, está dominada. A mais difícil, a construção do casco, será resolvida graças ao acordo com a França. O problema é a localização da base do submarino nuclear, que a Marinha pretende instalar em Marambaia, onde mantém um centro de treinamento.
Um terço da ilha — 1,5 mil hectares — é área de convívio de 180 quilombolas, que ocupam o local há 150 anos e reivindicam a regularização definitiva das terras. A titularidade da área virou um jogo de esconde-esconde. A Fundação Palmares defende os direitos dos quilombolas. O Incra demarcou as terras e a Advocacia-Geral da União (AGU) reconheceu o direito da população. A Marinha, porém, não aceita a decisão. Recorreu ao Tribunal de Contas da União (TCU), que anulou todo o processo e questionou a constitucionalidade do decreto presidencial que regulamenta a demarcação dos antigos quilombos.
Orla
No empenho para conter o apetite das bancadas de estados não produtores por recursos dos royalties e da participação especial, a bancada do Rio de Janeiro tentava argumentar, ontem, que os municípios a serem afetados estão na região mais populosa do estado, e não da Bacia de Campos — principal destino das receitas do petróleo. Incluem-se aí a capital e Niterói. No ano passado, Campos recebeu R$ 1,16 bilhão
Pilatos
O ministro da Defesa, Nelson Jobim (foto), tentou um acordo com os quilombolas, mediante a promessa de reativar uma antiga escola de pesca e dotar a comunidade de infraestrutura, mas depois lavou as mãos. Boa parte dos moradores do local vive da pesca, e a luz das casas é de lampião. A Marinha ocupou na marra um trecho de 9km de praia que pertenceria aos quilombolas, o que restringe a principal atividade de subsistência da comunidade: a pesca artesanal. Também impede que os moradores reformem as próprias casas.
FONTE: Correio Brasiliense, via Notimp
“A Presidência da República aplicou um calote na Marinha e até hoje não a reembolsou dos gastos com a busca dos destroços do vôo da Air France, que caiu no mar em 31 de maio deste ano. A Marinha está em dificuldades. O Palácio do Planalto deveria fazer o reembolso em novembro, mas, até agora, nada. São R$ 212 milhões gastos com combustíveis e a utilização de navios brasileiros e franceses envolvidos nas buscas.” (Claudio Humberto)
FONTE: http://pracadarmas.zip.net/
NOTA DO EDITOR: sem comentários. E ainda acreditam quando dizem que haverá recursos para o projeto e construção de um submarino nuclear…
Em virtude da intervenção do deputado federal Chico Rodrigues (DEM), a população do Baixo Rio Branco será beneficiada por uma unidade móvel de atendimento em saúde. Trata-se da “ambulancha”, oficialmente conhecida como Lancha de Apoio Médico (LAM), barco doado pela Marinha Brasileira ao Governo do Estado e que atenderá as comunidades ribeirinhas. A unidade está em Belém (PA) e deve chegar até o final do ano aqui em Roraima.
O parlamentar, que é relator do orçamento do Ministério da Defesa – ao qual a Marinha está ligada –, percebeu que o Estado do Pará conta com várias unidades móveis do tipo lancha e achou viável para Roraima, que também tem grande número de moradores às margens dos rios.
Segundo o parlamentar, a população do Baixo Rio Branco tem necessidade de remoções rápidas e a “ambulancha” tem potência para deslocamentos imediatos. “O barco deve ficar em Santa Maria do Boiaçu à disposição da população e se deslocará à medida que houver demanda”, frisou.
A “ambulancha” já é utilizada em municípios com populações ribeirinhas. Custa em média R$ 300 mil e é fabricada no estaleiro da Marinha Brasileira. O processo de negociação para a doação da embarcação ao Estado de Roraima durou em média cinco meses.
Em Roraima, contará com a parceria com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) estadual e terá repassem mensal de R$ 13 mil para manutenção da embarcação. A equipe médica, composta por um médico e dois assistentes, é a mesma que está lotada em Santa Maria do Boiacu.
Para o secretário estadual de Saúde, Rodolfo Pereira, o recebimento dessa embarcação é muito importante, já que vai cobrir uma lacuna enorme no Sul do Estado, que tem uma logística diferenciada, por se tratar de rios ao invés de estradas. “Vai melhorar a qualidade de vida e salvar vidas da população ribeirinha, já que a embarcação é ágil”, enfatizou.
O Barco
Equipada com balão de oxigênio, três macas, kit de primeiros socorros, radar, bússola, sinalizador, dentre outros equipamentos existentes em uma ambulância normal, adaptada a uma embarcação, a “ambulancha” atenderá somente aos moradores do Baixo Rio Branco, pelo fato de a região ter rios navegáveis, mesmo no período de seca (verão intenso).
O modelo é pioneiro no Brasil. Possui 7,80 metros de comprimento, velocidade de 30 nós (aproximadamente 55 quilômetros por hora), é movida a diesel, tem motor de 220 HP, tanque combustível com capacidade para 400 litros. Possui casaria, espécie de hospedagem para a equipe e tem capacidade para um condutor e mais cinco pessoas, entre equipe médica, três ao todo, e um paciente.
FONTE: BV News
Eduardo Geraque
Os dois navios brasileiros que auxiliam pesquisadores em atividade na Antártida devem voltar ao continente gelado até o fim da semana, afirma a Marinha do Brasil.
Os cientistas passaram alguns dias trabalhando sem apoio das embarcações depois de o novo navio brasileiro, o Almirante Maximiano, ter retornado a Ushuaia, na Argentina, na semana passada. A embarcação precisava se reabastecer e consertar seu sistema de bordo para dessalinização de água.
O outro navio brasileiro, o veterano Ary Rongel, também tinha sofrido problemas e teve de deixar por alguns dias a ilha Rei George, onde fica a Estação Antártica Comandante Ferraz. O navio ficou uma semana parado em Punta Arenas, no Chile, para solucionar um problema mecânico. Segundo a Marinha do Brasil, a embarcação deve retomar viagem em breve.
Esta é a primeira vez em mais de uma década que o Brasil manda dois navios à Antártida, e suas missões foram divididas. O Almirante Maximiano se encarrega de abastecer a estação brasileira na ilha Rei George, na península Antártica, e transportar material de trabalho dos pesquisadores. O Ary Rongel, por sua vez, dá apoio aos voos da FAB (Força Aérea Brasileira), que descem na base antártica do Chile.
O Brasil não tem aeroporto na Antártida. Por isso, os navios precisam ser usados para fazer uma ligação por mar, que dura aproximadamente três horas.
FONTE: Folha de São Paulo, via Notimp
NOTA DO BLOG: Não não existe nenhum aeroporto no continente antártico. Somente bases e campos de pouso.
Não é só parte dos royalties que o Rio pode perder. O Estado que até uma década tinha 80% da indústria naval, também deve ficar a ver navios. É que os novos estaleiros que produzem plataformas e navios para a Petrobrás vêm sendo erguidos preferencialmente em outros Estados. Trata-se de um mercado que fatura uns R$ 5 bilhões e com o pré-sal vai dar saltos.
FONTE: Coluna Ancelmo Gois, O Globo
Os dois navios da Marinha enviados ao Continente Antártico este ano apresentaram problemas
Eduardo Geraque
O Almirante Maximiano, novo navio do Programa Antártico Brasileiro, teve de retornar mais cedo de sua primeira viagem ao continente gelado. Com problemas no sistema de bordo que transforma água salgada em doce, o “Tio Max”, conforme foi apelidado, teve de regressar a Ushuaia, na Argentina, onde também vai se reabastecer. Como o outro navio do programa, o Ary Rongel, também teve de voltar, pesquisadores estão trabalhando agora sem o apoio das embarcações.
Esta foi a primeira temporada do programa antártico em que a Marinha levou dois navios ao continente gelado. A compra do novo navio foi autorizada em 2008, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou a Estação Antártica Comandante Ferraz, base brasileira na ilha Rei George, litoral da península Antártica. Após ser selecionado entre outros candidatos, o Maximiano, construído em 1974, foi adquirido por R$ 80 milhões.
Antes de ser reformado para servir ao Brasil, o navio de 93,4 metros, com capacidade para acomodar 106 pessoas, foi embarcação de apoio a plataformas de petróleo dos EUA em alto-mar. Depois operou como fábrica ambulante da indústria pesqueira da Noruega. Os porões da configuração atual -o custo do navio já inclui todas as obras de remodelação feitas pela Marinha do Brasil na Alemanha durante seis meses- eram onde funcionárias russas preparavam todo o pescado, que saía praticamente embalado para a terra.
Enterprise
Mesmo com o problema que abreviou sua viagem de estreia, o navio parece estar agradando aos integrantes do programa antártico. Pesquisadores acostumados com o veterano NApOc (Navio de Apoio Oceanográfico) Ary Rongel, que embarcaram no Max pela primeira vez na semana passada -já com paisagens antárticas na janela- gostaram do que viram. A chamada praça d”armas, onde ficam o refeitório e a sala de estar, é ampla. Para o lazer, há uma TV de plasma e vários filmes e discos à disposição.
Nas quatro refeições, café, almoço, jantar (18h) e ceia (21h), nada de sentar-se à mesa em frente ao relógio. O lugar, como manda a tradição naval, está reservado ao comandante.
Do ponto de vista técnico, a grande novidade é o passadiço do navio. A sala de controle, entre os oficiais da Marinha, já ganhou um apelido, “Enterprise”, mesmo nome da nave do seriado “Jornada nas Estrelas”. Além de controles modernos -que permitem ao navio ficar parado no mar sem necessidade de jogar a âncora-, a visão do alto é de 360 graus.
Nos fundos, sobre o convés, outra novidade: um hangar climatizado para dois helicópteros. A instalação tirou um pouco espaço dos laboratórios, o que foi objeto de reclamações de cientistas -já que, afinal, trata-se de um navio de pesquisa. Mas, segundo a Marinha, a possibilidade de abrigar duas aeronaves ajudará nas operações antárticas, transportando pessoas e equipamentos e chegando a locais de difícil acesso.
Ciência adiada
Quem visita o Max agora começa a perceber seus problemas após passar pelo internet café e pela suntuosa academia de ginástica que ele abriga. Nenhum laboratório ficou pronto para uso. Segundo a Marinha, o problema já estava previsto, pois o tempo para zarpar para a primeira viagem era curto.
Marinheiros afirmam que, se o navio demorasse demais neste ano, não seria possível navegar pela turbulenta passagem de Drake, entre América do Sul e Antártida, num “mar de almirante” -ou seja, em águas tranquilas. Mesmo com o Max tendo uma estabilidade razoável, a viagem teria muito balanço e possivelmente algum susto.
Ainda assim, a navegação foi desconfortável perto das Malvinas. O navio quebrou antes disso, e ficou mais de uma semana parado em Montevidéu. Para os cientistas, na prática é só no ano que vem que o navio polar oceanográfico (termo usado pela Marinha para indicar que a embarcação fará efetivamente pesquisa na região polar, podendo inclusive navegar por campos de gelo fino) será definitivamente testado.
Estarão então a bordo do Max guinchos, estação meteorológica e todo um conjunto de equipamentos essenciais para a pesquisa de ponta. Uma estrutura de 12 toneladas será acoplada ao casco do navio e ficará submersa. Nela serão instalados, entre outros equipamentos, um ecobatímetro (aparelho que mede a profundidade do mar), um perfilador de correntes (que registra o fluxo de água em várias profundidades) e outros sensores.
FONTE: Folha de São Paulo FOTOS: MB
NOTA DO BLOG 1: o título original da Folha era “Novo navio polar quebra em 1ª viagem”
NOTA DO BLOG 2: o Ary Rongel passou alguns dias emPunta Arenas para reparos.
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Gefron faz operação para mapear rota do tráfico
O Grupo Especial de Segurança de Fronteira (Gefron), realiza desde quarta-feria, a Operação vôo livre II, com objetivo de auxiliar nas ações de policiamento ao longo da fronteira com a Bolívia, identificando circulação de carros e pessoas suspeitas na região. A operação termina hoje.
O Gefron quer mapear novas rotas e caminhos do narcotrafico, bem como realizar levantamentos de pontos alvos de arremessos de drogas para realização de futuras operações. A vôo livre tem objetivo ainda de combater ações de roubos e furtos de veículos.
O trabalho é desempenhado com apoio de um helicóptero, policiais militares, sendo 39 do Gefron e 6 Grupamento Aereo. Paralelamente, uma equipe de patrulhamento fluvial realiza ações nos rios Paraguai e Jauru, com o parceria da Marinha do Brasil.
Fonte: 24 Horas News

Uma missão humanitária realizada por homens treinados para a guerra. Assim pode-se descrever a operação Madeira que está sendo levada a cabo pela Marinha do Brasil, através do navio de assistência hospitalar NAsH “Carlos Chagas” entre os dias 16/11 a 7 de dezembro.
Abarrancado na delegacia Fluvial de Porto Velho, o navio foi aberto para visitação pública nesta segunda-feira (23) pelo comandante da embarcação, Capitão de Corveta Guastini. Na visita, a comunidade e imprensa pode conhecer as instalações do navio hospital, que possui centro cirúrgico, dois consultórios odontológicos, um laboratório, um consultório médico, uma sala de Raio X, duas enfermarias, uma sala de vacinação, além de duas lanchas rápidas e um helicóptero para evacuações médicas aéreas. O corpo médico da missão Madeira é composto por quatro médicos, quatro dentistas, um farmacêutico e seis enfermeiros. Ao todo a tripulação do “Carlos Chagas” é formada por 47 militares.
Na viagem de Manaus (AM) até Porto Velho, o Navio da Esperança, como é conhecido o NAsH que completa 25 anos de atividade pelos rios da Amazônia, já foram realizados mais de mil atendimentos. Nesta terça-feira, o “Carlos Chagas” parte para o distrito de São Carlos, onde realiza uma serie de ações médicas odontológicas e educativas.
No próximo final de semana (28 e 29/11), a embarcação retorna a capital, ficando novamente aberta para visitação da comunidade, sendo considerada uma boa opção de lazer para as famílias de Porto Velho. “Estamos de portas abertas para receber a população de Porto Velho e mostrar as dependências do “Carlos Chagas” e explicar sobre nossa missão humanitária na Amazônia” afirmou o comandante do Navio, Capitão de Corveta Guastini.
FONTE/FOTO: Rondoniaaovivo /Paulo Andreoli
NOTA DO BLOG: entre no link acima e veja outras belas fotos de Paulo Andreoli sobre o NAsH Carlos Chagas.
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Especialistas do setor energético e congressistas debatem hoje, às 9 horas, na Câmara dos Deputados, o papel estratégico da energia nuclear no Brasil dentro do Seminário Programa Nuclear Brasileiro: Autonomia e Sustentabilidade do País. O evento é promovido pelo deputado federal Marco Aurélio Ubiali, o doutor Ubiali (PSB-DF). No evento será lançada também a Frente Parlamentar Mista em Defesa do Programa Nuclear Brasileiro (PNB), que pretende assegurar a continuidade e o incremento do programa.
Participam do seminário os presidentes da Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen), Odair Dias Gonçalves; da Nuclebrás Equipamentos Pesados, Jaime Wallwitz Cardoso; das Indústrias Nucleares do Brasil, Alfredo Tranjan Filho; o diretor Técnico da Eletronuclear, Luiz Soares; Carlos Passos Bezerril, almirante-diretor do Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo (CTMSP); além do diretor-geral brasileiro da empresa binacional Alcântara Cyclone Space, Roberto Amaral.
A Frente Parlamentar Mista em Defesa do Programa Nuclear Brasileiro terá como participantes os deputados Eduardo Gomes (PSDB/TO) e o presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia, Ciro Pedrosa (PV/MG); e o coordenador do Grupo Ucrânia, Jô Moraes (PCdoB/MG); Brizola Neto (PDT/RJ); e Arnaldo Jardim (PPS-SP).
Essa frente trabalhará pela garantia de recursos orçamentários, humanos e materiais para o desenvolvimento e ampliação do Programa Nuclear Brasileiro. Na Câmara dos Deputados será proposta uma legislação específica nas áreas de Ciência, Tecnologia e Inovação visando aperfeiçoar e modernizar o complexo tecnológico nuclear brasileiro. Os parlamentares pretendem ainda incentivar o intercâmbio de pesquisa nuclear com outros países e reforçar ainda a utilização dessa energia somente para fins pacíficos.
Em outubro, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, declarou que a partir de 2030 será preciso colocar em funcionamento uma usina por ano, até 2060, para assegurar o abastecimento de energia do país, porque a energia nuclear está sendo apontada como uma alternativa economicamente viável e ambientalmente sustentável para suceder os combustíveis fósseis, como petróleo e carvão. A afirmação do ministro se deu também porque dados apontam que a população no país deverá se elevar para 250 milhões de habitantes.
O Brasil já detém a sexta maior reserva de urânio do mundo, segundo dados da Associação Brasileira de Energia Nuclear, e domina o ciclo completo do combustível nuclear com tecnologia de ultracentrifugação. “Essa é, sem dúvida, a melhor tecnologia do mundo para enriquecimento de urânio”, avalia o presidente da associação, Guilherme Camargo. O Brasil está entre os sete países do mundo que têm conhecimento e meios para gerar energia elétrica de fonte nuclear.
FONTE: Avozdacidade.com
Acordo secreto entre os dois países, que ganhou carimbo de “secreto” no Ministério da Defesa, autoriza o Brasil a instalar uma base naval na Namíbia, país africano que adquiriu navios de guerra produzidos aqui.
FONTE: Colunista Cláudio Humberto
NOTA DO EDITOR: A projeção do Brasil sobre a África é natural, tendo em vista os interesses econômicos do Brasil na região. Mesmo que não seja instalada uma “base naval” brasileira na Namíbia, a Marinha do Brasil, que formou a Marinha desse país amigo, teria plena liberdade para fazer escalas lá, se necessário.










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